1999-07b) Processadores e placas de CPU - parte 2
As dúdivas desta página foram publicadas entre 1998 e 1999. Podem ser portanto bastante úteis para quem tem comptuadores da época, como Pentium II/300 a Pentium III/500, K6-2, Celeron, e também os modelos mais antigos do Pentium, K6 e Cyrix, além de informações sobre o Windows 95 e o Windows 98, este último ainda muito usado em inúmeros computadores. Apenas leve em conta que por já terem passado alguns anos, certas informações tendem a ficar desatualizadas, como por exemplo, indicações de marcas e modelos de produtos. Apesar disso acreditamos que essas informações ainda são de grande utilidade, e várias delas se aplicam 100% mesmo nos dias atuais.
1) Programação de voltagem
para o processador
Possuo várias máquinas, entre
as quais uma equipada com o Pentium-133 clássico e chipset i430FX. Adquiri um
processador Cyrix 6x86MX de 200 MHz e na hora da instalação percebi que a sua
voltagem é 2,9 volts. Não sei a voltagem atualmente usada pelo Pentium, e não
encontrei na placa referência sobre jumpers para programação de voltagem.
Como posso programar a voltagem de 2,9 volts nesta placa? Caso não seja possível,
poderia me indicar um modelo de placa que permita a instalação deste
processador?
Resposta:
O Pentium "clássico" (P54C) pode
operar com 3,3 ou 3,5 volts, dependendo da versão. Como esta placa é antiga,
usando o chipset i430FX, provavelmente não permite a programação de outras
voltagens, necessária à instalação de outros processadores. Algumas dessas
antigas placas permitem entretanto o uso de voltagens diferentes, desde que
possuam um soquete VRM. Trata-se de um conector, normalmente branco e com cerca
de 5 cm de largura localizado ao lado do processador, no qual existem
normalmente 4 jumpers instalados. Este conector é um pouco parecido com aquele
utilizado pela interface para drives de disquetes, mas possui duas pequenas alças
plásticas laterais. Caso a sua placa possua este conector, você pode procurar
um módulo VRM para instalar. Este módulo é uma pequena placa com reguladores
de voltagem e jumpers para selecionamento da tensão interna do processador.
Este módulo é bem barato, mas muito difícil de ser encontrado à venda. Até
hoje só os vi em algumas lojas da rua Santa Ifigênia, e São Paulo.
Leve em conta que o funcionamento do Cyrix 6x86MX na sua placa de CPU não é garantido. Muitas versões desses processadores exigem usar o clock externo de 75 MHz, que nem todas as placas de CPU suportam, ou então suportam mas sem a garantia de funcionamento por parte do fabricante.
Como esses módulos são difíceis de encontrar, e também como a maioria das placas de CPU não possui soquete VRM (provavelmente é o caso da sua), a solução de aplicação mais ampla é a troca da placa de CPU. As placas de CPU modernas possuem inúmeras vantagens sobre esta sua antiga. Sugiro a FIC VA503+, por ser uma das mais velozes do mercado, por permitir o clock externo de até 100 MHz, por ser encontrada facilmente no Brasil, e também por ser de alta qualidade. Esta placa permite instalar todos os processadores modernos, inclusive o seu Cyrix 6x86MX.
Preste muita atenção na programação de clock deste processador. O modelo indicado como 6x86MX PR200 não opera com clock de 200 MHz. Este processador é disponível em duas versões: 150 MHz e 166 MHz. Ambos apresentam desempenho similar ao de um Pentium-200 MMX. A versão de 150 MHz opera com clock externo de 75 MHz e multiplicador 2x. A versão de 166 MHz opera com clock externo de 66 MHz e multiplicador 2,5x. Veja as inscrições na face superior do chip.
2) PC 486 sem PnP
Tenho um 486DX4 com 8 MB de RAM
e HD de 811 MB, mas o Windows 95 indica que são apenas 500 MB. O que devo
fazer. Tenho também uma placa de modem de 56k mas o Windows não a reconheceu
através do sistema Plug and Play.
Resposta:
Seu PC deve ter um BIOS muito antigo, do tempo
em que ainda não era comum a função LBA (logical block addressing), que dá
acesso a discos rígidos com capacidades superiores a 504 MB. Para reconhecer
sua plena capacidade é preciso fazer a instalação através de programas
especiais como o Disk Manager ou o EZ Drive. Ambos podem ser encontrados na área
de programas de ste site. Também sendo um PC antigo, não possui o recurso Plug
and Play. Você precisará fazer a instalação do seu modem no modo de legado.
Muitos modems PnP possuem jumpers para configuração do endereço de E/S (COM1,
COM2, COM3, COM4) e IRQ (por exemplo, os modelos Sportster, da US Robotics).
Quando os jumpers são usados, o modem poderá ser instalado em PCs que não
possuem o recurso Plug and Play.
3) Troca da placa de CPU VX por
TX
Troquei minha placa de CPU com
chipset Intel VX por outra com Intel TX porque ela não tinha jumper para
programar a voltagem de 2.8 volts do Pentium MMX. Instalei o processador Pentium
MMX-200 neste placa e fiz a montagem do computador com todos os demais periféricos.
Ocorre que quando liguei o computador foi apresentada mensagem de erro no
Registro, até no modo de segurança. O Scandisk e o NDD dizem que a primeira cópia
da FAT é diferente da segunda cópia. Quando monto o computador novamente
utilizando a placa antiga, tudo funciona bem.
Resposta:
Erros no registro e até mesmo discrepâncias
detectadas pelo Scandisk podem ser causados por erros na memória. As memórias
podem estar mal encaixadas, com mau contato, ou configuradas de forma indevida
no Advanced CMOS Setup. Entre no Setup e use os valores default do BIOS. Se isto
não resolver o problema, programe todos os itens relativos aos ciclos de acesso
à DRAM com os maiores valores possíveis. Se mesmo assim o problema persistir,
então a culpa não é das memórias.
Existe uma etapa necessária na troca da placa de CPU que muitos usuários não realizam. Trata-se da atualização dos dispositivos da placa no Gerenciador de Dispositivos do Windows. A forma correta de fazer a troca da placa é, ainda com a placa antiga, entrar no Gerenciador de Dispositivos e remover todos os itens da seção Dispositivos de Sistema. Terminada a remoção, use o comando Desligar. Não ligue novamente o computador, caso contrário os dispositivos da antiga placa de CPU serão novamente detectados. Desmonte agora o computador e monte-o usando a nova placa de CPU. Monte agora o computador utilizando as demais peças. Quando o PC for ligado, o Windows será inicializado. Será feita automaticamente a detecção dos dispositivos da nova placa de CPU. Se este cuidado não for tomado, o Windows "pensará" que dispositivos da antiga placa ainda estão presentes, e assim enviar comandos errados para os dispositivos da nova placa.
4) Voltagens para o Cyrix M II
Tenho um PC com AMD K5-133 e
gostaria de atualizar o processador. No manual da placa está indicado que vai
até o Pentium-200, mas as tensões suportadas são apenas 3,3 volts e 3,5
volts. Gostaria de saber se posso colocar um Cyrix M II/300.
Resposta:
Você possui um modelo antigo de placa de CPU,
onde as únicas tensões que podem ser geradas são as utilizadas
respectivamente pelo Pentium P54C STD (3.3 volts) e P54C VRE (3,5 volts). Não
é possível instalar outros processadores de gerações mais recentes. O Cyrix
MII, por exemplo, requer 2,9 volts. Se você ligá-lo com 3.3 volts irá queimá-lo.
Apenas as placas produzidas a partir de meados de 1997, já com suporte para o
Pentium MMX (voltagem dupla de 2.8V e 3.3V) oferecem outras opções de
voltagem, permitindo instalar outros processadores.
5) Overclock em um Pentium-233
MMX
Tenho um processador Intel
233-MMX, minha placa mãe suporta barramento até 75 MHz. Posso jumpear o
processador para essa freqüência, ele suporta?
Resposta:
Não, não faça isso!!! O computador pode até
funcionar a princípio, mas também poderá queimar depois de algum tempo, e
ainda apresentar problemas diversos (travamentos, falhas gerais de proteção,
operações inválidas e todas essas coisas estranhas que acontecem com os PCs
em todo o Brasil, quantos deles será que estão usando este
"envenenamento"?). A utilização de um clock acima do qual o
processador pode operar é chamado de Overclock, e contraria as especificações
dos fabricantes de processadores. O Pentium MMX opera com clock externo máximo
de 66 MHz. Ao colocá-lo para operar em 75 MHz, seus circuitos que transmitem e
recebem dados das memórias e periféricos poderão falhar. Também devido ao
clock mais elevado, a memória DRAM e a memória cache L2 poderão apresentar
erros, resultando em operações inválidas e dados corrompidos. O barramento
PCI, que normalmente opera a 33 MHz, passará a operar em 37,5 MHz, e algumas
das suas placas de expansão PCI poderão apresentar anomalias (a placa de vídeo,
por exemplo). Note que os fabricantes de placa de CPU em geral disponibilizam
jumpers para operação em clocks mais elevados que os suportados pelo
processador e pelo chipset (na sua o padrão é 66 MHz), mas avisam que não se
responsabilizam pelo uso deste "recurso". O overclock é ainda mais
perigoso para aqueles que não sabem o que estão fazendo. Você pelo menos
perguntou antes, mas muitos o usam sem critério algum. Aqui mesmo neste jornal
já publicamos matéria sobre este assunto, mas infelizmente muitos ainda não
sabem que isto é perigoso, e continuam usando o overclock.
6) Upgrade de processador para
300 MHz e vídeo onboard
Tenho um micro com a seguinte
configuração: processador da Intel Pentium 200MHz MMX, 16 MB EDO RAM, CD-ROM
de 16X, placa vídeo com 1MB, HD com 2.1 GB. Gostaria de fazer um upgrade nele,
para 300Mhz, mas tenho dúvida sobre o melhor processador para isso (Celeron
300A, AMD K6-2 , Cyrix, MII-300 ou Pentium II ?). Outra dúvida é sobre a placa
de vídeo que devo usar: placa mãe com 8Mb de vídeo embutido ou uma placa de vídeo
separada?
Resposta:
A sua atual placa de CPU não suporta a simples
instalação de um processador para 300 MHz. Será preciso portanto adquirir uma
nova placa de CPU. Use por exemplo uma Asus P5A (padrão ATX) ou P5A (padrão
AT). A vantagem em usar a P5A é que não será preciso adquirir um gabinete
ATX. Em relação ao clock de 300 MHz, o processador que apresenta melhor relação
custo/benefício é o K6-2/300. Nesta placa você poderá futuramente instalar
um novo processador mais veloz, chegando até o K6-3/600. Quanto à placa de vídeo,
recomendo que você utilize uma separada, e não uma embutida na placa de CPU.
Se você gosta de jogos, é melhor comprar uma placa 3D. Um modelo de
excepcional qualidade e que está com bom preço é a Diamond V330.
7) O que aconteceu com o
Pentium Classic?
Onde parou a família dos
Pentiums comuns? Parou nos 200 MHz ou se estendeu até o 233 MHz? Com a onda de
falsificações, achei um Pentium 233 MHz, mas fiquei na dúvida. Existe Pentium
MMX 233 MHz com encapsulamento de cerâmica?
Resposta:
O Pentium original, chamado tecnicamente de
P54C e informalmente de "Pentium Classic", foi produzido com até 200
MHz. Parou de ser fabricado logo após o lançamento do Pentium MMX, este sim
chegando ao clock máximo de 233 MHz. Ambos utilizam encapsulamento cerâmico,
mas o Pentium MMX possui na sua parte superior uma chapa metálica de
aproximadamente 2,4 cm de lado, além de uma matriz de pinos metálicos
correspondentes às suas "perninhas" localizadas na parte inferior.
Veja na área de artigos deste site, o artigo "Aplicação de pasta térmica",
onde existem fotos que mostram este encapsulamento. Note ainda que o Pentium
comum possui na sua parte superior e inferior a indicação 80502, enquanto o
Pentium MMX possui a indicação 80503.
8) Placas de CPU para o Pentium
III
Vocês poderiam me sugerir
modelos de placa mãe e especificações de memória totalmente compatíveis com
o Pentium III, que me assegurem 100% da capacidade do processador?
Resposta:
Você pode optar por placas de CPU Asus,
fabricante de primeira linha que opera no mundo inteiro, inclusive no Brasil. A
Asus está inclusive fazendo uma coisa raríssima, que é a abertura de uma fábrica
de placas de CPU no Brasil. O modelo que recomendo é a Asus P2Z, equipada com o
chipset i440ZX e otimizada para o Pentium III. Você não terá dificuldades em
encontrar este modelo de placa no comércio local, mas em caso de dificuldades
pode encomendá-la pelos correios, em www.cdr.com.br.
9) Medindo o desempenho do K6-2
Tenho um PC equipado com o
K6-2/300 em placa de CPU padrão PC-100. Fiz a medida de desempenho em duas
situações: configurado como 100 MHz x 3 e como 66 MHz x 4,5. Usei dois
programas para fazer a medida: Sisoft Sondra 98 e o Norton Sysinfo 3.0. Com o
Sondra, encontrei para 100x3, 722 MIPS e 270 MHz, para 66 x 4,5 encontrei 795
MIPS e 301 MHz. Ou seja, o desempenho medido foi maior com o barramento de 66
MHz, e com o barramento de 100 MHz o clock foi detectado como apenas 270 MHz.
Usando o Norton SI, obtive os seguintes resultados: para 100x3, índice 120 e
270 MHz, para 66 x 4,5, índice 107,7 e 300 MHz. O índice foi mais elevado com
100x3, mas o clock indicado também foi de 270 MHz. Como explicar essas discrepâncias?
No CMOS Setup, quando mando configurar automaticamente a CPU, é usada a opção 66 x 4,5 e não 100 x 3. Porque isto ocorre? Porque o micro eventualmente trava em 100 MHz x 3? Não sinto diferença entre ambas as configurações, mas qual você me aconselha? O que é mais interessante, instalar um processador de 350 MHz ou acrescentar mais 32 MB de RAM?
Resposta:
Tenho a maioria das respostas para suas dúvidas,
exceto uma, que necessitaria de uma observação em laboratório. O Setup da sua
placa de CPU utiliza por default a opção 66 x 4,5 por ser compatível com memórias
lentas. O fabricante não quer correr o risco do usuário instalar memórias
inadequadas e opere com o barramento de 100 MHz com baixa confiabilidade. Para
que opere confiavelmente a 100 MHz, sua placa precisa de memórias com
especificação PC100. Devem ser memórias para 125 MHz, ou tempo de acesso de 8
ns. As memórias para 100 MHz, com tempo de acesso de 10 ns, não devem ser
colocadas para operar a 100 MHz, pois estariam no seu limite máximo. Em se
tratando de memórias, devemos sempre operar com uma velocidade menor que a padrão.
Isto pode explicar o fato do seu PC travar quando operando a 100 MHz. Alguns
vendedores oferecem memórias de 100 MHz como sendo PC100, o que não está
correto. Note ainda que os jumpers da placa de CPU precisam ser configurados
corretamente. Em muitas placas de CPU, além de definir o clock externo e o
multiplicador, é preciso definir também o clock da memória SDRAM. Verifique
se a configuração está correta, de acordo com as instruções do manual da
placa de CPU. Os índices que você mediu com o Norton Sysinfo estão corretos
para um K6-2/300, idênticos aos que medi em laboratório (120 e 108 nas opções
100x3 e 66x4,5). Apenas não entendi o que causou a indicação de 270 MHz em
ambos os programas. A discrepância encontrada pelo programa da Sisoft pode ser
um erro de medida, e sugiro que você mantenha este software sob suspeita. O
Norton Sysinfo, apesar de ter medido o clock de forma errada, apresentou o
desempenho correto.
Quanto à expansão de memória e processador, sugiro que você aumente a memória para 64 MB ao invés de trocar o processador por outro de 350 MHz. A diferença de desempenho entre um K6-2/300 e um K6-2/350 é muito pequena, inferior a 10%. Já uma maior quantidade de memória será útil quando você estiver utilizando jogos de última geração e programas que operam com gráficos de alta resolução.
Se o seu PC apresenta travamentos com o barramento externo de 100 MHz, provavelmente pelo fato das memórias serem inadequadas, deixe-o operando com o barramento de 66 MHz, ou então troque as memórias por outras com a especificação correta. Você não percebe diferença entre as duas opções porque está utilizando programas que exigem apenas uma fração do poder de processamento do K6-2. Notará diferença quando abrir muitas janelas no Internet Explorer, ou quando tentar utilizar um jogo 3D com a resolução de 800x600.
10) Placa VXPRO suporta memória
DIMM?
Estou montando um PC e
recentemente adquiri uma placa mãe VXPRO com um processador 166 MMX. Gostaria
de saber se essa placa suporta memória DIMM, ou se seria melhor usar memória
EDO?
Resposta:
Sim, o chipset conhecido como VXPRO suporta memórias
SDRAM (módulos de SDRAM normalmente utilizam o encapsulamento DIMM/168).
Entretanto é preciso verificar se a placa possui soquetes apropriados para memórias
SDRAM (DIMM/168), já que o fato de um chipset suportar um tipo de memória não
significa necessariamente que a placa está preparada para este recurso. A forma
mais fácil de tirar a dúvida é realmente observar a presença desses soquetes
na placa. Enquanto os módulos SIMM/72 (para os tipos EDO e FPM) têm 11 cm de
largura, os módulos DIMM/168 têm 13 cm, aproximadamente. Apenas chipsets mais
antigos (i430FX, i430HX e Opti Viper, por exemplo) não dão suporte a memórias
SDRAM, tornando necessário o uso de memórias FPM ou EDO.
11) Usando o processador K6-3
em placas para K6-2
Gostaria de sugestão para
marca de placa de CPU para processador AMD K6-3. Placas que não foram feitas
para este processador podem ser utilizadas?
Resposta:
Externamente, o AMD K6-3 é similar ao K6-2.
Portanto, qualquer placa de CPU para o K6-2 pode utilizar o K6-3. Procure uma
placa que tenha um chipset para 100 MHz, como o Via Apollo MVP3 ou o ALI Aladdin
V. As melhores placas disponíveis no mercado brasileiro são as produzidas pela
Diamond, Asus, Soyo, FIC e A-Trend. Infelizmente existem também muitas placas
de qualidade inferior. Tenho recebido muitas reclamações de usuários de
placas que utilizam os chipsets da PC Chips. De um modo geral, quanto menor é o
preço de uma placa de CPU, pior é a sua qualidade. Veja como vale a pena usar
uma placa melhor: com um processador de 300 reais você prefere instalar uma
placa de primeira linha que custe 200 reais ou uma de segunda linha que custe
120? Observe como a pequena diferença de preço pesa pouco no custo total do
computador.
12) Upgrade de processador
Sou proprietário de um PC
Intel 166 MMX, com 64 de memória Dimm, HD de 8.2 Maxtor, CD-ROM Mitsumi 16x, e
placa mãe TX Pró II. De acordo com matéria publicada em um jornal os
possuidores de processadores Pentium MMX, poderiam evoluir para os processadores
AMD K6-2 ou Cyrix pois utilizam o mesmo barramento de 66 MHz adotado nas
placas-mãe dos Pentium. Está correto?
Resposta:
Está correto, esses novos processadores podem
ser instalados em placas de CPU próprias para Pentium MMX, desde que sejam
observadas duas condições: voltagens e multiplicadores. Os processadores
modernos operam com duas voltagens de alimentação, sendo uma interna e outra
externa. O Pentium MMX, assim como todos os demais processadores, utilizam
externamente a voltagem padrão de 3.3 volts, a mesma utilizada pelas memórias
e chipsets. Já a voltagem interna varia de um processador para outro. O Pentium
MMX utiliza 2.8 volts, a maioria dos processadores da Cyrix utiliza 2.9 volts. O
AMD K6 pode utilizar 3.2 volts, se for uma versão antiga (por exemplo, as de
200, 233 e 266 MHz) ou valores menores (em geral 2.2 volts) nas versões mais
novas. Em caso de dúvida, consulte as indicações de voltagem estampadas na
face superior do processador. A outra condição a ser satisfeita é o
multiplicador de voltagem suportado pela sua placa de CPU. Placas de CPU mais
antigas só possuem multiplicadores até 3.5x, podendo assim chegar ao máximo
de 233 MHz (66 x 3,5). Placas de CPU mais novas permitem formar multiplicadores
maiores: 4.0, 4.5, 5.0, 5.5 e 6.0. Mesmo assim, existe uma pequeno macete que
permite a instalação de processadores de 400 MHz nessas placas antigas. Se a
sua placa não permite usar multiplicadores superiores a 3.5, instale um
processador de 400 MHz (ex.: K6-2/400) e utilize o multiplicador 2.0. Este
processador entenderá 2.0 como sendo 6.0, e irá operar a 400 MHz (66 x 6).
O grande problema é que a maioria das placas de CPU antigas não permite usar a voltagem interna de 2.2 volts para o processador. A maioria delas permite entretanto usar 2.9 volts, voltagem utilizada há muito tempo para os processadores Cyrix. Você poderá então fazer a instalação de um Cyrix M II PR300, PR350, etc. Como regra geral, você deve checar o seguinte:
a) Quais as voltagens suportadas pela sua placa de CPU
b) Quais os multiplicadores podem ser gerados. Lembre-se que 2.0 funciona como 6.0 para os processadores modernos
c) Compre um novo processador de acordo com essas possibilidades
13) Falsificação de placa de
CPU Asus
Comprei uma placa mãe Asus
P3B-F e seu serial number é "XXXXXXXX". Isso é normal? Trata-se de
uma placa falsificada?
Resposta:
O pessoal da Asus do Brasil me explicou o que
ocorre. O número de série que você vê na tela quando liga o computador não
é da placa, e sim do BIOS. Ocorre que o contrato entre a Asus e a Award não
prevê o pagamento de cada BIOS, mas sim um pagamento de alto valor que permite
replicar o BIOS sem limite para um determinado modelo de placa, não importa o número
de unidades produzidas. Sendo assim o BIOS não tem número de série. Várias
placas Asus, inclusive algumas instaladas no próprio escritório deste
fabricante no Brasil apresentam esta característica. Não se trata de falsificação,
e nem mesmo existem notícias de falsificação deste modelo de placa. Por outro
lado, foram levadas à Asus notícias de falsificação de outros modelos, como
o P299. As placas falsificadas eram produzidas na China e vendidas no Paraguai,
mas nada impede que cheguem às lojas no Brasil, pois como sabemos, muitas se
abastecem no Paraguai. Procure sempre fazer as compras em um fornecedor de sua
confiança.
14) Medindo o clock do
processador
Meu computador usa um K6-2/350.
Através do programa que o acompanha, o AMI Desktop Client Manager, é acusado
um clock de apenas 300 MHz, algumas vezes chegando a 312 MHz. No CMOS Setup é
indicado 350 (100 MHz x 3,5), mas no Windows permanece como 300.
Resposta:
Antes de mais nada é preciso verificar, através
dos jumpers da placa de CPU, se o processador está realmente configurado para
operar com o clock externo de 100 MHz. Se estiver, o multiplicador 3,5 resultará
no clock de 350 MHz. Se estiver para um clock externo mais baixo (por exemplo,
83 ou 95 MHz), o clock interno será inferior, podendo mesmo chegar a 300 MHz.
Note que esses programas de medição de clock nem sempre fazem uma medida
precisa, e sim, arredondam o valor obtido para um dos valores nominais (300,
333, 350, etc.). Sugiro que você tente usar outros programas para medir clock,
ao invés de confiar apenas no AMI Client Manager. Use por exemplo o PC-Check,
que pode ser obtido em versão DEMO gratuita em www.eurosoft-uk.com. Se você
possuir o Norton Utilities, pode experimentar também o Norton System
Information. Não fique preocupado, pois já vi muitos programas que fazem medição
de clock de forma errada. A medição é baseada na velocidade de realização
de cálculos, e não por leitura direta do clock.
15) Patch do AMD K6 para
Windows 95
Possuo um K6-2 450 MHz, montado
em uma Placa-mãe PC-100 M598LMR com chipset SIS530. O problema é que toda vez
que vou carregar o Windows 95 aparece a mensagem
"ENQUANTO INICIALIZA O DISPOSITIVO IOS: ERRO DE PROTEÇÃO DO WINDOWS. VOCE PRECISA REINICIAR SEU COMPUTADOR".
Só consigo executar o Windows 95 se alterar no Setup a freqüência do processador para 350 MHz. Um técnico me informou que o K6-2, a partir de 400 MHz, só funcionará se eu instalar o Windows 98 (o que eu acho uma pena, porque considero o Windows 98 pior que o 95). É verdade esta afirmação ou existe uma forma de executar o Windows 95 com o K6-2 450 MHz. Se não puder, para mim é preferível trocar meu processador por um de 350 MHz, já que além de tudo isto, os travamentos tem sido constantes.
Encaminhei na quarta-feira passada um e-mail sobre o tema acima. No fim de semana consegui um programa "upgrade do K-6 para Windows 95". Instalei-o em meu computador e solucionou o problema. Agora, finalmente, posso executar o Windows 95 em um K-6 450.
Resposta:
Sim, é verdade que o Windows 95 apresenta
alguns problemas quando executado pelo AMD K6, mas isto nem sempre ocorre. Eu
mesmo utilizei o K6 de 200 MHz durante bastante tempo com o Windows 95 sem ter
problemas. De qualquer forma, no sita da AMD (www.amd.com) existe um patch para
Windows 95, compatibilizando-o com o K6. Em caso de problemas deve ser
utilizado. No seu caso, o patch foi a solução para os problemas.
16) Novos processadores
Comprei recentemente um PC com
o processador K6-2/350 e fiquei surpreso com o seu desempenho, pois pensei que só
os PCs com processadores Intel eram bons. Vocês poderiam me informar mais a
respeito dos processadores e suas tendências?
Resposta:
Não tem sentido a noção de "processador
bom" ou "processador ruim". O que existe no mercado é um grande
número de processadores com diferentes velocidades e diferentes preços. Você
gostou do desempenho e pagou por ele. Existem processadores mais velozes que
este, tanto da Intel como da AMD e da Cyrix, além de outros fabricantes menos
conhecidos (IDT e Rise). Portanto, o processador não define a qualidade de um
computador, e sim a sua velocidade. Outros componentes entretanto, se não forem
corretamente escolhidos, podem fazer um computador ficar "ruim" por
dois motivos: queda de desempenho e queda de confiabilidade. Memórias
inadequadas, disco rígido lento, placa de vídeo lenta e soft modem são alguns
exemplos de componentes que podem prejudicar o desempenho do processador (são
muito comuns, já que os preços são mais baixos). Placas de CPU de segunda
linha (em geral sem nome) é um exemplo típico de componente que pode fazer o
computador ter queda na confiabilidade. Você está utilizando um PC com um
processador razoavelmente veloz (já existem modelos de 650 MHz), e
provavelmente com os demais componentes bem escolhidos e de boa qualidade.
Quanto aos processadores, já existem modelos bem mais avançados. O próprio K6-2 é produzido nas versões de 380, 400 e 450 MHz. O K6-3, um novo modelo com desempenho bem melhor, oferece versões de 400, 450 e 500 MHz. Seu desempenho é superior devido à cache L2 integrada ao chip, com 256 kB, operando com o mesmo clock que o núcleo do processador. A AMD também produz o processador Athlon, com clocks de 550, 600 e 650 MHz, e desempenho superior ao de um Pentium III. Os processadores produzidos pela Intel são o Celeron (para PCs de baixo custo, com clocks de até 450 MHz) e o Pentium III, com clocks de 450, 500 e 550 MHz. Logo serão lançadas versões mais rápidas do Pentium III, como a de 700 MHz. A Cyrix também tem lançado processadores velozes, como o Cyrix M II PR433, com desempenho comparável ao de um Celeron de 433 MHz.
17) Pentium x K6
Sou curioso em informática e
gostaria de saber as diferenças e vantagens entre um K6 e um Pentium.
Resposta:
Primeiramente, o K6 e o Pentium são
processadores que já não são mais fabricados, ambos tendo sido substituídos
por modelos mais velozes. De um modo geral, um K6 é mais veloz que um Pentium
de mesmo clock. As versões mais velozes do K6 eram as de 233, 266 e 300 MHz,
enquanto o Pentium MMX era produzido nas versões mais rápidas de 200 e 233
MHz. Na verdade o K6 é tão mais rápido que o Pentium, que chegava a competir
com o Pentium II, o sucessor do Pentium. Hoje o K6 foi substituído pelo K6-2 (o
modelo que recomendo para clocks de 300 e 350 MHz) e pelo K6-3 (que recomendo
para 400, 450 e 500 MHz). Note que eletronicamente, todas as versões do K6 são
similares ao Pentium. São instaladas em um soquete conhecido como Socket 7. Já
o Pentium II (assim como o Pentium III) utiliza um outro soquete,
eletronicamente e mecanicamente diferente: o chamado SLOT 1. Note que os
processadores da AMD possuem preços sensivelmente inferiores aos da Intel, mas
isto não significa qualidade inferior. O segundo no mercado sempre oferece preços
mais competitivos para concorrer com o primeiro do mercado. Para maiores informações
sobre os diversos tipos de processadores, sugiro a leitura de meu artigo na área
de artigos deste site. Especificamente para comparações entre o K6 e o Pentium
II, sugiro a leitora de artigo publicado na PC World (matéria de capa) de
Outubro/97.
18) Clocks do Cyrix M II
Tenho um PC equipado com o
processador Cyrix 6x86MX (MII-300) e placa mãe TX PRO II (chipset SiS5598). O
clock real do processador é 233 MHz, de acordo com o Norton Utilities, com
barramento de 66 MHz. Sei que existem dois tipos de processadores Cyrix MII-300,
com velocidades de 225 (75x3) e 233 MHz (66x3,5). A TX PRO II aceita operar com
o barramento de 75 MHz. Minha dúvida é se o Cyrix M II-300 existe em dois
modelos distintos, um de 225 e outro de 233 MHz, ou se podemos configurá-lo de
qualquer uma das duas formas possíveis. Qual das configurações apresenta
maior desempenho?
Resposta:
O Cyrix MII-300 é realmente classificado em
duas versões, uma de 225 e outra de 233 MHz. Tudo depende do seu funcionamento
ou não com o clock externo de 75 MHz. Um modelo de 66x3,5 (233 MHz) poderá
funcionar com 75x3 (225 MHz), mas a confiabilidade não é atestada pela Cyrix.
Você deverá observar a indicação de clock existente na face superior do chip
e configurar a placa de CPU rigorosamente desta forma. Eu mesmo fiz alguns
testes em uma placa TX PRO II utilizando o chip de 66x3,5 e observei travamentos
na operação a 75x3, apesar do desempenho neste caso ser um pouco maior.
19) Overclock em um 486DX2-66
Tenho um PC 486DX2-66 com 8 MB
de RAM, HD de 540 MB e kit multimídia 8X. Gostaria de saber mais sobre a prática
do overclock. Mesmo sabendo que não é aconselhável, como executá-la no meu
computador?
Resposta:
Não faça overclock. Seu processador poderá
ser danificado ou perder confiabilidade, provocando travamentos que podem
resultar em perda de dados importantes. Se você, caro leitor, ficou interessado
no assunto, desista de ler esta resposta. Não faça overclock!
Digo para não fazer, mas já que foi perguntado como é feito, vejamos então. Os processadores Pentium podem utilizar vários multiplicadores para o clock externo, resultando no clock interno desejado. Um Pentium-133 usa o clock externo de 66 MHz e o multiplicador 2x. Se o multiplicador for alterado para 2,5x (isto é feito por jumpers na placa de CPU), o clock interno será de 166 MHz. Processadores 486DX4 e 586 também podem operar com vários multiplicadores diferentes. Nessas placas de CPU, o overclock consiste em programar um multiplicador mais elevado, seguindo as instruções do manual da placa de CPU. No caso do 486DX2-66, o overclock não pode ser feito desta forma, pois seu multiplicador é constante (2x), não podendo ser alterado. A única forma de fazer este overclock neste processador é aumentando o clock externo. As placas de CPU 486 em geral permitem usar clocks externos de 25, 33, 40 e 50 MHz. Se você usar o clock externo de 40 MHz, o processador irá operar a 80 MHz. Com 50 MHz, o processador ficará com 100 MHz, mas duvido que isto funcione, já que as memórias e o próprio chipset em geral não suportam a operação a 50 MHz. Para o próprio processador esta velocidade, 50% maior que a normal, tornaria bastante difícil o seu funcionamento. Tente então usar o clock externo de 40 MHz, seu 486 irá operar internamente a 80 MHz. Entre no CMOS Setup, escolha a opção Advanced Chipset Setup e aumente os valores dos ciclos de acesso à memória DRAM. Se mesmo assim ocorrerem travamentos, aumente também o número de ciclos de acesso à cache. Use um programa medidor de desempenho (Norton Sysinfo, por exemplo) para verificar se o overclock trouxe aumento no desempenho total. A desaceleração da cache poderá cancelar o ganho de velocidade do processador. Lembro mais uma vez, não faça overclock, pode não valer a pena e colocar em risco seu processador e os dados do disco rígido.
20) Upgrade de BIOS
Quero fazer o update do meu
BIOS AMI Bios v. 1.19, meu PC tem o chipset 440BX Intel e ainda um outro chip
escrito "SiS 5595", o BIOS não tem suporte a UDMA e meu HD está
sendo usado parcialmente. Já liguei ele em outros computadores e o desempenho
é sempre maior. O número que aparece no ato do boot,
61-1210-000747-00101111-071595-m747-m747v5.0-H,
mas não consigo achar o updater correto para essa combinação de chipset e
BIOS.Gostaria de recomendações sobre como atualizar ou se não é preciso ou
possível.
Resposta:
Uma boa referência para o problema é o artigo
que escrevi sobre atualização de BIOS, na área de artigos deste site. Mesmo
assim mostrarei em linhas gerais o que deve ser feito. A primeira coisa é
descobrir a marca e o modelo da sua placa de CPU. Esta informação pode ser
encontrada no manual, no caso de placas de marcas famosas (Asus, FIC, A-Trend,
etc. ). Se a placa for do tipo "sem nome", o programa CTBIOS tem
grande chance de identificá-la. A identificação feita por este programa (também
encontrado na área de programas deste site) inclui a marca, o modelo e o endereço
do fabricante na Internet. No site do fabricante você poderá então encontrar
o arquivo de atualização de BIOS específico para sua placa de CPU. Se o site
do fabricante não for identificado pelo programa CTBIOS, acesse o site
www.ping.be/bios/, indique o fabricante e o modelo, e finalmente você terá
acesso ao arquivo de atualização.
Lembro que a atualização de BIOS não deve ser feita de forma indiscriminada. Se ocorrer algum problema sério, como por exemplo a queda de energia elétrica ou um travamento de hardware, durante o processo de reprogramação do BIOS, este ficará definitivamente danificado. A sua placa de CPU não funcionará mais e estará inutilizada. Devemos atualizar o BIOS apenas para resolver problemas que o fabricante tenha detectado e corrigido mediante atualização (se o fabricante der este tipo de orientação na área de suporte do seu site), ou então para suportar novas tecnologias. No seu caso, o suporte a Ultra DMA, presente no chipset i440BX mas ausente no BIOS, poderá fazer seu disco rígido ficar mais rápido. Trata-se portanto de uma boa razão para atualizar o BIOS.
21) Outro upgrade de BIOS
Tenho um Pentium-233 MMX com 64
MB de RAM e Windows 98. Minha placa mãe é uma VX-PRO II M559. Gostaria de
saber qual é o procedimento mais seguro para fazer a atualização do BIOS. Já
localizei o arquivo na Internet mas estou inseguro quanto ao procedimento a ser
usado.
Resposta:
Note que a atualização de BIOS não é uma
operação 100% segura. Em alguns raros casos pode ocorrer a danificação total
da placa mãe, devido à queima da ROM que armazena o BIOS. Isto pode ocorrer
por exemplo se você utilizar o programa de gravação errado, ou o BIOS errado,
ou se faltar energia elétrica durante a gravação. A primeira coisa a fazer é
acessar a Winn’s BIOS Page (www.ping.be/bios/). Lá existem utilitários que
permitirão descobrir o fabricante da sua placa mãe. Existem links diretos para
os sites dos fabricantes, onde você poderá obter o programa que faz a gravação,
a nova versão do BIOS e as instruções para a atualização. Faça a atualização
apenas a partir do programa, BIOS e instruções fornecidos no site do seu
fabricante. Se forem usados programas de terceiros, você tem grandes chances de
danificar a sua placa mãe.
22) Suporte ao gerenciamento de
energia
No Gerenciador de Dispositivos
do Windows 98 existe a mensagem de erro:
"Suporte a gerenciamento avançado de energia – Este dispositivo não está presente, não está funcionando ou não tem todos os drivers instalados".
Resposta:
Provavelmente o gerenciamento de energia não
está ativado porque esta função está desabilitada no CMOS Setup. Se você
quer utilizar este recurso, habilite-o no CMOS Setup (Power Management). Depois
entre no Gerenciador de Dispositivos e remova o item Gerenciamento de Energia.
Reinicie o Windows, use o comando Adicionar Novo Hardware no Painel de Controle
e deixe que seja feita a detecção automática. Lembre-se entretanto que o
gerenciamento de energia é responsável pelo desligamento do disco rígido após
período de inatividade, o que resulta em demora para restabelecer o acesso.
Muitos usuários passam por este problema e o acham um incômodo. Se você quer
evitá-lo, deixe o gerenciamento de energia desativado.
23) Identificando o chipset da
placa de CPU
Como saber com certeza o
chipset existente na placa mãe?
Resposta:
A forma mais segura de detectar o chipset
existente na placa mãe é por inspeção visual direta (lendo os números
indicados nos chips), ou então consultando o manual da placa de CPU. Você
poderá entretanto encontrar alguns programas que detectam o modelo de chipset,
como o CTBIOS, encontrado em http://www.ping.be/bios.
24) Testando a memória DRAM e
a cache L2
Com que programa eu poderia
fazer um teste na memória DRAM e na memória cache?
Resposta:
Já o teste de memória DRAM pode ser feito com
diversos programas de diagnóstico, como o NDIAGS, que faz parte do Norton
Utilities. O teste de memória cache pode ser feito com o programa PC-Check,
encontrado em http://www.eurosoft-uk.com.
25) Gabinete para Pentium II
Estou pensando em comprar um
Pentium II e tenho encontrado opções com gabinetes ATX e mini torre com placas
padrão AT. Algumas pessoas me disseram que as placas AT não funcionam bem para
o Pentium II e que no gabinete mini torre o processador esquentaria bastante.
Resposta:
Os gabinetes de maior tamanho são sempre mais
recomendáveis para os processadores mais modernos que esquentam muito. Uma das
principais vantagens do ATX é a melhor dissipação de calor do processador.
Primeiro porque o volume interno do gabinete é maior. Segundo porque os cabos
flat são ligados na parte dianteira da placa de CPU, evitando aquela confusão
de cabos que acabam atrapalhando a circulação de ar, permitindo o maior
aquecimento do processador. Terceiro porque as portas seriais e paralelas são
ligadas na parte traseira da placa, evitando o uso de mais 3 cabos flat que
atrapalhariam a circulação de ar e dificultariam o acesso aos componentes da
placa de CPU. Quarto porque a fonte ATX ventila o ar diretamente sobre o
processador, reduzindo mais ainda o aquecimento. A sua desvantagem: o usuário
interessado em fazer um upgrade precisa comprar, além da nova placa de CPU, um
gabinete padrão ATX. Visando o aproveitamento de gabinetes antigos (padrão
AT), muitos fabricantes passaram a oferecer placas nas versões AT e ATX. O
problema é que uma placa de CPU Pentium II tamanho AT, instalada em um gabinete
mini torre AT, com todos aqueles cabos flat e aquele reduzido volume de ar
resultam em uma ventilação interna precária, aumentando a temperatura do
processador e causando o risco de problemas relativos a este aquecimento, como
travamentos e falhas gerais no Windows. Para quem vai adotar o Pentium II, vale
a pena adotar também o padrão ATX.
26) Modo standby
Gostaria de saber quanta
energia é gasta quando o computador está em modo standby (excluindo o
monitor), e também em uso normal. Notei também que no modo standby, a
ventoinha do processador é desligada, mas a da fonte continua girando, o que
parece ser um gasto desnecessário de energia.
Resposta:
Um PC Pentium II/350 (pouca diferença existe
no caso de clocks mais elevados) com um disco rígido, drive de CD-ROM, placa de
vídeo e placa de som consome em torno de 100 watts (excluindo o monitor)
durante seu funcionamento normal, e menos que um décimo deste valor quando em
standby. Valores exatos são muito difíceis de especificar, já que variam
muito de um modelo para outro. Discos rígidos consomem entre 5 e 10 watts
durante o funcionamento normal, e menos de 1 watt quando em standby. Circuitos
eletrônicos podem consumir até 100 vezes menos em standby. De um modo geral,
pode confiar que os circuitos do computador consumem bem pouco em standby.
Durante o funcionamento normal, um computador bem equipado, com muitas placas e
drives, pode chegar mais próximo de 150, quase chegando a 200 watts.
A ventoinha do processador é desligada em standby porque ele realmente reduz a quase zero o consumo de corrente. Já o mesmo não acontece com a fonte. Fontes de alimentação ATX precisam continuar funcionando quando o computador está em standby, fornecendo corrente para os circuitos do computador. Ocorre que as fontes de alimentação, mesmo quando geram pouca corrente, continuam a dissipar alguma potência no processo de retificação e redução de voltagem. Desta forma, o calor dissipado por uma fonte em standby é quase igual ao calor dissipado durante seu funcionamento normal. Por isso, a ventoinha da fonte precisa continuar funcionando.
27) Drivers para PC Chips
Tenho um PC k6-2, 450 MHz, 128
MB de SDRAM, HD 4.3 GB, kit 100 x, fax/modem 56 Kbps. Comprei uma placa mãe
PC100 modelo M585 LMR com som, vídeo, fax e rede on board. Gostaria que você
me informasse sobre sites para que possa fazer download dos drivers mais
atualizados.
Resposta:
Esta placa possui chipset produzido pela PC
Chips, e o seu endereço é www.pcchips.com
. Não quero ser estraga prazeres, mas aproveito para informar aos leitores que
tenho recebido muitas reclamações de leitores sobre problemas com placas de
CPU da PC Chips (este fabricante produz chipsets e placas de CPU). Fabricantes
especializados também têm falado muito mal de placas PC Chips. Sua única
vantagem é o preço, ligeiramente inferior a das placas de outros fabricantes,
e com a vantagem de incluir várias interfaces onboard. Apesar de serem de
qualidade inferior, essas placas são encontradas em praticamente todas as
revendas de hardware no Brasil. O mercado tem lugar para todo tipo de produto,
desde os mais caros e de melhor confiabilidade, até os mais baratos e de
confiabilidade duvidosa. O problema é que no Brasil o usuário que não conhece
o assunto acaba ficando sem opção, de tão grande é o número de revendas que
oferecem placas PC Chips. Não quer dizer que a sua placas vá apresentar
problemas, é possível que funcione muito bem. Para quem quer um PC mais confiável,
sugiro placas de CPU da Diamond, Asus, Soyo, FIC e A-Trend, mesmo sem som/vídeo/modem
embutidos. Uma boa placa de som, uma boa placa de vídeo e um bom modem deixarão
você satisfeito por muito mais tempo, mesmo com um custo um pouco maior. É a
chamada relação custo/benefício.
28) Pentium-120 está lento
Tenho um Pentium-120 com 16 MB
de RAM e HD de 1,7 GB. Uso este PC para navegar na Internet, só que ele está
muito lento. Acho que é porque executo muitos programas ao mesmo tempo, como o
Real Player, o GetRight e outros. Gostaria de saber se por acaso eu ampliasse a
memória RAM o desempenho da máquina melhoraria.
Resposta:
A execução de vários programas simultâneos
com certeza causa lentidão quando a quantidade de memória RAM é pequena.
Sendo assim, a instalação de mais 16 MB de memória provavelmente irá melhora
o desempenho. Observe entretanto que a insuficiência de RAM não é a única
causa possível para a lentidão. Quando você perceber que o computador está
lento, observe o LED de acesso ao disco rígido. Quando este LED piscar muito,
mesmo quando você não está fazendo operações de acesso a disco (abrindo
programas e arquivos de dados, por exemplo), significa que o Windows está
usando muito o Swap File (arquivo de troca da memória virtual) para compensar a
baixa quantidade de memória RAM. Neste caso, a expansão de memória irá
melhorar a situação. Por outro lado, o baixo desempenho do processador também
pode prejudicar o desempenho (leia meu artigo a respeito, na área de artigos
deste site). Faça ainda uma desfragmentação no disco rígido para melhorar a
eficiência no seu acesso. A instalação de um modem mais veloz e sobretudo a
utilização em horários de menor congestionamento também tornará a sua
navegação mais rápida. Finalmente, como a sua placa de CPU utiliza o
Pentium-120, provavelmente permite a instalação de um processador mais veloz,
como o Pentium-200 (será preciso procurar de segunda mão), ou talvez o
Pentium-233 MMX. Consulte o manual da sua placa de CPU e verifique quais são as
opções de processadores mais velozes suportados.
![]()
![]()
![]()
Copyright (C) Laércio Vasconcelos
Computação
Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem o consentimento do autor.
Apenas
usuários individuais estão autorizados a fazer download ou listar as páginas
e figuras para
estudo e uso próprio e individual, sem fins comerciais.