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Montando uma rede ponto-a-ponto / Parte 1 Autor: Laércio Vasconcelos, jul/2003 |
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Cabeamento
No caso de redes com apenas
dois computadores, bastará um único cabo crossed com conectores RJ-45 para
ligar os dois computadores. Este cabo pode ser comprado pronto em lojas de
informática, ou feito sob medida (várias lojas confeccionam cabos de rede sob
medida), ou ainda produzido pelo próprio usuário. Se a intenção é apenas
formar uma pequena rede com poucos micros, não aconselhamos que seja “criada
a infraestrutura” para construir cabos, que consiste no custo do alicate, do
cabo, dos conectores e dos diversos conectores inutilizados durante o processo
de aprendizado da confecção de cabos.
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Figura
1 Ligação entre
dois micros com cabo UTP (conectores RJ-45) crossed. |
O ideal é usar placas de
rede com conectores RJ-45 e com velocidade de 100 Mbits/s. Nada impede
entretanto que sejam aproveitadas placas mais antigas que operam com apenas 10
Mbits/s. Note que neste caso o desempenho da rede será bastante reduzido, mas
ainda assim aceitável para copiar arquivos, compartilhar impressoras e conexões
com a Internet. A transferência de arquivos será cerca de 20 vezes mais
demorada que a de um disco rígido moderno, porém 200 vezes mais rápida que
uma conexão com a Internet com linha discada. A conexão a 10 Mbits/s é
portanto bastante adequada para aplicações domésticas e de pequenas empresas.
Ainda assim, levando em conta que uma placa de rede de 100 Mbits é bem barata
(menos de 50 reais), vale a pena descartar as placas antigas e comprar novas.
Mesmo as placas de rede
antigas possuem conectores RJ-45. Alguns modelos entretanto possuem apenas
conectores BNC. Será preciso fazer a ligação entre os dois PCs usando uma seção
de cabo coaxial (10Base2). Este cabo pode ser comprado em lojas especializadas
em equipamentos para redes, juntamente com os conectores “T” e terminadores
necessários. A figura 2 mostra como ficaria a conexão entre dois computadores
por cabo coaxial. Como mostramos no capítulo 2, este esquema pode ser usado
para conectar um número maior de computadores. A rede com este tipo de cabo
coaxial não utiliza hubs, e requer um conector “T” para cada computador e
terminadores para serem usados nos dois computadores da extremidade da cadeia.
Pode ser vantajoso aproveitar placas de rede antigas para formar uma pequena
rede, mesmo com a baixa transmissão oferecida pelo cabo 10Base2 e com as
dificuldades de expansão próprias deste tipo de cabo. Por outro lado temos a
economia resultante de dispensar a compra de placas novas e pela dispensa do uso
de hub.
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Figura
2 Ligação entre
dois PCs por cabo coaxial. |
Existe mais uma desvantagem
no aproveitamento de placas antigas. A maioria delas requerem o barramento ISA,
não encontrado nos PCs novos. Se for preciso instalar um PC novo nesta rede,
terá que ser usada uma placa de rede com conector BNC e com o barramento PCI, o
que pode ser muito difícil de encontrar à venda. Outro problema é que o
Windows XP não possui drivers para placas de rede muito antigas, e os
fabricantes dessas antigas placas não criaram drivers para o Windows XP. Leve
em conta também que essas placas antigas são de difícil instalação, já que
não contam com o recurso Plug and Play.
Nosso conselho é portanto
que sejam descartadas placas de rede antigas e que sejam usadas novas, que devem
ter conector RJ-45 e usarem o barramento PCI. Se a placa de rede for de 10
Mbits/s, pode ser usada, porém fique preparado para o desempenho baixo.
Uma rede moderna com mais de
dois computadores necessita de um hub ou switch (a menos que se trate de uma
rede sem fio, que exige outros equipamentos). Quando o tráfego na rede é
pequeno podemos usar um hub, entretanto a diferença entre os preços de hubs e
switches é atualmente muito pequena, portanto vale a pena optar pelo switch.
A figura 3 mostra uma pequena rede com um servidor e sete estações de trabalho. Mesmo sendo uma rede ponto-a-ponto, nada impede que um dos computadores seja configurado como um servidor dedicado. Se a esmagadora maioria dos acessos à rede é feito entre cada estação e o servidor, então não será possível que no mesmo instante duas ou mais estações tenham acesso ao servidor (na verdade todas acessam, mas com compartilhamento de tempo, o que reduz o desempenho). Nesta situação, o “gargalo” é o próprio servidor, e não existe diferença entre usar um hub ou switch.
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Figura
3 Pequena rede com
oito computadores. |
Se por outro lado forem
comuns os acessos entre estações diferentes (na rede ponto-a-ponto, as estações
podem operar como servidores), será mais vantajoso utilizar o switch. Devido ao
chaveamento de circuitos do switch, será possível por exemplo o computador 3
enviar dados para a impressora do computador 7 ao mesmo tempo em que o
computador 4 acessa um arquivo no computador 8. Essas transferências são
feitas de forma simultânea com o uso do switch, e cada uma delas terá a taxa
de 100 Mbit/s. Se fossem feitas através de hub, cada estação teria que
esperar a sua vez de transmitir seus pacotes de dados, e a taxa de transferência
média cairia bastante. Portanto se for intenção transferir muitos dados entre
estações diferentes, o uso do switch é fundamental para ter um bom
desempenho.
Para redes muito pequenas
podem ser usados hubs ou switches de 4 ou 5 portas. Tome cuidado, pois hubs
muito baratos normalmente operam com apenas 10 Mbits/s. Certifique-se de que você
está mesmo comprando um hub ou switch de 100 Mbits/s. Essas indicações de
velocidade ficam normalmente no próprio painel frontal do dispositivo.
O quadro de
configurações de rede
A instalação e a configuração de placas e demais componentes que formam uma rede são feitas através do comando Rede (Windows 9x/ME) ou Conexões de rede (Windows XP) no Painel de Controle. Quando o PC ainda não possui componentes de rede instalados, o quadro de propriedades de rede tem o aspecto mostrado na figura 4. Os componentes apresentados são instalados de forma automática durante a instalação do Windows. Você poderá encontrar pequenas diferenças, dependendo da versão do Windows que estiver utilizando.
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Figura
4 Configuração
inicial da rede. |
No Windows XP, o quadro de
configurações de rede é obtido da seguinte forma: Use o comando Conexões
de rede no Painel de Controle, clique com o botão direito do mouse no ícone
da conexão de rede local e escolha a opção Propriedades. Será
apresentado um quadro como o da figura 5.
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Figura
5 Configuração
da rede no Windows XP. |
No Windows 9x/ME, além da
guia Configuração, mostrada na
figura 4, temos ainda a guia Identificação,
mostrada na figura 6. Nela são mostrados o nome e a descrição do computador
e o nome do grupo de trabalho. Mais adiante mostraremos como configurar esses
parâmetros.
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Figura
6 Identificação
do computador na rede. |
No Windows XP, este quadro é
obtido por um processo um pouco diferente. Usamos o comando Sistema
no Painel de controle e selecionamos a guia Nome
do computador (figura 7).
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Figura
7 Identificação
do computador no Windows XP. |
Clicamos agora no botão
Alterar da figura 7, e teremos acesso ao quadro da figura 8, onde podemos
modificar o nome do computador e o grupo de trabalho. O campo “Descrição do
computador” pode ser alterado diretamente pelo quadro da figura 7.
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Figura
8 Para alterar o
nome do computador e do grupo de trabalho. |
Note que no quadro da figura
8 existe a indicação “Domínio”. Esta opção é usada quando instalamos o
computador em uma rede cliente-servidor, na qual o servidor utiliza um sistema
como o Windows 2000, por exemplo. Quando os computadores estão instalados em
uma rede sem domínio, dizemos que fazem parte de um Grupo de trabalho.
Portanto o domínio está ligado a redes cliente-servidor, enquanto o grupo de
trabalho está ligado a redes ponto-a-ponto.
Instalando
uma placa de rede
Todas as placas de rede
modernas são Plug-and-Play, ou seja, são identificadas automaticamente
pelo sistema operacional (no caso, o Windows). O sistema designa automaticamente
os recursos de hardware necessários ao funcionamento da placa: endereços de
E/S, endereços de memória e linhas de IRQ. O Windows possui drivers nativos
para centenas de modelos de placas de rede. Além disso as placas novas são
acompanhadas de drivers que podem ser usados quando o Windows não possui
drivers apropriados. Esses drivers estão em um disquete ou CD-ROM que acompanha
a placa, e também podem ser obtidos no site do fabricante da placa de rede. No
nosso exemplo utilizaremos uma placa D-Link modelo DFE-530TX, de 100 Mbits/s
(figura 9). Sua instalação é similar à de outros modelos de placas de rede.
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Figura
9 Placa de rede
PCI. |
O Windows 9x/ME detectará a
placa e executará o Assistente para adicionar novo hardware. Serão oferecidas
ao usuário as opções de procurar um driver que acompanha o Windows ou outro a
ser selecionado de uma lista de marcas e modelos. Poderá ser usado o botão Com
disco para utilizar drivers fornecidos em um disquete ou CD-ROM que
acompanha a placa.
O assistente encontrará os
drivers apropriados no disquete que acompanha a placa ou entre os drivers
nativos do Windows. Será também pedida a colocação do CD-ROM de instalação
do Windows, já que a instalação de uma placa de rede implica automaticamente
na instalação de outros componentes de rede.
No Windows XP, a instalação
é ainda mais simples, pois este sistema possui drivers nativos para esta placa.
A instalação será automática, sem intervenção do usuário. Apenas no caso
de placas de rede para as quais o Windows XP não possui drivers, será preciso
fornecer o disquete ou CD-ROM com os drivers do fabricante. Note que é necessário
que os drivers sejam próprios para o Windows XP.
Vamos então detalhar os passos da instalação dos drivers da placa de rede. Quando o Windows detecta uma placa pela primeira vez, é apresentado o Assistente para adicionar novo hardware (o nome varia um pouco dependendo da versão do Windows). Se ao seguir os passos do assistente não conseguimos instalar os drivers, podemos tentar novamente a partir do Gerenciador de dispositivos. Se a placa de rede constar no Gerenciador de dispositivos na seção Adaptadores de rede, porém com uma indicação de problemas (um X vermelho ou um ponto de exclamação preto/amarelo), aplique-lhe um clique duplo e selecione a guia Driver (a figura 10 mostra esta guia no Windows XP). Se constar na seção Outros dispositivos como PCI Ethernet controller, normalmente com a indicação de um ponto de interrogação amarelo, aplique-lhe também um clique duplo e a seguir clique no botão Reinstalar driver.
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Figura
10 Para reinstalar
o driver da placa de rede. |
Seja qual for o caso,
chegaremos ao assistente para atualização de hardware (figura 11). Seu aspecto
irá variar de acordo com a versão do Windows, porém os comandos são
semelhantes. Portanto este assistente é executado nas seguintes situações:
a) Quando a placa é
detectada pela primeira vez (Novo hardware encontrado)
b) Quando vamos atualizar um driver de uma placa já reconhecida como de rede
c) Para instalar o driver de uma placa que consta em “Outros dispositivos”.
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Figura
11 Assistente para
atualização de hardware. |
Neste assistente é sugerido
o uso da opção “Instalar o software automaticamente”. Note entretanto que
nem sempre este método funciona. É indicado para os casos em que o Windows
possui drivers nativos para a placa. Ao ser usado, o assistente procurará entre
os drivers nativos do Windows (figura 12), um que seja próprio para a placa que
está sendo instalada (figura 12).
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Figura
12 O Assistente
procura os drivers para a placa de rede. |
O Assistente poderá
encontrar os drivers, ou então poderá dar um aindicação como a da figura 13,
informando que não foi possível localizar um driver, ou que não encontrou um
driver menor que aquele que já está instalado. Neste caso temos que usar o botão
Voltar e escolher o método de instalação manual.
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Figura
13 O Assistente não
encontrou drivers apropriados. |
Voltando então ao quadro
inicial do Assistente, escolhemos a opção “Instalar de uma lista ou local
específico” (figura 14). Devemos ter providenciado o disquete ou CD-ROM no
qual estão os drivers. Se foi feito o download dos drivers a partir do site do
fabricante da placa, devemos descompactá-los previamente em um diretório vazio
qualquer. No nosso exemplo, fizemos a descompactação no diretório C:\TEST.
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Figura
14 Selecionando a
instalação manual dos drivers da placa de rede. |
No próximo quadro (figura
15) marcamos a opção “Pesquisar mídia removível” caso os drivers estejam
em um disquete ou CD-ROM que acompanha a placa. Se fizemos o download dos
drivers e os descompactamos em um diretório, temos que indicá-lo com a opção
“Incluir este local na pesquisa”. No nosso caso preenchemos o diretório
C:\TEST onde estão os drivers.
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Figura
15 Indicando o
local onde podem ser encontrados os drivers da placa de rede. |
Existe ainda uma opção
indicada como “Não pesquisar – escolherei o driver a ser instalado”. Este
recurso nem sempre funciona, e deve ser evitado. Com ele podemos forçar
manualmente o uso de um driver alternativo. Por exemplo, o driver de um chip
antigo pode algumas vezes funcionar com uma versão mais nova deste mesmo chip.
Esta prática não é recomendável, e deve ser usada apenas em emergências.
Ao encontrar os drivers, o
Assistente o apresentará em uma lista de drivers compatíveis encontrados. É
possível que em um disquete, por exemplo, exista mais de um driver para a mesma
placa (os drivers para Windows 2000 e Windows XP são compatíveis, e em alguns
casos, os do Windows ME e 98). Selecionamos então o driver mais apropriado e
será efetivada a sua instalação.
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Figura
16 Concluída a
instalação dos drivers de rede. |
Terminada a instalação
devemos reiniciar o computador. Estará terminada a instalação da placa, e
devemos passar à instalação dos demais componentes de rede.
Depois que as placas de rede
estão instaladas e conectadas ao hub ou switch, podemos usar o programa
WINIPCFG para descobrir os endereços IP de uma placa, por exemplo, a usada no
servidor. Usamos a seguir nos demais computadores, o programa PING para testar a
conexão entre cada um deles e este servidor. Mais adiante detalharemos como
este teste é feito.
Testando as
conexões com o PING
É muito frustrante fazer
todas as configurações de software de uma rede da forma correta e ainda assim
não ver a rede funcionar. Um cabo mal conectado ou frouxo, uma placa de rede
problemática ou qualquer outro problema de ordem elétrica podem impedir a
correta comunicação entre as placas de rede dos PCs da rede. Para evitar
problemas é altamente recomendável testar as conexões usando o programa PING,
encontrado em todas as versões do Windows, a partir do prompt do MS-DOS.
Devemos inicialmente escolher um computador para ser endereçado pelos demais.
Usemos por exemplo, aquele que vai ser usado como servidor. Usamos então o
programa WINIPCFG para descobrir o endereço IP deste computador. Usamos:
Iniciar / Executar /
WINIPCFG
Será apresentado um quadro
como o da figura 17. Observe que está selecionada a placa VIA PCI 10/100Mb
Fast Ethernet Adapter. Certifique-se de que aqui está indicada a placa de
rede correspondente à conexão que você deseja testar. Um computador pode ter
outras placas que usam endereços IP, e todas são indicadas pelo WINIPCFG.
Observe que no nosso exemplo está indicado como endereço de auto-configuração,
192.168.0.1. Este endereço será usado no programa PING dos demais computadores
da rede. Ao usarmos sob o prompt do MS-DOS, o comando
PING 192.168.0.1
será testada a transmissão
e recepção de pacotes entre o computador de teste e aquele que tem o endereço
especificado.
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Figura
17 Descobrindo o
endereço IP de uma placa de rede. |
A figura 18 mostra o teste
feito com o PING. Usamos um outro computador da rede para “disparar” pacotes
para o servidor, cujo endereço é 192.168.0.1. Cada um dos pacotes enviados
teve um pacote recebido correspondente, e o tempo de resposta foi em média 3
ms. Quando o PING não consegue receber a resposta, apresenta a mensagem de
erro:
HOST DE DESTINO INALCANÇÁVEL
Devemos nesse caso checar as conexões físicas, verificar os cabos, hubs e switches e repetir o teste.
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Figura
18 Testando uma
conexão com o programa PING. |
Clientes e
servidores no Windows 9x/ME
As configurações que
mostraremos agora aplicam-se tanto aos clientes quanto aos servidores. Na próxima
seção mostraremos as configurações adicionais que devem ser feitas para os
servidores.
Dependendo da versão do Windows, vários componentes de rede podem ser instalados automaticamente. Outros componentes são adicionados automaticamente quando instalamos os drivers da placa de rede. Você deve usar o quadro de propriedades de rede para rever, adicionar e configurar os componentes necessários. Para chegar a este quadro no Windows 9x/ME, use o comando Redes no Painel de controle, ou então clique com o botão direito do mouse no ícone Ambiente de rede (ou Meus Locais de rede) e no menu apresentado escolha a opção Propriedades. A figura 19 mostra o aspecto deste quadro.
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Figura
19 O quadro de
propriedades de rede, logo após a instalação dos drivers da placa de
rede. |
São os seguintes os
componentes de rede existentes neste quadro:
Clientes
para redes Microsoft - Este componente
permite que um determinado PC da rede seja capaz de ter acesso a recursos de
outros computadores (impressoras e arquivos).
Adaptador
de rede Dial-Up - Representa o modem que será usado nas conexões com a
Internet por linha discada. Este componente é adicionado à configuração da
rede durante a instalação do Windows, mesmo antes de conectarmos o modem ao
computador.
Interface
de rede - Este é um dos componentes de hardware usados na rede. Além dele,
existe ainda o meio físico (em geral cabos). O meio físico, seja qual for o
seu tipo, não aparece no quadro de configuração da rede. Isto significa que o
Windows supõe que, se a placa de rede está instalada, todas as suas ligações
estão corretamente realizadas. No nosso exemplo, a interface de rede aparece
como D-Link DFE 530TX+ PCI Adapter.
Protocolo
TCP/IP - Este é o protocolo de comunicação usado nas conexões com a
Internet. Este protocolo é instalado automaticamente, mesmo antes da instalação
da placa de rede e do modem. Podemos usá-lo também como padrão na nossa rede,
tornando desnecessário instalar outros protocolos como IPX/SPX e NetBEUI, a
menos que o computador esteja sendo adicionado a uma rede já existente na qual
esses protocolos são usados.
Podemos encontrar outros
componentes de rede. Alguns deles também são instalados automaticamente,
dependendo da versão do Windows. Outros são instalados manualmente. Por
exemplo:
Logon
para produtos Microsoft - Este componente permite que o logon do usuário
na rede seja feito de forma automática, sem que seja preciso digitar o nome
do usuário e a senha para acesso à rede a cada sessão do Windows.
Protocolo
IPX/SPX – As redes Netware (Novell) usam o protocolo IPX/SPX. Caso o PC não
esteja sendo configurado para operar em uma rede Netware, este componente não
precisa ser instalado. Note que a maioria dos jogos que funcionam através de
rede exigem este protocolo.
No quadro de configurações
da rede, os protocolos aparecem associados às placas nas quais serão
utilizados. Por exemplo, TCP/IP ==> Adaptador Dial-Up significa que este
protocolo será utilizado através do modem. A princípio todos os protocolos são
associados a todas as placas de comunicação presentes (adaptador de rede e
adaptador Dial-Up). Para melhorar o desempenho da rede e evitar problemas de
lentidão na comunicação podemos remover as associações que não serão
utilizadas. Digamos que nossa rede irá usar os protocolos TCP/IP e IPX/SPX, e
que o modem será usado para acesso à Internet. Deixamos então ativadas as
seguintes associações:
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Configuração |
Aplicação |
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TCP/IP ==> Adaptador
Dial-Up |
Para conexões com a
Internet via modem |
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TCP/IP ==> Adaptador
de Rede |
Para usar uma rede
Microsoft |
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IPX/SPX ==>
Adaptador de Rede |
Para usar uma rede
Novell ou para jogos |
Adicionando
um protocolo
Para fazer a instalação de
um protocolo, partimos do quadro de configurações de rede (figura 19) e usamos
o botão Adicionar. Será apresentado um quadro como o da figura 20.
Clicamos em Protocolo e a seguir no
botão Adicionar.
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Figura
20 Para adicionar
um protocolo de rede. |
Será apresentado um quadro
como o da figura 21, onde temos vários tipos de protocolos disponíveis.
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Figura
21 Escolhendo o
protocolo a ser adicionado. |
Identificando
o computador na rede
Também será preciso designar uma identificação do computador na rede. Esta designação é feita durante o processo de instalação do Windows, mas convém revê-lo, já que durante a instalação muitos usuários não preenchem os campos apropriados. Para isto selecionamos a guia Identificação no quadro de propriedades de rede (figura 22).
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Figura
22 Identificação
do computador na rede. |
Neste quadro temos que
preencher os seguintes campos:
Nome
do computador - Este é o nome que o computador terá dentro da rede. Cada
computador da rede precisa ter um nome, através do qual é distinguido dos
demais. Pode ter até 15 caracteres.
Grupo
de trabalho - Os computadores de uma rede podem ser divididos em grupos de
trabalho. Cada computador só permite visualizar, por default, os computadores
que pertencem ao mesmo grupo. É possível acessar outros grupos de trabalho,
através de comandos similares aos que usamos para pesquisar arquivos em diretórios.
A divisão em grupos de trabalho é útil em redes com muitos computadores,
facilitando a localização rápida de computadores do mesmo grupo. Em redes
pequenas é mais sensato configurar todos no mesmo grupo de trabalho. O nome
default é WORKGROUP, ou então um nome formado pelas primeiras letras do nome
da empresa, fornecido durante a instalação do Windows.
Descrição
do computador - Esta parte da identificação não é usada para endereçar
os computadores na rede. Serve apenas como um comentário para facilitar aos usuários
a identificação dos computadores. Um nome como PC0521 é usado pela rede
para identificar um computador, mas é mais fácil para o usuário localizar um
computador com o auxílio de descrições como “Computador do José Carlos –
setor de compras”.
Servidores
no Windows 9x/ME
As configurações mostradas
na seção anterior aplicam-se tanto para clientes quanto para servidores. No
caso de servidores, temos que fazer uma configuração adicional, que é a
instalação dos serviços de compartilhamento.
Instalando o
serviço de compartilhamento
Um cliente é um computador
que acessa recursos de outros computadores. Um servidor é um computador cujos
recursos (normalmente arquivos e impressoras) podem ser acessados por outros
computadores. Um PC pode operar apenas como cliente, ou apenas como servidor, ou
simultaneamente como cliente e servidor.
Para configurar um servidor,
primeiro devemos configurá-lo como cliente, como mostramos na seção anterior.
A seguir instalamos o serviço de compartilhamento de arquivos e impressoras.
Para isso partimos do quadro de propriedades da rede. Clicamos em Adicionar,
depois em Serviço
e a seguir no botão Adicionar. Será
apresentado o quadro da figura 23, no qual selecionamos a opção Compartilhamento
de arquivos e impressoras para redes Microsoft.
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Figura
23 Configurando
um PC como servidor em uma rede Microsoft. |
Voltando ao quadro de
configurações de rede, clicamos no botão Compartilhamento de arquivos e impressoras. Será
apresentado o quadro da figura 24, no qual indicamos os tipos de
compartilhamentos que serão habilitados (arquivos e impressoras). Não
necessariamente devemos deixar ambas as opções habilitadas. Por exemplo, se um
PC vai ser usado como cliente, mas queremos liberar apenas a sua impressora para
uso por outros computadores, devemos deixar marcada no quadro da figura 24,
apenas a opção de compartilhamento de impressoras.
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Figura
24 Indicando
os tipos de compartilhamentos a serem habilitados.
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Observe que também no caso
de servidores, é preciso preencher os campos da guia de identificação. Se você
ainda não fez este preenchimento, faça-o agora. Depois de clicar em OK e
fechar os quadros, será pedida a colocação do CD-ROM de instalação do
Windows. Terminada a cópia dos arquivos, o Windows deverá ser reinicializado.
Na área de trabalho do
Windows você encontrará o ícone Meus locais de rede (Windows ME e XP)
ou Ambiente de Rede (Windows 95 ou
98). Ao ser clicado, será apresentada uma janela como a da figura 25. Esta
janela dá acesso aos demais computadores da rede.
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Figura
25 Meus Locais de
Rede. |