Configuração de sistemas operacionais - parte 1/4

Autor: Laércio Vasconcelos
Junho/2003
   

    É relativamente fácil instalar um sistema operacional, sobretudo o Windows. Até mesmo quem tem pouca experiência consegue. Já a etapa seguinte à instalação, que é a configuração, é mais difícil e requer alguma experiência e conhecimento técnico. Vejamos as principais etapas da configuração de sistemas Microsoft como Windows XP, 2000, ME e 98, e algumas configurações do Linux. 

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Sistemas operacionais

Sem dúvida os sistemas operacionais mais usados nos PCs são os derivados do Windows 95, como é o caso do Windows 98 e Windows ME (Millennium Edition). Os outros sistemas operacionais mais usados são o Windows 2000 e o Linux.

Com o lançamento do Windows XP, a Microsoft unificou a linha de sistemas para uso pessoal e para uso profissional. O Windows XP foi criado a partir do Windows 2000, e tem duas versões principais: Windows XP Professional, sucessor do Windows 2000, e Windows XP Home, sucessor do Windows ME.

O Windows 2000 por sua vez é derivado do Windows NT. Apesar de ser visualmente muito parecido com o Windows ME, seu mercado alvo não é o mesmo, mas a maioria dos programas podem ser perfeitamente utilizados tanto no Windows 2000/NT como no Windows ME/9x.

As versões profissionais do Windows oferecem recursos especiais de segurança indicados para servidores e estações de trabalho. A FAT32 pode ser usada com esses sistemas, ou seja, um disco rígido no qual foram usados os programas FDISK e FORMAT, pode receber o Windows NT, 2000 ou XP. O ideal entretanto é que seja usado o NTFS, sistema de arquivos mais avançado que a FAT.

O Linux é um outro sistema operacional, derivado do Unix, criado nos anos 70. Foi modernizado e adaptado para PCs. O Linux não utiliza a FAT32, e sim, o seu próprio sistema de arquivos. Entretanto pode ser instalado em um PC já formatado com FAT32. Seu programa de instalação fará uma mudança nas partições do disco rígido, podendo manter uma parte com FAT32 e uma parte para o Linux.

Antes de instalar o Windows 9x/ME

Instalar o Windows é uma tarefa simples, pode ser realizada até por leigos. Portanto ao invés de detalhar a instalação, vejamos algumas dicas para antes da instalação, e a seguir a parte que nem todos dominam, que é a configuração do sistema.

Disco de inicialização

Para instalar o Windows precisamos de um disquete de boot que dê acesso ao drive de CD-ROM. Ao comprarmos o Windows, recebemos além do CD-ROM, um disquete de inicialização com esste recurso.

Figura 1

Disquetes de inicialização que acompanham o Windows ME e o Windows 98.

 

 

 

Podemos ainda gerar um disquete similar, partindo de um computador com o Windows já instalado. Usamos os seguintes comandos:

Iniciar / Configurações / Painel de Controle / Adicionar e Remover Programas / Disco de inicialização.

Depois que o disco estiver pronto, copie para ele o programa FORMAT.COM, que pode ser encontrado no diretório:

C:\WINDOWS\COMMAND

Se você estiver usando o disquete de inicialização que acompanha o Windows, não precisa gravar o FORMAT.COM. Aliás, não é muito bom fazer alterações diretas em disquetes originais. Você pode entretanto executar o boot por este disquete. Ele dará acesso ao drive de CD-ROM, e no diretório \WIN9X do CD de instalação do Windows, você encontrará o programa FORMAT.COM, necessário para a formatação lógica do disco rígido.

Ao executarmos o boot é apresentado um menu, no qual podemos escolher a opção:

Iniciar o computador com suporte a CD-ROM

No diretório \WIN9X do CD-ROM de instalação do Windows, encontramos os arquivos necessários à instalação, além do programa INSTALAR.EXE, que realiza a instalação propriamente dita.

Iniciando a instalação

Podemos fazer a instalação a partir do CD-ROM, mas é recomendável proceder de outra forma, copiando para o disco rígido, o diretório de instalação do Windows. Além da instalação a partir do disco rígido ser mais rápida, não corremos o risco da instalação travar devido a algum problema ou incompatibilidade no drive de CD-ROM. Use então os comandos:

C:
MD \WIN9X
CD \WIN9X
COPY E:\WIN9X

OBS.: Estamos supondo que a letra do drive de CD-ROM é “E”, mas dependendo dos drives lógicos existentes no PC, este drive poderá assumir uma letra diferente. Nesse caso, corrija o comando “COPY E:\WIN9X” acima de acordo com a letra assumida pelo drive de CD-ROM.

Terminada a cópia, usamos os comandos:

C:
CD\WIN9X
INSTALAR /P J

O parâmetro “/P J” é necessário para que sejam instaladas corretamente as funções de gerenciamento de energia. Dependendo da placa de CPU, problemas podem ocorrer nessas funções caso este parâmetro não seja usado.

Ao usarmos o comando INSTALAR, entrará inicialmente em ação o programa SCANDISK. Ele irá detectar e corrigir erros na estrutura lógica dos discos rígidos, e ao finalizar, apresentará um relatório de erros. A instalação só poderá prosseguir se os eventuais erros forem corrigidos.

OBS.: Se não quisermos que o SCANDISK seja usado, basta usar o comando INSTALAR /IS. Use o comando INSTALAR /? e serão apresentadas outras opções de instalação.

Em um certo ponto o programa de instalação pedirá uma identificação do computador para ser usado em rede. O usuário precisa fornecer um nome para o computador e um nome para o Grupo de Trabalho. Essas informações serão usadas caso o computador seja conectado a uma rede. Por default, o nome do computador é formado a partir do nome do usuário. O grupo de trabalho, por default, é o nome da empresa. Quando não é fornecido nome de empresa, é usado para o grupo de trabalho o nome “WORKGROUP”. Use aqui o mesmo nome já em uso na rede na qual este computador será instalado, caso contrário terá problemas para acessar a rede. Posteriormente este nome pode ser mudado através do quadro de configurações de rede.

Depois de indicar o idioma português, devemos informar o tipo de teclado utilizado. Curiosamente o teclado apresentado como default (Português / Brasil padrão) não é o que utilizamos. Encontramos no Brasil dois tipos de teclado. Um deles tem uma tecla “Ç” ao lado da tecla ENTER. Este é o chamado Teclado ABNT2. O outro tipo de teclado comum no Brasil é o modelo americano, que não tem a tecla “Ç”. Este modelo é o chamado Estados Unidos Internacional.

Terminadas essas perguntas será dado início à cópia dos arquivos, seguida de um boot. Depois de realizado o boot, continuará automaticamente o processo de instalação. O Windows irá detectar o hardware presente no computador e instalar todos os drivers. Depois de alguns minutos estará terminada a instalação. Será executado um novo boot e teremos finalmente a conhecida tela do Windows.

Ajustes no Windows

Vamos agora explicar o “ajuste fino” que deve ser feito depois que o Windows está instalado. Abordaremos tanto o Windows 9x/ME como o XP/2000. A maioria dos comandos são similares, e quando for o caso, ressaltaremos as diferenças.

É preciso instalar os drivers

Até aqui vimos a parte fácil da instalação do Windows. Até mesmo usuários principiantes são capazes de fazê-lo. Muitos usuários, ao passarem por problemas nos seus PCs, adotam uma solução válida, mas que não é simples como parece: formatam o disco rígido e instalam o Windows. Todos são capazes de chegar até aqui. Felizmente na maioria dos casos, chegar até aqui é suficiente. Os problemas acontecem quando o Windows não possui drivers apropriados para a placa de CPU e para as placas de expansão. O modem, a placa de som, a placa de rede e outras placas, podem ficar inativos. A placa de vídeo pode ficar limitada a operar no modo VGA, com apenas 16 cores e resolução de 640x480. As interfaces IDE podem ficar limitadas a operar em baixa velocidade. Pior ainda, as funções de gerenciamento de recursos de hardware da placa de CPU podem não funcionar, e termos vários conflitos de hardware e travamentos. O barramento AGP pode ficar inoperante, causando anomalias e travamentos no uso de programas que usam gráficos em 3D. As funções de gerenciamento de energia podem ficar mal configuradas, resultando em travamentos no desligamento do Windows e com problemas nos modos de economia de energia.

Use o Gerenciador de Dispositivos (Iniciar / Configurações / Painel de Controle / Sistema / Gerenciador de Dispositivos) e verifique se existem dispositivos com pontos de interrogação ou exclamação. Na figura 2 vemos que existem vários dispositivos nesta situação. Além disso a placa de vídeo está operando no modo VGA, bem aquém das suas capacidades.

Figura 2

O Windows está instalado mas o trabalho ainda não acabou.

 

 

 

Para que tudo funcione corretamente é preciso tomar duas providências:

1) Instalar os drivers da placa de CPU
2) Instalar os drivers dos dispositivos marcados com “?” ou “!”

Instalação dos drivers da placa de CPU

Para controlar corretamente os dispositivos de hardware de um PC, o Windows precisa antes de mais nada controlar corretamente o chipset da placa de CPU. Estão aqui incluídas as seguintes funções:

·          Controle do barramento AGP

·          Controle das interfaces IDE em modo Ultra DMA

·          Controle do gerenciamento de energia

·          Controle dos recursos Plug and Play

Para isso temos que instalar os drivers da placa de CPU. Eles são encontrados no CD-ROM que acompanha a placa de CPU, mas devemos usar preferencialmente a versão mais recente, encontrada no site do fabricante da placa de CPU ou do chipset. Dependendo da versão do Windows e do chipset existente na placa de CPU, é possível que o Windows possua drivers nativos para este chipset. Quando não os possui é preciso usar os drivers fornecidos pelo fabricante da placa de CPU.

Figura 3

Programa de instalação dos drivers de uma placa de CPU.

 

 

 

A figura 3 mostra um exemplo de programa de instalação dos drivers de uma placa de CPU. Muitas vezes esses programas podem ser usados não somente para instalar os drivers do chipset, mas também para drivers de áudio e utilitários. Neste exemplo, os drivers do chipset são os chamados de “Via 4 in 1 drivers”.

Se não conseguirmos encontrar o site do fabricante da placa de CPU, podemos recorrer ao fabricante do chipset. Os principais fabricantes são:

Intel     www.intel.com
VIA       www.via.com.tw
ALI       www.ali.com.tw
SiS       www.sis.com.tw
Nvidia  www.nvidia.com
 

Instalação dos drivers das placas de expansão

Dependendo das placas de expansão e interfaces instaladas, algumas delas poderão estar totalmente operacionais logo após a instalação do Windows, e outras poderão estar com falta de drivers. No computador usado no nosso exemplo, instalamos as seguintes placas de expansão:

·          Placa de vídeo Voodoo 3 3000 AGP

·          Placa de rede D-Link 530TX

·          Placa Sound Blaster Live

·          Placa de modem Motorola SM56 PCI

O gerenciador de dispositivos ficou com o aspecto mostrado na figura 4.

Figura 4

Alguns dispositivos estão funcionais, outros não.

 

 

 

Dessas placas, a única que o Windows configurou e instalou drivers apropriados foi a placa de rede D-Link 530TX. As outras placas foram instaladas com os seguintes problemas:

·          A placa de vídeo consta apenas como VGA

·          O modem consta como “PCI Communication Device”, está com “?”

·          A placa de som (“PCI Multimedia Áudio Device”) está com “?”

O dispositivo “PCI Input Controller” nada mais é que a interface de joystick existente na placa de som, que também está sem drivers instalados.

Declarando o monitor no Windows 9x/ME

Os monitores modernos são PnP. São detectados durante a instalação do Windows e não precisamos fazer configurações adicionais. Já os monitores antigos podem ser apresentados como “Monitor desconhecido” ou “Monitor padrão”. Se o monitor estiver declarado desta forma, a imagem poderá perder o sincronismo quando os drivers da placa de vídeo forem instalados. Para declarar a marca e o modelo do monitor, usamos Painel de Controle / Vídeo / Configurações / Avançadas e selecionamos a guia Monitor. Usamos o botão Alterar ou Propriedades e será apresentada uma lista de marcas e modelos, como vemos na figura 5. Depois desta indicação podemos passar à instalação dos drivers da placa de vídeo.

Figura 5

Indicando a marca e o modelo do monitor.

 

 

 

Declarando o monitor no Windows XP/2000

Nesses sistemas o ajuste é um pouco diferente. Não é possível ter acesso a uma lista de marcas e modelos de monitores para seleção manual, como a mostrada na figura 5. Os monitores operam como Plug and Play ou como monitor padrão (engloba todos os modelos não PnP). O problema que pode ocorrer com esses antigos monitores é que o Windows não pode descobrir a taxa de atualização máxima que é suportada em cada resolução. Se ativarmos uma taxa de atualização muito elevada, o monitor perderá o sincronismo e a imagem ficará ilegível. Dependendo da situação, esta alteração apresenta uma janela de confirmação, que se não for feita em 15 segundos, será restabelecida a taxa de atualização antiga. Se depois desse tempo a imagem continuar sem sincronismo, adote o procedimento que indicamos a seguir.

Pressione RESET e logo depois da contagem de memória, antes do carregamento do Windows, pressione F8. Pode pressionar F8 várias vezes se quiser, até ser apresentado um menu de inicialização. Escolha neste menu a opção Ativar modo VGA. O Windows entrará com a resolução de 640x480 e 256 cores (8 bits), e taxa de atualização de 60 Hz. Este modo é compatível com todos os monitores VGA antigos.

Figura 6

O Windows XP em modo VGA.

 

 

 

Podemos agora ter acesso ao quadro de configurações de vídeo para fazer os ajustes. Devemos descobrir qual é a taxa de atualização máxima suportada em cada resolução. Para isso podemos usar um recurso que não estava presente no Windows 9x/ME, que é a lista de modos. No quadro de propriedades de vídeo (Painel de Controle / Vídeo), selecionamos a guia Configurações e clicamos em Avançadas. Selecionamos a guia Adaptador e clicamos no botão Listar todos os modos (figura 7).

Figura 7

Método alternativo para selecionar modos gráficos no Windows XP.

 

 

 

Selecionamos um modo conservador, como 640x480, com 256 cores e 72 Hz. Este modo funciona até mesmo nos antigos monitores Samsung SyncMaster 3. Depois de selecionar o modo e clicar em OK, clicamos na guia Monitor (figura 8). Veremos que a taxa de atualização selecionada na lista de modos estará indicada nesta guia. Quando clicarmos em OK, será ativado o modo gráfico cuja resolução e número de cores foram escolhidos da lista de modos, e cuja taxa de atualização é a da guia Monitor, que é a mesma selecionada com a lista de modos. O Windows apresentará um quadro de confirmação. Se a imagem perder o sincronismo, agurade 15 segundos e o modo gráfico voltará ao anterior.

Figura 8

Confirmando a ativação do modo.

 

 

 

Note que o número de cores não tem relação alguma com as freqüências máximas suportadas pelo monitor. Quando o monitor suporta, por exemplo, 640x480 com 256 cores e 72 Hz, também suportará 640x480 com 72 Hz, usando cores de 16, 24 e 32 bits.

A maioria dos monitores antigos recaem em duas categorias: os de freqüência horizontal máxima de 35 kHz (Ex: Samsung SyncMaster 3) e os de 50 kHz (Ex: Samsung Syncmaster 3N/3NE). A tabela abaixo mostra a máxima taxa de atualização que pode ser usada em cada caso.

Resolução

Taxa máxima em monitores de 35 kHz

Taxa máxima em monitores de 50 kHz

640x480

72 / 75 Hz

85 Hz

800x600

60 Hz

75 Hz

1024x768

43 Hz entrelaçado

60 / 70 / 75 Hz

Note que dependendo do monitor, taxas um pouco mais altas ou um pouco mais baixas são suportadas. Por exemplo, o monitor Samsung SyncMaster 3N usado nos testes suportou a resolução de 1024x768 com até 75 Hz, mas outros modelos poderão suportar no máximo 72 Hz ou 60 Hz. É preciso testar.

Quando os modos são selecionados através deste método, as freqüências verticais selecionadas serão automaticamente usadas pelo ajuste feito direto no quadro de configurações de vídeo (figura 9). A partir de então não precisaremos mais ter preocupação com as freqüências suportadas pelo monitor. Basta selecionar o modo gráfico desejado e além do modo, a freqüência vertical estará automaticamente escolhida com a que configuramos anteriormente.

Figura 9

Quadro de configurações de vídeo.

 

 

 

Apenas para lembrar, no Windows 9x/ME não tínhamos esta facilidade de configuração. Para escolher a freqüência vertical, era preciso antes ativar o modo gráfico desejado, mas se a freqüência padrão não fosse suportada pelo monitor, não poderíamos fazer o ajuste.

Instalação de drivers no Windows 9x/ME

O método “padrão Windows” para instalar um driver é clicar no item problemático (que está sem driver) no Gerenciador de Dispositivos, selecionar a guia Driver e clicar no botão “Atualizar Driver”.

Figura 10

Método padrão do Windows para atualizar um driver.

 

 

 

Será apresentado o quadro da figura 11, que é o assistente para atualização de driver. Note que este mesmo assistente também aparece quando o dispositivo de hardware é detectado pela primeira vez. Isto ocorre quando adicionamos um item de hardware depois que o Windows já está instalado em um PC.

Figura 11

Para encontrar o driver de um dispositivo de hardware.

 

 

 

Ao usarmos a opção “Procurar automaticamente por um driver melhor”, será feita uma busca no drive de disquetes e no driver de CD-ROM. Serão encontrados os drivers compatíveis com o dispositivo que está sendo instalado. Caso seja encontrado mais de um driver, podemos escolher um. O ideal é escolher o mais recente. Já que é feita esta busca, devemos colocar, antes de clicar em Avançar no quadro da figura 11, o disquete ou o CD-ROM que acompanha a placa que está sendo instalada.

Na figura 11 encontramos ainda a opção Especificar o local do driver. Este método é útil quando o driver não está em disquete nem em CD-ROM. É o caso de quando obtemos o driver pela Internet e o descompactamos em um diretório. Devemos então usar a segunda opção e indicar o diretório onde estão os drivers.

Este é o método padrão para instalar drivers, mas muitos fabricantes optam por um processo mais simples para o usuário, que é usar um programa de instalação. Em alguns casos basta executar o programa, e ele fará a auto descompactação e será executado automaticamente. Em outros casos é preciso primeiro descompactar o software em um diretório para depois então executar um programa SETUP.EXE que faz a instalação dos drivers propriamente ditos.

Instalação de drivers no Windows XP/2000

Sempre que adicionamos um dispositivo de hardware Plug and Play, ou quando usamos o comando Atualizar Driver no Gerenciador de Dispositivos, ou quandp usamos o comando Adicionar novo hardware no Painel de Controle (para instalar drivers de dispositivos não PnP), entrará em ação o Assistente para atualização/instalação de driver. Isto vale no Windows XP, assim como em outras versões do Windows. Os comandos do assistente do Windows XP (figura 12) são muito parecidos com os de outras versões do Windows.

Figura 12

Assistente para atualização de driver, no Windows XP.

 

 

 

Este assistente oferece duas opções. A primeira é a que faz busca automática do driver, entre os drivers nativos que acompanham o Windows. Este caminho de instalação é totalmente automático, e caso o Windows não possua os drivers apropriados, podemos voltar ao quadro inicial do assistente e escolher a segunda opção. Este método é usado quando usamos um driver fornecido em CD ou disquete, ou mesmo contido em algum diretório.

Figura 13

Atualização manual de driver.

 

 

 

Se optarmos pelo modo não automático, o assistente assumirá o aspecto mostrado na figura 12. Podemos especificar que a busca seja feita em mídia removível (disquete ou CD-ROM), e nesse caso temos que fornecer o disco que acompanha o dispositivo, no qual estão os drivers. Quando o driver é obtido por outros meios (ex: download da Internet), temos que marcar a opção “Incluir este local na pesquisa”, e indicar o diretório no qual colocamos os drivers. No nosso exemplo usamos C:\TEST.

Figura 14

Escolhendo os drivers em uma lista.

 

 

 

Podemos alternativamente usar na figura 13, a opção “Não pesquisar, escolherei o driver a ser instalado”. O assistente assumirá o aspecto da figur 14, onde são mostrados os drivers compatíveis. Podemos ainda clicar em Com Disco para indicar drivers existentes em um CD, disquete ou em outro diretório. Se desmarcarmos a caixa “Mostrar hardware compatível”, o assistente apresentará uma lista de marcas e modelos para que façamos a seleção. Este método pode ser usado quando queremos forçar o uso de um driver que não foi feito especificamente para o dispositivo que queremos instalar. Note que isso não é recomendável, e devemos fazê-lo como experiência, para checar se o driver de algum dispositivo de versão anterior pode funcionar, o que muitas vezes pode ser feito, mas com bastante cuidado com as incompatibilidades.

Figura 15

Escolhendo o driver de forma manual, em uma lista de marcas e modelos.

 

 

 

Regulando as freqüências do monitor no Windows 98/ME

Depois de instalar os drivers da placa de vídeo devemos fazer uma configuração importante, que é escolher a melhor taxa de atualização (refresh rate) para o monitor, em função da resolução utilizada. Para isso usamos o botão Avançadas no quadro de configurações de vídeo e a seguir selecionamos a guia Adaptador (figura 16). Programamos agora o item Taxa de atualização. O ideal é utilizar o maior valor possível, entretanto valores superiores a 75 Hz não trazem melhoramento visual. Muito pelo contrário, podem piorar a nitidez da imagem. Usamos então valores próximos a 75 Hz.

Figura 16

Definindo a taxa de atualização do monitor.

 

 

 

Regulando as freqüências do monitor no Windows XP/2000

O método de regulagem da taxa de atualização no Windows XP/2000 é bem parecido. A diferença é que o ajuste é feito através da guia Monitor, e não da guia Adaptador (figura 17).

Figura 17

Regulando a taxa de atualização do monitor no Windows XP.

 

 

 

DirectX

O Windows vem sempre acompanhado de uma versão relativamente recente do DirectX. O mesmo ocorre com a placa de vídeo. Mesmo assim, nem sempre essas versões são as mais atualizadas. A melhor coisa a fazer é obter a versão mais nova do DirectX, em www.microsoft.com/directx/. Para checar a versão do DirectX instalada em um PC, use Iniciar / Executar / DXDIAG.EXE. Na guia Sistema do DXDIAG, está indicada, além de outras informações, a versão do DirectX. A guia Exibir é usada para testar as funções de vídeo: DirectDraw (para gráficos 2D), Direct3D (para gráficos 3D) e Textura AGP. O funcionamento do DirectX e do programa DXDIAG é o mesmo em todas as versões do Windows.

Figura 18

Checando a versão do DirectX.

 

 

 

Na figura 19 vemos o teste de textura AGP através do Direct3D. O teste mostra um cubo girando, e em suas faces existe uma textura aplicada. Quando instalamos o Windows em um computador, devemos sempre usar o DXDIAG para realizar esse teste. Quando não é feita a instalação dos drivers da placa de CPU, especificamente o AGP Miniport Driver, podem ocorrer anomalias nas imagens tridimensionais. Essas anomalias são detectadas por esse teste. A tela pode ficar toda escura, ou com as cores variando aleatoriamente, ou mesmo travando o PC. A instalação dos drivers do chipset resolvem o problema. Também é conveniente instalar os drivers mais recentes para a placa de vídeo.

Figura 19

Teste de textura AGP.

 

 

 

Tão importante quanto montar um computador é realizar os testes com todos os seus componentes de hardware, como é o caso do teste da placa de vídeo em modo 3D feito pelo DXDIAG. É comum por exemplo o caso do esquecimento da instalação do AGP Miniport Driver, o que causa anomalias nas imagens em modo 3D. Este esquecimento seria detectado se fossem realizados os testes com o DXDIAG. No capítulo 9 apresentaremos mais informações sobre o DirectX.

Testes e ajustes na placa de som

Depois de instalar a placa de som e seus drivers, convém realizar três tipos de testes: reprodução WAV, reprodução MIDI e CDs de áudio. Podemos usar por exemplo o programa Gravador de Som e abrir um dos arquivos WAV encontrados em C:\Windows\Media para fazer o teste de reprodução. Podemos ainda utilizar o Windows Media Player para abrir e reproduzir arquivos WAV e MIDI. Devemos ainda colocar no drive de CD-ROM, um CD de áudio para testar a sua funcionalidade. Terminados os testes básicos com a placa de som, devemos instalar os utilitários que a acompanham.

Muitas placas de som são quadrifônicas, permitindo ligar 4 alto-falantes (2 dianteiros e 2 traseiros). Se for o caso, será preciso informar ao Windows para utilizar os 4 alto-falantes. No Windows 9x/ME, a configuração de alto-falantes é feita pelo Painel de Controle, comando Sons e Multimídia. Selecionamos a guia Áudio e no campo Reprodução clicamos em Avançada. Será apresentado um quadro onde selecionamos a guia Alto-falantes, e podemos escolher a configuração adequada (figura 20).

Figura 20

Configuração dos alto falantes no Windows 9x/ME.

 

 

 

Para fazer este ajuste no Windows XP usamos também o Painel de Controle e clicamos no comando Sons e dispositivos de áudio. Selecionamos então a guia Volume (figura 21), na qual clicamos em Avançadas.

Figura 21

Propriedades de som no Windows XP.

 

 

 

No quadro de propriedades avançadas, selecionamos a guia Alto-falantes (figura 22). Podemos agora escolher uma entre as diversas configurações possíveis, que vão desde um PC sem som, passam por alto-falantes estéreo e quadrifônicos, até esquemas 5.1 ou 7.1 (figura 22).

Figura 22

Selecionando o esquema de alto falantes 5.1.

 

 

 

Configurando o modem e a placa de rede

Também devemos instalar os drivers desses dois dispositivos. A instalação dos drivers segue o mesmo padrão já exemplificado para outros tipos de placas. Podemos usar os drivers padrão Windows, ou então os drivers fornecidos pelo fabricante. Para fazer as configurações de modems e redes, consulte os capítulos 13 e 18.

Drivers WDM

Até 1998 os fabricantes de hardware tinham muito trabalho com drivers. Precisavam fornecer drivers para o Windows 3.x, que ainda era muito utilizado, além de drivers para Windows 95 e para Windows NT. Desta forma seus produtos poderiam funcionar em praticamente qualquer PC.

Deixando de lado o velho Windows 3.x, havia ainda o problema de produzir drivers diferentes para Windows 9x e para Windows NT. Esses drivers eram completamente diferentes. Praticamente todos os produtos tinham drivers para Windows 95, mas nem todos tinham drivers para Windows NT.

Este problema foi quase totalmente resolvido a partir do lançamento do Windows 98, com a adoção dos drivers WDM (Windows Driver Model). São drivers universais que operam tanto sob o Windows 9x como sob o Windows NT. Desta forma os fabricantes de hardware puderam produzir um único driver para ambos os sistemas.

Dispositivos sem drivers para Windows XP

Com o uso do padrão WDM, um mesmo driver poderia ser usado tanto no Windows 98/ME como no Windows NT/2000/XP. Fabricantes que adotaram este padrão tornaram possível o uso de seus produtos, mesmo antigos, no Windows XP. Infelizmente muitos fabricantes não adotaram o padrão WDM. Fizerem seus drivers exclusivos para Windows 9x/ME. Agora esses drivers não funcionam no Windows XP. No caso de produtos antigos, que já saíram de linha, os fabricantes em geral não produzem drivers novos, o que torna impossível o uso de dispositivos antigos que não tenham drivers WDM, no Windows XP.

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Parte 3

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