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Formatando o disco rígido para o Windows 9x/ME/2000/XP Autor: Laércio Vasconcelos |
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Um disco rígido pode ser dividido em vários drives lógicos. Por exemplo, podemos dividir um disco de 40 GB em dois discos, C=20 GB e D=20 GB. O método de divisão depende do sistema de arquivos utilizado. Nesta seção mostraremos como dividir um disco que utiliza o sistema de arquivos FAT32. Este é o sistema usado pelo Windows 98 e Windows ME. O Windows 2000 e o Windows XP também podem usar a FAT32, mas seu sistema de arquivos mais eficiente é o NTFS, que será explicado na seção seguinte. Portanto nesta seção veremos como dividir um disco rígido em vários drives lógicos para uso com o Windows 98/ME (a técnica para Windows 95 é semelhante), ou então para uso com o Windows 2000/XP com FAT32.
O programa FDISK pode ser usado para dividir um disco rígido (drive físico) em dois ou mais drives lógicos. Em certas situações, esta divisão pode ser interessante. Por exemplo, podemos usar o drive lógico C para armazenar programas, e o drive lógico D para armazenar dados. Isto facilita bastante as operações de backup, pois teremos que fazê-lo apenas no drive D. Alguns usuários gostam de armazenar no drive C, os programas de trabalho, e no drive D, jogos e outras amenidades. Existem casos de PCs que são usados por duas pessoas. Poderia ser dividido, por exemplo, em C para programas, D para os dados do primeiro usuário, e E para os dados do segundo usuário.
Vamos ver agora como dividir um disco rígido de 40 GB em três drives lógicos. O método apresentado é idêntico para discos de outras capacidades. Note que os fabricantes de discos rígidos consideram por força de marketing (mas isso é tecnicamente errado) que 1 GB é o mesmo que 1.000.000.000 bytes. Na verdade 1 GB é igual a 230 bytes, o que equivale a 1.073.741.824 bytes. Daí vem a diferença entre a capacidade reportada pelo FDISK, que adota o valor correto, no nosso exemplo de 38 GB, enquanto o fabricante indica como 40 GB. Passaremos a adotar a partir deste ponto o valor correto reportado pelo FDISK, de 38 GB. No nosso exemplo dividiremos o disco em três unidades lógicas, com os seguintes tamanhos:
C: 15 GB
D: 13 GB
E: 10 GB (valores aproximados)
O FDISK indica os valores em MB, e não em GB. Portanto usaremos 15000 MB, 13000 MB e o restante será próximo de 10.000 MB.
O método apresentado pode ser usado para criar quantos drives lógicos você desejar (respeitando o limite de letras do alfabeto). Esta divisão só pode ser feita enquanto o disco rígido ainda não possui dados armazenados, pois sempre que alteramos o seu particionamento, os dados são perdidos. Para fazer esta divisão, temos que executar os seguintes comandos com o FDISK:
a) Criar uma partição primária
com cerca de 15 GB, que será o drive C.
b) Criar uma partição estendida ocupando todo o restante do disco rígido.
c) Criar o drive lógico D, com cerca de 13 GB dentro da partição estendida.
d) Criar o drive lógico E, com cerca de 10 GB, dentro da partição estendida.
e) Tornar ATIVA a partição primária, como veremos adiante.
OBS.:
Para que seja possível
criar essas partições, é necessário que não tenha sido criada nenhuma outra
partição. Se já existirem partições podemos fazê-lo, mas para isto será
preciso deletar as partições já existentes, através do comando 3 do FDISK
(Deletar partição). Isto fará com que todos os dados armazenados no drive lógico
correspondente sejam perdidos.
Logo que o FDISK é executado, uma tela pergunta se desejamos usar o suporte a unidades de alta capacidade. Devemos responder que SIM. Isto faz com que o disco use a FAT32, necessária ao uso de unidades lógicas superiores a 2 GB.
Figura 9 - Tela
principal do FDISK
Ao executarmos o FDISK e chegarmos à sua tela principal (figura 9), escolhemos a opção 1, para criar uma partição. Será então apresentada uma tela com 3 opções:
1. Criar uma partição primária
2. Criar uma partição estendida
3. Criar unidades lógicas na partição estendida
Usamos a opção 1 para criar a partição primária. Será então feita a seguinte pergunta;
“Deseja usar o tamanho máximo
disponível para uma partição primária do DOS e fazer a partição ativa
(S/N).......?”
Respondemos “N”, já que não queremos usar o disco inteiro para o drive C. Finalmente será apresentada a tela da figura 10, na qual é informada a capacidade máxima do disco, e devemos preencher quantos megabytes queremos usar para a partição primária.
Figura
10 - O
FDISK pergunta qual será o tamanho da partição primária.
Observe que é sugerido o tamanho máximo do disco rígido, que no nosso exemplo é de 38162 MB. Devemos digitar neste campo, o tamanho que desejamos usar. Observe a figura 11, onde escolhemos o tamanho de 15000 MB.
Figura
11 - Criando
uma partição primária com 15000 MB.
Uma vez escolhido o tamanho da partição primária, o FDISK apresenta uma tela de informações, indicando:
Partição
Status Tipo
Volume Mbytes
Sistema Em uso
C: 1
PRI DOS 15006
UNKNOWN 39%
Devemos teclar ESC para continuar, voltando ao menu principal. Voltando à tela principal do FDISK, observamos é informado o seguinte:
AVISO!
Nenhuma partição está ativada, o disco 1 não será inicializável a não ser
que uma partição seja definida como ativa
Mais adiante veremos como definir a partição ativa. No momento vamos criar uma segunda partição, chamada de partição estendida, que deverá ocupar todo o espaço restante no disco rígido. Quando dividimos um disco rígido em mais de um drive lógico, o drive C será a partição primária, e todos os demais drives estarão na partição estendida. Para criar uma partição estendida, escolhemos a opção 1 (criar partição) no menu principal do FDISK. A seguir é apresentado um outro menu, no qual devemos escolher a opção 2 (criar partição estendida).
Figura
12 - O
FDISK pergunta o tamanho da partição estendida.
Será mostrada a tela da figura 12, na qual temos que indicar o tamanho da partição estendida. O FDISK sugere usar todo o espaço restante no disco, que no nosso exemplo é de 23156 MB. Basta responder com ENTER. Observe que não importa se a partição estendida será toda usada como um drive D, ou se será dividida em vários drives lógicos, nesta etapa sempre especificamos todo o espaço restante no disco para ser usado como partição estendida. Será apresentada a tela da figura 13, na qual o FDISK confirma a criação da partição estendida. Devemos teclar ESC para continuar.
Figura
13 - Criada
a partição estendida.
O próximo passo é definir os drives lógicos da partição estendida. Isto não dá nenhum trabalho, pois o próprio FDISK apresenta neste momento a tela da figura 14. Se quiséssemos criar apenas um drive D com o espaço restante no disco, bastaria indicar o tamanho máximo sugerido, teclando ENTER. No nosso caso, queremos criar um drive D com 13000 MB e um drive E com o espaço restante, pouco mais de 10000 MB.
Ao invés de teclar ENTER na tela da figura 14, vamos digitar o valor 13000, para que seja criado o drive D com 13000 MB. Depois disso será mostrada uma tela idêntica à da figura 14, mas desta vez mostrando o espaço restante, uma vez que já foram abatidos 13000 MB. Ao teclar ENTER, usamos este espaço restante para o drive E.
Será mostrado um relatório indicando os drives D e E que foram criados. Devemos teclar ESC para voltar ao menu principal do FDISK.
Por último, temos que marcar a partição primária como sendo ATIVA. Partição ativa é aquela pela qual será realizado o boot. As versões atuais do FDISK permitem que tanto a partição primária como a estendida sejam ativas (deve ser escolhida somente uma), mas é comum escolher a primária, o que resultará no boot pelo drive C. Temos que definir a partição ativa usando o comando 2 do menu principal do FDISK. Ao usarmos este comando, será apresentada onde é perguntado o número da partição ativa. Usamos 1, e o resultado está mostrado na figura 15.
Figura
15 - Definindo
a partição 1 como ativa.
Voltando à tela principal do FDISK, teclamos ESC para finalizar a sua operação. Uma tela informa que operações feitas pelo FDISK só estarão efetivadas a partir do próximo boot. Devemos então executar um boot para dar prosseguimento ao processo de instalação.
Assim como ocorre no caso da partição única, quando dividimos um disco rígido em vários drives lógicos, é preciso fazer a formatação lógica de cada um deles. Um drive lógico que ainda não foi formatado não pode ser usado para armazenar dados. Se tentarmos, neste momento, acessar o drive C (por exemplo, pelo comando “DIR C:”), veremos a seguinte mensagem de erro:
Tipo
de mídia inválido lendo unidade C
Anular, Repetir, Desistir?
Observe que o sistema operacional já reconhece a existência do drive C, mas ainda não pode usá-lo. Seu uso só será permitido depois que for realizada a formatação lógica. Para tal, usamos o programa FORMAT.COM:
FORMAT
C:
No nosso exemplo, criamos os drives lógicos D e E, e portanto, temos que formatá-los também. Usamos então os comandos:
FORMAT
D:
FORMAT E:
Ao término da formatação lógica, os drives estarão liberados para uso normal.
OBS.: No Windows 98SE
e anteriores, podíamos usar o comando FORMAT C: /S, que fazia a gravação do
boot em modo MS-DOS no disco rígido. No Windows ME e no XP isto não pode ser
feito, ou seja, o boot só é feito no próprio ambiente Windows. Comandos como
FORMAT C: /S e SYS C: não funcionam no Windows ME / XP.
OBS.:
Podemos formatar apenas o drive C e deixar os drives restantes para serem
formatados posteriormente, quando o Windows já estiver instalado. Todas as versões
do Windows possuem comandos para formatação de drives lógicos. No caso da
instalação do Windows 2000 e Windows XP, podemos na ocasião escolher se esses
drives lógicos adicionais serão formatados com FAT32 ou NTFS. O programa
FORMAT.COM opera somente com FAT32. Se quisermos que todos os drives lógicos
sejam formatados com NTFS, podemos deixar a formatação do drive C para ser
feita pelo programa de instalação do Windows XP/2000.
O particionamento e a formatação de um disco rígido também podem ser feitos sob o Windows XP. Quando um PC não tem ainda o sistema operacional instalado, fazemos o particionamento do disco rígido com os programas FDISK e FORMAT, ou então pelo programa de instalação do Windows XP. Quando um PC já tem um disco rígido instalado com o Windows XP e adicionamos um segundo disco, podemos fazer o seu particionamento e formatação através de um utilitário que funciona sob o próprio Windows XP. Para chegar a ele usamos:
Painel de Controle /
Ferramentas adminstrativas / Gerenciamento do computador
No quadro apresentado, selecionamos Armazenamento e Gerenciamento de disco (figura 16). Temos então acesso a comandos similares aos do FDISK. No exemplo da figura temos um disco C com 9,53 GB já instalado e um segundo disco de 37,27 GB indicado como Não alocado. Significa que o disco não está particionado nem formatado.
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Figura
16 O
utilitário de gerenciamento do computador no Windows XP. |
Mostraremos agora como usar o novo disco como uma única partição. Esta partição será criada como primária e será reconhecida pelo sistema como drive D. Clicamos na área que representa o espaço não alocado (figura 17) com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolhemos a opção Nova partição.
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Figura
17 Para
criar uma nova partição. |
Entrará em ação o Assistente para novas partições (figura 18). Com ele podemos usar todos os comandos que encontramos no FDISK. Podemos criar partições primárias e estendidas, e também drives lógicos da partição estendida. Podemos também fazer a formatação dessas partições, dispensando o uso do programa FORMAT. Podemos definir a partição ativa, escolher o sistema de arquivos a ser usado (FAT32 ou NTFS), e ainda excluir partições e drives lógicos.
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Figura
18 Assistente
para novas partições. |
O assistente perguntará (figura 19) o tipo de partição a ser criada (primária ou estendida). Este quadro também permite criar drives lógicos em uma partição estendida. Como usamos inicialmente o comando Nova partição, somente aparecem no quadro da figura 19 as opções de partição primária e estendida.
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Figura
19 Indicando
o tipo de partição a ser criada. |
O assistente perguntará a seguir (figura 20) o espaço usado pela nova partição. É sugerido o tamanho máximo (no nosso exemplo, 38162 MB), mas podemos usar um tamanho menor se desejarmos dividir o disco em dois ou mais drives lógicos. Usaremos no nosso exemplo o tamanho máximo permitido, ocupando todo o disco.
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Figura
20 Indicando
o espaço a ser usado pela partição. |
A seguir o assistente pergunta (figura 21) a letra a ser usada pela unidade. É sugerida a letra D, mas podemos aqui escolher outra letra qualquer. Podemos também alterar posteriormente a letra escolhida.
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Figura
21 Indicando
a letra a ser usada pela nova unidade lógica. |
Serão perguntadas algumas opções de formatação (figura 22). O sistema de arquivos a ser usado pode ser FAT16, FAT32 ou NTFS. Apenas discos com menos de 2 GB podem usar FAT16. O Windows XP só é capaz de criar drives lógicos de até 32 GB com FAT32, mas pode acessar drives com FAT32 já formatados (criados com o FDISK e FORMAT do Windows 9x/ME) com capacidades maiores. Para formatar um drive lógico com mais de 32 GB, o Windows XP precisa usar obrigatoriamente o sistema de arquivos NTFS.
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Figura
22 Indicando
opções de formatação. |
Podemos também escolher o tamanho dos clusters (unidade de alocação) ou deixar no tamanho padrão. Podemos ainda escolher o nome a ser dado ao volume. Este será o nome com o qual o novo drive lógico aparecerá na janela Meu Computador. A formatação rápida, se for ativada, dura apenas alguns segundos, e a formatação normal dura alguns minutos, pois faz uma checagem na superfície do disco. Finalmente temos a opção de ativar compactação, que cria um disco compactado similar aos criados pelos velhos programas DriveSpace, DoubleSpace e Stacker. Quem já perdeu dados valiosos por culpa direta ou indireta desses programas de compressão de disco dificilmente vai querer usar este recurso no Windows XP.
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Figura
23 Formatação
em andamento. |
O Assistente concluirá o seu trabalho de coleta de informações sobre a formatação. A figura 23 mostra a formatação em andamento. Espere a porcentagem indicada chegar a 100%, quando aparecerá a indicação “Íntegro”.
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Figura
24 Menu
da partição. |
Se clicarmos a nova unidade D com o botão direito do mouse, será apresentado um menu como o da figura 24. Podemos marcar a partição como ativa ou excluir a partição (comandos típicos do FDISK). Um comando que não é encontrado em outras versões do Windows é a troca da letra da unidade. Nosso drive D pode ser transformado em E, F, ou outra letra qualquer. O comando Formato deveria ter sido traduzido como Formatar. Ele faz a formatação da unidade, podendo ser escolhido até mesmo um sistema de arquivos diferente (por exemplo, NTFS ao invés de FAT32). Lembre-se que os dados são perdidos nesta operação.
O programa de gerenciamento do computador no Windows XP permite a divisão de um disco rígido em vários drives lógicos, por um método similar ao usado pelo FDISK. Clicamos na área que representa o disco a ser dividido, que no momento está indicada como “Espaço não alocado”. No menu apresentado escolhemos a opção Nova partição. Entrará em ação o Assistente para novas partições que perguntará o tipo de partição a ser criada (figura 25). Começamos com a partição primária.
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Figura
25 Para
criar a partição primária. |
O assistente indicará o espaço disponível (38162 MB). Escolhemos aqui o tamanho desejado. Como estamos dividindo o disco em várias partes, vamos escolher um tamanho parcial. Usaremos 20000 MB para esta primeira unidade (figura 26).
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Figura
26 A
partição primária terá 20.000 MB. |
O assistente perguntará a letra a ser usada pela nova unidade. Será a letra D, já que o computador já possuía um drive C e não tinha drives adicionais. Podemos escolher qualquer outra letra ou deixar a letra sugerida. Podemos também alterar posteriormente a letra usada por qualquer drive lógico, através do programa de gerenciamento do computador. O assistente apresentará o quadro da figura 27, com opções de formatação, já explicadas na seção anterior.
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Figura
27 Opções
de formatação. |
O assistente concluirá a coleta de opções de formatação e formatará a nova unidade. O Gerenciamento do computador mostrará agora o segundo disco rígido com uma partição primária com cerca de 20 GB e pouco mais de 17 GB de espaço não alocado. Usamos agora o comando Nova partição sobre a área não alocada (figura 28) para criar a partição estendida.
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Figura
28 Para
criar a partição estendida. |
O assistente perguntará se a nova partição é primária ou estendida. Podemos criar até 4 partições primárias, portanto nossos 3 drives lógicos poderiam ser partições primárias. Podemos ainda criar uma só partição primária e usar o espaço restante como partição estendida. Esta por sua vez poderá ser dividida em vários drives lógicos. O assistente perguntará então (figura 29) o espaço a ser ocupado pela nova partição. Usamos o valor sugerido, que é o total restante no disco (18159 MB).
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Figura
29 Indicando
o espaço ocupado pela partição estendida. |
Terminada a criação da partição estendida, esta será indicada no Gerenciamento do computador como “Espaço livre”, e não mais como “Espaço não alocado”. Clicamos nesta área e no menu escolhemos a opção Nova unidade lógica (figura 30).
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Figura
30 Para
criar unidades lógicas na partição estendida. |
No quadro para indicar o tipo de partição, escolhemos a opção unidade lógica. O próximo quadro pergunta o tamanho a ser usado pela nova unidade. Usaremos 10000 MB (figura 31).
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Figura
31 Escolhendo
o tamanho da nova unidade lógica. |
A seguir indicamos a letra a ser usada. Como já existia o primeiro disco com a letra C e a partição primária do segundo disco com a letra D, este drive lógico ocupará a letra E. Podemos entretanto alterar a letra neste momento, ou posteriormente através do Gerenciamento do computador. Será apresentado novamente o quadro de opções de formatação.
Terminada a criação e a formatação deste drive, o Gerenciador do computador apresentará a divisão dos discos como mostra a figura 32. Note que existe agora um drive E na partição estendida do segundo disco rígido, e mais cerca de 8 GB restantes na partição estendida, indicados como Espaço livre. Repetimos o processo para a criação de mais um drive lógico nesta área, ocupando todo o seu espaço.
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Figura
32 Criado
o primeiro drive lógico da partição estendida. |
Terminada a criação deste segundo drive lógico, a organização final dos discos será a mostrada na figura 33.
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Figura
33 Terminado
o particionamento do novo disco rígido. |
O particionamento feito através do Gerenciamento do computador no Windows XP é fácil, mas só pode ser feito com um segundo disco rígido. Quando temos apenas um disco, não podemos atuar sobre a partição na qual foi instalado o Windows, pois todos os arquivos serão perdidos. Nada impede que criemos apenas a partição primária com o FDISK antes da instalação do Windows XP, ou durante a sua instalação, e deixemos a partição estendida para ser criada e formatada posteriormente através do Gerenciamento do computador, quando o sistema já estiver instalado na partição primária. Podemos ainda instalar um segundo disco rígido provisoriamente e fazer todo o seu particionamento e formatação usando o Gerenciamento do computador, para depois retirar este disco e fazer a sua instalação em outro computador. Nesse caso, não esqueça de definir a partição primária como ativa. Clique na partição primária e no menu escolha a opção Marcar partição como ativa.
Com o uso do velho sistema FAT16, os discos tinham seu tamanho limitado a 2 GB, e a utilização se tornou ineficiente nesses discos, devido ao uso de unidades de alocação muito grandes, desperdiçando espaço. A FAT32, adotada a partir do Windows 95 OSR2 amenizou a situação, permitindo criar drives lógicos maiores e com menos desperdício. O NTFS é um sistema mais eficiente, usado pelo Windows NT, 2000 e XP. Permite formatar discos com capacidades ainda maiores e com mais eficiência no armazenamento. Vejamos as características desses três sistemas:
Este sistema era eficiente quando os discos tinham até poucas centenas de MB. Era usado pelo MS-DOS e pelas primeiras versões do Windows (até 95OSR1). Usava 16 bits para a numeração dos clusters (unidades de alocação). O cluster é a unidade básica de armazenamento em disco. Qualquer arquivo ocupa no disco, um número inteiro de clusters. Esta característica é comum em qualquer meio de armazenamento de alta capacidade, o espaço é sempre dividido em blocos. Mesmo quando um arquivo ocupa poucos bytes, um cluster inteiro é alocado para seu uso. Se o cluster tiver tamanho de 8 kB (8192 bytes), por exemplo, e o arquivo tiver apenas 100 bytes, estarão sendo desperdiçados 8092 bytes. Isto não é problema para os arquivos grandes, mas quando temos muitos arquivos de pequeno tamanho, o desperdício é inaceitável.
Ao usar 16 bits para numerar os clusters, a FAT16 pode endereçar até 65.536 clusters. Os clusters podem ter 512 bytes, 1 kB, 2 kB, 4 kB, 8 kB, 16 kB ou 32 kB, dependendo do tamanho total do disco. Durante a formatação de um disco é escolhido o tamanho do cluster, que seja o menor possível e ainda assim capaz de ocupar o disco inteiro. São os seguintes os tamanhos usados.
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Tamanho
do disco |
Tamanho
do cluster com FAT16 |
|
Até
16 MB |
2
KB |
|
16
MB – 32 MB |
512
bytes |
|
32
MB – 64 MB |
1
kB |
|
64
MB – 128 MB |
2
kB |
|
128
MB – 256 MB |
4
kB |
|
256
MB – 512 MB |
8
kB |
|
512
MB – 1024 MB |
16
kB |
|
1024
MB – 2048 MB |
32
kB |
Os clusters de 2 kB com discos menores que 16 MB foram mantidos para compatibilidade com a FAT12, usada em versões antigas do MS-DOS. O uso de clusters grandes é muito ineficiente, sobretudo com o uso de um grande número de arquivos pequenos. Por exemplo, a cache de arquivos da Internet, mantida pelos navegadores, tem arquivos extremamente pequenos, muitos com menos de 100 bytes. Se cada um ocupar 32 kB, o espaço em disco será muito desperdiçado. Por volta de 1995-1996 era comum ter, por exemplo, discos de 2 GB com 800 MB de arquivos, e espaço livre de apenas 700 MB! Onde foram parar os 500 MB que estão faltando? No espaço desperdiçado, devido ao uso de clusters grandes com arquivos pequenos.
Como o tamanho máximo do cluster na FAT16 foi estipulado em 32 kB, o disco fica limitado a 2 GB. Muitos usuários de discos com esta capacidade faziam a sua divisão em 4 discos de 500 MB, para usar clusters de 8 kB, desperdiçando menos espaço. Já os usuários de discos com capacidades maiores não tinham tanta facilidade. Para um disco de 8 GB, por exemplo, ou eram criados 16 discos de 500 MB, o que tornava difícil o gerenciamento, ou acabavam usando 4 unidades de 2 GB, com desperdício de espaço devido aos clusters de 32 kB.
OBS.:
Apesar da FAT16 ser ineficiente, o Windows XP pode formatar discos usando este
sistema de arquivos. Permite usar clusters de 64 kB, aumentando o limite da
capacidade do disco para 4 GB, entretanto muitos utilitários apresentam
problemas em lidar com clusters deste tamanho, e podem calcular erradamente o
espaço livre em disco.
A FAT32 usa números de 32 bits para a numeração dos clusters do disco rígido. É suportada pelos seguintes sistemas:
Windows
95 OSR2
Windows
98/98SE/ME
Windows
2000
Windows
XP
Sendo capaz de numerar mais clusters, a FAT32 permite utilizar clusters menores. A tabela abaixo mostra o tamanho padrão dos clusters em função da capacidade do drive lógico:
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Tamanho
do disco |
Tamanho
do cluster com FAT32 |
|
32
MB – 64 MB |
512
bytes |
|
64
MB – 128 MB |
1
kB |
|
128
MB – 256 MB |
2
kB |
|
256
MB – 512 MB |
4
kB |
|
512
MB – 1024 MB |
4
kB |
|
1
GB – 2 GB |
4
kB |
|
2
GB – 4 GB |
4
kB |
|
4
GB – 8 GB |
4
kB |
|
8
GB – 16 GB |
8
kB |
|
16
GB – 32 GB |
16
kB |
|
Acima
de 32 GB |
32
kB |
Poderiam ter sido adotados tamanhos menores para os clusters (512 bytes), mas isso tornaria a FAT muito grande seria lento o seu processamento. Com clusters de 4 kB foi conseguida uma boa relação entre desempenho e capacidade de endereçamento. Existem entretanto outras limitações do sistema operacional e da organização do disco que impedem o uso de capacidades mais elevadas. São elas:
a) Para discos com mais de 32 GB, os clusters devem ter obrigatoriamente 32 kB.
b) O Windows 98/98SE não pode endereçar unidades com mais de 128 GB
c) No Windows ME/XP/2000, este limite foi aumentado para cerca de 8000 GB.
d) O Windows XP/2000 não pode formatar com FAT32, discos com mais de 32 GB, mas pode acessar discos já formatados com capacidades maiores e FAT32, restritas ao máximo de 8000 GB.
Devido ao uso ineficiente de clusters de 32 kB para discos com mais de 32 GB, é altamente recomendável adotar para esses discos, o sistema NTFS. Isso deixa a FAT32 com os dias contados.
Este sistema de arquivos é muito mais eficiente e avançado que a FAT, sobrevivente dos anos 80. É usado pelo Windows NT/2000/XP. Opera com clusters bem pequenos, com até 4 kB, o que reduz bastante o espaço desperdiçado como ocorre com a FAT. A tabela abaixo mostra o tamanho do cluster padrão usado para cada tamanho de disco formatado com NTFS:
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Tamanho
do disco |
Tamanho
do cluster com NTFS |
|
Até
512 MB |
512
bytes |
|
512
MB – 1024 MB |
1
kB |
|
1
GB – 2 GB |
2
kB |
|
Acima
de 2 GB |
4
kB |
No Windows XP, ao formatarmos uma unidade com NTFS usando o Gerenciamento de disco, podemos especificar o tamanho do cluster, usando um tamanho diferente do sugerido pela tabela. Por exemplo, se um disco vai ser usado para o armazenamento de arquivos de vídeo ou outros tipos de arquivos de grande tamanho, teremos mais eficiência no acesso se forem usados clusters maiores.
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Figura
34 Escolhendo
o tamanho do cluster com NTFS. |