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Configurando o Windows Parte 2/3

Autor: Laércio Vasconcelos
Data: 10/setembro/2007

 

Extraído do livro:
HARDWARE NA PRÁTICA, 2a edição

Partes da tarefa de configuração do Windows são atualmente bem fáceis, sobretudo a instalação de drivers, feita de forma automática ou semi-automática pelo programa no CD que acompanha a placa mãe. Certas etapas entretanto requerem conhecimentos do usuário, para que sejam feitas da forma mais eficiente. Neste artigo mostramos um roteiro para fazer uma boa configuração e explicamos os conceitos técnicos envolvidos.

DirectX

O DirectX é um complemento do Windows que torna possível o acesso direto ao hardware. Permite que programas que necessitam de maior velocidade, como jogos e programas de multimídia, possam acessar mais rapidamente a placa de vídeo, a placa de som, a rede e dispositivos de entrada. O DirectX é dividido em 5 partes:

1) Direct Draw:
Acesso direto à placa de vídeo em modo 2D. Gera imagens rápidas, por exemplo, em jogos 2D, e também permite o acesso rápido à tela para a exibição de filmes.

2) Direct 3D:
Acesso direto à placa de vídeo em modo 3D. Muito usado por jogos 3D.

3) Direct Sound:
Acesso direto à placa de som.

4) Direct Input:
Acesso direto ao teclado, mouse e joystick.

5) Direct Play:
Acesso direto à placa de rede.

Todo Windows, a partir da versão 98, vem acompanhado do DirectX. Entretanto, você pode precisar instalar uma versão mais nova do DirectX para permitir o uso de jogos de última geração. Alguns exemplos:

a) O Windows 98SE vem com o DirectX 6.1
b) O Windows XP vem com o DirectX 8.1
c) O Windows XP Service Pack 2 vem com o DirectX 9.0c

Se ao instalar algum jogo, for apresentada uma mensagem pedindo a instalação do DirectX, deixe que seja instalado, a menos que você tenha certeza de que já está usando uma versão igual ou mais nova que a existente no CD do jogo. Jogos mais novos exigem versões novas do DirectX.

Podemos descobrir a versão do DirectX instalada no sistema usando o programa DXDIAG, como mostraremos mais adiante. Além dos CDs de jogos, você também pode obter a versão mais recente do DirectX em: http://www.microsoft.com/directx. A instalação da versão mais nova do DirectX também pode ser feita com o comando Windows Update. O programa DXDIAG testa todos os recursos do DirectX. Para executá-lo, use:

Iniciar / Executar / DXDIAG

No exemplo da figura 56, vemos que está instalado o DirectX versão 8.1, que acompanha o Windows XP original.

Figura 56

O programa DXDIAG.

 

Para fazer testes de vídeo clicamos na guia Exibir. Teremos então dois botões de teste:

  • Testar Direct Draw (2D)
  • Testar Direct 3D

O teste do Direct Draw desenha linhas e faz um pequeno quadrado em movimento na tela (figura 57). É um teste bastante simples, mas comprova a funcionalidade do Direct Draw para jogos e programas de multimídia em geral.
Figura 57 – Teste do Direct Draw.
Figura 58 – Teste do Direct 3D.

O teste do Direct 3D fará um cubo girando (figura 58). Dependendo da versão do DirectX, serão feitos dois ou três testes (modo 7, 8 e 9). Você pode usar os demais comandos do DXDIAG para checar a placa de som e outros recursos do DirectX.

Service Pack 2 do Windows XP

Os Service Packs são pacotes de atualizações do Windows que a Microsoft libera aproximadamente uma vez por ano. O Service Pack 2 foi liberado em meados de 2004, e seu principal objetivo é o aumento de segurança. A Microsoft anuncia que haverá um Service Pack 3 no primeiro semestre de 2008. Portanto, o Service Pack 2 é o mais recente disponível antes do lançamento desse livro.

É altamente recomendável que você instale o Service Pack 2 (SP2), que pode ser obtido através de CDs que acompanham algumas revistas de informática, ou fazendo download no site da Microsoft (www.microsoft.com.br). As versões do Windows XP vendidas atualmente nas lojas já vêm com o SP2. Basta instalar o Windows XP e o SP2 já estará instalado. É obrigatório o uso do SP2 para o Windows XP, o qual corrige várias falhas de segurança e traz alguns novos recursos. Quem usa o Windows XP original (lançado em 2001) tem que instalar o pacote SP2 separadamente. Desta forma seu Windows XP ficará equivalente aos vendidos atualmente, que já são integrados com o SP2.

Algumas placas mãe já exigem que o SP2 seja instalado antes dos drivers. Por via das dúvidas, você sempre poderá instalar o SP2 na primeira etapa da configuração do hardware, até mesmo antes da instalação dos drivers do chipset.

OBS: Interfaces USB 2.0 só estarão operacionais depois que for instalado o Service Pack 1 ou superior.

Podemos checar a versão do Windows presente em um computador através do quadro de propriedades do sistema (figura 59). Observe a indicação:

Sistema: Microsoft Windows XP Professional Versão 2002

Isto indica que o sistema NÃO tem o Service Pack 2 instalado.

Figura 59

Este sistema não está com o Service Pack 2 instalado.

 

A instalação do SP2 sobre o Windows XP original é muito simples. Basta clicar em seu executável. É apresentado então um contrato de licença. Depois de clicarmos em “Concordo com o contrato”, a instalação prossegue (figura 60). Dura cerca de 10 a 20 minutos, dependendo da velocidade do computador e do disco rígido. Terminada a instalação é preciso reiniciar o computador.

Figura 60

Instalação do Service Pack 2 do Windows XP em andamento.

 

USB 2.0 com o Service Pack 2

O Windows XP original (versão 2002) não tinha drivers nativos para USB 2.0, apenas para USB 1.1. As placas mãe produzidas a partir de 2003 já ofereciam interfaces USB 2.0, como ocorre com praticamente todas as placas atuais. As interfaces USB 2.0 são muito mais velozes:

Interface Velocidade
USB 1.1 1,5 MB/s
USB 2.0 60 MB/s

Como o Windows XP lançado em 2002 não tinha drivers para interfaces USB 2.0, estas ficavam inoperantes ou funcionando em baixa velocidade (USB 1.1). Muitas placas mãe são acompanhadas de drivers para USB 2.0 nos seus CDs de instalação. Outras não são acompanhadas desses drivers. O usuário precisa instalar o Service Pack 1 ou superior para ter essas interfaces funcionando corretamente.

Se você instalou o Windows XP já com Service Pack 2, então as interfaces USB 2.0 estarão funcionando automaticamente. Se instalou o Windows XP original, e sobre ele o pacote Service Pack 2, precisará fazer ainda mais um ajuste no Gerenciador de dispositivos (figura 61).

 
Figura 61 – Para instalar os drivers das interfaces USB 2.0.   Figura 62 – Clique em Reinstalar driver.

Clique no controlador USB que está sem driver com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolha Propriedades. No quadro de propriedades apresentado (figura 62), clique em Reinstalar driver. Será executado o Assistente para atualização de hardware. Quando for perguntado, selecione a opção “Não conectar com a Internet”. A seguir selecione a opção:

Instalar o software automaticamente (recomendável)

O Assistente irá procurar os drivers para USB 2.0 entre aqueles que já fazem parte do Windows. Como o SP2 já está instalado, esses drivers serão encontrados e instalados. Retornando ao Gerenciador de dispositivos, veremos que as interfaces USB 2.0 estão agora indicadas como “Funcionando corretamente”, e sem o ponto de interrogação amarelo.

Conexão com a Internet

Se você contratou uma conexão de banda larga, um técnico irá à sua casa para fazer a configuração. Se sua conexão é feita via modem, provavelmente você mesmo terá que criar a conexão. Em qualquer dos dois casos a configuração é muito fácil, pois o Windows tem assistentes para criar a conexão. No Windows XP criamos uma conexão selecionando a opção Conexões de rede, no Painel de controle (figura 63).

Figura 63

Comando Conexões de Rede, no Painel de controle.

 

OBS: Se o Painel de controle não for exibido como mostra a figura, clique em “Alterar para o modo de exibição clássico”.

 

Serão apresentadas todas as conexões de modem e de rede existentes. No nosso caso, temos uma placa de rede (conexão local) que está instalada, mas não está conectada. Ou seja, o computador ainda não foi ligado na rede (figura 64). Temos ainda uma conexão 1394, que é uma interface Firewire (ou IEEE-1394) existente na placa Sound Blaster Audigy instalada no computador do exemplo. A interface Firewire é “vista” pelo Windows como uma conexão de rede.

Figura 64

Conexões de rede.

 

Usamos agora o comando Criar uma nova conexão. Será executado o Assistente para novas conexões. Clicamos em Avançar. Indicamos então o tipo de conexão desejada: Conectar-me à Internet e clicamos em Avançar. Escolhemos a seguir a opção Configurar minha conexão manualmente e clicamos em Avançar (figura 65).

Figura 65

Configurar manualmente.

 

Indicamos agora o tipo de conexão com a Internet. Esse método de conexão serve para banda larga tipo ADSL ou para conexão por linha discada (fax/modem). Basta indicar na figura 66:

Para linha discada (fax/modem):
Conectar-me usando um modem dial-up

Para banda larga ADSL:
Conectar-me usando uma conexão de banda larga que exija um nome de usuário e uma senha.

OBS: Em qualquer dos casos, a empresa que presta o serviço de acesso à Internet dá todo o suporte para essa configuração. Em muitos casos é oferecido um programa que faz toda a configuração automaticamente.

Figura 66

Indique o tipo de conexão.

Seja qual for o tipo de conexão (dial-up ou ADSL), o Assistente perguntará o nome da conexão. Normalmente usamos aqui o nome do provedor de acesso à Internet. No caso de conexões discadas (fax/modem), será perguntado o número do telefone do provedor de acesso. Temos que indicar o login (nome do usuário) e a senha, a seguir. Essas informações foram fornecidas quando você fez sua inscrição no provedor de acesso.

Figura 67

Indicar o nome e a senha do usuário para a conexão discada.

 

Está pronta a configuração. O Windows já tem todas as informações para criar a conexão. O ícone da conexão aparecerá na pasta Conexões de rede. Se você quiser, pode copiar o ícone da conexão para a área de trabalho ou para a barra de tarefas, facilitando o seu uso.

Você já pode usar a nova conexão. Logo após conectar-se, o Internet Explorer estará pronto para uso. Lembramos que os provedores de acesso à Internet prestam serviço de suporte para configurar a conexão e programas de correio eletrônico, independentemente do seu micro ter sido montado ou comprado pronto.

As configurações do Windows ME e do Windows 98 para criar conexões com a Internet são parecidas. Para conexões via fax/modem, use o comando Acesso à rede Dial-Up, em Meu computador. Será apresentado um assistente que fará todas as perguntas exemplificadas aqui para o Windows XP. Não esqueça de instalar um software de segurança: anti-vírus e firewall. Também é bom instalar um anti-spam e anti-spyware.

O Windows 98/ME não tem suporte nativo a conexões de banda larga. Nesse caso será preciso usar o software de instalação fornecido pelo provedor de acesso.

Configurando o Outlook Express

Todas as versões recentes do Windows são acompanhadas do programa Outlook Express, para enviar e receber e-mails. Muitos preferem usar um Webmail, por ser independente do computador. Se você pretende usar o Outlook Express, use primeiro o comando Windows Update para obter a versão mais nova (mais adiante mostraremos como fazê-lo). A seguir, você precisa abrir uma conta (caso ainda não tenha) em um provedor de acesso à Internet. Ao clicar no ícone do Outlook Express, é aberto um assistente que fará algumas perguntas para a configuração:

Nome para exibição: É o nome que aparecerá como “Remetente” para quem receber seus e-mails. Por exemplo, “José da Silva”. Normalmente, aqui é colocado o próprio nome do usuário.

a) Endereço de e-mail: É o endereço que você recebe do seu provedor quando contrata o acesso à Internet. Por exemplo, josedasilva@provedor.com.br.

b) Endereços dos servidores – É preciso indicar a seguir os endereços dos servidores de envio e recepção de mensagens. Essas informações são dadas pelo seu provedor. Normalmente os nomes usados são da forma:

Recepção: pop.provedor.com.br

Envio: smtp.provedor.com.br

c) Finalmente é preciso indicar o login (nome do usuário) e a senha. Essas informações também são fornecidas quando abrimos uma conta em um provedor de e-mail ou de acesso à Internet.

Pequenas variações são usadas, dependendo do provedor de acesso. Portanto, consulte o seu provedor para ter as informações complementares.

Windows Update

O Windows está sempre sofrendo atualizações. A maioria delas são correções de problemas e falhas de segurança, mas outras são novos programas, bem como versões novas de programas que já fazem parte do Windows. Mantendo intervalos de um ou dois anos, a Microsoft libera também os Service Packs, que são pacotes que reúnem todas as atualizações anteriores.

A melhor forma de atualização é começar logo com o Windows XP que já vem com o Service Pack 2 incluído, ou então instalar o Windows XP original (2001) e instalar somente o pacote Service Pack 2 “por cima”. Se isso não for possível, use o Windows Update, que fará a instalação do Service Pack 2.
Figura 68 – Windows Update.

Mesmo que o Service Pack 2 já esteja instalado, devemos usar o Windows Update para fazer a instalação das atualizações mais recentes, principalmente as atualizações críticas que corrigem falhas de segurança e outros problemas sérios.

O Windows Update está disponível em todas as versões do Windows, a partir do Windows 98. Para executá-lo use:

Iniciar / Programas / Windows Update

A atualização é feita via Internet, portanto só podemos usar o Windows Update depois que o acesso à Internet já está configurado no computador.

Configurações de energia

As configurações de energia do Windows permitem fazer vários ajustes relativos ao uso e economia da energia elétrica no computador, bem como das funções de ligar/desligar e dos modos intermediários: espera e hibernação. Alguns dos vários ajustes que podem ser feitos são:

  • Ativar a hibernação
  • Configurar o botão de desligamento do gabinete
  • Configurar os botões de energia do teclado

O quadro de propriedades de energia também pode ser obtido com o comando Opções de energia, no Painel de controle.

Drivers instalados

Para fazer uso das funções de gerenciamento de energia do Windows, é necessário que os drivers do chipset estejam instalados. Nem sempre os drivers do chipset incluídos no Windows, funcionam corretamente. É preciso instalar a versão mais nova dos drivers do chipset, fornecida no CD-ROM que acompanha a placa mãe ou, melhor ainda, disponível no site do fabricante desta placa. Também é preciso que as placas de expansão utilizadas (som, vídeo, modem, etc.) tenham os drivers mais recentes. Drivers mais antigos podem não ser totalmente compatíveis com as funções de gerenciamento de energia, sobretudo a hibernação.

Modo de espera (standby)

Neste modo, a maioria dos circuitos do computador são desligados. O conteúdo da memória é mantido e o processador permanece paralisado, porém ligado. O monitor e o disco rígido são desligados. Ao pressionarmos uma tecla ou movermos o mouse, o sistema volta a ficar ativo, o que demora muito pouco, em torno de 5 segundos. O micro precisa permanecer ligado à rede elétrica, já que é preciso uma pequena corrente elétrica para manter a memória, o processador e outros componentes da placa mãe em Standby.

Hibernação

No modo de hibernação, o conteúdo da memória RAM é totalmente transferido para o disco rígido e o computador é desligado. Pode ser até mesmo desconectado da rede elétrica. Ao ligarmos novamente o computador, ao invés de ser realizado um boot, o BIOS faz a leitura do arquivo de hibernação, transfere seu conteúdo para a memória e retorna ao Windows. O processo completo é muito mais rápido que o boot.

 
Figura 69 – Quadro de desligamento no Windows ME.   Figura 70 – Quadro de desligamento no Windows XP.

Apenas com o lançamento do Windows Millennium e com a disponibilidade de placas mãe 100% compatíveis com este recurso, finalmente podemos utilizar o modo de hibernação, no qual o PC é totalmente desligado, e o retorno ao Windows é feito em pouco mais de 10 segundos. O quadro de desligamento do Windows ME (Iniciar / Desligar) aparece com 4 opções: Desligar, Reiniciar, Modo de espera e Hibernar (figura 69). O quadro de desligamento do Windows XP não traz explícito o comando de hibernação. Para ter acesso a ele é preciso pressionar a tecla SHIFT. Com isso o botão “Em espera” se transformará em “Hibernar”. Podemos então clicá-lo (figura 70).

Configurações de energia no Windows XP

A hibernação no Windows XP é ativada exatamente da mesma forma observada no Windows ME. Podemos chegar ao quadro de propriedades de energia através do comando Opções de Energia no Painel de Controle. Podemos também ir ao quadro de propriedades de vídeo e na guia Proteção de tela. Clicamos no botão Energia. Será apresentado o quadro de propriedades de energia (figura 71).

 
Figura 71 – Propriedades de energia no Windows XP.   Figura 72 – Ativando o suporte à hibernação no Windows XP.

Neste quadro podemos escolher um entre os diversos esquemas de energia pré-definidos. Um esquema de energia define tempos para desligamento do monitor e discos rígidos, e tempos para colocar o sistema em estado de espera e em standby, quando é detectada inatividade. Cada esquema pode ter os tempos alterados pelo usuário.

Ao selecionarmos a guia Hibernar (figura 72), devemos marcar a opção Ativar hibernação. Note que se a guia Hibernar não existir, significa que o sistema não é 100% compatível com a hibernação. É possível que a placa mãe ou uma das placas de expansão não tenham compatibilidade. Em muitos casos, é possível conseguir esta compatibilidade instalando drivers novos.

Com a guia Avançada (figura 73), podemos configurar como serão usados os botões de energia no gabinete. Por exemplo, podemos escolher se o botão Power do gabinete ATX será usado para desligar o computador, para colocá-lo em estado de espera, ou para hibernar.

Figura 73

Configurando os botões de energia no Windows XP.

Configurações de energia no Windows 9x/ME

Para confirmar se o suporte à hibernação está ativo, podemos simplesmente checar se este comando está presente em Iniciar / Desligar. Podemos ainda checar o quadro de Propriedades de Opções de energia. Este quadro pode ser obtido de duas formas:

a) Painel de Controle / Opções de energia

b) Propriedades de vídeo / Proteção de tela / Configurações dos recursos de economia de energia do monitor (figura 74)

Neste quadro teremos, além das guias Esquemas de energia e Avançado, a guia Hibernar (mostrada na figura 75). No Windows XP temos ainda a guia No-break. A opção Ativar o suporte à hibernação deverá estar marcada.

 
Figura 74 – Para ter acesso às configurações de energia.   Figura 75 – Quadro de configurações de energia.

O computador pode entrar em modo de espera e em hibernação de forma automática. Basta marcar os tempos necessários no quadro de opções de energia, na guia Esquemas de energia (figura 76). Marque o tempo de inatividade a partir do qual o computador entrará em estado de espera. Marque também o tempo de inatividade a partir do qual o sistema vai hibernar. No exemplo da figura 76, o computador entrará em espera automaticamente depois de 20 minutos. Passados mais 40 minutos, se completará uma hora, quando entrará em hibernação. Veja os parâmetros nas duas últimas opções da figura 76.

 
Figura 76 – Configurando o tempo para o computador entrar em espera e em hibernação.   Figura 77 – Configurando os botões de energia.

Podemos configurar também os botões do gabinete disponíveis para controlar a energia do computador. Sempre deveremos ter presentes em qualquer PC, botões para Reset e Power Switch (o Windows salva tudo e desliga o computador). Se não existirem mais botões disponíveis, os estados de espera e hibernação deverão ser comandados pelo comando Iniciar / Desligar. Entretanto existem muitos teclados equipados com botões Power, Sleep e Wake. O botão Power do teclado segue a mesma configuração definida pelo botão Power do gabinete, no quadro de propriedades de energia. Os gabinetes em geral não possuem botão Sleep (modo de espera), mas os teclados sim. Podemos usar a configuração da figura 77 para colocar em funcionamento o botão “adormecer” do teclado, mesmo que o gabinete não possua tal botão.

Acentuação no teclado

Para que a acentuação pelo teclado seja correta é preciso definir o idioma e o layout do teclado. Essas informações são fornecidas durante a instalação do Windows, mas muitos esquecem de fazê-lo e, como resultado, o teclado pode não acentuar corretamente. As versões em português do Windows têm como padrão o idioma Português e o layout de teclado ABNT (aquele teclado com uma tecla cedilha ao lado da tecla ENTER). Ainda assim pode ser preciso fazer ajustes em alguns casos, como veremos a seguir.

No Windows 98/ME, use o comando Teclado no Painel de Controle e selecione a guia Idioma (figura 78). Deverá constar o idioma Português-brasileiro, como mostra a figura. Se não constar, use o botão Adicionar. A outra configuração que devemos fazer neste quadro é a do layout do teclado. Para isso usamos o botão Propriedades. Será apresentado um pequeno quadro no qual podemos selecionar o layout do teclado. Os teclados existentes no Brasil recaem em duas categorias:

1) Estados Unidos – Internacional:
Este já foi o teclado mais comum. É aquele que não possui a tecla “Ç”.

2) Português – Brasil ABNT2:
Este é o teclado que possui uma tecla “Ç”, ao lado da tecla ENTER.

Figura 78

Acentuação do teclado no Windows.

Acentuação no MS-DOS do Windows 95 e 98

Quando fazemos a instalação do Windows 95 ou 98, são criados automaticamente os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT com os seguintes comandos:

No CONFIG.SYS:
device=c:\windows\command\display.sys com=(ega,,1)
country=055,850,c:\windows\command\country.sys

No AUTOEXEC.BAT:
mode con codepage prepare=((850) c:\windows\command\ega.cpi)
mode com codepage select=850
keyb br,,c:\windows\command\keyboard.sys

Nessas versões do Windows, os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT possuem diversas configurações relativas ao MS-DOS como, por exemplo, acentuação no teclado em modo DOS. Esses comandos funcionam com o teclado de layout “Estados Unidos – Internacional” (sem “Ç”). Já a configuração do teclado ABNT é feita alterando-se a linha do KEYB no AUTOEXEC.BAT para:

KEYB BR,,C:\WINDOWS\COMMAND\KEYBRD2.SYS /ID:275

O KEYBOARD.SYS não dá suporte ao funcionamento do teclado ABNT, por isso é preciso usar o driver alternativo KEYBRD2.SYS. Não esqueça de usar o parâmetro /ID:275.

Quando esses comandos são usados corretamente no CONFIG.SYS e no AUTOEXEC.BAT, a acentuação do teclado funcionará tanto no modo MS-DOS quanto no Prompt do MS-DOS sob o Windows.

OBS: Para editar os arquivos AUTOEXEC.BAT e CONFIG.SYS a partir do Windows, basta clicá-los com o botão direito do mouse (ambos estão na raiz do drive C:) e, no menu apresentado, escolher EDITAR ou então ABRIR COM / BLOCO DE NOTAS. Para editar esses arquivos em uma sessão do DOS, use os comandos:

C:
CD\
EDIT AUTOEXEC.BAT
EDIT CONFIG.SYS

Acentuação no MS-DOS do Windows ME

Existe mais de uma forma de configurar a acentuação no teclado para programas do MS-DOS no Windows ME, porém a mais simples é usar o programa MSCONFIG (Iniciar / Executar / MSCONFIG) e selecionar a guia Internacional (figura 79).

Figura 79

Configurações internacionais no MSCONFIG.

Selecione o idioma Português-Brasileiro e o quadro aparecerá com todos os seus campos corretamente preenchidos. As configurações da figura 79 são válidas para o teclado Estados Unidos – Internacional. Para o teclado ABNT, basta usar o arquivo KEYBRD2.SYS ao invés do KEYBOARD.SYS e preencher com 275 o campo de Layout do teclado.

Acentuação no Windows XP / 2000

Através do Painel de Controle do Windows XP, definimos o Idioma e o layout do teclado. Essas configurações serão válidas tanto para os aplicativos do Windows quanto para o Prompt de Comando (MS-DOS sob o Windows). Use então:

Iniciar / Painel de Controle / Opções Regionais e de Idioma

No quadro apresentado selecione a guia Idiomas e clique no botão Detalhes. Será apresentado o quadro da figura 80.

Figura 80

Configurações de idioma para o teclado.

Será indicado o idioma atual (Português) e o layout do teclado definido durante a instalação do Windows. No exemplo da figura 80, o teclado foi definido como Estados Unidos Internacional. Para configurar um teclado ABNT, usamos o botão Adicionar. Será apresentado um quadro como o da figura 81. Basta então indicar o layout Brasil ABNT. As configurações terão efeito depois que for feito logoff e logon, ou que o Windows for reiniciado.

Figura 81

Indicando o idioma e o layout do teclado.

A acentuação no modo MS-DOS, obtido quando é feito o boot por um disquete, é um pouco diferente. Quanto formatamos um disquete com a opção de gerar os arquivos do sistema, são criados neste disquete arquivos AUTOEXEC.BAT e CONFIG.SYS com o seguinte conteúdo:

AUTOEXEC.BAT:
mode con codepage prepare=((850) ega.cpi)
mode con codepage select=850
keyb br,,keybrd2.sys

CONFIG.SYS:
device=display.sys con=(ega,,1)

O comando KEYB com o parâmetro KEYBRD2.SYS indicado acima funcionará com o teclado padrão E.U.A. Internacional (sem “Ç”). Para configurar um teclado ABNT basta adicionar o parâmetro /ID:275. A terceira linha do AUTOEXEC.BAT ficaria portanto com:

keyb br,,keybrd2.sys /ID:275

Melhorando o desempenho do disco rígido

Certos ajustes na configuração do Windows, relacionados ao desempenho, precisam ser feitos manualmente. O mais importante deles é a habilitação da transferência de dados do disco rígido em modo Ultra DMA. Se este ajuste não for feito, o disco rígido ficará limitado ao PIO Mode 4, resultando em uma taxa de transferência externa de apenas 16,6 MB/s. Discos rígidos modernos, quando configurados corretamente, operam em modos ATA-33, ATA-66, ATA-100 e ATA-133, com taxas de transferência externas de 33 MB/s, 66 MB/s, 100 MB/s e 133 MB/s, respectivamente.

A figura 82 mostra como habilitar a operação em Ultra DMA no Windows 9x/ME. Feita esta configuração, será usada a maior taxa de transferência externa possível, desde que compatível com o disco rígido e com o chipset. Partindo do Gerenciador de Dispositivos, aplicamos um clique duplo no item Generic IDE DISK. No quadro de propriedades apresentado selecionamos a guia Configurações e marcamos a opção DMA. Note que o mesmo ajuste também pode ser feito para unidades de CD/DVD. O computador será reinicializado para que as alterações façam efeito.
Figura 82 – Habilitando o Ultra DMA no Windows 9x/ME.

No Windows XP, este ajuste é feito pelo Gerenciador de Dispositivos, porém no quadro de propriedades das interfaces IDE, e não dos discos. Temos acesso às configurações de DMA para os dispositivos Master e Slave de cada interface (figura 83).

Figura 83

Para ativar modos Ultra DMA no Windows XP.

Para que as transferências por DMA funcionem, é preciso também que estejam habilitadas no CMOS Setup. Verifique, portanto, se os modos de transferência dos discos rígidos estão declarados no CMOS Setup como Ultra DMA ou AUTO. Se esta programação não estiver correta, os discos poderão ficar limitados ao PIO Mode 4.

Para que o conjunto HD / unidade de CD/DVD funcione com maior desempenho, é recomendável instalar o disco rígido na interface IDE primária (a menos que o disco seja SATA, é claro) e as unidades de CD/DVD na interface IDE secundária. Isto tornará os acessos a ambos os dispositivos independentes, podendo inclusive serem feitos de forma simultânea.

Uma outra providência importante para ter um melhor desempenho é ajustar o sistema de arquivos de forma que a memória disponível seja utilizada como cache de disco. Vejamos como fazê-lo no Windows 9x/ME e no Windows XP/2000. Para fazer este ajuste no Windows 9x/ME, use o comando Sistema no Painel de Controle e selecione a guia Desempenho. Clique em Sistema de arquivos e Disco rígido. O quadro terá o aspecto mostrado na figura 84. O campo “Função deste computador” deve ser programado como Servidor de rede. Não significa que o PC será usado como servidor, e sim que uma maior área de memória será usada para a memorização de localizações de arquivos e diretórios, tornando a cache de disco do Windows mais eficiente. Devemos também colocar no valor máximo o controle de otimização de leitura antecipada, como mostra a figura 84.
Figura 84 – Ajustando o sistema de arquivos para melhor aproveitamento da memória (Windows 9x/ME).
Figura 85 – Configurações de desempenho no Windows XP.

A configuração do sistema de arquivos como Servidor aumenta a atividade da cache de disco do Windows, mas isto só pode ser feito quando o computador tem bastante memória. Um PC com 256 MB experimentará maior ganho de desempenho no disco que um outro com apenas 128 MB. Portanto uma expansão de memória é uma boa forma de aumentar o desempenho do sistema de arquivos do Windows.

Esses ajustes no Windows XP são um pouco diferentes. Usamos o comando Sistema no Painel de Controle e será apresentado um quadro no qual selecionamos a guia Avançado (figura 85). No campo Desempenho, clicamos no botão Configurações. Será apresentado o quadro de opções de Desempenho, com duas guias: Efeitos visuais (figura 86) e Avançado (figura 87).

 
Figura 86 – Otimizando os efeitos visuais.   Figura 87 – Otimização de programas e uso da memória.

Na guia de Efeitos visuais, podemos escolher entre melhor aparência e melhor desempenho. Quando usamos a opção melhor desempenho, diversos efeitos visuais serão desativados para que as operações na tela sejam mais rápidas. Podemos ainda deixar que o Windows escolha a melhor configuração, ou então personalizar o uso dos efeitos visuais.

Na guia Avançado (figura 87) podemos ajustar o uso da memória para programas ou para a cache do sistema. Usamos esta segunda opção quando queremos aumentar o desempenho do disco.

Além de todas essas providências de ordem física, devemos ainda tomar outras de ordem lógica. O Windows tende a se tornar lento com o passar do tempo, por diversos motivos. Isto torna, por exemplo, o seu boot bem mais demorado. Para melhorar a situação, faça o seguinte:

1) Desinstale programas desnecessários

2) Use o utilitário Limpeza de Disco (menu de Ferramentas do Sistema)

3) Use o Desfragmentador de Disco pelo menos uma vez por mês

A figura 88 mostra o desfragmentador de disco do Windows XP. Podemos chegar a ele de várias formas. Por exemplo, clique no disco desejado com o botão direito do mouse e, no menu apresentado, escolha Propriedades. Clique então em Ferramentas e em Desfragmentar agora.

Figura 88

Desfragmentador de disco no Windows XP.

Região do DVD

Filmes em DVD são codificados em regiões. O mundo foi dividido em 6 regiões para efeito de distribuição de filmes. O Brasil pertence à região 4. É preciso então, configurar a unidade de DVD para a região 4, através do Gerenciador de dispositivos. Normalmente os programas que exibem filmes em DVD (ex: Cyberlink Power DVD) ao serem executados em um sistema no qual a unidade de DVD ainda não teve a região configurada, perguntam ao usuário qual é a região e fazem essa programação. Mas ao configurar o computador, podemos definir a região logo, usando o Gerenciador de dispositivos do Windows XP.

CUIDADO: Este ajuste pode ser feito apenas um número limitado de vezes. Altere para a região 4 e não mude mais.

Para alterar a região do DVD, clique no ícone da unidade de DVD no Gerenciador de dispositivos, com o botão direito do mouse e, no menu apresentado, escolha a opção Propriedades. Clique então na guia Região do DVD (figura 89).

Figura 89

Para alterar a região do DVD.

Se o quadro tiver indicado “Região atual = Não selecionado” (é o que ocorre com uma unidade nova, que ainda não foi configurada), selecione o Brasil na lista de países. Automaticamente o campo “Nova região” será preenchido com “Região 4”. Clique em OK para efetivar a configuração.

Declarando o monitor

Os monitores modernos são PnP (Plug-and-Play). São detectados durante a instalação do Windows e não precisamos fazer configurações adicionais. Já os monitores antigos podem ser apresentados como “Monitor desconhecido” ou “Monitor padrão”. Se o monitor estiver declarado desta forma, a imagem poderá perder o sincronismo quando os drivers da placa de vídeo forem instalados. Para declarar a marca e o modelo do monitor, usamos Painel de Controle / Vídeo / Configurações / Avançadas e selecionamos a guia Monitor. Usamos o botão Alterar ou Propriedades que apresentará uma lista de marcas e modelos, como vemos na figura 90. Depois desta indicação, podemos passar à instalação dos drivers da placa de vídeo.

Figura 90

Indicando a marca e o modelo do monitor (Windows 98/ME).

Taxa de atualização vertical no Windows 98/ME)

Esta taxa indica o número de telas exibidas por segundo pelo monitor. Os valores ideais são entre 70 e 75 Hz. Valores menores, como 60 Hz, resultam em um efeito visual indesejável chamado cintilação (em inglês, flicker). Podemos perceber que a tela não fica estática, e sim, pisca em altíssima velocidade, resultando em cansaço visual e dores de cabeça. Valores entre 70 e 75 Hz resultam em telas bastante estáveis. Usar valores maiores pode resultar em outro efeito indesejável. A imagem fica mais escura e menos nítida.

Para ajustar a taxa de atualização do monitor no Windows 98/ME, usamos o quadro de propriedades de vídeo. Clicamos em Configurações e no botão Avançadas. Finalmente selecionamos a guia Adaptador e marcamos a taxa desejada (figura 91). O ajuste só pode ser feito depois que a marca e o modelo do monitor tiverem sido declarados.

 
Figura 91 – Definindo a taxa de atualização do monitor.   Figura 92 – Regulando a taxa de atualização do monitor no Windows XP.

Taxa de atualização vertical no Windows XP/2000)

O método de regulagem da taxa de atualização no Windows XP/2000 é bem parecido. A diferença é que o ajuste é feito através da guia Monitor, e não da guia Adaptador (figura 92).

Declarando o monitor no Windows XP/2000

Monitores modernos serão automaticamente detectados pelo Windows XP. Muitos aparecerão apenas como “Monitor Plug-and-Play”, e funcionam corretamente. Se o monitor for fornecido com um disquete, você pode usá-lo.

O problema é quando usamos monitores muito antigos, que não são Plug-and-Play. É preciso declará-los manualmente. Para isso devemos ir ao Gerenciador de Dispositivos e clicar no monitor. Será apresentado o seu quadro de propriedades, no qual devemos selecionar a guia Driver. Clicamos então no botão Atualizar driver. Será executado o Assistente para atualização de hardware. Marcamos as opções “Não conectar com o Windows Update” e a seguir “Instalar de uma lista ou local específico”.

Figura 93

 

Indicando o driver.

Será apresentado o quadro da figura 93. Podemos indicar a localização do driver caso tenha sido fornecido com um disquete. Isso pode ser necessário com monitores novos cujo disquete não possua um programa de instalação, requerendo que seja feito por este método manual. Em nosso exemplo, estamos mostrando como configurar um monitor antigo, que não possui disquete com driver. Marcamos no quadro a opção “Não pesquisar – Escolherei o driver a ser instalado”.

Será então apresentado um quadro de marcas e modelos como o da figura 94. Para que a lista completa apareça, desmarque a opção “Mostrar hardware compatível”. Podemos agora selecionar o fabricante na lista da esquerda e o modelo na lista da direita. Se não encontrar o seu monitor, selecione a primeira opção na lista de fabricantes (Tipos de monitor padrão) e, na lista de modelos, escolha um que tenha resolução equivalente ao seu. Monitores de 14” e 15” sempre chegam até a resolução de 800×600. Muitos deles chegam a 1024×768. Monitores de 17” sempre chegam à resolução de 1024×768, sendo que a maioria deles suporta resoluções um pouco maiores, como 1152×864, 1280×960 e 1280×1024.

Figura 94

Escolhendo o monitor na lista de marcas e modelos.

Perda de sincronismo do monitor no Windows XP

Se ativarmos uma taxa de atualização muito elevada, acima da máxima suportada pelo monitor, ele perderá o sincronismo e a imagem ficará ilegível. Dependendo da situação, esta alteração apresenta uma janela de confirmação, que se não for feita em 15 segundos, será restabelecida a taxa de atualização antiga. Se depois desse tempo a imagem continuar sem sincronismo, adote o procedimento que indicamos a seguir.

Pressione RESET e logo depois da contagem de memória, antes do carregamento do Windows, pressione F8. Pode pressionar F8 várias vezes se quiser, até ser apresentado um menu de inicialização. Escolha a opção Ativar modo VGA. O Windows XP entrará com a resolução de 640×480 e 256 cores (8 bits), e taxa de atualização de 60 Hz. Este modo é compatível com todos os monitores VGA antigos. Você perceberá que as letras e ícones ficaram grandes.

Podemos agora ter acesso ao quadro de configurações de vídeo para fazer os ajustes. Devemos descobrir qual é a taxa de atualização máxima suportada em cada resolução. Para isso podemos usar um recurso que não estava presente no Windows 9x/ME, que é a lista de modos. No quadro de propriedades de vídeo (Painel de Controle / Vídeo), selecionamos a guia Configurações e clicamos em Avançadas. Selecionamos a guia Adaptador e clicamos no botão Listar todos os modos (figura 95).

Figura 95

Método alternativo para selecionar modos gráficos no Windows XP.

Selecionamos um modo conservador, como 640×480, com 256 cores e 72 Hz. Este modo funciona até mesmo nos antigos monitores Samsung SyncMaster 3.

Depois de selecionar o modo e clicar em OK, clicamos na guia Monitor (figura 96). Veremos que a taxa de atualização selecionada na lista de modos estará indicada nesta guia. Quando clicarmos em OK, será ativado o modo gráfico cuja resolução e número de cores foram escolhidos da lista de modos, e cuja taxa de atualização é a da guia Monitor, que é a mesma selecionada na lista de modos. O Windows apresentará um quadro de confirmação. Se a imagem perder o sincronismo, aguarde 15 segundos e o modo gráfico voltará ao anterior, ou então pressione ESC antes dos 15 segundos.

 
Figura 96 – Confirmando a ativação do modo.   Figura 97 – Quadro de configurações de vídeo.

Quando a resolução e o número de cores são selecionados através deste método, as freqüências verticais selecionadas serão automaticamente usadas pelo ajuste feito no quadro de configurações de vídeo (figura 97). A partir de então, não precisaremos mais ter preocupação com as freqüências suportadas pelo monitor. Basta selecionar o modo gráfico desejado (resolução e número de cores) e a freqüência vertical estará automaticamente escolhida com a que configuramos anteriormente.

Note que o número de cores não tem relação alguma com as freqüências máximas suportadas pelo monitor. Quando o monitor suporta, por exemplo, 640×480 com 256 cores e 72 Hz, também suportará 640×480 com 72 Hz, usando cores de 16, 24 e 32 bits.

A maioria dos monitores antigos, recaem em duas categorias: os de freqüência horizontal máxima de 35 kHz (Ex: Samsung SyncMaster 3) e os de 50 kHz (Ex: Samsung Syncmaster 3N/3NE). A tabela abaixo mostra a máxima taxa de atualização que pode ser usada em cada caso.

Resolução Taxa máxima em monitores de 35 kHz Taxa máxima em monitores de 50 kHz
640×480 72 / 75 Hz 85 Hz
800×600 60 Hz 75 Hz
1024×768 43 Hz entrelaçado 60 / 70 / 75 Hz

Note que, dependendo do monitor, taxas um pouco mais altas ou um pouco mais baixas são suportadas. Por exemplo, o monitor Samsung SyncMaster 3N usado nos testes suportou a resolução de 1024×768 com até 70 Hz, mas outros modelos poderão suportar no máximo 72 Hz ou 60 Hz. É preciso testar.

Apenas para lembrar, no Windows 9x/ME não tínhamos esta facilidade de configuração. Para escolher a freqüência vertical, era preciso antes ativar o modo gráfico desejado, mas se a freqüência padrão não fosse suportada pelo monitor, não poderíamos fazer o ajuste.

Perda de sincronismo do monitor no Windows 9x/ME

Uma alteração indevida na taxa de atualização do monitor também pode resultar em perda de sincronismo no Windows 95, 98 ou ME. O problema ocorre principalmente com monitores mais antigos. Se isso ocorrer, proceda da seguinte forma:

1) Desligue o computador, usando preferencialmente Alt-F4 seguido de ENTER, o que fará um desligamento normal. Se não conseguir, pressione o botão POWER do gabinete (ATX), o que provocará um desligamento seguro. Se depois de alguns instantes o computador não ligar, pressione novamente o botão Power do gabinete e mantenha-o pressionado durante 4 segundos, isso provocará um desligamento forçado. Apenas em último caso você deve pressionar RESET.

2) Logo depois da contagem de memória, pressione F8 várias vezes. O Windows apresentará o menu de inicialização. Selecione a opção Modo de segurança.

3) O Windows irá iniciar com resolução de 640×480 com 16 cores (modo VGA) e taxa de atualização de 60 Hz, que funciona em qualquer monitor. Vá ao Gerenciador de dispositivos e aplique um clique duplo no monitor. Selecione a guia Driver e clique em Atualizar driver.

4) Execute agora o procedimento explicado na seção “Declarando o monitor (Windows 98/ME)”. Indique o monitor como Super VGA 800×600, ou VGA 640×480. Não escolha as opções de 75 Hz, pois pode ser esse o motivo do problema.

5) Reinicie o computador e o monitor voltará a funcionar corretamente.

Suporte a gravação de CDs

O Windows XP possui suporte nativo a gravadores de CDs. Com ele podemos gravar CDs sem usar programas como Nero e similares. Este método tem suas limitações. Não permite, por exemplo, duplicar um CD-ROM (cópia idêntica, setor por setor), e sim, copiar todos os seus arquivos para um CD-R ou CD-RW. Para muitos programas, a simples cópia de arquivos é suficiente mas, sobretudo nos CDs de jogos, é preciso fazer uma cópia fiel. Aí serão necessários programas como o Nero, CloneCD e outros. Ainda assim, o suporte nativo a gravação do Windows XP, baseado em cópia simples de arquivos, é bastante útil e fácil de usar.

Quando clicamos no ícone da unidade de CD na janela Meu Computador e selecionamos a opção Propriedades, veremos que existe uma guia Gravação (figura 98).

Figura 98

Propriedades de gravação.

Devemos deixar marcada a opção “Ativar gravação de CD nesta unidade” para habilitar o suporte do Windows XP às gravações. Indicamos também o disco a ser usado para a criação de arquivos temporários. Desta forma, podemos usar o recurso “arrastar e soltar” ou “editar/copiar – editar/colar” para indicar os arquivos a serem gravados no CD. Os arquivos não são gravados imediatamente. São armazenados no disco rígido, na forma de arquivos temporários. Temos que usar um comando para efetivar a gravação, como mostraremos mais adiante.

No quadro de propriedades de gravação podemos também indicar a velocidade de gravação. Se tivermos por exemplo, um gravador de CD-R em 48x, mas quisermos, por questões de segurança e compatibilidade, limitar a gravação em 16x ou outra velocidade menor, devemos indicar esta velocidade como vemos na figura 98.
Figura 99 – Arquivos temporários.
Figura 100 – Comando de gravação do CD

Quando copiamos arquivos para uma mídia de CD-R vazia, são criados arquivos temporários, indicados como na figura 99. Observe os ícones com setas apontando para baixo, indicando que são arquivos temporários, prontos para serem gravados no CD. Para efetivar a gravação dos arquivos temporários, usamos o comando Gravar estes arquivos no CD, como mostra a figura 100. Será executado o Assistente para gravação de CDs, que formará o arquivo de imagem (o conteúdo completo de tudo o que vai ser gravado) a partir dos arquivos temporários e transferirá esses dados para o CD.

As gravações são feitas de forma similar em mídias CD-R e CD-RW. A diferença é que em um CD-RW, arquivos já existentes poderão ser apagados e seu espaço é liberado para novas gravações. Em mídias CD-R, arquivos podem ser apagados, mas seu espaço não é liberado. Em ambos os tipos de mídia, podemos fazer gravações sucessivas. Por exemplo, podemos gravar 100 MB, depois gravar mais 40 MB, no dia seguinte mais 200 MB, e assim por diante.

Também podemos optar por apagar todos os dados do CD-RW, usando o comando Arquivo / Apagar CD-RW. Note que este comando só aparece quando o CD-RW já tem dados gravados.