1999-09b) Problemas com a memória - parte 2

As dúdivas desta página foram publicadas entre 1998 e 1999. Podem ser portanto bastante úteis para quem tem comptuadores da época, como Pentium II/300 a Pentium III/500, K6-2, Celeron, e também os modelos mais antigos do Pentium, K6 e Cyrix, além de informações sobre o Windows 95 e o Windows 98, este último ainda muito usado em inúmeros computadores. Apenas leve em conta que por já terem passado alguns anos, certas informações tendem a ficar desatualizadas, como por exemplo, indicações de marcas e modelos de produtos. Apesar disso acreditamos que essas informações ainda são de grande utilidade, e várias delas se aplicam 100% mesmo nos dias atuais. 

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Veja a parte 1
1) Ajustes no CMOS Setup para resolver problemas na memória
2) Expansão de memória problemática
3) Memória convencional
4) Mais memória convencional
5) Travamentos após a expansão de memória
6) Aproveitando memórias antigas em placa i430VX
7) Para instalar memórias SIMM/72
8) Tempo de acesso das memórias SDRAM
9) Bancos de memória alternados
10) RAM cacheável
11) Problemas na expansão de memória
12) Problemas na expansão de memória com módulos SIMM
13) RAM acima de 64 MB
14) Aproveitando memórias antigas em placa para K6-2
15) PC recheado com RAM
 

1) Ajustes no CMOS Setup para resolver problemas na memória
Quais são os ajustes que devem ser feitos no CMOS Setup para compatibilizar o funcionamento de memórias lentas?

Resposta:
Muitas vezes PCs podem apresentar travamentos causados por incompatibilidades entre a velocidade do processador e a das memórias. Esses problemas se traduzem em falhas e operações ilegais no Windows (este programa executou uma operação ilegal, ....). Como a memória é sempre suspeita nesses casos, é preciso fazer uma checagem de hardware. Muitas vezes não existe defeito nem mau contato, e sim um acesso mais veloz que as memórias permitem. Podemos corrigir o problema fazendo ajustes no CMOS Setup.

Quando usamos no CMOS Setup o comando Load BIOS Defaults, estamos supondo que as memórias têm o tempo de acesso recomendado pelo fabricante da placa de CPU. Na maioria das placas de CPU Pentium, o tempo de acesso é 60 ns para memórias EDO e FPM, e 10 ns para SDRAM. Quando são usadas memórias mais lentas que o recomendado, em geral não podemos programar o CMOS Setup com os valores default no que diz respeito às operações de acesso à memória. É necessário reajustar os parâmetros de acesso à memória para que seja dado o maio tempo possível. Esses parâmetros estão localizados no Advanced Chipset Setup, e alguns deles são:

Autoconfiguration: deve ser desabilitado para permitir alteração dos demais itens

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2) Expansão de memória problemática
Tenho um Computador 486 DX4, 16 MB de RAM, HD de 1.2 GB. Certo dia resolvi instalar mais 16 MB de memória, abri o gabinete para verificar qual o banco faltava ser preenchido. A configuração dos bancos de memória era a seguinte: 4 slots de 30 pinos e 2 slots de 72 pinos, havia apenas um módulo de 16 MB que estavam instalados estavam no Banco 0 do slot de 72 pinos, até aí tudo bem, quando fui instalar mais 16 MB no slot 1 de 72 pinos o micro não aceitou começou a apitar, retirando a memória ele funcionou normalmente, então retirei o módulo que estava instalado e coloquei o novo e continuou apitando, pensei que o módulo estava com defeito mas testando em outro 486 ele funcionou normalmente, tentei instalar os módulos mais nenhum funcionava. Então mantive o módulo original já que estava funcionando, só que dias mais tarde ele também começou a apresentar problemas e ai nenhum outro módulo de memória funcionou em meu computador, mesmo instalando apenas um módulo de 72 pinos no Banco 0. Todos os módulos de memória que teste são comum. Existe a possibilidade da placa ter queimado ou existe alguma configuração através de jumpers para as memórias?

Resposta:
Muitas coisas podem ter ocorrido. O novo módulo de memória pode ser do tipo EDO, incompatível com a sua placa, que só aceita módulos FPM. Talvez você tenha feito o teste em outro PC 486 dotado de chipset que suporta memórias EDO, ou então a memória EDO pode ter funcionado no segundo PC por sorte (às vezes funciona, pelo menos à primeira vista). Supondo que o novo módulo de memória seja realmente do tipo FPM, é possível que exista na placa de CPU algum jumper relacionado com a instalação de memórias. Se for o caso, o manual da placa deverá fazer referência sobre este jumper. Normalmente é um jumper localizado perto dos soquetes de memória. Existem placas que requerem que este jumper seja remanejado para permitir a desativação dos soquetes de 30 pinos e a ativação de um soquete de 72 pinos.

É possível ainda que os soquetes para os módulos de memória estejam com mau contato causado pela poeira e pela umidade. É preciso espanar a poeira com um pequeno pincel (novo) ou aspirá-la usando um mini-aspirador. Feito isso, devemos aplicar spray limpador de contatos eletrônicos, encontrado nas lojas de material de eletrônica (não use WD40). Finalmente, é ainda possível que você tenha danificado os módulos de memória com eletricidade estática. Se você tiver tocado as partes metálicas dos chips ou os contatos do módulo, poderá ter deixado as memórias em um estado semi-danificado, vindo o defeito definitivo a se manifestar posteriormente.

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3) Memória convencional
Na empresa onde trabalho tem um programa em DOS que só roda com memória livre no mínimo com 570k e eu estou com 470k livre não consigo nem instalar o programa para eu expandir, o que eu faço? Não tenho DOS instalado, uso somente o Windows 95, se eu tivesse o recurso do DOS para usar o MEMMAKER eu poderia expandir a memória ou eu iria experimentando desabilitar alguma linha de comando do CONFIG.SYS, mas é complicado. Li uma dica na PC World, que poderia rodar qualquer programa em DOS pelo Windows, bastava criar um atalho e com o lado direito do mouse iria na opção propriedades (memória) e configurar expandindo a memória, mas não deu certo, gostaria que explicasse melhor esta opção.

Resposta:
Você pode rodar programas do DOS sob o Windows, e você fez tudo certo. Acontece que se durante o boot não existir memória convencional livre na quantidade que você precisa, também não existirá quando você rodar o programa em uma seção do DOS sob o Windows. A liberação de memória convencional não é nada complicada. Basta que você comece o arquivo CONFIG.SYS da seguinte forma:

DOS=HIGH,UMB
DEVICE=C:\WINDOWS\HIMEM.SYS
DEVICE=C:\WINDOWS\EMM386.EXE NOEMS

O CONFIG.SYS pode ser editado usando por exemplo o editor EDIT, ou então o NotePad do Windows 95. Quando você executar um novo boot, haverá automaticamente mais memória convencional disponível, talvez já os 570 kB que você precisa. Use sob o MS-DOS o comando MEM/C/P para checar a quantidade de memória convencional livre e quais são os programas que a estão ocupando. Verifique também a quantidade de memória superior (UMB) livre. Se existir espaço, você poderá transferir para ela alguns dos programas que estão na memória convencional. O próprio comando MEM que citei mostra os nomes dos programas que estão na memória convencional. Alguns deles foram ativados pelo CONFIG.SYS e outros pelo AUTOEXEC.BAT. Para que um programa ativado pelo CONFIG.SYS passe a ficar na memória superior, basta trocar o seu comando DEVICE por DEVICEHIGH. Note que este recurso só não pode ser usado para o HIMEM.SYS e EMM386.EXE. Use apenas para outros programas do CONFIG.SYS que sejam ativados pelo comando DEVICE. Já os programas que foram ativados pelo AUTOEXEC.BAT passam para a memória superior com o uso do comando LH. Por exemplo, se no AUTOEXEC.BAT existir o comando MOUSE.COM, troque-o por LH MOUSE.COM.

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4) Mais memória convencional
Tenho um PC Pentium/100, com 16 MB de RAM, disco rígido de 3,2 GB. O problema é que a memória convencional do meu computador está com 468K, o que impede o uso de programas do MS-DOS. Quando executo o Memmaker, aparece uma mensagem dizendo que o programa não pode melhorar a memória, porque a memória superior não foi criada. Como faço para criar a memória superior?

Resposta:
Use no início do arquivo CONFIG.SYS os seguintes comandos:

DOS=HIGH,UMB
DEVICE=C:\WINDOWS\HIMEM.SYS
DEVICE=C:\WINDOWS\EMM386.EXE NOEMS

No Windows 98 isto resultará em cerca de 580 kB de memória convencional livre, desde que os comandos que ocupam memória no AUTOEXEC.BAT e no CONFIG.SYS sejam carregados pelos comandos LH e DEVICEHIGH, respectivamente. No Windows 95, a memória convencional resultante desta configuração é de pouco mais de 610 kB. Use então o comando MEM/C/P para verificar se a UMB foi criada e se está sendo utilizada. Se não existir UMB mesmo assim, o problema pode ser causado por um ajuste errado no CMOS Setup. Entre Advanced CMOS Setup e desabilite os itens ADAPTOR SHADOW RAM entre os endereços entre C8000 e DFFFF.

Se você utiliza o Windows 98 e precisar de mais de 580 kB de memória convencional livre, faça a instalação do Service Pack 1 para Windows 98, obtido em www.microsoft.com.br.

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5) Travamentos após a expansão de memória
Tenho um K6-2 de 333 MHz com 64 MB de SDRAM, placa de CPU PCPartner e placa de vídeo PCI Trident 9440, modem US Robotics 33600 e multimídia Creative com CD 32x. Uso o Windows 98. Têm ocorrido travamentos em alguns programas, principalmente com o Internet Explorer. Tudo começou depois que instalei o segundo módulo de SDRAM de 32 MB e não consigo saber o que está acontecendo, má configuração ou problemas de hardware .

Resposta:
Este segundo módulo de memória pode ser incompatível com o processador. Note que o K6-2 é disponível em versões para clock externo de 100 MHz (K6-2/300, /350, /400) e outros para clock externo de 66 MHz (K6-2/266, 300, 333). Note que existem dois modelos de 300 MHz, um para o clock externo de 100 MHz e outro para 66 MHz. Na parte superior do chip está especificado o valor do clock externo. Se a sua placa de CPU estiver configurada para operar com o clock externo de 100 MHz e o processador suportar apenas 66, os travamentos são inevitáveis. Será preciso configurar corretamente a placa mãe de acordo com o clock suportado pelo processador. Como os problemas surgiram depois que você instalou o segundo módulo de memória, este pode estar defeituoso. Também caso a placa mãe esteja configurada para usar o clock externo de 100 MHz, módulos de memória SDRAM padrão PC66 (tempos de acesso de 10 ns) não funcionarão corretamente.

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6) Aproveitando memórias antigas em placa i430VX
Ganhei uma placa-mãe Intel com chipset 82430VX com o BIOS "Award Software 1995" "PCI/PNP 586 V--------". Gostaria de saber se o tipo de memória RAM (SDRAM) que o meu 586-133DX P-75 usa é compatível com essa placa. Se este processador da AMD serve nesta placa ou se há algum problema. Se eu instalar o meu processador, o que acontecerá?

Resposta:
Se a sua antiga placa de CPU utiliza dois módulos de memória iguais, de 72 vias (não importa se FPM ou EDO), com tempo de acesso de 60 ns, poderão ser utilizados na sua nova placa de CPU. Já o processador não poderá ser aproveitado. Processadores 486 e 586 pertencem à quarta geração, e processadores Pentium pertencem à quinta geração. Seus soquetes são completamente diferentes, e portanto o seu antigo processador nem mesmo poderá ser encaixado no novo soquete. Você terá que comprar um processador Pentium ou superior, mas antes verifique no manual da sua nova placa, quais são os processadores suportados. Provavelmente a sua placa suporta também processadores Pentium MMX, e talvez alguns modelos da Cyrix e AMD.

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7) Para instalar memórias SIMM/72
Tenho um computador Pentium-166 com placa mãe Intel i430VX, 4 soquetes para memórias SIMM/72 e 2 soquetes para memórias DIMM/168. Gostaria de identificar os tipos de memória DIMM, baseado na voltagem em MHz que poderia ser usado com este tipo de placa, como reconhecê-las e como combinar com as do tipo EDO DRAM.

Resposta:
As memórias SDRAM (encapsulamento DIMM/168) para serem usadas na sua placa devem utilizar a voltagem de 3,3 volts (praticamente não são usadas memórias SDRAM de 5 volts) e clock de 100 MHz (a memória deve ter especificação –10). Note que a sua placa de CPU opera com o clock externo de 66 MHz, e as memórias SDRAM próprias para operar com este clock são as de 100 MHz. Não é o caso da sua placa, mas nos casos em que o clock externo do processador é 100 MHz, as memórias SDRAM devem ser de 125 MHz (especificação –08). Não se preocupe com a questão da voltagem. Mesmo que você receba indevidamente um raríssimo módulo de 5 volts (que no caso nem seria SDRAM, e sim, EDO DRAM com encapsulamento DIMM/168), o encaixe no soquete não será possível, graças à localização de chanfros que impedem o encaixe de tipos errados.

O grande problema é que a maioria das placas de CPU que possuem soquetes SIMM/72 e DIMM/168 combinados não permite a mistura. Na maioria dos casos, ou todas as memórias são SIMM/72, ou todas são DIMM/168. Será preciso consultar o manual da sua placa de CPU para saber se a implementação dos bancos de memória usada pelo fabricante permite a mistura de memórias desses dois tipos.

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8) Tempo de acesso de memórias SDRAM
Sei que as memórias SIMM com especificação -6 têm tempo de acesso igual a 60 ns. No meu PC (Pentium-233 MMX) foram instaladas memórias DIMM com especificação -12. Seriam então memórias de 120 ns, ou seriam de 12 ns como diz o revendedor? Ou as memórias DIMM usam indicações diferentes?

Resposta:
Sim, são realmente memórias com 12 ns de tempo de acesso. As memórias SDRAM (que por um acaso utilizam quase sempre o encapsulamento DIMM) são bem mais velozes que as tradicionais memórias FPM DRAM e EDO DRAM, que em geral utilizam o encapsulamento SIMM. Sendo memórias síncronas, ou seja, operam de forma sincronizada com o clock externo do processador, possuem normalmente as indicações em MHz. Você encontrará portanto memórias SDRAM com especificações de 100 ou 125 MHz (as mais comuns). Nesse caso os chips poderão ter as indicações -100 ou -125. Ocorre que alguns fabricantes usam, ao invés de indicações em MHz, as tradicionais indicações em ns. Memórias SDRAM de 100 MHz podem portanto ser indicadas como sendo de 10 ns, e memórias de 125 MHz podem ser indicadas como sendo de 8 ns. Existem entretanto modelos com outros clocks máximos, e portanto com outros tempos de acesso. As suas por exemplo são de 12 ns, o que corresponde ao clock máximo de 83 MHz.

Seu PC é um Pentium-233 MMX que utiliza o clock externo de 66 MHz. Suas memórias -12 são a princípio suficientemente velozes para operar neste clock. Entretanto, se você tiver problemas de mau funcionamento, solicite a substituição por memórias -10 (100 MHz). Muitos fabricantes de placas de CPU recomendam usar memórias de 100 MHz para barramentos de 66 MHz, e memórias de 125 MHz para barramentos de 100 MHz.

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9) Bancos de memória alternados
Estive lendo uma edição da revista PC World sobre sua dificuldade para instalação de 40 MB de memória. Tenho um Pentium-100 com 40 MB de memória RAM, distribuídas da mesma maneira que você, ou seja, 32 MB formados por dois módulos de EDO DRAM com 16 MB cada, e mais 8 MB formados por dois módulos FPM DRAM de 4 MB cada. No meu caso, apanhei bastante até descobrir que o primeiro banco é formado pelo primeiro e pelo terceiro soquetes, e que o segundo banco é formado pelo segundo e pelo quarto soquete. Está tudo funcionando perfeitamente, bastando levar em conta esta ordem alternada.

Resposta:
Placas de CPU Pentium que possuem 4 soquetes SIMM/72, divididos em dois bancos, podem operar com memórias EDO DRAM ou FPM DRAM, desde que instaladas em dois bancos independentes. Por exemplo, podem ser instalados dois módulos EDO DRAM no primeiro banco e dois módulos FPM DRAM no segundo banco. Este tipo de instalação é muito fácil, e em geral não é preciso fazer ajustes em jumpers nem no CMOS Setup em função do tipo de memória. O BIOS é capaz de detectar automaticamente o tipo de memória usado em cada banco. Desta forma poderíamos pensar que o manual da placa de CPU é desnecessário no que diz respeito a informações sobre expansão de memória. Nesse caso é quase sempre desnecessário, graças à simplicidade da expansão, e também à detecção automática. Mesmo assim, podem ocorrer casos em que a consulta ao manual é necessária. Já tive a oportunidade de observar uma certa placa de CPU que utilizava bancos alternados, ou seja, o primeiro banco de memória formado pelo primeiro e terceiro soquetes, e o segundo banco formado pelo segundo e quarto soquetes. Entretanto, este layout é uma raridade, só vi uma placa assim, entre dezenas de placas já testadas. Fica mais uma vez anunciada a regra geral: antes de realizar expansões na sua placa de CPU, consulte o seu manual.

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10) RAM cacheável
Gostaria de saber se o novo chip desenvolvido pela Intel, o i440BX, provisiona uma supervisão de cache maior que 64 MB. Se eu colocar mais de 64 MB, o computador ficará mais lento? Qual é a máxima quantidade de memória RAM que a supervisão de cache do i440BX permite?

Resposta:
512 MB é a máxima memória RAM que pode ser "cacheada" em PCs equipados com o i440BX, e também com o i440LX e com o i440FX. No caso do Pentium II, esta função não é realizada pelo chipset, e sim pelo próprio Pentium II. O assunto é muito interessante e vale a pena ser abordado. Chipsets i440FX, i440VX e i440TX, usados nas placas de CPU Pentium nos últimos anos, possuem um pequeno inconveniente: a memória cache externa só atua sobre os primeiros 64 kB de RAM. Quando é instalada memória RAM em maior quantidade, apenas os primeiros 64 MB serão acelerados pela cache, ficando o restante com a velocidade normal da DRAM, o que representa uma queda de desempenho de 20 até 50%. Pior ainda, o Windows utiliza a memória a partir do seu final, fazendo com que a lentidão se manifeste mesmo quando a memória está pouco ocupada. Isso não era ruim no tempo em que esses chipsets foram criados, quando a maioria dos PCs usava 16, ou no máximo 32 MB de RAM, mas ruim para aqueles que querem ultrapassar o limite de 64 MB, graças aos baixos custos atuais das memórias. Placas de CPU equipadas com o Pentium II não apresentam este problema, já que a cache L2 é gerenciada pelo próprio Pentium II, e atua sobre os primeiros 512 MB de RAM.

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11) Problemas na expansão de memória
Tenho um Pentium MMX-233 com 32 MB de RAM. Fiz uma expansão para 64 MB, usando mais dois módulos EDO de 16 MB. Todos os quatro módulos são EDO de 16 MB, sendo os dois do primeiro banco de um fabricante e os dois do outro banco, de outro fabricante. Depois da expansão passaram a ocorrer problemas, como falhas gerais de proteção e problemas em arquivos VXD. Testei as memórias com o Norton Diagnostics mas nada de errado foi detectado.

Resposta:
Existe a grande possibilidade dos dois novos módulos de memória (ou pelo menos um deles) estar defeituoso. Note que programas como o Norton Diagnostics só detectam erros no teste de memória se as duas caches do processador (L1 e L2) estiverem desabilitadas. É possível ainda que as memórias estejam boas mas sofrendo de mau contato nos soquetes. Seria preciso fazer uma limpeza tanto nos contatos das memórias como nos soquetes, usando um spray limpador de contatos eletrônicos (não use WD40). Será preciso aspirar a poeira dos soquetes das memórias antes de aplicar o spray. O problema pode ainda ser causado por erros na configuração de acesso à memória no Advanced Chipset Setup. Todos os itens relacionados com a temporização do acesso à DRAM devem ser programados com os maiores valores possíveis. Dependendo do fabricante das memórias, é possível que a temporização default seja rápida demais.

Note que é comum a danificação de memórias, mesmo novas, devido à eletricidade estática. Os vendedores não tomam os devidos cuidados e tocam os chips diretamente com as mãos, danificando-os. Os próprios usuários ao fazerem expansões podem tocar indevidamente os contatos dos módulos de memória ou mesmo dos seus chips, resultando em problemas de mau funcionamento.

Verifique ainda se os jumpers da sua placa de CPU estão programados corretamente no que diz respeito as clocks interno e externo do processador. Algumas placas de CPU para Pentium MMX podem ser configuradas com o clock externo de 75 MHz e multiplicador 3x, resultando no clock interno de 225 MHz, apesar do BIOS detectar o clock de 233 MHz (valor padrão mais próximo). Este recurso conhecido como overclock é utilizado por muitos usuários que gostam de envenenar seus computadores, apesar de não ser uma prática segura. As memórias, por exemplo, podem apresentar problemas de mau funcionamento. Confira então se a sua placa de CPU está configurada corretamente para o Pentium MMX/233, ou seja, clock externo de 66 MHz e multiplicador 3,5x.

Outro dia passei por um problema muito parecido com o seu. Fiz a expansão de 32 MB para 64 MB e o computador passou a travar e finalizar programas sem que isto fosse solicitado. Quando fui conferir as memórias, constatei que o primeiro módulo era SDRAM de 8 ns (PC-100), mas o segundo era SDRAM de 10 ns (PC-66). A placa de CPU operava com barramento de 100 MHz, exigindo portanto memórias PC-100 (que são marcadas como 125 MHz ou 8 ns). A troca por um outro módulo PC-100 resolveu o problema.

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12) Problemas na expansão de memória com módulos SIMM
Tenho um computador Pentium 100 com 32 de memória RAM (EDO), 256 de cache e 3.2 GB de HD com Windows 98 instalado. Tenho tentado aumentar em mais 32 MB a memória RAM sem obter sucesso, pois ele reconhece a memória como 64, mas não inicializa o Windows. Sempre dá mensagem de "erro de proteção ao Windows" ou, então, trava. Já tentei testar os pentes de memória separadamente, inverter os pentes de posição, mas nada. O que devo fazer?

Resposta:
Provavelmente um dos dois novos módulos de memória que você instalou está defeituoso (ou então ambos). Para confirmar isto, instale apenas esses dois módulos no primeiro banco de memória. Se o problema ocorrer, fica caracterizado o defeito. Será preciso providenciar a troca. Observe que muitos vendedores e usuários danificam os chips de memória com a sua eletricidade estática, por manuseio indevido. É preciso segurar os módulos de memória sempre pelas suas bordas laterais, sem tocar nos seus contatos metálicos.

É claro que estamos supondo que esses dois novos módulos realmente foram comprados de forma correta. Verifique se são realmente EDO de 60 ns. O BIOS irá indicar que são EDO durante o boot, se for o caso. Módulos não EDO (FPM) também podem funcionar, mas nunca é permitida a mistura dentro do mesmo banco. Se os dois módulos novos são iguais (podendo ser diferentes dos dois primeiros), então não existe problema. O tempo de acesso de 60 ns é indicado como –6, -60 ou –06 nos chips de memória. Entre no CMOS Setup e use a opção de carregar valores default do BIOS, o que permite o funcionamento correto na maioria dos casos.

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13) RAM acima de 64 MB
Gostaria de ter esclarecida a seguinte dúvida: é verdade que os sistemas operacionais (exceção do Windows NT) não gerenciam memória acima de 64 Mb? Tenho um micro Pentium II/ 333 MHz, com 128 Mb de memória RAM e Windows 98. Se isso for verdade, significa que joguei dinheiro fora comprando essa quantidade de memória? Como fazer para usá-la?

Resposta:
Não é verdade que exista esta limitação por parte do sistema operacional. Tanto o Windows 98 como o Windows 95 podem gerenciar quantidades de memória RAM bem maiores que esta. A limitação em relação a 64 MB existe em alguns casos, mas não está relacionada com o sistema operacional, e nem impede que quantidades maiores de memória sejam reconhecidas. O que existe é em certos chipsets antigos, a limitação de 64 MB em relação à área cacheável. O trabalho da memória cache é acelerar o desempenho da DRAM. Nesses chipsets antigos (i430FX, i430TX, i430VX, por exemplo), a área cacheável máxima é de 64 MB. Significa que em um PC com 128 MB de RAM, apenas os primeiros 64 MB serão acelerados pela cache, e os restantes funcionarão, mas na sua velocidade normal. Isto resulta em queda de desempenho, pois a DRAM é muito mais lenta que a cache. O problema não ocorre com o Pentium II, que é capaz de cachear até 512 MB. Portanto, toda a sua memória DRAM está funcionando e também está sendo acelerada pela cache.

Note ainda que a limitação de área cacheável em 64 MB também não ocorre nos chipsets modernos (ex: Via Apollo MVP3 e ALI Aladdin V). Os chipsets modernos são capazes de cachear 256 MB ou 512 MB de RAM, dependendo do modelo.

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14) Aproveitamento de memórias antigas em placa para K6-2
Tenho um K6-2/350 e uma placa mãe SOYO-5EHM/5EH5 com slot AGP, e ela pode trabalhar tanto a 66 como a 100 MHz. Meu problema é que comprei todas as peças para montar este PC e só não tive condições de comprar as memórias, estou esperando os preços voltarem ao normal. Como possuo dois módulos de 16 MB e 66 MHz, gostaria de saber se ao fazer minha placa trabalhar com este clock ocorrerá algum problema além da redução no desempenho, e se o mesmo ocorre no slot AGP.

Resposta:
O clock do barramento AGP tem seu clock regulado independente do usado pelo processador. No manual da sua placa de CPU você encontrará as instruções para programar os jumpers adequadamente. Dependendo da placa, é possível manter o processador operando externamente a 100 MHz, enquanto apenas a memória DRAM opera a 66 MHz. A vantagem desta configuração é que o acesso à cache externa é mais veloz. Se sua placa não possui esta regulagem, então a DRAM e a cache irão operar a 66 MHz. A única desvantagem é a redução no desempenho. Não ocorrerá qualquer outro tipo de problema devido ao uso das suas memórias antigas na nova placa de CPU.

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15) PC recheado com RAM
Trabalho na área gráfica, 3D Max, Lightwave, Adobe, Corel, etc... minha empresa pretende adquirir um micro novo para que eu possa desenvolver melhor meu trabalho. Estou optando por colocar uma placa aceleradora Diamond Fire Gl1000, HD 6 GB e, recheá-lo de memória RAM, tenho uma dúvida: Soube que certas placas, às vezes não adianta rechear de memória RAM porque elas não vão aproveitar a fundo as memórias, como funciona isso?? o que devo ter para aproveitar o máximo á memória RAM?? (e cá entre nós, memórias estão muito caras para ficarem obsoletas no micro).

Resposta:
Todas as placas de CPU aproveitam, reconhecem e usam toda a memória instalada. Se uma placa antiga suporta 256 MB, todos os 256 MB estarão disponíveis se instalados. Ocorre que nessas placas antigas, a parte do chipset responsável pelo controle da cache secundária só consegue fazer com que esta cache acelere apenas os primeiros 64 MB da memória. A memória restante não será acelerada pela cache L2, portanto seu acesso será mais lento. Isto justifica a afirmação de que nesses micros, instalar 128 MB os faz ficar mais lentos que com 64 MB. Este problema ocorre em placas que usam chipsets antigos, como o i430FX, i430VX e i430TX. Já as placas de CPU atuais não possuem este problema. Em placas para Pentium II/III a cache L2 pode atuar até sobre 512 MB de RAM. Em outras placas modernas para o soquete Super 7 (K6-2, K6-3, etc.), a RAM pode ser cacheada até 256 ou 512 MB, dependendo do chipset. Portanto toda a sua memória será aproveitada e acelerada pela cache L2 (e L3, no caso do K6-3).

É claro que existe também a questão da memória se tornar obsoleta e não poder mais ser aproveitada em futuras placas de CPU. As memórias mais avançadas usadas na maioria dos PCs modernos é a do tipo SDRAM, com encapsulamento DIMM-168 e com especificação PC-100 (indicação de 125 MHz ou superior, ou então tempo de acesso 8ns ou inferior). Se você quer ficar um pouco mais seguro sobre o aproveitamento das memórias, exija a SDRAM do tipo PC-133, que é ainda mais rápida. Fique entretanto sabendo que já existem, e no futuro serão comuns memórias ainda mais velozes (por enquanto são muito caras, não compensa pagar mais caro só para poder aproveitá-las no futuro). São as memórias DDR-SDRAM, de 200 MHz, usadas nas placas de CPU para o processador AMD Athlon.

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