1999-09a) Problemas com a memória - parte 1
As dúdivas desta página foram publicadas entre 1998 e 1999. Podem ser portanto bastante úteis para quem tem comptuadores da época, como Pentium II/300 a Pentium III/500, K6-2, Celeron, e também os modelos mais antigos do Pentium, K6 e Cyrix, além de informações sobre o Windows 95 e o Windows 98, este último ainda muito usado em inúmeros computadores. Apenas leve em conta que por já terem passado alguns anos, certas informações tendem a ficar desatualizadas, como por exemplo, indicações de marcas e modelos de produtos. Apesar disso acreditamos que essas informações ainda são de grande utilidade, e várias delas se aplicam 100% mesmo nos dias atuais.
1) Expansão de memória
em um Compaq
Possuo um Compaq Presario 5220, com 8 MB de memória RAM. Gostaria de
saber se é possível tirar toda a memória da Compaq e colocar memória
comum, não Compaq. Tenho dois módulos de 72 pinos e quatro de 30 pinos,
cada um com 2 MB. Qual seria o melhor modo de trocar e expandir a memória
do meu computador?
Resposta:
Existe uma grande chance de
memórias "não Compaq" funcionarem, apesar disso normalmente
resultar em perda de garantia. Entretanto, existe uma pequena chance de que
a instalação não funcione. Você precisará fazer a compra em um
fornecedor que faça a instalação, ou que pelo menos faça a devolução
do dinheiro caso as novas memórias não funcionem.
Provavelmente você precisará retirar todas as atuais memórias, e adquirir um ou dois módulos, totalizando a capacidade que você deseja. Atualmente, um módulo de 16 MB está custando cerca de 60 reais. É recomendável que você leve os módulos atuais de 72 pinos para que o revendedor possa tirar algumas conclusões. Por outro lado, sendo um modelo de 486, provavelmente as memórias usadas são do tipo FPM (Fast Page Mode), ou seja "não EDO". Saiba também que existem modelos da Compaq que exigem memórias com paridade. A maioria das memórias à venda atualmente são EDO sem paridade, mas procurando bastante você poderá encontrar versões FPM sem paridade, e FPM com paridade. Melhor ainda é, antes de procurar, tentar obter as especificações das memórias que o seu PC pode usar, através do seu manual, ou mesmo do suporte técnico da Compaq.
2) Memórias EDO em PCs
486 e 586
Uma placa 5x86-133 reconhece memórias EDO? Depende do BIOS? Posso
misturar, se quiser, 32 MB de EDO com 16 MB de não EDO?
Resposta:
As placas de CPU 486/586
baseadas no chipset UM8886/UM8881, fabricado pela UMB, podem operar com memórias
FPM ou EDO, porém, todas precisam ser do mesmo tipo (ou tudo FPM, ou tudo
EDO). É preciso ainda declarar no CMOS Setup o tipo de DRAM (FPM ou EDO).
Placas de CPU 486 e 586 baseadas neste chipset são relativamente comuns.
3) Memória insuficiente
na instalação do Windows 95
Possuo um disco rígido de 2 GB conectado a uma placa SCSI 1540C/1542C,
onde não consigo fazer a instalação do Windows 95. Já configurei no BIOS
da placa para que não fosse usado o espaço acima de 1 GB, dividi o disco
em duas partições, uma de 800 MB e outra de 200 MB, onde consegui, pelo
menos, instalar o MS-DOS 6.2. Com o Windows 95, acontece o seguinte: depois
de instalado o MS-DOS, faço o procedimento padrão para instalação do
Windows 95, mas sou informado que não possuo memória suficiente para a
instalação. O que fazer?
Resposta:
Quando um programa apresenta
um erro de "memória insuficiente", diz respeito à RAM, e não ao
espaço no disco rígido. O programa de instalação do Windows 95 requer um
mínimo de 430.000 bytes livres na memória convencional para que possa
funcionar. Desconfio que o problema esteja relacionado com isto. Se a memória
não estiver corretamente configurada, poderá haver pouco espaço livre.
Experimente executar um boot limpo no MS-DOS 6 (tecle F5 quando for
apresentada a mensagem "Iniciando o MS-DOS..."), e você
certamente terá espaço livre suficiente.
4) Memória convencional
insuficiente para jogos
Substituí meus modestos 4 MB de RAM por 16 MB. Porém, ainda assim
preciso utilizar um disquete de boot para executar alguns jogos que, por
exemplo, exigem 550 kB de memória, e minha máquina diz que só tem disponível
500 kB, a mesma quantidade disponível na época em que só tinha 4 MB. Será
que uma configuração melhor resolveria meu problema?
Resposta:
Uma expansão de memória não
tem influência alguma sobre a memória convencional livre, como ocorre no
seu caso. Para aumentar os seus 500 kB para um valor mais próximo de 640
kB, você precisa usar os comandos de gerenciamento de memória no arquivo
CONFIG.SYS. Comece este arquivo com os seguintes comandos:
Se você estiver usando o Windows 95, use nos comandos acima, "C:\WINDOWS" ao invés de "C:\DOS". Você pode ainda ganhar mais 64 kB de memória superior, desde que não esteja utilizando programas que precisam de memória EMS. Para isto, substitua o parâmetro "RAM" na linha de comando do EMM386 por "NOEMS". Só com essas providências você já terá algumas dezenas de kB a mais de memória convencional livre.
Procure no seu arquivo CONFIG.SYS todos os arquivos que são carregados através do comando DEVICE, e substitua por DEVICEHIGH (exceto para o HIMEM.SYS e para o EMM386.EXE). Isto fará com que esses arquivos sejam carregados na memória superior, deixando ainda mais memória convencional livre. Finalmente, veja no seu arquivo AUTOEXEC.BAT quais são os programas residentes que são carregados na memória, e coloque antes de cada um deles, a palavra LOADHIGH. Por exemplo, se no seu AUTOEXEC.BAT existir o comando DOSKEY, substitua-o por LOADHIGH DOSKEY (você pode usar LH ao invés de LOADHIGH). Para saber quais são os programas residentes na memória convencional, use o comando MEM/C/P, o que poderá ajudar bastante para identificar quais são os drivers e programas residentes que ocupam a memória convencional, tendo sido ativados pelos arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT. Essas técnicas são válidas tanto para o MS-DOS como para o Windows 95.
5) Expansão de memória
com módulos de 30 vias
Tenho uma placa de CPU antiga que utiliza memórias de 30 vias, mas não
encontro mais este tipo de memória no mercado. Existe alguma forma de fazer
a expansão com módulos de 72 vias?
Resposta:
Se for desejado manter a mesma
placa de CPU será preciso adquirir memórias de 30 pinos para fazer a
expansão. Consulte os anúncios dos cadernos de informática dos principais
jornais, pois algumas lojas ainda comercializam memórias de 30 pinos. Por
outro lado, se for desejado instalar uma nova placa de CPU (486 ou 586),
ainda é possível encontrar alguns modelos que possuem soquetes de 30 e de
72 pinos.
6) Mistura de memórias
Gostaria de saber se posso associoar memórias SIMM do tipo -6 ou -7 com
memórias tipo EDO DRAM, sem que haja problemas de paridade entre elas.
Resposta:
As atuais placas de CPU
Pentium podem operar com memórias DRAM comuns (chamadas de FPM DRAM, ou
Fast Page Mode DRAM), com memórias DRAM do tipo EDO (Extended Data Out
DRAM), desde que em bancos diferentes. Nos PCs Pentium, cada banco é
formado por dois módulos SIMM de 72 pinos. Você pode, por exemplo,
preencher o Banco 0 com dois módulos EDO e o Banco 1 com dois módulos FPM,
mas nunca poderá instalar, dentro de um mesmo banco, memórias FPM e EDO
juntas. Os problemas que você teme não têm nenhuma relação com
paridade. O seu PC irá operar com paridade, desde que todos os módulos de
memória instalados possuam paridade. A única precaução a ser tomada é
que não é recomendável instalar, dentro mesmo banco, módulos com
paridade e módulos sem paridade.
7) Gerenciando a memória
no Windows 95
Gostaria de saber como otimizar a memória convencional no Windows 95. Não
consigo achar o antigo memmaker do velho DOS. O que fazer?
Resposta:
Dê uma olhada na pergunta #4
desta mesma seção, onde explico os comandos dos arquivos CONFIG.SYS e
AUTOEXEC.BAT que provavelmente resolverão o seu problema. Gostaria
entretanto de acrescentar um detalhe que pode observar, relacionado com o
DriveSpace do Windows 95. Quando é realizado um boot, é carregado
automaticamente na memória convencional o DBLSPACE.BIN. No arquivo
CONFIG.SYS, encontramos o comando:
DEVICEHIGH/L:0=C:\WINDOWS\COMMAND\DRVSPACE.SYS /MOVE
Este comando faz com que o DBLSPACE.BIN, que está carregado na memória convencional, seja substituído por um driver de modo protegido, que opera na memória XMS, deixando assim a memória convencional livre. Ocorre que muitas vezes o parâmetro "/L:0" impede este carregamento, fazendo com que continue sendo usada a memória convencional. Remova o "/L:0" e veja se o problema foi resolvido. Através do comando MEM/C/P você poderá acompanhar qual é o espaço ocupado por cada programa na memória convencional e na memória superior. Uma tarefa bastante emocionante.
Se você prefere usar o MEMMAKER, pode acessar a Microsoft pela Internet (http://www.microsoft.com) e obter este programa. No Windows 95 distribuído em CD-ROM, podemos encontrar o MEMMAKER, além de vários outros programas e arquivos complementares, inclusive um tutorial sobre o Windows 95. Infelizmente a versão em disquetes não possui esses programas, mas podelos conseguir tudo pela Internet.
8) Memórias EDO DRAM em
PCs 486
Possuo um 486DX4-100, com 8 MB de RAM (dois módulos de 4 MB, 70 ns),
256 kB de cache, um disco rígido de 1,2 GB com Windows 3.11. A minha dúvida
é a seguinte: é possível que o meu equipamento, que é compatível com
EDO DRAM, aceite este tipo de memória, funcionando como FPM DRAM? Ocorre
que eu pretento primeiramente expandir a memória, e depois trocar o
processador. Seria interessante então comprar memórias EDO, para aproveitá-las
na configuração futura.
Resposta:
Você está certo em procurar
memórias EDO para poder aproveitá-las futuramente, já que são mais
velozes que as do tipo FPM. Ocorre que a maioria das placas de CPU 486 não
estão preparadas para aceitar memórias EDO. Em algumas delas, as memórias
EDO podem funcionar por pura sorte. Na maioria dos casos, as memórias EDO não
funcionarão no 486. Se você comprar memórias FPM para fazer esta expansão,
funcionarão e poderão ser futuramente usadas em uma placa de CPU Pentium,
mas terão um desempenho ligeiramente inferior ao obtido com memórias EDO.
Sugiro que você faça uma expansão no atual 486, usando memórias FPM, e
quando você instalar uma placa de CPU Pentium, venda a antiga placa de CPU
486 junto com essas memórias, e compre memórias EDO novas para usar no
Pentium.
9) Mais problemas de memória
insuficiente
Meu PC tem 16 MB de RAM, uso o Windows 95 e o Microsoft Plus. Tentei
executar um jogo para DOS que necessita de 570 kB de memória convencional e
o computador acusou memória insuficiente. Tentei alterar os arquivos
CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT, usei vários gerenciadores de memória (QEMM8,
SoftRAM 95), mas de nada adiantou. Algumas pessoas me disseram que como
tinha o DOS 6.22 e a atualização do Windows 95 a partir do Windows 3.11,
quando ativava o modo MS-DOS, muitos drivers eram carregados na memória.
Formatei o disco e refiz a instalação do DOS, Windows 95 e Microsoft Plus,
além dos drivers. Os jogos funcionaram perfeitamente. O problema voltou a
surgir quando instalei o Microsoft Office 95. Gostaria de saber a razão do
problema, e se existe uma solução menos drástica, além de formatar o
disco rígido e instalar tudo novamente. Queria saber também se é aconselhável
usar o DriveSpace 3.
Resposta:
O problema de falta de memória
é devido ao excesso de programas residentes (ativados no CONFIG.SYS e no
AUTOEXEC.BAT). A memória convencional e a memória superior (UMB) ficam
congestionadas, e mesmo quando sobram mais de 500 kB livres, muitos jogos
para DOS não funcionam, por exigirem 600 kB ou mais. Este problema ocorre
com qualquer versão do MS-DOS, e mesmo com o Windows 95. Usar o MEMMAKER é
um método que em muitos casos resolve o problema, mesmo que o usuário não
tenha conhecimentos sobre CONFIG/AUTOEXEC. Entretanto, em muitos casos, é
preciso que o usuário entenda o que está ocorrendo nos arquivos CONFIG.SYS
e AUTOEXEC.BAT para que possa fazer os ajustes (remover programas desnecessários
que estejam ocupando a memória convencional e superior, transferir
programas para a memória superior liberando mais memória convencional,
etc) necessários.
O problema não está relacionado com o fato do seu Windows 95 ser do tipo "Upgrade". Um sofware vendido como "Upgrade" é em geral idêntico ao vendido como "Full". A diferença é que o Upgrade é mais barato, uma forma de beneficiar os usuários que já adquiriram versões anteriores deste software. Você pode esquecer o MS-DOS 6.22 e instalar apenas o Windows 95 no seu PC. O seu modo MS-DOS é inteiramente compatível com o MS-DOS 5 e 6. Você pode fazer as devidas otimizações nos arquivos AUTOEXEC.BAT e CONFIG.SYS do próprio Windows 95.
O uso do DriveSpace 3 é aconselhável, mas você não deve confiar 100% nele. Confie 99%, e saiba que existe uma pequena chance de perder dados. Esta chance de perda pode ser maior quando o computador têm o hábito ruim de apresentar problemas de hardware (que em geral se traduzem como GPF’s). Se o seu computador apresenta problemas como este, não use o DriveSpace. Mesmo que o computador seja confiável, mantenha backup dos dados importantes armazenados no drive compactado.
10) Melhor usar memórias
de 60 ns no Pentium
Tenho um Pentium de 166 MHz com 32 MB de RAM e 256 kB de cache. Resolvi
colocar 64 MB de memória e 512 kB de cache, mas os técnicos me
acrescentaram memórias de 70 ns, e não de 60 ns. A partir de então, a máquina
começou a travar. Disseram-me para reinstalar o Windows 95 e atualizar os
drivers. Fiz o recomendado, mas nada adiantou. Reclamei e eles trocaram vários
componentes da máquina, inclusive o processador. A máquina continua
apresentando o mesmo problema. Será que o problema está relacionado com a
velocidade das memórias?
Resposta:
Praticamente todas as placas
de CPU Pentium exigem memórias de 60ns. Algumas poucas são capazes de
operar com memórias de 70 ns, mas requerem ajustes no CMOS Setup, baseados
no aumento do número de wait states nos acessos à memórias, o que faz o
computador ficar mais lento. É muito provável que o seu problema esteja
realmente relacionado com o uso de memórias inadequadas. Ao fazer uma
expansão de memória, devemos utilizar memórias com o mesmo tempo de
acesso das já instaladas, ou então com tempo de acesso menor (mais rápidas),
mas nunca usando um tempo de acesso maior. Qualquer técnico que encontre
problemas como o seu providencia, antes de mais nada, a substituição das
memórias por outras com o tempo de aceso correto. Soluções como
"instalar tudo novamente" e "formatar o disco rígido" são
desesperadoras, normalmente sugeridas por quem não consegue visualizar o
defeito correto.
11) Faltam 2 MB
Meu computador tem 16 MB. Quando é feita a contagem de memória, são
acusados 16 MB, mas no Windows 95 está indicado que são apenas 14 MB.
Outro PC que também possui 16 MB está com exatos 16 MB indicados no
Windows 95. Por que no meu são indicados apenas 14 MB?
Resposta:
É provável que esteja
indevidamente habilitado no CMOS Setup um ítem que desativa uma área de 1
MB ou 2 MB no endereço 15 MB ou 14 MB. Aparece com nomes de "ISA Frame
Buffer" ou "Memory Hole". Desabilite-o, e os seus 16 MB estarão
plenamente acessíveis. A falta desses 2 MB também pode ocorrer quando o
SMARTDRV é usado nos arquivos CONFIG.SYS ou AUTOEXEC.BAT. Quando o Windows
95 é iniciado, o SMARTDRV fica inativo, mas a área de memória tomada para
fazer cache de disco permanece insdisponível. Retire o SMARTDRV o sua memória
voltará ao normal. A falta desta memória também pode ser devida ao vídeo
onboard, que utiliza parte da memória da placa mãe como memória de
vídeo. Se for o caso, não é possível "devolver" esta memória
em falta, exceto, em alguns casos, com a instalação de uma placa de
vídeo.
12) Problemas no
Registro causados por memórias defeituosas
Tenho um Pentium-133 com 16 MB de RAM e disco de 1,2 GB que, dois meses
depois de montado, começou a apresentar ao ser ligado, "Problema de
Registro". É necessário restaurar o Registro e reiniciar o
computador. A operação passou a ficar complicada, com freqüentes
mensagens indicando operação ilegal. Após trocar os pentes de memória
RAM, a situação melhorou, mas às vezes o problema se repete. Qual a sua
opinião?
Resposta:
Se você trocou as memórias e o
problema melhorou, tudo indica que as memórias eram as causadoras dos
problemas. Ocorre que durante o uso das memórias problemáticas, certos
arquivos do sistema, e mesmo o registro, podem ter sido danificados. A única
forma de passar tudo a limpo é repetir a instalação do Windows 95 sobre a
versão já existente. Se mesmo assim continuarem os problemas, será
preciso tomar providências para melhorar a refrigeração do micro. Isto é
feito através da aplicação de pasta térmica entre o Pentium e o seu
ventilador, arrumação dos cabos flat para que não atrapalhem o fluxo de
ar, e uso de uma distância mínima de 15 cm entre a parte traseira do
gabinete e a parede.
13) DIMM EDO
Li certa vez em um artigo seu que as memórias SIMM de 72 pinos são do
tipo EDO, mas isto não está correto, porque os módulos DIMM também são
do tipo EDO, e inclusive são usados nos computadores Aptiva.
Resposta:
Você está certo. Quando escrevi
aquele artigo, estava me referindo aos dois tipos de memória mais comuns no
mercado, a SIMM de 72 pinos e a SIMM de 30 pinos. As memórias DIMM de 168
pinos já existiam, porém eu ainda não havia encontrado placas de CPU que
suportassem este tipo de memória, por isso resolvi não mencioná-lo. Hoje
observo que este tipo de memória ainda é menos raro, e as placas de CPU
Pentium já as suportam. Podemos encontrar memórias DIMM de 168 pinos dos
tipos FPM (Fast Page Mode), EDO (Extended Data Out) e SDRAM (Synchronous
DRAM), apesar do tipo SDRAM ser o mais comum a usar o encapsulamento
DIMM-168.
14) Memórias EDO em PCs
486
Tenho um 486DX4-100 com 24 MB de RAM (16 EDO e 8 comum), drive de CD-ROM
4X, placa SB16, disco de 540 MB compactado com o DriveSpace 3, Windows 95 e
placa de vídeo Cirrus Logic com 1 MB.
Posso misturar memórias comuns (dois pentes de 4 MB) com memória EDO (dois pentes de 8 MB) e ainda assim tirar proveito das memórias EDO?
Resposta:
Placas de CPU Pentium baseadas no
chipset Triton permitem a mistura de memórias diferentes em bancos
diferentes. Podemos instalar, por exemplo dois módulos tipo EDO no banco 0
e dois módulos comuns no banco 1. Quanto às placas de CPU baseadas no 486
e no 5x86, normalmente não podem operar com memórias EDO, mas existem exceções.
Existem algumas que são equipadas com o chipset UM8881F/UM8886BF e suportam
memórias EDO. Seja qual for o caso, o manual da placa de CPU faz referência
a esta possibilidade. Se memórias EDO não são mencionadas, significa que
não são suportadas. No CMOS Setup de placas baseadas no chipset citado,
existe uma opção para indicar o tipo de memória instalada: FPM (Fast Page
Mode, que é o tipo comum), ou EDO. Não é permitida a mistura.
15) Memórias de 60 e 70
ns
Gostaria de saber se é possível misturar memórias RAM de 72 pinos e
70 ns com outras de 60 ns. Caso não seja possível, o que é preciso para
usar memórias de 60 ns no meu IBM Aptiva 486DX2-66, no lugar das de 70 ns ?
Resposta:
Se um equipamento exige memórias
de 60 ns, você não pode instalar memórias de 70 ns, a menos que realize
alterações no CMOS Setup que retardam os acessos do microprocessador à
memória. O computador fica mais lento, mas as memórias mais lentas podem
ser aproveitadas. Este tipo de operação não é nada recomendável, a
menos que seja estritamente necessário fazer o aproveitamento de memórias
de 70 ns que você já possua. Ainda assim, existem certas combinações que
em geral não funcionam bem, como por exemplo, misturar em um mesmo banco,
memórias com velocidades diferentes.
Especificamente no seu caso, cada banco de memória possui um único módulo de 72 pinos (32 bits, como exige o 486), então podem ser instalados módulos de 60 ns nos bancos ainda disponíveis. Entretanto, para ter certeza absoluta do que pode ser instalado, consulte a tabela de configurações de memória existentes no manual da sua placa de CPU.
Quanto ao ganho de velocidade pelo fato de serem usadas memórias mais rápidas, nem sempre ocorre. Existem placas que são projetadas para oferecer o desempenho máximo do microprocessador, mesmo com memórias de 70 ns. Outras placas apresentam o desempenho máximo apenas com memórias de 60 ns, e são ligeiramente desaceleradas através do CMOS Setup para tolerar o funcionamento com memórias de 70 ns. Faça a medida do desempenho do seu computador com o Norton SI versão 8.0. Se o índice obtido estiver próximo de 144 (o máximo valor que um 486DX2-66 pode apresentar), significa que já está próximo do limite de desempenho que o microprocessador oferece. Por outro lado, se você tiver um índice muito mais baixo, como por exemplo, 120, é possível que as memórias lentas sejam a causa. Você poderá manter as memórias de 70 ns e instalar outras com 60 ns, mas isto não fará com que o computador fique mais veloz, pois a regulagem de velocidade no acesso às memórias é a mesma para todas as memórias instaladas. Isto significa que as memórias de 60 ns serão acessadas como se fossem de 70 ns. Você não irá obter ganho algum no desempenho. Não acho também que seria economicamente viável retirar os seus 24 MB de memória para instalar exclusivamente memórias de 60 ns, a menos que você consiga vendê-los. Entretanto, muito usuários já sabem que os módulos de 70 ns devem ser evitados, e a preferência deve ser por módulos de 60 ns. Isto talvez possa dificultar uma eventual venda.
16) Falta de memória
XMS
Quando uso o comando MEM/C/P no MS-DOS, é acusado cerca de 14 MB de memória
XMS livre (meu PC tem 16 MB), mas quando executo o Prompt do MS-DOS sob o
Windows 3.11, são mostrados apenas 1 MB de memória XMS livre.
Resposta:
Não existe nada de errado com este
computador. Em ambiante DOS, você pode observar que quase toda a memória
XMS está disponível. Entretanto, ao executar o Prompt do MS-DOS sob o
Windows 3.11, é liberada por default, uma área de memória XMS de apenas
1024 kB. Você pode alterar este limite, caso ache necessário. Basta usar o
programa PIF EDITOR para abrir o arquivos DOSPRMPT.PIF, no qual você terá
acesso a campos que definem os limites máximos de memória a serem usados.
Quando você executar o Prompt do MS-DOS novamente, poderá constatar que o
MEM reportará maior quantidade de memória para seus aplicativos.
17) Pouca memória para
jogos
Meu PC é um 386 bem limitado, eu sei, com apenas 4 MB. Instalei o jogo
Rise of the Triad, que segundo o manual exige 4 MB, sendo recomendável o
uso de 8 MB. Mesmo com esta ressalva, entendo que o jogo pode funcionar com
4 MB, com prejuízo talvez na velocidade ou na qualidade gráfica.
Entretanto, de forma alguma consigo executá-lo, sendo sempre apresentada a
mensagem de memória insuficiente.
Resposta:
Muitos jogos ditos apropriados para
micros com 4 MB utilizam até o último byte disponível desta memória.
Cabe ao usuário disponibilizar "até o último byte disponível",
o que nem sempre é uma tarefa fácil. A primeira coisa a fazer é usar no
início do arquivo CONFIG.SYS os três comandos:
A seguir, devemos livrar os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT de todos os programas residentes e drivers que são considerados supérfluos. Por exemplo, podemos eliminar, caso esteja sendo usado, o ANSI.SYS. Muitas placas de som da família Sound Blaster usam no modo MS-DOS, os drivers CSP.SYS, CTSB16.SYS e CTMM.SYS. Nenhum desses drivers é necessário para a execução de jogos, podendo portanto ser removidos. Outra providência a ser tomada é carregar os demais drivers do CONFIG.SYS através do comando DEVICEHIGH, ao invés de DEVICE. Da mesma forma, programas que são carregados na memória pelo AUTOEXEC.BAT devem ser precedidos pela palavra LOADHIGH (ou LH). Em geral, é também preciso remover o SMARTDRV.EXE para disponibilizar mais memória. Isto deverá satisfazer os jogos que necessitam de toda a memória do PC.
18) Quanto é 1 MB?
Meu disco rígido foi vendido como sendo de 240 MB. No CMOS Setup, com
os parâmetros fornecidos pelo fabricante, a capacidade resultante é de
apenas 234 MB. Entretanto, depois de formatá-lo, foram apresentados mais de
240 MB livres.
Resposta:
Discrepâncias em relação aos
"MB" dos discos rígidos são devidas ao fato de que 1 MB não é
igual a 1 milhão de bytes, e sim, 1.048.576 bytes. O tamanho indicado no
CMOS Setup leva isto em conta, mas muitos programas consideram erradamente 1
milhão de bytes como sendo igual a 1 MB. No seu exemplo, multiplicando 234
por 1.048.576, encontramos 245.366.784, o que muitos programas podem
considerar como 245 MB. Outros programas podem descontar daí, áreas usadas
pelo sistema, como a trilha zero, diretório raiz e tabela de alocação de
arquivos. Daí provavelmente vêm os 240 "MB".
19) Shadow RAM e BIOS
Cacheable
Como devo programar os ítens Shadow RAM e Video BIOS Cacheable no CMOS
Setup?
Resposta:
Deixe habilitada a Shadow RAM na área
de 32 kB localizada a partir do segmento C000, que corresponde ao BIOS da
placa de vídeo. Isto faz com que o seu desempenho seja maior quando
operando em modo MS-DOS em programas que fazem acessos à placa de vídeo
através do BIOS VGA. O ítem "Video BIOS Cacheable" faz com que a
memória cache externa atue sobre o BIOS da placa VGA (ou SVGA), tornando o
seu processamento mais veloz. Seu uso é muito recomendável.
20) Envenenamento no
EMM386
É seguro usar no
EMM386, o parâmetro I=B000-B7FF para obter mais memória UMB? E a área
A000-AFFF?
Resposta:
Essas áreas são usadas pela memória
de vídeo em modos EGA e VGA (A000, A400, A800 e AC00) e quando operando em
modo MDA/Hercules (B000 e B400). Não devemos usar a áreas Axxx, pois
qualquer programa que opere em modo gráfico EGA, VGA ou SVGA as utiliza.
Entretanto, muitos usuários usam as áreas Bxxx, desde que jurem que não vão
utilizar nenhum programa que use modos gráficos MDA/HERCULES. Desta forma,
é possível conseguir mais 32 kB de memória UMB. Esta alteração deve ser
feita por conta e risco do usuário. O EMM386, por default, não usa esta
região (e nem vou ensinar aqui o comando para que use, porque sei que
muitos usuários vão tentar e ter problemas, podendo até mesmo perder
dados).
21) Dúvidas sobre SDRAM
Adquiri recentemente uma placa Soyo 5VD5 com processador Pentium-166 MMX
e chipset 82430VX com 2 soquetes DIMM e 4 para SIMM. As memórias DIMM são
classificadas em duas categorias, segundo os comerciantes: EDO DRAM e SDRAM.
A SDRAM seria melhor, por ter tempo de acesso de 10 ns. Gostaria de saber se
os chipsets da série TX são os únicos capazes de operar com SDRAM, ou se
são os que melhor a aproveitam. Minha placa usaria SDRAM de 10 ns?
Resposta:
Os chipsets para Pentium,
produzidos pela Intel, capazes de operar com SDRAM são o i430VX (o seu
caso) e o i430TX. O i430TX é um pouco mais veloz nos acessos à SDRAM, em
comparação com o i430VX. É entretanto uma diferença de desempenho global
muito pequena, da ordem de 3% (depende muito da configuração da placa), e
não é suficiente para deixar usuários do i430VX tristes, sonhando com um
i430TX.
As memórias DIMM de 168 pinos podem ser encontradas nas modalidades SDRAM e EDO DRAM, apesar da SDRAM ser a mais comum. Para diferenciar, basta checar o tempo de acesso. Se existir a indicação -6, -7, -60 ou -70, trata-se de EDO DRAM. Se a indicação for -10 ou -12, trata-se de SDRAM. Sua placa suporta portanto as memórias SDRAM, confira apenas se realmente se trata de SDRAM, através do seu tempo de acesso.
22) Problemas com a
cache externa
Meu computador Pentium está apresentando erro no registro. Desabilitei
a cache externa e o problema desapareceu. Gostaria de saber a diferença
entre cache interna e externa e como devo deixá-las declaradas no CMOS
Setup. Se a externa ficar desabilitada, o PC perderá velocidade?
Resposta:
A cache interna está localizada
dentro do microprocessador, e tem baixa capacidade: 8 kB, 16 kB, 32 kB ou 64
kB, dependendo do modelo do microprocessador. A cache externa é formada por
chips SRAM externos ao microprocessador (há exceções, como os casos do
Pentium Pro e do Pentium II, que são oferecidos em um encapsulamento que já
engloba a cache externa). Sua capacidade em geral é de 256 kB ou 512 kB. Em
qualquer placa de CPU, ambas devem permanecer habilitadas, caso contrário
ocorrerá uma considerável queda no desempenho. Um Pentium-200 poderá
ficar tão lento quanto um Pentium-133.
A sua cache externa está com problema. A primeira coisa a fazer é tentar reduzir a velocidade dos seus ciclos de acesso, no Advanced Chipset Setup. Encontre ítens como Cache Read Burst, Cache Write Burst, Cache Cycle ou similares, e programe-os com os maiores valores possíveis. Se isto não der certo e a sua cache é formada por um módulo COAST, providencie a sua substituição junto ao seu revendedor. Finalmente, se nada disso adiantar, tente aplicar pasta térmica entre o Pentium e o seu microventilador. A cache pode estar boa mas parte dos seus circuitos de acesso, localizados dentro do Pentium, podem estar operando de forma errática devido ao excesso de calor.
23) Expansão de 32 MB
para 64 MB
Tenho um AMD K6 de 200 MHz, com 32 MB (fiz uma expansão para 64 MB), HD
de 4 GB, placa aceleradora de vídeo com 4 MB, scanner de mesa, duas
impressoras (HP692 e HP 6L) e monitor de 15". Quando fiz a expansão de
32 MB para 64 MB, não notei melhoramento no desempenho. Gostaria de saber
se existe alguma configuração que melhore a performance do meu micro. Uso
Corel Draw 6.0, PhotoShop 3.0, Photo Styler, Auto Cad 13 e outros programas
ligados à área gráfica.
Resposta:
E expansão de memória de 8 MB
para 16 MB produz um considerável aumento no desempenho, não porque o
microprocessador fica mais rápido, mas porque 8 MB é muito pouco, o que
faz com que o Windows 95 use muito o disco como meio auxiliar de
armazenamento (memória virtual). Uma expansão de 16 MB para 32 MB pode
trazer aumento de desempenho, quando os softwares utilizados necessitam de
muita memória, como é o caso dos programas que fazem processamento gráfico.
Já uma expansão de 32 MB para 64 MB dificilmente trará melhoramento, pois
mesmo os programas mais sofisticados funcionam bem com 32 MB. O AMD K6 de
200 MHz é um microprocessador muito veloz, superior ao Pentium-200 MMX.
Pode ser que o seu computador esteja rápido, mas você pense que é lento.
A melhor coisa a fazer é utilizar programas medidores de desempenho, como o
Wintune (http://www.winmag.com ), para
comparar os índices de velocidade do seu computador com o de outros PCs
semelhantes. Se você possui o Norton Sysinfo 95, melhor ainda. Uma vez
detectado o componente responsável por uma eventual lentidão (pode ser a
CPU, ou a memória, ou o disco rígido, ou a placa de vídeo), você deve
tentar realizar otimizações através de ajustes no CMOS Setup e na
configuração do Windows 95.
24) Expansão de memória
Meu PC 486 tinha 8 MB, e levei-o a uma loja para instalar mais 8 MB.
Lembrei que tinha guardado um módulo de 4 MB, e pensei em instalá-lo,
totalizando 20 MB. O técnico me explicou que não era recomendável, o PC
poderia travar, além disso a memória deveria ser expandida nesta ordem: 4,
8, 16, 32, 64, 128 MB, e assim por diante. Isto está certo?
Resposta:
Não necessariamente a expansão
deve ser feita nesta ordem. Você pode instalar, por exemplo, 16 MB + 8 MB,
totalizando 24 MB. Existem placas que podem aceitar 4 módulos SIMM/72 de
capacidades diferentes em cada um dos 4 bancos disponíveis, mas outras
exigem que os módulos sejam de mesma capacidade. Você poderá tentar
instalar o seu módulo de 4 MB na sua placa e checar o funcionamento.
25) Mais memória
convencional
Tenho apenas 508 kB de memória convencional livre e preciso de mais 4
kB para executar um programa de educação do colégio de minha filha. Uso
no CONFIG.SYS os comandos
O que posso fazer para liberar mais memória convencional?
Resposta:
Retire o parâmetro RAM e coloque
NOEMS na linha de comando do EMM386. Com isto você terá mais 64 kB de memória
convencional livre.
26) Cache Writeback x
Pipeline
Meu PC Pentium-133 tinha 256 kB de cache tipo "Writeback",
como era indicado na tela durante o boot. Na placa de CPU, havia um soquete
vazio, e me foi dito que servia para instalar uma cache do tipo Pipeline,
mais veloz. Como tenho mania de velocidade, resolvi comprar esta memória e
instalar. Fiquei surpreso, porque agora, durante o boot, aparece indicado
Pipeline, ao invés de Writeback. Medi o desmpenho com o Norton Sysinfo para
DOS, e o resultado foi 423, o mesmo que apresentava antes da instalação da
nova cache. Será que a minha cache Writeback está funcionando em paralelo
com a Pipeline? Tenho agora 512 kB de cache (256k Writeback e 256k
Pipeline), ou será que a cache Pipeline matou minha cache Writeback? Será
que joguei dinheiro fora? Quais são as diferenças técnicas entre esses
dois tipos de memória?
Resposta:
Seja qual for o tipo de cache,
são usadas memórias SRAM (Static RAM). Tradicionalmente, os PCs têm
utilizado SRAMs assíncronas, capazes de realizar uma leitura de cada vez,
na seguinte forma:
As leituras que o microprocessador realiza sobre a memória cache são seqüenciais na maioria das vezes. Isto significa que ao ler a posição 1000, serão lidas a seguir as posições 1001, 1002 e 1003. As transferências de dados da cache para o microprocessador ocorrem, em sua maioria, em grupos de 4 acessos, sendo que no caso do Pentium, cada acesso corresponde a 64 bits. O tempo usado para cada uma dessas leituras é medido em número de ciclos de clock. Em uma SRAM assíncrona, tempos típicos são de 3-2-2-2, ou seja, 3 unidades de tempo para a primeira leitura e duas unidades de tempo para cada uma das três leituras seguintes. Esta unidade de tempo é calculada em função do clock externo do microprocessador. Seu Pentium de 133 MHz opera com um clock externo de 66 MHz, portanto cada unidade de tempo vale cerca de 16ns. As quatro leituras consecutivas da SRAM assíncrona demorariam então 48ns, 32ns, 32ns e 32ns, aproximadamente.
As caches mais modernas utilizam um tipo especial de RAM, chamada "Burst SRAM". Essas memórias são mais rápidas quando acessam dados consecutivos. Por exemplo, para acessar a posição 1000, demoram o mesmo tempo que uma SRAM assíncrona, e também necessitam que seja fornecido o endereço e o comando de leitura, mas para ler as posições consecutivas não precisa receber os endereços 1001, 1002, 1003, e sim, comandos "leia o próximo". Ao invés do tradicional 3-2-2-2, pode ser usado 3-1-1-1. No seu computador, a sua Pipeline Burst Cache realiza quatro leituras consecutivas em tempos de 48ns, 16ns, 16ns e 16ns, totalizando 96ns, contra 144ns obtidos com a SRAM assíncrona. Isto significa que a Pileline Burst Cache tem potencial para ser 50% mais veloz que a SRAM assíncrona. Entretanto, isto não significa necessariamente que o seu computador ficará 50% mais veloz, mas certamente terá um ganho de velocidade compensador. Vamos então completar as respostas de suas perguntas:
1) As duas caches não estão funcionando em paralelo. Pelo menos nas placas de CPU Pentium com as quais já tive contato direto, a cache assíncrona precisa ser retirada para permitir a instalação da Pipeline Burst Cache. É possível que existam placas onde a cache assíncrona tenha seus chips soldados, e seja simplesmente desabilitada para permitir o funcionamento da Pipeline Burst Cache, mas de qualquer forma, as duas nunca estarão operando em conjunto. Os chip controlador de cache do "Triton Chip Set" não permite misturar tipos diferentes de cache.
2) Como explicado, você está agora com 256 kB de Pipeline Burst Cache.
3) Como você não retirou a cache antiga, concluo que sua placa de CPU a desabilita automaticamente ao detectar a presença da Pipeline Burst Cache.
4) Você não jogou dinheiro fora com esta compra. Existe um ganho de velocidade, apesar de não poder ser medido por processos convencionais (Norton SI).
5) Considero explicadas as diferenças. Desculpe pelos nano-segundos e pelos 3-2-2-2, mas foi necessário.
6) Sua placa de CPU já optou pela Pipeline Burst Cache, que é a melhor.
27) Qual é o tamanho da
cache?
Quando ligo o computador, as primeiras telas mostram 256 kB de memória
cache L2. Meu amigo que montou a máquina afirma que está com 512 kB.
Observei o slot e vi na placa de cache três chips: dois UT6132C32AQ-6, número
9650, e um UT6164JC-15, número 9647. Está correto? Como entender o manual
da placa mãe (i430VX, 75-200, 2 DIMM) quando no item External Cache
Configuration apresenta: Data chip size: 32k x 32 x 2pcs para 256 kB e Tag
Chip Size 8kx8, 16kx8 ou 32kx8 x 1pc para 256 kB?
Resposta:
Cada chip UT6132C32AQ-6 possui
128 kB, portanto dois deles totalizam 256 kB. O terceiro chip é o chamado
Tag RAM, que serve como controle, e não para armazenar dados da cache.
Portanto, o módulo de cache que você viu tem 256 kB, a menos que existam
na verdade 4 chips de 128 kB (veja no outro lado do módulo). Sendo
realmente um módulo de 256 kB, é possível que existam mais 256 kB na
placa de CPU, totalizando assim 512 kB. Entretanto, se realmente são 512
kB, este valor deveria ser indicado pelo BIOS durante o boot. Nunca vi uma
placa ter 512 kB de cache ativos e indicar a presença de apenas 256 kB. Por
outro lado, é possível que existam realmente mais 256 kB de cache soldados
diretamente na placa de CPU, mas em muitas dessas placas, a expansão da
cache não consiste em adicionar 256 kB, e sim, instalar um novo módulo de
512 kB, ficando os 256 kB originais desativados. Seja qual for o caso,
deveria ter sido indicada pelo BIOS, durante o boot, a presença de 512 kB.
Tudo indica que o seu PC realmente tem 256 kB de cache, e não 512 kB.
28) Faltam 16 MB
Adquiri há poucos meses atrás, um Pentium 233MMX da Intel, e tinha 2
pentes de 16 MB no meu computador, quando coloquei na placa não detectou os
32 MB, só detectou 16 MB, também quando o computador está com umas 3
horas ligado, ou então vou scannear uma foto simplesmente o computador
desliga sozinho. Queria saber qual é esse problema, e se é problema no
processador ou nas memórias? Espero Breve resposta!
Resposta:
A maior probabilidade é que o
problema esteja nas memórias. Você pode ter acidentalmente danificado as
memórias quando fez a instalação, devido à sua eletricidade estática,
caso não tenha feito uma descarga prévia (tocando com as duas mãos um
corpo metálico, como a chapa metálica do gabinete, ou uma janela de alumínio,
não pintada) ou caso tenha acidentalmente tocado nos chips de memória (o
correto é segurar o "pente" pelas bordas laterais, sem tocar nos
chips. Se este for o caso, cada módulo novo de 16 MB custa cerca de 60
reais.
A coisa pode não ser tão ruim como parece. Os módulos (prefiro este nome, como usam os fabricantes, ao invés de "pente", popularizado no Brasil) de memória podem estar mal encaixados no seu soquete, ou por serem antigos, podem apresentar mau contato. Retire-os e limpe os seus contatos usando uma borracha de lápis. Limpe depois os contatos, retirando as partículas de borracha. Você pode usar para isto, um lenço de papel ou guardanapo. Instale novamente as memórias e verifique se estão bem encaixadas, a seguir teste se o computador volta ao normal. É preciso que os 32 MB sejam detectados, caso contrário fica caracterizado um problema de hardware. Considere também a possibilidade dos módulos serem incompatíveis. Se ambos não forem idênticos, com mesmo tempo de aceso, e de preferência do mesmo fabricante, existe a possibilidade de não funcionarem. Você disse que foram aproveitados do seu antigo computador. PCs 486 permitem usar módulos diferentes em bancos diferentes (no caso de módulos de 72 vias), já que cada módulo forma um banco independente. No Pentium, cada par de módulos de 72 vias forma um banco, e como operam em conjunto, é recomendável que sejam iguais.
Existe ainda a possibilidade do problema estar em um ajuste mal feito no CMOS Seutp. Use o comando "Load BIOS Defaults", o que tem maior chance de permitir que as memórias funcionem corretamente.
29) A SDRAM fará meu PC
ficar mais rápido?
Possuo um
Pentium-233 MMX com 32 MB de RAM, disco rígido Western Digital de 2,5 GB,
placa de vídeo PCI com 4 MB, placa fax/modem e kit multimídia. Em muitas
situações o acho bastante lento, e estou interessado em instalar memória
SDRAM, visando aumentar o desempenho. Qual seria esta melhora de
desempenho? É necessário alguma configuração
especial? Qual a quantidade de memória SDRAM para ter um ótimo desempenho?
Qual é o seu custo aproximado e como poderia ser adquirida? É vantajosa
esta troca, ou seria melhor dobrar a capacidade da RAM que já possuo?
Resposta:
A memória SDRAM leva vantagem
sobre a EDO DRAM, e o ganho de desempenho pode ser tão pequeno quanto 5%,
ou tão grande quanto 20%, dependendo dos programas que estão sendo
executados, e também de outros componentes do seu PC, como por exemplo, a
memória cache externa. Memórias EDO DRAM tradicionalmente transferem seus
dados em seqüências 6-2-2-2, ou seja, 6 ciclos para o primeiro acesso, e
dois ciclos para cada um dos três acessos seguintes. Em um Pentium-233 MMX,
cada ciclo de acesso à memória dura 15 ns, portanto as 4 transferências
no esquema 6-2-2-2 durariam 180 ns. Uma SDRAM pode operar com esquemas mais
velozes, como 5-1-1-1. Seriam 5 ciclos para o primeiro acesso, e 1 ciclo
para cada um dos três acessos seguintes, totalizando assim 120 ns, bem
menos que os 180 ns verificados com a EDO DRAM. Na prática, este ganho de
desempenho não chega a ser tão alto, pois entre a DRAM e o Pentium, existe
a memória cache externa, que tem como função aumentar o desempenho da
DRAM. O resultado é uma diminuição da desvantagem que a EDO DRAM leva
sobre a SDRAM. Não chega portanto a ser vantajosa a troca de EDO DRAM por
SDRAM, mas para PCs novos, a SDRAM é a mais recomendada.
A SDRAM precisa de suporte do chipset para que possa funcionar. Placas de CPU Pentium equipadas com os chipsets i430VX e i430TX possuem este suporte. Outros chipsets menos comuns, produzidos por outros fabricantes, também oferecem este suporte. Para tirar a dúvida, basta verificar se na placa de CPU existe soquete DIMM/168, necessário para a instalação da SDRAM. Infelizmente, a instalação da SDRAM exige que toda a EDO DRAM seja removida, pois esses dois tipos de memória não podem conviver no mesmo sistema. Uma memória de 32 MB é considerada bastante adequada para os padrões atuais, mas há os que exageram um pouco, instalando 64 MB. Isto pode ser feito graças aos preços atuais das memórias, bastante inferiores aos praticados no passado. Para comprar 64 MB de SDRAM, você gastará cerca de de 300 reais. Nas lojas que vendem equipamentos de informática nas principais cidades, essas memórias são encontradas com relativa facilidade. Observe que o ganho de desempenho obtido com a instalação de mais 32 MB de EDO DRAM pode ser maior (e mais econômico) que o obtido com a troca por SDRAM. Observe o LED de acesso a disco do seu computador. Se este LED pisca muito, é provável que a memória virtual esteja sendo usada de forma muito intensa. Nesse caso, o aumento da quantidade de memória, seja ela SDRAM ou EDO DRAM, trará melhoramentos muito significativos no desempenho. A expansão de 32 MB para 64 MB custaria apenas, cerca de 120 reais.
Concluindo, a SDRAM é uma memória mais rápida, altamente recomendável nos PCs novos, mas não a ponto de retirarmos toda a EDO DRAM de um PC para instalar SDRAM no seu lugar.
30) Tudo sobre memória
cache
Tenho um PC equipado com o AMD 586 de 133 MHz, 16 MB de RAM, HD de 1.6
GB, placa de som 16 bits 3D, drive de CD-ROM 24x, Fax/mode Cirrus Logic de
33.600 bps, placa de vídeo VESA com 1 MB de memória, Monitor NEC MultiSync
500, Scanner Artec 6P de 30 bits e impressora Michelle da Samsung.
A placa de CPU é uma 5x86 VIP que entre outras características possui um slot para cache Pipeline burst SRAM de 128 kB a 1024 kB. Memória do sistema: até 128 MB. Gostaria de saber alguns detalhes:
Resposta:
A cache Pipelined Burst passou
a ser usada nas placas de CPU Pentium, a partir do primeiro chipset da série
Triton (i430FX). Antes disso, as placas de CPU Pentium, e mesmo as placas de
CPU 486/586 fabricadas depois, utilizavam memória SRAM assíncrona para
formar a cache externa. A Pipelined Burst SRAM realiza transferências de
dados em um número de ciclos menor que o usado pela SRAM assíncrona, e por
isso oferece maior desempenho. Isto é muito importante para o Pentium, que
tipicamente opera com o clock externo de 66 MHz, com ciclos de 15 ns. PCs
486, em sua maioria operam com o clock externo de 33 MHz, o que corresponde
a um período de 30 ns. Por isso, as memórias SRAM assíncronas são as
mais indicadas para PCs 486 e 586. Memórias do tipo Pipelined Burst SRAM não
trariam melhoramentos no desempenho de um PC 486 ou 586. Tenho aqui algumas
placas de CPU que devem ser idênticas à sua. O fabricante anuncia que
"futuramente" terá memórias Pipelined Burst SRAM pra a cache,
mas isso já foi há 2 anos e nunca vi essas memórias à venda, para 486.
Memórias cache para Pentium não funcionam nessas placas. Você poderá,
sim, comprar um módulo de "cache para 486", com 256 kB,
encontrado com relativa facilidade no comércio. Custa cerca de 15 reais.
A cache Write Back tem a capacidade de acelerar tanto as operações de leitura da DRAM (que são majoritárias) como as de escrita (minoritárias). Em sistemas mais antigos, a cache opera no modo Write Through (acelera apenas as leituras). As caches internas dos primeiros processadores 486 operavam no modo Write Through. As caches de todos os processadores Pentium e contemporâneos, assim como nas versões mais recentes do 486, inclusive do 586, operam no modo Write Back. Como aceleram tanto as leituras como as escritas, oferecem um desempenho um pouco maior. Caches externas de placas de CPU modernas também operam no modo Write Back. Em algumas placas de CPU, este modo de operação é default, em outras, é preciso habilitá-la no CMOS Setup.
O 5x86 de 133 MHz é normalmente programado com um clock externo de 33 MHz, e um multiplicador 4x, o que resulta no clock interno de 133 MHz, aproximadamente. Se for usado o clock externo de 40 MHz, o clock interno será de 160 MHz. Isto é um envenenamento chamado "overclock", que nem sempre funciona. Pode causar danos ao processador, e mesmo aos dados. Deve ser usado por conta e risco do usuário.
A questão do limite máximo de memória cacheável, em 64 MB, é verdadeira, deixe-me explicá-la melhor.
Instalar mais de 64 MB de memória em um PC pode resultar em queda de desempenho. Isto não chega a ser ruim, pois 64 MB é memória suficiente para a maioria (digamos, 99%) dos usuários. O problema todo está em uma característica do chipset (circuitos que ajudam o microprocessador a acessar a memória, barramentos e interfaces), chamada "área cacheável". Como sabemos, a memória DRAM é muito lenta, e para acelerar o seu desempenho, as placas de CPU utilizam uma pequena quantidade de memória SRAM, bastante rápida, chamada de memória cache. A cache funciona da seguinte forma: quando o microprocessador precisa fazer uma leitura da DRAM, o chipset copia um bloco de dados da DRAM para a cache, e assim o microprocessador pode obter os dados desejados diretamente da cache, em alta velocidade. Na maioria dos chipsets, a área cacheável máxima é de 64 MB. Isto significa que se a memória DRAM tiver, por exemplo, 80 MB, apenas primeiros 64 MB serão cacheados, ou seja, acelerados pela cache. Os 16 MB restantes serão acessados sem a ajuda da cache, e esses acessos serão portanto muito lentos. A queda de desempenho é de 30%, em média. O pior de tudo é que o Windows 95 utiliza a memória a partir do seu final. Isto significa que em um PC com 80 MB, dos quais 10 MB de DRAM estejam em uso, esses 10 MB estarão na área não cacheada, e o desempenho será bastante reduzido. A maioria dos chipsets para Pentium (i430FX, i430VX e i430TX, por exemplo), apresentam uma área cacheável de 64 MB. Apenas o i430HX (também chamado de Triton II) possui uma área cacheável maior, com 512 MB.
Quando a área cacheável é de apenas 64 MB, só é recomendável ultrapassar este limite de memória quando os programas utilizados realmente precisam de mais de 64 MB de RAM. Imagine por exemplo editar um arquivo de vídeo que ocupe 80 MB. Se esta memória não estiver disponível, será usado o disco rígido (memória virtual), e o acesso será lentíssimo. Nesse caso a DRAM, mesmo não sendo totalmente cacheada, oferece um desempenho muito maior que se fosse utilizado o disco rígido.
Usar uma placa de CPU equipada com o chipset i430HX pode ser uma solução para este problema, mas não é a melhor. O i430HX já tem mais de 2 anos, não suporta memória SDRAM e nem discos rígidos Ultra DMA 33. Se 64 MB for a quantidade máxima de memória a ser usada, é melhor optar pelo i430TX. Ser for necessário ter mais de 64 MB, sugiro procurar uma placa de CPU equipada com o chipset Via Apollo MVP3. Este chipset é muito mais avançado que o i430HX e o i430TX juntos. Pode ter até 512 MB de DRAM cacheável. A cache externa pode ser de até 2 MB. Possui barramento AGP, suporta SDRAM e Ultra DMA 33, além de oferecer o clock externo de 100 MHz (os da Intel só chegam a 66 MHz).
Você quer um Pentium MMX de 200 MHz, pode ir em frente. Mas como este é o meu trabalho, deixe-me dar minha sugestão de outra configuração de preço equivalente e desempenho maior. Afinal, o Pentium MMX vai logo deixar de ser fabricado. A Intel não pretende investir mais na série Pentium MMX, tendo deslocado suas atividades para o Pentium II e o Celeron. Sugiro a configuração:
Placa de CPU equipada com o chipset Via Apollo MVP3, com 2 MB de cache externa e processador AMD K6 de 300 MHz, barramento AGP e clock externo de 100 MHz. Marcas indicadas: Soyo, Asus, Tyan, A-Trend. Memória SDRAM em quantidade à sua escolha. Disco rígido com Ultra DMA 33 (minha marca favorita: Western Digital). Se gosta de jogos, compre uma placa de vídeo 3D do tipo AGP (Diamond Viper V330, por exemplo).
31) O tamanho da cache
De acordo com dica publicada na revista de abril/98, usei o programa
CACHECHK para verificar o tamanho da cache interna e externa do meu micro. O
programa mostrou o seguinte resultado:
Pois bem, minha pergunta é a seguinte: Quando ligo meu PC, o BIOS mostra 256 kB de cache interno e que o cache externo é Pipeline. Qual é na verdade o tamanho da minha cache interna, 8 kB ou 256 kB?
Resposta:
Os processadores modernos
possuem cache interna de 8, 16, 32 ou 64 kB. A cache externa instalada na
placa de CPU é em geral de 256 ou 512 kB. Seu PC deve ser 486. A maioria
dos seus modelos possui 8 kB de cache interna. Acho que o BIOS detectou
errado, ou foi talvez mal traduzido pelo fabricante, por reportar 256 kB de
cache interna. Asseguro que no seu caso, são realmente 8 kB de cache
interna e 256 kB de cache externa.
32) Mistura de memórias
Posso ter pentes de memória RAM de tamanhos diferentes em meu
computador? Em caso afirmativo, deve haver alguma ordem específica para
eles?
Resposta:
Você deve estar preocupado
com as capacidades das memórias a serem instaladas. Quanto aos tamanho físicos,
existem três: SIMM de 30 vias (cerca de 9 cm), SIMM de 72 vias (cerca de 11
cm) e DIMM de 168 vias (cerca de 13,5 cm). Obviamente só podem ser
instalados os tipos de acordo com os soquetes existentes na placa de CPU.
Placas de CPU anteriores a 1994 em geral suportam apenas SIMM/30, placas de
CPU 486 produzidas entre 1994 e 1995 suportam tanto SIMM/30 como SIMM/72,
podendo serem instalados de forma simultânea, desde que respeitando a
tabela de configurações de memória existente no manual da placa de CPU.
Placas de CPU Pentium produzidas entre 1995 e 1996 bem como os modelos de
placas 486/586 daquela época aceitam apenas módulos SIMM/72. As atuais
placas de CPU Pentium e similares aceitam SIMM/72 e DIMM/168, e as placas de
CPU Pentium II aceitam apenas DIMM/168. A instalação sempre deve respeitar
a tabela de configurações do manual da placa de CPU. Muitas não permitem
instalar simultaneamente memórias EDO DRAM no formato SIMM/72, e SDRAM no
formato DIMM/168, mas esta restrição não é devida ao formato, e sim ao
tipo (EDO ou SDRAM).
Quanto às capacidades, normalmente é possível variar, desde que dentro de cada banco, os módulos sejam de mesma capacidade. Em PCs Pentium, um banco é formado por dois módulos SIMM/72 (que devem ser obrigatoriamente iguais). Como quase sempre existem dois bancos, você pode instalar módulos de capacidades diferentes, desde que em bancos diferentes. Por exemplo, é permitido instalar 8 MB + 8 MB no primeiro banco, e 16 MB + 16 MB no segundo banco. Também é permitido misturar memórias FPM de 72 vias em bancos diferentes. Por exemplo, podemos preencher o primeiro banco com dois módulos EDO DRAM de 16 MB, e o segundo banco com dois módulos FPM DRAM de 8 MB, ou outra combinação qualquer, desde que respeitando a tabela de configurações do manual da placa de CPU.
33) Um ou dois pentes?
Existe um "tabu" no meio da área técnica de que o Pentium só
funciona com dois pentes de memória DRAM. Acontece que as novas placas
VXpro trazem BIOS AMI (ao contrário da maioria, que usa BIOS Award), e
essas placas aceitam funcionar somente com um pente utilizando processadores
Pentium. Explique-me e se realmente tem a ver com o BIOS.
Resposta:
O Pentium exige uma memória
de 64 bits. Os módulos SIMM de 72 vias fornecem 32 bits, por isso é
preciso que operem de dois em dois. Não é um tabu, é uma conclusão lógica:
dois módulos de 32 bits formam um banco de memória de 64 bits. Por outro
lado, existem também os módulos DIMM de 168 vias, que fornecem 64 bits
simultâneos. Quando uma placa de CPU possui soquete para instalação
desses módulos, permite que seja instalado um módulo sozinho, já que cada
banco DIMM/168 já fornece os 64 bits necessários. Placas de CPU equipadas
com os chipsets Intel i430VX e i430TX permitem o uso de módulos DIMM/168. Não
tenho entretanto, acesso a placas equipadas com o chipset VXPro (não estou
afirmando que se trata de um ruim, nem de um bom chipset, mas seu nome foi
estrategicamente criado para que as pessoas o confundissem com o i430VX).
Afirmo entretanto, que sendo um chipset de fabricação relativamente
recente, é provável que aceite memórias DIMM/168. Desta forma, assim como
em placas equipadas com o i430VX e o i430TX, será possível formar um banco
usando um único módulo DIMM/168. Esta característica não tem nenhuma
relação com o BIOS AMI (que há alguns anos atrás, era o mais usado, e o
Award era minoritário, agora a situação é inversa).
Não tenho aqui informações técnicas sobre o chipset VXPro, mas afirmo que existe um método que pode permitir que um módulo de 32 bits seja usado para formar um banco de 64 bits. Eletronicamente é possível o projetista ter usado este recurso. Quando o Pentium tenta acessar a memória formada por um único banco, o chipset realiza duas leituras consecutivas em dois grupos de 32 bits, e entrega os 64 bits para o Pentium. Acredito que o projetista não tenha implementado esta solução maluca, pois faria com que os acessos à DRAM (que já possui uma lentidão intrínseca) fiquem duas vezes mais demorados. Como resultado, um Pentium-200 poderia ficar com desempenho de Pentium-166.
34) Tipos de memórias
Quais as classificações destinadas às memórias de computador e quais
as diferenças entre as disponíveis no mercado, tais como SIMM, DIMM, EDO,
SDRAM, entre outras?
Resposta:
OK, vamos então a uma aulinha
sobre memórias DRAM. A sigla DRAM significa Dynamic RAM, ou RAM Dinâmica.
Este é o tipo de memória usada em larga escala nos computadores. Quando
dizemos que um PC tem, digamos 16 MB, tratam-se de 16 MB de DRAM. Suas
principais características são: barata, compacta e lenta. A lentidão é
portanto a sua única desvantagem, que é compensada pelo uso da memória
cache. Entre 1990 e 1994, aproximadamente, a DRAM era geralmente usada no
encapsulamento SIMM (Single In-line Memory Module) de 30 vias. A partir do
final de 1994, tornou-se comum o uso de módulos SIMM de 72 vias. São
portanto, módulos de memória (Memory Module), por isto não gosto de usar
o termo "pente de memória", uma expressão informal e brasileira.
Os módulos SIMM/30 fornecem 8 bits simultâneos, por isso precisam ser
usados em grupos de 4, para formar bancos de 32 bits em placas de CPU 386DX
e 486. Os módulos SIMM/72 fornecem 32 bits, portanto apenas um deles é
suficiente para formar um banco de memória para chips 386DX e 486. Dois
desses módulos são necessários para formar um banco de memória em placas
de CPU Pentium, que exigem 64 bits.
No final de 1995, foi criada uma nova modalidade de chips DRAM, um pouco mais velozes, chamados de EDO (Extended Data Out) DRAM. Também eram apresentados em módulos SIMM de 72 vias. Podemos portanto encontrar módulos SIMM/72 do tipo EDO, e do tipo "comum". Este "comum" chama-se na verdade FPM (Fast Page Mode). Como antes da criação da EDO DRAM, só havia um tipo de DRAM (FPM), não era necessário usar a expressão "FPM DRAM", mas simplesmente, "DRAM". Hoje, para não fazer confusão, temos que usar as expressões "EDO DRAM" e "FPM DRAM". A EDO DRAM não pode ser arbitrariamente instalada em qualquer placa de CPU, mas apenas naquelas que possuem suporte para este tipo de memória. Placas de CPU 486 normalmente não aceitam EDO DRAM. Todas as placas de CPU Pentium, equipadas com chipsets da série Triton (i430FX, i430HX, i430VX e i430TX), assim como outros chipsets de outros fabricantes, permitem usar EDO DRAM. Placas de CPU Pentium Pro, equipadas com os chipsets i440FX e i440LX, também suportam EDO DRAM.
Durante 1997, tornou-se comum um outro tipo de memória, a SDRAM (Syncrhonous DRAM). Seu desempenho é ainda maior que o da EDO DRAM, e é suportada nas placas de CPU Pentium equipadas com os chipsets Intel i430VX e i430TX, e também nas placas de CPU Pentium II equipadas com o chipset i440LX. As memórias SDRAM são encontradas na forma de módulos DIMM (Dual In-line Memory Module) de 168 vias, e operam com 64 bits. Um único módulo DIMM/168 forma um banco de memória com 64 bits para o Pentium ou para o Pentium II. Note entretanto que o formato DIMM/168 não é característico da SDRAM. Existem alguns módulos EDO DRAM que também usam o encapsulamento DIMM/168, apesar de serem raros.
35) Expansão da memória
cache
Meu PC é um Pentium, e tem cache externa de 256 kB. O que devo fazer
para aumentar a sua cache para 512 kB?
Resposta:
Entre 1995 e 1997, muitos PCs
baseados no Pentium usavam módulos COAST (Cache on a Stick) para formar a
cache externa. Esses módulos eram encaixados em um slot especial da placa
de CPU, próximo ao processador, afastado dos slots das placas de expansão.
Encontrávamos módulos COAST de 256 kB e de 512 kB. Ainda é possível
encontrá-los à venda no comércio com relativa facilidade. Algumas placas
de CPU são equipadas com um módulo de 256 kB, sendo possível retirá-lo
para colocar em seu lugar, um módulo de 512 kB. Este tipo de expansão é
feito portanto na base de substituição. O preço desses módulos varia de
10 a 30 reais, dependendo da capacidade.
Outras placas de CPU são equipadas com 256 kB de cache externa, formadas por chips de encapsulamento TQFP (Thin Quad Flat Package) soldados diretamente na placa de CPU. Um soquete na placa de CPU permite a instalação de um módulo COAST, fazendo a expansão da cache externa. Em algumas placas, um módulo de 256 kB adiciona-se aos 256 kB já, existentes formando um total de 512 kB. Em outras placas, instala-se um módulo de 512 kB que toma o lugar dos 256 kB já existentes. De qualquer forma, é preciso consultar as instruções sobre expansão da cache existentes no manual da placa de CPU.
Lembre-se ainda que os módulos de cache para Pentium devem ser do tipo Pipelined Burst Cache, com tempo de acesso de 6 ns.
36) Erro no A20
Minha esposa tem um micro 386DX-40 com 8 MB de RAM que ultimamente tem
apresentado o seguinte problema: Ao iniciar, exibe uma mensagem "Não
foi possível carregar o controlador de memória XMS, erro na linha
A20". Se tento iniciar o Windows 3.11, ele exibe uma mensagem dizendo
que o HIMEM.SYS não está carregado, mas verifico no diretório C:\WINDOWS
e nas linhas do CONFIG.SYS e não encontro nada de errado. Passei o
Scandisk, Fdisk, enfim, formatei duas vezes o disco rígido. No início
funciona bem, até instalo o Windows. No início ele funciona bem, até que
volto a ligar o micro no outro dia, e ele apresenta as mesmas falhas
anteriores. Quando digito MEM, são apresentados 547 kB de memória livre.
Pode me ajudar?
Resposta:
O HIMEM.SYS é o gerenciador
de memória estendida usado com o MS-DOS, Windows 3.x (o Windows 95 e o
Windows 98 também o utilizam, mesmo que de forma oculta do usuário). Sem
ele, não é possível acessar a memória estendida, que é toda aquela que
fica além do endereço 1024 kB. Desta forma, apenas a memória convencional
poderia ser usada. Os 547 kB, no seu caso, são tudo o que sobra da memória
convencional. Realmente, sem a memória estendida (ou seja, sem o
HIMEM.SYS), você não poderá usar o Windows.
A mensagem de erro sobre a linha A20 é apresentada pelo próprio HIMEM.SYS. Devido a este erro, o HIMEM.SYS (que nada mais é que o controlador de memória XMS) não pode ser instalado. Para que tudo volte ao normal, é preciso resolver o problema relacionado com o A20.
Este sinal digital era antigamente gerado pela interface de teclado (é o chip 8042, muitas vezes com uma etiqueta com a indicação "Keyboard BIOS"). Este chip, além de controlar o teclado, controla também o A20. O A20, por sua vez, é usado para permitir o acesso à memória estendida. Se existe um problema no A20, o HIMEM.SYS não pode ser carregado, e a memória estendida não pode ser usada. A maioria das placas de CPU 386 possui no seu chipset, um gate A20 adicional, cujo acesso é mais veloz que o do A20 existente no chip 8042. Normalmente é escolhido no Advanced CMOS Setup, como o A20 irá funcionar. As opções são Normal (usa o 8042) e Fast (usa o chipset). Programe-o em Normal para que tudo volte ao funcionar.
Pelo que me parece, existe também um problema na bateria da sua placa de CPU, já que depois de uma instalação completa do sistema operacional, o computador funciona bem, mas o problema volta a ocorrer no dia seguinte. Sendo um PC 386, é antigo, e provavelmente a sua bateria não está em boas condições. Se for uma bateria tipo moeda, basta comprar uma equivalente. É uma bateria do tipo similar à usada em relógios, portanto você pode levar esta bateria em um relojoeiro para comprar uma igual (do mesmo tamanho e com a mesma tensão). Se a sua bateria for do tipo recarregável, de níquel-cádmio, precisa ser dessoldada, e em seu lugar, ser soldada uma nova. Um técnico de hardware pode fazer este serviço.
E parabéns por estar conseguindo ainda fazer útil um PC 386.
37) Memmaker no Windows
95
O antigo MemMaker (DOS/Windows 3.1) pode ser usado no Windows95? Quais
seriam as vantagens? O Windows 95 já faz o que ele faz? O que ele faz
exatamente?
Resposta:
O principal objetivo do
MemMaker é maximizar a quantidade de memória convencional (aquela que vai
de 0 a 640k) livre. Muitos programas para MS-DOS, sobretudo jogos,
necessitam desta memória. Alguns só funcionam se existirem 600 kB livres
ou até quantidades maiores. Vamos então às suas respostas.
Sim, o MemMaker que acompanha o MS-DOS 6.x pode ser usado com o Windows 95. O Windows 95 não realiza automaticamente o trabalho do MemMaker. O que este programa faz é analisar os programas residentes (TSR) e drivers que são carregados na memória durante o processamento dos arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT, reorganizando-os de modo a obter a maior quantidade possível de memória convencional livre. Seu trabalho é baseado no seguinte:
1) Criação da memória superior, através do HIMEM.SYS e do EMM386.EXE
2) Drivers ativados pelo CONFIG.SYS passam a ser carregados na memória superior, através do comando DEVICEHIGH.
3) Programas residentes ativados pelo AUTOEXEC.BAT passam a ser carregados na memória superior, através do comando LOADHIGH (ou LH).
O uso do MemMaker não é estritamente necessário. Conhecendo alguns comandos de gerenciamento de memória, o usuário pode fazer manualmente este trabalho, em alguns casos de forma até melhor que o MemMaker. A primeira coisa a fazer é colocar no início do CONFIG.SYS, os comandos:
Com esses três comandos, parte do núcleo do MS-DOS é transferido para a HMA (High Memory Area), desocupando até 64 kB da memória convencional. O EMM386 faz a criação da memória superior (Upper Memory Blocks, ou UMB), na qual podem ser carregados programas residentes e drivers. Para que possa ser usado, é preciso que antes tenha sido ativado o HIMEM.SYS. O parâmetro NOEMS é recomendado na maioria dos casos. Quando não é criada memória EMS (apenas alguns softwares para MS-DOS lançados antes de 1995 necessitam de memória EMS), temos mais 64 kB de memória superior livre, já que não será necessário criar o EMS Page Frame. Se você utilizar algum jogo que necessite de memória EMS (por exemplo, Wing Commander 3), será preciso adicionar o parâmetro RAM, ao invés do parâmetro EMS. Desta forma você terá 64 kB de memória superior a menos.
Consulte os programas que são ativados pelo CONFIG.SYS que utilizem o comando DEVICE, e troque esses comandos por DEVICEHIGH. Por exemplo, se existe o comando DEVICE=C:\SBIDE.SYS, troque-o por DEVICEHIGH=C:\SBIDE.SYS. Note que o DEVICEHIGH só não pode ser usado para o HIMEM.SYS e o EMM386.EXE. Resta agora fazer as alterações no AUTOEXEC.BAT. Use o comando MEM/C/P e anote os nomes dos programas que estão residentes na memória. Você poderá então identificá-los no AUTOEXEC.BAT. Cada comando deste arquivo que fica residente, ocupando espaço na memória, deve ser precedido por LH ou LOADHIGH. Por exemplo, se existir o comando C:\UTIL\MOUSE.COM, troque-o por LH C:\UTIL\MOUSE.COM. Com esses pequenos cuidados, você terá o máximo possível de memória convencional livre. É possível que dependendo dos programas e drivers instalados, você consiga chegar a cerca de 620 kB livres, o suficiente para executar qualquer jog.. quero dizer, programa.
38) Para que serve a
cache?
Gostaria de saber para que serve a memória cache e se o seu tamanho máximo
é 512 kb.
Resposta:
A memória cache serve para
acelerar o desempenho da DRAM. Os ciclos de acesso à memória de um Pentium
duram 15 ou 16,7 ns (bilionésimos de segundo), dependendo do clock
utilizado. Memórias DRAM, aquelas utilizadas em larga escala nos PCs,
apresentam tempos de acesso de 60 ns, em geral. Como são muito lentas, o
Pentium precisaria esperar muitos ciclos adicionais para que a memória
forneça os dados requisitados. A memória cache serve para evitar esta
espera. É muito rápida, seu tempo de aceso é inferior a 10 ns. Quando o
Pentium requer um acesso à memória, um bloco de dados consecutivos é
transferido da DRAM para a cache. A partir daí, o Pentium recebe os dados
diretamente da cache, ao mesmo tempo em que novos dados são lidos
antecipadamente da DRAM e colocados na cache. Tudo funciona como se toda a
memória do computador tivesse tempo de acesso de 10 ns. Sem a memória
cache, o Pentium perde até 50% do seu desempenho. A maioria das placas de
CPU Pentium atuais possuem 512 kB de cache, mas podemos encontrar algumas
placas equipadas com apenas 256 kB (é melhor optar por 512 kB). Podemos
ainda encontrar algumas raras placas de CPU que possuem 1 MB de cache.
39) PC conta memória 3
vezes
Depois que eu aumentei a memória de 8 MB SIMM para 32 MB EDO, o BIOS
está checando 3 vezes a memória e quero que ela cheque apenas uma vez. Fui
no BIOS e não encontrei nenhuma opção. Eu posso mudar isso ou este tipo
de checagem depende de cada fabricante de memória?
Resposta:
Acredito que seu PC tenha um
BIOS Award, que possui esta característica. Vá ao BIOS FEATURES SETUP e
habilite a opção QUICK POWER ON SELF TEST. Pelo que pude perceber, o BIOS
liga automaticamente esta opção sempre que ocorre alteração na
quantidade de memória instalada.
40) DRAM EDO x FPM
Qual a diferença entre memória RAM EDO e não EDO? Qual a melhor?
Resposta:
A RAM chamada "não
EDO" possui um nome: FPM (Fast Page Mode). Até aproximadamente 1995,
todas as memórias DRAM eram do tipo FPM. Foram então criadas as memórias
EDO DRAM, que constituem em apenas uma modificação de engenharia feitas
sobre a FPM DRAM. Seus dados são mantidos estáveis em suas saídas, ao
mesmo tempo em que se inicia um novo ciclo de leitura. Por isso são
chamadas de EDO (Extended Data Out, ou saída de dados estendida). Desta
forma, o próximo ciclo de leitura não precisa esperar até que o
microprocessador receba os dados do ciclo anterior. A memória fica então,
fazendo duas coisas ao mesmo tempo (enviando os dados acessados e começando
a acessar os próximos dados). O resultado é um aumento de desempenho, em
comparação com a FPM DRAM. Todos os PCs equipados com o Pentium a partir
do início de 1996 permitem usar memórias EDO DRAM. Note entretanto que a
EDO DRAM não é a memória DRAM mais veloz. Placas de CPU Pentium de
fabricação mais recente, equipadas com os chipsets Intel i430VX e i430TX,
permitem usar a SDRAM (Synchronous DRAM), que é ainda mais veloz que a EDO
DRAM.
41) Memória lenta
Não tenho mais o manual da placa-mãe de meu micro, mas sei que ela
possui 16 MB de RAM em pentes com velocidade de 60ns. Posso ampliar para
32MB, usando pentes com 80ns?
Resposta:
Memórias DRAM de 80 ns eram
muito usadas na época dos PCs 286 e 386SX. Um PC 386DX já requer módulos
de 70 ns, apesar de permitirem usar módulos de 80 ns, desde que fossem
feitos ajustes no CMOS Setup para reduzir a velocidade dos acessos à memória
(o que torna o PC mais lento). PCs 486 em geral utilizam módulos de 70 ns,
e PCs Pentium normalmente requerem memórias de 60 ns (apesar de poderem ser
usados módulos de 70 ns, ajustando o CMOS Setup). Usar memórias mais
lentas (ou seja, com tempo de acesso maior) pode funcionar, desde que o CMOS
Setup seja ajustado, usando números maiores nos itens como DRAM Read Cycle,
DRAM Write Cycle e DRAM Wait States. Com isso, as memórias mais lentas
funcionam, mas o PC sofre uma queda de desempenho, de 10 a 20%,
aproximadamente.
Se você já possui os módulos de 80ns, pode fazer a instalação e ajustar o CMOS Setup, Você terá mais memória e menos velocidade. Melhor seria tentar trocar os módulos por outros mais velozes. Você não informou qual é o processador do seu PC, mas como já utiliza memórias de 60 ns, deve precisar de memórias rápidas, e portanto a chance de memórias de 80 ns funcionarem é bem reduzida.
42) Falta de memória
Eu tinha um computador 486DX2-66 com Windows 3.1, Office 4.2, HD de 1.2
GB e 8 MB de RAM. Abria planilhas de 3 MB com figuras e vínculos em outras
planilhas de 2 MB. Fiz o upgrade para um Pentium-200 MMX com 32 MB e
continuei com o Windows 3.1 e Office 4.2. Toda vez que abro, fecho ou
vinculo as planilhas recebo a mensagem de falta de memória, coisa que no
meu velho 486 não acontecia. Já tirei os papéis de parede, aumentei o
arquivo de memória virtual, troquei a placa mãe com o fornecedor, troquei
as memórias EDO, reinstalei o Windows 3.1 e também o 3.11. Não posso
fazer atualizações por falta de recursos, já que só uso softwares
originais.
Resposta:
Este pode ser realmente um
defeito do passado, já corrigido nas versões mais recentes do Windows e do
Office, mas tem grande chance de ser um erro na configuração de memória
do seu PC, já que os problemas não ocorriam com o seu PC antigo. O Windows
3.x dependia muito da configuração de memória declarada no CONFIG.SYS.
Confirme se estão presentes os seguintes comandos no início deste arquivo:
Outra questão importante que você deve levar em conta é a seguinte: No Windows 3.x, quando a quantidade de memória é grande (32 MB, por exemplo), a desabilitação da memória virtual contribui para aumentar o desempenho do computador. Desabilite portanto a memória virtual e veja se obtém resultados.
43) EDO x SDRAM
Tenho um Pentium-200 MMX e 32 MB de EDO DRAM. Estou pretendendo colocar
um pente de 32 MB de DIMM SDRAM, que é mais rápido. Os dois tipos de memória
podem trabalhar juntos?
Resposta:
Em geral não podem. A maioria
dos manuais de placas de CPU avisam que as memórias SDRAM não podem ser
instaladas junto com EDO DRAM o FPM DRAM. Se o manual da sua placa de CPU não
faz ressalvas, é muito provável que a mistura possa ser feita. Se for possível,
teste antes de comprar.
44) Memória não
funciona
Tenho um Infoway Pentium de 75 MHz com 8 MB de RAM. Decidi colocar mais
32 MB, para isso comprei dois módulos SIMM de 16 MB, traço 6 e sem
paridade. Quando instalados juntos ou separados dos meus dois módulos
originais de 4 MB, traço 7, o Windows não roda ou quando o faz trava
invariavelmente. Porque isso acontece, e o que devo fazer para resolver meu
problema, já que quero o computador com 40 MB de RAM.
Resposta:
Você fez tudo certo. Os PCs
equipados com processadores Pentium, a partir daqueles que usam o chipset
i430FX (o primeiro da série Triton) podem utilizar memórias FPM DRAM e EDO
DRAM (exceto alguns mais modernos equipados com o Pentium II, já tendo
abolido a FPM DRAM). Os BIOS desses computadores detectam automaticamente o
tipo de memória (em geral), sem a necessidade de configurações no CMOS
Setup. Você não mencionou se suas memórias (novas e antigas) são FPM ou
EDO, mas isto não é problema, pois o BIOS as detecta e configura os bancos
de forma independente. As suas novas memórias são de 60 ns, mais velozes
que as antigas de 70 ns, portanto não deveriam causar problemas. Pesquise
as seguintes soluções:
1) Confirme se o seu BIOS realmente detecta o tipo de memória (FPM ou EDO), sem a necessidade de programação no CMOS Setup
2) Faça uma limpeza de contatos nos soquetes das memórias. Remova a poeira com um pincel ou um mini aspirador de pó, e aplique spray limpador de contatos eletrônicos, encontrado à venda em lojas de peças para som, rádio e TV.
3) Não descarto a possibilidade de um ou ambos os módulos de memória estarem defeituosos. Muitas vezes o vendedor, ou então o próprio usuário, toca os contatos dos chips de memória, danificando-os com eletricidade estática. Você pode pedir a troca no local onde fez a compra.
Seja como for, só instale os 4 módulos juntos depois que tiver conseguido fazer os dois módulos novos funcionarem sem os antigos.
45) Erro na memória
Meu amigo possui um Pentium-133 com 16 MB formados por dois módulos de
8 MB. Durante a carga do HIMEM.SYS, ele passou a apresentar a mensagem de
que existe um endereço de memória não confiável (008A4E7A). Por esse
endereço seria possível descobrir o módulo defeituoso? Seria necessária
a sua troca?
Resposta:
Os bytes são distribuídos de
4 em 4 nos módulos SIMM/72 do banco. O primeiro módulo armazena os bytes
cujos endereços terminam com 0, 1, 2, 3, 8, 9, A e B, enquanto o segundo módulo
armazena os bytes cujos endereços terminam com 4, 5, 6, 7, C, D, E e F.
Sendo assim, o módulo defeituoso é o primeiro, já que o endereço do byte
errado termina com A. O problema é que em muitas placas não é indicado
dentro de cada banco, qual é o primeiro e qual é o segundo módulo. O método
geral é usar um terceiro módulo, do mesmo tipo, capacidade e tempo de
acesso (Ex: EDO, 8 MB, 60 ns) para substituir um dos dois já existentes.
Quando é feita a substituição do módulo defeituoso, o problema cessará.
Observe que nem sempre o problema é causado por um defeito na memória. Em
muitos casos, uma limpeza nos contatos das memórias e dos seus soquetes, além
da programação default no Advanced Chipset Setup resolve problemas na memória.
46) Tipos de memórias
Gostaria de saber a diferença entre EDO DRAM, SDRAM e NVRAM. Quais são
as características de cada uma e qual é a melhor em relação à
velocidade?
Resposta:
A NVRAM (RAM não volátil) é
um tipo de memória completamente diferente da EDO DRAM, FPM DRAM e SDRAM.
Ao contrário dos outros tipos de RAM, a NVRAM não perde seus dados quando
é desligada. Alguns modelos são uma RAM estática CMOS, de baixo consumo
de corrente, acopladas a uma pequena bateria de lítio, tudo dentro de um
mesmo chip. Outros tipos usam tecnologias de ROM reprogramáveis (Flash ROM
ou EEPROM). Essas memórias são muito especiais. Não precisam ser
necessariamente velozes e nem de elevada capacidade. São usadas apenas
quando é necessária a manutenção dos dados com o computador desligado, e
quando é preciso que esses dados possam ser alterados pelo usuário.
Normalmente pequenas quantidades de NVRAM são suficientes para a implementação
dessas funções, como é o caso do armazenamento da configuração de
hardware da placa de CPU (CMOS Setup). Algumas placas de expansão também
usam memórias NVRAM para armazenamento de configuração.
As memórias DRAM (Dynamic RAM) são aquelas usadas em grandes quantidades nos PCs. Até poucos anos atrás eram usadas as FPM (Fast Page Mode) DRAM. Seus tempos de acesso podem variar de 50 ns (as mais rápidas) até 250 ns (as mais lentas, apenas em modelos muito antigos). Nos PCs mais recentes, é mais comum encontrar FPM DRAM de 60 e 70 ns.
Depois do lançamento do Pentium, os fabricantes de memórias criaram a EDO (Extended Data Out) DRAM. Nada mais é que uma DRAM comum, similar à FPM, mas com circuitos independentes que permitem que um ciclo possa ser iniciado antes do término do ciclo anterior. Enquanto um dado está sendo enviado ao processador, a EDO DRAM já pode dar inicio à busca do dado seguinte. O resultado é um acesso mais veloz. Uma EDO DRAM de 60 ns possui um desempenho que só poderia ser obtido com uma FPM DRAM de 45 ns. Todas as placas de CPU Pentium, exceto as mais antigas, lançadas em 1994, aceitam memórias EDO DRAM. Normalmente a EDO DRAM é apresentada no encapsulamento SIMM de 72 vias.
Mais recentemente foi criado um outro tipo de memória ainda mais veloz, que é a SDRAM. Seu tempo de acesso é bem mais baixo, em geral de 15 ns. Quando é feito um acesso a um dado qualquer, o tempo requerido é maior, podendo ser de 45, 60 ou 75 ns, mas para acessar os dados seguintes, armazenados em posições de memória consecutivas, o tempo de acesso baixa para 15 ns. Tudo se passa como se, em média, o tempo de acesso fosse bem menor, em torno de 30 ns. Memórias SDRAM são apresentadas no encapsulamento DIMM de 168 vias. Podem ser instaladas em placas de CPU Pentium equipadas com os chipsets i430VX, i430VX e superiores. Placas de CPU Pentium II equipadas com os chipsets i430LX e i430BX também suportam SDRAM.
47) 32 MB ou 28 MB?
Comprei um Pentium-233 MMX com 32 MB de memória, mas no Setup aparece a
seguinte configuração:
O Windows 98 informa que só tenho 28 MB, mas na contagem de memória aparece 32.000 kB e uns quebrados. Será que fui enganado ou é assim mesmo?
Resposta:
Não, isso não é normal.
Existem 32 MB de memória instalados, e o teste de memória faz uma verificação
em todos os 32 MB, porém encontra uma área defeituosa, disponibilizando
apenas 28 MB. Existem 4 MB perdidos. Você pode exigir que este problema
seja resolvido pelo seu revendedor. A memória pode estar defeituosa, mas o
problema também pode estar na placa de CPU. Ambos podem ainda estar em boas
condições, mas pode existir um ajuste mal feito no CMOS Setup, ou então
um encaixe mal feito entre um dos módulos de memória e o seu soquete. Este
problema pode ainda ocorrer quando os dois módulos de memória (no caso de
módulos SIMM/72) não são idênticos. É necessário que ambos sejam do
mesmo tipo, mesma capacidade e mesmo tempo de acesso. É também recomendável
que sejam do mesmo fabricante e modelo.
48) Windows 98 com 16 MB
Você já mencionou que o Windows 98 não roda bem em PCs com 16 MB de
RAM. Que tipos de problemas podem ocorrer em um PC com esta quantidade de
RAM?
Resposta:
A lentidão é o problema
previsto pela Microsoft, e também é o que pude observar na prática.
Instalei o Windows 98 em PCs com diversas configurações, inclusive algumas
mais modestas, como 486DX2-50 com 8 MB de memória. Neste caso, o PC ficou
muito lento. Já em um 486DX2-66 com 16 MB de memória, o PC ficou lento,
mas não a ponto de deixar o usuário irritado (bem, existem pessoas que
ficam irritadas com mais facilidade). Fora a lentidão, não percebi outros
tipos de problema. A baixa quantidade de memória é suprida pela memória
virtual, que usa o disco rígido como meio auxiliar de armazenamento,
simulando uma quantidade de memória maior. Funciona, mas a lentidão é notória.
Nos testes que realizei, notei que a falta de memória é mais crítica que a lentidão do processador. Por exemplo, praticamente não notei a diferença no desempenho (sem fazer medidas, apenas utilizando aplicativos) de dois PCs, um equipado com o 486DX4-100 e 32 MB e um Pentium-133 com 32 MB.
49) SDRAM x EDO
Estou montando um PC, e gostaria de saber o que é mais vantagem:
instalar 32 MB de memória DIMM ou 64 MB de memória EDO? Qual das duas opções
teria maior desempenho?
Resposta:
64 MB de RAM é sempre melhor
que 32 MB de RAM, não importa qual seja o tipo. Com mais memória, o
desempenho será maior sempre que forem executados programas que exijam
grandes quantidades de memória, já que serão feitos menos acessos ao
disco (memória virtual). A diferença de preços é muito pequena, 32 MB de
SDRAM tem um custo ligeiramente superior ao de 32 MB de EDO DRAM. Sugiro que
você instale SDRAM. A quantidade de memória, 32 ou 64 MB fica a seu critério.
Como os preços das memórias atualmente são muito baixos, eu instalaria 64
MB. Note ainda mais um detalhe: no contexto em que você colocou, o correto
não é dizer "memória DIMM", e sim, "memória SDRAM".
DIMM é o encapsulamento, que pode ser usado tanto para SDRAM como para EDO
(assim como o SIMM é outro tipo de encapsulamento). Já SDRAM é o tipo de
memória, do ponto de vista eletrônico (assim como EDO e FPM também são
tipos de memória DRAM).
50) Memórias para o
Pentium II
Qual é o tipo de memória RAM utilizada nas placas mãe com
processadores Intel Pentium II? SIMM de 72 vias ou DIMM com 168 vias? E a
memória cache L2, existe ainda WriteBack? E a Pipeline Burst?
Resposta:
O tipo de memória DRAM
suportada por uma placa de CPU não depende do processador, e sim do
chipset. Atualmente encontramos no comércio placas de CPU Pentium II com 3
chipsets Intel: o i440FX (obsoleto), o i440LX e o i440BX. Os tipos de memória
suportados por cada um deles estão indicados na tabela abaixo:
| Chipset | Memórias |
| i440FX | FPM, EDO |
| i440LX | EDO, SDRAM |
| i440BX | EDO, SDRAM |
As primeiras placas de CPU Pentium II, equipadas com o chipset i440FX, só apresentavam soquetes para módulos SIMM de 72 vias. Já as placas de CPU com o i440LX e o i440BX em geral apresentam apenas módulos para DIMM de 168, vias, dos tipos EDO ou SDRAM. Podemos ainda encontrar alguns modelos de placas de CPU Pentium II modernas que apresentam também soquetes para módulos SIMM de 72 vias. Note que os módulos DIMM/168 em geral são usados por memórias SDRAM, mas existem também memórias EDO com este encapsulamento, apesar de serem mais raras.
A cache L2 do Pentium II está localizada no seu interior, e não mais na placa de CPU. Dentro do cartucho SEC do Pentium II existe uma placa de circuito contendo o processador propriamente dito, e as memórias SRAM que formam a cache L2. Não encontramos portanto placas de CPU Pentium II com "cache externa", como ocorre nas placas de CPU Pentium.
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