Instalação de modems - parte 2/2

Autor: Laércio Vasconcelos
Dezembro/2003
   
   

   

Parte 1

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Laércio Vasconcelos Computação

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Testando o modem

Depois de instalado o modem, você pode testá-lo usando os programas de comuni­cação que o acompanham. Não é uma boa idéia testá-lo usando programas para acesso à Internet, pois esses programas requerem configurações adicionais, e um erro em uma delas fará você pensar que o modem é o culpado. É recomendável testar o modem usando dois programas de comunicação bem simples que fazem parte do Windows: o Disca­gem Automática e o Hyperterminal. Esses programas estão localizados em no menu Iniciar/Programas/Acessórios/Comunicações. Infelizmente o progarma Discagem Automática está disponível apenas no Windows 9x/ME. No Windows XP, usamos para testes apenas o programa Hyperterminal.

Caso você não encontre esses programas, faça a sua instalação através do comando Adicionar/Remover programas no Painel de Con­trole. Selecione a guia Instalação do Windows, clique em Comunicações e marque os programas que deseja instalar.

O programa Discagem Automática usa o modem para fazer liga­ções telefônicas de voz. Quando a ligação for atendida, podemos tirar o telefone do gancho e falar normal­mente.

Figura 55

Usando o programa Discagem Automática para testar o modem.

 

 

 

Para testar o modem com este programa, basta preencher o número e clicar no botão Discar (figura 55). A discagem será feita e será apresentado o quadro da fi­gura 56. Quando a chamada for atendida, podemos tirar o telefone do gancho e clicar no botão Conversar. Para desistir da ligação, clicamos no botão Desligar.

Figura 56

Discagem em andamento.

 

 

 

O simples fato da ligação ter sido realizada com este programa é um indício bas­tante forte de que o modem está corretamente instalado. Ainda assim, convém realizar um teste mais completo, envolvendo a transmissão e a re­cepção de dados. Este teste pode ser feito através do programa Hyperterminal. Quando for solicitado o número de telefone a ser discado, preencha o número de um provedor de acesso à Internet. Não será possível acessar a Internet usando este programa, mas poderemos ver as mensagens enviadas pelo provedor pedindo o login (nome do usuário e senha). A figura 57 mos­tra o Hyperterminal após ser feita a conexão com um provedor de acesso à Internet. Este programa está disponível no Windows 95, 98, ME e XP.

Figura 57

Usando o Hyperterminal para testar o modem.

 

 

 

Depois de testar o modem, podemos configurar o computador para acesso à Internet e instalar softwares de comunicação que o acompanham, como por exemplo, gerenciadores de fax.

Usando o Phone Tools

O Phone Tools é o gerenciador de fax que acompanha os modems comercializados atualmente pela US Robotics. Note que este programa é fornecido apenas com os modems na versão retail (varejo). Esses modems são vendidos em uma caixa, junto com um CD-ROM com drivers e aplicativos, um manual e uma extensão RJ-45. Já os modems OEM destinam-se ao mercado de produtores de PCs. São mais baratos, e na sua caixa muitas vezes existe apenas um disquete com os drivers para o lote inteiro. Infelizmente muitas lojas vendem a varejo os modems OEM. O usuário pode acabar ficando sem drivers, manual e sem os programas de comunicação que acompanham o modem completo.

Figura 58

O programa Phone Tools.

 

 

 

A figura 58 mostra o programa Phone Tools. Seu visual segue o padrão dos programas modernos, que tendem a se tornar diferentes das tradicionais janelas do Windows. Ao mesmo tempo em que um gerenciador de fax é instalado, é criada uma impressora virtual, com a qual podemos transmitir qualquer documento via fax. Na figura 59, vemos que o Phone Tools criou a impressora CAPTURE FAX BVRP.

Figura 59

A impressora virtual criada pelo programa gerenciador de fax, na pasta de impressoras.

 

Para transmitir um fax, clicamos no botão Send fax. Será apresentado um quadro para preenchimento do destinatário: nome, empresa e número do fax. Clicamos em Next.

Figura 60

Preenchendo o destinatário.

 

 

 

Podemos agora (figura 61) digitar a mensagem que será enviada na folha principal do fax (página 1). Muitas vezes basta esta primeira folha.

Figura 61

Preenchendo a mensagem na primeira página do fax.

 

 

 

Na etapa seguinte podemos especificar documentos anexos. São arquivos de texto, gráficos, planilhas, enfim, qualquer tipo de arquivo que possa ser listado em uma impressora, poderá ser transmitido por fax. Depois da primeira página do fax, seguem-se as páginas de listagem dos anexos.

Os gerenciadores de fax normalmente permitem neste ponto escolher se o fax deve ser transmitido imediatamente ou se deve ser transmitido em outro horário. Nesse caso o fax ficará pendente em uma caixa de saída (Outbox) para transmissão posterior. Podemos ainda visualizar o fax, como vemos na figura 62.

Figura 62

Comando de visualização prévia.

 

 

 

O programa gerenciador de fax fará então a transmissão, seja imediatamente, seja em horário posterior definido pelo usuário. Será feita a discagem pelo modem, será estabelecida a comunicação e finalmente o fax será transmitido. O programa Phone Tools apresenta uma animação das “folhas de fax sendo transmitidas” (figura 63).

Figura 63

Transmissão do fax.

 

 

 

Os programas gerenciadores de fax também podem fazer recepção manual ou automática. Os faxes recebidos ficam na caixa de entrada (Inbox), e podem ser listados na impressora de forma manual ou automática, e também podem ser visualizados na tela. Para que a recepção seja feita de forma automática, o programa gerenciador de fax tem que ficar ativo permanentemente, e configurado para atender automaticamente às ligações de fax. Para isso usamos um comando de configuração apropriado. No Phone Tools, este comando é Menus / Configuration / General configuration. Será apresentado o quadro da figura 64, com diversas configurações. Indicamos no campo Reception, a opção Auto Fax, Auto Fax / data, Fax Only ou similar. Se programarmos com a opção Ignore, a recepção de fax só poderá ser feita de forma manual.

Figura 64

Configurações do Phone Tools.

 

 

 

Na figura 65 vemos como receber um fax de forma manual. A pessoa que quer transmitir o fax telefona e pede o “sinal de fax”. O usuário do computador que vai receber o fax usa o comando Manual Reception ou Manual fax receive.

Figura 65

Recepção manual de fax.

 

 

 

Podemos ainda transimtir faxes de outra forma. Qualquer documento do Windows pode ser transmtido pelo comando de impressão. Não é necessário listar o documento em uma impressora e depois usá-lo em um aparelho de fax convencional. Podemos comandar diretamente a impressão via fax. Para isso selecionamos como impressora a ser usada (figura 66), a impressora virtual criada pelo gerenciador de fax.

Figura 66

Especificando a impressão via fax.

 

 

 

O programa que comandou a impressão “pensará” que está imprimindo o arquivo, mas está na verdade chamando o gerenciador de fax para fazer a sua transmissão.

A transmissão de fax por computador é muito vantajosa quando o documento a ser enviado é um arquivo em disco. Não é preciso listar o arquivo em papel para colocar em um aparelho de fax convencional. O fax enviado desta forma será sempre legível e com boa resolução. Já a recepção de fax por computador é bem menos usada. É preciso que o programa gerenciador de fax esteja sempre ativo para atender as ligações. Por­tanto o usuário deve manter o computador ligado durante todo o dia. Quando o nú­mero de faxes recebidos diariamente é muito grande, é mais vantajoso utilizar um apare­lho de fax convencional. Quando o número de faxes recebidos é muito pequeno, po­demos fazer a recepção de forma manual. Nesta modalidade nem mesmo é necessário deixar o gerenciador de fax ativo. O interessado em enviar o fax pode ligar e pedir o “sinal de fax, por favor”. Podemos então executar o gerenciador e comandar a recepção manual de fax.

Usando o RapidComm

O RapidComm é um outro gerenciador de fax, usado até recentemente com os modems US Robotics. Existem vários outros programas similares. Para aumentar a sua experiência com o assunto, vamos mostrar o uso deste programa. Você verá como outros programas gerenciadores são de uso parecido com o do Phone Tools e do RapidComm exemplificados aqui.

Configurando o gerenciador de fax

Sua instalação é bastante simples, sem perguntas complicadas, exceto uma que é apresentada no final:

Quer instalar o driver de impressão do RapidComm como sua impressora default?

A razão desta pergunta é que ao instalarmos um programa para gerenciamento de fax, é feita a instalação de um driver de impressão que simula uma impressora vir­tual. Sempre que quisermos transmitir por fax, qualquer documento de qualquer aplica­tivo do Windows, bastará usar o comando Imprimir, e especificar a saída nesta im­pressora virtual. A princípio não existe razão para que esta impressora vir­tual seja usada como default. Podemos deixar a impressora que está conectada ao PC ser utilizada como default, e sempre que quisermos transmitir um fax, usamos o co­mando Imprimir e espe­cificamos a impressora virtual.

Quando usamos o RapidComm pela primeira vez, é apresentado um quadro para preenchimento de nome, empresa e tele­fones. Esses dados serão usados para pre­enchi­mento automático dos cabeçalhos dos faxes transmitidos. A seguir é apresen­tado um outro quadro para preenchimento de endereço postal e endereço ele­trônico para e-mail. Finalmente, é apresentado um quadro no qual indi­camos o modem a ser usado nas transmissões e recepções de fax. O RapidComm irá obter as características deste mo­dem, e a seguir estará pronto para funcionar (figura 67).

Figura 67

Janela principal do RapidComm.

 

 

 

A maioria das configurações do modem definidas no Gerenciador de Dispositivos e no Painel de Controle serão utili­zadas pelo RapidComm, mas será preciso execu­tar o seu Setup, fazendo ajustes na configuração. Para isto usamos o comando Configurar pre­ferências (nas versões em inglês, Setup/Preferences). Em geral todas as opções de confi­guração (programadas com valores default) estarão satisfatórias e corretas.

Uma guia importante é a Resposta, mostrada na figura 68. Aqui programamos como o RapidComm irá fazer o atendimento automático de chamadas. Podemos deixar por exemplo que o atendimento seja feito apenas depois de um certo número de toques. Se o usuário atender o telefone antes deste número, o RapidComm irá ignorar a cha­mada.

Figura 68

Configurações de resposta.

 

 

 

Transmissão de fax por uso direto do gerenciador

Podemos transmitir fax por dois métodos:

a) Diretamente pelo gerenciador de fax (ex: RapidComm)
b) A partir de qualquer aplicativo, através do comando Imprimir

Vejamos inicialmente como fazer a transmissão direta pelo RapidComm. Uma mensagem em fax é composta de três seções: Folha de rosto, Mensagem da folha de rosto e Anexos.

Para transmitir um fax, basta clicar no botão Enviar Fax na barra de botões do RapidComm, ou então usar o comando Iniciar / Enviar Fax a partir dos seus menus. Será apresentado um quadro como o da figura 69. Preenche­mos o nome do destina­tário, o número de fax, o nome da empresa, o assunto e uma men­sagem para a folha de rosto. Para enviar anexos a esta folha de rosto, devemos cli­car sobre o botão Anexos. Isto fará com que seja apre­sentado um quadro no qual especificamos os arquivos a se­rem transmitidos em anexo. O fax transmitido será composto da folha de rosto, se­guido das páginas que compõem este arquivo. Podemos especifi­car vários arquivos anexos, que serão transmitidos em uma seqüência.

Figura 69

Preenchendo os dados do destinatário.

 

 

 

Ao clicarmos sobre o botão Enviar fax, o RapidComm fará a conversão dos dados a serem impressos para o formato HFX. Este é um formato gráfico usado pelo RapidComm para o armazenamento de faxes recebidos e transmitidos. A seguir a janela do RapidComm assumirá o aspecto mostrado na figura 70. Será feita a discagem, a conexão será estabelecida com o aparelho de fax receptor, e finalmente será feita a transmissão.

Figura 70

Transmissão de fax em andamento.

 

 

 

O fax que chega ao receptor é mostrado na figura 71. Nesta primeira página é mostrado o cabeçalho (que pode ser personalizado pelo usuário), os dados do transmis­sor e do receptor, a nota introdutória para primeira página. A seguir seguem os anexos, caso tenham sido selecionados para transmissão. 

Figura 71

Primeira página de um fax.

 

 

 

Transmissão de fax a partir de um aplicativo

O driver de impressão instalado juntamente com o gerenciador de fax faz com que qualquer aplicativo possa transmitir seus documentos na forma de fax. Basta usar o co­mando Arquivo/Imprimir, e no quadro apresentado escolher a impressora virtual criada pelo gerenciador de fax.

Figura 72

Selecionando a impressão “via fax”.

 

 

 

Na figura 72, usamos o comando Imprimir no Microsoft Word. Na lista de impressoras, selecionamos o RapidComm Voice (uma versão especial do RapidComm, capaz de tratar ligações de voz). Isto fará com que o gerenciador de fax seja executado, sendo apresentado o quadro da figura 73, para preenchimento do destinatário, tele­fone e demais in­formações necessárias em um fax. O aplicativo “pensará” que está im­primindo o documento, mas na verdade o estará transmitindo na forma de fax. A partir daí o processo é similar ao descrito no item anterior.

Figura 73

Preenchendo os dados do destinatário.

 

 

 

Recepção automática de fax

Para que o computador faça automaticamente o atendimento de faxes, devemos inicial­mente usar o comando Configurar / Preferências, já mostrado na figura 68. No campo Modo de Resposta selecionamos as opções Resposta manual e Somente fax. A partir de então o RapidComm fará a recepção de faxes de forma automática. 

Figura 74

Recebimento de fax.

 

 

 

Na figura 74, o RapidComm acaba de fazer o atendimento de uma chamada e está recebendo um fax. Podemos programar o RapidComm para que faça automatica­mente a impressão de cada fax recebido, e/ou que abra automaticamente o programa visualizador de fax, para que seja visto na tela. Essas opções são programadas através do comando Configurar / Receber Fax, e com o campo Opções de pós recepção. Caso não tenhamos usado essas opções, devemos executar manualmente o visualizador de fax para ter acesso aos faxes recebidos. Isto é feito pelo comando Iniciar / Visualizador de fax.

Recepção manual de fax

Na recepção manual de fax, podemos deixar o RapidComm desativado, ou mesmo ati­vado mas com a recepção desabilitada. Para desabilitar a recepção automática usamos o comando Configurar / Preferências e selecionamos a guia Resposta. No campo Modo de resposta, usamos a opção Ignorar toque. Assim, o telefone poderá tocar indefini­damente até o transmissor desistir, mas o RapidComm não fará o atendimento. O aten­dimento só será feito ao usarmos o comando Iniciar / Recepção manual de fax (figura 75).

Figura 75

Ativando a recepção manual de fax.

 

 

 

O comando de recepção manual de fax pode ser usado quando alguém telefona e pede o “sinal de fax”. Pode ser também usado quando fazemos acesso a atendimento bancário automatizado. Ao ligar, por exemplo, para o banco Itaú, é pedido o número da agência, o número da conta e a senha do cartão eletrônico. Podemos digitar esses núme­ros usando o telefone que está ligado ao modem, ou então usando o “modo telefone” do RapidComm. Quando a gravação do banco disser “ao sinal, aperte a tecla de início”, usamos o comando Recepção manual de fax. Será então feita a recepção do extrato bancário “via fax”, porém utilizado o modem. Vemos portanto que este comando é equivalente a usar a tecla Início de um aparelho de fax convencional.

Viva-voz

O RapidComm Voice pode operar como um telefone viva-voz (speakerphone), caso a placa de modem possua este recurso. Para saber se o modem possui este recurso, con­sulte a seção Configurações no Painel de Controle, na qual mostramos como utilizar o diagnóstico do modem para identificar seus recursos.

Figura 76

O telefone viva-voz.

 

 

 

Usamos o comando Visualizar / Viva-voz, e o RapidComm assumirá o aspecto mostrado na figura 76. Podemos agora digitar o número para o qual desejamos discar e usar o botão Discar. Poderemos utilizar o microfone e o alto falante ligados na parte traseira da placa de som para estabelecer uma conversação telefônica. Temos ainda dois controles de volume para regular o volume do microfone e o do alto falante.

Secretária eletrônica

O programa RapidComm Voice pode operar como  uma secretária eletrônica (Answer machine), desde que a placa seja do tipo Voice Modem. Para ter acesso à secretária ele­trônica usamos o comando Visualizar / Contador de mensagem. A RapidComm assu­mirá o aspecto mostrado na figura 77. Existem três contadores, sendo um para o nú­mero de mensagens de voz, um para o número de faxes recentemente recebidos e outro para o número de menagens de dados.

Figura 77

Para usar o modem como secretária eletrônica.

 

 

 

O botão Ativado é usado para ligar e desligar a secretária. Uma vez com este bo­tão ativado, o RapidComm estará pronto para atender chamadas e gravar as mensagens. O botão com o desenho de um microfone serve para gravar a mensagem de sau­dação, algo como “aqui fala o fulano, no momento não posso atender, deixe seu recado após o beep...”.

Figura 78

Escolhendo o microfone e o alto falante a serem usados.

 

 

 

Antes de gravar a mensagem de saudação e de utilizar a secretária eletrônica é conveniente definir onde estão conectados o microfone e o alto falante que serão utiliza­dos para essas funções. Isto é feito através do comando Configurar / Voz (figura 78). Podemos escolher se o microfone será ligado no modem, na placa de som, ou se será usado o que está embutido no telefone. Da mesma forma, o alto falante a ser usado pode estar conectado no modem, na placa de som, ou ainda podemos usar o que está embutido no telefone. O programa estará então apto a receber as mensagens e gravá-las, como vemos na figura 79.

Figura 79

Uma mensagem sendo gravada.

 

O RapidComm mostrará o número de mensagens recentemente gravadas, como vemos na figura 80. Basta clicar sobre o número de mensagens de voz para ouvir as últimas mensagens.

Figura 80

Temos 3 novas mensagens.

 

Se quisermos ouvir outras mensagens que não sejam as mais recentes, basta clicar no ícone da caixa de correio, abaixo do microfone (veja a figura 80). Será apresen­tado um quadro como o da figura 81. Selecionamos a pasta InBox, e será exibida uma lista de mensagens recebidas (voz, dados e fax). Aplique um clique duplo para ou­vir a mensagem de voz desejada.

Figura 81

Histórico das mensagens recebidas.

 

 

 

Modem para notebook

Praticamente não existe diferença entre a instalação de um modem para PCs tipo desktop e modems para notebooks. Muitos notebooks atuais já são equipados com um modem, mas nos modelos desprovidos de modem, podemos instalar um cartão de mo­dem, padrão PCMCIA (também chamado de PC Card), já que a maioria dos notebooks possui este tipo de slot. A figura 82 mostra um cartão de modem para notebook. Uma extremidade é conectada a um slot PCMCIA do notebook. Na outra extremidade co­nectamos um cabo telefônico. Na extremidade oposta deste cabo encontramos um co­nector telefônico RJ-11.

Figura 82

Um modem para notebook.

 

 

 

Na figura 83 vemos os slots PCMCIA encontrados na maioria dos notebooks. Aqui podemos conectar modems, cartões com interfaces SCSI, interfaces de rede, discos rígidos e vários outros dispositivos.

Figura 83

Slots PCMCIA de um notebook.

 

Na figura 84, o modem PCMCIA já está conectado no notebook e no cabo que o liga à linha telefônica. Podemos agora ligar o computador e deixar que o Windows faça a sua detecção. A partir daí o processo é o mesmo utilizado para os modems de computadores desktop. O Windows detectará o modem e pedirá a instalação dos seus drivers. Depen­dendo do modelo, podemos utilizar drives fornecidos com o Windows, ou então instalar os drivers a partir de disquetes que acompanham o modem.

Figura 84

O modem PCMCIA já conectado no notebook e na linha telefônica.

 

Configuração para a Internet

Quando um computador já possui um modem instalado, pode ser facilmente configu­rado para acessar a Internet. Basta obter um kit de aceso à Internet, vendido em lojas ou fornecido gratuitamente junto com revistas e jornais, ou mesmo entregue ao usuário quando é aberta a conta em um provedor de acesso. Esses kits têm a capacidade de con­figurar automaticamente o computador para acessar a Internet, mas... não confie totalmente nisso! Muitas vezes esses kits fazem alterações nas configurações do navegador e do próprio Windows. Podem por exemplo instalar seus próprios protetores de tela e papéis de parede, podem ainda obrigar o navegador a entrar sempre na página inicial do provedor e bloqueiam as alterações. É uma verdadeira invasão de privacidade.

Não faz mal algum aprender a configurar manualmente o computador para acesso à Internet. Mesmo que você utilize a instalação automática, esta seção fará você entender o que está acontecendo durante este processo de instalação. Podemos dividir o processo de configuração de um PC para acesso à Internet em três etapas:

A configuração da conexão dial-up é a etapa mais complicada da configuração de um computador para acesso à Internet, apesar de não ser considerada difícil. No Windows 9x/ME, a configuração de rede, obtida através do comando Rede do Painel de Controle, deve apresentar os seguintes componentes:

Na figura 85 vemos esta configuração já pronta. Caso esses componentes não estejam presentes devemos usar o botão Adicionar. Para adicionar o Adaptador Dial-Up usamos:

Adicionar -  Adaptador -  Adicionar - Microsoft - Adaptador Dial-Up

Para adicionar o protocolo TCP/IP usamos:

Adicionar -  Protocolo -  Adicionar - Microsoft - TCP/IP

Figura 85

Configuração de rede pronta para acesso à Internet.

 

 

 

No Windows 95 essas configurações precisavam ser feitas manualmente. No Windows 98, ME e XP, os componentes de rede necessários ao funcionamento da conexão com a Internet (modem e protocolo TCP/IP) são adicionados automaticamente ao sistema durante a sua instalação.

A seguir devemos criar uma conexão Dial-Up para o provedor de acesso à Internet. Você deve previamente ter feito a inscrição em um provedor local, tendo ob­tido várias informações para configuração:

Configuração da conexão Dial-Up no Windows XP

No Windows XP, usamos o comando Conexões de rede, no Painel de controle (figura 86). Devemos usar o comando Criar nova conexão, o que ativará um assistente para a criação da nova conexão.

Figura 86

Conexões de rede no Windows XP.

 

 

 

A asssistente perguntará o tipo de conexão a ser realizada. Escolhemos a opção “Conectar-me à Internet” (figura 87). Como mostra a figura, o assistente pode fazer outros tipos de conexões, como redes locais, redes dial-up e conexão direta via cabo.

Figura 87

Escolher a conexão à Internet.

 

 

 

A seguir escolhemos a opção “Configurar minha conexão manualmente”. Se preferir pode utilizar as configurações automáticas, que são ainda mais simples.

Temos que indicar o método usado na conexão com a Internet. É possível escolher um modem com linha discada (dial-up) e conexões de banda larga.

Figura 88

Escolhendo o método de conexão.

 

 

 

Serão apresentados outros quadros onde temos que indicar o nome do provedor e o telefone a ser discado. Em um outro quadro (figura 89) indicamos o nome do usuário e a senha. Devemos usar o mesmo nome e senha definidos quando fizamos o cadastramento no provedor de acesso à Internet.

Figura 89

Indicando o nome do usuário e a senha.

 

 

 

Estará concluída a primeira parte da configuração. O assistente apresentará um quadro de finalização, onde podemos marcar a opção “Adicionar um atalho para a conexão à área de trabalho”. Este atalho pode ser dispensado, pois podemos conectar no Windows XP usando o comando Iniciar / Conectar-se.

Figura 90

Quadro de conexões de rede.

 

 

 

Abrimos agora o quadro de conexões de rede, obtido através do Painel de controle / Conexões de rede (figura 90). Nele podemos ver a conexão que acabamos de criar (NITNET). Clicamos no ícone desta conexão com o botão direito do mouse e no menu escolhemos a opção Propriedades.

 

Figura 91 - Propriedades da conexão.

 

Figura 92 - Configurações do modem.  

Teremos acesso o quadro da figura 91, onde podemos fazer várias configurações relativas à conexão. Na maioria dos casos não é necessário alterar as configurações originais. Clicando no botão de configurações do modem na figura 91, temos acesso ao quadro da figura 92. Podemos definir aqui opções de funcionamento do modem, diferentes das que já foram definidas no Painel de Controle e no Gerenciador de Dispostivos. Desta forma podemos fazer com que cada conexão utilize configurações próprias.

 

Figura 93 - Configurações de rede.

 

Figura 94 - Configurações TCP/IP.  

Na figura 93 vemos as configurações de rede. O item mais importante é o protocolo TCP/IP, usado nas conexões com a Internet. Alguns provedores requerem que sejam feitas configurações especiais neste ponto. Por exemplo, o nosso provedor NITNET (www.nitnet.com.br) exige que nas propriedades do protocolo TCP/IP (figura 94) sejam usados endereços de DNS primário e secundário (preferencial e alternativo). Se esses endereços não forem preenchidos, alguns sites não poderão ser acessados. Se você consegue navegar bem mas alguns sites nunca estão acessíveis, verifique com o seu provedor de acesso se são necessárias configurações especias de TCP/IP.

Figura 95

Discando para o provedor 

 

 

 

 

Terminadas as configurações já podemos usar a conexão com a Internet (figura 95). Basta clicar no ícone da conexão criado na área de trabalho, ou então usar o comando Iniciar / Conectar-se. Também podemos executar o navegador (Internet Explorer), e será automaticamente apresentado um quadro comandando a conexão.

Configuração da conexão Dial-Up no Windows 9x/ME

No Windows 9x/ME, a criação de uma conexão é feita através do comando Acesso à rede Dial-Up, obtida na janela Meu Computador. Se este comando não estiver presente você deve fa­zer a sua instalação através do comando Adicionar / Remover programas no Painel de Controle. Selecione a guia Instalação do Windows, a seguir Comunicações e finalmente Acesso à Rede Dial-Up.

Ao acessar pela primeira vez a janela de Acesso à rede Dial-Up, é apresentado o Assistente para fazer nova conexão (figura 96). Você também pode chegar a este as­sistente clicando no ícone Fazer nova conexão, também encontrado na janela de Acesso à rede Dial-Up.

Figura 96

Assistente para fazer nova conexão.

 

 

 

No quadro da figura 96 devemos preencher inicialmente um nome que será usado para identificar a conexão. Normalmente usamos aqui o nome do provedor de acesso no qual temos conta (no nosso caso, NITNET). Encontramos também neste quadro o nome do modem a ser usado na conexão e logo abaixo, um botão Configurar. Este botão dá acesso ao quadro da figura 97, no qual selecionamos a guia Opções.

Figura 97

Configuração do modem para conexão com a Internet.

 

 

 

Podemos marcar neste quadro a opção Exibir uma janela de terminal após a discagem se quisermos digitar o nome e a senha em cada conexão. É conveniente marcar também a opção Exibir o status do modem. Isto fará com que durante a conexão seja apresentado um ícone na barra de tarefas, ao lado do relógio, indicando a transmissão e recepção de dados.

Figura 98

Configurações da conexão.

 

 

 

Com a guia Conexão (figura 98) temos acesso a outros comandos de configura­ção que podem ser deixados programados como estão. Alguns provedores de acesso recomendam usar neste quadro o botão Avançadas, e no quadro apresentado a seguir preencher o campo Configurações extras com a expressão X3. Este procedimento serve para corrigir um problema comum, no qual o Windows avisa que não existe tom de discagem (dial tone), quando na verdade este tom existe.

Depois de configurar o modem e clicar em Avançar no quadro da figura 96, chegamos ao quadro da figura 99, onde temos que indicar o telefone do provedor de acesso, o código da cidade (DDD) e o país.

Figura 99

Indicando o telefone do provedor.

 

 

 

Depois de clicar em Avançar, estará terminada a criação da conexão, mas ainda temos que fazer algumas configurações adicionais. A janela Acesso à rede dial-up apre­sentará agora um ícone para a conexão recém criada (figura 100). Devemos clicar o ícone da conexão com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolher a op­ção Propriedades.

Figura 100

A nova conexão já foi criada.

 

 

 

No quadro de propriedades apresentado (figura 101), selecionamos a guia Rede. No campo Tipo de servidor de rede dial-up, selecionamos a opção PPP: Internet, Windows 2000/NT, Windows ME, como mostra a figura.

Figura 101

Configurações do provedor.

 

 

 

Usamos ativada a opção Ativar compactação de software. Entre os protocolos de rede permitidos, usamos apenas o TCP/IP, deixando os demais desmarcados. Usamos o botão Configurações de TCP/IP, e chegamos ao quadro da fi­gura 102.

Figura 102

Configurações de TCP/IP.

 

 

 

Devemos preencher as informações de acordo com instruções fornecidas pelo provedor de acesso. Normalmente usamos ativada a opção Endereço IP atribuído pelo servidor. O seu provedor poderá informar os endereços do DNS primário e secundário, compostos de números que devem ser preenchidos neste quadro.

Está terminada a configuração da conexão. Você poderá estabelecer uma conexão com o provedor, aplicando um clique duplo sobre o ícone da conexão. O modem fará a discagem, estabelecerá a conexão e apresentará uma janela de terminal pós-discagem, na qual o seu provedor perguntará o login e a senha. Depois de fornecer a senha, o prove­dor entrará em modo PPP, e você deverá clicar sobre o botão Continuar (figura 103).

Figura 103

Conexão estabelecida.

 

 

 

Na barra de tarefas, ao lado do relógio, será exibido um ícone que representa a conexão. Podemos clicar sobre este ícone para obter informações sobre a conexão, ou então para desconectar.

Se preferir que a janela da figura 103 não seja apresentada, clique na guia Segurança da figura 101 e indique o nome do usuário e a senha. No quadro da figura 97, desmarque a opção “Exibir janela de terminal após a discagem”.

Instalação do navegador

Ao ser feita a instalação do Windows (a partir da versão 98), é instalado também o navegador Microsoft Internet Explorer. Uma vez estabelecida a conexão você pode clicar no seu ícone (uma letra “e” azul na barra de tarefas. Será estabelecida imediatamente uma conexão com a página da Microsoft. Você já pode “navegar” livremente na Internet.

Apesar de podermos utilizar o Internet Explorer que acompanha o Windows, poderá ser preciso instalar um outro navegador. O próprio Internet Explorer tem novas versões liberadas mais rapidamente que o próprio Windows. Isto significa que se a versão do Windows que você instalar não for recém-lançada, é possível que exista uma versão mais nova do Internet Explorer no site da Microsoft, ou mesmo do seu provedor de acesso.

Também é possível que você não queira usar o Internet Explorer. Nesse caso poderá instalar um outro navagador, como o da Netscape ou o da America Online. As configurações de conexão com o provedor já apresentadas serão válidas para os demais navegadores, inclusive se você decidir utilizar mais de um navegador.

Configuração do correio eletrônico

Para utilizar o correio eletrônico você precisa fazer a sua configuração. O programa de correio eletrônico que acompanha o Internet Explorer é o Outlook Express. Para confi­gurá-lo, execute-o a partir do seu ícone na barra de tarefas (uma letra “e”ao lado de um envelope de carta), ou então a partir do botão Correio no Internet Explorer. Use então o comando Ferramentas / Contas, pressione o botão Adicionar e escolha a opção Correio.

Serão apresentados vários quadros nos quais o assistente pede informações, várias delas tendo sido fornecidas quando você abriu a conta no provedor de acesso:

Nome para exibição - É o nome usado como remetente nas mensagens que você enviar.

Endereço eletrônico - É o seu endereço de e-mail, fornecido pelo seu provedor quando você abriu a conta. Por exemplo, seunome@provedor.com.br.

Servidor de mensagens recebidas (POP3 ou IMAP) - Este endereço é fornecido pelo seu provedor quando você abriu a conta, mas não esqueça de perguntar, pois muitos provedores esquecem de fornecer esta informa­ção. Normalmente é algo como pop.provedor.com.br.

Servidor de mensagens enviadas - Este endereço também deve ser fornecido pelo seu provedor quando você abre a conta. Normalmente é algo como smtp.provedor.com.br.

Nome e senha - O login e a senha que você recebe para acessar o provedor é também usado para acessar o correio eletrônico.

Tipo de conexão - São oferecidas opções para conectar manualmente, ou através de linha telefônica, ou através de rede local (LAN). É melhor usar a opção Conectar manualmente. Você deverá então estabelecer a conexão com o provedor antes de executar o programa de correio eletrônico.

Upgrade para V.90

O estabelecimento do padrão V.90 para comunicação a 56k bps demorou um pouco mais que o esperado. Enquanto o padrão não era estabelecido, os fabricantes produzi­ram modems de 56k nos padrões X2 e K56Flex, mas sempre com a opção de realizar um upgrade assim que o novo padrão fosse estabelecido. Este upgrade é feito pela re­programação do protocolo que fica armazenado em uma Flash ROM do modem.

Mostramos anteriormente neste capítulo como identificar os protoco­los suportados por um modem. Se o seu provedor de acesso oferece conexões a 56k bps mas você só consegue conectar no máximo a 33.600 bps, provavelmente o seu modem está utilizando um protocolo diferente, como o X2 ou o K56Flex. Confirme com o seu provedor de acesso se ele realmente oferece linhas de 56k bps no padrão V.90. Você poderá então acessar o site do fabricante do seu modem para fazer o download do software que atualiza a Flash ROM com o protocolo V.90. Antes de fazer esta atualiza­ção, leve em conta alguns detalhes:

Centrais analógicas e digitais

Se a sua linha telefônica é das antigas, aquelas que muitos chamam de “linhas ana­lógicas” (na verdade a linha e a central são analógicas), é menor a chance de você conseguir boas conexões a 56k bps. A qualidade dessas linhas é baixa, são muito sujeitas a ruídos, distorções de sinal e interferências, o que resulta em uma taxa de erros muito elevada. O modem acaba reduzindo a taxa de transferência para eli­minar os erros. Se a sua linha é mais nova, daquelas que muitos chamam de “digi­tais” (na verdade a linha é analógica, mas a central é digital), será muito maior a chance de você conseguir boas conexões a 56k bps.

Medida da taxa de transferência

No Windows 9x/ME, use o programa SYSMON.EXE (Iniciar / Executar / Sysmon) para monitorar o número de bytes recebidos por segundo na conexão dial-up. Comande algum tipo de transferência que estabeleça um fluxo contínuo de dados, por exemplo, faça o download de um arquivo de bom tamanho (1 MB, por exemplo). Se o gráfico apresentado tiver o aspecto mostrado na figura 104, dificilmente a operação em 56k irá melhorar a situação. A lentidão neste caso é devido ao fato de ocorrerem muitas pausas durante a recepção. Não é culpa da lentidão na transmissão de da­dos entre o seu provedor e o seu computador, e sim, lentidão na chegada dos da­dos pela Internet. Isto ocorre tipicamente nos horários de congestionamento.

Figura 104

Lentidão na Internet, e não no modem.

 

 

 

Já se o gráfico obtido tiver o aspecto mostrado na figura 105, significa que existe um fluxo constante de dados entre o seu provedor e o seu computador. A Internet não está lenta, e os dados não param de chegar. O limite na taxa de transferência é dado apenas para velocidade de comunicação entre o seu prove­dor e o seu computador. Para modems de 33.600 bps, a taxa obtida é de cerca de 3,7 kB/s. Se você obteve um gráfico como este, existem grandes chances de um modem de 56k bps trazer melhoramentos na taxa de transferência, desde que a sua linha seja de boa qualidade.

Figura 105

A Internet está rápida, um modem mais veloz poderá melhorar mais ainda.

 

 

 

Informe-se com o provedor

Verifique com o seu provedor de acesso o que é preciso para estabelecer cone­xões a 56k bps. A maioria dos provedores oferece acesso através de modems pa­drão V.90, mas muitos possuem modems que funcionam também com os padrões X2 e K56Flex. Se o seu modem não for V.90, e sim de um desses outros padrões, não será necessário fazer o upgrade para o protocolo V.90, podendo assim operar a 56k com um dos outros protocolos. Observe ainda que em alguns casos os pro­vedores oferecem números de telefone diferentes, sendo um para acessos a até 33.600 bps e outros para acessos a 56k bps. Você pode não estar conseguindo co­nectar a 56k bps pelo fato de estar usando o número errado, ou mesmo pelo seu provedor ainda não estar oferecendo linhas de 56k.

Localizando o fabricante do modem

Existem muitos fabricantes de modems, principalmente os localizados na Ásia. Esses fa­bricantes compram chips de outros fabricantes e utilizam nas suas próprias placas. Exis­tem ainda os fabricantes de modems “sem nome” (espero que você não tenha comprado um desses). Entre a documentação que acompanha o seu modem, você provavelmente encontrará o seu endereço na Internet. De posse do endereço você pode fazer o download do software que faz a atualização para o padrão V.90. Se você não encontrou o endereço do fabricante do seu modem, procure na área de links de www.laercio.com.br.

Modems V.92

O novo padrão V.92 traz algumas vantagens sobre o já antigo padrão V.90, criado em 1998. Note que algumas dessas vantagens só podem ser usufruídas mediante providências que devem ser tomadas pelo provedor de acesso à Internet e pela companhia telefônica. São três os melhoramentos, explicados a seguir:

1) Estabelecimento de conexão mais rápido
2) Upload feito com até 48k bps
3) Atendimento de ligações de voz durante a conexão

Estabelecimento de conexão mais rápido

Quando damos início a uma conexão, o modem faz a discagem, o provedor atende e começa um processo de negociação entre os dois modems visando estabelecer a taxa de transferência e o protocolo a ser utilizado. Podemos ouvir os sons característicos dos modems durante esta negociação. Boa parte do tempo perdido nesta etapa é desnecessário, desde que seja usada sempre a mesma linha e o mesmo provedor. Um modem V.90 tem a capacidade de memorizar as condições da linha e fazer a conexão no mesmo modo no qual foi realizada a última conexão. Desta forma é perdido menos tempo na etapa de negociação.

Upload mais rápido

Os modems V.90 fazem download na taxa teórica máxima de 56k bps, mas o upload (transmissão do modem para o provedor) é limitado a 33.600 bps. Para a maioria dos usuários isto não é um incômodo, já que a maior parte do tráfego em uma conexão típica ocorre no sentido do provedor para o usuário. Já os usuários de aplicações que envolvem muitas transferências para o provedor (FTP, e-mails com anexos grandes e videoconferência, por exemplo) levam vantagem com a taxa de 48k bps do padrão V.92. Portanto esses modems transmitem em até 48k bps e recebem em até 56k bps. Note entretanto que isto só será possível se o provedor de acesso trocar seus “velhos” modems V.90 por modems V.92.

Atendimento de ligações em espera

As centrais telefônicas modernas oferecem aos usuários o serviço de “chamada em espera”. Quando estamos usando a linha e alguém tenta ligar, ouvimos um som característico, indicando que alguém está ligando. Podemos pressionar botões apropriados no telefone para suspender a ligação anterior e atender à nova, e depois voltar à ligação original. Note que o som indicador da segunda chamada pode fazer a conexão com o provedor cair. Os modems V.92 permitem identificar que existe uma ligação em andamento e informar ao usuário o número do telefone que origina esta chamada. O usuário pode então optar por suspender a conexão com a Internet e fazer o atendimento da chamada. Ao terminar o atendimento, a conexão com o provedor é automaticamente restabelecida. Esses recursos, para serem implantados, dependem de providências a serem tomadas pelo provedor de acesso e pela companhia telefônica. Informe-se com o seu provedor sobre o uso deste serviço.

Compatibilidade entre V.92 e V.90

Assim como ocorre com padrões anteriores, o V.92 é compatível com o V.90. Isto significa que você pode comprar um modem V.92, ou fazer o upgrade do seu antigo modem V.90 para V.92, mesmo que o seu provedor de acesso continue usando modems V.90. Nesse o modem continuará operando no modo V.90, mas sem apresentar problemas de compatibilidade.

Upgrade para V.92

Realmente a maior vantagem do V.92 é o upload a 48k bps. Mesmo assim esta vantagem é restrita aos usuários que precisam transmitir dados em grandes quantidades. Sendo assim a troca de um modem V.90 por um modem V.92, ou a realização de um upgrade, não é uma operação vantajosa. Note ainda que nem todos os modems V.90 possuem opções de atualização para V.92. Consulte o site do fabricante do seu modem para informações sobre a disponibilidade de atualização.

A US Robotics oferece upgrades de vários dos seus modems de V.90 para V.92. Consulte www.usr.com para obter esses upgrades. Esta atualização é baseada no uso do programa Control Center, obtido do site da US Robotics quando fazemos a busca por upgrades para V.92 na sua área de suporte. O modem que vamos atualizar é o 3CP5610A (Performance Pro).

Figura 106

O programa Control Center, da US Robotics, identificou o modem 3CP5610A.

 

 

 

Uma vez detectado o modem, clicamos em Instant Update. A atualização necessita da obtenção da nova versão do firmware do modem, o que é feito via FTP, usando o próprio modem. Como normalmente estamos atualizando modems em PCs que dependem desses modems para ligação com a Internet, devemos usar na guia Connection (figura 107) a opção Dial-up Networking.

Figura 107

Indicando como será feita a conexão para atualização.

 

 

 

Podemos agora voltar à guia Common do Instant Update, selecionar o modem e clicar no botão Update. Será feita a discagem e a nova versão da Flash ROM do modem será obtida via FTP.

Figura 108

Indicando que o modem deve ser atualizado.

 

 

 

Terminado o download, o Control Center estará como mostrado na figura 109. O arquivo de atualização já estará armazenado no disco rígido. Podemos então clicar no botão Update. O processo dura cerca de dois minutos e não deve ser interrompido, sob pena de corrupção dos dados da Flash ROM do modem.

Figura 109

A Flash ROM está sendo reprogramada.

 

 

 

Terminado o processo de atualização, podemos usar o comando de diagnóstico do modem no Gerenciador de dispositivos. Podemos agora observar que o comando ATI7 mostra como resultados, o protocolo V.92, além dos demais protocolos disponíveis anteriormente (figura 110).

Figura 110

O protocolo V.92 já está instalado.

 

 

 

Sempre que fazemos a atualização do firmware de um modem (por exemplo, V.34 para V.90 ou V.90 para V.92), devemos instalar a versão mais nova dos drivers do modem. No caso do modem 3CP5610A atualizado para V.92, os seus modems passam a ser os mesmos do modem 3CP5610B (a versão atual, já vendida com V.92).

Cuidado com os soft modems

Este é um tipo de modem que tem como vantagem o seu baixo custo. Como desvantagem, ocorre queda no desempenho do processador. É muito utilizado nos PCs de baixo custo.

Tradicionalmente os modems utilizam um chip conhecido como DSP (processador de sinais digitais). Trata-se de um pequeno microprocessador, com memórias ROM e RAM próprias. Esses processadores são responsáveis por todo o trabalho de modulação e demodulação, correção de erros, compressão e descompresão, enfim, a implementação dos protocolos de comunicação utilizados (V.34, V.90, etc.). Com o advento da tecnologia MMX, fabricantes de modems passaram a produzir modelos desprovidos de DSP, ou então com DSPs simplificados. Nesses modems, parte ou todo o trabalho que seria realizado pelo DSP, é feito pelo processador da placa de CPU. A ausência do DSP, ou o uso de um DSP mais simples, resulta na redução do preço. A realização do trabalho que seria do DSP pelo processador da placa de CPU resulta na redução do seu desempenho. Esses modems recebem a denominação genérica de Soft Modem ou Winmodem. Seus fabricantes utilizam um nome mais bonito: HSP (Host Signal Processor). Indica simplesmente que o trabalho do DSP é feito pelo Host, ou seja, pelo processador da placa de CPU.

Para mostrar a queda de desempenho provocada por um soft modem, usaremos os programas Monitor do Sistema (pertence ao Windows 98/ME, está no grupo de Ferramentas do Sistema) e Norton System Information. O Monitor do Sistema apresenta gráficos de utilização de vários recursos do sistema: Bytes lidos e gravados no disco, quantidade de memória livre, bytes transmitidos e recebidos em uma conexão, taxa de utilização do processador, etc. Configuramos o Monitor do Sistema para apresentar o gráfico de utilização do processador. A figura 111 mostra o gráfico apresentado quando não estamos usando programa algum, nem mesmo movendo o mouse. O processador usado no teste foi um K6-2/400. Nesta situação de “repouso” do computador, a taxa de utilização do processador é de cerca de 2%.

OBS.: Estamos usando de propósito um processador antigo para mostrar como nos PC ultrapassados, os soft modems pioram mais ainda o desempenho. Mais adiante mostraremos medidas feitas com processadores mais novos.

Figura 111

Gráfico de utilização de um processador.

 

 

 

Nesta situação usamos o programa Norton System Information para medir o desempenho do processador. O valor obtido no nosso teste foi 125.5, como mostra a figura 112. O valor é baixo para um K6-2/400 (deveria ser próximo a 140). A lentidão é resultante do uso de vídeo onboard (chipset VIAgra MVP4), usado na placa de CPU testada.

Figura 112

Desempenho do processador.

 

 

 

Usamos o soft modem da nossa placa de CPU (chip HT8738) para fazer uma conexão com a Internet. Imediatamente a taxa de utilização do processador passa a variar entre 20 e 25%, como mostra a figura 113. A taxa fica em torno de 25% durante o carregamento de uma página com várias figuras GIF e JPG, e em torno de 20% em repouso. Sobra menos tempo para o processador realizar outras tarefas. Se o usuário estiver utilizando outros programas durante um download notará lentidão no uso desses programas. Se estiver acessando páginas da Internet com conteúdo complexo, como exibição de som e vídeo, imagens 3D e gráficos animados, a navegação ficará prejudicada.

Figura 113

O soft modem deixa o processador muito ocupado.

 

 

 

Se durante este download medirmos o desempenho com o Norton Sysinfo, encontraremos um valor bem inferior, como mostra a figura 114. A queda de desempenho é quase como se tivesse sido subtraído do processador da placa de CPU, o poder de processamento de um Pentium-100. O K6-2/400 acaba ficando com desempenho próximo ao de um K6/266.

Figura 114

Queda de desempenho provocada pelo soft modem.

 

 

 

Se por outro lado, usássemos um modem equipado com DSP (usamos como exemplo o U.S. Robotics 56k PCI), a taxa de ocupação do processador seria bem menor, como mostra a figura 115: 5% durante um carregamento de página com várias figuras (com o soft modem foi de 25%) e 2% quando não há recepção (com o soft modem foram gastos 20%). O processador da placa de CPU fica pouco ocupado (com mais tempo livre para processar programas) porque o trabalho de transmitir e receber bytes é feito pelo DSP.

Figura 115

Taxa de utilização do processador durante uma conexão feita com modem com DSP.

 

 

 

O soft modem prejudica muito o desempenho dos processadores mais lentos. Um Pentium-150 fica tão ocupado fazendo o trabalho que seria do DSP que praticamente não sobra tempo para seu próprio trabalho. Quanto mais veloz é o processador, menor será a queda de desempenho causada pelo soft modem. Um Pentium-200 MMX pode ficar 50% ocupado, um K6-2/300 pode ficar 30% ocupado, um K6-2/400, 25% ocupado, e um K6-2/500, 20% ocupado. Para processadores superiores a 500 MHz, a queda de desempenho é pouco perceptível. Por enquanto. Em breve serão comuns modems ISDN e outros que operam com velocidades ainda mais elevadas. Esses modems avançados utilizam DSP, mas se em um futuro próximo surgirem modelos “soft”, a queda de desempenho também será alta, mesmo nos processadores mais avançados.

Os soft modems em geral são embutidos nas placas de CPU. Por exemplo, a placa M585LMR, também conhecida como “VIAgra”, utiliza o chip HT8738. Este é um chip de som no qual existem conversores A/D e D/A adicionais que são usados pelo “soft modem”. Os dados digitalizados pelo conversor A/D são processados pelo driver do soft modem. Este driver também processa os dados a serem posteriormente enviados ao conversor D/A do HT8738, de onde são enviados à linha telefônica. Praticamente não existem circuitos eletrônicos, é quase tudo software. Tanto é assim que o preço desta placa de CPU com “tudo onboard” é igual ao inferior ao de uma placa de CPU que não tem vídeo, som, rede e modem onboard. Esses dispositivos são portanto grátis.

Menos ruins são os soft modems que não são onboard, implementados em placas de expansão ISA ou PCI. Alguns possuem circuitos que implementam parte das funções do DSP. Desta forma o processador tem que realizar apenas algumas funções do DSP, e não todas. Outros chips são chamados injustamente de Winmodems, mas na verdade possuem um DSP que faz praticamente todo o trabalho. O modem U.S. Robotics 5690, usado no nosso exemplo, possui um DSP com todas as funções usuais, mas muitos o chamam de Winmodem pelo fato de só funcionar no ambiente Windows.

Se você vai simplesmente montar seu PC, procure um modem que tenha DSP, que não seja anunciado pelo fabricante como HSP, Winmodem ou soft modem. Se você vai produzir PCs em série, é aceitável usar um soft modem para os PCs mais simples, mas use um modem de verdade para os PCs de melhor desempenho.

 

Parte 1