1999-06a) Discos rígidos e unidades de fita - parte 1
As dúdivas desta página foram publicadas entre 1998 e 1999. Podem ser portanto bastante úteis para quem tem comptuadores da época, como Pentium II/300 a Pentium III/500, K6-2, Celeron, e também os modelos mais antigos do Pentium, K6 e Cyrix, além de informações sobre o Windows 95 e o Windows 98, este último ainda muito usado em inúmeros computadores. Apenas leve em conta que por já terem passado alguns anos, certas informações tendem a ficar desatualizadas, como por exemplo, indicações de marcas e modelos de produtos. Apesar disso acreditamos que essas informações ainda são de grande utilidade, e várias delas se aplicam 100% mesmo nos dias atuais.
1) Disco de 2,5 GB
reconhecido com apenas 2 GB
Tenho um PC com um disco rígido de 2,5 GB, porém o Windows 95 só
reconhece 2 GB. Usei o FDISK e criei uma partição estendida do espaço
restante; após isto o Windows reconheceu a nova unidade, mas não disponibiliza
o espaço do disco para uso. No DOS/FDISK, a partição primária aparece como
de 16 bits, e a outra vem em branco. O que preciso fazer para usar totalmente o
espaço do meu disco? OBS: Não está sendo usado o sistema FAT32, presente no
Windows 95 OSR2.
Resposta:
Você fez a coisa certa. No
Windows 95 e 95a, que só operam com FAT16, para instalar um disco com mais de 2
GB, é preciso criar uma partição primária (com no máximo 2 GB), e uma partição
estendida ocupando o restante do disco (a partição estendida pode ter mais de
2 GB). Depois é preciso criar os drives lógicos da partição estendida (cada
um deles não superior a 2 GB). Finalmente, usamos o comando 2 do FDISK (Definir
partição ativa), indicando que a partição 1 (primária) será usada para
fazer o boot. A última etapa é usar o programa FORMAT para fazer a formatação
lógica de cada um dos drives nos quais o disco rígido ficou dividido.
Ocorre que existem casos de PCs cujo BIOS, apesar de reconhecer discos com mais de 504 MB, não reconhecem discos com mais de 2 GB. No disco WDC32500H, fabricado pela Western Digital, por exemplo, existe um jumper que deve ser usado em casos como este, possibilitando a sua instalação. Consulte o seu manual para ver se esta solução se aplica ao seu caso. Existe ainda a opção de utilizar o software que acompanha o disco rígido (EZ Drive ou Disk Manager). Se este software não foi fornecido, você pode obtê-lo através do site do seu fabricante na Internet. Veja o endereço na nossa área de links.
Devo acrescentar que não tive a oportunidade de constatar ao vivo, PCs com BIOS que só reconhecem discos de até 2 GB. Até aproximadamente o final de 1994, o limite máximo reconhecido pelos BIOS era de 504 MB. Com a implantação da função LBA nos BIOS modernos, este limite foi aumentado para 8 GB. Ocorre que alguns dos primeiros BIOS a implantarem a função LBA eram restritos a apenas 2 GB. Logo depois tornaram-se comuns os discos com mais de 1 GB, aproximando-se da barreira dos 2 GB, e os fabricantes de BIOS passaram a implementar a função LBA de modo a atingir o máximo de 8 MB.
2) Barreira dos 504 MB
Comprei um disco rígido Quantum de 1,28 GB para meu Pentium. Sobrou um
disco Fujitsu de 1,08 GB IDE. Comprei depois um 486 de segunda mão para fazer
uma rede, estava sem disco e coloquei o Fujitsu lá, mas o seu BIOS não
reconhece além de 504 MB. Já procurei o driver para ele via Internet, sem
sucesso. Gostaria de saber se existe a possibilidade de um driver de outro
fabricante funcionar neste disco e onde encontrá-lo. Só por curiosidade:
instalei o Norton Sysinfo no 486 e qual foi minha surpresa ao verificar que o
mesmo alcançou o índice 144,7. É normal?
Resposta:
Não é recomendável usar
programas para este fim diferentes do fornecido pelo fabricante do disco rígido,
mas você não tem nada a perder se fizer uma tentativa. Se não funcionar, você
poderá "matar" o programa do disco rígido usando o comando
"FDISK/MBR". Acesse primeiro o site do fabricante do HD (veja na área
de links) e procure a versão adequada do Disk Manager ou EZ Drive. Se você não
encontrar esses programas, use as versões que estão na área de download deste
site. Quanto ao índice de velocidade, o valor 144 está correto para um
486DX2-66.
3) Formatação com o EZ
Drive
Comprei há algum tempo um 486DX2-66 que não possui a opção LBA Mode no
BIOS. Para usar o disco de 540 MB, foi preciso instalar o disco com o software
EZ Drive que o acompanhou. Depois de um certo tempo, precisei formatar o disco rígido,
e para a minha surpresa, verifiquei que ao usar um disquete de boot, o disco rígido
não é reconhecido. Como posso formatar este disco rígido? Como posso criar um
disquete anti-vírus para este PC?
Resposta:
Para "detonar" o EZ
Drive, é preciso usar o comando FDISK/MBR. Devemos fazer isto quando queremos
formatar o disco, removendo totalmente o EZ Drive, Disk Manager ou similar.
Programas como este permitem que você use uma tecla de controle durante o boot,
permitindo que o mesmo possa ser feito através de um disquete. Pressionando a
tecla Control durante o boot, é apresentado um menu criado pelo EZ Drive que
permite escolher entre o boot pelo drive A ou pelo drive C. Você poderá então
usar o seu disquete anti-vírus, ou qualquer outro disquete para boot.
Devo acrescentar ainda que no caso específico dos discos de 540 MB (que na verdade posuem 540 milhões de bytes, o que equivale a 516 MB, lembre-se que 1 MB = 1.048.576 bytes), não vale a pena usar programas como o Disk Manager ou o EZ Drive. Declare o disco no CMOS Setup com 1024 cilindros, 63 setores e 16 cabeças, o que resulta em 504 MB, ou 528 milhões de bytes. Por um lado, você perderá cerca de 12 MB, mas por outro lado ganhará muito mais que isto, pois em discos menores que 512 MB verdadeiros, o cluster tem apenas 8 kB, e haverá muito menos espaço desperdiçado por arquivos de pequeno tamanho.
4) Cópia de um disco rígido
para outro
Sou técnico de hardware, e com freqüência muitos dos meus clientes
precisam trocar seus discos rígidos de pequena capacidade por discos maiores.
Quando se trata do sistema operacional DOS, costumo ligarum disco como Master e
o outro como Slave, e faço a transferência dos arquivos usando o XCOPY do DOS.
Mas quando se trata do Windows 95, só transfiro problemas...
Primeiro instalo o Windows 95 no disco novo, depois o conecto como Slave ao disco antigo e faço então a transferência de dados com o próprio XCOPY, mas nada funciona. Existe algum modo de realizar essa tafera sem ter que reconfigurar todo o Windows 95?
Resposta:
Não use o XCOPY por este método
para fazer este tipo de cópia. Vou mostrar um método de cópia que funciona
adequadamente.
Este procedimento é necessário porque o Windows acusa uma "violação de compartilhamento" ao ser copiado o arquivo WIN386.SWP, (conhecido como "swap file", ou "arquivo de troca da memória virtual"). A cópia feita será completa, com exceção do arquivo WIN386.SWP. Quando for executada uma partida com esta cópia do Windows 95, um novo arquivo de troca será automaticamente criado. Agora você pode copiar normalmente todos os demais diretórios do disco antigo para o novo, usando os métodos de cópia usuais do Windows 95 (Copiar / Colar).
Existe um método seguro para fazer a cópia usando o XCOPY do Windows 95, mas este deve ser executado a partir do Prompt do MS-DOS sob o Windows 95 (em uma janela ou em tela cheia). Use-o na forma:
| XCOPY C:\*.* D:\ /E /C /H /K |
5) Diretório raiz cheio
No Windows 3.11, quando tento alterar o nome do disco, surge a mensagem que
não é possível acrescentar a entrada do diretório. Por quê?
Resposta:
O problema de não conseguir
alterar o label do disco deve-se ao fato do diretório raiz estar
"lotado". Ao contrário dos demais diretórios, o raiz possui um
limite máximo de entradas (512) para serem usadas como nomes de arquivos, nome
de diretório, e mesmo como volume. Remova arquivos desnecessários do diretório
raiz. E o mais importante, evite a todo custo usar arquivos de nomes longos
dentro do raiz. Cada nome longo consome várias entradas de diretório. Depois
desta pequena faxina, você poderá criar novos diretórios, arquivos (não
exagere) e altarar o label. Este problema não ocorre em discos que utilizam a
FAT32.
6) DoubleSpace misterioso
O comando mem/c/p no DOS relata que o dblspace está carregado, porém o
disco não está carregado, nem existe nenhuma linha no CONFIG.SYS ou
AUTOEXEC.BAT que o carregue.
Resposta:
O problema do dblspace ocorre
quando é feita a instalação do Windows 95 sobre o Windows 3.x. Para que seja
resolvido, é preciso editar o arquivo C:\MSDOS.SYS (trata-se na verdade de um
arquivo de texto), e incluir abaixo da linha [Options], a linha:
dblspace=0
Você poderá editar este arquivo usando o EDIT, o NotePad, o WordPad, ou qualquer outro editor de textos. Observe entretanto que trata-se de um arquivo protegido. Para poder editá-lo, será preciso alterar seus atributos. Clique o ícone deste arquivos com o botão direito do mouse e escolha a opção Propriedades. Altere então os atributos:
Após a alteração, esses atributos devem ser novamente marcados. Realize um novo boot, e você verá que o DoubleSpace não estará mais na memória.
7) Parâmetros de discos rígidos
No momento em que eu estava configurando o CMOS Setup de um PC, ocorreu uma
queda de luz fazendo com que o CMOS fosse apagado. Quando entrei no CMOS Setup
novamente, verifiquei que todas as configurações do disco rígido (cilindros,
setores, cabeças, etc) tinham sido perdidas. Abri a máquina e verifiquei se no
disco rígido estavam anotadas as configurações necessárias, mas não as
encontrei. Meu disco é um ST157A, de Seagate, com 20 MB.
Resposta:
Primeiro, observe que o velho
disco rígido ST157A não possui 20 MB, e sim, 42 MB (21 MB tem o seu irmão
ST125A). O ST157A foi um dos primeiros discos IDE lançados no mercado, e fez
muito sucesso durante o ano de 1991. Segundo, os parâmetros deste disco são:
733 cilindros, 7 cabeças e 17 setores. Casos como o seu podem ser resolvidos de
um modo simples, que é fazendo a instalação provisória do disco em um PC de
BIOS mais moderno (1994 em diante), em cujo Setup encontramos o comando Auto
Detect Hard Disk, sendo reportados os seus parâmetros. De posse desses parâmetros
podemos fazer a instalação definitiva no computador original. Você pode ainda
usar outro método simples para detectar esses parâmetros. Basta usar o
programa IDEINFO, encontrado na área de download deste site.
8) Windows 95 e Windows 3.x
em drives diferentes
Tenho dois discos rígidos. Como fazer para instalar o Windows 3.x e o
Windows 95, um em cada disco?
Resposta:
Você pode perfeitamente instalar
o Windows 3.x e o Windows 95, um em cada disco rígido. Instale primeiro o
Windows 3.1, e quando for perguntado o diretório a ser usado especifique, por
exemplo, o diretório D:\WINDOWS (será preciso instalar primeiro o MS-DOS).
Terminada esta instalação, você poderá passar à instalação do Windows 95,
mas desta vez, especifique o diretório C:\WINDOWS. Desta forma, você terá um
em cada drive. Se quiser usar o Windows 3.x você deve, durante o boot,
pressione a tecla F8 quando for apresentada a mensagem "Iniciando o Windows
95". No menu que será apresentado, escolha a opção "Versão
anterior do MS-DOS". Você estará no MS-DOS instalado, e a seguir, poderá
digitar WIN para entrar no Windows 3.x.. Note que esta instalação dupla pode
ser usada até mesmo quando o computador possui um único disco rígido. Basta
indicar para o Windows 3.x e para o Windows 95, diretórios diferentes.
Entretanto os programas instalados sob o Windows 3.x não poderão ser usados
sob o Windows 95. Se quiser usar os mesmos programas em ambos os sistemas, você
terá que instalá-los em ambos.
9) Como instalar um segundo
disco rígido
Posso instalar um disco rígido como Slave, adicionando-o ao já existente,
ou preciso fazer a instalação de ambos ao mesmo tempo?
Resposta:
A instalação de um segundo disco
rígido é algo que não posso explicar em poucas palavras, pois depende de uma
série de fatores. Tudo vai depender do fato do seu PC possuir ou não a função
LBA (Logical Block Addressing) implantada no BIOS, e também da forma como o seu
primeiro disco rígido está instalado:
- Se o seu BIOS possui LBA (veja no CMOS Setup), você pode instalar o novo disco rígido sem problemas, mesmo como Slave. Basta declarar seus parâmetros no CMOS Setup e usar os programas FDISK e FORMAT.
- Se o seu BIOS não possui LBA e o seu disco antigo for menor que 504 MB, você poderá instalar um novo disco, com mais de 504 MB, usando o software de instalação que o acompanha (normalmente o EZ Drive ou o Disk Manager).
- Se o seu BIOS não possui LBA e o seu disco antigo for maior que 504 MB, e já tiver sido instalado mediante um software como o EZ Drive ou o Disk Manager, você deverá adiquirir um segundo disco do mesmo fabricante que o primeiro, para que possa usar o mesmo software de instalação.
Quando instalamos um disco mediante programas como o EZ Drive ou o Disk Manager (que devem ser usados quando o BIOS não possui LBA), não usamos os programas FDISK e FORMAT. O próprio software de instalação faz todo o trabalho. Não importa qual seja o caso, quando instalamos dois discos rígidos ligados na mesma interface IDE, precisamos configurar adequadamente seus jumpers (Master/Slave e Slave Present) de acordo com instruções existentes nos manuais de ambos os discos. É bom que você saiba que existem diversas lojas que, além de venderem o disco rígido, oferecem mediante o pagamento de uma pequena quantia, o serviço de instalação.
Consulte na área de artigos deste site, um artigo que ensina a instalar discos rígidos. É baseado em PCs equipados com a função LBA, o que engloba todos os de classe 586, Pentium e superiores, além dos modelos mais recentes de 486.
10) Um disco para cada CPU?
Li em uma revista uma tabela de compatibilidade entre CPUs e discos rígidos.
Por exemplo, para um Pentium-100, era indicado um disco de 1.2 GB. Isso tem lógica?
Resposta:
Não se tratava de compatibilidade, e
sim de bom senso. Em geral equipamos PCs mais velozes com discos rígidos de
maior capacidade, mas nada impede que se faça o contrário. É possível, por
exemplo, instalar um HD de 100 MB em um Pentium III/500, funcionará
perfeitamente, apesar de não ter espaço suficiente nem para instalar o
Windows. Da mesma forma, é possível instalar um disco de 20 GB em um PC 386,
apesar de ser difícil encontrar tantos programas que funcionem bem em um 386 a
ponto de encher este disco. Provavelmente você está interessado em um disco rígido
de capacidade adequada. Quanto maior a capacidade, melhor, desde que respeite o
seu orçamento.
11) PC não reconhece mais
de 527 MB
Comprei um disco rígido de 1,6 GB da Western Digital e instalei no meu
computador, mas verifiquei que a sua capacidade é de apenas 527 MB. Sei que
preciso de um software através do qual o DOS pode reconhecer a completa
capacidade do disco. Como posso obtê-lo?
Resposta:
Para reconhecer a capacidade do seu
disco rígido, é preciso habilitar a função LBA no CMOS Setup. Esta função
está presente em todos os PCs equipados com o Pentium, bem como em todos os PCs
486 fabricados a partir de 1995, aproximadamente. Se o seu PC não possuir a função
LBA, você terá que fazer a instalação do disco rígido através de um
software apropriado. Atualmente os discos da Western Digital são acompanhados
do programa EZ Drive. Tente obtê-lo com o seu revendedor, pois provavelmente
ele o possui (aliás o manual do disco faz referência a este programa, bem como
traz todas as instruções para a sua instalação). Se não for possível obter
o EZ Drive desta forma, você pode acessar a Western Digital pela Internet. Na
área de links deste site você encotnrará os endereços dos principais
fabricantes de discos rígidos. Você encontrará nesses sites, não apenas os
programas de instalação, mas também os manuais da maioria dos modelos de
discos oferecidos por cada fabricante.
12) Cluster defeituoso
Minha fonte de alimentação tinha um problema que fazia o PC ressetar
sozinho. Depois de trocar a fonte, tudo funcionou bem. Entretanto, passei o
Scandisk e foi detectado um cluster defeituoso no disco rígido. Isto é sintoma
de algo mais grave?
Resposta:
Não fique preocupado com o setor
defeituoso do seu disco rígido. O problema pode ter ocorrido exatamente como
conseqüência do defeito na sua antiga fonte de alimentação. Use o Scandisk
com regularidade, e preste atenção se aparecem mais setores defeituosos. Se não
aparecerem mais, significa que o problema já passou. Deixe lá o seu setor
defeituoso, pois ele não será usado, e não causará perigo algum para os seus
dados.
13) Eliminando o Disk
Manager
Tenho um disco rígido que foi formatado através do Disk Manager, pois o
BIOS do meu PC original não possuía LBA. Este disco rígido está agora
instalado em um PC mais moderno, dotado de função LBA no BIOS. Como faço
agora para remover o Disk Manager do disco rígido?
Resposta:
Tenho usado três processos diferentes
para "matar" o Disk Manager, o EZ Drive e outros programas similares.
Já observei que alguns deles funcionam, outros não, dependendo do BIOS e do
modelo do disco rígido. O terceiro método (Norton DiskEdit) é o mais eficaz:
Método 1: Usar o comando FDISK /MBR
Método 2: Usar a opção 3 do FDISK (Deletar partição)
Método 3: Usar o programa Norton DiskEdit (para MS-DOS), encontrado no pacote Norton Utilities, para preencher com zeros os primeiros setores da trilha zero.
Depois de matar o Disk Manager, habilitamos a função LBA no CMOS Setup, usamos o comando Auto Detect Hard Disk, e a seguir usamos o comando FDISK para criar uma ou mais partições no disco rígido, e finalmente o programa FORMAT. Terminada a formatação, o disco rígido estará pronto para receber o sistema operacional e demais softwares.
14) Tamanho dos clusters
Vou instalar um disco rígido de 2 GB, e estou preocupado com os seus
clusters de grande tamanho. Fui informado de que em um desses discos, um arquivo
de 1 byte ocupa 32 kB. Isto está certo? O que posso fazer para resolver este
problema?
Resposta:
Em qualquer disco, um arquivo de 1 byte
ocupará sempre um cluster inteiro, que pode ser 4 kB, 8 kB, 16 kB ou 32 kB,
dependendo do tamanho do disco. Não existe nenhum utilitário que libere este
espaço, nem mesmo os desfragmentadores de disco. A situação é mais crítica
em discos de maior capacidade. Por exemplo, em um disco de 2 GB que use a FAT16,
cada cluster ocupa 32 kB. Desta forma, um arquivo de 1 byte ocupará 32 kB. Em média,
cada arquivo desperdiça meio cluster, levando em conta uma distribuição
uniforme nos tamanhos dos arquivos, mas a situação é pior quando existem
muitos arquivos pequenos, o que é comum hoje em dia. Levando em conta a previsão
otimista de meio cluster de espaço desperdiçado em média por arquivo, e
tomando como exemplo um disco rígido de 2 GB com 10.000 arquivos, o espaço
desperdiçado será de cerca de 160 MB, mas pode chegar a quase 320 MB. Uma
forma de atenuar este problema (que só pode ser usada quando o disco é
instalado) é dividindo o disco em unidades menores. Por exemplo, drives lógicos
com capacidades entre 512 MB e 1024 MB possuem clusters de 16 kB. Um disco rígido
de 2 GB (valor aproximado) pode ser dividido portanto em dois drives lógicos
(isto é feito através do programa FDISK, usado durante a instalação do disco
rígido) com no máximo 1023 MB. Se sobrar algum espaço dos 2 GB, podemos
desprezá-lo, pois a economia obtida com esta divisão será compensadora. Os
mesmos 10.000 arquivos, ao serem armazenados distribuídos por esses dois drives
lógicos com quase 1 MB, apresentarão perdas entre 80 MB e 160 MB, o que
corresponde à metade do espaço perdido se tivéssemos usado o disco inteiro
como drive C.
O outro método de reduzir o espaço desperdiçado é utilizando a FAT32, disponível no Windows 95 OSR2 e no Windows 98. Com este sistema, cada cluster ocupa 4 kB em discos com menos de 8 GB. A partir daí usam clusters maiores, como 8 kB, 16 kB e 32 kB. .
15) Clusters defeituosos em
um HD novo
Comprei um computador Blaster com Pentium-200 MMX, 32 MB de RAM e disco rígido
de 2 GB. Logo que comecei a usá-lo, ele parou de funcionar. Dava para perceber
que o problema estava no disco rígido, que ficava ligando e desligando. O técnico
da empresa na qual o comprei colocou tudo funcionando, mas usando o SCANDISK
notei que o disco rígido estava com 3 blocos defeituosos. Pelo que sei, este
problema é comum e não acarreta maiores problemas. Minha pergunta é: seria
interessante solicitar a troca do disco rígido, já que ainda está na
garantia?
Resposta:
Os blocos defeituosos eram muito comuns
há alguns anos atrás, mas atualmente não são mais encontrados em discos rígidos
novos. Podem sim, surgir em pequenas quantidades, ao longo do tempo, à medida
em que ocorrem problemas na rede elétrica (use um estabilizador de
voltagem!!!), ou que o PC é desligado ou resetado durante operações de acesso
a disco. Se um PC apresenta bad blocks, deve ser observado com cuidado. Se o número
de bad blocks aumentar em poucos dias, pode significar que os dados correm
risco. A solução mais recomendável é adquirir um disco novo para transferir
os arquivos do disco problemático. Se o seu PC está novo, apresentou problemas
de fábrica que resultaram no surgimento de bad blocks, você tem toda a razão
em pedir a troca do disco rígido, e levando em conta a seriedade inerente à
marca Blaster, seu pedido certamente será atendido.
16) Instalando um HD com 2,6
GB em um PC 486
Comprei um disco rígido Fujitsu de 2,6 GB para instalar no meu 486DX4-100.
O técnico da loja disse que esta instalação não é possível por se tratar
de um micro 486.
Resposta:
A informação fornecida pelo vendedor
é imprecisa. PCs 486 antigos, de fabricação anterior a 1995, não possuem no
seu BIOS a função LBA (Logical Block Addressing), que dá acesso a discos rígidos
com capacidades superiores a 504 MB. Os PCs 486 e 586 fabricados depois dessa época,
bem como os PCs Pentium e superiores, possuem a função LBA. No caso dos PCs
Pentium e superiores não há dúvida, mas para PCs 486, a confirmação pode
ser feita acessando o CMOS Setup. Lá você encontrará (ou no Standard CMOS
Setup, ou no Advanced CMOS Setup) comandos que ativam a função LBA.
Mesmo assim, PCs que não possuem a função LBA podem utilizar discos rígidos com mais de 504 MB, desde que seja usado um software que adiciona ao sistema a função LBA. O Disk Manager e o EZ Drive são exemplos de programas desta classe. Durante 1995 e 1996, praticamente todos os discos rígidos eram fornecidos com um disquete contendo o software ativador de LBA apropriado. Alguns desses softwares operavam com qualquer modelo de disco rígido, de qualquer fabricante, outros só funcionam em discos do fabricante do disco com o qual são fornecidos. O procedimento normal é tentar obter este disquete diretamente do seu revendedor. Se isto não for possível, você pode tenter obtê-lo através do site do seu fabricante na Internet. Veja os endereços na área de links deste site. Caso você não encontre o software apropriado, pode tentar usar o EZ Drive 2.03, localizado na área de download deste site.
17) Será que instalo a
FAT32?
Tenho o Windows 95 OSR2 instalado em minha máquina, mas estou usando ainda
a FAT16. Minha dúvida é se vale a pena usar a nova FAT32. Um amigo meu depois
de colocá-la no seu micro passou a ter vários problemas com software (como:
este programa executou uma operação ilegal..., entre outros), que só se
resolveram depois de voltar para a FAT16. Os benefícios prometidos pelo novo
FDISK são ótimos, mas realmente tem dados problemas, ou este caso foi isolado?
Resposta:
A FAT32 foi lançada no OSR2 como uma
preparação para a sua implantação definitiva na próxima versão do Windows.
Certamente funcionará com muito mais confiabilidade nesta próxima versão. Eu
diria que a sua implantação na versão OSR2 do Windows 95 funciona como uma
espécie de beta teste elegante. Feitos os testes, foi finalmente implantada de
forma mais confiável no Windows 98. Foi mais ou menos o que aconteceu com a
implantação da Rede Microsoft e com o acesso a disco em 32 bits no Windows 95.
Antes do seu lançamento, esses recursos foram implantados no Windows 3.1, que
passou a ser chamado Windows for Workgroups 3.11. Com este pré-lançamento, as
funções de rede do Windows 95 e de acesso a disco em 32 bits puderam ser
implantadas de forma mais confiável (pelo menos não recebo cartas com reclamações
sobre anomalias no funcionamento da rede ou acesso a disco em 32 bits).
Recomendo aos usuários de Windows 95 OSR2 mais cautelosos, prorrogar o uso da FAT32 até fazerem a atualização para o Windows 98. Divida o seu disco rígido em unidades inferiores a 1024 MB. Entre 512 MB e 1024 MB, um drive utiliza clusters de 16 kB, o que produz menos espaço desperdiçado que os clusters de 32 kB, usados quando um drive lógico possui entre 1024 MB e 2048 MB. Um disco de 4 GB (a maioria dos modelos tem na verdade 3800 MB) pode ser dividido portanto em 1000+1000+1000+800 MB. Cada um desses usaria portanto a FAT 16, com clusters de 16 kB, um grande benefício em relação ao uso dos clusters de 32 kB. A divisão de um disco rígido de grande capacidade em drives lógicos menores é inclusive útil para manter os dados mais organizados. Você pode usar, por exemplo, o drive C para o sistema operacional e programas do Windows 95, o drive D para jogos e utilitários de MS-DOS, o drive E para documentos, planilhas e arquivos que você cria, e assim por diante.
18) Preciso de um HD
Gostaria que você indicasse um modelo de disco rígido com 3,5 GB ou
superior. As marcas comuns são Western Digital, Seagate e Fujitsu. O Fujitsu
leva vantagem no preço, mas ele é confiável?
Resposta:
Um excelente e rápido modelo é o
Western Digital AC34000H, com 4 GB, da série Caviar. Tenho três desses, além
de outros desta mesma série, com capacidades de 1.6 GB, 2 GB e 2,5 GB. Todos
funcionam muito bem e são bastante rápidos. Esses HDs já saíram de linha,
mas posso indicar outros:
19) Cópia do Windows de D
para C não funciona
Instalei um segundo disco rígido no meu computador, como drive C, e deixei
o antigo como drive D. No antigo tinha o Windows 95 e todos os meus arquivos. O
novo, funcionando como C, estava vazio. Instalei então o Windows 95 novamente,
mas no drive C. Depois disso, copiei todo o conteúdo do drive D para C. Desta
forma, meu novo drive C passou a conter uma cópia da instalação anterior.
Entretanto, este método não funcionou. Algumas configurações desapareceram,
como por exemplo, as relativas à rede Dial-Up para acesso à Internet. O que
fiz de errado?
Resposta:
Este método de cópia funciona,
mas antes da cópia ser realizada, o Windows 95 do drive novo está recém-instalado,
e ainda com as configurações default. Uma dessas configurações default
indica que os arquivos ocultos não devem ser exibidos. Desta forma, quando você
selecionou os arquivos do drive D, não foram incluídos, por exemplo, os que
formam o Registro. Por isso muitas configurações não foram mantidas. O
procedimento correto é, antes de realizar a cópia, abrir a janela Meu
Computador e usar o comando Exibir / Opções, e depois selecionar a guia
Exibir. Marque a opção "Mostrar todos os arquivos". A partir de
agora você poderá selecionar todo o conteúdo do disco antigo e copiar para o
disco novo.No Windows 98 o procedimento é parecido. Em uma janela qualquer (por
exemplo, Meu Computador) use Exibir / Opções de pasta.
Selecione então a guia Modo de exibição e marque a opção Mostrar
todos os arquivos.
20) Barreira dos 504 MB
Adquiri um winchester de 4.2 GB mas este veio formatado com formatação DOS
sendo que so tem 540 MB de espaço. O que devo fazer para voltar com a formatação
normal? O drive de CD-ROM também não está funcionando, o que pode ser?
Resposta:
Para ultrapassar a barreira dos
504 MB (ou 528 milhões de bytes), é preciso ativar no CMOS Setup, a função
LBA (Logical Block Addressing) para o disco rígido instalado. Se o seu PC for
Pentium ou superior, ou um modelo de 486 produzido a partir de 1995, o seu CMOS
Setup possui a função LBA. Se o seu PC for mais antigo, será preciso utilizar
um "driver LBA", como o Disk Manager ou o EZ Drive. Caso o seu disco rígido
não tenha sido fornecido com este software (em geral um um disquete), você
pode consegui-los na área de PROGRAMAS deste site (isto só é preciso para PCs
486 e anteriores, fabricados antes de 1995). O seu drive de CD-ROM não está
funcionando, provavelmente devido ao erro na configuração de jumpers
Master/Slave. Se o disco rígido e o drive de CD-ROM forem ligados em interfaces
IDE distintas, ambos podem utilizar a configuração de fábrica (Master sem
Slave). Se o seu PC só possui uma interface IDE, ligue o disco rígido e o
drive de CD-ROM nesta interface. Configure os jumpers do disco rígido para
"Master" e "Slave Present". Configure os jumpers do drive de
CD-ROM como "Slave".
21) Modo de compatibilidade
em disco rígido
Possuo um Pentium-133 com 32 MB de RAM, placa mãe OPTI e disco rígido
Western Digital de 540 MB. Funcionava tudo perfeitamente até que apareceu a
mensagem em Propriedades do Sistema - Desempenho:
A paginação de modo de compatibilidade reduz o desempenho global do sistema: Unidade C: utilizando o sistema de arquivos em modo de compatibilidade.
O que pode ser feito? O que devo fazer?
Resposta:
Uma das causas comuns deste
problema é a utilização de certos programas de controle de disco, ativados
pelos arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT. Por exemplo, certos drivers LBA (para
fazer com que o BIOS reconheça discos com mais de 504 MB) podem requerer que o
Windows opere com modo de compatibilidade. PCs equipados com o Pentium não
necessitam de drivers LBA (Ex: Disk Manager, EZ-Drive), mas caso o disco rígido
seja proveniente de um antigo PC 486 no qual um driver LBA estava instalado,
este pode continuar ativo, mesmo que o disco tenha sido novamente particionado e
formatado. Para eliminar o driver LBA, use o comando:
FDISK /MBR
Observe entretanto que quando isto é feito, é preciso formatar o disco rígido, e os dados serão perdidos. Será preciso então instalar novamente o sistema operacional e os aplicativos. Arquivos importantes gerados pelo usuário devem ser previamente copiados em uma operação de backup.
Certifique-se também de que a opção LBA está habilitada para cada disco rígido superior a 504 MB, no CMOS Setup. Além do LBA, outros comandos do CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT, normalmente adicionados durante a instalação de alguns softwares, podem obrigar o uso em modo de compatibilidade. Faça uma revisão desses arquivos, descubra para que serve cada comando, e verifique se algum deles é o causador do modo de compatibilidade.
O modo de compatibilidade também pode ser forçado a partir de problemas de configuração nas interfaces IDE. Use o Gerenciador de Dispositivos e verifique se as interfaces IDE indicadas possuem um "!", o que caracteriza um problema. Se for o caso, provavelmente estará aí a causa do problema. Em geral podemos eliminar o problema, simplesmente removendo o dispositivo problemático pelo Gerenciador de Dispositivos (usando o botão Remover), e a seguir usando o botão Atualizar. Infelizmente este processo nem sempre pode ser usado para interfaces de disco rígido. A solução será instalar o Windows 95 novamente, utilizando o mesmo diretório (ex: C:\WINDOWS). Os programas instalados continuarão presentes e configurados exatamente como antes, mas será necessário repetir a instalação do driver de vídeo. Apesar de um pouco trabalhoso, este método corrigirá a configuração das interfaces problemáticas, a menos que seu defeito seja realmente de hardware, e não simplesmente de configuração.
22) Bad Sectors
O que é e o que causa um "bad sector" no disco rígido? Tem
conserto?
Resposta:
Trata-se de um setor do disco (os
discos rígidos e disquetes são divididos em setores de 512 bytes, sendo que
uma trilha possui vários setores) que está magneticamente ou fisicamente
danificado, não podendo mais ser usado. É o que acontece, por exemplo, quando
a superfície magnética de um disquete é arranhada ou suja. Quando isto
ocorre, a melhor coisa a fazer é tentar copiar os dados para um disquete novo,
e jogar fora o disquete antigo. Não tem nada de mal se o usuário tentar
recuperar o disquete problemático (a menos que seja antigo, já que disquetes
com mais de 5 anos não devem ser usados). Usamos o comando FORMAT A: /U para
criar uma nova magnetização no disquete. Se a origem dos "bad
sectors" (ou setores defeituosos) for apenas magnética (o que ocorre
quando o disquete é colocado perto de um campo magnético forte), a formatação
incondicional feita pelo programa FORMAT com a opção "/U" criará
novos setores. Se no relatório que o FORMAT apresenta ao terminar, não forem
indicados setores defeituosos, o disquete estará recuperado.
Muito incômodos e perigosos para os dados são os setores defeituosos no disco rígido. Na maioria dos casos, são de origem magnética, e ocorrem devido a flutuações na rede elétrica (um estabilizador de voltagem deve ser usado para minimizar a chance de tais problemas), e também quando o computador é desligado indevidamente, durante uma gravação. Quando isto ocorre, os arquivos aos quais pertencem estarão irremediavelmente danificados. Esses defeitos não têm conserto, e sim, um "remendo". Programas como o Scandisk e o Norton Disk Doctor fazem um teste em toda a superfície do disco, à procura de setores defeituosos. Ao serem encontrados, são marcados na FAT (tabela de alocação de arquivos) para que não sejam mais utilizados. Quando um setor defeituoso encontrado faz parte de um arquivo, o usuário é avisado para que providencie uma nova gravação do arquivo problemático, a partir de um backup. Pior ainda são os setores defeituosos causados por choque mecânico. Por exemplo, se um computador sofre uma pancada durante o seu funcionamento, as cabeças do disco rígido podem arranhar a sua superfície magnética, criando setores defeituosos. Pequenas partículas resultantes deste choque podem arranhar mais ainda a superfície do disco, colocando os dados em sério risco.
23) Compaq 5226 não aceita
HD de 4,3 GB
Comprei um HD de 4.3 GB da Western Digital para instalar no meu Compaq 5226.
Da primeira vez que usei o FDISK, só reconheceu 2 GB. Tive que usar o FDISK
novamente e usar duas partições. Fiz a cópia do HD antigo para o novo,
troquei os discos e tudo funcionou bem. Depois de algum tempo, percebi que havia
um problema de gravação da senha para acesso à Internet. O micro pediu para
eu instalar o Windows 95 novamente, e já não me deixava mais entrar. Usei o
programa Quickrestore da Compaq, que só reconheceu 480 MB do meu disco. Liguei
para a Compaq e eles me falaram que ainda não tinham efetuado os testes necessários
com HDs superiores a 2,1 GB, e que não poderiam me ajudar. Decidi instalar o EZ
Drive, que peguei no site da Western Digital, mas não consegui usá-lo. Ele
particiona e formata, mas quando vou usar, o PC não funciona.
Resposta:
Você deve começar executando um
boot com um disquete de sistema gerado pelo Windows 95, por exemplo, através do
comando FORMAT A: /S. Este disquete deve ter ainda os programas FDISK e FORMAT.
Grave também neste disquete o programa EZ Drive completo.
Depois de executar um boot com este disquete, use o comando:
FDISK/MBR
Entre no CMOS Setup e coloque o disco rígido declarado como Not Installed. O EZ Drive irá alterar esta programação durante o processo de inicialização do disco. Não altere o que for lá colocado. Normalmente são preenchidos parâmetros fictícios, com uma capacidade total de 10 MB. Não se preocupe, o EZ Drive informará para o sistema operacional, os parâmetros corretos, mesmo que fiquem errados no Setup.
Execute um novo boot com este disquete, e agora use o EZ Drive. Deixe que ele divida o seu disco em duas partições (2 GB cada). Ele fará o trabalho do FDISK, e uma certa hora, fará a formatação lógica. O boot do disquete será transferido para o disco rígido. Terminada a operação do EZ Drive, tente executar um boot com o disco rígido. Você deverá agora fazer a instalação do Windows 95, mas não use o programa Quickrestore da Compaq, pois de alguma forma, ele está vinculado ao disco rígido antigo. Ao invés disso, você pode fazer novamente uma cópia do conteúdo do disco rígido antigo para o novo, da mesma forma como fez antes.
24) Recuperação de dados
em um disco rígido defeituoso
Necessito de informação a respeito de alguma empresa que faz manutenção
em disco rígido considerado irrecuperável, ou seja, que disponha de alguma
tecnologia capaz de aumentar as possibilidades de recuperação do disco. Tenho
um HD nessas condições, e preciso recuperar seus dados a todo custo.
Resposta:
A informática no Brasil está
praticamente restrita à comercialização. Pesquisa e desenvolvimento
praticamente não existem, exceto em alguns segmentos de software ou em
universidades, e alguns segmentos de empresas estrangeiras. A fabricação está
voltada para a montagem, exceto no caso de alguns equipamentos mais pesados,
como monitores, que muitas vezes não compensam ser importados. A manutenção
está restrita ao fornecimento da garantia, ou então a cobrar quase o preço de
um equipamento novo por um conserto. Da mesma forma, serviços menos comuns,
como recuperação de dados, são bastante raros ou inexistentes.
A recuperação de dados consiste em obter dados de discos defeituosos. Os dados serão depois gravados em um disco novo. O disco recuperado é descartado, mas os preciosos dados são salvos. Normalmente dados vitais valem muito mais que o disco rígido, e os serviços de recuperação podem ser bastante caros. Posso indicar uma empresa especializada, mas fica nos Estados Unidos. Trata-se da Ontrack, atuando nesta área desde os anos 80. Você pode acessá-la pela Internet em http://www.ontrack.com . Você pode ainda utilizar um site de busca e procurar por "recuperação de dados". Serão encontradas algumas empresas brasileiras especializadas nesta serviço, mas sempre com o objetivo de salvar os dados, e nunca de consertar o disco rígido.
Aproveito para lembrar a todos os usuários que possuem dados vitais armazenados nos seus discos, que os dados são muito valiosos para correrem o risco de serem perdidos, e devemos sempre fazer backup. Atualmente não existe desculpa, pois temos soluções bastante simples de serem usadas e baratas, como é o caso do ZIP Drive. Faça backup !!!
25) Bus Mastering
Possuo o seguinte controlador de bus mastering:
Intel 82371AB PCI Bus Master IDE Controllers
Meu sistema operacional é Win 95 OSR2 e gostaria de saber qual é a melhor configuração deste dispositivo para a minha placa-mãe, uma Asus TX-97E com processador AMD K6. No painel de controle, em Sistema/Gerenciador de Dispositivos/Controladores de Disco Rígido, existe atualmente os seguintes itens:
Minhas dúvidas são as seguintes:
1) Na caixa de configuração do Controlador de Bus Mastering, existem cinco opções de configuração de canal IDE dual: padrão (atual), ambos os canais IDE ativados; apenas o canal primário ativado; apenas o canal secundário ativado; e nenhum canal ativado. Qual é a melhor opção?
2) O quê significa FIFO ÚNICO? Existe a opção FIFO DUPLO e no meu caso ela seria melhor?
3) Seria aconselhável ativar a opção < Transferência de dados síncrona> no controlador de CD-ROM?
Resposta:
A melhor configuração é deixar
ambos os canais IDE ativados. FIFO significa First In First Out, ou seja,
armazena uma fila de bytes. Os bytes são armazenados para posterior transferência,
e saem da fila na mesma ordem em que entram. O objetivo deste circuito é
compatibilizar a transmissão e recepção de dados do disco rígido, com a
transmissão e recepção e recepção de dados da placa de CPU. Controladores
de discos rígidos duais possuem duas interfaces, mas ambas utilizam um único
FIFO. Isto não causa queda no desempenho, pois a velocidade de operação do
FIFO é muito maior que a das interfaces.
A transferência de dados síncrona não trará benefícios ao desempenho do drive de CD-ROM, mas não existe problema se você habilitá-la. Esta opção destina-se a melhorar a taxa de transferência de dispositivos SCSI.
Um aumento geral no desempenho do seu computador pode ser obtido se você habilitar as transferências do disco rígido usando DMA (Acesso Direto à Memória). Você poderá encontrar esta opção no quadro de configurações da sua interface IDE primária ou secundária, ou então, no item do Gerenciador de Dispositivos que corresponde ao seu disco rígido, localizado sob o tópico Unidades de Disco. Isto não fará o disco rígido transferir dados mais depressa, mas deixará a CPU mais tempo livre durante as transferências do disco. Assim você irá obter maior desempenho quando estiver utilizando vários programas ao mesmo tempo.
26) Uso errado do FDISK
Há mais ou menos 1 anos e meio comprei um PENTIUM 133 com 16 MB de RAM e HD
de 1.2 GB, existem 400 MB livres, sempre que tento usar o FDISK para criar uma
nova partição o programa exibe uma mensagem dizendo que não há espaço e que
a partição primária do DOS já ocupou os 100% do HD, gostaria de saber como
faço para criar essa nova partição.
Resposta:
O que você está fazendo é
errado. Seu drive C, usado como partição primária, ocupa integralmente o
disco rígido. Você pode confirmar isso clicando o drive C, na janela Meu
Computador, usando o botão direito do mouse, e no menu apresentado, escolher a
opção Propriedades. Será apresentado um gráfico que relata o espaço total,
o espaço livre e o espaço utilizado. Lá você confirmará que o drive C tem
capacidade total de cerca de 1,2 GB, conforme avisou o FDISK. Não existe
portanto como criar mais partições no disco rígido, já que está
integralmente aproveitado.
27) SCSI x RAID
Quais as diferenças técnicas e práticas (performance/preço) entre os
discos SCSI e RAID?
Resposta:
Discos SCSI (Small Computer System
Interface) possuem recursos mais avançados que os discos IDE. Em geral seus
modelos são mais velozes, apresentando maiores taxas de transferência. Os
modos Ultra SCSI oferecem taxas bastante elevadas, ainda maiores que as do Ultra
DMA 33 (modo usado pelos discos IDE mais modernos). Os discos SCSI são ainda
dotados de recursos que os tornam mais eficientes em ambientes multitarefa.
Quando recebe inúmeras solicitações de acesso, altera a ordem das operações,
de modo a completar o conjunto no menor tempo possível. Discos SCSI são os
mais indicados para servidores e PCs de altíssimo desempenho.
Os discos RAID (Redundant Array of Independet Disks) são gabinetes nos quais existem vários discos SCSI e um controlador. Este controlador faz com que o conjunto seja visto como um único disco de maior capacidade. O controlador pode distribuir os bits por discos diferentes em acessos simultâneos, obtendo assim uma taxa de transferência ainda maior. Pode ainda usar redundância, uma técnica que faz com que os dados continuem íntegros, mesmo quando um dos discos apresenta defeito. Discos RAID são usados apenas em servidores de alto desempenho, e custam preços assustadores.
28) Defeito na mídia do
disco rígido
Ao passar o Scandisk no meu disco rígido, verifiquei que existiam alguns
setores defeituosos. Resolvi então reformatar o disco. Em uma parte da formatação,
apareceu a mensagem de erro "não pronto", e encerrou a formatação.
Com o objetivo de resolver o problema com o FDISK, excluí aquelas partições e
criei outras. Ao formatar novamente o disco rígido, por duas vezes, apareceu a
seguinte mensagem de erro: "Erro na mídia do disco", e não pude
continuar. O que devo fazer, se é que ainda existe alguma solução.
Resposta:
Um problema pequeno acabou se
transformando em um problema grande. Vamos então por partes. Os setores
defeituosos detectados em um disco rígido pelo Scandisk não são corrigidos
pelo programa FORMAT. Esta correção só ocorre nos disquetes, pois neles o
comando FORMAT /U realiza uma nova magnetização, que muitas vezes corrige
erros de ordem magnética. Nos discos rígidos antigos (antes do lançamento dos
modelos IDE), a formatação física corrigia setores magneticamente
defeituosos, mas esta formatação não era feita pelo FORMAT, mas através de
um programa especial armazenado na memória ROM da placa controladora de disco rígido,
ou então através de utilitários fornecidos pelo seu fabricante. Isso tudo é
passado, já que depois da chegada dos discos IDE, a formatação física não
é mais acessível ao usuário, deve ser feita apenas na fábrica. Ao detectar
setores defeituosos no disco rígido, o Scandisk os marca para que não sejam
mais utilizados, evitando assim que causem problemas. O FORMAT faz nesse caso,
um trabalho semelhante ao do Scandisk, com a desvantagem de provocar a perda de
todos os dados do disco rígido. O FDISK também não resolve este tipo de
problema, já que não atua como um corretor de problemas na mídia, apenas
define como o disco rígido será dividido em drives lógicos. As mensagens de
erro que você está tendo agora são causadas pelos mesmos setores
magneticamente defeituosos encontrados pelo Scandisk.
Formate agora o drive lógico no qual está o problema, usando o comando
FORMAT X: /Q
Onde X: é o nome do drive onde estão os setores defeituosos. Se estiverem no drive C, você terá ainda que adicionar o parâmetro /S (gravar o boot), ou seja:
FORMAT C: /S /Q
A chave da solução do problema é o parâmetro /Q. Ele faz com que a superfície do disco não seja verificada. Desta forma, os setores defeituosos não serão detectados, e o FORMAT não ficará "engasgado" com eles. Depois disso, use o comando SCANDISK para DOS. Este programa é o SCANDISK.EXE, e fica localizado no diretório C:\WINDOWS\COMMAND. Quando for perguntado se deseja fazer o exame de superfície, responde que SIM. Os setores defeituosos serão detectados e marcados na FAT para que não sejam mais usados. Agora você pode fazer a instalação completa do Windows 95, aplicativos, etc.
29) HD barulhento
Tenho um Pentium-166 e acabo de trocar meu disco rígido. Como ainda está
na garantia não posso abrir o PC para verificar qual o tipo de HD que foi
instalado. Gostaria de saber se quando as operações de leitura e gravação
estão acontecendo, é normal fazer barulho. Quanto melhor a marca, menos ruído
é feito? Pelo Windows 95, o HD é indicado como tendo 2,37 GB.
Resposta:
Os discos rígidos normalmente
fazem barulhos regulares, como se fossem "petelecos", resultantes dos
movimentos das cabeças de leitura e gravação. Isto é perfeitamente normal.
Depende apenas do modelo do disco rígido, e não do fabricante ou da sua
qualidade. Já observei que discos rígidos mais velozes, com menor tempo de
acesso, tendem a apresentar barulhos um pouco mais altos (tec-tec tec
tec-tec-tec...). Quanto à melhor marca, a Seagate foi líder mundial no
desenvolvimento de discos rígidos, mas de uns anos para cá, a Western Digital
tem oferecido modelos de melhor desempenho, com confiabilidade igual ou
semelhante.
O fato do seu disco rígido estar na garantia não é justificativa para que você não saiba a sua marca e modelo. Consulte a empresa que fez a instalação deste HD, pois eles são obrigados a informar o modelo que foi instalado, mesmo porque isto precisa estar especificado na nota fiscal. No caso geral, para descobrir a marca e o modelo de um disco rígido, podemos utilizar pequenos programas que "perguntam" esta informação ao HD e a apresentam na tela. Um programinha bem simples que faz isso é o IDEINFO, que pode ser obtido na área de programas deste site.
30) HD com defeito
Tenho um Pentium-100 com 16 MB de RAM, 256 kB de cache e HD de 1.2 GB. Meu
HD apresenta uma área defeituosa (cerca de 30%) que impossibilita a ocupação
completa deste, e às vezes prejudica o desempenho da máquina (tendo algum
arquivo utilizado nesta área). Será um problema físico, ou uma formatação
resolveria?
Resposta:
O problema no seu disco rígido
pode ser físico, mas existem chances de que seja apenas resultado de uma
configuração errada no CMOS Setup. Discos rígidos podem apresentar defeitos,
sem mais nem menos, assim como qualquer outro equipamento. Há poucos dias, eu
mesmo estava fazendo medidas de velocidade em dois discos rígidos, um de 6 GB
(Western Digital, novo) e outro de 2 GB (Seagate, com 2 anos de uso). Fiquei
triste quando constatei que o disco de 2 GB, de uma hora para outra, deixou de
funcionar, não sendo nem mesmo detectado no CMOS Setup. Quando presenciei
aquilo, tive uma vontade irresistível de fazer backup completo no meu PC
principal, no qual estão os meus escritos. Não fiquei satisfeito em saber que
havia feito um backup no dia anterior.
Quando você retirou o disco e o colocou de volta, pode ter ocorrido algum problema durante o encaixe no cabo flat, tornando o disco defeituoso. O defeito pode ser permanente, ou pode ser recuperado com formatação. O problema é que o programa FORMAT não recupera setores defeituosos no disco rígido. Use ao invés dele, o programa Norton Calibrate (CALIBRAT.EXE), que faz parte do Norton Utilities. É possível entretanto que o seu disco esteja apenas com parâmetros preenchidos de forma errada no CMOS Setup. Confira se o número de cabeças, cilindros e setores declarados no Standard CMOS Setup estão de acordo com os parâmetros especificados no manual, ou então na carcaça externa do seu disco rígido. De acordo com o mapa de erros que você enviou (erros com espaçamento uniforme do início até o final do disco), desconfio que o número de cabeças do disco esteja programado de forma errada.
31) HD não é reconhecido
pelo BIOS
Meu PC é um 486DX4-100 com 8 MB de RAM e 612 MB de HD. Atualmente estou
utilizando apenas disquetes, pois o HD não está sendo lido pelo BIOS (demora
para procurar mas pede para apertar F1 para continuar, dizendo que o HD está em
falta), e a luz acende, piscando. Às vezes volta ao normal. Já mandei arrumar
mas funciona por pouco tempo e volta ao problema. Às vezes, antes de
desaparecer, funciona por alguns minutos e trava, quando reinicio está de
volta.
Resposta:
Um disco rígido pode apresentar
esse tipo de problema, devido a um defeito nele próprio, ou a um defeito ou
configuração errada em certos componentes do PC. Por exemplo, uma fonte de
alimentação defeituosa pode causar problemas em várias partes do PC: erros na
memória, processador travando, erros nos disquetes e no disco rígido. Em
geral, os defeitos se manifestam em vários componentes, mas é possível que
apenas o disco rígido seja atingido. Por exemplo, se os 12 volts que a fonte
deve fornecer estiverem desestabilizados, a placa de CPU e as demais placas de
expansão funcionarão, mas a velocidade de rotação do disco rígido poderá
sofrer variações, resultando em erros de leitura, ou parada de funcionamento.
A troca da fonte de alimentação é um teste muito comum nos laboratórios, mas
fica difícil para o usuário fazer qualquer tipo de troca-troca sem ter peças
sobressalentes (por isso o usuário fica muito restrito ao tentar consertar
defeitos no seu PC). Verifique se o CMOS Setup está programado corretamente,
com o número de cabeças, cilindros e setores do disco rígido de forma
adequada. Programe os seguintes itens do CMOS Setup da forma:
Sendo o seu disco de 612 MB, trata-se de um modelo antigo, e tem grandes chances de não suportar os modos de transferência mais rápidos, sendo necessário desabilitá-los, fazendo as programações acima. Outro ponto que deve ser levado em conta é a bateria que alimenta o CMOS. Quando esta não possui carga suficiente, os dados do Setup são perdidos constantemente, o que desprograma os parâmetros do disco rígido, fazendo com que pare de funcionar. Também é comum a ocorrência de maus contatos nas conexões do disco rígido. Verifique e aperte bem os seus cabos que o ligam à fonte e à sua interface.
Se todos esses itens forem checados e os erros persistirem, sinto informar que é grande a chance do defeito estar no próprio disco rígido. Discos atuais não podem ser consertados (pelo menos de forma que compense financeiramente). Será necessário adquirir um novo. Por pouco mais de 200 reais, você poderá comprar um modelo de 2 GB. Evite as marcas Samsung e Fujitsu, tenho ouvido muitas reclamações. Procure pela Western Digital ou Seagate, consideradas as melhores, mas você também pode optar por Maxtor ou Quantum.
32) IDE, Ultra IDE
Quais as diferenças técnicas e práticas (performance/preço) entre os vários
tipos de HD (IDE, RAID, Ultra DMA e SCSI) mais comuns?
Resposta:
Os discos IDE (Integrated Drive
Electronics) são usados na esmagadora maioria dos computadores pessoais.
Apresentam um custo reduzido em comparação com os modelos SCSI. De um modo
geral, os modelos SCSI oferecem maior desempenho e maior capacidade que os
modelos IDE disponíveis. Atualmente os PCs novos usam em sua maioria, discos
IDE com capacidades entre 4 GB e 6 GB, mas existem modelos IDE também com
capacidades maiores, entre 8 e 12 GB. Se você quer uma capacidade maior que
esta, terá que optar obrigatoriamente por um modelo SCSI. Existem modelos com
capacidades até 50 GB, mas obviamente são caríssimos. Até aproximadamente
1994, os discos IDE operavam no PIO Mode 0, com taxas de transferência
relativamente baixas, em torno de 3,3 MB/s. Passaram a ser produzidas interfaces
e discos suportando os modos 1, 2, 3 e 4. Atualmente a maioria dos discos IDE
opera em PIO Mode 4, que fornece uma taxa de transferência externa de 16,6
MB/s. Observe que isto não significa que o disco será capaz de ler um arquivo
de 16,6 MB em um segundo. Esta elevada taxa de transferência é verificada
apenas entre a memória interna do disco e a memória do computador. Para que os
dados cheguem na memória interna do disco, precisam antes ser lidas da sua mídia,
e entra em jogo a taxa de transferência interna, que é bem menor que a
externa. A taxa de transferência efetiva é portanto uma combinação entre a
taxa interna e a externa.
Os discos IDE de fabricação ainda mais recente, em geral com capacidades superiores a 4 GB, oferecem uma taxa de transferência ainda mais elevada, chamada Ultra DMA 33, ou Ultra IDE. A taxa é de 33 MB/s, mas para que seja usada, algumas condições precisam ser satisfeitas. Primeiro, o disco rígido deve ser compatível com o Ultra DMA 33. Segundo, a interface IDE existente na placa de CPU também deve ser compatível. Placas de CPU equipadas com os chipsets i430TX, Via Apollo MVP3, Aladdin V e SiS5591 (para Pentium, K6 e similares), e as equipadas com os chipsets i440LX e i440BX (para Pentium II) suportam o Ultra DMA 33. Terceiro, o sistema operacional também precisa dar suporta a este modo. O Windows 98 já possui suporte nativo para o modo Ultra DMA 33, mas o Windows 95, em todas as suas versões, requer a instalação de um driver apropriado para dar acesso a este modo. Normalmente as placas de CPU que suportam esta modalidade são fornecidas com um CD-ROM ou disquete no qual existe o driver que adiciona o modo Ultra DMA ao Windows 95.
33) Disco rígido não dá
boot
Quando ligo o meu computador ele para na primeira tela (System
Configuration), o cursor fica parado logo abaixo, o LED do HD fica ligado, mas
ele não chega a iniciar o sistema. Tenho um outro computador, retirei o HD dele
e instalei neste computador problemático, ele funcionou perfeitamente. Com o HD
original, só consigo executar um boot por disquete. Aí consigo acessar o HD,
apesar de ficar um pouco lento. O que devo fazer, será que é preciso comprar
um HD novo? Quais são os arquivos necessários para criar um disquete de boot?
Resposta:
Não descarto a possibilidade do
disco rígido estar defeituoso, isto pode acontecer a qualquer momento. Outro
dia um HD de 2 GB do meu laboratório simplesmente parou de funcionar de uma
hora para outra, depois de 2 anos de uso. Felizmente era um HD usado em um
computador para testes, e não perdi arquivos vitais. Senti uma vontade irresistível
de fazer um backup imediatamente. Apesar do seu HD poder estar defeituoso, ele
tem grandes chances de estar em boas condições. Quando um HD funciona quando
é feito um boot com disquete, e não consegue executar um boot com ele próprio,
devemos desconfiar do problema da partição ativa. Quando é feita a instalação
do disco rígido, na etapa na qual utilizamos o programa FDISK, devemos usar o
comando 2 (definir partição ativa). Sem este comando, não será possível
executar um boot pelo drive C, mesmo que ele tenha o sistema operacional
corretamente instalado. Para resolver o problema, execute um boot com um
disquete e a seguir use o programa FDISK (está em C:\WINDOWS\COMMAND no caso de
PCs com o Windows 95, e no diretório C:\DOS no caso de PCs que usam o MS-DOS e
o Windows 3.x). Utilize o comando 2 (definir partição ativa). Terminado o uso
do FDISK, execute um boot, que agora poderá ser pelo disco rígido.
34) Defeitos físicos no HD
É verdade que após verificar a situação de um HD com o Scandisk e
encontrar áreas com defeitos físicos, estes na verdade não tem como corrigir?
O melhor a fazer é comprar outro HD para evitar que o micro fique travando de
vez em quando ?
Resposta:
É verdade que não têm como
corrigir setores fisicamente defeituosos nos atuais discos IDE. O Scandisk não
corrige esses setores, mas sim, os marca na FAT (Tabela de Alocação de
Arquivos) como Bad Blocks, para que não sejam mais utilizados. Se esses
defeitos físicos foram causados por uma desmagnetização, ocorrida durante
instabilidades na rede elétrica, esses setores não irão prejudicar o restante
do disco. Apenas instale um estabilizador de voltagem para evitar que este
problema continue. Por outro lado, o disco rígido pode ter sofrido algum choque
mecânico durante o transporte, fazendo com que a cabeça toque a superfície
magnética, soltando pequenas partículas. Essas partículas causam pequenos
arranhões, e estes poderão continuar aparecendo. Portanto, quando o número de
setores defeituosos que o Scandisk encontra aumenta cada vez mais, é necessário
substituir o disco rígido por um novo.
35) Disco rígido não dá
boot, outro caso
Tenho iniciado o computador utilizando um disquete, resultado de uma instalação
mal sucedida do Windows 95. Quando tento iniciar sem este disco, a tela fica
cheia de caracteres "AE", e o PC trava. Como proceder para que o
computador volte a ser inicializado pelo drive C?
Resposta:
Parece que existe algum problema
nos arquivos usados durante o boot do seu disco rígido. Para corrigir o
problema será preciso gerar, em outro computador equipado com o Windows 95, um
disquete contendo o boot (usar o comando FORMAT A: /S) e o programa SYS.COM.
Realize um boot no seu computador com este disquete e, a partir do drive A, use
o comando "SYS C:". Agora já será possível realizar um boot. Será
entretanto preciso repetir a instalação do Windows 95.
36) Mais bad sectors
Gostaria de saber se existe algum procedimento de software capaz de eliminar
"bad sectors".
Resposta:
Uma formatação física no disco
rígido pode recuperar bad sectors, se os defeitos forem de origem magnética. O
problema é que os programas tradicionalmente usados para esta formatação
(Disk Manager, por exemplo) não são mais capazes de formatar os discos rígidos
modernos. Ainda assim, a coisa é bastante mais complicada. Em PCs fabricados até
aproximadamente meados de 1994, existia no CMOS Setup um comando chamado
"Format Hard Disk". Este comando nem sempre funcionava com discos IDE.
Poderia funcionar, ou até mesmo danificar o disco rígido, dependendo do
modelo. Por isto, sempre recomendei não utilizar este comando, em hipótese
alguma. A formatação física podia ser feita com segurança, caso fosse
utilizado um programa recomendado pelos fabricantes. O Disk Manager versão 4,
por exemplo, podia ser usado com os antigos modelos da Seagate, com capacidades
de até 200 MB. Nos discos rígidos atuais, realmente não existe como fazer
formatação física.
O que pode ser feito pelos setores defeituosos é utilizar o programa Scandisk, para que esses setores sejam marcados na FAT. Desta forma, não serão mais usados, e não causarão problemas. Devemos ainda utilizar um estabilizador de voltagem, pois muitos desses setores defeituosos são causados por instabilidades na rede elétrica.
37) Trilha zero defeituosa
Tenho um 486DX4-100 com 16 MB e um HD de 1.2 GB que é o meu problema. Hoje
quando liguei o computador apareceu um quadro dizendo que eu tinha feito uma
operação ilegal e que ia fechar o programa. Isso e repetiu mais duas vezes e
resolvi formatar o HD e instalar tudo novamente. Aí veio minha surpresa,
aparecendo os seguintes dizeres:
Mídia inválida ou trilha 0 defeituosa - disco não utilizável. Formatação concluída.
Será que eu perdi o HD ou existe alguma solução para o meu caso?
Resposta:
Seu disco rígido tem chances de não
estar defeituoso, e sim, ter ocorrido algum erro antes de você usar o FORMAT.
Verifique se os parâmetros do disco rígido estão corretos (número de
cilindros, número de cabeças e número de setores). Verifique também se a função
LBA está habilitada no CMOS Setup para o seu disco rígido. Quando esses parâmetros
não estão corretamente preenchidos, ocorrem erros de leituras como "setor
não encontrado", ou então "trilha zero defeituosa" durante a
utilização do FORMAT. Outra tentativa que você pode fazer é mudar a posição
da trilha zero. Faça uma partição no disco rígido diferente da que você
realizou antes. Se você havia usado o seu disco rígido inteiro como drive C,
delete a partição usando o FDISK, e crie primeiro uma partição estendida com
um tamanho bem pequeno, como 1 MB. Depois crie a partição primária. Não
esqueça de usar também o comando 2 do FDISK (definir partição ativa),
fazendo com que a partição PRIMÁRIA seja a ativa, ou seja, aquela pela qual
será realizado o boot. Não crie drives lógicos na partição estendida, ficará
inutilizada, pois é nela (no início do disco) que está a suposta trilha
defeituosa. Saindo do FDISK, execute um boot e formate apenas o drive C. Desta
vez, a suposta trilha 0 defeituosa ficará localizada em outra região do disco
rígido, na qual não existem defeitos.
38) Produção em série
Ao formatar um HD em um PC e instalar os devidos programas, quero colocar
este HD em outro computador com as mesmas características que usei para
formatar e instalar os programas (Windows 95 e Office 97). Conecto o HD no outro
PC e ele é reconhecido, mas ao iniciar o Windows 95 recebo a mensagem
"Erro de sistema E/S". Ao retornar o HD ao PC original, tudo funciona
bem (Obs: os BIOS são iguais).
Resposta:
Entendi que você quer produzir
PCs em série, sem a necessidade de passar por todo o processo de instalação
de software. Isto é feito pelos fabricantes, e utilizam inclusive duplicadores
de disco rígido, através dos quais, o conteúdo de um único HD é copiado
simultaneamente para vários HDs. Este tipo de cópia só funciona quando os PCs
que receberão esses discos rígidos são idênticos. Não basta que os BIOS
sejam iguais. Os PCs devem utilizar a mesma placa de CPU, a mesma placa de vídeo,
o mesmo disco rígido, e assim por diante.
Além da produção em série, o que você está querendo fazer pode ser também uma "instalação off line", digamos assim. Ao invés de fazer toda a instalação no PC de um cliente, você a faz no seu laboratório, e depois leva o disco rígido ao PC do seu cliente. Também neste caso, este tipo de instalação não funcionará a menos que ambos os PCs sejam iguais. Mesmo assim, você pode utilizar um procedimento corretivo que tenho usado com sucesso nesses casos. No PC do seu cliente, execute um boot no modo de segurança e repita a instalação do Windows 95 sobre o diretório original (provavelmente C:\WINDOWS). Os erros de sistema no Windows deixarão de existir, já que a configuração de hardware será corrigida. Os aplicativos que você instalou no primeiro PC estarão disponíveis no segundo PC.
39) Formatando um disco rígido
com a FAT32
Tenho a versão OSR2 do Windows 95 e gostaria de saber se é possível
formatar meu disco rígido com FAT32, e como devo proceder. Meu HD é um Quantum
TRB850, mas o Windows só reconhece 808 MB. Gostaria de saber também porque um
certo CD gravado por um amigo não pode ser lido em certos drives, e também se
o meu modem que uso para a Internet serve para conexão com modems de amigos
para usar com jogos, e também para montar uma rede Dial-Up.
Resposta:
O disco Quantum TRB850 ( http://www.quantum.com
) possui 1647 cilindros, 16 cabeças e 63 setores. Como cada setor possui 512
bytes, a capacidade total deste disco é:
1647 x 16 x 63 x 512 = 850.010.112 bytes
São aproximadamente 850 milhões de bytes, o que os fabricantes de discos rígidos indicam como 850 MB. Ocorre que desde os primórdios da informática, 1K vale 1024, e 1M vale 1024x1024=1.048.576. Desta forma, 1 MB não é exatamente igual a um milhão de bytes, e sim um pouco mais. Dentro do Windows, o valor de 1 MB é o tradicional, ou seja, 1.048.576. Para converter para MB, o número total de bytes, é feita a divisão por 1.048.576. No seu caso, a capacidade total em MB é:
850.010.112 / 1.048.576 = 810,63 MB
Considerando erradamente 1 MB como sendo igual a 1 milhão de bytes, os fabricantes podem anunciar capacidades um pouco maiores. Seu disco, que na verdade tem 810 MB, é anunciado como tendo 850 MB. Todos os fabricantes de discos rígidos fazem a mesma coisa, e adotaram esta nova definição errada para 1 MB. A Western Digital, por exemplo, define 1 MB como sendo 1.000.000 bytes quando o texto se refere a armazenamento em disco, e 1.048.576 bytes quando se refere a espaço em memória e outras aplicações. Isso tudo é uma grande besteira, mas o erro na noção de MB já está generalizado na indústria.
Seu disco rígido é reportado pelo Windows como tendo 808 MB porque neste espaço já estão descontados aqueles usados pelas trilhas de sistema (boot, FAT, diretório raiz, cilindro de serviço, etc.). A capacidade reportada pelo Windows está portanto correta.
Tendo cerca de 800 MB, seu disco rígido utiliza clusters de 16 kB. Se você reformatá-lo com a FAT32, passará a usar clusters de 4 kB, o que resultará em redução de espaço desperdiçado. Um arquivo de 1 kB, por exemplo, ocupa atualmente no seu disco um cluster inteiro, ficando com 15 kB desperdiçados. Com a FAT32, o espaço desperdiçado por este arquivo será de apenas 3 kB. Levando em conta que existem milhares de arquivos nesta situação, a economia total de espaço no seu disco poderá ser bastante grande. Vale a pena usar a FAT32.
Vejamos agora como usar os programas FDISK e FORMAT para preparar e formatar o disco rígido, fazendo com que seja usado integralmente como um único drive C. Isto é o que chamamos de partição única. Devemos utilizar nesta operação, um disquete de inicialização contendo os programas FDISK e FORMAT.
Nas telas que se seguem, tomamos como exemplo o FDISK e o FORMAT do Windows 98. Essas telas também se aplicam ao Windows 95 OSR2.
Ao executarmos o FDISK do Windows 98, ou do Windows 95 OSR2, será apresentada uma tela onde é perguntado se desejamos usar a FAT32. Respondemos que SIM. Depois disso, o FDISK passa à tela da figura 1.

Figura 1 - Tela principal do FDISK
Para fazer a partição única (usar o disco inteiro como um único drive C), basta responder a todas as perguntas do FDISK com ENTER. Por exemplo, no menu apresentado na figura 1, ao respondermos ENTER, estaremos escolhendo a opção 1 (Criar Partição do DOS ou Unidade Lógica do DOS). Nossa intenção é criar uma única partição que ocupe o disco rígido inteiro. Como esta será a única partição do disco, será chamada de Partição Primária. Quando o disco rígido é dividido em vários drives, temos que criar uma partição primária (que será usada como drive C) e uma partição estendida (que englobará os drives lógicos restantes). Mais tarde veremos como fazê-lo. Ao responder à tela da figura 1 com ENTER, será apresentada uma outra tela, mostrada na figura 2.

Figura 2 - Comandando a criação de uma partição primária
Ao respondermos ENTER na tela da figura 2, estaremos escolhendo a opção 1 (Criar Partição Primária do DOS). Será então apresentada a tela indicada na figura 3.

Figura 3 - Criando uma partição primária ocupando todo o disco rígido
É perguntado se desejamos utilizar o tamanho máximo disponível para a partição primária, ou seja, o drive C. Ao teclar ENTER, estaremos respondendo "Sim", e estará pronta a partição. Será preciso reiniciar o computador para que as alterações feitas pelo FDISK passem a ter efeito.
Depois de realizar um novo boot (obviamente através de um disquete de inicialização, já que o disco rígido ainda não está totalmente preparado para uso), podemos usar o programa FORMAT. Antes de usar o FORMAT, o disco rígido ainda está inacessível. Para formatar o drive C, usamos o comando:
FORMAT C: /S
O parâmetro /S serve para que, além de formatar o drive C, seja gravado no mesmo, o boot do sistema operacional (é claro que este comando não grava o sistema operacional inteiro, mas apenas o boot do seu modo MS-DOS).
Ao usarmos o FORMAT, é apresentada a mensagem:
Respondemos "S", e depois de alguns minutos, estará terminada a formatação. Depois desta etapa, o disco rígido estará pronto para uso. Você já poderá fazer a instalação do sistema operacional.
40) Lentidão ao abrir e
fechar arquivos
Tenho um Pentium com 24 MB de RAM e estou encontrando problema com os
arquivos do Office 97 Professional. O que ocorre é que toda vez que fecho um
arquivo (.doc, .xls, .ppt, .mbd) o computador para o processamento por mais ou
menos um minuto, só então o arquivo é fechado. Já instalei o Windows 95, o
Office mas o problema persiste. Creio que não seja problema de software, pois já
instalei o mesmo em outras CPUs, mesmo após meu problema. A memória também
está OK, porque o computador trabalha rapidamente, com exceção deste
problema.
Resposta:
Já vi esse problema ocorrer várias
vezes, e o motivo é o Gerenciamento de Energia. Desabilite-o no CMOS Setup, e o
problema ficará resolvido. Este recurso desliga seletivamente certos circuitos
do computador quando é detectada inatividade. Quando você está trabalhando
com um arquivo, o Windows está usando apenas a memória (a menos que o PC
possua pouca memória RAM, ou que o arquivo seja muito grande). Depois de alguns
minutos de inatividade do disco rígido, o software de gerenciamento de energia
desligará o motor do disco rígido. Quando você finalmente comando o
fechamento do arquivo (ou mesmo a abertura de outros arquivos), o motor do disco
é novamente ligado, e ocorre uma pausa que pode ser tão longa como 1 minuto,
até que o disco atinja sua velocidade de rotação normal. Este recurso é útil
em computadores portáteis que precisam economizar a bateria a qualquer custo,
mas é bastante incômodo pela espera.
Além de desabilitar o gerenciamento de energia no CMOS Setup, faça-o também no Gerenciador de Dispositivos. Selecione "Dispositivos do Sistema" e a seguir "Suporte ao Gerenciamento Avançado de Energia (APM)". Selecione a guia Configurações e desmarque a opção "Ativar Suporte a Gerenciamento Avançado de Energia".
41) LED aceso
Recentemente comprei um Pentium-233, HD de 2.1 GB, 32 MB de RAM e drive de
CD-ROM 24x. Durante a execução do Windows 95, a correspondência entre o HD e
o seu LED está correta, ou seja, o LED acende durante os acessos ao disco.
Entretanto, quando uso o comando de desligamento, o LED acende e não apaga
mais. Não acredito que o HD esteja trabalhando, pois este não está mais
emitindo som nenhum. O que estaria acontecendo?
Resposta:
O que está ocorrendo com o seu PC
não é um defeito. Eu já havia observado este comportamento em alguns discos rígidos.
Quando o Windows 95 coloca a mensagem "seu computador já pode ser
desligado com segurança", significa que todos os dados de gravações
pendentes já foram enviados ao disco rígido. Alguns discos rígidos podem
ainda estar esvaziando o seu buffer de dados, efetivando gravações, mesmo
depois que o Windows 95 avisou que o PC já pode ser desligado. Normalmente isto
demora um ou dois segundos, o LED pisca mas logo apaga. O computador pode então
ser desligado. Caso o LED permaneça aceso, apenas espere um pouquinho, conte até
três e desligue o computador. Mesmo nos casos em que o LED do HD permanece
aceso após o desligamento do Windows, realizei testes de integridade e não
detectei problema algum. Você pode realmente desligar o seu computador com
segurança.
42) Velocidade de discos rígidos
Peço algumas dicas sobre comparações de velocidade de HDs.
Resposta:
Atualmente existem discos rígidos
que utilizam dois tipos de interface: SCSI e IDE. Os discos SCSI são mais
recomendados quando são necessárias capacidades elevadíssimas, ou quando o
computador processa muitos programas ao mesmo tempo, como é o caso de
servidores. Enquanto os discos IDE de maiores capacidades chegam a 9, 10 ou 12
GB, encontramos discos SCSI com até 47 GB (obviamente e$$e$ di$co$ $ão muito
caro$). Os discos SCSI são indicados para ambientes multitarefa, quando vários
acessos independentes são realizados. Em seu interior existe um
microprocessador que recebe as solicitações de acesso e as reordena, de modo
que seja feito o menor número de movimentos com as cabeças. Por exemplo, se
chegam solicitações para acessar os cilindros de números 300, 900, 100 e 500,
o acesso é feito na ordem 100, 300, 500 e 900.
Para computadores monousuário, os discos IDE são totalmente adequados, além de oferecerem preços menores. Praticamente todos os PCs modernos, com raríssimas exceções, utilizam discos IDE. Criada em 1990, a interface IDE sofreu algumas evoluções, e atualmente oferece taxas de transferência bem elevadas, chegando a 33 MB/s. É o que chamamos de Ultra IDE.
Os três parâmetros que têm maior influência no desempenho de um disco rígido são:
O tempo de acesso está relacionado com o tempo necessário para movimentar as cabeças de leitura e gravação para acessar as trilhas desejadas. Quanto menor é o tempo de aceso, maior é o desempenho, principalmente quando são acessados muitos arquivos de tamanho pequeno. A taxa de transferência interna é a velocidade na qual são transferidos os dados da mídia do disco para a sua memória interna. Uma vez na memória interna do disco, os dados são transferidos para a memória principal do PC. Entra em jogo então, a taxa de transferência externa. Para obter um elevado desempenho, é preciso que o tempo de acesso seja pequeno. Discos com tempo de acesso de 8 ms (milésimos de segundo) são preferíveis a discos de 10 ms. A taxa de transferência interna está relacionada com diversos fatores, sendo o principal deles, a velocidade de rotação do disco. Um disco de 7200 RPM (rotações por minuto) é preferível a outro com 5400 RPM. Note entretanto que esta regra apresenta exceções. Um modelo novo de 5400 RPM pode ter uma quantidade maior de dados em cada trilha, e transferi-los mais rapidamente que outro de 7200 RPM mais antigo. A taxa de transferência externa também é importante. Discos IDE mais modernos operam no modo Ultra DMA 33, transferindo dados a 33 MB/s. Discos um pouco mais antigos operam em PIO Mode 4, transferindo os dados a 16,6 MB/s. Além do disco rígido, também a placa de CPU precisa ser capaz de operar em Ultra DMA 33, e também é preciso instalar um driver apropriado.
43) Acelerando um HD SCSI
Gostaria de saber como posso otimizar meu PC, que é um Pentium-200 MMX com
64 MB de RAM e HD SCSI-3. Minha controladora é uma Adaptec Ultra Wide Fast. Não
possuo disco IDE. Meu CD-ROM é SCSI-2 Toshiba. Quando ligo o micro, demora
muito para entrar na tela do Windows 95. O acesso é igual ou pior que o de um
disco comum IDE. O que devo fazer para melhorar?
Resposta:
Casos como o seu são bastante
comuns, e as técnicas de otimização de desempenho são explicadas
detalhadamente no meu livro Performence Expert. Vou apresentar em linhas gerais
o que deve ser feito. Os parâmetros do CMOS Setup, no que diz respeito ao disco
rígido, controlam os discos IDE, e não os discos SCSI. Existem entretanto os
parâmetros "PCI Bursting" e "PCI Streaming" que dizem
respeito ao barramento PCI, o que faz as transferências entre a controladora
SCSI e a memória ficarem mais rápidas. Habilite esses dois itens, e a taxa de
transferência do disco aumentará. A maioria dos parâmetros que definem o
desempenho do disco rígido estão localizados no Setup do BIOS SCSI. Para acessá-lo,
pressione Control-A durante o processo de boot (placas Adaptec normalmente
apresentam a mensagem "Press Control-A for SCSI utilities" logo após
a contagem de memória). Você terá acesso a todos os parâmetros relacionados
com os dispositivos SCSI. Identifique quais são os números (SCSI ID) dos seus
dois dispositivos SCSI instalados (no seu caso, o disco rígido e o drive de
CD-ROM). Para isto, use o comando SCSI Disk Utilities, que apresentará uma
lista com todos os dispositivos instalados. Entre no comando "Configure
Adapter Settings", e a seguir "SCSI Device Configuration". Será
apresentada uma tela com vários itens de configuração para cada um dos
dispositivos possíveis. Agora, para que seja menor o tempo perdido durante o
boot, desabilite o item "Include in BIOS Scan" para todos os
dispositivos, exceto para aqueles que estão instalados. Desta forma o BIOS SCSI
não perderá tempo tentando detectar dispositivos SCSI que não estão
instalados, saberá que existem apenas o disco rígido e o drive de CD-ROM.
Ainda para esses dois dispositivos, habilite a opção "Initiate Sync
Negotiation". No item "Maximum Sync Transfer Rate", programe 20
MHz para o disco rígido e 10 MHz para o drive de CD-ROM. Habilite também para
o disco rígido, o item "Initiate Wide Negotiation". Salve os parâmetros,
e você verá agora que o boot é mais rápido, e que o desempenho do disco rígido
está melhor. Se você quiser, pode usar programas para medir o desempenho antes
e depois da alteração. Um programa que recomendo é o Winbench 98, que pode
ser obtido gratuitamente através de:
Selecione "Benchmark Programs", e será apresentada uma lista de programas para medir desempenho, entre os quais, o Winbench 98.
44) Desinstalando a FAT32
Quero remover a FAT32 do meu computador, que usa o Windows 95 OSR2, e
instalar o Windows NT Server. Como devo proceder?
Resposta:
Se você quisesse remover a FAT32
mantendo os dados originais, deveria usar o programa Partition Magic. Outra
alternativa seria copiar todo o conteúdo do HD para um segundo HD, usar os
programas FDISK e FORMAT no primeiro HD, e depois copiar de volta os dados
originais. Como você pretende instalar o Windows NT Server, suponho que os
programas e dados que ficarão no PC não têm nada a haver com os existentes no
sistema original. Se não for o caso, você poderá usar o Partition Magic ou
fazer um backup usando um segundo HD.
Para remover a FAT32, você precisará de um disquete contendo o boot e os programas FDISK e FORMAT. Realize um boot com este disquete e execute o programa FDISK. Use o comando 3 (deletar partição e unidades lógicas) do menu principal do FDISK. A ordem das operações deve ser a seguinte:
Obviamente, se o disco inteiro estiver sendo usado como um único drive C, bastará deletar a partição primária. Neste ponto o disco rígido estará na mesma situação que a de um modelo novo, recém-adquirido. Você pode agora usar os procedimentos de instalação do Windows NT Server.
45) Dois discos rígidos
Existe alguma restrição quanto ao particionamento do HD em relação à
marca e modelo? É possível trabalhar com um HD com FAT32 e outro com FAT16 no
mesmo computador?
Resposta:
Eu diria que em 99,9% dos casos,
você pode instalar dois discos rigidos de fabricantes diferentes, ambos ligados
na mesma interface. Já observei alguns casos de incompatibilidades, mas sempre
quando era ligado um disco rígido novo em conjunto com um modelo antigo e de
outro fabricante. Mesmo assim podemos fazer esses dois discos funcionarem de
forma harmônica. Basta ligá-los em interfaces IDE diferentes (as placas de CPU
modernas possuem duas interfaces IDE, a primária e a secundária). Recomendo
ligar o disco rígido mais novo na interface primária e o mais antigo na secundária,
mas o contrário também pode ser feito. Desta forma a compatibilidade será
totalmente assegurada. Quanto à mistura de sistemas de disco, também pode ser
feita. Um disco rígido pode operar com FAT32 enquanto o outro opera com FAT16.
A definição do sistema de arquivos é feita na ocasião do uso do programa
FDISK.EXE. Só não é possível dividir um único disco rígido e dois ou mais
drives lógicos, e usar para esses drives, sistemas diferentes. Por exemplo, não
podemos particionar um disco de 1 GB em dois drives de 500 MB, e usar a FAT32 no
primeiro e FAT16 no segundo.
46) Novo HD
Possuo um Pentium 100, 32 MB de RAM, com HD de 1.2 GB, com Windows 95. Estou
pensando em instalar o Windows 98 e também substituir o HD por outro de maior
capacidade, como por exemplo um 3.0 GB. Posso fazê-lo sem ter que substituir
outra peça ou componente? Sou novato no assunto, por isso preciso de orientação,
senão corro o risco de ser passado para trás.
Resposta:
Os PCs muito antigos, produzidos
antes de 1995, não permitiam a instalação de discos rígidos com mais de 504
MB. A partir desta época, os BIOS passaram a incluir a função LBA, dando
acesso com discos de maiores capacidades, inicialmente de até 2 GB, depois
chegando ao máximo de 8,4 GB. Se você comprou o seu PC quando o processador
Pentium-100 estava recém-lançado, existem chances de que o seu BIOS suporte
apenas 2 GB. BIOS com essas limitações duraram pouco tempo, sendo logo
substituídos por outros que suportam 8,4 GB. Se quando você comprou o seu PC,
o Pentium-100 já era popular, e existiam no mercado muitos modelos superiores
(meados de 1996, aproximadamente), provavelmente o seu BIOS suporta HDs com até
8,4 GB. Você poderá neste caso instalar o seu novo disco rígido sem maiores
complicações. Por outro lado, se o seu BIOS só suportar discos com até 2 GB,
você tem duas opções: fazer uma atualização no BIOS (esta é mais
especializada), ou então realizar a instalação através de um programa para
compatibilizar o HD com o BIOS, como o EZ Drive. Discos da Western Digital,
encontrados com relativa facilidade no mercado, são acompanhados deste
software. Outros fabricantes dificilmente fornecem este software junto com o
disco rígido, mas o colocam na Internet para download. Na área
de links deste site existem os endereços dos principais fabricantes de
discos rígidos.
Já tive contato direto com cerca de uma centena de placas de CPU nos últimos anos. Muitas tinham BIOS com a barreira de 504 MB para os discos IDE, muitos outros com a barreira dos 8,4 GB, mas não tive a oportunidade de ter contato direto com nenhuma placa com a barreira dos 2 GB, apesar de saber que elas existem e estão no mercado. Foram vendidas aproximadamente entre meados de 1995 e meados de 1996.
47) Identificando a FAT32
Tenho um notebook com processador Pentium de 166 MHz, 40 MB de memória e HD
de 1.44 GB, placa de vídeo de 2 MB e Windows 95 instalado, tudo funcionando
corretamente. Meu HD foi formatado com partição única e eu queria saber se
ele está usando a FAT32 e economizando espaço no HD por causa do tamanho do
cluster. Li que a FAT32 economiza espaço, mesmo usando a partição única. Li
também que é possível atualizar este programa, só não sei onde encontrar o
tal arquivo e nem qual arquivo é esse.
Resposta:
A FAT32 realmente economiza
dezenas ou centenas de megabytes de espaço em disco, sobretudo naqueles de
maior capacidade, evitando o desperdício. Se o seu disco rígido estiver usando
a FAT16, cada cluster tem 32 kB. Desta forma, um arquivo de apenas 1 byte irá
ocupar 32 kB. Se estivesse usando a FAT32, o cluster teria apenas 4 kB, e o espaço
desperdiçado seria muito menor. Existe uma forma simples e rápida de saber
qual é o sistema usado. Entre no Prompt do MS-DOS e digite:
CHKDSK
Será apresentada uma tela com um relatório sobre a utilização do disco. Se neste relatório você encontrar:
4096 bytes em cada unidade de alocação
significa que está usando a FAT32. Se existir um valor maior (no seu caso seriam 32.768 bytes), significa que está sendo usada a FAT16. A FAT32 está disponível a partir do Windows 95 OSR2. Para confirmar a versão do seu Windows, clique o Meu Computador com o botão direito do mouse e escolha a opção Propriedades. Se for indicada a versão 4.00.950B, significa que é o OSR2. Se for 4.00.950 ou 4.00.950A são as versões anteriores que não suportam a FAT32. Se este for o seu caso, a melhor coisa a fazer é instalar o Windows 98. Mesmo que o sistema esteja usando a FAT16 (claro, a partir do OSR2) você poderá fazer a conversão para FAT32, através do utilitário Conversor de Unidade, encontrado em Iniciar / Programas / Acessórios / Ferramentas do Sistema.
48) Segundo HD em um PC
antigo
Tenho um 486 com 16 MB de RAM, fax/modem, multimídia e HD de 808 MB.
Gostaria de saber se posso instalar um segundo disco rígido e manter o antigo.
Resposta:
Sim, você pode instalar um
segundo disco rígido, mas dependendo da idade do seu 486, esta instalação
pode ser complicada. O seu disco rígido tem mais de 504 MB, portanto precisa
utilizar LBA (Logical Block Addressing). Se o seu PC já possui a função LBA
implantada no seu BIOS, esta função estará disponível para o novo disco, e a
sua instalação poderá ser realizada, mesmo que tenha capacidade mais elevada.
Sendo assim, até 2 GB de capacidade é garantido para o novo disco. Os
primeiros BIOS que possuíam LBA só permitiam chegar a 2 GB. Logo depois os
BIOS sofreram modificações na função LBA, permitindo chegar a até 8,4 GB. O
seu BIOS com LBA poderá portanto suportar discos de até 2 GB, ou então discos
de até 8,4 GB.
A coisa é completamente diferente caso o seu BIOS não possua LBA e você esteja utilizando um programa como o Disk Manager ou o EZ-Drive. Esses programas são usados em PCs antigos que não possuem a função LBA, permitindo o acesso a discos com mais de 504 MB. Você poderá neste caso instalar um segundo disco com capacidade de até 8,4 GB. Ao usar este software, use o comando para instalação do segundo disco rígido. Cuidado para não comandar a instalação do primeiro disco rígido, pois você poderá apagar os seus dados. Por via das dúvidas, faça um backup completo do seu disco antigo.
49) A barreira dos 8,4 GB
Estou tentando instalar dois discos Quantum de 9,1 GB e 6,4 GB com partição
única. Já experimentei algumas opções do Disk Manager, mas só consigo 6.129
MB em um disco de 6,4 GB.
Resposta:
Mais uma vez a confusão entre
MEGA e um milhão, e entre GIGA e um bilhão. Desde os primórdios da informática,
convencionou-se utilizar os seguintes valores:
Muitos programas usam as definições técnicas acima, mas muitos fabricantes de discos rígidos as abandonaram, passando a considerar 1K =1000, 1M=1 milhão e 1G=1 bilhão, definições puramente comerciais. Desta forma, seus discos rígidos parecem ter capacidades ligeiramente superiores às verdadeiras. O Disk Manager considera 1 MB como sendo 1.048.576 bytes, portanto os seus 6129 MB são iguais a 6.426.722.304 bytes, o que o fabricante do disco rígido considera como 6.4 GB. A instalação está portanto correta. Note entretanto que não é necessário usar o Disk Manager para instalar um HD de 6.4 GB, exceto em PCs muito antigos (486 e os primeiros modelos de Pentium). Já diferente é a situação do HD de 9.1 GB. Até pouco tempo atrás, os BIOS não eram capazes de reconhecer HDs com mais de 8,4 GB. Isto não era problema, pois os HDs usados nos últimos anos variavam entre 1 GB e 4 GB, raramente ultrapassando este último valor. Recentemente chegaram modelos na faixa de 6 e 8 GB, e finalmente modelos acima de 8.4 GB. Os BIOS das placas de CPU novas já forma atualizados para permitir ultrapassar a barreira dos 8.4 GB. De acordo com a data do BIOS é possível saber se discos acima desta capacidade podem ser instalados:
| BIOS Award | Versões posteriores a 1/nov/97 |
| BIOS AMI | Versões posteriores a 1/jan/98 |
| BIOS Phoenox | Posteriores à versão 4, revisão 6 |
Para instalar um HD com mais de 8.4 GB em um PC com BIOS que não possuem este suporte, temos dois caminhos. O primeiro deles é usar o Disk Manager que acompanha esses discos. Esta é a opção mais segura. O segundo processo é fazer uma atualização no BIOS. O melhor caminho para tal atualização é usar as informações em www.wimsbios.com. Note entretanto que a atualização do BIOS é uma operação perigosa. Se algo sair errado, a placa de CPU ficará inativa, não sendo mais possível usá-la.
50) PIO Mode 4
Gostaria de saber se os discos rígidos Western Digital AC31200F de 1.2 GB e
o Quantum LPS420A de 420 MB podem operar em PIO Mode 4.
Resposta:
O modelo da Western Digital opera
em PIO Mode 4. Já o modelo da Quantum não opera. O próprio site da Quantum (http://www.quantum.com
) não traz informações sobre o LPS420A. Apenas explica que este modelo deu
origem ao TR420, cuja característica principal é a taxa de transferência
externa mais elevada, de 10 MB/s (suficiente para o PIO Mode 2). Sendo o modelo
LPS420A mais lento, suporta no máximo o PIO Mode 1, mas como trata-se de um
modelo antigo, deve estar restrito ao PIO Mode 0. A melhor forma de configurar
esses drives é utilizar para o PIO Mode de cada um a opção AUTO. O BIOS
interrogará os drives e determinará qual é o máximo modo suportado.
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