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Configurando o Windows Parte 1/3

Autor: Laércio Vasconcelos
Data: 9/maio/2007

 

Extraído do livro:
HARDWARE NA PRÁTICA, 2a edição

Partes da tarefa de configuração do Windows são atualmente bem fáceis, sobretudo a instalação de drivers, feita de forma automática ou semi-automática pelo programa no CD que acompanha a placa mãe. Certas etapas entretanto requerem conhecimentos do usuário, para que sejam feitas da forma mais eficiente. Neste artigo mostramos um roteiro para fazer uma boa configuração e explicamos os conceitos técnicos envolvidos.

Problemas depois da instalação do Windows

Quando terminamos de instalar o Windows, seja qual for a versão, ainda não podemos instalar outros programas e usar o micro normalmente. Várias configurações precisam ser feitas antes, caso contrário problemas podem ocorrer. Citemos alguns exemplos:

Placa de vídeo só com 16 ou 256 cores

Vários jogos não funcionam por problemas no vídeo

Cores trocadas, tela escura e outras anomalias no vídeo

Imagem no monitor cintilando

Placa de som não funciona

Modem não funciona

Placa de rede não funciona

Lentidão no vídeo

Lentidão no disco rígido

Filmes com pequenas pausas no som e na imagem

Lentidão na gravação de CDs

Problemas para ligar e desligar o computador

Computador não retorna do modo de espera

Dispositivos USB não são reconhecidos

Computador desliga ou reseta sozinho

Anomalias diversas

Não basta simplesmente instalar o Windows. Apenas quando fazemos toda a configuração do Windows o computador estará pronto para uso. A configuração consiste no seguinte:

1) Instalar drivers de todas as placas
2) Fazer diversos ajustes no Windows

Exemplo: vídeo com 16 cores

Este problema comum ocorre quando o Windows não tem driver para a placa de vídeo, e por isso instala um driver genérico VGA, que opera com apenas 16 cores e resolução baixa: 640×480.

Figura 1

O Windows com apenas 16 cores e resolução de 640×480.

Exemplo: computador sem som

No exemplo da figura 2, a placa de som não está funcionando. O programa Windows Media Player não consegue reproduzir músicas. Isto pode ocorrer se os drivers da placa de som não estiverem instalados.

Figura 2

Computador sem som.

Exemplo: placa fax/modem não funciona

Neste exemplo (figura 3), apesar de ter sido criada uma conexão com um provedor de acesso à Internet (via modem), a conexão não pode ser feita – é indicado que o modem não está funcionando.

Figura 3

O modem não foi localizado.

As versões do Windows

Este capítulo mostrará os comandos de configuração no Windows XP, que se aplicam também ao Windows 2000. Alguns comandos no Windows 98 são diferentes e, quando for o caso, mostraremos os comandos em ambos os sistemas. As configurações no Windows 95 e Windows ME são similares (em sua maioria) às do Windows 98.

O gerenciador de dispositivos

As informações sobre todo o hardware presente no micro estão no Gerenciador de dispositivos. Podemos chegar ao Gerenciador de dispositivos de três formas:

a) Clique em Meu Computador com o botão direito do mouse e, no menu apresentado, escolha Propriedades. Você chegará ao quadro de propriedades do sistema. Clique então na guia Hardware e em Gerenciador de Dispositivos.

b) Use o comando Sistema no Painel de controle. Você chegará ao quadro de propriedades do sistema. Clique então em Hardware e Gerenciador de Dispositivos.

Figura 4 – Gerenciador de dispositivos (XP/2000).

Figura 5 – Gerenciador de dispositivos (95/98/ME).

c) Pressione as teclas Windows e Pause. Você chegará ao quadro de propriedades do sistema. Clique então em Hardware e Gerenciador de Dispositivos.

OBS: No Windows 95/98/ME o comando é quase idêntico. Chegando ao quadro de propriedades do sistema, encontraremos uma guia Gerenciador de dispositivos ao invés de uma guia Hardware com o comando Gerenciador de dispositivos.

Drivers das placas

Cada placa ou dispositivo de hardware possui um driver através do qual o Windows pode usá-lo. Os drivers são softwares que são fornecidos junto com as placas, ou que fazem parte do CD de instalação do Windows.

Nos exemplos das figuras 4 e 5 vemos que alguns dispositivos de hardware estão com problemas, indicados através de um ponto de interrogação amarelo. O problema de todos eles é o mesmo: falta de drivers. Popularmente é dito que “o Windows não reconheceu as placas”. É preciso fazer as instalações de seus drivers.

Figura 6

Através dos drivers, o Windows pode ter acesso ao hardware.

De onde vêm os drivers

O CD de instalação do Windows tem drivers para milhares de modelos de placas. São chamados DRIVERS NATIVOS. Entretanto, para vários modelos de placas, o Windows não possui drivers nativos, e acontece o seguinte:

Chipset: opera com drivers genéricos

Vídeo: opera com driver genérico VGA, com 16 ou 256 cores

Som: fica inoperante

Modem: fica inoperante

Rede: fica inoperante

USB: fica inoperante

Um dispositivo fica sem driver nativo quando a sua data de lançamento é mais recente que o lançamento do Windows, como no exemplo a seguir:

Placa Sound Blaster Audigy: lançamento: 2002
Windows XP original: lançamento: 2001

Por isso esta placa fica sem drivers no Windows XP. O Windows XP Service Pack 2 (jun/2004) possui vários drivers nativos para placas que não eram “reconhecidas” pelo Windows XP original. Os dispositivos para os quais o Windows não possui drivers nativos constam no Gerenciador de dispositivos com um “?”. Na figura 5, são eles:

PCI Communication Device: modem

PCI Input Controller: interface de joystick

PCI Multimedia Audio device: placa de som

A placa de vídeo sem driver não fica inoperante, mas usa um driver genérico que opera com 16 ou 256 cores, ao invés das 16 milhões de cores que as placas modernas podem gerar. Na figura 5, a placa de vídeo é indicada como Adaptador gráfico PCI padrão VGA.

Comece pelos drivers do chipset!

O Windows não reclama, por isso a maioria das pessoas não sabe que é preciso instalar primeiro, os drivers do chipset. Quando o Windows não tem drivers nativos para o chipset da placa mãe, são instalados drivers genéricos. Esses drivers genéricos devem ser substituídos logo pelos corretos, fornecidos pelo fabricante da placa mãe, ou pelo fabricante do chipset. Esses drivers estão no CD-ROM que acompanha a placa mãe.

OBS: Usamos o termo “drivers do chipset”, e não “driver do chipset”, pois o chipset é uma dupla de chips que reúne diversos circuitos e interfaces, por isso é usado um conjunto de drivers.

Problemas dos drivers genéricos do chipset

Quando o Windows está empregando drivers genéricos para o seu chipset, vários problemas podem ocorrer:

Lentidão no vídeo

Lentidão no disco rígido e unidades de CD/DVD

Jogos não funcionam, travam ou apresentam cores erradas

Modo de espera não funciona ou computador trava no modo de espera

Desligamento não funciona, reinicia ao invés de desligar, trava ao desligar

Modo de hibernação não está disponível

Teclado e mouse podem não funcionar ao voltar do modo de espera

Recursos Autorun e Autoplay não funcionam

Computador reseta sozinho

Placas de expansão não são reconhecidas

Anomalias diversas

Instalando os drivers do chipset

Se a sua placa mãe é nova, basta colocar o CD-ROM que a acompanha. Este CD-ROM será executado automaticamente. Se não for executado, clique em Meu computador e a seguir clique no arquivo AUTORUN. Normalmente o primeiro item da lista apresentada é a instalação dos drivers do chipset.

Nas placas mãe mais novas, a instalação é mais fácil. Na figura 7 mostramos o programa de instalação de drivers de uma placa mãe Intel. O primeiro comando instala os drivers do chipset. Outros comandos instalam os drivers de outros dispositivos onboard. Esta placa permite instalar todos eles com um só comando, mas muitas exigem que os do chipset sejam instalados primeiro.

Figura 7

Programa de instalação de drivers de uma placa mãe Intel.

Drivers de chipsets de placas antigas

O que fazer se você perdeu o CD-ROM de instalação da sua placa mãe, ou se a sua placa é antiga e seus drivers estão desatualizados? Faça o seguinte:

1) Identifique a marca e o modelo da sua placa mãe. Normalmente esta informação aparece indicada na tela assim que o computador é ligado, durante a contagem de memória. Em caso de dúvida, use os programas HWINFO32 ou EVEREST. O programa EVEREST, além de identificar o chipset, a placa mãe e as demais placas, ainda fornece um link para o site do fabricante, permitindo o download dos drivers. Mais adiante neste capítulo, mostraremos o uso desses programas, que podem ser obtidos em:

HWINFO32: www.hwinfo.com
EVEREST: www.lavalys.com

2) Esses programas indicarão a marca (fabricante) e o modelo da sua placa mãe, além da marca e o modelo do chipset.

3) Podemos localizar sites de fabricantes de outras formas. Em www.wimsbios.com, por exemplo, existe uma lista de links para fabricantes de placas mãe.

4) No site do fabricante da placa mãe, clique em Support / Download / Drivers. Especifique o modelo da placa e você encontrará os drivers apropriados.

5) Se não encontrar o site do fabricante da placa mãe (que é o ideal), você pode ir ao site do fabricante do chipset para fazer o download dos drivers.

Ao ser executado, o programa HWINFO32 avisará que foi desenvolvido para Windows 2000. Por isso roda também no Windows XP. Apesar de ser para Windows 2000, funciona bem no Windows 98 e no Windows ME. Entretanto, podem ocorrer casos do programa não funcionar. Nesses casos recomendamos que seja usado o programa EVEREST. No exemplo da figura 8 a placa mãe foi identificada como uma A8N-SLI SE, da Asus, e o chipset é o nVidia nForce4. O programa EVEREST (antigamente chamado de AIDA32) é similar ao HWINFO32, com a vantagem de estar em português.

Figura 8 – Usando o programa HWINFO32 para identificar o chipset da placa mãe.

Os principais fabricantes de chipsets são:

Intel

www.intel.com

VIA

www.via.com.tw

Nvidia

www.nvidia.com

SiS

www.sis.com.tw

ALI / ULI

www.ali.com.tw / www.uli.com.tw

ATI

www.ati.com

AMD

www.amd.com

Nesses sites você encontrará os drivers para os chipsets produzidos, mas use-os apenas se você não os encontrar no site do fabricante da placa mãe.

Quando instalar o driver do chipset?

Quem já tem um computador funcionando, tem como saber se o chipset está usando drivers genéricos? É possível consultar os diversos itens que pertencem ao chipset, presentes no Gerenciador de dispositivos, e checar o “Fornecedor do driver”. Normalmente, quando o fornecedor do driver é “Microsoft”, trata-se de um driver nativo (acompanha o próprio Windows) e, quando o fornecedor do driver é outro, trata-se de um driver fornecido pelo fabricante. Na figura 9, consultamos as propriedades da interface SATA (que fica na ponte sul do chipset) e vemos que o fornecedor é a NVIDIA. Portanto, trata-se de um driver fornecido pelo fabricante, e não um driver Microsoft. Infelizmente, esta regra não é 100% precisa. O CD do Windows XP possui vários drivers (nativos) indicados como sendo dos fabricantes das respectivas placas.

Figura 9

Driver fornecido pelo fabricante do chipset.

Se você está em dúvida se o driver do chipset em uma determinada placa foi instalado, então instale o driver “por cima”. Ou seja, você sempre poderá fazer, a qualquer momento, a instalação do driver de chipset mais recente para a sua placa mãe.

O Windows tem drivers atualizados fornecidos por vários fabricantes de chipsets, mas em muitos casos este driver não existe. É o caso, por exemplo, quando o chipset é mais recente que o Windows. É preciso então instalar o driver fornecido pelo fabricante da placa mãe ou do chipset.

Drivers de dispositivos onboard

Depois de instalar os drivers do chipset, instalamos os drivers para todos os dispositivos onboard da placa mãe, tais como:

USB

Som onboard

Rede onboard

Vídeo onboard

Os dispositivos que estão sem drivers são os indicados com “?” no Gerenciador de dispositivos. Na maioria das placas modernas, a instalação dos dispositivos onboard é muito simples. O próprio programa de instalação que acompanha a placa mãe permite que marquemos todos os dispositivos para instalação de seus drivers, em seqüência. Em muitos casos, a instalação dos drivers do chipset inclui também a dos dispositivos onboard, como som e rede, já que essas interfaces também ficam integradas no chipset.

Perdi o CD da placa mãe!

Se você perdeu o CD que acompanhava a placa mãe, então a instalação dos drivers dos dispositivos onboard pode ser um pouco difícil. É preciso fazer o download dos drivers, do site do fabricante da placa mãe. Use os programas HWINFO32 ou EVEREST para identificar a marca e o modelo da placa mãe, e assim chegar ao site do seu fabricante, para obter os drivers. Lá você encontrará drivers separados para cada dispositivo da placa mãe, tais como:

Driver do chipset

Drivers para som onboard

Drivers para vídeo onboard

Drivers para rede onboard

Mostraremos a seguir o exemplo do download dos drivers da placa mãe Asus modelo A7V8X-X. O site do fabricante é www.asus.com. Ao chegarmos no site, clicamos em Support e Download. Indicaremos o modelo da placa e a opção Drivers. Será então apresentada a lista completa dos drivers para os dispositivos onboard da placa: chipset, som, rede e USB.

No site do fabricante, clique em SUPPORT.

Clique em Download.

Indique o modelo da placa mãe. No nosso caso, A7V8X-X.

Selecione Drivers e GO.

Clique na guia Drivers. Serão mostrados todos os drivers para a placa (figura 10).

Figura 10 – Drivers de uma placa, no site do seu fabricante.

Atenção para a versão do Windows

Ao buscar drivers, tome cuidado com a versão do Windows à qual se aplicam. O fabricante pode oferecer drivers que funcionam em qualquer versão do Windows a partir do 98 (chamados drivers WDM), ou oferecer uma para Windows 2000/XP e outra para Windows 95/98/ME. Confira sempre se você está obtendo a versão correta para o seu sistema operacional.

Muitas vezes as versões para Windows 95/98/ME são indicadas como “WIN9X”, e as versões para Windows 2000, XP e 2003 são indicadas como “W2K” ou “W2000”.

Ativando o ícone Meu Computador

O ícone Meu Computador, presente em todas as versões do Windows, é muito útil porque dá acesso aos diversos comandos de configuração. No Windows XP, entretanto, este ícone não é apresentado na tela como padrão. Podemos habilitar a exibição desse ícone de duas formas diferentes:

1) Clique em Iniciar com o botão esquerdo e, no menu apresentado, clique em Meu computador com o botão direito (figura 11). Será então apresentado um menu onde marcamos a opção “Mostrar na área de trabalho” (OBS: Este método eu aprendi com um aluno, Francisco Trindade).

Figura 11 – Ativando a exibição do ícone Meu computador.

Figura 12 – Habilitando o ícone Meu computador.

2) Abra o quadro de propriedades de vídeo. Para isso, clique com o botão direito na área de trabalho e, no menu, escolha a opção Propriedades. Clique então na guia Área de trabalho e no botão Personalizar área de trabalho. Será apresentado o quadro da figura 12. Marque então o pequeno quadrado ao lado de Meu computador.

Formatação do drive D

Se durante a instalação do Windows XP o disco rígido foi particionado, apenas o drive C estará formatado. É preciso formatar as demais unidades. Suponha que tenhamos criado duas partições no disco rígido durante a instalação do Windows XP. Essas partições aparecem em Meu computador como drives lógicos C e D. Basta clicar no ícone do drive D e o Windows XP pedirá que seja formatado. Clicamos em “SIM” e será apresentado o quadro da figura 13. Basta clicar em Iniciar para fazer a formatação, que irá demorar vários minutos. Terminada a formatação, clique em Fechar.

Figura 13 – Para formatar o drive D.

Figura 14 – Usando o CD de uma placa mãe.

Usando o CD da placa mãe

Use o CD da placa mãe. Normalmente, este CD tem um AUTORUN que exibe um menu, através do qual podemos instalar os drivers do chipset de todos os dispositivos onboard, além de utilitários diversos. Em geral o primeiro item apresentado no menu do CD-ROM da placa mãe é a instalação dos drivers do chipset. No exemplo da figura 14, o comando é “Intel INF Update”.

Os métodos de instalação de drivers

Os métodos de instalação de drivers discutidos aqui se aplicam tanto para dispositivos onboard como para placas avulsas. Quando fazemos o download de um driver fornecido por um fabricante, várias coisas podem ocorrer. Normalmente o fabricante oferece para download um programa executável ou um programa compactado (ZIP). O método de instalação varia. O ideal é checar se o fabricante oferece junto com o driver, instruções para sua instalação. Pode ocorrer o seguinte:

a) Executamos o programa de instalação e ele faz tudo.

b) Executamos o programa de instalação, mas os drivers não são instalados. Ao invés disso é aberta uma pasta com os drivers e um programa SETUP.EXE que faz a sua instalação.

c) Executamos o programa de instalação, mas os drivers não são instalados, nem existe na pasta criada, um arquivo SETUP.EXE, somente arquivos INF, DLL ou SYS. Temos então que fazer a instalação manual, pelo Gerenciador de dispositivos.

d) Descompactamos um arquivo ZIP no qual estão os drivers. A pasta criada pode recair nos casos B e C indicados acima.

Vejamos a seguir, exemplos desses quatro métodos de instalação.

a) Programa de instalação

Este método de instalação é o preferido da maioria dos fabricantes, por ser o mais fácil. Basta fazer o download do programa de instalação de drivers e executá-lo. Quando usamos o CD de instalação da placa, fica ainda mais fácil, o próprio menu apresentado quando colocamos o CD (AUTORUN) chama o programa de instalação que faz todo o trabalho. No nosso exemplo estamos instalando os drivers da NVIDIA para placas de vídeo baseadas em chips GeForce.

Figura 15

O programa de instalação começa apresentando um contrato de licença. Temos que marcar em

“I accept…” e clicar em Next.

O programa pergunta onde os arquivos serão descompactados. Deixamos a opção padrão e clicamos em Next.

DICA: Se o programa tentar fazer a descompactação em C:\WINDOWS\TEMP, não deixe. Crie antes uma pasta C:\TEST e coloque este local no lugar de C:\WINDOWS\TEMP. Alguns programas somente se descompactam e não fazem a instalação. O usuário tem que entrar depois em C:\WINDOWS\TEMP e encontrar o local onde os arquivos foram descompactados, para então executar o programa SETUP.EXE criado na pasta. A pasta C:\WINDOWS\TEMP pode ter milhares de arquivos temporários antigos, e pode ficar muito difícil encontrar a pasta que foi criada pelo instalador. Especificando uma pasta exclusiva, como C:\TEST, ficará mais fácil ir até ela para executar o SETUP.EXE criado.

Após a descompactação, é automaticamente executado o programa que instala os drivers (normalmente SETUP.EXE).

OBS: Nem sempre este programa é executado automaticamente. Muitas vezes temos que abrir a pasta criada para clicar em SETUP.EXE.

Figura 16

Indicando a pasta para descompactação.

Terminada a instalação do driver, o programa de instalação avisa que vai reiniciar o computador. É recomendável reiniciar sempre o computador quando instalamos algum driver, mesmo que o programa de instalação não peça.

b) Programa compactado

Em alguns casos, o programa de instalação de drivers que obtemos no site do fabricante, ou mesmo que vem gravado no CD que acompanha o produto, não faz automaticamente todo o trabalho. No exemplo da figura 17, executamos o programa de instalação dos drivers da placa de vídeo Voodoo 3 3000. O programa pergunta onde será feita a descompactação, e indicamos a pasta C:\TEST. Depois da descompactação é preciso abrir a pasta onde os arquivos foram descompactados e clicar no programa SETUP.EXE. A instalação prossegue normalmente.

Figura 17 – O programa de instalação é apenas um pacote que faz a descompactação do instalador verdadeiro.

Figura 18 – Arquivos criados durante a descompactação. O programa verdadeiro é o SETUP.EXE.

c) Instalação manual

Este é um método mais difícil. Os fabricantes só utilizam este método para produtos que são instalados por técnicos durante a montagem do computador, como chipsets, interfaces USB e interfaces de rede. No exemplo da figura 19, executamos a descompactação dos drivers de interfaces USB 2.0 da NEC, de uma certa placa mãe. Na pasta onde foi feita a descompactação (Desktop/USB20/NEC) não existe um programa SETUP.EXE. Ao invés disso aparecem arquivos:

MSIUSBD.SYS / MSIEHCD.SYS / MSIU2HUB.SYS / MSIUSB2.INF

Note que não existe um arquivo SETUP.EXE. E agora?

Figura 19

O fabricante não forneceu um programa de instalação.

Quando não encontramos um programa SETUP.EXE junto com os drivers significa que devemos fazer a instalação manualmente, através do Gerenciador de dispositivos. Partindo do Gerenciador de dispositivos, clicamos no controlador USB que está sem driver, indicado com “?” (figura 20). No quadro de propriedades do dispositivo (figura 21) é apresentada a mensagem:

Os drivers para este dispositivo não estão instalados.

Clicamos então em Reinstalar driver.

Figura 20 – Dispositivo sem driver instalado.

Figura 21 – Quadro de propriedades da interface que não possui driver instalado.

Será executado o Assistente para atualização de hardware (figura 22). Escolhemos o modo Avançado, marcando a opção:

Instalar de uma lista ou local específico (avançado).

Figura 22

Assistente para atualização de hardware.

Devemos indicar para o assistente onde os drivers estão localizados. Se o hardware que está sendo instalado tem um disquete ou CD-ROM, podemos colocá-lo na unidade, marcar a opção “Pesquisar mídia removível” e clicar em Avançar.

Figura 23

Indicando que o driver está em um disquete ou CD.

Por outro lado, quando os drivers foram obtidos a partir de um download na Internet, temos que indicar manualmente sua localização. O Assistente não irá procurar no disco rígido inteiro. Deixamos então desmarcada a opção “Pesquisar mídia removível” e marcamos a opção “Incluir este local”. Podemos então digitar o local onde foi feita a descompactação dos drivers, ou clicar em Procurar para indicar o local na lista de pastas.

Figura 24

Procurar o driver em uma pasta do disco rígido.

No nosso exemplo estamos instalando drivers obtidos por download, que foram descompactados na área de trabalho, em uma pasta USB20\NEC. Quando clicamos em Procurar, o Assistente para atualização de hardware apresenta uma lista de pastas. Selecionamos então Desktop, depois USB20, depois NEC (figura 25). Quando clicamos em NEC, o botão “OK” será ativado, indicando que existem drivers na pasta selecionada. Podemos então clicar em OK.

Figura 25 – Indicando onde está o driver.

Figura 26 – O assistente buscará o driver no local especificado.

O local onde está o driver já foi indicado (figura 26). Podemos agora clicar em Avançar. O assistente lerá os drivers e os identificará, conferindo se realmente são específicos para a interface que estamos atualizando.

O assistente de atualização encontrará os drivers e estará pronto para sua instalação. Eventualmente, pode ser apresentada uma mensagem informando que o driver não foi testado pela Microsoft (figura 27). Isso é muito comum e não é um problema. Significa apenas que o fabricante do hardware não enviou os drivers para homologação na Microsoft. Clique em Continuar assim mesmo.

Figura 27 – O que ocorre quando instalamos um driver que não foi homologado pela Microsoft.

Figura 28 – Drivers instalados com sucesso.

O assistente avisa então que os drivers foram instalados com sucesso (figura 28). Confira sempre isso, pois caso encontre problemas (por exemplo, os drivers estavam errados ou com arquivos em falta), isto será avisado. No nosso caso, a instalação foi feita com sucesso. Clique então em Concluir.

Terminada a instalação manual dos drivers, voltamos ao quadro de propriedades do dispositivo, que ainda estava aberto (foi a partir dele que executamos o assistente, lembra?). Agora vemos a indicação:

Status do dispositivo: Este dispositivo está funcionando corretamente

Quando fechamos o quadro de propriedades do dispositivo que foi instalado (no nosso exemplo, interfaces USB 2.0), voltamos ao Gerenciador de dispositivos, que agora apresenta algumas diferenças. O dispositivo recém instalado é mostrado, sendo em nosso caso:

MSI Enhanced Host Controller

Figura 29 – Drivers já instalados.

Figura 30 – O dispositivo está agora com seus drivers instalados.

Vemos também que o controlador USB cujos drivers acabamos de instalar, não costa mais na lista de dispositivos com problemas.

OBS: Tecnicamente, qualquer dispositivo de hardware pode ser instalado pelo método manual que acabamos de apresentar. Normalmente dispositivos USB e interfaces de rede são instalados desta forma. Entretanto, fica a critério do fabricante, decidir se fornece simplesmente os drivers para serem instalados manualmente, ou se fornece um programa de instalação, que faz tudo de forma mais fácil.

d) Arquivo ZIP

Muitas vezes o fabricante oferece os drivers para download na forma de um arquivo ZIP. O Windows ME e o Windows XP podem abrir automaticamente arquivos ZIP. No Windows XP esse recurso é ativado como padrão. No Windows ME é preciso instalá-lo, usando:

Iniciar / Configurações / Painel de controle / Adicionar e remover programas
Instalação do Windows / Ferramentas de sistema / Pastas compactadas

Com as pastas compactadas ativadas, arquivos ZIP podem ser acessados como pastas comuns. Por exemplo, basta aplicar um clique duplo para ver seu conteúdo. Não é recomendável fazer operações dentro das pastas compactadas, pois são muito demoradas, envolvendo compactação e descompactação. O ideal é extrair seu conteúdo para uma pasta normal, e depois usá-lo.

Basta então clicar no arquivo ZIP com o botão direito do mouse e, no menu apresentado, escolher a opção Extrair tudo. Será criada uma pasta onde estão os drivers, ou mesmo o próprio programa de instalação dos drivers. A instalação agora é feita pelos métodos B e C, explicados anteriormente.

A seguir, exemplificaremos a extração de drivers de uma placa de rede, fornecidos em um arquivo ZIP. Mostraremos inicialmente como fazê-lo usando o recurso Pastas compactadas, no Windows XP. O mesmo procedimento vale para o Windows ME. Depois mostraremos a mesma operação usando o programa WINZIP.

Arquivos ZIP aparecem como uma pasta com um zíper no Windows ME (desde que tenha sido instalado o recurso Pastas compactadas) e XP. Clicamos no arquivo RTL8139.ZIP do nosso exemplo com o botão direito do mouse. No menu apresentado escolhemos a opção Extrair tudo. Entrará em ação o Assistente para extração de pastas compactadas. Clicamos em Avançar. O assistente perguntará o local onde será feita a descompactação (figura 31). Por padrão, ela é feita em uma nova pasta, com o mesmo nome do arquivo ZIP, e na mesma pasta onde está localizado. Em nosso exemplo, o arquivo RTL8139.ZIP está em:

F:\Trabalho\Drivers204k\Rede

Ele criará então uma pasta:

F:\Trabalho\Drivers204k\Rede\RTL8139

Figura 31

Indicando onde será criada a pasta com os arquivos descompactados.

Você não é obrigado a usar a pasta sugerida pelo assistente, pode mudar o nome. No nosso exemplo, mudaremos para C:\TEST. Clicamos em Avançar e a descompactação será feita. Feita a descompactação, clicamos em Concluir. A pasta C:\TEST, onde a descompactação foi feita, será aberta automaticamente (figura 32). Neste ponto, recaímos nos casos B e C da instalação de drivers. No nosso exemplo vemos que esta pasta tem um arquivo SETUP.EXE. Bastará então clicar neste arquivo, que é o programa de instalação de drivers. Se não existisse um programa SETUP.EXE, teríamos que fazer a instalação pelo método manual, através do Gerenciador de dispositivos, como já mostramos.

Figura 32

Arquivos já descompactados.

O Windows 98 não tem o recurso Pastas compactadas, por isso não abre automaticamente arquivos ZIP. Para abrir esses arquivos no Windows 98 é preciso usar um programa apropriado, como o WINZIP. O WINZIP é encontrado facilmente em bibliotecas de software, como www.download.com ou www.shareware.com.

Mostraremos agora como descompactar a pasta RTL8139.ZIP do nosso exemplo, usando o programa WINZIP. Quando este programa é instalado, os arquivos ZIP apresentam um ícone diferente (pasta com zíper). Clicamos no ícone do arquivo com o botão direito do mouse, e no menu apresentado escolhemos a opção:

Winzip / Extract to.

Será apresentado um quadro (figura 33) onde indicamos o local onde deve ser feita a descompactação (por exemplo, em C:\TEST). Feito isto, clicamos em Extract. Podemos agora ir à pasta C:\TEST para prosseguir com a instalação dos drivers. O resto do procedimento é análogo ao exemplificado anteriormente.

Figura 33

Extraindo arquivos ZIP com o programa WinZIP.

Instalando os drivers da placa de som

Se você está usando som onboard, o programa de instalação de drivers está no CD-ROM que acompanha a placa mãe. Em alguns casos, este CD instala tudo com um só comando: drivers do chipset, som, USB, etc. No exemplo da figura 34, basta marcar todos os drivers, e todos serão instalados.

Figura 34

Instalação de todos os drivers com um só comando.

Em outros casos, o CD da placa mãe tem comandos independentes para cada um dos drivers. É preciso instalar primeiro o driver do chipset, depois podemos instalar os demais drivers (som, USB, rede onboard, etc.) em qualquer ordem. No exemplo da figura 35, o CD da placa mãe tem comandos separados para instalar cada driver. Devemos instalá-los um de cada vez.

Figura 35

Exemplo de CD de uma placa mãe: os drivers são instalados um de cada vez.

São raros os casos de instalação de drivers de som pelo método manual, usando o Gerenciador de dispositivos. O método manual é mais usado para placas antigas, nos casos em que o fabricante não quis desenvolver um programa de instalação. Nas placas novas, o método manual é usado principalmente por interfaces USB e interfaces de rede.

No exemplo da figura 36, a placa de som (Sound Blaster Audigy, indicada como Controlador de áudio de multimídia) está sem drivers instalados. A instalação dos drivers é feita pelo CD-ROM que acompanha a placa de som.

Figura 36 – Placa de som sem drivers instalados é indicada como “Controlador de áudio de multimídia”.

Figura 37 – Usando o CD-ROM da placa Sound Blaster Audigy.

Portanto, para instalar os drivers da placa de som, simplesmente colocamos o CD e será executado um programa que instala drivers e aplicativos. É um método similar ao de instalação de impressoras, scanners e outros dispositivos que são instalados pelo próprio usuário. Por outro lado, você pode preferir fazer a instalação através de um software fornecido pelo site do fabricante da placa. Os drivers fornecidos pelo site são iguais ou mais recentes que os existentes no CD-ROM que acompanha a placa de som.

A obtenção dos drivers atualizados para a placa de som pode ser fácil, no caso da Sound Blaster (www.creative.com), ou dificílima, no caso de placas genéricas. Alguns fabricantes dão um suporte muito ruim, outros nem têm site. No nosso exemplo fizemos o download do arquivo: AUDIGY MP3 AUDDRVPACK_111, a partir do site da Creative Labs, fabricante das placas Sound Blaster. O arquivo baixado é um executável que se descompacta e faz todo o trabalho da instalação dos drivers. É claro que o processo exato para a instalação dos drivers varia de um fabricante para outro.

O programa de instalação faz todo o trabalho. Os drivers serão instalados e, no final, será apresentado um aviso de que o computador precisa ser reiniciado.

Figura 38 – Drivers da Sound Blaster Audigy, instalados através de um programa fornecido pelo site do fabricante.

Figura 39 – Configurações de som no Painel de controle.

Configuração de alto-falantes

Depois de reiniciar o computador, o som estará funcionando. Pode ser necessário fazer um pequeno ajuste no painel de controle, indicado o tipo de alto-falantes instalados. Muitos programas de instalação perguntam isso, outros não, e nesses casos o usuário tem que fazer a configuração manualmente. Como padrão, o Windows supõe que estão instalados dois alto-falantes (estéreo). Se você estiver usando alto-falantes quadrifônicos, 5.1 ou outra configuração mais avançada, terá que indicar isso usando o comando Sons, no Painel de controle. No item Configurações de alto-falante, clique em Avançadas (figura 39).

No exemplo da figura 40, escolhemos alto-falantes 3D 5.1. Escolha a opção adequada aos alto-falantes que você está usando. Note, na figura 39, que existe um comando que habilita a exibição do ícone do alto falante na barra de tarefas, ao lado do relógio. Basta marcar o item:

Colocar ícone de volume na barra de tarefas

Figura 40 – Indicando o uso de alto-falantes 5.1.

Figura 41 – Declarando os alto-falantes no Windows 98.

Mostramos esta configuração no Windows XP, mas nas outras versões do Windows, o comando é semelhante. O Windows 98 e o Windows ME possuem comandos similares. Use o comando Multimídia no Painel de controle. Clique em Avançadas, e será apresentado o quadro para definição dos alto-falantes (figura 41). No exemplo, selecionamos alto-falantes quadrifônicos.

Você pode agora testar a placa de som. Pode, por exemplo, usar o programa Windows Media Player e abrir os diversos arquivos de som WAV e MID, existentes na pasta Windows\Media. Pode também experimentar ouvir um CD de áudio. Teste também músicas MP3.

Muitas vezes, quando instalamos os drivers de som, é instalado também um programa de configuração. Este programa pode ficar instalado no Painel de controle ou ser acessado através do menu Iniciar ou, ainda, através de um ícone na barra de tarefas. A figura 42 mostra um exemplo.

Figura 42

Programa para configuração da placa de som.

No exemplo da figura 42, temos um comando para definir o esquema de alto-falantes. A placa do exemplo suporta 2, 4 ou 6 alto-falantes. Uma figura mostra o posicionamento dos alto-falantes. Podemos clicar em cada um deles na figura, para testá-los.

Revisando os drivers

Podemos ir agora ao Gerenciador de dispositivos e constatar que todos os drivers foram instalados (figura 43). Note que não exemplificamos ainda a instalação de drivers de modem e rede. Muitas vezes isso não é necessário, já que o Windows pode possuir drivers nativos para muitos dispositivos. Podemos deixar esses dispositivos funcionando com os drivers nativos. Se observarmos problemas em seu funcionamento, devemos procurar os drivers fornecidos pelos respectivos fabricantes e instalá-los.

Um modem sem driver consta no Gerenciador de dispositivos como PCI Communications Device ou então como PCI Serial Controller. Uma placa de rede sem driver consta no Gerenciador de dispositivos como PCI Ethernet Controller.

Figura 43 – Todos os drivers foram instalados.

Figura 44 – Consultando a placa de rede.

Vejamos as propriedades da placa de rede para confirmar o seu funcionamento. Clicamos no ícone da placa com o botão direito do mouse (figura 44) e, no menu apresentado, escolhemos a opção Propriedades. No quadro de propriedades da placa de rede (figura 45), clicamos na guia Driver. Podemos então verificar a indicação:

Fornecedor do driver: Microsoft

Isto indica que esta placa está operando com driver nativo, ou seja, fornecido junto com o próprio Windows.

Figura 45 – A placa de rede está usando driver nativo.

Figura 46 – A placa de som está usando drivers fornecidos pelo seu fabricante (Creative).

Fazendo a mesma coisa com a placa de som, verificamos que não está sendo usado o driver nativo. Veja a indicação (figura 46):

Fornecedor do driver: Creative

Neste exemplo estamos usando um modem US Robotics. O Windows possui drivers nativos para a maioria dos modems deste fabricante, desde que estejamos usando uma versão do Windows mais nova que o modem. Quando o Windows não tem um driver nativo para o modem, é preciso instalar os que são fornecidos no CD ou disquete que acompanha o modem, ou então buscar este driver no site do fabricante do modem. No nosso exemplo estamos usando o driver nativo, que aparecerá com a indicação:

Fornecedor do driver: Microsoft.

Driver da placa de vídeo

Fazendo o mesmo com a placa de vídeo, observamos que esta também está usando um driver nativo. Ao contrário dos demais dispositivos de hardware, é recomendável não usar os drivers nativos para a placa de vídeo, por três motivos:

1) O driver nativo de vídeo normalmente apresenta um desempenho menor que o do driver fornecido pelo fabricante da placa.

2) O driver nativo de vídeo não dá suporte a recursos especiais da placa, por exemplo, habilitação da saída para TV, presente em muitas placas.

3) O Windows não tem OpenGL, que é a API gráfica 3D utilizada por muitos jogos. O Windows tem apenas o Direct3D, uma outra API 3D da Microsoft. É preciso instalar os drivers do fabricante do chip gráfico para ter OpenGL, como veremos a seguir.

Para instalar os drivers do fabricante da placa de vídeo, basta usar o CD-ROM que acompanha a placa. Se você está usando o vídeo onboard, use o CD-ROM que acompanha a placa mãe. Se você perdeu este CD, obtenha os drivers no site do fabricante da placa mãe.

Se você perdeu os drivers que acompanhavam sua placa de vídeo, obtenha os drivers no site do fabricante do chip da placa de vídeo. No caso de placas com chips da Nvidia (ex: GeForce, TNT), os drivers são encontrados em: www.nvidia.com. Drivers para placas de vídeo com chips ATI podem ser encontrados em: www.ati.com.

No nosso exemplo usaremos o programa de instalação de drivers obtidos em www.nvidia.com, pois nossa placa usa um chip GeForce 7600 GS. Tome cuidado, pois normalmente existem drivers diferentes para cada versão de sistema operacional. Estamos usando uma para Win 2000/XP.

Figura 47

Será instalado o driver fornecido pela NVIDIA.

Executamos o programa de instalação do driver de vídeo e será apresentado inicialmente um contrato de licença. Devemos clicar em “Accept”. O programa de instalação fará todo o trabalho. Terminada a instalação, o computador será reiniciado.

Figura 48

Programa de instalação de drivers da Nvidia.

Eventualmente, durante a instalação de um driver, o Windows XP pode informar que o driver não foi homologado pela Microsoft, como no exemplo da figura 49. Isto não é problema. A maioria dos fabricantes não envia seus drivers para a Microsoft homologar. Clicamos em Continuar assim mesmo.

Figura 49

Driver não homologado pela Microsoft.

Depois de reiniciar o computador, vamos ao quadro de propriedades de vídeo. Este quadro pode ser obtido de duas formas:

a) Painel de controle / Vídeo

b) Clicamos em uma parte vazia da área de trabalho com o botão direito do mouse e, no menu apresentado, escolhemos Propriedades.

Chegando ao quadro de propriedades de vídeo, clicamos na guia Configurações, como mostra a figura 50. Aqui podemos regular a resolução e o número de cores. Clicamos a seguir no botão Avançadas.

Figura 50 – Propriedades de video – guia Configurações.

Figura 51 – Configurações avançadas de vídeo.

No quadro de configurações avançadas de vídeo, podemos observar que agora existe uma nova guia: GeForce 7600 GS (figura 51). Esta guia foi criada quando fizemos a instalação dos drivers de vídeo fornecidos pela Nvidia. Clicamos em “Start the NVIDIA Control Panel” e temos acesso a diversas novas configurações.

Figura 52 – Novas configurações de vídeo.

Figura 53 – Personalizando a geração das imagens 3D.

Podemos escolher entre três opções na geração de gráficos:

1) Alta performance gráfica e qualidade reduzida
2) Máxima qualidade gráfica e performance reduzida
3) Personalizar

Todas as placas de vídeo modernas podem executar inúmeros processamentos visando melhorar a qualidade das imagens, obtendo maior realismo principalmente nas aplicações 3D, como jogos de última geração. Infelizmente ativar todos esses recursos deixa a placa de vídeo mais ocupada, cada imagem demora mais a ser gerada, e o desempenho é reduzido. No outro extremo, podemos desativar certos processamentos especiais para que a placa de vídeo gere as imagens 3D mais rapidamente. Finalmente podemos usar um meio termo, com a opção Personalizar. Com ela podemos escolher quais dos recursos especiais de processamento gráfico serão ativados e quais ficarão desativados.

Na figura 53, por exemplo, estamos forçando o uso do anti-aliasing (anti-serrilhamento). Esse recurso melhora a qualidade das imagens, eliminando o efeito de “dente de serra” nas bordas das imagens. As placas 3D novas têm esse recurso, mas o vídeo onboard normalmente não tem. Programas modernos podem ativar o anti-aliasing automaticamente, ou caso o usuário escolha essa opção nas configurações do jogo. Configurando este recurso nas propriedades de vídeo, fazemos com que o anti-aliasing fique ativado para todos os programas 3D.

Figura 54 – Imagem sem anti-aliasing.

Figura 55 – Imagem com o anti-aliasing ativado.

Observe na figura 54, o efeito de serrilhamento nas bordas da asa da nave. Este jogo não ativa de forma automática o recurso anti-aliasing. Muitos jogos possuem, em seus menus de configuração, um comando para este fim. A configuração que ensinamos anteriormente ativa o anti-aliasing em todos os jogos, o que melhora muito a qualidade, acabando com o efeito de serrilhamento. Mesmo que o jogo não tenha comando para ativar o anti-aliasing, este será usado. Veja o resultado na figura 55.