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1996 – CMOS Setup em micros antigos

Autor: Laércio Vasconcelos
Dezembro/1996

Ensinamos detalhadamente o CMOS Setup de micros antigos (1991-1999). As informações são úteis para PCs baseados no Pentium II, K6-2 e anteriores. Para micros mais novos, a partir do ano 2000, recomendamos nosso outro artigo sobre CMOS Setup, publicado em 2006.

Este é um artigo que explica cerca de 100 comandos do CMOS Setup de PCs Pentium, 586 e 486. É baseado no CMOS Setup da AMI (American Megatrends, Inc.), por ser um dos mais comuns no mercado. Entretanto seus comandos também são encontrados de forma idêntica nos CMOS Setups da Award e Phoenix.

A definição do hardware

Para montar um micro, você não precisa conhecer todos os detalhes técnicos sobre o CMOS Setup apresentados neste capítulo, mas para ler este capítulo, você precisa conhecer os diversos conceitos de hardware apresentados ao longo deste livro. Por isto deixamos este capítulo por último.

Provavelmente você não vai ter muito trabalho com o CMOS Setup. O método sugerido no capítulo 5 permite realizar o CMOS Setup de forma adequada, mesmo que você não entenda nada sobre o assunto. Este méto-do consiste no seguinte:

1. Usar a auto-configuração.
2. Acertar a data e a hora
3. Definir os drives
4. Auto detectar o disco rígido
5. Sair e salvar

A maior parte do trabalho é feita com o comando de auto-configuração, que preenche as respostas das dezenas de itens do Setup com valores default sugeridos pelo fabricante da placa de CPU. Outra parcela não tanto trabalhosa mas muito importante é a auto-detecção dos parâmetros do disco rígido. Não é mais preciso consultar o seu manual para saber o número de cabeças, setores e cilindros. Outros parâmetros relacionados ao disco rígido também são automaticamente preenchidos, sem que o usuário precise saber o que significa cada um. A parte que o usuário precisa fazer manualmente é muito fácil: indicar a data e a hora, indicar os tipos dos drives de disquetes instalados, e finalmente usar o comando “Salvar & Sair”.

Como você quer ser um “Pentium Expert”, não pode simplesmente ficar limitado a deixar que tudo seja feito de forma automática, sem saber o que está se passando. Não precisa ser tão rigoroso, a ponto de descartar a configuração automática e fazer todo o Setup manualmente. Você pode deixar a configuração automática ser usada, mas não existe nenhum mal em você conhecer o significado de algumas das respostas que estão sendo preenchidas.

Entender o CMOS Setup não serve apenas como um requisito para ser um “Expert”. Em certos casos, para realizar determinadas instalações, é preciso saber ajustar manualmente determinados itens do Setup.

Não importa se você quer apenas conhecer detalhadamente o CMOS Setup para se tornar um Expert, ou se quer apenas conhecer determinadas opções para fazer certas instalações especiais, este capítulo atenderá ambos os objetivos.

Neste capítulo, apresentaremos muitas explicações sobre itens importantes do CMOS Setup. É completamente impossível explicar todos eles, devido à grande diversidade de versões de Setup, e também devido a certos itens, apesar de oferecerem opções, precisam que seja usada a opção default, caso contrário não funcionam. Não iremos por exemplo, usar várias páginas para explicar detalhes complicadíssimos, para no final dizer que o item explicado deve ficar obrigatoriamente programado com a opção default. Se apenas a opção default funciona, este item nem deveria fazer parte do Setup, e sim, ser programado internamente pelo BIOS de forma fixa. Isto se aplica a qualquer item cujo significado seja desconhecido pelo usuário. Em caso de dúvida, a opção default será satisfatória.

Para que serve exatamente o CMOS Setup? Bem, antes de mais nada, este programa deveria se chamar BIOS Setup, já que serve para definir opções de funcionamento do BIOS da placa de CPU. O principal objetivo do BIOS é realizar praticamente todo o controle do hardware. É responsável pelo acesso ao disco rígido, aos drives, à impressora, e até mesmo os chips VLSI e a memória. A placa SVGA não é controlada por este BIOS, já que ela possui o seu próprio, chamado BIOS VGA. Fica armazenado em uma memória ROM localizada na placa SVGA que ocupa normalmente 32 kB.

O BIOS da placa de CPU também é responsável pelo processo de “auto-teste” realizado quando o computador é ligado, ou quando pressionamos o botão Reset. Esses testes visam verificar se os principais componentes do computador estão funcionando corretamente. É comum chamar esses testes de POST (Power on Self Test, ou seja, teste automático que é feito quando o computador é ligado). Também é responsável por dar início ao processo de boot, ou seja, a carga do sistema operacional na memória.

Podemos ainda citar uma miscelânea de atividades que o BIOS realiza, como a proteção do computador contra ataque de alguns tipos de vírus, o gerenciamento de senhas, e ainda o gerenciamento do uso de energia, muito importante com computadores operados por bateria. Podemos então sintetizar as funções do BIOS na seguinte lista:

Controle do hardware
POST
Dar início ao processo de boot
Segurança contra vírus
Proteção através de senhas
Gerenciamento do uso de energia

O BIOS da placa de CPU é capaz de realizar todas essas funções, sendo que a mais importante é o controle do hardware. O programa conhecido como CMOS Setup serve para que o usuário defina algumas opções para a realização dessas funções. Por exemplo, entre as dezenas de opções do CMOS Setup, existe uma que está relacionada com o processo de boot:

Boot Sequence Options: A: C: / C: A:

Esta opção exemplificada chama-se “Boot Sequence”, ou seja, seqüência de boot. Pode ser programada de duas formas diferentes: “A: C:” ou “C: A:”. Ao ser usada a primeira opção, a primeira tentativa de boot será feita pelo drive A. Caso não exista um disquete presente no drive A, o boot será feito pela segunda opção, ou seja, pelo drive C. Se usarmos a seqüência “C: A:”, será tentado o boot diretamente pelo drive C. A vantagem é que este processo é mais rápido, já que o BIOS não precisa perder tempo verificando se existe um disquete presente no drive A. Nesse caso, o boot pelo drive A só seria realizado como uma segunda opção, ou seja, se o disco rígido estiver defeituoso.

A seqüência de boot é apenas um dos vários itens existentes no CMOS Setup. Neste capítulo, apresentaremos explicações detalhadas sobre diversos itens que podemos encontrar no CMOS Setup.

Pelo fato do CMOS Setup servir para definir opções de funcionamento do BIOS, seria correto chamá-lo de BIOS Setup (mas ninguém o chama assim). Tanto o BIOS como o CMOS Setup operam em conjunto, são produzidos pelo mesmo fabricante e ficam armazenados na mesma memória ROM, localizada na placa de CPU.

Uma grande dificuldade que os usuários enfrentam, e também que eu enfrento, como autor que precisa ensinar detalhes sobre o CMOS Setup, é o grande número de diferenças que existem entre os Setups de computadores diferentes. Veja só que coisa fácil: a instalação do Windows 95 é feita por um programa chamado Assistente de Instalação, mas bem que poderíamos chamar este programa de “Windows Setup”. A operação deste programa é idêntica em todos os computadores, já que praticamente independe do hardware. Da mesma forma, quando instalamos um software qualquer, normalmente usamos um programa de instalação próprio para este software. Podemos dizer que este programa é o “Setup” do software que está sendo instalado. Infelizmente o mesmo não acontece com o CMOS Setup. Computadores diferentes em geral possuem diferenças no CMOS Setup, a menos que ambos usem a mesma placa de CPU.

O CMOS Setup depende de diversos fatores:

1. Fabricante do BIOS. Podemos encontrar BIOS (e Setups) produzidos pela AMI (American Megatrends, Inc.), Award, Phoenix, Quadtel e Mr BIOS. Grandes fabricantes como IBM, Compaq e outros, em geral utilizam um BIOS (e um Setup) de fabricação própria. A maioria dos computadores “sem marca”, muito comuns no Brasil, usam um BIOS da AMI. Também podemos encontrar o BIOS AMI em computadores de marcas famosas.

2. Tipo de CHIP SET. A principal função do BIOS é realizar o controle do hardware, o que inclui os chips VLSI existentes na placa de CPU. O CMOS Setup em geral apresenta opções que definem a forma como o BIOS fará o controle desses chips. Por isso, placas de CPU diferentes possuem diferenças em seus Setups, mesmo que ambos os Setups sejam produzidos pelo mesmo fabricante.

3. Tipo de microprocessador. Obviamente, certos comandos relacionados com o Pentium não existem em placas de CPU baseadas no 486. Por exemplo, certas placas de CPU 486 podem fazer transferências da cache para o microprocessador no esquema 2-1-1-1 (dois ciclos para a primeira leitura e um ciclo para cada uma das três leituras seguintes). Como um 486DX4-100 opera em geral com ciclos de 30 ns e a maioria das versões do Pentium opera com ciclos de 15 ns, o Pentium não pode fazer transferências no sistema 2-1-1-1, ficando em geral limitado a 3-2-2-2. Apenas com o uso de memórias cache especiais (Pipelined Burst Cache), é possível ao Pentium fazer leituras da cache no esquema 3-1-1-1. Observe que esta é uma diferença característica do microprocessador, apesar de também estar relacionada com o CHIP SET.

4. Versão do BIOS. O mesmo fabricante de BIOS pode criar (e normalmente cria) versões novas de seu BIOS genérico. Este BIOS genérico é adaptado separadamente para diversas placas de CPU. Existem portanto certas distinções que não são devidas a diferenças no microprocessador, nos chips VLSI ou no fabricante, e sim na versão. Por exemplo, BIOS antigos estavam limitados a utilizar discos IDE com no máximo 504 MB. Nos BIOS atuais, sempre encontraremos a função LBA (Logical Block Addressing), que dá acesso a discos IDE com mais de 504 MB.

5. Fabricante da placa de CPU. Os fabricantes de BIOS podem fazer adaptações e alterações requisitados pelo fabricante da placa de CPU. Por exemplo, os grandes fabricantes em geral não deixam acesso a opções que definem a velocidade de acesso à memória. Normalmente determinam quais são os parâmetros indicados e pedem ao fabricante do BIOS que programe esses parâmetros de forma fixa, eliminando-os do CMOS Setup.

Portanto, não se impressione quando você encontrar diferenças entre os Setups de computadores diferentes. Felizmente, apesar de existirem muitas diferenças, existem muito mais semelhanças. Por isso, podemos apresentar aqui explicações genéricas que se aplicarão aos Setups da maioria dos computadores.

Apenas para ilustrar as semelhanças e diferenças entre Setups de computadores diferentes, observe atentamente as figuras 1 e 2. São telas de Setup completamente diferentes. A da figura 1 tem uma apresentação gráfica, enquanto a da figura 2 possui uma interface baseada em texto, apesar de ser uma versão mais recente. Ambas são telas de Setups de computadores Pentium.

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Figura 1 – Tela de um Setup com apresentação gráfica.

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Figura 2 – Tela de um Setup com apresentação em texto.

O funcionamento do CMOS Setup

Quando fazemos o “Setup” de um software, uma das diversas ações executadas é a geração de um arquivo que contém informações sobre as opções de funcionamento do software em questão. No caso do CMOS Setup, essas opções de funcionamento são armazenadas em um chip especial chamado CMOS, daí vem o nome “CMOS Setup”.

“CMOS” é a abreviatura de “Complementary Metal Oxide Semiconductor”. O significado deste nome está relacionado com os materiais empregados na implementação de circuitos integrados (Metal, Óxidos e Silício, que é o semicondutor usado). O termo “Complementar” é usado pois cada célula lógica emprega dois transistores “complementares”, ou seja, enquanto um deles conduz corrente, o outro está cortado (não conduz), e vice-versa. Esses dois estados que esses transistores assumem representam os bits “0” e “1”. Milhares dessas células são depositadas em uma minúscula pastilha medindo cerca de 1 cm de lado (em muitos chips, esta medida é ainda menor). Uma das principais características dos chips baseados na tecnologia CMOS é seu baixo consumo de corrente. Muitos circuitos existentes na placa de CPU utilizam a tecnologia CMOS. Entre eles, o chip usado para armazenar os dados que definem as opções de funcionamento do BIOS. Com o passar do tempo, este chip passou a ser conhecido como CMOS (mas tenha em mente que este não é o único chip que usa a tecnologia CMOS), e a operação de definir as opções de funcionamento do BIOS passou a ser conhecida como “CMOS Setup”, ou simplesmente “Setup”.

Em certas placas de CPU, o CMOS é um chip independente, como o que vemos na foto da figura 3. Em outros casos, o CMOS está incorporado dentro de um dos chips VLSI da placa de CPU.

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Figura 3 – Um chip CMOS.

Na mesma memória ROM onde está armazenado o BIOS da placa de CPU, existe o programa usado para preencher os dados do CMOS, ou seja, para “fazer o Setup”. A execução deste programa normalmente é ativada através do pressionamento de uma tecla específica (em geral DEL) durante a contagem de memória que é realizada quando ligamos o PC, ou então quando pressionamos a tecla Reset. Também podemos ativar o Setup usando a tecla DEL, logo após que comandamos um boot pelo teclado, usando a seqüência CONTROL-ALT-DEL.

O programa Setup obtém os dados existentes no CMOS e os coloca na tela para que façamos as alterações desejadas, usando o teclado ou o mouse. Depois que terminamos, usamos um comando para armazenar essas alterações no CMOS. Normalmente este comando chama-se “Save and Exit” (Salvar a Sair), ou algo similar, como “Write to CMOS and Exit” (Gravar no CMOS e Sair). A figura 4 mostra de forma esquemática a operação do Setup.

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Figura 4 – Operação do Setup.

Muitas pessoas fazem confusão com a palavra Setup, pois é utilizada, pelo menos no que diz respeito ao CMOS, em três sentidos:

1. Setup é o nome do programa que serve para programar os dados do chip CMOS. Este programa fica armazenado na memória ROM da placa de CPU, juntamente com o BIOS. Para evitar confusão, seria melhor dizer “Programa Setup”.

2. Setup pode ser também o conjunto dos dados existentes no CMOS. É comum usar expressões como “apaguei acidentalmente o Setup do meu computador”, ou “fiz algumas alterações no Setup”, ou ainda “meu computador está perdendo o Setup devido a um problema na bateria”. Para evitar confusão, o melhor seria dizer “Dados do Setup”, ou “Dados do CMOS”.

3. É comum usar o termo “Fazer o Setup”. Este termo representa o ato de usar o Programa Setup para alterar os dados do chip CMOS.

O menu principal do CMOS Setup

Podemos encontrar Setups com telas gráficas ou com telas de texto. As figuras 5 e 6 mostram exemplos de Setups que usam telas de texto. A figura 7 mostra outro Setup que usa telas gráficas. Na verdade, são telas de texto, mas com alguns caracteres redefinidos para formar figuras.

Não importa qual seja o aspecto do Setup do seu computador, você sempre encontrará no manual da sua placa de CPU, informações sobre o seu funcionamento. Mesmo que você tenha perdido o manual da sua placa de CPU, é possível que você possa, através da Internet, obter uma cópia do manual do seu Setup. Você precisa fazer o seguinte:

1. Identifique qual é o fabricante do seu BIOS. Você poderá encontrar BIOS da AMI, Phoenix, Award e Mr BIOS.

2. Identifique a versão do seu BIOS. Normalmente esta informação é apresentada na tela que é exibida logo que o computador é ligado.

3. Uma vez sabendo o fabricante do seu BIOS e a sua versão, você pode tentar acessá-lo pela Internet. Aqui estão alguns endereços que poderão ajudar:

AMI: http://www.megatrends.com

Award: http://www.award.com

Phoenix: http://www.ptltd.com

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Figura 5 – Exemplo de Setup usando telas de texto.

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Figura 6 – Outro exemplo de Setup usando telas de texto.

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Figura 7 – Um Setup com telas gráficas.

Não espere encontrar explicações muito mais detalhadas que as existentes no manual da sua placa de CPU. Em geral, será possível encontrar muitas explicações sobre, por exemplo, o uso de senhas e outros itens mais simples, mas os itens mais complicados, como “RAS to CAS Delay” terão explicações quase tão resumidas quanto as que existem no manual da placa de CPU.

Não importa qual seja o fabricante e a versão do seu Setup, normalmente você encontrará certos comandos ou menus padronizados na sua tela principal:

Standard CMOS Setup

Aqui existem itens muito simples, como a definição dos drives de disquetes, os parâmetros do disco rígido e o acerto do relógio permanente existente no CMOS.

Advanced CMOS Setup

Esta parte do Setup possui uma miscelânea de itens um pouco mais complicados, mas em geral fáceis. Por exemplo, temos aqui a seqüência de boot (A: C: ou C: A:), a definição da taxa de repetição do teclado, a Shadow RAM e diversos outros.

Advanced Chipset Setup

Nesta seção encontramos controles para diversas funções dos chips VLSI existentes na placa de CPU. Muitos dos itens encontrados aqui estão relacionado com a temporização do acesso das memórias. Alguém que não quer ter dor de cabeça deve deixar todos os itens desta seção preenchidos com seus valores default. Aqueles que forem suficientemente corajosos (?) podem se aventurar nesta área.

Peripheral Configuration

Os grupos de itens discutidos até agora existem até mesmo nas placas de CPU mais antigas, mas este só está presente em placas de CPU que possuem interfaces seriais, paralelas, de drives e de disco rígido. Através deste menu podemos atuar em várias opções dessas interfaces. Podemos por exemplo habilitar ou desabilitar qualquer uma delas, alterar seus endereços, e até mesmo definir certas características de funcionamento.

PnP Configuration

Nesta seção, presente obviamente apenas nas placas de CPU que possuem BIOS PnP, existem alguns comandos que permitem atuar no modo de funcionamento dos dispositivos PnP. Podemos, por exemplo, indicar quais interrupções de hardware estão sendo usadas por placas que não são PnP.

Power Management

Este menu possui comandos relacionados com o gerenciamento de energia. Todas as placas de CPU modernas possuem suporte para esta função. Consiste basicamente em monitorar todos os eventos de hardware, e após detectar um determinado período sem a ocorrência de nenhum evento, usar comandos para diminuir o consumo de energia.

Security

Em geral esta parte do Setup é muito simples. Consiste na definição de senhas que podem bloquear o uso do computador ou do Setup (ou ambos) por pessoas não autorizadas.

IDE Setup

No IDE Setup existem comandos que permitem detectar automaticamente os parâmetros dos discos rígidos instalados, bem como ativar certas características do seu funcionamento.

Anti Virus

Aqui temos a opção para monitorar as gravações no setor de boot do disco, uma área que é atacada pela maior parte dos vírus. Desta forma, o usuário pode ser avisado quando algum vírus tentar realizar uma gravação no setor de boot.

Load Defaults

Em geral, o fabricante da placa de CPU apresenta dois conjuntos de valores para o preenchimento automático de praticamente todos os itens do Setup. Um desses conjuntos, chamado às vezes de “Default ótimo”, é o que resulta no maior desempenho possível, sem comprometer a confiabilidade do computador. O outro conjunto de valores é o “Default à prova de falhas”, que faz o computador operar em baixa velocidade. Deve ser usado quando o computador apresenta falhas.

Exit

Ao sair do programa Setup, temos sempre as opções de gravar as alterações no CMOS antes de sair, ou então ignorar as alterações.

Passaremos agora a discutir detalhadamente os diversos itens encontrados nos Setups. Tomaremos como base o Setup de uma determinada placa (Super Micro P55CMS), mas só para efeito de ilustrações. Sempre que possível, apresentaremos itens de Setups genéricos, mesmo que não estejam presentes no Setup da placa de CPU tomada como exemplo.

Lembramos que para executar o programa Setup, devemos pressionar uma tecla especial durante a contagem de memória que é realizada na ocasião do boot. Em geral, a tecla usada é DEL, mas existem certos Setups que usam a tecla F1, ou até mesmo combinações especiais, como Shift Control S. De qualquer forma, esta informação pode ser facilmente confirmada. A maioria dos PCs apresenta, durante a contagem de memória, uma mensagem como “Press DEL to run Setup”. Nesta mensagem, estará especificada a tecla a ser usada. Também podemos encontrar esta informação no manual da placa de CPU.

Nas explicações que se seguem, apresentaremos algumas telas de Setup, mas com o objetivo simplesmente ilustrativo. O mais importante é conhecer os comandos, não importa se possuem uma apresentação em texto ou gráfica. Para facilitar o estudo, dividimos o assunto em várias partes, como Standard CMOS Setup, Advanced CMOS Setup, etc. Até neste ponto podemos encontrar diferenças entre os Setups de diversos computadores. Determinados itens podem ser encontrados em um grupo de um computador, e em outro grupo de outros computadores. Por exemplo, o item Display Type, explicado adiante, poderá ser encontrado em alguns casos no Standard CMOS Setup, e em outros casos no Advanced CMOS Setup.

A maioria dos itens do CMOS Setup podem ser programados com duas opções: Enabled (Habilitado) ou Disabled (Desabilitado). Existem entretanto itens que possuem opções diferentes, e até mesmo opções numéricas.

Standard CMOS Setup

Esta parte do Setup é praticamente a mesma na maioria dos computadores. Possui comandos para definir os seguintes itens:

Data e Hora
Tipos dos drives de disquete
Parâmetros dos discos rígidos

Em alguns casos, o Standard CMOS Setup possui alguns comandos adicionais, como:

Tipo de placa de vídeo
Habilitação do teste do teclado
Daylight Saving (horário de verão)

Podemos identificar facilmente na tela da figura 7, o item “Standard”, localizado no retângulo com a indicação “Setup”. Ao selecionarmos este item, é apresentada uma tela como mostra a figura 8. Podemos observar que existem comandos para acertar o relógio (Date/Time), para definir os drives A e B, e para definir os parâmetros dos discos rígidos (Master Disk / Slave Disk). Você poderá encontrar muitos Setups que possuem, neste ponto, comandos para definir até 4 discos rígidos. Este é o caso do Standard CMOS Setup mostrado na figura 9.

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Figura 8 – Exemplo de Standard CMOS Setup.

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Figura 9 – Outro exemplo de Standard CMOS Setup. Observe que existem comandos para definir até 4 discos rígidos.

Date / Time

O primeiro comando que normalmente usamos é o acerto do relógio. Podemos ver na figura 10 o uso deste comando, em um Setup com tela gráfica. Para acertar qualquer item do relógio, basta selecioná-lo com um clique do mouse e a seguir clicar sobre os botões “+” e “-” até chegar ao valor desejado. Em geral, quase todos os itens de um Setup gráfico são alterados desta forma. Uma vez acertado o relógio, clicamos sobre o retângulo no canto superior esquerdo da janela “Date / Time”. Todas as janelas do Setup gráfico são fechadas desta forma.

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Figura 10 – Acertando o relógio.

No Setup em forma de texto, a alteração é em geral feita exclusivamente pelo teclado. Devemos usar as setas para selecionar o item a ser alterado, e a seguir, usar as teclas Page Up e Page Down para alterá-lo.

Floppy drive A / B

Através deste comando, definimos o tipo dos drives A e B, ou seja, os drives de disquetes. Existem as seguintes opções:

None (não instalado)
360 kB (5¼” DD)
720 kB (3½” DD)
1.2 MB (5¼” HD)
1.44 MB (3½” HD)
2.88 MB (3½” ED)

Podemos ver um exemplo de programação do drive A na figura 11. A programação do drive B é idêntica.

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Figura 11 – Definindo os tipos dos drives de disquete.

Em geral, as interfaces de drives das placas de CPU Pentium podem controlar qualquer um desses 5 tipos de drives, mesmo os raríssimos drives de 2.88 MB. Em um típico computador com apenas um drive de 1.44 MB instalado, devemos declarar A=1.44 MB e B=Not Installed.

Hard Disk

Tradicionalmente, este item é usado para o preenchimento dos parâmetros chamados de “Geometria Lógica” dos discos rígidos. Esses parâmetros são:

Cyln: Número de cilindros
Head: Número de cabeças
Sect: Número de setores
WPcom: Cilindro de pré-compensação de gravação
LZone: Zona de estacionamento das cabeças

Esses parâmetros podem ser obtidos no manual do disco rígido, ou podemos encontrá-los impressos na sua parte externa, ou ainda podem ser preenchidos automaticamente, através de um outro comando do Setup que normalmente é chamado de Auto Detect Hard Disk.

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Figura 12 – Definindo os parâmetros do disco rígido.

O item Hard Disk não aparece exatamente com este nome. Existem itens independentes para cada um dos discos rígidos possíveis. Na maioria das placas de CPU, o CMOS Setup possui itens independentes para 4 discos rígidos, sendo que dois são conectados na interface IDE primária, e dois na secundária. É comum encontrar esses itens com os nomes:

Primary Master
Primary Slave
Secondary Master
Secondary Slave

Para cada um dos discos instalados, temos que definir seus parâmetros. O disco Master ligado na interface IDE primária será reconhecido como sendo o drive C. O segundo disco (slave) da interface primária, caso exista, será reconhecido como sendo o drive D. Discos rígidos IDE podem ser ligados de diversas formas diferentes, mas certas combinações não são permitidas. Por exemplo, não podemos instalar um único disco em uma interface, configurado como Slave. A tabela abaixo mostra as formas válidas de instalar discos IDE, bem como os nomes que recebem do sistema operacional:

Primary Master

Primary Slave

Secondary Master

Secondary Slave

C

C

C

D

C

D

C

D

E

C

D

E

C

D

E

F

Antigamente, a definição dos parâmetros disco rígido era feita através da especificação de um único número (Hard Disk Type). Cada número resultava em valores pré-definidos para todos os parâmetros do disco rígido. Isto foi feito desta forma no Setup do IBM PC AT, pois na época do seu lançamento, era possível contar nos dedos os modelos de disco rígido existentes no mercado. Já que eram poucos, uma tabela foi implantada no BIOS, e bastava indicar qual o tipo do disco (no início, variava entre o tipo 1 e o tipo 11), e automaticamente estariam definidos os seus parâmetros. Nos manuais dos discos rígidos da época, existiam instruções como “Defina este disco no Setup como Tipo 2…”. Com o passar do tempo, novos discos foram lançados e acrescentados na tabela de discos rígidos do BIOS. Chegou-se a um ponto em que os fabricantes de BIOS passaram a usar itens independentes para preencher os parâmetros, ao invés de usar parâmetros fixos. Em muitos Setups, os tipos de 1 a 46 são fixos, e o tipo 47, também chamado de “User Type”, é o único que permite o preenchimento individual dos parâmetros: Cyln, Head, Sect, WPcom e Lzone. Podemos ver na figura 12, a lista com os tipos de disco, de 1 ao 46, e ainda o tipo 47 (User Type). Ao selecionarmos o User Type, é apresentada uma janela na qual podemos preencher numericamente os parâmetros do disco rígido, como mostra a figura 13.

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Figura 13 – Preenchendo os parâmetros do disco rígido.

Você encontrará muitos Setups em que não existem os tipos de 1 a 46, já que são considerados obsoletos. Ao invés disso, possuem as opções User (permitem o preenchimento numérico desses parâmetros pelo usuário) e Auto (faz o preenchimento automático dos parâmetros).

Discos SCSI

As placas controladoras SCSI possuem o seu próprio BIOS. O BIOS da placa de CPU, por sua vez, está preparado para controlar apenas discos IDE, através das suas interfaces. Discos SCSI eventualmente instalados em um PC não devem ser declarados no CMOS Setup, ou seja, devem ser indicados como “Not Installed”. Muitos Setups possuem, entre os tipos de discos rígidos, (1 a 47), um tipo adicional, que é o SCSI. Ao selecionarmos esta opção, o efeito é o mesmo que indicar a opção “Not Installed”.

CD-ROM

Devemos usar esta opção quando conectamos um drive de CD-ROM em uma controladora IDE da placa de CPU. Caso esta opção não esteja presente, devemos usar a opção “Not Installed”.

Daylight Saving

Alguns Setups possuem esta opção, que nada mais é que o acerto automático do horário de verão. Este acerto é feito automaticamente pelo BIOS no início e no final do verão. Como no Brasil o horário de verão não respeita essas datas, devemos deixar esta opção desabilitada.

Display Type

Alguns Setups possuem um campo para a indicação do tipo de placa de vídeo. As opções são CGA, MDA e VGA. Obviamente indicaremos aqui a opção VGA (será que alguém montaria um PC Pentium com uma placa CGA?). Algumas vezes a opção VGA aparece com outros nomes, como SVGA, EGA, MCGA, ou PGA. Todas elas são equivalentes.

Keyboard

Este item possui duas opções: Installed e Not Installed. A princípio pode parecer um pouco estranho. Usar a opção Not Installed, não significa que o teclado será ignorado, e sim, que não será testado durante o boot. Em certos casos, dependendo do teclado e da fonte de alimentação, é possível que o BIOS realize um teste de presença do teclado muito cedo, antes que o microprocessador existente dentro do teclado esteja pronto para receber comandos. O resultado é uma mensagem de erro na tela (Keyboard Error). Para solucionar este problema, basta marcar este item com a opção Not Installed. Desta forma, o BIOS não testará o teclado após as operações de Reset, eliminando assim a mensagem de erro. O uso do teclado será inteiramente normal.

Também é comum usar este comando em computadores que operam como servidores de arquivos. Por questões de segurança, esses computadores ficam a maior parte do tempo com o seu teclado trancado. Apenas o administrador da rede destranca o teclado quando é necessário usar o servidor. Quando o teclado está trancado (ou ausente), é também apresentada a mensagem “Keyboard Error” nas operações de boot. Para eliminar o problema, basta usar a opção “Keyboard Not Installed” no CMOS Setup.

Advanced CMOS Setup

Os itens apresentados nesta parte do Setup são mais ou menos comuns em todos os computadores. Esses itens não dependem necessariamente do microprocessador ou do Chipset utilizado na placa de CPU.

A figura 14 mostra um exemplo de Advanced CMOS Setup, existente no Setup gráfico da AMI. Os seus diversos itens são apresentados em uma longa lista. A visão desta lista na tela é apenas parcial. Na parte direita desta lista, existe uma barra de rolamento que dá acesso ao restante da lista.

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Figura 14 – Exemplo de Advanced CMOS Setup.

Typematic Rate Programming

Você pode deixar este item na opção Disabled. Serve para habilitar ou desabilitar a programação inicial que o BIOS faz sobre a taxa de repetição do teclado. Podemos então programar dois parâmetros: o Typematic Delay e o Typematic Rate, descritos a seguir. É totalmente desnecessário utilizar este comando, pois tanto no MS-DOS como no Windows (3.1 e 95) existem comandos para realizar esta programação.

Typematic Delay

Serve para indicar quanto tempo uma tecla deve ser mantida pressionada para que sejam iniciadas as repetições. Os valores disponíveis são 0,25 segundo, 0,50 segundo, 0,75 segundo e 1 segundo.

Typematic Rate Characters per Second

Aqui podemos regular a taxa de repetição, desde um valor mais lento (6 caracteres por segundo) até um valor mais rápido (32 caracteres por segundo). Os valores a serem usados aqui e no Typematic Delay dependem exclusivamente da preferência pessoal do usuário.

Hit Del Message Display

Em geral, durante a contagem de memória, é exibida na tela uma mensagem indicando qual é a tecla que deve ser pressionada para ativar o CMOS Setup. Pode aparecer como “Hit DEL to run Setup”, “Press F1 to run Setup” ou algo similar. Com este item, podemos desabilitar a exibição desta mensagem, com o objetivo de afastar curiosos. Entretanto, mesmo que a mensagem não seja exibida, o computador continuará aceitando o pressionamento da tecla que ativa o CMOS Setup.

Above 1 MB Memory Test

Durante as operações de boot, o BIOS realiza uma contagem de memória. À medida que esta contagem é feita, o BIOS faz também um rápido teste na memória, com o objetivo de detectar chips danificados. Apesar deste teste não ser capaz de detectar todos os tipos de defeitos, seu uso é muito recomendável. Para usá-lo, devemos deixar este item na opção Enabled. Alguns usuários ficam incomodados com a demora deste teste, apesar de não durar mais de alguns segundos, e colocam este item na opção Disabled. Desta forma, o teste de memória será feito apenas até o endereço 1024k, e daí em diante, o BIOS apenas detectará onde é o final da memória. A forma recomendável de programar este item é usando a opção Enabled, para que a memória seja integralmente testada.

Turbo Switch Function

Com este item, podemos indicar se a placa de CPU irá ou não obedecer ao botão de Turbo existente no painel frontal do gabinete. Em uso normal, esta opção fica habilitada, e o botão de Turbo fica permanentemente pressionado.

Virus Warning

Veja o item “Security”, explicado mais adiante. Na maioria dos computadores, este comando ocupa um menu próprio no Setup, como vemos na figura 7. Existem entretanto alguns Setups nos quais este comando fica localizado dentro do Advanced CMOS Setup.

Password Check

Através deste item, podemos opcionalmente fazer com que seja feito um pedido de senha para ter acesso ao computador. Em geral, são apresentadas as opções “Setup” e “Always”. Ao escolher a opção “Setup”, só será permitido ter acesso ao programa Setup mediante o fornecimento da senha. Entretanto, para executar o boot e fazer uso normal do computador, não será preciso fornecer senha alguma. Por outro lado, se este item for programado com a opção “Always”, será preciso fornecer a senha, tanto para executar o Setup, como para realizar o boot e fazer uso normal do computador. Antes de utilizar este item, devemos realizar um cadastramento de senha, o que é feito através do menu “Security” ou “Password”.

Internal Cache

Serve para habilitar e desabilitar o funcionamento da cache interna do microprocessador. Normalmente deixamos esta memória cache habilitada, exceto nos casos em que queremos que o computador diminua sua velocidade, e quando realizamos um check-up na memória DRAM (veja o apêndice B).

External Cache

Este item serve para habilitar e desabilitar o funcionamento da cache externa. Normalmente deixamos este item habilitado, a menos que seja nossa intenção diminuir a velocidade do computador, ou fazer um check-up na memória DRAM.

Boot Sequence

Em geral, os PCs executam o boot preferencialmente pelo drive A, e caso não seja possível executar o boot por este drive, será feito pelo drive C. A maioria dos Setups possui este item, no qual encontramos as opções “A: C:” e “C: A:”. É vantajoso usar a opção “C: A:”, o que faz com que o boot seja mais rápido, já que não será perdido tempo checando a existência de um disquete no drive A. Esta checagem é demorada, pois para que seja feita, é preciso ligar o motor do drive. O usuário só não pode esquecer que, se um dia precisar executar um boot pelo drive A, deverá alterar este item para “A: C:”. Certas placas de CPU têm ainda a possibilidade de executar um boot através de um CD-ROM. Este CD-ROM precisa estar conectado em uma das interfaces IDE existentes na placa de CPU, pois o BIOS não dá suporte direto a interfaces IDE existentes nas placas de som. Quando o BIOS pode executar o boot por um CD-ROM, este faz parte das opções de seqüências de boot.

Quick Power on Self Test

O boot dos PCs atuais é relativamente demorado. Vários testes são feitos nos componentes da placa de CPU, incluindo uma contagem de memória, testes no microprocessador, no Chipset, nas interfaces, etc. Esse conjunto de testes é chamado de POST (Power On Self Test). O usuário podem caso tenha muita pressa, desabilitar parcialmente esses testes, o que resulta em um boot mais rápido. Obviamente, eventuais defeitos não serão detectados durante o POST, mas poderão se manifestar mais tarde, até mesmo durante ou depois da carga do sistema operacional. Para abreviar os testes, basta programar este item com a opção Enabled.

Quick Boot

Tem quase a mesma função que o Quick Power On Self Test, explicado anteriormente. Ao ser habilitado, faz com que não seja feito o teste de memória, e o boot é executado diretamente pelo drive C, mesmo que exista um disquete no drive A.

Swap Floppy Drive

Este comando faz com que sejam invertidos os papéis dos drives A e B. O PC pode ter sido montado com um drive de 1.44 MB na extremidade do cabo flat (drive A) e um drive de 1.2 MB no conector central do cabo (drive B). Caso seja necessário executar um boot usando um disquete de 1.2 MB, basta usar este comando, e os drives terão automaticamente seus nomes trocados, sem a necessidade de fazer alterações nas suas conexões.

Floppy drive Seek at boot

Durante o processo de boot, o BIOS comanda a execução de um comando sobre os drives de disquetes chamado “recalibrate” ou “seek track 0”. Consiste em mover as suas cabeças até a última trilha, e a seguir movê-las novamente até a trilha zero. Desta forma, a interface de drives poderá “saber” a trilha sobre a qual as cabeças estão posicionadas. Esta operação é vista como uma precaução, pois em certos casos, ocorrem erros de acesso aos drives caso esta providência não seja tomada. Após avisar o usuário e esperar pelo pressionamento de uma tecla, é feito um recalibrate e uma nova tentativa de leitura, que desta vez será bem sucedida. Você pode desabilitar este comando, o que fará com que o boot seja um pouco mais rápido, pois não será perdido tempo com o recalibrate.

Boot Up Numeric Lock Status

Um usuário ficava chateado porque sempre que ia usar as teclas do Keypad (o bloco numérico existente na parte direita do teclado), era preciso antes pressionar a tecla Numeric Lock. Uma vez pressionada esta tecla, o Keypad passa a gerar números, ao invés das suas diversas funções (Home, End, Ins, etc). Muitos Setups possuem o refinamento de permitir ao usuário escolher se o Keypad começa operando com os números (Numeric Lock On) ou com as funções (Numeric Lock Off).

Gate A20

Este item possui opções como Normal e Fast. A opção Normal sempre funciona. A opção Fast faz com que o acesso à memória estendida seja um pouco mais rápido, mas nem sempre funciona. Tente usar no modo Fast, mas se ocorrerem problemas como erros na memória e travamentos no computador, reprograme este item com a opção Normal.

Video BIOS Shadow

Este comando faz com que o conteúdo do BIOS da placa SVGA seja copiado para uma área de memória DRAM. O microprocessador desativa o BIOS da placa SVGA e passa a usar a sua cópia na memória DRAM. Esta cópia é feita a cada operação de boot. A vantagem em fazer esta cópia é que a DRAM é muito mais veloz que a ROM. Enquanto a ROM opera com 8 bits e possui um tempo de acesso em torno de 200 ns, a DRAM opera com 64 bits e tem um tempo de acesso de 60 ou 70 ns. O resultado é que a velocidade de operação do BIOS da placa SVGA fica muito mais veloz, em geral, em mais de 10 vezes.

System BIOS Shadow

Faz com que o conteúdo do BIOS da placa de CPU seja copiado para uma área de memória DRAM. Uma vez feita a cópia, o BIOS verdadeiro é desativado, e passa a ser usada a sua cópia em DRAM. A vantagem em usar este recurso é a maior velocidade no processamento das funções do BIOS. Nas placas de CPU mais antigas, este comando era visto como um método de conseguir mais velocidade. Nas placas modernas, este comando é visto como um meio de manter a alta velocidade do processamento do BIOS, e caso não seja ativado, ocorrerá uma grande queda no desempenho, principalmente na taxa de transferência externa do disco rígido.

Adapter BIOS Shadow

Este comando é similar ao Video BIOS Shadow e ao System BIOS Shadow, explicados anteriormente. A diferença é que atua sobre outras áreas de memória, localizadas entre os endereços 800 k (Segmento de me-mória C800) e 960 k (Segmento de memória F000). Deve ser usado ape-nas quando instalamos alguma placa de expansão que possua um BIOS próprio, como por exemplo, uma placa controladora SCSI. Como são raras as placas que utilizam ROMs, devemos deixar esta opção desabilitado.

Ao instalarmos uma placa que possua uma memória ROM, podemos usar, por exemplo, o programa MSD (Microsoft Diagnostics) para visualizar o mapa de memória e saber quais são os endereços ocupados por ROMs. Este programa faz parte do Windows 3.1 e do MS-DOS 6.x. No Windows 95, é encontrado na versão em CD-ROM, mas não está presente na versão em disquetes. Caso pretenda usá-lo, você pode copiar os arquivos MSD.* de um computador que possua o Windows 3.1 e o MS-DOS 6.x. O MSD apresenta um relatório que indica os endereços de memória onde existem ROMs, e desta forma, podemos habilitar os itens “Adaptor Shadow” para estes endereços.

A figura 15 mostra o aspecto dos itens que fazem a ativação de Shadow RAM. Normalmente encontramos itens individuais para ativação da Shadow RAM para o BIOS da placa SVGA, para o BIOS da placa de CPU e para diversas áreas da memória superior, na qual residem as ROMs de placas de expansão. Esta ativação é em geral feita por faixas. Como vemos na figura, existem diversas faixas de 16 kB, localizadas em endereços a partir do segmento C800.

ART11-15

Figura 15 – Ativação da Shadow RAM.

First / Second / Third / Fourth Boot Device

Certas placas de CPU apresentam as opções de seqüência de boot definidas de uma outra forma. Ao invés de apresentarem opções como “A: / C: / CD-ROM”, “C: / A: / CD-ROM” e todas as diversas combinações possíveis, apresentam 4 itens independentes, através dos quais podemos definir a primeira, a segunda a terceira e a quarta opção de boot. Por exemplo, para formar a seqüência “C: / A: / CD-ROM”, programamos a primeira opção com “C:”, a segunda com “A:” e a terceira com “CD-ROM”.

CPU Speed at Boot

Este comando define qual é a velocidade do microprocessador após o boot. As opções apresentadas são High (Alta) e Low (Baixa). Em geral deixamos selecionada a opção High. Em alguns casos este item possui ainda a opção “Switch”, que faz com que seja obedecida a indicação da chave Turbo.

Hard Disk Pre-Delay

Alguns discos rígidos podem apresentar problemas quando o BIOS o testa muito cedo, antes que tenha atingido seu regime normal de funcionamento. O BIOS tenta identificar o modelo do disco, através de um comando de interrogação, mas o disco não responde, por estar ainda ocupado em sua inicialização. O resultado é um falso erro, que pode ser manifestado pela mensagem “HDD Controller Failure”. Com este comando, podemos selecionar um tempo (medido em segundos) a ser aguardado antes que o BIOS interrogue o disco rígido. Em geral, o tempo default funciona, mas em caso de problemas, podemos tentar usar o tempo máximo. Usuários “apressados” podem tentar diminuir este tempo, para que o boot seja mais rápido.

Processor Type

Muitas placas de CPU Pentium podem operar também com os microprocessadores Cyrix 6×86 ou AMD-K5. Afinal de contas, esses microprocessadores foram criados para serem opções ao Pentium. Nesse caso, essas placas possuem em seus Setups, um item através do qual podemos definir o microprocessador empregado. Podemos encontrar opções como Intel, Cyrix, AMD e Auto. O default é Auto, o que faz com que o BIOS tente detectar o microprocessador em uso. Caso esta auto detecção não funcione, podemos indicar diretamente qual é o microprocessador instalado.

Processor Speed

Algumas vezes, encontramos no Setup um item usado para informar o clock do microprocessador. Na maioria dos Setups este item não existe, já que o BIOS tem meios próprios para a determinação automática do clock usado

Parity Check

Através deste item podemos habilitar ou desabilitar a checagem de paridade realizada nas leituras da memória DRAM. Caso todas as memórias DRAM existentes na placa de CPU possuem o bit de paridade (por exemplo, quando todos os módulos SIMM forem de 36 bits, e não de 32), podemos deixar este item habilitado para que sejam usados esses bits. Quando pelo menos um módulo de memória não possui bits de paridade, devemos deixar esta opção desabilitada, caso contrário, serão emitidos falsos erros de paridade.

Memory Test Tick Sound

Esse item é uma grande besteira. Serve para habilitar ou desabilitar o barulho “tec tec tec” que é feito durante a contagem de memória. Muitas placas possuem este barulho sempre ativo, outras não apresentam este “efeito sonoro”, e outras permitem que o som seja ou não emitido, de acordo com o gosto do usuário.

Extended BIOS RAM Area

Este item define uma área de memória RAM para armazenar os parâmetro do disco rígido “tipo 47”. Algumas vezes aparece com o nome “Hard Disk Type 47 RAM Area”. Suas opções são duas: “0:300” e “DOS 1 kB”. A opção “DOS 1 KB” é mais recomendável, pois evita possíveis incompatibilidades causadas pela outra opção. Esta opção fica sem efeito quando usamos o comando System BIOS Shadow, pois ao ser feita a cópia do conteúdo do ROM BIOS para uma área de memória RAM, os parâmetros do disco rígido tipo 47 são automaticamente armazenados, sem a necessidade de usar uma área de RAM adicional.

Advanced Chipset Setup

Perigo !!!

Alguns dos itens localizados no Advanced Chipset Setup devem permanecer obrigatoriamente com seus valores default, caso contrário, a placa de CPU pode experimentar problemas de funcionamento. Por exemplo, existem alguns itens que definem a velocidade de acesso às memórias. Se for utilizada uma velocidade acima da recomendada, o microprocessador pode receber dados errados da memória, o que inviabiliza o seu funcionamento. Altere esses itens apenas se for estritamente necessário, e se você souber muito bem o que está fazendo.

ART11-16

Figura 16 – Exemplo de Advanced Chipset Setup.

Auto Configuration

Em todos os Setup, esta opção está ativada por default. Faz com que diversos itens críticos relacionados com a velocidade de transferência de dados entre o microprocessador e a memória sejam programados de modo adequado, além de ficarem inacessíveis para alterações. Se você não quer ter problemas, deixe esta opção habilitada. Se você quiser alterar a maioria dos itens descritos a seguir, será preciso desligar a Auto Configuração.

ISA Bus Clock

Em geral, podemos programar o clock do barramento ISA, em função do clock do barramento PCI. Para isto, definimos no Setup um número divisor. O clock de barramento ISA deve ser ajustado para um valor próximo a 8 MHz. Como o barramento PCI pode operar com 25, 30 e 33 MHz, usamos os divisores 3 e 4 para obter o clock adequado. Tome como base a tabela abaixo.

Clock PCI

Divisor

Clock ISA

25 MHz

3

8,33 MHz

30 MHz

4

7,50 MHz

33 MHz

4

8,33 MHz

Um Pentium de 166 MHz opera com um clock externo de 66 MHz. Logo, seu barramento PCI opera com 33 MHz. Devemos então aplicar o divisor 4 para chegar ao clock ISA de 8,33 MHz.

Cache Read Cycle

Este parâmetro define a temporização das operações de leitura da memória cache externa pelo microprocessador. De todos os itens do Advanced Chipset Setup, este é o que tem mais impacto sobre o desempenho total do computador. A habilidade de transferir dados em alta velocidade da cache externa para o microprocessador, garante que a sua cache interna terá sempre instruções prontas para serem executadas, e dados pronto para serem processados. Cada transferência de dados da cache externa para o microprocessador é feita por um grupo de 4 leituras consecutivas, cada uma delas fornecendo 64 bits. Em geral, este ciclo de leitura é marcado por 4 números, como 3-2-2-2, 2-2-2-2, 2-1-1-1, etc. Cada um desses números indica quantas unidades de tempo são gastas em cada leitura. A unidade de tempo usada nessas operações é o “período”, notado pelo símbolo “T”. O valor de T é calculado a partir do clock externo do microprocessador:

Clock Externo

T

50 MHz

20 ns

60 MHz

16,6 ns

66 MHz

15 ns

Considere por exemplo um Pentium-200, que opera com um clock externo de 66 MHz e T=15 ns. O ciclo 3-1-1-1 indica que são usados 45 ns para a primeira leitura, e mais 15 ns para cada uma das outras três leituras consecutivas.

De todas as opções apresentadas para este item, a que possui menores números resulta em maior velocidade. Por exemplo, “3-1-1-1” é mais rápido que “3-2-2-2”. Entretanto, é preciso verificar se esses números menores realmente podem ser usados. Se o tempo destinado às leituras da cache for muito pequeno, o computador pode simplesmente não funcionar, devido a erros de leitura na memória cache. Quando usamos a auto-configuração no Advanced Chipset Setup, este item, assim como todos os outros relacionados com o acesso da memória, são programados com valores default eficientes e seguros. O uso de valores mais “apertados” é considerado um “envenenamento”, e pode não funcionar.

Cache Write Wait State

As opções apresentadas são “0 WS” e “1 WS”. Serve para aplicar uma prorrogação no tempo para operações de escrita na memória cache externa. Digamos que as leituras sejam feitas em modo 3-2-2-2, o que significa, três ciclos para a primeira leitura e dois ciclos para cada uma das outras três leituras consecutivas (lembre-se que os dados da cache são lidos em 4 grupos de 64 bits). As transferências de dados do microprocessador para a cache externa podem seguir esses mesmos tempos, caso usemos a opção “0 WS”, ou pode utilizar um estado a mais, caso usemos a opção “1 WS”. No caso, o ciclo de escrita na cache obedeceria ao padrão 4-3-3-3. Em geral, podemos usar a opção “0 WS”, fazendo com que as escritas e leituras na cache externa sejam feitas na mesma velocidade.

DRAM Read Cycle

Assim como ocorre com a memória cache, as memórias DRAM também operam com ciclos de 4 leituras ou escritas consecutivas. Este item do Setup define quantos períodos de tempo são usados em cada uma das leituras. Por exemplo, o esquema 7-3-3-3 indica que são usados 7T para ter acesso ao primeiro grupo de 64 bits, e 3T para cada uma das outras três leituras seguintes. Memórias DRAM EDO podem operar com valores menores que no caso das memórias DRAM comuns. Em geral, o BIOS detecta automaticamente o tipo de DRAM usada e programa este ciclo de leitura, levando em conta a segurança e a eficiência. Uma programação manual pode ser feita pelo usuário, mas deve ser levado em conta que valores menores resultam em uma pequena melhoria no desempenho, mas podem tornar o computador instável, podendo apresentar erros na memória a qualquer momento. Este é um envenenamento que em geral não vale a pena ser feito, já que o desempenho da cache tem um papel muito mais significativo que o desempenho da DRAM.

DRAM Write Wait State

Assim como ocorre nas leituras, as operações de escrita na DRAM também são feitas em seqüências de 4 grupos de 64 bits (apesar de também poderem ser feitas escritas individuais). Este item possui duas opções: “0 WS” e “1 WS”. Quando é usado “0 WS”, o ciclo de escrita na DRAM segue a mesma temporização do ciclo de leitura. Quando usamos “1 WS”, as escritas terão um tempo adicional de um período. Por exemplo se o ciclo de leitura da DRAM usa a temporização 7-3-3-3 e usamos 1 WS para as escritas, as transferências para a DRAM seguirão à temporização 8-4-4-4. Este item é programado automaticamente de forma segura quando usamos o comando Auto Configuration do Advanced Chipset Setup.

RAS to CAS Delay

Os endereços de memória são enviados para a DRAM em duas etapas, chamadas de “linha” e “coluna”. Dois sinais digitais são também enviados para a DRAM, para indicar que essas duas partes do endereço estão disponíveis. Esses sinais são chamados de RAS (Row Address Strobe) e CAS (Column Address Strobe). Todas as memórias DRAM requerem que o RAS seja ativado durante um certo período de tempo, antes do envio do CAS. Este item do Setup serve para definir o tempo entre o RAS e o CAS. Um tempo menor pode fazer com que os dados da DRAM sejam lidos mais rapidamente, mas este envenenamento não vale a pena ser tentado. Lembramos mais uma vez que a cache tem um papel muito mais significativo que a DRAM no que diz respeito ao desempenho.

DRAM Write CAS Pulse

Depois que o sinal CAS chega à DRAM, este deve permanecer ativo durante um certo intervalo de tempo. Quanto menor for este intervalo, mais cedo terminará o ciclo de acesso à memória DRAM, mas por outro lado, isto pode fazer o funcionamento do computador ficar instável. É recomendável deixar este item programado na opção default, que é preenchida na Auto Configuração.

DRAM CAS Precharge Time

Aqui está mais um item que deve ser preferencialmente deixado com sua programação default, caso contrário o funcionamento da memória poderá ficar instável. As memórias DRAM comuns (Fast Page Mode) precisam “descansar” após o término de uma leitura, antes de dar início à próxima leitura. Quando uma célula de memória é lida, seu conteúdo é apagado, mas é automaticamente re-escrito. O Precharge Time é o tempo necessário para fazer esta correção. Usando um tempo menor, o tempo total usado no ciclo de acesso à memória será menor.

DRAM RAS to MA Delay

Os endereços enviados para a memória DRAM são divididos em duas partes, chamadas de linha e coluna. A divisão do endereço completo em duas partes que são enviadas, uma de cada vez, é chamada de Multiplexação. O Sinal MA (Multiplex Address) serve para substituir o endereço de linha pelo endereço de coluna. Este item do Setup serve para indicar, quanto tempo após a ativação do sinal RAS, será feita a multiplexação, ou seja, o envio do endereço de coluna. É recomendável deixar este item no modo default.

DRAM Speed

Algumas placas de CPU possuem a capacidade de programar automaticamente todos os itens relacionados com a temporização da DRAM, bastando que para isto seja fornecida a sua velocidade, ou seja, o seu tempo de acesso. Memórias mais rápidas suportam uma temporização mais “apertada” que memórias mais lentas. Determinadas temporizações podem ser indicadas para memórias de 70 ns, e outras, mais “apertadas”, podem funcionar perfeitamente em memórias DRAM de 60 ns. É muito melhor uma indicação como esta, que usa a temporização mais rápida suportada pela memória em uso, do que as temporizações resultantes da auto configuração. Quando não temos condições de especificar o tempo de acesso das memórias, a auto configuração pode usar parâmetros adequados a memórias de 70 ns, o que faria com que o desempenho das memórias de 60 ns não possa ser aproveitado. Ao encontrar este item no Setup, verifique o tempo de acesso das memórias instaladas e escolha o valor apropriado.

DRAM Slow Refresh

Este item provoca um pequeno aumento no desempenho da DRAM. A operação de Refresh consiste em uma seqüência interminável de leituras feitas na DRAM. Se essas leituras cessarem, os dados da DRAM são apagados, pois em geral ficam estáveis por apenas alguns milésimos de segundo. Antigamente, as DRAMs precisavam ser lidas uma vez a cada 2 ms (milésimos de segundo). As DRAMs atuais podem ser lidas em intervalos de tempo maiores, como 4 ms ou 8 ms. Essas leituras provocam uma pequena perda de desempenho na DRAM, em geral inferior a 10%. Com o comando Slow Refresh, este período pode ser mais longo, o que faz com que a perda de desempenho seja menor. Em geral podemos habilitar este item, pois as DRAMs modernas o suportam.

L2 Cache Policy

A memória cache externa pode operar de dois modos: Write Through e Write Back. No primeiro método, a cache externa acelera apenas as operações de leitura, e no segundo método, acelera também as operações de escrita. O segundo método oferece melhor desempenho que o primeiro, e deve ser preferencialmente utilizado.

ISA Linear Frame Buffer Address

Este item é necessário na instalação de algumas placas digitalizadoras de vídeo. Se o seu PC não possui placas deste tipo, deixe-o desabilitado.

Placas digitalizadora de vídeo possuem uma área de memória para onde os dados são continuamente transferidos durante o processo de digitalização. Esta área é chamada de “Frame Buffer”. O microprocessador precisa ler esses dados digitalizados para que sejam armazenados em disco. Muitas dessas placas exigem que este buffer fique localizado no endereço 15 MB. Algumas utilizam um buffer com 1,5 MB, sendo então necessária a sua localização no endereço 14 MB. Para evitar que esta área de memória, localizada na placa digitalizadora de vídeo, entre em conflito com a DRAM, as placas de CPU Pentium possuem comandos que desabilitam uma área de memória DRAM. Esses comandos indicam o endereço (ISA Linear Frame Buffer Address) e o seu tamanho (ISA Linear Frame Buffer Size). Por exemplo, se uma determinada placa digitalizadora de vídeo possui um Frame Buffer com 1 MB, devemos fazer o seguinte:

Programar o endereço do Linear Frame Buffer (LFB) na placa digitalizadora para 15 MB.
Programar no CMOS Setup o item ISA LFB Address para 15 MB.
Porgramar no CMOS Setup o item ISA LFB Size para 1 MB.

Esta programação cria um “buraco” na memória DRAM, por isso é chamada em alguns Setups de “Memory Hole”. Em geral, podemos utilizar uma outra área para realizar as leituras do Frame Buffer. Podemos acessá-lo através de uma janela de pequeno tamanho, localizada na memória superior. Desta forma, não estaremos criando uma descontinuidade ne memória DRAM.

ISA LFB Size

Este item é o ISA Linear Frame Buffer Size, que opera em conjunto com o ISA Linear Frame Buffer Address, já explicado acima.

Video Pallete Snoop

Você provavelmente deixará este item desabilitado. Existem algumas placas SVGA especiais que são instaladas em conjunto com outra placa SVGA. Podemos ter uma placa SVGA no barramento ISA e outra no barramento PCI. Quando fazemos esta instalação especial, devemos habilitar este item no Setup, o que faz com que ambas as placas passem a utilizar a mesma paleta de cores.

Latency Timer (PCI Clocks)

Este é um importante parâmetro do barramento PCI. Em geral deve ser deixado na sua opção default. Serve para definir um limite de tempo máximo para que uma interface assuma o controle do barramento PCI. Uma vez que uma interface tenha assumido o controle do barramento, ela terá direito a um período limitado de tempo para realizar sua transferência de dados. O término deste período, caso a transferência não tenha terminado, será provisoriamente suspensa para dar chance de outras interfaces realizarem suas transferências. Cada uma dessas transferências sará também limitada pelo Latency Timer. Depois que as outras interfaces terminarem suas transferências (mesmo que não terminem, serão suspensas para continuar depois), a interface que teve sua transferência paralisada pelo término do seu período reservado pelo Latency Timer, poderá prosseguir de onde parou. Este mecanismo evita que uma interface assuma o controle do barramento PCI por um período muito longo, prejudicando outras interfaces que precisam realizar suas transferências.

O Latency Timer é programado em número de clocks PCI. Por exemplo em um barramento PCI de 33 MHz, cada período dura 30 ns. Ao programar o Latency Timer com o valor 32, estaremos dando a cada interface, o intervalo de 960 ns para que realizem suas transferências. Se a transferência não terminar neste tempo, será suspensa enquanto a interface aguarda a sua vez para continuar. Você encontrará nos Setups, opções para programar o Latency Timer com valores como 32, 64, 96, 128, até um máximo de 256. Em geral podemos optar pelas opções mais baixas, como 32 ou 64, que são inclusive os valores default usado pelo Setup.

PCI Burst

O barramento PCI pode operar com transferências em modo Burst. Nas transferências normais, o circuito que requisita a transferência deve fornecer o endereço a ser acessado, e a seguir fornecer (ou receber) o dado. As transferências em modo Burst, por sua vez, precisam que seja fornecido apenas o endereço inicial, e a seguir, uma longa seqüência de dados é transmitida, sem que os endereços precisem ser novamente fornecidos. Este sistema é usado, por exemplo, para transferir dados para a memória de vídeo das placas SVGA, ou para transferir dados para a interface IDE. Entretanto, certas placas PCI podem não suportar transferências neste modo. Se forem observados problemas, por exemplo, nas imagens exibidas na tela, devemos desabilitar o item PCI Burst, o que fará com que as transferências sejam realizadas no modo convencional.

System BIOS Cacheable

Este item define se a área de memória ocupada pelo BIOS da placa de CPU deve ser ou não acelerado pela memória cache. Lembre-se que esta ROM é copiada para a DRAM, um mecanismo chamado Shadow RAM. Isto provoca um grande aumento de desempenho no processamento do BIOS. Com o item System BIOS Cacheable, o conteúdo do BIOS da placa de CPU, além de ser acelerado pela cópia para a DRAM, é ainda acelerado pela memória cache. Isto provocará uma melhora no desempenho do BIOS, o que é refletido, por exemplo, na elevada taxa de transferência externa do disco rígido.

Video BIOS Cacheable

É análogo ao item System BIOS Cacheable, exceto no que diz respeito ao BIOS da placa SVGA. Deve ser sempre habilitado, o que causará melhoria na velocidade de operação deste BIOS. Devemos deixar este item desabilitado, por exemplo, quando usamos uma placa SVGA antiga, de 16 bits, que não suporta a alta velocidade do Pentium.

8 bit I/O Recovery Time

Algumas placas de expansão ISA não suportam a alta velocidade de operação do Pentium. Mesmo com os seus ciclos de leitura e escrita sendo feitos na velocidade correta (a 8 MHz, como requer o barramento ISA), essas placas podem necessitar de um pequeno intervalo de tempo antes que estejam prontas para permitir a próxima operação de leitura ou escrita. Em geral, as operações de leitura e escrita no barramento ISA demoram 250 ns. Uma determinada placa pode precisar de um tempo de, digamos, cerca de 250 ns até que esteja pronta para a próxima operação. Este tempo é chamado de “Recovery Time”. O Pentium, assim como os outros microprocessadores da família Intel, é capaz de realizar transferências de E/S seqüênciais, uma após a outra, sem descanso. Possuem instruções como “envie todos esses bytes para um determinado endereço de E/S, em seqüência”. Essa instrução é chamada de OUTSB (transmite seqüência de bytes para endereço de E/S), mas existem ainda outras: OUTSW (transmite seqüência de words para E/S), INSB (recebe seqüência de bytes) e INSW (recebe seqüência de words). A placa pode apresentar erros nessas operações, e para que não ocorram, é preciso fazer com que o Pentium realize pausas automaticamente quando estiver executando essas instruções especiais de E/S. Para isto, os Setups possuem a opção I/O Recovery Time. Muitos Setups possuem um único comando para este fim, outros possuem dois comandos independentes, um para operações de E/S de 8 bits, e outro para operações de E/S de 16 bits. As opções são dadas em número de clocks. Em geral, podemos usar o valor mínimo, já que resulta em maior velocidade de transferência de dados. Se forem observados problemas de mau funcionamento em placas ISA, devemos tentar programar este item com o seu valor máximo. As opções são medidas em número de períodos de clock. Podemos encontrar, por exemplo, valores desde 1 clk até 8 clk.

16 bit I/O Recovery Time

Este item é análogo ao 8 bit I/O Recovery Time, exceto que diz respeito apenas às operações de E/S envolvendo 16 bits. Não diz necessariamente respeito a placas ISA de 16 bits. Mesmo sendo uma placa ISA de 16 bits, quase sempre possuem endereços de E/S que são acessados em grupos de 8 bits.

DRAM Timing

Muitos Setups permitem que seja especificado o tempo de acesso das suas memórias DRAM. Desta forma, é feita automaticamente a configuração de diversos itens do Setup relacionados com a temporização do acesso às memórias, da forma mais eficiente possível em relação ao tempo de acesso das DRAMs instaladas.

Turbo Read Pipelining

O termo “Pipelining” aplica-se a ciclos especiais de aceso à memória, no qual um grupo de 4 acessos é imediatamente seguido por outro. Parece complicado. Vejamos então outra forma de explicação. Os ciclos de acesso à memória DRAM consistem em 4 leituras consecutivas de grupos de 64 bits. Os tempos para essas leituras são medidos em períodos de clock. Digamos que a memória esteja operando no esquema 7-2-2-2, ou seja, são 7 períodos para ler o primeiro grupo de 64 bits mais dois ciclos para ler cada um dos três grupos seguintes. Logo depois de fazer uma transferência de 4 grupos de 64 bits, inicia-se em geral a transferência de mais 4 grupos de 64 bits. Este novo ciclo, em condições normais, teria que respeitar a mesma temporização do ciclo anterior, ou seja, 7-2-2-2. Entretanto, as memórias DRAM são capazes de transmitir longas seqüências em FPM (Fast Page Mode), desde que solicitadas. Podem realizar, por exemplo, uma transferência com a temporização 7-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2, e para isto basta que o chip controlador do seu acesso solicite este tipo de transferência. Este modo de operação, no qual um ciclo de leitura é “emendado” com o seguinte, é chamado de Pipelined Read. Caso exista esta opção no seu Setup, habilite-a, pois é segura e causa melhoria no desempenho da DRAM.

Peer Concurrency

Este item, ao ser habilitado, permite que existam transferências sendo reali-zadas no barramento PCI, ao mesmo tempo em que existem transferências sendo realizadas entre o microprocessador, a DRAM e a cache externa. Ao ser habilitado, oferece um sensível aumento no desempenho do sistema.

Extended Cacheability

Existe uma limitação nos Chipsets no que diz respeito à área de memória sobre a qual a cache atua. Certos Chipsets podem fazer com que a cache atue apenas nos primeiros 64 MB. Qualquer área de memória DRAM que ultrapasse este valor não será acelerada pela cache. Outros chipsets podem manter a cache atuando sobre uma área maior, desde que seja indicado no Setup, qual é a faixa de DRAM a ser “cacheada”. Este item deve ser programado com o menor valor possível que seja superior à quantidade de memória DRAM instalada.

Low CPU Clock

Todas as placas de CPU podem operar em duas velocidades, uma alta e uma baixa. Nos velhos tempos das placas de CPU que operavam com 16, 20, 25 ou 33 MHz, a velocidade baixa era em geral obtida com um clock de 8 MHz, ou outro valor próximo. Muitas placas de CPU modernas ativam sua baixa velocidade pela desabilitação total da cache interna e da externa. Existem ainda placas que desabilitam ambas as caches, e ainda diminuem o valor do seu clock. Pois bem, várias dessas placas permitem que seja escolhido o valor do clock de baixa velocidade, em geral através de uma fração do clock máximo. Por exemplo, em um Pentium-166, programar o “Low CPU Clock” com um fator 1/20, resultará em um clock de baixa velocidade em torno de 8 MHz. O Pentium estará operando em alta veloci-dade até que seja depressionado o botão Turbo, passando então a vigorar este valor baixo de clock programado.

PCI / PnP Setup

As placas de CPU Pentium possuem todos os recursos do padrão PnP. Entretanto, nem sempre são utilizadas em sistemas 100% PnP. Podem ser usados sistemas operacionais que não são PnP (atualmente apenas o Windows 95 é PnP), e também podem operar em conjunto com placas de expansão ISA que não são PnP. Seja qual for o caso, certos ajustes precisam ser feitos manualmente, e para isto essas placas possuem uma parte do seu Setup dedicado à definição de itens relacionados com as placas PCI (são todas elas PnP) e placas ISA, sejam elas comuns ou PnP.

Boot with PnP OS

O BIOS PnP pode operar de duas formas diferentes: Gerenciar sozinho a configuração automática de dispositivos PnP, ou dividir esta tarefa com o Sistema Operacional, desde que este sistema também seja PnP. Este item (Boot with PnP Operating System) deve ser habilitado caso esteja em uso um sistema operacional PnP, como o Windows 95.

PCI Slot 1 / 2 / 3 / 4 IRQ Priority

As placas de CPU com barramento PCI têm condições de associar de forma automática, uma interrupção para cada um dos seus 4 slots PCI. Em geral essas interrupções são chamadas de INTA, INTB, INTC e INTD. O usuário pode programar este item com a opção Auto, e deixar que o BIOS escolha as interrupções a serem utilizadas. Muitos Setups nem mesmo permitem que o usuário interfira sobre esta escolha. Por outro lado, existem Setups que permitem que o usuário forneça certas informações, que devem ser obrigatoriamente utilizadas pelo BIOS. Podemos, por exemplo, interferir diretamente na escolha e no uso das interrupções. Se nosso computador for 100% PnP, a melhor coisa a fazer é deixar todos os itens relacionados com o PnP na opção Auto. Caso estejamos instalando algumas placas de expansão que não sejam PnP, teremos que fazer certas configurações de forma manual, como por exemplo, o uso das interrupções. Nesse caso, é importante que o Setup ofereça recursos para o selecionamento manual de diversos dos seus itens, como é o caso daquele que define o uso das interrupções.

Este item deve ser preferencialmente programado na opção Auto, a menos que desejemos, em conseqüência da instalação de placas não PnP, direcionar manualmente uma interrupção específica para um slot PCI.

PCI Slot 1 / 2 / 3 / 4 DMA Priority

Este item tem um significado muito parecido com o explicado acima. Diz respeito ao uso de interrupções pelos slots PCI. Em geral podemos deixá-lo na opção Auto, e deixar que o BIOS faça a escolha. Entretanto, durante o processo de compatibilização com placas não PnP, podemos optar por usar canais de DMA fixos em determinados slots PCI.

IRQ 3 / 4 / 5 / 6 / 7 / 9 / 10 / 11 / 12 / 14 / 15

Esses itens são necessários para possibilitar a instalação de placas ISA que não sejam PnP. Placas ISA PnP (Ex: Sound Blaster 16 PnP) não necessitam que o usuário defina linhas de interrupção (IRQ) e canais de DMA. Esta definição é feita automaticamente pelo BIOS e pelo Windows 95. Entretanto, podemos precisar instalar placas ISA não PnP. Neste caso, precisamos indicar no CMOS Setup quais são as interrupções e canais de DMA ocupados por essas placas, caso contrário, o BIOS provavelmente não detectará que esses recursos estão ocupados, e os destinará a outras placas. O resultado será um conflito de hardware. Esta série de itens serve para indicar se cada uma dessas interrupções está sendo usada por uma placa ISA não PnP, ou se está livre para ser usada por algum dispositivo PnP. Digamos por exemplo que estejamos utilizando uma placa de som ISA, não PnP, configurada com IRQ5, e uma placa de rede, ISA, não PnP, configurada com IRQ10. A programação desses itens deve ser portanto feita da seguinte forma:

IRQ3 PCI / PnP
IRQ4 PCI / PnP
IRQ5 ISA
IRQ6 PCI / PnP
IRQ7 PCI / PnP
IRQ9 PCI / PnP
IRQ10 ISA
IRQ11 PCI / PnP
IRQ12 PCI / PnP
IRQ14 PCI / PnP
IRQ15 PCI / PnP

DMA Channel 0 / 1 / 3 / 5 / 6 / 7

Assim como determinadas interrupções podem estar ocupadas por placas ISA não PnP, o mesmo pode ocorrer com canais de DMA. Muitos Setups possuem itens para a indicação de cada um dos canais de DMA, informando ao BIOS se estão em uso por alguma placa ISA não PnP, ou se estão livres para serem usados por dispositivos PnP. Digamos por exemplo que estejamos utilizando uma placa de som não PnP, ocupando os canais DMA1 e DMA5 (o caso típico da Sound Blaster 16 não PnP). Devemos então programar esses itens da seguinte forma:

DMA0 PCI / PnP
DMA1 ISA
DMA3 PCI / PnP
DMA5 ISA
DMA6 PCI / PnP
DMA7 PCI / PnP

Reserved Memory Size

Este item é utilizado quando o computador possui placas de expansão ISA não PnP, dotadas de memórias ROM (não incluindo as placas AVGA). Um típico exemplo é o das placas controladoras SCSI e placas de rede com boot remoto (ambas em versões não PnP). Para instalar essas placas em um computador PnP, é preciso indicar no Setup qual é a faixa de endereços reservada para as suas ROMs. Os endereços das ROMs dessas placas devem ser selecionados manualmente, através de straps. No CMOS Setup, devemos indicar, tanto o endereço como o tamanho reservado para essas ROMs. Em geral temos para o tamanho (Reserved Memory Size), as opções Disabled, 16 kB, 32 kB e 64 kB. Como a grande maioria das placas de expansão não utilizam ROMs, podemos deixar este item na opção Disabled.

Reserved Memory Address

Neste item é indicado o endereço inicial reservado para as ROMs de placas de expansão ISA não PnP, como explicado acima. Em geral são apresentadas opções como C000, C400, C800, CC00, D000, D400, D800 e DC00. Seu valor default é C800, o endereço da área localizada logo após a ROM da placa SVGA. Observe que esta área só será reservada se for definido o seu tamanho, explicado no item acima. Se o seu tamanho for definido como Disabled, esta área reservada não será criada.

Offboard PCI IDE Card

Este item deve ser usado quando instalamos alguma placa de expansão que possua uma interface IDE primária ou secundária. As opções apresentadas são None, Primary, Secondary e Both. Caso seja definida a presença de uma interface IDE primária ou secundária em uma placa de expansão, a interface correspondente existente na placa de CPU deve ser desabilitada. Normalmente, ao definir a presença de interfaces IDE em uma placa de expansão, o Setup automaticamente faz a desabilitação das interfaces correspondentes na placa de CPU.

Offboard PCI IDE Primary / Secondary IRQ

Quando instalamos uma placa de expansão que possua interfaces IDE, precisamos indicar quais são as interrupções utilizadas. Em geral, a interface IDE primária utiliza a IRQ14, enquanto a secundária utiliza a IRQ15.

Peripheral Configuration

Esta parte do Setup define vários parâmetros de funcionamento das interfaces existentes na placa de CPU: Seriais, paralela, interfaces IDE e interface de drives. Muitos desses itens podem ser programados com a opção “Auto”, deixando por conta do BIOS a programação. Para usuários mais avançados, a possibilidade de usar valores default diferentes pode ser uma característica muito oportuna, para possibilitar certos tipos de expansão.

On Board IDE Ports

As placas de CPU Pentium possuem duas interfaces IDE, sendo uma primária e outra secundária. Assim como várias outras interfaces existentes nessas placas de CPU, as interfaces IDE podem ser habilitadas ou desabilitadas. Por exemplo, se não estivermos usando a interface secundária, podemos desabilitá-la, evitando assim que uma interrupção (em geral a IRQ15) seja ocupada desnecessariamente. Da mesma forma, podemos utilizar interfaces IDE existentes em placas de expansão, e neste caso, devemos desabilitar as interfaces IDE da placa de CPU. Este item em geral possui opções como:

None
Primary Only
Secondary Only
Both (ambas ficam ativas)

IDE 0 Master Mode

Como sabemos, os dispositivos IDE podem realizar transferências de dados em vários modos, desde o PIO Mode 0 (o mais lento) até o PIO Mode 4 (o mais rápido). Certos Chipsets permitem que uma interface opere em um modo, enquanto a outra interface opera em outro modo. Por exemplo, podemos ter a interface primária operando em Mode 4, e a secundária operando em Mode 0. Ao ligarmos em uma mesma interface, dois dispositivos IDE, sendo um capaz de operar em Mode 4, e outro mais antigo, capaz de operar apenas em Mode 0, ocorrerão problemas de mau funcionamento. O BIOS fará então a redução automática de velocidade desta interface para o Mode 0, o que prejudica o desempenho dos dispositivos mais velozes. Uma solução para este problema é usar os dispositivos rápidos em uma interface (Ex: discos rígidos) e os dispositivos mais lentos (Ex: Drives de CD-ROM que são IDE mas não EIDE e unidades de fita) na interface secundária.

Certos Chipsets são capazes de utilizar, mesmo dentro de uma mesma interface IDE, dispositivos operando em diferentes velocidades. Quando o Chipset possui esta capacidade, em geral existem itens que definem a velocidade de operação dos dispositivos Master e Slave de cada uma das interfaces IDE, de forma independente.

IDE 0 Slave Mode
IDE 1 Master Mode
IDE 1 Slave Mode

Estes três itens têm a mesma explicação do item anterior. Eles servem para definir individualmente a taxa de transferência de cada um dos possíveis dispositivos IDE instalados.

IDE HDD Block Mode

Habilita as transferências de dados em “Block Mode”, ou seja, são transferidos múltiplos setores, ao invés de apenas um de cada vez.

On Board FDC

Habilita ou desabilita a interface para drives de disquetes existente na placa de CPU. Devemos desabilitar esta interface caso desejemos utilizar uma interface para drives existente em uma placa de expansão.

On Board Serial Port 1/2

Na verdade são dois itens, um para a primeira e outro para a segunda porta serial existente na placa de CPU. Esses itens servem para habilitar ou desabilitar cada uma dessas interfaces. Em certos casos especiais, podemos querer desabilitar uma delas. Por exemplo, quando um computador possui muitas placas de expansão e todas as interrupções de hardware já estão ocupadas, será preciso desabilitiar a segunda porta serial para permitir a instalação de uma placa modem/fax.

On Board Parallel Port

Este item habilita ou desabilita a interface paralela existente na placa de CPU. Em geral podemos deixar esta interface habilitada, mas em certos casos especiais, quando temos muitas placas de expansão instaladas e todas as interrupções de hardware estão ocupadas, desabilitar a porta paralela (caso o PC não possua impressora) pode ser a melhor forma de conseguir uma interrupção livre.

On Board Printer Mode

Como sabemos, as interfaces paralelas existentes nas placas de CPU Pentium podem operar em três modos: Normal, EPP e ECP. Através deste item, escolhemos o modo desejado.

Parallel Port Address

As portas paralelas podem ocupar três endereços de E/S diferentes: 378, 278 e 3BC. Graças a este endereçamento, um PC pode ter até três portas paralelas, chamadas respectivamente de LPT1, LPT2 e LPT3. Desde que a interface paralela da placa de CPU seja a única existente no computador, qualquer um dos três endereços pode ser escolhido. Caso façamos a instalação de uma placa de expansão que já possua uma interface paralela, precisamos descobrir o seu endereço (em geral selecionado através de jumpers), e configurar a interface paralela da placa de CPU com um endereço diferente.

Serial Port 1/2 IRQ

Com esses dois itens, selecionamos as interrupções usadas pelas duas interfaces seriais. O padrão é COM1/IRQ4 e COM2/IRQ3, mas podemos utilizar outras interrupções.

Parallel Port IRQ

A porta paralela pode utilizar a IRQ7, caso esteja configurada com o endereço 378, ou a IRQ5, caso esteja configurada com o endereço 278. Entretanto, outras interrupções podem ser usadas.

Parallel Port DMA Channel

Quando a porta paralela opera em modo ECP, devemos indicar um canal de DMA para a realização de suas transferências. É usado um canal de 8 bits. Como o canal 2 está sempre ocupado pela interface de drives, as opções são DMA0, DMA1 e DMA3. Em geral, podemos usar qualquer uma delas. Caso você possua alguma placa de interface que opere com DMA, você deve evitar o canal correspondente. Por exemplo, as placas de som utilizam em geral o canal DMA1, e portanto você deve evitar o seu uso, optando pelos canais 0 ou 3. Em caso de dúvidas, configure sua porta paralela para operar em modo EPP, pois é quase tão rápido quanto o modo ECP e não requer o uso de um canal de DMA. Além disso, lembre-se que a maioria das impressoras não opera em modos EPP nem ECP, sendo portanto mais recomendável, neste caso, configurar a porta paralela como Normal.

Security

Em geral, esta parte do Setup possui apenas dois comandos, sendo um para cadastramento de senha, e outro relacionado com anti-vírus.

Password

Tome muito cuidado para não cadastrar uma senha e depois esquecê-la. Você poderá ficar impossibilitado de usar o Setup, ou então de executar um boot e usar o Setup, dependendo de como está programado o item Password Checking Option, no Advanced CMOS Setup. Se você pretende usar uma senha, anote-a em um local seguro. Quando o usuário esquece a senha, é preciso apagar os dados do chip CMOS. Isto faz com que a senha seja desligada, mas será preciso reprogramar todo o Setup novamente. O manual da placa de CPU sempre traz instruções sobre como realizar esta operação.

Quando usamos o comando Password, o Setup nos pede que seja digitada uma senha, apresentando a mensagem “Entre New Password”. Depois de digitada, é apresentada a mensagem “Re-Enter New Password”. É preciso digitá-la novamente, para confirmação. A senha só será aceita se for digitada duas vezes de forma idêntica. Os caracteres digitados não aparecem na tela, para evitar que um colega presencie o que está sendo digitado e memorize a sua senha. Caso já tenha sido anteriormente cadastrada uma senha, o Setup pedirá antes que seja digitada a senha atual, apresentando a mensagem “Enter Current Password”. Sem saber a senha antiga, não é possível cadastrar uma senha nova.

Se quisermos desabilitar a senha, basta responder ENTER à pergunta “Enter New Password”. Podemos ver a operação de cadastramento de senha na figura 17.

Depois que a senha estiver cadastrada, a checagem será feita de acordo com o item Password Checking Option, definida no Advanced CMOS Setup. Programe este item da seguinte forma:

Setup, se você quer que seja pedida a senha apenas para uso do CMOS Setup. Desta forma, qualquer um poderá usar o computador, mas apenas mediante o fornecimento da senha será possível utilizar o Setup.

Always. A senha será sempre requisitada, tanto para executar um boot, como para acessar o Setup.

ART11-17

Figura 17 – Cadastrando uma senha.

Anti Virus

Quase todos os BIOS são capazes de detectar possíveis contaminações por vírus de computador, através do monitoramento das operações de escrita no setor de boot e na tabela de partições do disco rígido. Essas áreas são monitoradas porque a maioria dos vírus se instalam nelas. Quando deixamos esta opção habilitada, qualquer operação de gravação em uma dessas áreas é imediatamente seguida de uma mensagem alertando o usuário sobre uma possível contaminação, e perguntando se a operação deve ou não ser realizada. Em geral, o usuário pode escolher três cami-nhos: Permitir a gravação, não permitir a gravação ou executar um boot. A gravação deve ser permitida apenas quando estão em uso programas que realmente gravam nessas áreas, como por exemplo, o FDISK e o FORMAT, usados no processo de inicialização do disco rígido. Também durante a instalação de sistemas operacionais ocorrem essas gravações, que devem ser permitidas. Por outro lado, se a mensagem alerta sobre vírus ocorre durante o uso de programas comuns, a melhor coisa a fazer é executar um boot e tomar providências para detectar e eliminar eventuais vírus existentes no computador.

ART11-18

Figura 18 – Habilitando a checagem de vírus.

IDE Setup

Esta parte do Setup diz respeito a itens relacionados com as interfaces IDE e com os discos rígidos. Alguns desses itens podem ser encontrados em outras partes do Setup, como no Advanced CMOS Setup e no Peripheral Configuration Setup.

Auto Detect Hard Disk

Este comando realiza a detecção automática de todos os discos rígidos instalados, seja na interface IDE primária, seja na secundária. Sempre serão detectados os parâmetros relacionados com a geometria lógica do disco, como o número de cilindros, cabeças e setores. Em geral, outros parâmetros como LBA, Block Mode, PIO Mode e 32 bit transfers poderão ser também detectados. Entretanto, nada impede que esses itens sejam detectados e programados por comandos independentes do IDE Setup. Certos Setups possuem um único comando que faz a detecção de todos os discos IDE instalados. Outros possuem comandos independentes para a detecção dos 4 dispositivos possíveis: Primary Master, Primary Slave, Secondary Master e Secondary Slave.

ART11-19

Figura 19 – Usando o comando Detect Primary Master.

LBA Mode

Em geral este recurso é aplicado de forma independente para cada um dos 4 possíveis discos IDE. Serve para ativar o Logical Block Addressing, a fun-ção que permite o endereçamento de discos com mais de 504 MB. Como os PCs modernos sempre utilizarão discos com capacidades acima deste valor, o LBA deve permanecer sempre habilitado.

IDE Block Mode

Este recurso, já um velho conhecido nosso, ativa transferências de dados em bloco. Ao invés do disco transferir um setor de cada vez, transfere uma seqüência de vários setores. Este recurso contribui para aumentar a taxa de transferência externa do disco.

IDE PIO Mode

Permite o selecionamento da taxa de transferência do disco. O mais lento é o PIO Mode 0, usado nos discos rígidos antigos. O mais veloz atualmente é o PIO Mode 4, que chega a 16,6 MB/s (em breve serão comuns os discos que operam em PIO Mode 5, com 20 MB/s). Todos os atuais discos IDE, chamados de EIDE ou Fast ATA-2, podem suportar o PIO Mode 4, que deve ser preferencialmente utilizado. No caso do usuário desejar aproveitar um disco rígido um pouco mais antigo (aqueles velhos modelos abaixo de 500 MB), provavelmente não poderá usar o PIO Mode 4, mas poderá tentar usar modos mais velozes que o PIO Mode 0, como os modos 1, 2 e 3.

IDE 32 bit Transfers

Este comando faz com que as interfaces IDE passem a receber e transmitir dados para o microprocessador em grupos de 32 bits, ao invés de apenas 16. Podemos desta forma conseguir um pequeno aumento na taxa de transferência externa.

Power Management

Os PCs modernos possuem um recurso que até pouco tempo atrás só estava disponível em computadores portáteis: o gerenciamento de energia. Consiste em uma monitoração do uso do computador, e ao detectar inatividade durante um período pré-estabelecido, colocar o computador e seus dispositivos em estados de baixo consumo de energia. É um procedimento muito similar ao usado nos “Screen Savers” (economizadores de tela). A diferença é que, ao invés de simplesmente prolongar a vida do monitor, o objetivo principal é a economia de energia.

Nos computadores portáteis, o gerenciamento de energia tem como principal objetivo, prolongar a autonomia da bateria. Nos PCs comuns (chamados de “Desktops”), a economia de energia é o principal objetivo. O resultado é imediatamente refletido na conta de energia elétrica. Pode parecer pouco para quem possui apenas um computador, mas é muito para empresas que possuem centenas, e até milhares de computadores.

Esta economia também tem um apelo ecológico, e por isso, equipamentos que fazem gerenciamento recebem o título de “Green”. A idéia geral é que com a economia de energia elétrica resultante do gerenciamento de energia em milhões de computadores, diminui a demanda total de energia elétrica, e como resultado disso, será preciso construir menos usinas, e menores serão os níveis de poluição.

O monitoramento das atividades não é feito apenas no teclado do no mouse, como ocorre com os screen savers. Os Chipsets usados nas placas de CPU Pentium são capazes de monitorar, a nível de hardware, linhas de interrupção e canais de DMA, dando ao usuário maior flexibilidade nos critérios para o ativamento de modos de baixo consumo.

Um equipamento capaz de fazer gerenciamento de energia pode assumir, além dos óbvios estados “ligado” e “desligado”, dois outros estados:

Standby

Neste modo, ocorre uma boa redução no consumo de energia. Menos tempo será preciso para que o equipamento volte ao estado “ligado”. Um monitor, por exemplo, ao ser colocado em estado “standby”, inibe o amplificador de vídeo, fazendo com que a tela fique escura, mas mantem em funcionamento a maioria dos seus circuitos internos. Com o simples toque em uma tecla, ou o movimento do mouse, ou qualquer atividade monitorada, o monitor volta ao seu estado normal, em poucos segundos.

Suspend

Este modo resulta em um consumo ainda menor de energia, obtido através de um desligamento de um número maior de circuitos internos. Um monitor, por exemplo, ao entrar neste modo, faz o desligamento dos circuitos geradores de alta tensão, o que diminui ainda mais o consumo de energia. No retorno das atividades, o monitor volta ao seu estado normal, mas preci-sa de um tempo um pouco maior para isto, como se estivesse sendo ligado.

De um modo geral, o modo “Suspend” fornece mais economia de energia, mas requer um tempo maior para a volta à atividade. O modo “Standby” oferece uma economia de energia menor, mas será mais rápida a volta à operação normal, ao ser detectada atividade.

Power Management

Este é o comando que ativa as funções de gerenciamento de energia. Suas opções são Enabled e Disabled. Quando desabilitado, o computador não estará usando os recursos de gerenciamento, e todos os itens seguintes do Power Management Setup ficarão inativos e inacessíveis. Ao habilitar este item, teremos acesso aos itens seguintes.

IDE Drive Power Down

Indica se o disco rígido deve ou não entrar em baixo consumo de energia, junto com o resto do sistema. Quando ativamos este item, o disco rígido terá desligado o seu motor principal, ou seja, cessa a sua rotação. Na volta das atividades, será preciso aguardar alguns segundos até que o motor seja ligado e atinja sua velocidade normal. Em geral, este recurso não é muito compensador, já que o consumo do disco rígido é muito pequeno, quase sempre inferior a 10 watts.

Monitor Power Down

Ao ser habilitado este item, o monitor será colocado em estado de baixo consumo após detectado um período de inatividade no sistema. A economia de energia obtida será grande, pois um monitor colorido em geral consome mais que 100 watts.

Inactivity Timer

Neste item, podemos programar o tempo de inatividade necessário para que o computador entre em estado de baixo consumo de energia. Em alguns Setups, existe um único contador de tempo. Em outros, existem contadores independentes para que seja ativado o Standby Mode, e o Suspend Mode. Por exemplo, podemos programar um computador para que entre em Standby após, digamos, 10 minutos de inatividade, e para que entre em Suspend depois de ficar, digamos 20 minutos em Standby.

Monitor IRQ

Não se trata de um item, e sim, vários itens, um para cada interrupção. Através dele indicamos quais interrupções devem ser monitoradas para, após inatividade em todas elas, o sistema entrar em estado de baixo consumo de energia. Também serve para indicar quais dispositivos podem levar o sistema à atividade normal. Digamos que queremos que o computador volte ao normal para, por exemplo, fazer a recepção de um fax. Será preciso saber qual é a interrupção usada pela placa modem/fax, e habilitar o seu monitoramento no Setup. Em caso de dúvida, habilitamos o monitoramento de todas as interrupções.

ART11-20

Figura 20 – Indicando as interrupções a serem monitoradas.

Monitor DMA

Serve para monitorar atividades nos canais de DMA. São na verdade vários itens independentes, um para cada canal de DMA. Quando habilitamos esses itens, esses canais de DMA serão incluídos na lista de dispositivos que são monitorados para a detecção de um estado de atividade ou de inatividade. Em caso de dúvida, podemos deixar todos esses itens habilitados.

Monitor LPT / COM / FLP…

Alguns Setups oferecem ao usuário a opção de monitorar seus dispositivos, sem que seja preciso indicar quais são as interrupções correspondentes. Nesse caso, apresentam uma lista com os diversos dispositivos, na qual podemos incluir os desejados.

ART11-21

Figura 21 – Indicando dispositivos a serem monitorados.

Load Defaults

Felizmente, todos os Setups modernos possuem comandos para realizar a programação automática de todos os seus itens, fazendo com que o usuário não tenha obrigação de conhecer profundamente o seu significado. Depois de feita esta “auto configuração”, o usuário só precisa acertar o relógio, definir os tipos de drives e os parâmetros do disco rígido. Vejamos quais são esses comandos.

Load Optimal Defaults

Este é o comando utilizado na maioria dos casos. Faz com que todos os itens sejam programados da forma mais eficiente possível, mas sem ativar os itens que são considerados “envenenamentos”. Em geral, são programados os seguintes itens:

É habilitada a cache interna e a externa
É habiltiada a Shadow RAM para o BIOS principal e o da placa SVGA
É ativado o máximo clock do microprocessador

Com essas poucas providências, em geral o microprocessador atinge o seu pleno desempenho. Entretanto, nem sempre chegamos ao máximo desempenho total do sistema. O bom conhecedor do Setup pode realizar ajustes visando obter, por exemplo, uma melhor taxa de transferência do disco rígido, através da ativação do PIO Mode 4, e os outros recursos já apresentados.

Load Fail Safe Defaults

Quando o computador está apresentando problemas de funcionamento, muitas vezes é preciso reduzir ao máximo a sua velocidade. Com esta redução, em geral o computador passa a funcionar bem, pelo menos o suficiente para que façamos uma investigação mais profunda sobre o problema. Por exemplo, alguém inadvertidamente instala memórias DRAM com 70 ns, quando a placa de CPU exige memórias de 60 ns. Um detalhe importante, mas que muitos usuários esquecem. Isto faz com que a programação obtida com o “Optimal Defaults” resulte em erros de acesso à memória.

Quando usamos o comando “Load Fail Save Defaults”, todo o Setup é feito de forma que o computador opere com a menor velocidade possível. As caches são desabilitadas, o clock do microprocessador é reduzido, e os tempos para acessar a DRAM serão os mais longos possíveis. O computador acaba ficando tão lento quanto um PC 286. Quando o computador funciona com esta redução de velocidade, devemos experimentar habilitar cada um dos itens do Setup, até descobrir qual deles é o causador do problema. As técnicas usadas nesta investigação requerem muito conhecimento e prática, e não cabem ser explicadas aqui. Isto é na verdade um trabalho para técnicos especializados.

Load Original Values

Quando este comando está presente, são descartadas todas as alterações que o usuário realizou, sendo todos os itens reprogramados com os seus valores vigentes no instante em que o programa Setup entrou em execução. Seu uso é equivalente a sair do Setup sem gravar os dados no chips CMOS, e depois executar o Setup novamente.

Exit

Todos os Setups possuem um comando de finalização. Após esta finalização, será dado prosseguimento ao processo de boot. Alguns Setups continuam de onde pararam quando o usuário invocou a sua execução. Outros começarão tudo desde o início, apresentando uma nova contagem de memória e tudo o mais que ocorre durante o processo de boot.

Ao sairmos do Setup, temos duas opções, como mostramos a seguir:

Save and Exit

Com este comando, as alterações feitas pelo usuário são armazenadas definitivamente no chip CMOS, antes do Setup terminar sua execução.

Do not Save and Exit

Usamos este comando para desistir das alterações que fizemos. Os dados do chip CMOS serão os mesmos vigentes no instante do início da execução do Setup.