1999-07a) Processadores e placas de CPU - parte 1
As dúdivas desta página foram publicadas entre 1998 e 1999. Podem ser portanto bastante úteis para quem tem comptuadores da época, como Pentium II/300 a Pentium III/500, K6-2, Celeron, e também os modelos mais antigos do Pentium, K6 e Cyrix, além de informações sobre o Windows 95 e o Windows 98, este último ainda muito usado em inúmeros computadores. Apenas leve em conta que por já terem passado alguns anos, certas informações tendem a ficar desatualizadas, como por exemplo, indicações de marcas e modelos de produtos. Apesar disso acreditamos que essas informações ainda são de grande utilidade, e várias delas se aplicam 100% mesmo nos dias atuais.
1) Voltagens e tipos de memória.
Quando adquiri minha placa mãe (Pentium-100), o jumper referente ao
regulador de voltagem da CPU estava ajustado para 3,5 volts. Perguntei ao
fornecedor se o correto não seria 3,3 volts, mas ele não soube me responder,
dizendo que seguia as instruções descritas no manual. Mas o Pentium não
trabalha com 3,3 volts? Quem está correto? Em breve estarei fazendo uma
atualização para Pentium-133, será preciso alterar a voltagem?
Para que serve o conector VRM (Voltage Regulator Module) e quando ele é usado?
A memória EDO é um SDRAM? Como posso diferenciar a SDRAM de uma DRAM e de uma EDO DRAM? Ouvi dizer que não é vantajoso usar a memória DIMM por causa do seu preço. Isto é verdade? Minha placa possui este conector, será que foi dinheiro jogado fora? .
Resposta:
1) Os microprocessadores Pentium a
partir de 75 MHz podem operar com dois valores de voltagem:
Antes de instalar um microprocessador Pentium, devemos checar qual é a sua voltagem de operação, e configurar corretamente a sua voltagem. A fonte de alimentação fornece uma tensão de 5 volts, como era requerida pelos microprocessadores até pouco tempo. A partir de 1994, passou a ser comum o uso de voltagens menores, em geral em torno de 3,3 volts. As atuais placas de CPU possuem circuitos reguladores de voltagem que recebem os 5 volts da fonte de alimentação e os convertem para a voltagem que o microprocessador exige. Como existem microprocessadores que utilizam voltagens ligeiramente diferentes, essas placas de CPU podem ser configuradas, através de jumpers, para que gerem várias opções de voltagens. Por exemplo, as atuais placas de CPU Pentium possuem reguladores de voltagem que podem ser configurados através de jumpers para gerarem 3,3 ou 3,5 volts. Muitos usuários não tomam cuidado com este detalhe e configuram uma tensão errada. Quando um Pentium exige 3,3 volts e recebe 3,5 volts, ou vice-versa, funciona da mesma forma, porém pode apresentar problemas de confiabilidade. Ficará, por exemplo, mais sensível a flutuações na tensão da fonte.
É fácil saber qual é a voltagem exigida por um microprocessador Pentium. Basta consultar a inscrição existente no seu verso (ou seja, o lado onde estão as suas "perninhas"). Nesta inscrição existem 4 linhas, com o formato:
A letra "S" após a "/" na quarta linha indica que trata-se de uma versão Standard, portanto, operando com 3,3 volts. Quando a letra após a "/" na quarta linha é um "V", significa que trata-se de uma versão VRE, exigindo portanto uma tensão de 3,5 volts.
Se você tiver dúvida, configure a voltagem como VRE. As versões Standard do Pentium aceitam tensões entre 3,1 e 3,6 volts, enquanto as versões VRE aceitam tensões entre 3,4 e 3,6 volts. Portanto, configurar o regulador de voltagem para operar com 3,5 volts (VRE) atende a ambas as condições, apesar da versão Standard operar melhor com 3,3 volts.
2) Algumas placas de CPU Pentium possuem um soquete para a instalação de um VRM (Voltager Regulator Module). Trata-se de uma pequena placa com circuitos capazes de gerar diversas tensões. São mais comuns as placas de CPU Pentium não possuem este soquete, e sim, dois reguladores de vontagem para gerar as tensões de 3,3 e 3,5 volts, de acordo com o tipo de Pentium instalado (VRE ou Standard). Existem ainda placas que possuem os dois reguladores, e ainda o soquete vazio para a instalação do módulo VRM. Portanto, não se preocupe com o soquete VRM vazio, e faça a escolha da voltagem correta a partir dos reguladores de voltagem, de acordo com as instruções do manual da sua placa de CPU.
3) A memória EDO não é uma SDRAM. Originalmente, as memórias usadas nos PCs eram chamadas de FPM DRAM (Fast Page Mode DRAM). Em 1995, tornaram-se comuns as memórias EDO DRAM (Extended Data Out DRAM), usadas em larga escala nas atuais placas de CPU Pentium. Recentemente, passaram a ser utilizadas, ainda em pequena escala, as memórias do tipo SDRAM (Synchronous DRAM), mais avançadas que a EDO DRAM.
4) Não existe uma forma precisa de diferenciar memórias FPM DRAM, EDO DRAM e SDRAM. Tudo depende dos códigos do fabricante, estampados nos chips que formam o módulo. Ocorre que existem muitos fabricantes, bem como muitos modelos de chips de memória, e é virtualmente impossível manter uma tabela de códigos atualizada. Para complicar ainda mais a situação, existem ainda fabricantes que compram os circuitos internos das memórias e fazem apenas o seu encapsulamento e colocam as "perninhas", dando o seu próprio código. Entre os países ditos "tigres asiáticos", podemos encontrar centenas de fabricantes que fazem isto. A única forma precisa de adquirir memórias corretamente é contando com um fornecedor confiável. Pelo menos, uma pista pode ser utilizada: as memórias SDRAM em geral apresentam o encapsulamento DIMM de 168 vias, enquanto as do tipo EDO e FPM utilizam quase sempre o encapsulamento SIMM de 72 vias.
Quando à questão do preço, não é verdadeira. Um módulo DIMM custa praticamente o mesmo que um SIMM de mesma capacidade. A questão importante é que os módulos DIMM são mais difíceis de serem encontrados, e isto deve ser levado em conta na ocasião da compra.
2) Minha placa de CPU
suporta o Pentium MMX?
Gostaria de saber se minha placa mãe Pentium-133, cujo manual não indica o
nome do fabricante, poderá aceitar uma atualização para o Pentium MMX de 200
MHz. Segundo o manual, é compatível com qualquer versão do Pentium, de 75 a
200 MHz. O chipset é o Triton, BIOS Award e 256 kB de cache.
Resposta:
A instalação do Pentium MMX nem
sempre pode ser feita no caso de placas que não foram suportadas para suportá-lo.
Consulte o manual da placa de CPU e verifique se entre as opções possíveis de
microprocessador, está indicado o Pentium MMX (também chamado de P55C). Se não
estiver, a instalação não poderá ser feita, ou seja, a placa suporta apenas
o Pentium normal (P54C)..
Um dos problemas que podem inviabilizar a instalação de um Pentium MMX em uma placa de CPU Pentium que não foi projetada para suportá-la é o seu duplo sistema de voltagem. São necessárias tensões diferentes para alimentar os circuitos internos e os circuitos que fazem contato com o barramento externo. Faça a instalação apenas se a sua placa trouxer instruções específicas sobre o MMX. Observe que há bastante tempo existem à disposição dos fabricantes de placas de CPU, especificações e protótipos do Pentium MMX, e por isso muitos já produziram placas preparadas para recebê-lo.
Existe uma outra opção para instalar um MMX em uma placa de CPU Pentium, que é o uso do chamado Pentium Overdrive MMX. Atualmente, estão disponíveis as seguintes versões:
A Intel planeja liberar em breve versões mais velozes do Overdrive MMX. Este Overdrive pode ser instalado em placas de CPU Pentium comuns, que não possuem o sistema duplo de voltagem que o Pentium MMX exige. Entretanto, não é totalmente garantido que o Overdrive MMX funcionará. Segundo a Intel é preciso, antes de mais nada, consultar o fabricante da placa de CPU para verificar quais os seus modelos que suportam o MMX. Você pode também consultar o fabricante do próprio computador, caso trate-se de um micro de marca. Se for um micro sem marca, nem adianta, já que esses pequenos montadores não costumam manter o mesmo modelo de placa em todos os seus PCs.
Através da Internet é possível obter maiores informações sobre a compatibilidade com o MMX. A Intel colocou no seu site, uma lista com vários modelos de placas que já foram testadas e funcionaram com o MMX. Muitos fabricantes de placas de CPU também possuem em seus sites na Internet, informações sobre esta compatibilidade. Aqui vão portanto alguns endereços úteis:
3) Minha placa de CPU
suporta o Pentium MMX?
Tenho uma placa mãe Intel i430VX compatível com até um Pentium de 200
MHz, soquete ZIF de 321 pinos e ainda diz que é compatível também com Pentium
P55C, AMD K5, 6x86 e módulo regulador de voltagem duplo dual. O que eu gostaria
de saber é se ela é compatível com o Pentium MMX, e como eu devo configurá-la.
Resposta:
Pentium MMX é a mesma coisa que
P55C. Portanto, a sua placa permite a instalação de um Pentium MMX. Para tal,
consulte as instruções do seu manual. Será preciso configurar os seus
diversos jumpers, em função dos clocks (interno e externo), e das voltagens do
microprocessador.
4) Upgrade para placa SOYO
Gostaria de fazer um upgrade de minha minha máquina (Pentium-100) para um
Pentium-166 ou 200 MMX com a placa mãe Soyo SY-5BT5 padrão AT ou então
SY-5TT5, ambas com o chipset 430TX. Essas placas aceitam o MMX? Como eu faço
para configurar a placa, quanto à tensão e as freqüências externa e interna?
Devo usar o ventilador do Pentium Pro ou comum para o processador Pentium?
Resposta:
As placas de CPU Soyo modelos
SY-5BT5 e SY-5TT5 suportam chips Pentium MMX com clock de até 233 MHz, e
possuem características semelhantes, inerentes ao chipset i430TX, como por
exemplo, transferências IDE de até 33 MB/s e suporte a memórias SDRAM. A
diferença é que a SY-5BT5 tem o formato padrão "Baby AT" (usado por
praticamente todas as placas de CPU nos últimos anos), enquanto a SY-5TT5 tem o
formato padrão ATX. Se você pretende adotar o formato ATX (minoritário, mesmo
nos Estados Unidos), peça ao seu revendedor para que lhe forneça também a
fonte de alimentação e o gabiente, já que ambos são difíceis de encontrar
no Brasil.
5) MMX x AMD K6
Gostaria de saber quais modificações tenho que fazer na minha placa mãe
para usar o chip Pentium MMX. Possuo um Pentium-133 e o manual da placa diz que
ela é compatível com o P55C (é mesmo o MMX?). Pelo que sei, a diferença se
refere à voltagem do processador. Além da voltagem, qual a freqüência
interna devo escolher para os MMX de 166 e 200 MHz? Qual a sua avaliação a
respeito do AMD K6 de 200 MHz? Seria uma boa escolha em relação ao chip Intel?
Resposta:
O Pentium MMX, também chamado de
P55C, requer uma voltagem interna de 2,8 V. Em algumas placas, esta voltagem é
configurada através de jumpers, em outras, existe o recurso de reconhecimento
automático de voltagem. Será preciso consultar as instruções do manual.
Quanto aos clocks interno e externo, devem ser usados os mesmos valores que se
aplicam ao Pentium não MMX (P54C). O Pentium-200 MMX requer um clock externo de
66 MHz (na verdade é 66,7 MHZ) e fator multiplicador 3, resultando em um clock
externo de 200 MHz. O Pentium-166 MMX também requer um clock externo de 66 MHz,
e seu fator é 2.5, resultando no clock interno de 166 MHz. Já o Pentium-233
MMX opera externamente com os mesmos 66 MHz, e fator 3.5, resultando no clock
interno de 233 MHz.
O AMD K6 é um excelente processador compatível com o Pentium MMX, produzido pela AMD, vice-lider mundial na produção de microprocessadores. Não significa entretanto que sua compatência seja inferior à da Intel. Ao longo dos últimos anos, a AMD desenvolveu diversas CPUs melhores que as lançadas pela Intel. Utilizou diariamente um AMD K6 de 200 MHz, e seu desempenho é ligeiramente superior ao de um Pentium-200 MMX (apesar do preço ser bem menor). Graça à concorrência da AMD, os preços do Pentium, e mesmo do Pentium II, sofreram reduções bastante significativas.
6) Comparação de chipsets
Triton I, II e III
Triton é fabricante de placas ou qualquer placa com chipsets Intel? Adquiri
uma placa Triton III, mas no manual não é citada em nenhum momento a expressão
Triton III.
Resposta:
A palavra Triton é usada
informalmente para designar os chipsets produzidos pela Intel, mas a própria
Intel não incentiva a difusão desta terminologia. Um chipset nada mais é que
um conjunto de chips usados na construção de uma placa de CPU, exceto as memórias
e o microprocessador. O pai dos chipsets modernos é o i430FX, conhecido como
Triton. Uma nova versão, o i430HX, passou a ser conhecido como Triton 2. Esta
nova versão oferece um maior desempenho nos acessos à memória. Era tão avançado
que algumas de suas características não estão presentes em outros chipsets
mais modernos. Posteriormente, foi lançado o i430VX, mais simples que o i430HX,
porém com suporte a SDRAM. Este foi chamado informalmente de Triton 3, e
provavelmente é o que está presente na sua placa de CPU. O chipset i430TX, de
fabricação mais recente, apresenta desempenho um pouco maior nos acessos à
memória SDRAM (somente é vantagem se você usa este tipo de memória), e
apresenta o modo de transferência DMA-33 (33 MB/s) nos acessos aos disco rígido
(somente é vantagem se o seu disco rígido suporta este modo), contra os 16
MB/s dos chipsets anteriores. Este chipset é chamado informalmente de Triton
IV.
7) 586 não é Pentium
Tenho um velho PC 486DX2-66 e me foi oferecida uma placa de CPU 586 de 100
MHz, de segunda mão, em perfeito funcionamento, segundo o seu dono. Esta placa
é equivalente a um Pentium de 100 MHz? Um técnico me disse que não tem
diferença, se ambos estiverem a 100 MHz. Discuti com várias pessoas a respeito
e não chegamos a nenhuma conclusão. Qual é o melhor? Qual o melhor
desempenho?
Resposta:
O Pentium de 100 MHz é
consideravelmente mais veloz que um 586 de 100 MHz (entre 50% e 80% mais rápido,
dependendo do programa). Os microprocessadores chamados de 586, produzidos pela
AMD e pela Cyrix, não são na verdade da classe "Pentium", e sim,
versões velozes do 486. Quanto ao número de MHz do Pentium, consulte os preços
vigentes no mercado. Foram produzidos modelos de 75, 100, 120, 133, 150, 166,
200 e 233 MHz. Quanto mais elevado é o clock, mais rápido é o
microprocessador, e também mais caro. Entretanto, as diferenças de preços não
são muito grandes. Você poderá encontrar, por exemplo, modelos de 200 MHz com
preços praticamente iguais aos de modelos de 166 MHz. Tome cuidado apenas com
um detalhe: não recomendo os modelos de 120 MHz como uma alternativa mais veloz
que o de 100 MHz, nem o de 150 como uma alternativa mais veloz que o de 133 MHz.
Os Pentiums de 120 e 150 MHz operam com um clock externo de 60 MHz, enquanto os
modelos de 100, 133, 166, 200 e 233 MHz usam o clock externo de 66 MHz. Isto
significa que boa parte do ganho na velocidade de processamento dos modelos de
120 e 150 MHz em relação aos de 100 e 133 MHz é perdida devido à menor
velocidade de acesso à memória.
8) O que é CPU?
Muitos livros e revistas técnicas se referem à CPU como sendo o
processador, outros como sendo a própria placa mãe. Qual das opções é a
correta?
Resposta:
Nos computadores de grande porte,
a unidade central de processamento (UCP, a tradução de CPU) é formada por uma
ou mais placas com vários circuitos. Os microprocessadores possuem todos os
circuitos que formam uma CPU, por isso é correto chamá-los de CPU. Por outro
lado, em se tratando de microcomputadores, chamamos de "placa de CPU"
ou "placa mãe", a placa na qual fica localizado o microprocessador. Não
é correto dizer que esta placa é a própria CPU, mas sim, que a contém. Uma
placa de CPU possui, além da CPU, a memória RAM, vários circuitos de apoio, e
ainda diversas interfaces. Portanto, a CPU é o microprocessador, e não a placa
inteira.
9) Falha na instalação do
Windows 95
Tenho um Pentium-133 com 16 MB, disco rígido de 1,2 GB e placa SVGA Cirrus
Logic com 1 MB, drive de CD-ROM 10X, placa Sound Blaster 16 f placa fax/modem de
28.800, funcionando até agora com o Windows 3.11. Tentei instalar o Windows 95
várias vezes mas não consegui pois este travava logo no segundo disco de
instalação. Ao desabilitar no CMOS Setup a cache interna, consegui finalmente
fazer a instalação. Depois de terminada a instalação, habilitei a cache
externa, mas o PC passou a apresentar falha geral de proteção durante a
inicialização do Windows. Estou trabalhando sem cache, o que deixa o micro
mais lento. O que devo fazer?
Resposta:
É completamente anormal um PC
deixar de funcionar devido ao uso da cache interna. Problemas podem ocorrer com
a cache externa, apesar de também serem raros. Por exemplo, pode existir um
chip de memória cache defeituoso, ou mesmo alguns parâmetros do CMOS Setup
relacionados à cache externa podem estar exageradamente rápidos, fazendo com
que ocorram problemas. A cache interna, sendo localizada dentro do
microprocessador, é praticamente isenta de problemas, a menos que este
encontre-se defeituoso. Você deve tentar corrigir o problema usando o comando
"Valores default do BIOS" no seu CMOS Setup. Outra providência
importante é aplicar pasta térmica entre o microprocessador e o
microventilador. Finalmente, se isto tudo não resolver, fazer a troca da placa
de CPU.
10) Overdrive DX4 para PCs
equipados com o 486DX2
É possível usar um
Overdrive na minha placa mãe, uma R407 VESA Cyrix 486DX2-50? No manual informam
que só é possível até um DX2, mas gostaria que fosse um DX4. Como posso
encontrar um DX4 compatível com minha placa? Meu PC possui ainda uma placa de vídeo
Trident 8900, dois discos rígidos Quantum, uma placa IDEPLUS, um fax/modem de
14.400 bps e dois módulos de memória de 8 MB cada, com 70 ns.
Resposta:
No tempo em que o 486DX2-50 era
comum, não existia o 486DX4-100, e as placas de CPU desta época não o
suportam. É provável que a sua placa opere com, no máximo, um 486DX2-66. Vale
a pena adquirir uma placa de CPU 586 de 133 MHz (é tão veloz quanto um Pentium
de 75 MHz), cujo preço está em torno de 100 reais. Não esqueça de exigir uma
cache externa de 256 kB e o microventilador. Sua placa de vídeo, Trident 8900,
é um modelo ISA, portanto pode ser aproveitada em uma nova placa de CPU. Para
aqueles que possuem PCs equipados com uma placa de vídeo SVGA VLB, é recomendável
procurar por uma placa de CPU do tipo "VIP" (VESA, ISA, PCI). Desta
forma, a antiga placa de vídeo VLB pode ser aproveitada. A placa controladora
IDEPLUS não será mais necessária, pois todas as placas de CPU modernas
possuem interfaces IDE, interface para drives, seriais e paralela. Os dois módulos
de memória de 70 ns funcionarão perfeitamente na nova placa de CPU.
A instalação de uma nova placa de CPU é relativamente simples para aqueles que já estão acostumados com a montagem de PCs. Basicamente desmontamos o computador antigo, descartamos a placa de CPU antiga e colocamos no seu lugar, a placa de CPU nova (pode ser equipada com as memórias da placa antiga), e montamos novamente o computador com este novo conjunto. Dependendo do gabinete, pode ser desnecessário retirar os drives e o disco rígido, o que torna a operação ainda mais simples. Para aqueles que querem fazer uma expansão como esta, não possuem experiência com montagem e instalações e precisam de informações detalhadas sobre o assunto, sugiro o meu livro "Upgrade Expert volume 1".
Os chips Overdrive são miuto caros e difíceis de encontrar. Pelo seu custo, você poderá até mesmo comprar uma placa de CPU Pentium-133, com processador e memória cache de 512 kB.
11) Clocks interno e externo
No jumper CPU Interal Clock da minha placa de CPU Pentium-100, meu
computador só funciona no modo 2X. No jumper CPU Speed Selectors, se coloco 50
MHz, funciona como 100 MHz, se coloco 66 MHz, funciona como 133 MHz. O correto
para o Pentium-100 é 66 MHz e multiplicador 1,5. Se eu deixar como Pentium-133
e 66 MHz, quais são os prós e os contras?
Resposta:
O Pentium-100 deve funcionar com clock
externo de 66 MHz e fator 1,5x. Tem chance de funcionar com 66 MHz e 2x, ficando
com 133 MHz, mas não recomendo isto, pois reduz a vida útil do
microprocessador. Se você quer correr o risco, aplique pasta térmica entre o
Pentium e o microventilador, e instale o computador em um ambiente de
temperatura amena, de preferência com ar condicionado. Nenhum periférico, nem
mesmo as memórias correm risco, apenas o microprocessador, que pode deixar de
funcionar, ou passar a apresentar um comportamento errático.
12) Pentium sem cache
Em um Pentium-166 com 8 MB de RAM, BIOS Award, ao ser desabilitado o cache
externo, a velocidade do computador aparentemente não muda, e na tela de
inicialização aparece a mensagem "Write Back Cache On". Porque
desabilitando a cache, o WriteBack é ativado? A velocidade não deveria
diminuir sensivelmente?
Resposta:
Observe que a desabilitação da cache
externa produz uma queda no desempenho que pode chegar a até 50%. Quando isto
ocorre, apenas a cache interna do microprocessador fica ativa (que no caso do
Pentium, trata-se de uma cache WriteBack, ou seja, acelera tanto as operações
de leitura como as de escrita). Você não percebeu alteração na velocidade
porque não utilizou programas que exigem grande esforço do microprocessador.
Por exemplo, ao executar o Word 6.0, programa que funciona muito bem em um 486,
quase não será notada diferença se for usado em um Pentium-100 ou em um
Pentium-200 (exceto na manipuilação de gráficos), ou em um Pentium-166 com
cache ou sem cache.
13) Placa mãe e outras dúvidas
Faz sentido falar em "placas mãe Pentium"? A Intel só fabrica
processadores ou também Placas mãe? Sobre a tecnologia MMX, existem placas
especiais? A designação 430FX, 430HX, 430VX e 430TX, o que significam? Existem
placas mãe configuradas para trabalhar com som? Qual seria uma placa mãe
indicada para um processador Pentium-200 MMX? A memória cache para Pentium MMX
é especial? O que significa "cache" e os "write back"?
Resposta:
O termo "Placa mãe Pentium"
é usado para placas de CPU (o mesmo que placa mãe) próprias para a instalação
de um processador Pentium ou similar (AMD K5, AMD K6, Cyrix 6x86 ou 6x86MX).
Existem inúmeros fabricantes, e por acaso, a Intel é um deles. Placas de CPU
Pentium antigas não suportam o Pentium MMX. Todas as placas de CPU Pentium de
fabricação mais recente estão preparadas para receber o Pentium MMX (também
chamado de P55C). Para confirmar, basta consultar o seu manual. As designações
i430FX e demais são usadas para os chipsets da série Triton. Foram lançados
na ordem FX, HX, VX e TX. Cada um deles possui mais recursos avançados. Por
exemplo, os modelos VX e TX são capazes de operar com memórias SDRAM, enquanto
os outros dois chegavam no máximo à EDO DRAM. O TX é um pouco mais veloz que
o VX nos acessos à SDRAM, e ainda pode acessar discos rígidos no modo Ultra
DMA-33. Este recurso só pode ser usado quando o disco rígido o suporta, como
é o caso dos modelos de fabricação mais recente. Todos os fabricantes de
placas de CPU produzem modelos capazes de operar com o Pentium MMX. Posso citar
como principais marcas, Asus, Soyo, Atrend, Tyan e Supermicro.
A memória cache para o Pentium MMX é similar à usada para o Pentium comum. Serve para acelerar os acessos à DRAM. Uma cache "write back" é aquela que acelera tanto as leituras como as escritas na DRAM. Todas as placas de CPU Pentium operam atualmente no modo "write back". Você pode encontrar detalhes técnicos em abundância sobre placas de CPU na área de ARTIGOS desta home page.
14) Cuidado com o VXPRO
Adquiri uma placa de CPU Pentium-200 MMX equipada com o chipset VXPro+.
Desde então tenho ouvido falar mal do tal chipset. Ele é realmente ruim como
dizem? Ao usar o Sysinfo, é apresentado o índice 53,4. Este valor é normal?
Resposta:
O chipset conhecido como VXPRO não é,
como qualquer desavisado esperaria, um melhoramento do i430VX da Intel. Como
regra geral, os chipsets da Intel são superiores aos produzidos por outros
fabricantes, pois o seu conhecimento mais detalhado sobre a arquitetura do
Pentium permite desenvolver circuitos mais eficientes.
Quanto ao índice de 53,4, não está ruim em relação ao que se espera de um Pentium-200 MMX. Tenho observado para esses PCs, valores entre 50 e 58, dependendo de otimizações no CMOS Setup e do tipo de memória RAM utilizada.
15) 586 de 166 MHz?
Venderam-me uma placa mãe 586 com 166 MHz. Quando abri o computador, vi que
tinha comprado exatamente uma placa Green Mainboard 486/5x86 funcionando em 166
MHz, com um processador AMD 5x86-133 P75. Através de um dos seus livros,
entendi que este processador é na verdade, um 486 de 133 MHz, e não um 586 de
133 MHz. Corrigi a sua velocidade para 133 MHz, através dos jumpers. Meu
objetivo agora é conseguir deste conjunto a melhor performance possível. Já
acessei a home page da AMD e não encontrei informações sobre este
processador, apenas sobre processadores mais recentes. Por exemplo: AMD-K5 PR75,
BUS Speed 66 MHz, BF=High, etc. O que quer dizer BUS, BF e PR? O que posso fazer
para aproveitar melhor este PC?
Resposta:
586 não é a mesma coisa que
Pentium. Durante o período de projeto do Pentium, seu nome código era P5, e
seu nome definitivo devia ser 80586. Ocorre que devido a problemas na justiça
(a Cyrix lançou um 386 melhorado e chamou de Cx486DLC, mas a Intel perdeu a
causa, já que ninguém pode patentear números), a Intel resolveu adotar o nome
Pentium, que não poderia ser copiado. Logo que o Pentium foi lançado, muitas
pessoas relutaram a chamá-lo assim, e continuaram usando informalmente o termo
"586". Algumas placas de CPU Pentium são chamadas de 80586, e até
alguns PCs equipados com o Pentium foram assim chamados. Naquela época, o termo
"586" era aceito informalmente como sinônimo de Pentium. Ocorre que a
AMD e a Cyrix lançaram versões melhoradas do 486, chegando a até 133 MHz, e já
que ninguém é dono dos números, esses chips foram chamados de 586. A partir
de então, 586 deixou de ser aceito como sinônimo de Pentium. O chip AMD 5x86
de 133 MHz, por exemplo, tem desempenho ligeiramente superior ao de um
Pentium-75 (daí a denominação PR75). Na verdade, o AMD 5x86-133 é uma versão
melhorada do 486 (equivalente a um 486 de 133 MHz, o mesmo que um Pentium-75).
Vou então corrigir a sua pergunta: este chip é sim um 586 de 133 MHz, e também
é fisicamente e eletronicamente igual ao um 486 operando a 133 MHz. Entenda
portanto que 586 não pode mais ser usado como sinônimo de Pentium.
O clock deste microprocessador foi indevidamente configurado para 166 MHz. Isto se chama overclocking, uma espécie de "envenenamento" que consiste em obrigar o microprocessador a operar com um clock maior que aquele para o qual foi projetado para funcionar. Em geral isto funciona, mas o microprocessador equenta muito, podendo danificar-se depois de algum tempo, além de tornar-se menos confiável. Foi correto o seu procedimento de reduzir o clock para 133 MHz.
BUS é o barramento do microprocessador, ou seja, os sinais digitais que acessam a memória e os dispositivos de E/S. Todo microprocessador possui barramento, inclusive o seu. BF é uma abreviatura de Bus Frequency, e PR é Pentium Rating.
Para ter o maior desempenho possível, é preciso que a sua placa de CPU tenha 256 kB de cache externa. Em placas como esta, a cache é apresentada na forma de um módulo COAST (parece um módulo de memória comum, mas de dimensões diferentes), que fica encaixado em um soquete (consulte o manual para localizá-lo). Se a sua placa de CPU está com este soquete vazio compre um módulo de "cache de 256 k para 486" e faça a sua instalação. Em geral, basta encaixá-lo. Se você não tivesse comprado as memórias, eu iria recomendar módulos de 60 ns, pois permitem obter um desempenho maior. Porém, os módulos de 70 ns também funcionam.
Para obter o máximo desempenho desta placa de CPU, sugiro a leitura do artigo "Aumentando o desempenho da CPU", na área de ARTIGOS deste site.
16) Soft Power Off
Eu mesmo montei meu micro e está tudo funcionando bem, mas tenho algumas dúvidas.
Tem um processador AMD K6, 32 MB de RAM, placa de vídeo Trident Providia. As dúvidas
são as seguintes:
Resposta:
O conector Fan Power é uma ligação
alternativa para a alimentação do ventilador que é acoplado ao processador.
É muito comum, no caso de PCs Pentium, K6 e 6x86, o uso de ventiladores que são
ligados diretamente na fonte de alimentação, mas nas placas de CPU Pentium II,
a ligação é feita em um conector como este, na própria placa de CPU. Ocorre
que muitas placas de CPU, mesmo da classe Pentium, também possuem uma conexão
para um ventilador. Na maioria das vezes, fica mesmo sem ligação.
O conector Hardware Green vou ficar devendo. Normalmente o site do fabricante na Internet traz este tipo de informação. Existe um programa que identifica o nome do fabricante, modelo, e dá ainda o endereço na Internet do fabricante da placa de CPU. Vá até http://www.ping.be/bios/ . Depois clique em BIOS Numbers. Nesta página você encontrará um link para o arquivo CTBIOS.ZIP. É bem pequeno, mas o programa funcionou bem em todas as placas que testei. Este mesmo site da Internet traz os endereços de vários fabricantes de placas de CPU, e lá encontrei o da QDI ( http://www.qdius.com ). As informações presentes para a sua placa (TX400 Titianium 1E) não incluem o manual (em muitos casos o manual pode ser obtido desta forma). Não está explicada a função do conector Hardware Green, mas suspeito que seja um conector que coloca o PC em modo Standby. Fica como se estivesse desligado, mas volta a ligar instantaneamente quando este conector é novamente pressionado. Infelizmente fontes de alimentação comuns não suportam este recurso. Seria preciso usar uma fonte e um gabinete padrão ATX. O desligamento automático que é feito com o comando Desligar do Windows também depende de uma fonte ATX.
17) Comparação de
processadores
Gostaria de saber entre o Pentium MMX-233, AMD K6-233 e Cyrix 6x86MMX PR233,
qual é o que apresenta melhor desempenho em jogos 3D e programas como Corel
Draw 7, AutoCAD 14 e Office 97.
Resposta:
Os três processadores são
equivalentes quando executam o Office 97 e programas de editoração, apresentação
e planilhas em geral. O chip da Cyrix perde um pouco para os outros dois em
programas que exigem muitos cálculos em ponto flutuante, como em jogos 3D e
programas de CAD. O Pentium-233 MMX é um pouco mais veloz que o AMD K6-233 ao
operar com cálculos. É claro que você deve levar em conta que os modelos da
AMD e Cyrix possuem versões de 266 e 300 MHz, coisa que não ocorre com o
Pentium MMX, que só chega a 233 MHz. Por outro lado, apenas as placas de CPU
mais recentes suportam clocks superiores a 233 MHz.
18) Pentium mudou de
velocidade
Meu PC é um Pentium-200 MMX. Quando comprei o computador, ele era um
Pentium-166. Como estava apresentando problemas, mandei-o de volta ao revendedor
para que ele trocasse por Pentium-200 MMX. Nesses últimos dias, abri o PC pois
estava com problemas no CD-ROM, e aproveitei para limpá-lo. Limpei o ventilador
que fica sobre o processador. Quando liguei o PC novamente, o BIOS detectou um
Pentium-166, e não um Pentium-200 MMX. O que pode ter acontecido?
Resposta:
Nas placas de CPU existem jumpers
que definem o multiplicador que é aplicado sobre o clock externo, para obtenção
do clock interno. Tanto o Pentium-166 como o Pentium-200 MMX usam o clock
externo de 66 MHz. O multiplicador para o Pentium-166 é 2,5x e para o
Pentium-200 MMX é 3x. O jumper que diferencia entre esses dois multiplicadores
pode ter soltado durante a limpeza. Procure no manual da sua placa de CPU onde
estão explicadas as configurações de jumpers para os multiplicadores 2,5x e
3x. Provavelmente são 3 jumpers, sendo que um deles é diferente de um caso
para outro. Refaça a configuração deste jumpers, o o clock do processador
voltará ao normal.
Leve em conta ainda que algumas placas de CPU têm seu clock definido através do CMOS Setup. Confira se este é o seu caso, e se for, reprograme para 200 MHz.
19) Upgrade na placa de CPU
Tenho um Pentium-100 em uma placa mãe classe Triton com chipset i430FX, 32 MB de memória EDO DRAM e HD de 3,2 GB, e como quero fazer um upgrade, pergunto:
- Posso colocar o processador Pentium-MMX?
- O K6 pode ser utilizado?
- Compensa aumentar a cache para 512 kB?
- Qual é o processador mais veloz que posso utilizar em minha placa?
- É mais compensador aumentar a memória para 64 MB ou colocar um processador mais veloz?
Resposta:
As placas de CPU equipadas com o
chipset i430FX são relativamente antigas, e até hoje não vi nenhuma que
suportasse o Pentium MMX. Quando o Pentium MMX apareceu, já eram comuns as
placas equipadas com o chipset i430VX, e posteriormente com o i430TX. Se o
manual da sua placa não faz menção ao Pentium MMX, certamente não pode
utilizá-lo. O principal problema é a dupla voltagem requerida pelo Pentium MMX
(3,3 volts externos e 2,8 volts internos). O mesmo problema ocorre com o K6 e
outros processadores mais modernos. O processador mais veloz que a sua placa
suporta provavelmente é o Pentium comum (P54C, o não MMX) de 200 MHz.
Provavelmente existe indicado no manual da sua placa de CPU como é feita a
configuração de jumpers para este processador. Por outro lado, se você deseja
utilizar um processador ainda mais veloz (por exemplo, AMD K6 de 333 MHz), vale
a pena comprá-lo juntamente com uma nova placa de CPU, já que o seu preço,
sem o processador, está em torno de 100 reais. Como 32 MB já é uma quantidade
de memória bastante generosa, considero mais interessante um upgrade de
processador.
20) AGP e Ultra DMA
Tenho um computador Pentium II com 64 MB de SDRAM, chipset 440LX, bus AGP e
HD Maxtor de 4,6 GB, UDMA modelo 84320D4. Tenho procurado obter informações
junto ao fabricante (Five Star) sobre como configurar o Bus AGP e fazer valer as
propriedades Ultra DMA. Foi enorme a decepção. Nada, nenhuma resposta. Depois
de muito insistir, migrei para o Beta 3 do Windows 98. Por esta via consegui ao
menos que o sistema operacional reconhecesse o hardware existente, incluindo aí
o bus AGP. Vários conflitos também foram eliminados, mas continuo não
dispondo de informações que me permitam fazer funcionar o bus AGP e as
potencialidades do Ultra DMA.
Resposta:
Placas de vídeo AGP e discos rígidos
Ultra DMA podem funcionar tanto no Windows 95 como no Windows 98. A diferença
é que o Windows 98 já possui suporte de hardware para novos dispositivos,
coisa que não ocorre no Windows 95. Neste caso, é preciso instalar os drivers
que o fabricante oferece. As placas de CPU Pentium II são fornecidas junto com
um disquete ou CD-ROM no qual existe um driver que habilita o funcionamento do
Ultra DMA. Este driver deve ser usado apenas no Windows 95 (inclusive OSR2),
pois o Windows 98 já o reconhece. Se você não recebeu este disquete ou
CD-ROM, obtenha-o através do seu revendedor. Se você não tiver sucesso, pode
obter os drivers para Ultra DMA que a Intel criou para os seus chipsets. Vamos
porém aproveitar para dar algumas explicações adicionais sobre o Ultra DMA.
Até pouco tempo atrás, o acesso a disco nos PCs mais velozes era feito por um método chamado PIO Mode 4, à taxa de 16,6 MB/s. Mesmo assim, o desempenho global do computador é prejudicado, pois nos modos PIO ocorre o envolvimento direto da CPU, que fica quase 100% do tempo trabalhando na transferência, restando pouco tempo para realizar outras tarefas. Isto é ruim quando mais de um programa está sendo executado ao mesmo tempo. Enquanto um programa faz acesso a disco, os demais programas ficam lentos.
As transferências por DMA (Direct Memory Access) são mais eficientes, pois são feitas pelo chipset, e não pelo processador. O acesso a disco não ficará mais rápido, mas o computador ficará menos lento na execução simultânea de vários programas.
Para usar DMA, basta que o PC Pentium possua um chipset i430FX ou superior (isto inclui o i430HX, i430VX, i430TX, TX Pro, VX Pro e todos os demais lançados recentemente, e ainda o i440FX, i440LX e i440BX para Pentium II), e que seja instalado um driver apropriado. O Windows 98 e o Windows 95 OSR2 já possuem esses drivers nativos, mas nas versões anteriores (95 e 95a), é preciso instalar um driver BUS MASTER IDE que pode ser obtido da Intel, em:
http://support.intel.com/support/chipsets/
Note entretanto que a maioria das placas de CPU modernas é fornecida com um disquete ou CD-ROM contendo, entre outros softwares, o BUS MASTER IDE DRIVER.
Uma vez instalado o driver, a sua ativação é feita pelo Gerenciador de Dispositivos. Clique em Unidades de Disco, selecione o disco rígido desejado (normalmente indicado como Generic Disk Type 47 ou Type 00), selecione a guia Configurações e marque a opção DMA. Dependendo do caso, esta opção pode estar localizada, não neste ponto, mas em Controladores de Disco Rígido.
Melhor ainda é quando o sistema é capaz de operar em modo Ultra DMA 33, transferindo dados a 33 MB/s. É preciso que o disco rígido suporte este modo (cheque no seu manual) e que o chipset também o suporte. Habilite no Advanced Chipset Setup, a opção Ultra DMA para cada disco rígido presente que tenha este recurso. Instale e habilite o driver Ultra DMA, e você terá assim o máximo desempenho do seu disco rígido.
Em relação ao AGP, o Windows 95 o reconhecerá e o usará, desde que a sua placa de vídeo seja AGP, e que esteja instalado o driver apropriado. Este driver acompanha a sua placa de vídeo, e habilitará as elevadas taxas de transferência que o AGP oferece, tanto em gráficos 2D como 3D.
21) Atualização de BIOS
Tenho um Pentium-200 MMX, placa mãe Soyo com chipset Inte 439T. Tenho o
programa necessário AWDFLASH.EXE que veio no CD junto com a placa mãe, mas
quando tento utilizá-lo, ele pede um nome para o programa. Coloco qualquer um,
e depois pergunta se quer salvar o BIOS. Eu coloco que sim, e ponho outro nome,
aí aparece a mensagem "File not source". O que devo fazer?
Resposta:
A atualização de BIOS deve ser
feita apenas quando ocorrem problemas dos quais o BIOS ou o hardware sejam
suspeitos. Por exemplo, os BIOS atuais são capazes de realizar boot através de
discos LS-120, coisa que em PCs equipados com BIOS mais antigos não era possível.
Você pode obter versões mais novas de BIOS para diversas placas de CPU, em http://www.ping.be/bios/
. Observe entretanto que esta atualização não precisa ser feita em placas de
CPU novas, como é a sua. A mensagem de erro ocorreu porque o nome do arquivo
que você forneceu não é um BIOS. Lembre-se ainda que a atualização do BIOS
deve ser feita por conta e risco do usuário.
22) Atualização de BIOS
Qual o n° da versão OSR2 do Windows?. Como faço para atualizar minha
BIOS?
Resposta:
Antes da resposta, permita-me uma
correção de terminologia técnica. BIOS significa Basic Input/Output System
(Sistema Básico de Entrada e Saída). Sendo "sistema" uma palavra
masculina, BIOS também é masculino, portanto é errado dizer "a
BIOS" ou "minha BIOS". A atualização do BIOS só pode ser feita
em placas de CPU equipadas com Flash ROM, o que é comum nas placas de Pentium e
superiores. Algumas placas equipadas com 486DX4-100 e 5x86 também permitem
atualização. Note entretanto que todos os fabricantes desaconselham que essas
atualizações sejam feitas de forma indiscriminada, pois é uma operação um
pouco arriscada. Por exemplo, se ocorrer queda na energia elétrica durante a
gravação, a placa de CPU nunca mais funcionará, já que necessita do BIOS
totalmente gravado para que possa executar um boot. A atualização só deve ser
feita para solucionar problemas sérios, como o não reconhecimento de novos
processadores e novos dispositivos de hardware, ou mesmo bugs detectados ao
longo da vida útil da placa. Todos os fabricantes avisam que a atualização de
BIOS deve ser feita por conta e risco do usuário.
Se você realmente precisa atualizar o seu BIOS, comece acessando o endereço:
Lá você encontrará um programa que identificará o modelo e o fabricante da sua placa de CPU. De posse desta informação, você poderá obter o programa que faz a gravação, bem como a mais recente versão do seu BIOS.
Quanto às versões do Windows 95, a 4.00.950 é a original, lançada em 1995. Se você fizer a instalação do Windows 95 Service Pack 1, a versão passará a ser 4.00.950a. A versão pode ser checada de duas formas diferentes. A primeira, clicando o Meu Computador com o botão direito do mouse. No quadro apresentado, estará presente a versão do Windows. A segunda, usando o comando VER em uma seção do MS-DOS sob o Windows 95. Uma particularidade ocorrerá quando for usado o Windows 95 OSR2. No quadro de propriedades do sistema, é apresentada a versão 4.00.950b, mas o comando VER reportará a versão como 4.00.1111. Estranho, mas nada nocivo. Finalmente, em PCs mais recentes, poderá ser encontrada uma versão mais recente do OSR2, chamada OSR2.5. A versão é reportada como 4.00.950c.
23) PCI Bridge
Montei um Pentium-II 300 com 64 MB de RAM, formatei meu HD de 2,6 GB com a
versão win95 4.00.950.B "FAT 32". Instalei os drives padrão da placa
mãe que é: processador INTEL 82371AB BUS MASTER IDE CONTROLLERS. Possuo placa
Fax Modem 56k padrão Flex, com Voz Drive CD-ROM 32X Monitor Digital 15
polegadas e placa som Sound Blaster 32 placa de vídeo S3 virge PCI 3D com 4 MB.
Após tudo instalado configurado e funcionando, encontrei em: Painel de controle
/ Propriedades do sistema / Outros dispositivos / é solicitada uma atualização
do dispositivo PCI-Bridge. Não consegui encontrar no meu CD da placa mãe o
driver necessário para este dispositivo. Gostaria de receber de vocês a dica
de onde encontrá-lo na Internet e quais os passos corretos para a sua instalação.
Resposta:
Isto é perfeitamente normal,
apesar de não afetar o funcionamento do seu computador. O problema é que o
Windows não está reconhecendo o chip 82371AB, e desta forma não utiliza todos
os seus recursos. Desta forma o disco rígido não poderá operar no modo Ultra
DMA. Como o seu disco rígido é de 2,6 GB, acredito que não suporte o Ultra
DMA (existem exceções, mas os primeiros discos Ultra DMA a serem lançados
apresentavam capacidades de 4 GB e superiores). Se isto estiver correto, o disco
opera no máximo em PIO Mode 4, e já estará na sua máxima velocidade, mesmo
sem utilizar todos os recursos do 82371AB. Se um dia você instalar um disco rígido
capaz de operar no modo Ultra DMA, precisará instalar o driver Ultra DMA (também
chamado de Ultra IDE) apropriado. Este driver está localizado no CD-ROM que
acompanha a sua placa de CPU. Usuários que não receberam este CD têm a opção
de instalar o driver fornecido pela Intel, que pode ser obtido em:
http://support.intel.com/support/chipsets/
Usuários do Windows 98 não precisarão tomar esta providência, já que o Windows 98 reconhece os chipsets mais recentes, sem a necessidade de drivers adicionais.
24) Compra de placa de CPU
Desejo comprar um computador e tenho algumas dúvidas sobre os componentes a
serem especificados:
1) Placa-mãe: desejo uma que suporte processadores da AMD (além do K6 MMX ou K6 3D), já que eles utilizam soquete 7, mas diferem no clock externo e interno, número de instruções, etc. Além disso, quero uma placa que suporte as tecnologias AGP, OnNow, USB, memórias SDRAM e, cujos chipset da placa e controladora IDE sejam capazes de operar a uma taxa de transferência de 33 MB/s.
2) Cache: atualmente o normal são 512 kb, mas tive conhecimento de que algumas já estão vindo com 1 Mb. Será que existe ganho significativo nessa mudança, já que de 256 KB para 512 KB não existe muita diferença? Processador: se tudo correr como pretendo, irei adquirir um modesto K6 166 MMX e, no final de 1999, trocarei por um K6 3D de 400 Mhz, sem modificar a placa-mãe.
3) Memória principal: pretendo colocar memórias SDRAM cuja quantidade deve atender a programas de médio e grande porte (como jogos e aplicativos 3D). Aproveito para perguntar o tempo de acesso da SDRAM, sendo que a EDO varia de 60 a 70 ns. Também aproveito para perguntar como fazer para memórias SDRAM operarem em esquemas de leitura de 5-1-1-1, ao invés de 6-1-1-1?
Resposta:
O chipset mais avançado da Intel
que suporta processadores compatíveis com o Pentium é o i430TX. Acontece que
este chipset parou no tempo, e não oferece suporte para algumas das tecnologias
novas que você cita, como o AGP, On Now e barramento de 100 MHz, apesar de
suportar várias outras, como USB, SDRAM e Ultra DMA. Se você admite abrir mão
do AGP, barramento de 100 MHz e On Now, pode comprar qualquer placa de CPU de
fabricação recente que utilize o chipset i430TX da Intel. Por outro lado, se
você quer usar os recursos do Super-7 (a nova versão do Socket 7, criada para
concorrer em desempenho com o Pentium II), você deve procurar uma placa que
utilize os chipsets VIA Apollo MVP3 ou ALI Aladdin V. Ambos suportam AGP,
barramento de 100 MHz e os recursos que possibilitam o uso da função On Now.
Para ter uma lista mais atualizada de fabricantes que oferecem placas de CPU com
esses recursos, acesse a área
de Links deste site. Alguns exemplos de placas de CPU que atualmente
suportam o Super 7 são:
BIOSTAR M5ALA ( http://www.biostar.com.tw )
EPOX EP-51MVP3E-M e EP-58MVP3C-M ( http://www.epox.com )
Melhor ainda é usar a página que a AMD oferece para indicar placas de CPU, em:
Você indica qual processador e clock quer usar, qual o formato da placa (ATX ou Baby AT), e é apresentada uma lista de modelos testados e recomendados pela AMD.
Se uma dessas placas oferecer cache externa de 1 MB, pode comprar. É sensivelmente maior o desempenho resultante de uma cache com 1 MB, em comparação com 512 kB. Como a diferença de preços é praticamente nenhuma, vale a pena usar uma cache maior, mesmo que o ganho de velocidade seja pequeno.
Acho que a sua escolha pelo K6 de 166 MHz é muito modesta. Os chips de 200, 233 e 266 MHz têm preços apenas um pouco maiores, e vale a pena optar por eles. Essas placas modernas, desde que cheguem ao clock de 266 MHz, poderão ser posteriormente configuradas para operar com processadores mais velozes, como o de 400 MHz que você cita.
A quantidade mínima de DRAM que você deve adotar é 32 MB, mas como o seu custo é muito baixo, não é considerado exagero partir logo para 64 MB. Jogos que utilizam muitos gráficos tridimensionais utilizarão boa parte desta memória, e você ainda terá benefício em programas de CAD e edição de imagens. O tempo de acesso da DRAM é de 10 ns (para modelos de 100 MHz) e 8 ns (para modelos de 125 MHz). Se você comprar uma placa que suporte o barramento de 100 MHz, terá que usar memórias de 125 MHz. A configuração dos ciclos de acesso (6-1-1-1, 5-1-1-1, etc) é feita através do item Advanced Chipset Setup no CMOS Setup.
25) Dois processadores
Pretendo adquirir um computador para trabalhar com programas gráficos
poderosos como o 3D Studio Max, AutoCAD e Corel 8. Para isso, me indicaram um
Pentium II Dual com 128 MB de memória RAM-DIMM. Gostaria de saber se esta
configuração atenderá as minhas necessidades. Também, se só basta instalar
esses programas para obter total aproveitamento do computador ou se é preciso
ter um programa especial para administrar os dois processadores?
Resposta:
Existem dois conceitos muito
importantes em organização de computadores: multiprogramação (ou
multitarefa) e multiprocessamento. A multiprogramação é a execução de vários
programas de forma simultânea, usando um ou mais processadores. O Windows 95,
Windows 98 e Windows NT são sistemas que suportam multiprogramação, ou seja,
você pode utilizar vários programas ao mesmo tempo (coisa que não ocorria no
MS-DOS, pelo menos de forma natural). Enquanto você usa o Word para editar um
texto, o Excel pode estar recalculando uma planilha, o CD Player reproduzindo um
CD musical, ao mesmo tempo em que é realizado um backup e que é feito o
download de um arquivo pela Internet (não tente fazer tudo isso ao mesmo tempo
se o PC não for razoavelmente veloz ou não possuir uma generosa quantidade de
memória). Para que isto seja feito, o tempo do processador é dividido em
curtos períodos, e cada um desses períodos é destinado a uma tarefa. Tudo se
passa como se existissem vários processadores virtuais, mas na verdade é um único
processador trabalhando. É claro que fazendo tudo isso ao mesmo tempo, o PC
ficará bastante lento, a menos que cada um desses programas não exija muito
esforço da CPU. Por exemplo, durante o download de um arquivo a 33600 bps,
ocorrem cerca de 300 milionésimos de segundo entre a chegada de bytes
consecutivos, e este tempo é suficiente para a execução de muitos milhares de
instruções. Sobra então bastante tempo para outros processos. Já um programa
como o 3D Studio, ao realizar os cálculos nas operações de renderização,
deixam o processador totalmente ocupado. Se outros programas estiverem também
em execução, a operação do 3D Studio ficará bastante lenta.
O multiprocessamento é o uso de mais de um processador em um único computador. Programas que forem feitos para utilizar este recurso podem ter a execução acelerada quando suas tarefas podem ser realizadas de forma concorrente e independente, sendo cada uma executada por um processador. Note entretanto que na maioria dos casos isto não ocorre, pois os programas são quase sempre orientados para operações seqüenciais. Um exemplo de operação não seqüencial seria o seguinte: o 3D Studio estaria renderizando um arquivo enquanto deixa você trabalhar com outro arquivo. Como o ambiente Windows ainda é monoprocessado, praticamente todos os programas não permitem que o usuário realize operações enquanto tarefas complexas estão sendo processadas (em geral o cursor assume o formato de uma ampulheta, indicando que está inacessível para o usuário). Em futuro próximo, caso o Windows NT venha a ser realmente o sistema padrão para uso profissional, é possível que os programas sejam reescritos para permitir operações simultâneas. O Windows NT é por enquanto o sistema da Microsoft que suporta múltiplos processadores. Um programa pode estar sendo executado por um processador enquanto o outro processador está ocupado com outros programas. Note entretanto que o mesmo efeito pode ser obtido com o Windows 95/98 e um único processador, desde que você não faça o PC executar vários programas ao mesmo tempo.
Minha recomendação é que você fique por enquanto com uma configuração de um único processador, e com uma grande quantidade de memória (128 MB está excelente). Você pode deixar em execução simultânea vários programas, mas enquanto usar comandos em um deles, deixe os demais parados. Você poderá utilizar, por exemplo, o Corel Draw enquanto o 3D Studio está ocupado gerando uma animação, mas ambos os processos ficarão mais lentos. Cada processo terminará mais depressa se você deixar cada um em execução exclusiva. No exemplo do 3D Studio, a animação será gerada mais rapidamente se você não enviar comandos para outros programas. A popularização do multiprocessamento em PCs ainda está em fase inicial, e você não encontrará vantagens significativas na maioria dos casos, mesmo que use múltiplos processadores e o Windows NT. No momento, apenas servidores tiram proveito total do multiprocessamento. Você pode optar por comprar um PC equipado com uma placa de CPU que suporte dois processadores, mas com apenas um deles instalado. Desde que suporte o barramento externo de 100 MHz, poderá receber nos próximos anos a instalação de novos processadores de até 900 MHz. Você poderá então instalar o segundo processador, ou até mesmo instalar dois processadores mais novos, retirando o original. Isto pode ser feito quando os programas estiverem adaptados para aproveitar totalmente o multiprocessamento.
26) Montando um PC
Quero montar um computador, e minha idéia é usar um Pentium-233 MMX, com
64 MB de DRAM/168. Isto melhoraria o desempenho do computador? Outra dúvida: se
usar um barramento PCI com 66 MHz, isto poderá causar algum problema com o
barramento ISA, ou com algum periférico que não esteja usando o barramento
PCI?
Resposta:
Apesar de não ser o mais veloz
dos processadores, o Pentium-233 MMX é bastante adequado para a execução dos
softwares modernos. Eu diria que recentemente os processadores avançaram em
desempenho, muito mais do que as exigências dos softwares modernos. A memória
de 64 MB que você usará, com encapsulamento DIMM/168, será do tipo SDRAM
(Synchronous DRAM). Ela apresenta desempenho sensivelmente melhor que os das memórias
EDO DRAM usadas até então. Você terá um computador de custo baixo, e com
poder de processamento para bastante tempo. Quanto ao barramento PCI, saiba que
ele não opera a 66 MHz, e sim, a 33 MHz. O Pentium-233 deve ter o seu clock
externo configurado para 66 MHz (isto é feito através de jumpers na placa de
CPU). O clock PCI será igual à metade deste valor, ou seja, 33 MHz. O clock do
barramento ISA, por sua vez, é igual à quarta parte do clock PCI, o que
resulta em 8,3 MHz. Usar valores superiores esses é envenenamento, aquilo que
chamamos de overclock. Esta prática aumenta o desempenho, mas não é uma operação
confiável. O computador pode funcionar bem, mas você corre o risco de placas e
periféricos, tanto ISA como PCI, apresentarem erros de funcionamento. Pior
ainda, o processador pode ficar danificado. Se você quiser usar overclock,
poderá encontrar na Internet vários sites que ensinam a técnica (ou melhor
dizendo, procedimento, pois não considero isto uma operação tecnicamente
correta), mas como eu sou contra o uso indiscriminado do overclock, não irei
ensiná-lo explicitamente. Quem ler o manual de uma placa de CPU pode entender
como fazer o overclock, mas deverá fazê-lo por sua própria conta e risco.
27) Acima de 200 MHz
Tenho visto anúncios de placas de CPU duais (Pentium Pro ou Pentium II),
onde é possível instalar dois processadores, e possuindo inclusive dois
conjuntos de soquetes de memória. A configuração dessas placas é similar à
de placas comuns? Outra pergunta, li em manuais de placas equipadas com o
chipset i430VX que o máximo processador suportado é o Pentium-200 MMX, isto é
verdade? Quais placas suportam processadores mais velozes, como 233 e 266 MHz?
Resposta:
Placas de CPU que suportam dois
processadores possuem obviamente controles independentes para cada processador.
Existem portanto diferenças em relação à configuração de placas de CPU
comuns, mas essas configurações não são muito mais difíceis que a configuração
de uma placa comum.
As placas de CPU que suportam o Pentium MMX (precisam fornecer tensão dupla de 3.3 volts e 2.8 volts, o que é exigido pelo Pentium MMX) permitem instalar até um Pentium MMX de 233 MHz. A configuração usada é clock externo de 66 MHz e multiplicador 3.5x, o que resulta no clock interno de 233 MHz. Caso o manual não faça referência ao multiplicador 3.5x, use o multiplicador 1.5x. O Pentium MMX entende este multiplicador como sendo 3.5x, e não 1.5x.
Para permitir o uso de multiplicadores 4x e superiores (para 266 MHz, seria preciso usar o clock externo de 66 MHz e o multiplicador 4x) é preciso que a placa de CPU possua o jumper BF2 (BF=Bus Frequency). Placas de CPU mais antigas possuem apenas dois jumpers (BF0 e BF1) através dos quais podem ser programados os multiplicadores 1.5x, 2x, 2,5x e 3x (como dissemos, o multiplicador 3.5x usado pelo Pentium-233 MMX é usado na verdade como 1.5x). Para programar multiplicadores superiores (4x, 4.5x, 5x, 5.5x e 6x) é preciso que a placa de CPU possua o jumper BF2. Em outras palavras, se a placa suporta processadores de 266 MHz (multiplicador 4x), suportará também processadores de 300, 333 e 366 MHz, todos com barramento externo de 66 MHz. Praticamente todas as placas de CPU Pentium atuais possuem este recurso, coisa que não era encontrada nas placas produzidas até 1997. Todos os principais fabricantes oferecem atualmente placas que permitem a instalação de processadores mais velozes, como o AMD K6 de 266 e 300 MHz, por exemplo.
28) K6 3D
Comprei um processador AMD K6 de 300 MHz e nele não consta a sigla 3D.
Gostaria de saber se ele é um AMD K6 3D com MMX, ou somente um K6 com MMX.
Resposta:
São na verdade dois processadores
diferentes. Os primeiros modelos do K6 tinham apenas as extensões MMX, com
clocks de 166, 200, 233, 266 e 300 MHz. Posteriormente a AMD adicionou instruções
para processamento de imagens tridimensionais, uma espécie de "MMX gráfico".
Seria chamado de AMD-K6-3D, mas acabou recebendo o nome de AMD-K6-2. O
processador que você comprou é na verdade um AMD-K6 que não possui as extensões
3D, porém possui as extensões MMX compatíveis com as do Pentium MMX.
29) Placa mãe para Pentium
II
Estou montando um PC com processador Pentium II de 333 MHz. Estou em dúvida
sobre qual placa de CPU devo comprar.
Resposta:
Procure por placas produzidas pela
Intel, Asus, Soyo, A-Trend e FIC, todas podem ser encontradas no Brasil com
facilidade. Dê preferência às placas que utilizam o chipset i440BX, que
suportam o clock externo de 100 MHz. Aliás, ao invés de um Pentium II de 333
MHz, compre um de 350 MHz, com clock externo de 100 MHz. A diferença de preço
é bem pequena e o desempenho é maior. Se você não adotar o clock externo de
100 MHz, preferindo ficar com o de 66 MHz, pode usar ainda uma placa equipada
com o chipset i440LX. O velho i440FX foi usado nas primeiras placas de Pentium
II, e tem uma série de deficiências, por se tratar de um chipset obsoleto.
30) Desempenho do K6-2
Gostaria também de saber sobre o desempenho do processador AMD K6-2 3D now,
em relação ao Pentium II, e o tamanho da placa mãe e processador. Em quais
clocks o processador da AMD esta disponível?
Resposta:
O processador AMD K6-2 com 3D Now
apresenta desempenho quase igual ao de um Pentium II de mesmo clock, além de
apresentar desempenho superior nas aplicações tridimensionais. Existem placas
de CPU, tanto no formato padrão baby AT como no formato ATX, que suportam este
processador. Os clocks disponíveis atualmente são 300, 333 e 350 MHz, e em
nov/98 foram lançadas versões de 366 e 400 MHz. Estão previstos os lançamentos
de versões mais velozes. Você pode obter maiores informações em http://www.amd.com.
31) Pentium II e Celeron
Gostaria de obter informações a respeito dos processadores Pentium II e
Pentium Celeron, principalmente como diferenciá-los de forma visual e
funcional. Pretendo adquirir um processador Pentium II e temo receber um
Celeron. Existe algum software usual (como Windows 95, Quick Time, etc.) que
reconhece diferenças entre eles? Quanto à memória RAM, gostaria de saber se
existem diferenças físicas (tamanho, número de pinos, indicações gravadas,
etc.) entre a memória DIMM e as demais, e quais são as vantagens. No que se
refere à placa-mãe e chips, os vendedores estão oferecendo uma variedade
enorme. Qual a diferença e as respectivas vantagens das placas que utilizam
chip i440LX e a tão falada MB TX Pro II? Esta última comporta o Processador
Pentium II? É melhor que a i440LX? Ambas utilizam placa de vídeo "on
board" AGP? Alguma utiliza ("rouba") memória RAM como se fosse
de vídeo?
Resposta:
As informações sobre
processadores Pentium II e Celeron podem ser obtidas no site da Intel
(http://www.intel.com). É muito fácil diferenciá-los de forma visual, como
mostra a figura abaixo.

Você pode também checar por software o processador presente, através do programa CPUID, obtido em http://www.laercio.com.br . Quanto à memória DIMM de 168 vias, a melhor forma de reconhecê-las é pela sua medida: cerca de 13 cm de largura.
O melhor chipset para Pentium II até o momento é o i440BX, da Intel. Ao comprar um Pentium II, peça um modelo com barramento externo de 100 MHz. O barramento AGP está presente neste tipo de placa. Realmente as placas de vídeo utilizam uma parte da memória RAM da placa de CPU para o armazenamento de texturas. Note entretanto que mesmo nas placas não AGP (PCI), os programas gráficos 3D também utilizam uma área da memória RAM para armazenar as texturas. A principal diferença é que uma placa AGP faz acesso direto a essas texturas, sendo portanto bem mais veloz. O processador terá mais tempo livre para efetuar outros processamentos, e o desempenho gráfico tridimensional será bastante acelerado.
32) Processadores e chipsets
Gostaria de saber se placas de CPU que não são produzidas pela Intel mas
utilizam o chipset fabricado pela Intel são de boa qualidade e se elas
influenciam no desempenho e na compatibilidade do processador Intel. E gostaria
de saber se posso montar um processador Pentium II de 266 MHz ou Celeron de 300
MHz em uma placa mãe com o chipset i440BX.
Resposta:
Não necessariamente as placas que
usam chipsets Intel são de boa qualidade. Fabricantes de segunda linha podem
usar chipsets Intel em suas placas. Procure placas de primeira linha, como as da
própria Intel, Supermicro, Asus, Soyo, A-Trend e FIC. O melhor chipset disponível
atualmente para o Pentium II e para o Celeron é o i440BX, e este oferece melhor
desempenho que o antigo i440FX e o não tão antigo i440LX. Já existem chipsets
para Pentium II/Celeron produzidos por outros fabricantes, como Via
Technologies, mas são muito recentes e não podemos ainda comprovar sua
confiabilidade, compatibilidade e desempenho. Eu não compraria uma placa para
Pentium II com outro chipset que não seja da Intel.
33) Obtendo manuais das
placas de CPU
Tenho duas placas mãe sem manuais. Como posso obtê-los? Os modelos das
placas são SIS ATC-1425B e SIS 486G 3.3/5V Ver. H.
Resposta:
Às vezes aquilo que pensamos ser
o modelo da placa mãe, é na verdade o número do chipset utilizado, como é o
caso do SiS 1425. A primeira coisa a fazer para obter um manual é tentar
descobrir o seu fabricante. Isto pode ser conseguido através do programa
CTBIOS.EXE, que pode ser encontrado em http:///www.ping.be/bios/
ou em http://www.laercio.com.br. Ao usar
este programa, ele apresentará algumas informações, como o nome do
fabricante, modelo da placa, chipset utilizado, e quando possível, o endereço
deste fabricante na Internet. De posse deste endereço você pode acessar o site
do fabricante e obter o seu manual, em geral no formato PDF (Adobe Acrobat).
34) Até 600 MHz
Tenho um computador MMX de 266 MHz da Asus P2L97. Quero saber se posso
expandir ele até 600 MHz ou qual é a máxima velocidade permitida.
Resposta:
A Asus P2L97 é uma placa para
Pentium II, equipada com o chipset i440LX. Opera com o clock externo de 66 MHz e
permite a instalação de processadores mais velozes. Através da programação
dos seus jumpers, pode chegar realmente até 600 MHz, usando o multiplicador 9x
e o clock externo de 66 MHz, desde que sejam lançados futuros processadores que
cheguem a este clock. O multiplicador 9x, assim como todos os demais, é obtido
pela programação dos jumpers BF0, BF1, BF2 e BF3. No manual da sua placa
(tenho uma igual), o máximo multiplicador mostrado é o 5x (333 MHz), mas
outros valores podem ser programados (repito, é preciso que o processador seja
adequado a este valor). Apresento a seguir a tabela completa desses
multiplicadores, que podem ser usados em qualquer placa de CPU para Pentium II:
Multiplicadores para o Slot 1
| Multiplicador | BF3 | BF2 | BF1 | BF0 |
| 2x | ON | ON | ON | ON |
| 2,5x | ON | ON | ON | OFF |
| 3x | ON | ON | OFF | ON |
| 3,5x | ON | ON | OFF | OFF |
| 4x | ON | OFF | ON | ON |
| 4,5x | ON | OFF | ON | OFF |
| 5x | ON | OFF | OFF | ON |
| 5,5x | ON | OFF | OFF | OFF |
| 6x | OFF | ON | ON | ON |
| 6,5x | OFF | ON | ON | OFF |
| 7x | OFF | ON | OFF | ON |
| 7,5x | OFF | ON | OFF | OFF |
| 8x | OFF | OFF | ON | ON |
| 8,5x | OFF | OFF | ON | OFF |
| 9x | OFF | OFF | OFF | ON |
35) Troca de placa de CPU
Li na sua coluna da revista PC WORLD deste mês, em uma sua resposta ao
leitor Sérgio Chagas, que um HD funcionando num determinado computador não vai
funcionar em outro, mesmo que seja similar. Tenho um Pentium 166 com Windows 98
e um HD de 2.1 GB, mas pretendo trocar o processador por um Pentium II de 300
MHz e, é claro, terei de trocar a placa mãe. Claro que desejo levar meu HD que
contem todos os meus arquivos. Nesse caso, segundo suas informações, vou ter
de formatar o HD e, por conseqüência, perder todos os meus arquivos, é isso?
Gostaria que me explicasse como devo agir.
Resposta:
Um HD funcionando em um PC, não
necessariamente funcionará em outro PC, mas o problema não é o HD, e sim o
Windows. No PC original já existem no Windows várias configurações relativas
ao hardware, como o driver de vídeo, o chipset, os drivers para a placa de som
e modem, etc. Se ambos os PCs tiverem hardwares idênticos (mesmo modelo e marca
de placa de CPU, inclusive), então o transplante de HD funcionará. No seu
caso, não será trocado o HD, e sim a placa de CPU. A simples troca sem outros
cuidados pode causar mau funcionamento das interfaces da placa de CPU e
conflitos de hardware entre as placas de expansão. Você deve, antes de mais
nada, anotar como estão configurados os recursos de IRQ e DMA no CMOS Setup, na
parte normalmente chamada de PCI/PnP Configuration. Essas programações deverão
ser feitas da mesma forma depois que for instalada a nova placa de CPU. Também
será preciso ativar o Gerenciador de Dispositivos do Windows e remover todos os
itens da seção Dispositivos de Sistema. Não se trata de uma remoção física,
mas sim lógica, usando o botão Remover. Devem ser removidos então todos os
itens, como a interface para PC Speaker, controladores de DMA e interrupções,
e assim por diante. Vá também ao trecho Portas COM/LPT e remova as portas
seriais e paralelas. Pode agora desligar o PC e instalar a nova placa de CPU. Não
ligue o PC novamente com a placa antiga, caso contrário os itens que você
removeu serão adicionados automaticamente. Ao instalar a nova placa, faça as
alterações que recomendei no CMOS Setup. Detecte o disco rígido e execute um
boot no Windows. Os dispositivos da nova placa de CPU serão detectados
automaticamente. O meu livro que trata sobre este assunto é o "Manual
de Manutenção e Expansão de PCs".
36) K6 x Celeron
Pretendo adquirir um micro (para uso pessoal), mas minha dúvida é entre o
do lançamento da marca VISION 6 266C da Intel-Celeron, com HD 3.2 GB, Windows
98 registrado, placa de vídeo 4 MB, modelo Desktop, e entre o da AMD K6 233
MHz, placa mãe Intel 512 KB cache, placa de vídeo 2 MB PCI, HD 4.3 GB; as
outras especificações se equiparam. Também li em uma reportagem que o Celeron
é mais lento ao executar tarefas habituais em aplicativos de uso geral, e o K6
apresentou um desempenho maior de velocidade. Eu gostaria do K6, mas o Celeron têm
um custo menor para mim, estou no dilema custo/beneficio. O que vocês
aconselham? Qual dos dois devo comprar?
Resposta:
O processador AMD K6 de 233 MHz
tem velocidade similar à de um Celeron de 266 MHz. O principal problema desta
versão do Celeron é a ausência de cache L2, o que prejudica bastante o seu
desempenho. Já o AMD-K6, operando em conjunto com uma cache L2 de 512 kB
apresenta um desempenho bem superior. Leve em conta outros fatores, como a
capacidade maior oferecida para o disco rígido. Observe que ao contrário do
que sugere o esforço publicitário da Intel sobre o Celeron, as suas vendas
ainda são relativamente reduzidas. O Celeron foi criado com o objetivo de
atrapalhar a AMD e a Cyrix, o que reforça o monopólio da Intel nos
processadores de maior velocidade. Pelo que tenho consultado entre meus
leitores, todos estão usando o K6 como alternativa mais barata ao Pentium II, e
não o Celeron. Basicamente as pessoas afastadas da área de informática são
as que preferem o Celeron.
37) Identificando o MMX
Tenho um Compaq Presário 4172 166 MMX 24 MB de RAM, monitor 15",
CD-ROM 8X e placa de vídeo com 1 MB. A Garantia vai até 11/99. Como faço para
saber se a tecnologia é realmente MMX?
Resposta:
Alguns comerciantes desonestos
fazem falsificação de processadores, configurando por exemplo um chip de 166
MHz para operar em 200 MHz, mas é difícil usar um Pentium não MMX (P54C) como
se fosse um Pentium MMX (P55C), pois vários programas detectam a diferença. O
próprio POST (Power on Self Test) realizado quando o PC é ligado indica na
tela o tipo de processador. Vou indicar um software que além de fazer esta
detecção, faz também o teste do funcionamento das instruções MMX. É o
PC-Tech, que pode ser obtido gratuitamente (versão DEMO) em http://www.eurosoft-uk.com
. No seu menu de testes avançados, encontramos os testes do processador, entre
os quais estão os testes das instruções MMX.
38) Troca de processador
Pentium-100 por outro mais veloz
Tenho um micro com placa-mãe Triton modelo i430FX. Gostaria de saber se
posso substituir o processador Intel/100 MHz por um chip MMX (Intel, K6 ou
Cyrix). Se for possível, qual é a freqüência máxima que poderia usar na
placa-mãe do meu micro?
Resposta:
Tudo depende da idade da placa, e seria
necessário fazer uma consulta ao manual da placa mãe para descobrir a resposta
precisa. A princípio o tipo de processador e o clock máximo não estão
relacionados com o chipset e nem com o processador atualmente instalado.
Entretanto, como está instalado um Pentium-100 e a placa usa o i430FX, eu
arriscaria dizer que trata-se de uma placa produzida entre 1996 e 1997. Talvez
aceite o Pentium MMX (ou P55C) de 233 MHz, se a placa for mais recente, mas isto
precisa ser confirmado no manual. Se a placa for mais antiga o processador mais
veloz suportado poderá ser o Pentium-200 (não MMX).
Para aqueles que não possuem o manual da placa de CPU, existe um processo que pode ser utilizado. Primeiramente, faça o download do programa CTBIOS, encontrado na área de programas deste site. Execute este programa no modo MS-DOS e será identificado o fabricante da placa de CPU, sendo também apresentado o seu endereço na Internet. Ao acessar o site do fabricante você poderá fazer o download do manual da placa mãe, bem como obter outras informações atualizadas.
39) Cada processador na sua
placa
Gostaria de saber se posso utilizar uma placa mãe TX PRO II/ 512 cache com
um processador AMD 586. Há algum tipo de incompatibilidade entre o processador
e uma placa para Pentium?
Resposta:
Não você não pode ligar
processadores AMD 586 neste tipo de placa. Sua placa de CPU é própria para
processadores que usam o Soquete 7, como Pentium, Pentium MMX, Cyrix 6x86,
6x86MX e M-II, AMD K5, K6, K6-2 e K6-3 (apesar de não valer a pena instalar
processadores mais modernos nesta placa, pois não apresentarão seu desempenho
máximo). O processador AMD 5x86, assim como o Cyrix 5x86, são da mesma classe
que o 486. Se você possui tal processador, deverá procurar uma placa própria
para ele, mas note que essas placas já não são mais fabricadas, e será
preciso utilizar uma de segunda mão. Não vale a pena, pois pelo preço que você
pagará por esta placa, juntando um pouco mais você poderá comprar, pelo menos
um Pentium MMX para a sua placa de CPU TX Pro II.
40) Posso instalar um K6-2
na minha placa de CPU?
Por ocasião da carga dos meus micros, aparece no rodapé da primeira tela a
informação: i430VX-... Baseado nesta informação e nos seus conhecimentos,
gostaria de saber se minhas placas aceitam o processador AMD K6-2 de 300 MHz.
Resposta:
A informação que você forneceu
indica apenas que suas placas de CPU utilizam o chipset i430VX, o que não é
suficiente para dizer se aceitam ou não este processador. Tenho em meu laboratório
alguns modelos que aceitam apenas o Pentium comum, outras aceitam ainda o
Pentium MMX, outras podem ser configuradas para aceitar o AMD K6 e o AMD K6-2.
Para saber se o K6-2 pode ser instalado é preciso checar inicialmente a
programação de voltagens. Os processadores modernos operam externamente com
3,3 volts e internamente com tensões mais baixas. O Pentium MMX usa 2.8 volts,
o AMD K6-2 usa 2.2 volts (novas versões podem operar com outras voltagens,
consulte a indicação na face superior do chip). Se esta voltagem não for
suportada, não será possível fazer a instalação. O segundo ponto a ser
verificado é a programação de clocks. O AMD K6-2 pode operar com o clock
externo de 100 MHz, mas o chipset i430VX só chega a 66 MHz (a menos que seja
feito overclock, o que reduz a sua confiabilidade). Desta forma você não
conseguirá obter o desempenho máximo do K6-2. É preciso checar ainda se sua
placa permite formar multiplicadores de clock iguais ou superiores a 4x. Placas
mais antigas só permitem chegar a 3.5x (se o manual não mostrar como formar
3.5x, saiba que a configuração é igual à de 1.5x). Com o multiplicador máximo
de 3.5x e clock externo máximo de 66 MHz, o novo processador só poderá chegar
a 233 MHz. Desta forma o K6-2 estaria operando bem abaixo do seu desempenho máximo.
Apenas como teste, medi o desempenho de um K6-2-300 com clock externo de 100 MHz
e do mesmo processador operando com 233 MHz e clock externo de 66 MHz. Fiz as
medidas com o Norton Sysinfo 95 em uma placa FIC VA 503+. Ao invés de obter um
índice em torno de 120, você conseguirá apenas cerca de 72.
41) Expansão do
processador: Pentium-166 por K6-266
Tenho um Pentium Blaster 166 de fabricação Tropcom, com 32 MB de memória.
No manual consta que a placa mãe é uma TRM 586, com chipset Triton. Posso
colocar um processador AMD K6 de 266 MHz? Não encontro outro de menor
velocidade.
Resposta:
Podemos dividir as placas de CPU com
Socket 7 em duas grandes categorias. As mais antigas, que permitem clocks de até
233 MHz, e as mais recentes, que chegam até 600 MHz, à medida em que forem lançados
novos processadores. Tudo gira em torno dos jumpers que definem o multiplicador
que define o clock interno do processador. Em qualquer placa de CPU o clock
interno do processador é igual ao clock externo multiplicado pelo fator
multiplicador. Chipsets como o Triton (i430FX, HX, VX e TX) operam com o clock
externo máximo de 66 MHz (na verdade são 66,66 MHz). Nas placas mais antigas,
o máximo multiplicador permitido é 3,5x. Portanto temos 66,66 MHz x 3,5 = 233
MHz, aproximadamente. Essas placas podem utilizar os multiplicadores 1,5x, 2x,
2.5x, 3x e 3.5x. Note que muitos manuais não apresentam explicitamente a
configuração de jumpers para obter o multiplicador 3.5x. Esta configuração
é idêntica à usada para obter o multiplicador 1.5x. Processadores mais
antigos (como o Pentium-100) entenderão 1.5x como realmente 1.5x. Processadores
mais novos como o Pentium MMX e o K6 entenderão 1.5x como sendo 3.5x. É possível
então que a sua placa de CPU só chegue a no máximo 233 MHz. Uma forma fácil
de conferir isto é checando a tabela de multiplicadores existente no manual da
placa de CPU. Placas antigas possuem apenas dois jumpers, normalmente chamados
de BF0 e BF1, através dos quais são definidos multiplicadores de até 3,5x. Se
for este o caso você pode instalar um K6 ou K6-2, mesmo para 266 ou 300 MHz (ou
mesmo superior, mas seria desperdício), porém programado para operar a 233
MHz. Placas mais recentes (a partir do final de 1997 começaram a surgir)
possuem três jumpers para definir o multiplicador, normalmente chamados de BF0,
BF1 e BF2. Podem assim formar multiplicadores até 3,5x, e ainda 4x, 4.5x, 5x,
5.5x e 6x. Se for este o caso, você poderá instalar processadores com clocks
superiores. Um K6-2/400, por exemplo, seria configurado na sua placa com o clock
externo de 66 MHz (o máximo suportado pelo i430 TX) e multiplicador 6x,
resultando em 400 MHz.
Note que algumas placas de CPU equipadas com chipsets Triton podem ser configuradas para operar a 75 MHz (overclock), apesar do fabricante não se responsabilizar pelo uso deste valor acima das especificações do chipset. As memórias também poderão não suportar este aumento de velocidade. Caso funcione, você pode instalar um K6-2/300 programado com o clock externo de 75 MHz e multiplicador 3,5x, resultando no clock interno de 262 MHz, aproximadamente. O funcionamento não será garantido, mas muitos usuários arriscam usar o overclock.
42) Dúvidas sobre o
processador Celeron
Os processadores Celeron da Intel com clock inferior a 333 MHz não
apresentam memória cache L2, com exceção do modelo de 300 MHz, disponível em
duas opções (com cache e sem cache). Gostaria de saber se existem placas de
CPU para este processador equipadas com cache L2 externa. No caso, o que seria
melhor, um Celeron-A com cache L2 interna de 128 kB ou um Celeron comum com
cache L2 na placa de CPU?
Resposta:
Não tenho conhecimento de placa mãe
com esta característica, e pelo que sei sobre o Celeron, essas placas não
existem. Esses processadores utilizam os mesmos chipsets que aqueles usados pelo
Pentium II. Esses chipsets não possuem circuitos de controle para cache
externa, já que tanto o Pentium II como o Celeron-A já possuem sua cache L2
interna. Desde o lançamento do Celeron já estava prometida a versão
"A", equipada com 128 kB de cache interna. Desta forma acho que mesmo
os fabricantes alternativos de chipsets não se arriscariam a produzir chipsets
para o Celeron dotados de controle de cache.
43) Tipos de soquete para
processador
Gostaria de saber as características da placa mãe que definem o suporte
aos tipos de processadores usuais no mercado. Afinal, ouço falar em Socket 3,
Socket 7, Super 7, Slot 1, Slot A, etc. Para um usuário final adquirir um PC,
qual a importância desses padrões?
Resposta:
O tipo de soquete está diretamente
relacionado com os processadores que podem ser instalados na placa mãe. Esqueça
o Socket 3, pois já caiu em desuso. Era usado para os processadores 486 e 586.
Esqueça também o Socket 7, utilizado nas placas de CPU para processadores da
classe "Pentium" mais antigos, até 300 MHz. O Socket 7 opera com
clock externo de 66 MHz, mas foi substituído pelo Super 7, que opera com clock
externo de 100 MHz. É utilizado nas modernas placas de CPU que suportam
processadores modernos como o AMD K6-2, AMD K6-3 e Cyrix M-II. Se você optar
por um desses processadores deverá utilizar uma placa com Super 7. O soquete
conhecido como Slot 1 é usado pelos processadores Pentium II, Pentium III e
Celeron. Finalmente, o Slot A será usado no AMD K7, o novo processador da AMD a
ser lançado em meados deste ano. Este soquete é mecanicamente igual ao Slot 1,
mas eletronicamente diferente. Ao invés dos 100 MHz do Slot 1, o Slot A
permitirá o uso de clocks externos de 200 MHz.
A importância do tipo de soquete está diretamente relacionada com o tipo de processador. Você não precisa entretanto se preocupar com o soquete na ocasião da compra. Pode comprar pelo tipo de placa ou tipo de chipset. Para usar o Pentium II, peça uma placa com o chipset i440BX2. Para o Pentium II e Celeron, peça uma placa com o i440BX. Para o AMD K6-2, K6-3 e Cyrix M-II, peça uma placa equipada com os chipsets Aladdin V ou MVP3.
44) PC não reinicia depois
do upgrade do processador
Após transformar meu Pentium-100 em Pentium-166 não consigo mais
reinicializá-lo nem resetá-lo. Quando executo a operação de RESET através
do botão na CPU e através do comando Reiniciar, a tela do monitor fica preta e
o HD não responde. Quando uso o comando Control-Alt-Del pela segunda vez ele
trava. Em ambos os casos tenho que desligar o computador. Como faço para
resolver o problema?
Resposta:
Você não apresentou uma informação
importantíssima na análise do seu problema: o upgrade foi feito por substituição
apenas do processador, ou da placa de CPU completa? As implicações são bem
diferentes em cada um desses casos. Em geral as placas de CPU permitem a instalação
de processadores mais velozes, desde que sejam da mesma família. A troca de um
Pentium-100 por um Pentium-166 (que não seja MMX) requer apenas a alteração
dos jumpers que definem o multiplicador de clock (passará de 1.5x para 2.5x) e
dos jumpers que definem a voltagem (talvez de STD=3,3 volts para VRE=3,5 volts,
dependendo do modelo do seu Pentium-166). Se você instalou um Pentium-166 MMX,
eu ficaria espantado se funcionasse. Placas de CPU Pentium antigas, tipicamente
as que eram vendidas com o processador Pentium-100, não são compatíveis com o
Pentium MMX. O seu problema pode neste caso ser gerado por programação errada
de jumpers e por ter usado o Pentium MMX, que provavelmente não é suportado
pela sua placa de CPU.
Se o upgrade foi baseado na troca da placa de CPU, as possibilidades de problemas são bem maiores. A nova placa de CPU deve ter todos os jumpers configurados em função do seu novo processador, a sua montagem deve ter sido feita de forma correta, bem como o CMOS Setup, e ainda é preciso fazer configurações corretas no Gerenciador de Dispositivos. Para chegar a ele, clique em Meu Computador com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolha a opção Propriedades. No quadro apresentado, selecione a guia Gerenciador de Dispositivos. Aplique um clique duplo na seção Dispositivos do Sistema. Remova todos os itens desta seção, um de cada vez, utilizando o botão Remover. Depois de esvaziar o conteúdo do item Dispositivos do sistema, reinicie o Windows para que sejam novamente detectados os dispositivos da nova placa de CPU. Se este cuidado não for tomado, dispositivos da placa de CPU antiga ficarão no Gerenciador de Dispositivos, o que pode causar conflitos e anomalias.
Finalmente, faça a atualização do driver da sua placa de vídeo. Alguns drivers desatualizados podem apresentar problemas na finalização do Windows. Verifique também se o conector do botão de RESET está ligado corretamente na placa de CPU, e lembre-se que este botão deve ser pressionado durante um período de 1 a 3 segundos. Se for apertado e solto muito rapidamente (com a velocidade de quem aperta uma tecla do teclado), os circuitos de RESET não funcionarão corretamente.
45) Clock externo de 75 MHz
no Pentium MMX
Tenho um PC 233-MMX, e minha placa mãe é uma PCCHIPS M571, que suporta
barramento externo de 75 MHz. Posso operar o processador a esta freqüência?
Resposta:
Pelo que entendi o seu processador é
um Pentium MMX de 233 MHz. Este processador opera com o clock externo de 66 MHz
e multiplicador 3.5x, o que resulta no clock interno de 233 MHz. Você não deve
forçar o Pentium MMX a operar com o clock externo de 75 MHz (o multiplicador
indicado seria 3x, resultando no clock interno de 225 MHz). O processador poderá
não funcionar, esquentar demais e apresentar baixa confiabilidade. A memória
DRAM e a memória cache da sua placa mãe também poderão não suportar este
overclock. Supondo que o fabricante da placa utilizou memória cache bem veloz
(tempo de acesso de 5 ou 6 ns) e que a sua memória DRAM suporte os 75 MHz
(Talvez seja preciso fazer ajustes no CMOS Setup), procure no manual da sua
placa de CPU, a lista dos processadores suportados, e adquirir um novo
processador que suporte este clock externo. Um exemplo de processador que talvez
possa ser usado na sua placa é o Cyrix M-II/300. Ao ser programado com 75 MHz
de clock externo e multiplicador 3X, irá operar com 225 MHz, o que dá o mesmo
desempenho de um Pentium MMX a 300 MHz (que não existe). Tome cuidado, pois
existem versão do Cyrix M-II que só suportam clock externo de 66 MHz. Você
deverá comprar um que suporte 75 ou 83 MHz (o clock está indicado na face
superior do processador). O Cyrix M-II/333 também pode ser usado, com clock
externo de 75 MHz e multiplicador 3,5x.
46) Dúvidas sobre o AMD
K6-2
Na busca da melhor solução custo/benefício na compra do meu novo
computador, acabei encontrando um modelo equipado com o processador AMD K6-2,
mas ainda tenho algumas dúvidas. 1) O K6-2 é realmente melhor que o Pentium
II? Pretendo usar o computador com softwares como o Office, jogos 3D e 3D Studio
Max. 2) O K6-2 possui o grande trunfo do Pentium II, a cache L2 tamanho família?
3) O padrão da placa mãe do K6 é AT, ATX ou nenhum deles? 4) Se um dia eu
quiser mudar para o Pentium II devo trocar a placa mãe?
Resposta:
O AMD K6-2 é um excelente processador,
com uma boa relação custo/benefício. É quase tão veloz quanto um Pentium II
de mesmo clock. Um AMD-K6-2 de 300 MHz não é veloz como um Pentium II de 300
MHz, mas é mais rápido que um Pentium II de 266 MHz, e mais barato. É
importante entretanto fazer uso do barramento externo de 100 MHz, disponível
nas placas de CPU mais modernas, chamadas de "Super 7". A maioria
delas são equipadas com os chipsets Via Apollo MVP3 e ALI Aladdin V. Uma das
placas que oferecem o melhor desempenho nesta categoria é a FIC VA503+. Você
pode encontrá-la no comércio com relativa facilidade. O K6 de 300 MHz é muito
veloz e está com excelente preço. Versões de 350 e 400 MHz são mais caras,
mas os preços poderão logo sofrer reduções de preços.
O K6-2 não apresenta a cache L2 embutida, como ocorre no Pentium II. Apresenta a cache L1 interna e pode usar cache L2 externa. A placa FIC VA503+, por exemplo, possui cache L2 de 1 MB, o dobro da existente no Pentium II. Quanto aos padrões utilizados pelas placas de CPU, o baby AT é o mais comum. Também é possível encontrar algumas dessas placas no padrão ATX. Note que as placas de CPU para K6 não são compatíveis com o Pentium II. O K6 usa o soquete Super 7 (ou Socket 7 de 100 MHz), enquanto o Pentium II utiliza o soquete conhecido como Slot 1.
47) Upgrade do processador,
de 200 para 300 MHz
O que devo comprar para passar meu micro de 200 para 300 MHz? Deveria usar
um AMD K6-2, Celeron com memória cache ou Pentium II?
Resposta:
A melhor relação custo/benefício será
obtida com o AMD K6-2 de 300 MHz. É quase tão veloz quanto um Pentium II de
300 MHz, mais rápido que o Celeron de mesmo clock, e provavelmente pode ser
instalado na sua atual placa de CPU. Já o Pentium II e o Celeron exigirão a
compra de uma nova placa de CPU, além de serem mais caros. Muitas placas de CPU
nas quais estão instalados processadores de 200 MHz podem funcionar com até
233 MHz, outras permitem clocks maiores como 266, 300, 400 MHz ou mais. Consulte
o manual da sua placa de CPU e verifique se existem 3 jumpers independentes para
selecionamento do multiplicador de clock. Se existirem apenas 2 jumpers
(normalmente chamados de BF0 e BF1), o máximo multiplicador que pode ser usado
é 3,5x, o que resulta em 233 MHz a partir do clock externo de 66 MHz. Se
existirem 3 jumpers (BF0, BF1 e BF2) é possível usar multiplicadores maiores,
até 6x. Isto resulta em 600 MHz em processadores com clock externo de 100 MHz,
e 400 MHz em processadores com clock externo de 66 MHz (ainda não estão disponíveis,
o AMD K6-2 de 400 MHz usa o clock externo de 100 MHz e o multiplicador 4x).
Se a sua placa de CPU só permite chegar a 233 MHz, existem duas soluções. A mais cara é comprar uma nova placa de CPU que permita usar processadores mais velozes, como a excelente FIC VA 503+. A outra opção é usar o processador Cyrix MII PR300, que funciona com clock interno de 233 MHz, mas tem desempenho de um Pentium MMX de 300 MHz.
48) Socket 7 x Slot 1
Gostaria que você tecesse sua opinião sobre a guerra entre o Socket 7 e o
Slot 1. Tenho uma placa que segundo o manual aceita até o processador 233 MMX.
Posso utilizar um AMD K6-2 no Socket 7?
Resposta:
A principal vantagem do Slot 1 (usado
pelo Pentium II e Celeron) sobre o Socket 7 (usado pelo Pentium, Pentium MMX,
AMD K5, K6 e K6-2, Cyrix 6x86, 6x86MX, M-II e IDT C6) é o funcionamento com
clock de 100 MHz, ao invés dos tradicionais 66 MHz.
Esta vantagem durou pouco tempo, pois novos chipsets para o Socket 7 permitiram a operação em 100 MHz. Passou então a ser chamado de Super 7. Por exemplo, um AMD K6-2 de 400 MHz opera externamente a 100 MHz e usa o multiplicador interno 4x, resultando no clock interno de 400 MHz (o mesmo que ocorre com o Pentium II de 400 MHz). Ainda veremos durante mais alguns anos, processadores, placas de CPU e chipsets utilizando o novo padrão Super 7.
A sua placa de CPU provavelmente pode funcionar com o AMD K6-2. Antes de mais nada é preciso verificar se pode ser programado com a tensão interna de 2,2 volts. Placas de CPU Pentium mais antigas podiam ser configuradas para fornecer ao processador apenas para as tensões de 3,3 e 3,5 volts. O Pentium MMX foi o primeiro processador a utilizar um sistema duplo de voltagens: 3,3 volts externos e 2,8 volts internos. Todos os processadores modernos utilizam este sistema. As placas de CPU modernas possuem jumpers para selecionar a voltagem interna do processador, com valores entre 2,0 e 3,5 volts. Se a sua placa de CPU não possuir a configuração de 2,2 volts (usada pela maioria das versões do K6-2), você não poderá utilizar este processador. Como só chega a 233 MHz, você não poderá usar as versões mais velozes do K6-2. Pode utilizar uma versão de 233 MHz, ou então um Cyrix MII-300, que apesar de usar o clock interno de 233 MHz, tem desempenho compatível com o de um "Pentium MMX de 300 MHz".
49) Upgrade de processador
Pentium-200 MMX
Tenho um Pentium-200 MMX com uma placa que suporta os seguintes
processadores: Pentium P54C, Pentium P55C (MMX), Cyrix/IBM 6x86L, 6x86MX (M-II),
AMD-K6 e IDT C6 com clock externo de 50, 55, 60, 66 e 75 MHz, de acordo com o
manual da placa. Gostaria de saber qual é a melhor opção de processador caso
eu queira fazer futuramente um upgrade.
Resposta:
Pelo fato de citar os processadores
Cyrix M-II e IDT C6, sua placa de CPU é relativamente nova. Sendo assim, deve
suportar multiplicadores de clock superiores a 3.5x (as placas produzidas até
1997 só chegavam a 233 MHz, obtidos com o clock externo de 66 MHz e o
multiplicador 3.5x). Sua placa deve então suportar os multiplicadores 4x, 4.5x,
5x, 5.5x e 6x. Para configurar o clock de um processador é preciso escolher o
clock externo e o multiplicador, resultando então no clock interno próprio do
processador. O seu Pentium-200 opera com o clock externo de 66 MHz e o
multiplicador 3x, o que resulta em 200 MHz internos. Já o AMD K6-2 de 300 MHz
usa o clock externo de 100 MHz e o multiplicador 3x, ou então o externo de 75
MHz e o multiplicador 4x, ou externo de 66 MHz e multiplicador 4,5x. Para
configurar um processador é preciso saber: 1) Quais são os clocks externos
suportados. Processadores mais antigos só chegam a 66 MHz, os mais recentes
podem chegar a 100 MHz. 2) Quais são os clocks externos que a placa de CPU
suporta. A sua chega até 75 MHz, mas note que muitas vezes os fabricantes não
se responsabilizam por clocks elevados. O chipset i430TX, usado em muitas placas
de CPU, opera nominalmente em 66 MHz, mas muitos fabricantes oferecem valores
mais elevados, mesmo seu garantia de funcionamento. 3) Quais são os
multiplicadores suportados. Certos processadores não suportam multiplicadores
baixos como 1,5x, nem altos como 5.5x e 6x. 4) Clock máximo suportado pelo
processador. Se a sua placa de CPU funcionar de forma confiável a 75 MHz, o
processador mais veloz que poderá ser instalado é um AMD K6-2 de 400 MHz
configurado com clock externo de 75 MHz e multiplicador 5x, resultando em 375
MHz.
50) Pentium II com clock
externo de 100 MHz
Comprei um Pentium II de 300 MHz com a seguinte inscrição no processador:
B80522P300512E
Quero comprar uma placa com clock externo de 100 MHz mas não sei se meu processador é compatível com este clock. No seu livro você mostra que os processadores Pentium II para 100 MHz externos possuem indicações como 400/512E/100/2.0, que o meu não tem. Isto indica que o meu processador não suporta o clock externo de 100 MHz? Vasculhei a área de suporte no site da Intel e não encontrei indicação sobre isto. Outra pergunta: qual é o melhor chipset para este processador que suporte 128 MB de memória SDRAM? i440BX, MVP3 ou Aladdin V?
Resposta:
Está correto, o Pentium II de 300 MHz
que você possui opera com clock externo de 66 MHz e multiplicador 4,5x para
resultar no clock interno de 300 MHz. A indicação do Pentium II com clock
externo de 100 MHz (xxx/512E/100) não está em uma página normal do site da
Intel, e sim no manual técnico do Pentium II, obtido através de download. Você
pode portanto usar uma placa de CPU Pentium II equipada com o chipset i440LX
(suporta o clock externo de 66 MHz), ou mesmo o i440BX (suporta até 100 MHz de
clock externo), porém configurado para operar em 66 MHz. Esta opção é
vantajosa porque você poderá futuramente instalar um Pentium II mais veloz,
com clock externo de 100 MHz.
Todas as placas de CPU Pentium II podem operar com 128 MB ou mais de memória DRAM, e a cache L2 acelera até 512 MB de RAM. Já os chipsets MVP3 e Aladdin V não se destinam ao Pentium II, e sim aos processadores que usam o Socket 7: Pentium P54C, Pentium MMX, AMD K6, K6-2, Cyrix M-II, etc.
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