Instalação e uso de modems - parte 1/2

Autor: Laércio Vasconcelos
Dezembro/2003
   
   

    Enquanto a banda larga não se torna uma opção barata, a maior parte dos usuários de micros ainda utiliza a linha telefônica para conexão com a Internet, através de modems V.90 e V.92. Mesmo aqueles que possuem banda larga podem precisar de uma conexão de emergência, pela linha telefônica, para os casos infelizmente comuns, em que a conexão de banda larga falha.  

Parte 2

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Agora que você já aprendeu no capítulo 6 como funcionam os modems, vamos apresentar detalhes práticos a respeito da sua instalação, configuração e utilização.

Um upgrade de modem comsiste em retirar ou desativar o modem antigo e instalar um modem novo, de melhor desempenho e qualidade. Portanto precisamos aprender a instalar modems novos.

Modems com jumpers

Atualmente é raro encontrar modems com jumpers, mas é possível que você ainda precise lidar com um deles. Por exemplo, muitos modems que operam com o sistema Linux possuem jumpers para configuração, pois só recentemente os modems Plug and Play e soft modems têm passado a dar suporte ao Linux. Boa parte dos modems produzidos entre 1998 e 1999, mesmo de 56k bps no padrão V.90, são modelos ISA com jumpers. Não há vantagem alguma em trocar um desses modems por um modelo PnP moderno que também seja V.90. Muito pelo contrário, existem modems V.90 atuais que são piores que os modems V.90 de 1998.

Os modems que não-PnP são confi­gurados através de jumpers. É preciso indicar o seu endereço de E/S (3F8=COM1, 2F8=COM2, 3E8=COM3 e 2E8=COM4). Devemos ainda escolher uma interrupção. Em geral são dadas as opções IRQ3, IRQ4, IRQ6, IRQ7 e IRQ9. Já os modems PnP não requerem o uso de jumpers. A configura­ção é feita automaticamente pelo Windows. Mesmo assim em muitos modelos é preciso indicar que deve ser usado o recurso PnP, e isto também é feito através de jumpers.

Figura 1

Muitos modems ISA PnP possuem jumpers para que operem em modo de legado.

 

 

 

Caso não queira operar em modo PnP, pode configurá-la como uma placa de le­gado, definindo através de jumpers a COM e a IRQ. Por exemplo, as placas Sportster da U.S. Robotics possuem dois grupos de jumpers para a definição da COM e da IRQ (figura 2). Se quisermos fazer uma placa de modem Sportster operar em modo de legado, basta programar a COM e da IRQ através de jumpers, como mostra a figura 2.

Figura 2

Habilitando o recurso PnP nas placas da U.S. Robotics.

 

No caso de instalação de placas de legado, ou de placas PnP em modo de legado, é preciso, antes de mais nada, encontrar um endereço de E/S e uma IRQ livres. Esta determinação pode ser feita com o Gerenciador de Dispositivos. Também no caso de placas PnP, é preciso fazer uma consulta ao Ge­renciador de Dispositivos, pois a instala­ção pode ser impossibilitada caso não seja possível encontrar uma IRQ livre.

Encontrando recursos livres para um modem interno

Nos PCs atuais, existem duas interfaces seriais localizadas na placa de CPU, confi­guradas quase sempre como COM1 e COM2. Nesse caso, o modem interno pode ser instalado como COM3 ou COM4. Existem entretanto formas diferentes de ins­talação, igualmente válidas. Tudo é baseado em dois prin­cípios:

Uma placa de modem pode ser configurada como qualquer porta serial e com qualquer IRQ, desde que esses princípios sejam respeitados. Note bem o seguinte:

a) Quase sempre os PCs possuem duas interfaces seriais, COM1 e COM2
b) Algumas placas de vídeo ocupam parte da faixa de E/S da COM4
c) A interface IDE terciária ocupa uma faixa que pertence à COM3

Apesar de todas essas restrições, dificilmente todas ocorrem simultaneamente, e mesmo assim, existem formas de contorná-las:

a) Se a COM2 não estiver sendo utilizada, podemos desabilitá-la e deixar que a placa de modem opere como COM2.

b) Poucas placas de vídeo ocupam endereços da COM4. Se o Gerenciador de Dispositivos mostrar a faixa 2E8-2EF livre, podemos instalar o modem como COM4.

c) Quando uma interface IDE terciária (existente nas placas de som) está ocu­pando os endereços 3EE e 3EF, entrando em conflito com a COM3, podemos reprogramá-la para que opere como quaternária (figura 3). No Gerenciador de Dispo­sitivos, selecionamos a interface IDE e usamos o botão Propriedades. A interface IDE terciária, ocupa a faixa 1E8-1EF, e ainda 3EE-3EF, causadora de conflito com a COM3. Desmarcamos o quadro Usar configurações automá­ticas e selecionamos entre as con­figurações básicas, a quaternária (endereços 168-16F, 36E-36F e IRQ11). Se for necessário, podemos clicar sobre a IRQ11 e alterá-la, pas­sando usar a mesma antes utilizada pela configuração anterior.

Figura 3

Alterando os recursos utilizados pela interface IDE terciária, evitando o conflito com a COM3.

 

 

 

Em relação à escolha da IRQ, é preciso notar o seguinte:

A COM1 usa, por default, a IRQ4
A COM2 usa, por default, a IRQ3
A COM3 usa, por default, a IRQ4
A COM4 usa, por default, a IRQ3
Em geral a IRQ7 é usada pela LPT1
Em geral a IRQ5 é usada pela placa de som

Fica então, como escolha natural, usar a IRQ9 para a COM3 ou para a COM4. Uma outra forma de instalação é desabilitar a COM2, caso não esteja sendo usada, e configurar o modem para ope­rar como COM2/IRQ4.

DICA: Se você não quer “esquentar a cabeça” com a instalação do modem e a sua porta serial COM2 está sem uso, desabilite-a no CMOS Setup e instale o modem como COM2.

O Windows libera recursos para o modem

Para instalar um modem PnP, é preciso garantir que existam opções livres para COM e IRQ. Se todas as opções estiverem ocupadas, é possível que o Windows altere os recur­sos de alguns dispositivos, destinando esses recursos à placa de modem. Por exemplo, se as interrupções 3, 4, 5 e 7 estiverem ocupadas (respecti­vamente por COM2, COM1, Sound Blaster e LPT1), é possível que a Sound Blaster passe a usar a IRQ10, 11, 12 ou 15, deixando a IRQ5 para a placa de modem. Uma outra solução seria o uso da IRQ9, mas certas placas, apesar de ad­mitirem o seu uso no modo de legado, nem sempre ofe­recem esta opção no modo PnP.

Conexão na linha telefônica

Na figura 4 vemos os dois conectores RJ-11 existentes na parte traseira de uma placa de modem. Um deles possui a indicação PHONE, e pode ser opcionalmente ligado a um aparelho telefônico comum. O outro conector possui a indicação LINE, ou TELCO, ou WALL. Nele deve ser feita a ligação na linha telefônica. A conexão entre o modem e a linha telefônica é feita com o auxílio de uma ex­tensão RJ-11 que é fornecida juntamente com o modem. Quando os conectores da to­mada telefônica e do telefone são do tipo RJ-11, a ligação do modem é bastante simples (figura 5).

Figura 4

Conectores RJ-11 na parte traseira de uma placa de modem.

 

Um pouco mais complicada é a conexão que utiliza aquelas antigas tomadas tele­fônicas nacionais, padrão “Telebrás”. Nesse caso existem várias alternativas para a cone­xão. Podemos usar na parede, um adaptador de tomada Telebrás para RJ-11, e usar a extensão RJ-11 para conexão com o modem. O telefone, já que usa uma tomada Tele­brás, deve ser substituído por um modelo que use tomada RJ-11. Uma outra alternativa é fazer a conexão usando um adaptador com um co­nexão RJ-11 fêmea e duas conexões Telebrás, uma macho e outra fêmea (figura 6).

 

Figura 5 - Conexões de um modem com tomadas RJ-11.

 

 

Figura 6 - Conexões de um modem com tomada “Telebrás”.

 

Instalando um modem PnP

Todos os modems PnP são instalados no Windows por um processo padronizado. Uma das poucas diferenças observadas entre modelos diferentes decorre do fato do Windows possuir ou não drivers específicos para o modelo a ser instalado. Quando não possui, devemos usar os drivers existentes em um disquete ou CD-ROM que acom­panha o modem.

Usando os drivers nativos do Windows

Muitos modems podem ser instalados com os drivers que acompanham o Windows. Como regra geral, quanto menos recente é um modem, maiores serão as chances do Windows possuir seus drivers. Da mesma forma, quanto mais nova é a versão do Windows, maior é o número de modems suportados.

Figura 7

Este modem foi automaticamente instalado pelo Windows XP.

 

 

 

Para muitos modelos de modems, o Windows XP instala automaticamente seus drivers nativos sem intervenção alguma do usuário. É o caso da maioria dos modems da US Robotics (figura 7), dos modems Lucent e vários outros. Para vários outros modems, o Windows XP necessita que sejam instalados os drivers fornecidos pelo fabricante.

No Windows 9x/ME a instalação é menos automática. Vejamos o exemplo do modem U.S. Robotics Sportster 56k. Faremos também a desabilitação da COM2 no CMOS Setup. Isto pode ser necessário quando não existem interrupções disponíveis para o modem. Note que esta configuração não é obrigatória. O modem pode funcionar perfeitamente com outras cofigurações, como a COM3/IRQ9 mostrada no exemplo anterior. Assim que o Windows é inicializado, o modem é detectado e entra em ação o Assistente para adi­cionar novo hardware. Clicamos em Avançar.

No quadro seguinte o Assistente perguntará se queremos que seja feita a busca automática ou se queremos selecionar o driver a partir de uma lista de marcas e mode­los. Escolheremos a segunda opção e será apresentada uma lista de tipos de hardware, na qual selecionamos a opção Modem. Será apresentada uma lista de marcas e modelos (figura 8). No nosso exemplo, selecionaremos:

Fabricante:       U.S. Robotics, Inc.
Modelo:            Sportster 56k Data Fax

Figura 8

Lista de marcas e modelos.

 

 

 

Será feita a leitura dos drivers a partir do CD-ROM de instalação do Windows. Terminada a instalação, podemos checar o modem no Gerenciador de Dispositivos (figura 9).

Figura 9

O novo modem consta no Gerenciador de Dispositivos.

 

 

 

No quadro de propriedades do modem deverá constar a indicação:

Status do dispositivo: Este dispositivo está funcionando corretamente.

Isto significa que não existem conflitos de hardware e que todos os drivers foram insta­lados. A figura 10 mostra a guia Recursos. O modem foi instalado como COM2 e usa a IRQ3. Observe ainda a indicação:

Lista de dispositivos em conflito: Nenhum conflito.

Figura 10

Recursos de hardware usados pelo modem.

 

 

 

Usando os drivers do fabricante

Vejamos um exemplo de instalação em que é necessário utilizar os drivers fornecidos pelo fabricante, no CD-ROM que acompanha o modem. Usaremos como exemplo o modem da Lucent (LT Winmodem). O Windows XP e o Windows ME possuem drivers nativos para este modem, mas podemos preferir instalar uma versão mais nova, obtida no site do fabricante. Os drivers para Windows XP e para outros sistemas, oferecidos pela Lucent estão em http://www.agere.com/modem/driver2.html. O método de instalação se aplica quando queremos instalar um modem pela primeira vez, cujos drivers não estão disponíveis no Windows, ou quando queremos instalar um driver mais novo.

Partimos do Gerenciador de Dispositivos e clicamos no modem com o botão direito do mouse, e no menu apresentado, selecionamos a opção Atualizar driver. Entrará em ação o Assistente para atualização de hardware. Esse mesmo assistente também aparece quando o Windows detecta o modem pela primeira vez, e não só quando queremos instalar um novo driver.

Figura 11

Para atualizar ou instalar um novo driver.

 

 

 

Selecionamos a opção “Instalar de uma lista ou local específico” e clicamos em Avançar. Será apresentado o quadro da figura 12. Podemos indicar a busca em mídia removível (disquete e CD-ROM), permitindo instalar drivers que tenham sido fornecidos com o produto. Se os drivers foram obtidos via Internet, devemos descompactá-los em um diretório e usar a opção “Incluir este local na pesquisa”, indicando o diretório onde os drivers estão localizados.

Figura 12

Especificando o local onde o driver vai ser procurado.

 

 

 

O Assistente encontrará os drivers compatíveis e os apresentará em uma lista como a da figura 13. Algumas vezes existe mais de um driver adequado.

Figura 13

Lista de drivers compatíveis.

 

 

 

Nem sempre os drivers oferecidos pelo fabricante do modem foram enviados à Microsoft para homologação. Quando não foram, é apresentada uma mensagem como a da figura 14, informando que trata-se de um driver não testado pela Microsoft. Se o driver foi oferecido pelo fabricante do produto, normalmente não apresentará problemas, mesmo sem o aval da Microsoft.

Figura 14

Drivers não certificados pela Microsoft.

 

 

 

Clicamos em “Continuar assim mesmo” e estará terminada a instalação.

No Windows 9x/ME, o processo de atualização é bastante semelhante, exceto pelo visual das janelas e quadros apresentados. Vamos ilustrar a instalação com o modem Diamond Supra Express 56k. Quando o computador é ligado, o Windows detecta o modem, ou então a interface serial nele contida. Entrará em ação o Assistente para adicionar novo hardware. Ao clicarmos em Avançar, o Assistente perguntará se queremos que seja procu­rado o melhor driver possível ou se queremos que seja exibida uma lista de marcas e modelos. Optaremos por este segundo caminho, apesar do resultado final ser semelhante ao obtido com a primeira opção. Será então apresentada uma lista de tipos de hardware (figura 15), na qual selecionamos a opção Modem.

Figura 15

Lista de tipos de hardware.

 

 

 

Será apresentada a seguir uma lista de marcas e modelos. Podemos então selecio­nar o fabricante e o modelo do modem a ser instalado. Quando encontramos na lista o modelo que estamos instalando, basta clicar em Avançar. Quando não encontramos, devemos clicar no botão Com disco. Devemos então especificar o drive no qual estão os drivers fornecidos pelo fabricante (CD-ROM ou disquete).

Figura 16

Lista de marcas e modelos.

 

 

 

Será feita a leitura do disquete ou CD-ROM fornecido pelo fabricante, e a seguir será apresentado um quadro com os tipos de hardware compatíveis com o produto que está sendo instalado. Selecionamos o driver apropriado para o nosso modem e será feita a instalação. Dependendo do modelo do modem, novos dispositivos serão detectados e novos drivers serão instalados. Se na primeira etapa foi detectada apenas a porta serial existente no modem, na segunda etapa será de­tectado o modem propriamente dito. No caso de voice modems, serão detectados tam­bém os dispositivos sonoros (wave devices), responsáveis pelo tratamento de sinais sono­ros.

Terminada a instalação podemos checar a presença do modem no Gerenciador de Dispositivos. No nosso exemplo são três os componentes instalados (figura 17):

Figura 17

Componentes do modem listados no Gerenciador de Dispositivos.

 

 

 

A figura 18 mostra o quadro de propriedades do modem instalado. Observe a indicação:

Status do dispositivo: Este dispositivo está funcionando corretamente.

Isto indica que a instalação foi bem sucedida. Não existem conflitos de hardware e todos os drivers estão corretamente instalados.

Figura 18

O modem foi corretamente instalado.

 

 

 

Entre as várias guias deste quadro de propriedades, é conveniente consultar a guia Recursos (figura 19). Observe a indicação:

Lista de dispositivos em conflito: Nenhum conflito.

Podemos observar também que o modem foi instalado com o endereço 3E8 (COM3) e utilizando a IRQ9.

Figura 19

Recursos de hardware usados pelo modem.

 

 

 

As próximas etapas da instalação

Neste ponto o modem já está instalado, mas não está necessariamente pronto para fun­cionar. Precisamos ainda realizar outras etapas:

Mais adiante neste capítulo abordaremos todas essas etapas.

Instalando um modem externo

A instalação de um modem externo é fisicamente diferente da de um modem interno, mas do ponto de vista de software, o procedimento é bastante semelhante. A figura 20 mostra um modem externo fabricado pela U.S. Robotics. Note que este modem particularmente lembra um pouco o aspecto de uma secretária eletrônica, mas nem to­dos os modems externos possuem este aspecto.

Figura 20

Um modem externo.

 

 

 

Na parte traseira de um modem externo (figura 21) encontramos um conector DB-25 ou DB-9 para ligação em uma das interfaces seriais do PC, conectores RJ-11 (um para conexão na linha telefônica e outro para ligar em um telefone), um conector para ligar no Adap­tador AC (fonte de alimentação externa) e um botão On/Off.

Figura 21

Parte traseira de um modem externo.

 

O modem deve ser ligado a uma interface serial livre (COM1 ou COM2, mas como muitas vezes o mouse está ligado na COM1, o modem externo é normalmente ligado na COM2), através de um cabo apropriado (figura 22). Note que nem sempre os modems são acompanhados desses cabos, sendo necessário adquiri-los separada­mente, em lojas de suprimentos de informática.

Figura 22

Conectando o modem externo na porta serial.

 

 

 

As ligações no telefone e na linha telefônica são idênticas às usadas em modems internos. Através de uma extensão RJ-11 fornecida junto com o modem, fazemos a liga­ção do conector indicado como LINE, WALL ou TELCO até a tomada da linha tele­fônica. No outro conector RJ-11 (PHONE), podemos opcionalmente ligar um aparelho telefônico. Este telefone poderá ser utilizado quando o modem não estiver trabalhando. Devemos ainda ligar o modem na rede elétrica, através do Adaptador AC que o acompanha.

Podemos agora passar à instalação do modem no ambiente Windows, mas con­vém primeiro checar se a porta serial na qual será feita a instalação está livre e funcionando (normalmente a COM2 da placa de CPU, já que muitas vezes a COM1 estará sendo usada pelo mouse). Se a COM1 estiver livre, poderemos perfeitamente usá-la na instalação do modem. Deixamos então o modem desligado e ligamos o computador.

Figura 23

Checando a COM1 no Gerenciador de Dispositivos.

 

 

 

Use o Gerenciador de Dispositivos para checar se a COM1 (ou a COM2) está ativada e se não existem conflitos de hardware. Aplique um clique duplo sobre o ícone da porta serial e será apresentado um quadro de propriedades como o da figura 24. Observe a indicação:

Este dispositivo está funcionando corretamente.

Isto significa que o driver da COM2 está instalado e que não existem conflitos de hardware no que diz respeito aos endereços de E/S e ao uso de IRQs.

Figura 24

A COM2 está funcionando corretamente.

 

 

 

Podemos agora ligar o modem e utilizar o botão Atualizar do Gerenciador de Dispositivos (Windows 9x/ME) ou usar o comando Ação/Verificar se há alterações de hardware (Windows XP). O modem será então detectado pelo Windows.

No nosso exemplo, a indicação:

Novo hardware detectado
U.S. Robotics 56k Voice Pro Ext

No caso do Windows 9x/ME, entrará em ação o Assistente para adicionar novo hardware. Podemos deixar que o Windows procure entre seus próprios drivers, um próprio para o modem que quere­mos instalar, mas na maioria das vezes é melhor usar a opção Exiba uma lista de todos os drives de um determinado local, para então acessar o disquete ou CD-ROM que acompanha o modem, fornecido pelo seu fabricante. É o que faremos neste caso. Usa­mos o botão Com disco e selecionamos o disquete (ou CD-ROM) que acompanha o produto. Será feito o acesso e a seguir termos um quadro como o da figura 25, com a lista dos drivers encontrados no disco do fabricante. Se esta lista estiver vazia, marque a opção Mostrar todos os itens de hardware.

Figura 25

Encontrado o driver para o modem.

 

 

 

Será então feita a instalação dos drivers do modem. Como o modelo do nosso exemplo é um Voice Modem, será feita a seguir a detecção automática dos circuitos de voz, com a indicação:

Novo hardware encontrado:
Wave Device for Voice Modem

Novamente usamos o disco que acompanha o produto para obter os drivers para este novo dispositivo. No nosso exemplo será apresentado um quadro similar ao da fi­gura 25, porém com a indicação:

U.S. Robotics Voice Serial Wave Device

Terminada a instalação podemos consultar o Gerenciador de Dispositivos para verificar se o modem está corretamente instalado. Ao aplicarmos um clique duplo sobre o ícone do modem, será apresentado o seu quadro de propriedades, no qual deve constar a indicação “Este dispositivo está funcionando corretamente”.

O dispositivo Wave device for voice modem constará na seção Controladores de som, vídeo e jogo. Devemos também checar se este dispositivo está funcionando corre­tamente.

No Windows XP, a instalação é ainda mais simples. Uma vez detectado, serão instalados automaticamente os drivers nativos para o modem e para o seu audio device. Se o Windows não detectar o modem assim que for ligado, use o comando Ação / Verificar se há alterações de hardware, no Gerenciador de dispositivos.

Figura 26

O Windows XP detectou o modem externo.

A instalação automática dos drivers nativos feita pelo Windows XP demora alguns segundos. Enquanto isso o modem aparece com indicação de “problemas” no Gerenciador de dispositivos: ponto de interrogação e/ou exclamação amarelo. Depois de alguns segundos, o Windows XP apresentará uma mensagem como a da figura 26, avisando que o hardware já está pronto para uso.

A figura 27 mostra o Gerenciador de dispositivos, com o relatório obtido com o comando Exibir / Dispositivos por conexão. Observe que na parta COM1 está ligado o modem, que por sua vez contém o dispositivo Unimodem Half-Duplex Audio device, que nada mais é que a seção de voz do voice modem.

Figura 27

O modem indicado no Gerenciador de dispositivos do Windows XP.

 

 

 

A partir de agora o uso do modem será similar ao dos modems internos. Devemos fazer configurações no Gerenciador de Dispositivos e no Painel de Controle, testar o modem, como explicaremos mais adiante neste capítulo, instalar softwares de comunica­ção e configurar o computador para acesso à Internet.

Instalando um modem USB

A instalação de um modem USB não é muito diferente da instalação de um modem externo ligado em uma porta serial. Inclusive muitos modems externos são atualmente produzidos com duas conexões, sendo uma serial e uma USB. No nosso exemplo, usamos o mesmo modem US Robotics Voice Pro externo. Apenas foi necessário fazer a atualização do firmware do modem para que o mesmo se tornasse compatível com o Windows 2000, e em conseqüência, com o Windows XP. Para operar no Windows 9x/ME, esta atualização não era necessária. Bastava usar os drivers que o acompanham.

Assim que o modem é conectado na porta USB e ligado, é detectado pelo Windows XP, passando a constar no Gerenciador de dispositivos (figura 28). Neste momento o modem aparecem com um ponto de exclamação amarelo, pois seus drivers ainda não estão totalmente instalados.

Figura 28

O Windows XP detectou o modem USB.

 

 

 

Depois de alguns segundos o Windows XP adiciona seus drivers nativos para modems USB. Observe na figura 29 a indicação do Audio Device (presente nos voice modems) e do modem USB. Como vemos, a instalação deste tipo de modem é realmente similar a dos modems externos que usam portas seriais.

Figura 29

O modem USB indicado no Gerenciador de Dispositivos do Windows XP.

 

 

 

Também o quadro de propriedades de um modem USB é idêntico ao de outros tipos de modem, como vemos na figura 30. Da mesma forma a utilização desses modems independe do fato de ser USB.

Figura 30

Quadro de propriedades de um modem USB.

 

 

 

Configurações no Gerenciador de dispositivos do Windows XP

Depois que o modem está instalado, não importa se é interno ou externo, serial ou USB, convém fazer alguns ajustes no Gerenciador de Dispositivos e no Painel de Controle. Os ajustes feitos no Windows XP são bem parecidos com os que são feitos no Windows 9x/ME, mas para que tudo fique mais claro, vamos apresentar esses ajustes em seções separadas.

A figura 31 mostra a guia Geral do quadro de propriedades do modem. Observe a indicação “Este dispositivo está funcionando corretamente”, o que nos garante que foi instalado com sucesso. Também é indicada a marca e modelo do modem, bem como o slot PCI onde está conectado. Também aparecem indicações sobre a porta serial ou a porta USB, no caso de modems externos.

 

Figura 31 - Quadro de propriedades do modem, guia Geral.  

 

Figura 32 - Guia Driver.

Na guia Driver (figura 32) podemos obter informações sobre os drivers, instalar um novo driver, reverter um driver (ou seja, voltar ao driver anterior depois que fazemos uma atualização que apresentou problemas, cancelando-a), ou mesmo desinstalar o driver do dispositivo. Note que neste quadro também é indicado o fornecedor do driver, bem como a sua data e versão.

Na guia Recursos (figura 33) são indicados os endereços e a IRQ usados pelo modem. Note que os modems modernos podem não utilizar os endereços tradicionais de portas (3F8, 2F8, 3E8 e 2E8). O modem do nosso exemplo utilizou a faixa de endereços 9400-9407 (apesar do Windows chamar a porta serial de COM3) e a IRQ9. Os modems não-PnP podem ter seu endereço e IRQ ajustados por este quadro, visando resolver conflitos de hardware, como ensinamos no capítulo 3.

 

Figura 33 - Recursos de hardware usados pelo modem.

 

Figura 34 - Ajustes do modem.  

A guia Modem permite ajustar o volume do alto falante do modem, a sua taxa de transmissão e o controle de discagem. O alto falante do modem é usado para que possamos acompanhar o andamento da conexão (a discagem e a negociação de comunicação entre os modems local e remoto). A taxa de transmissão diz respeito à comunicação entre o processador e o modem. Esta taxa pode ser mais elevada que a comunicação pela linha telefônica. A opção “Aguardar o sinal de linha antes de discar” é muito importante. Sem ela o modem começaria a discagem imediatamente, antes do sinal de “linha”, e a conexão não seria estabelecida.

A guia de Gerenciamento de energia (figura 35) permite programar o modem para finalizar um estado de espera caso ocorra uma chamada. Explicando melhor, um computador pode ficar em estado de espera consumindo pouquíssima energia, e quando ocorrer uma chamada telefônica (que pode ser de dados, fax ou voz), o estado de espera será finalizado. O computador voltará a ficar ativo para atender à ligação.

 

Figura 35 - Gerenciamento de energia.  

 

Figura 36 - Configurações avançadas.

Na guia Avançada (figura 36) encontramos o campo Configurações extras. Podemos usá-lo para adicionar comandos especiais que alteram a forma de funcionamento do modem. É bastante conhecido o macete de usar aqui o valor X3 quando o modem apresenta problemas de não reconhecimento do tom de discagem. Em certas centrais de PABX, o tom de discagem pode usar uma freqüência um pouco diferente do padrão e não ser reconhecido pelo modem. Ao tentarmos fazer uma conexão, recebemos uma mensagem de erro como “sem tom de discagem” ou “no dial tone”, mesmo quando este tom existe. Basta preencher o campo de configurações extras com X3 e o problema será resolvido.

Encontramos ainda na guia Avançada, dois comandos para configurar a porta serial associada ao modem. Usando o botão “Configurações avançadas da porta”, é apresentado o quadro da figura 37. Com ele podemos configurar o número de bytes dos FIFOS de transmissão e recepção. Normalmente usamos os valores máximos para obter o melhor desempenho. Eventualmente em casos de anomalias pode ser necessário reduzir o tamanho dos FIFOS, mas isso é muito raro. O FIFO é uma espécie de “fila de bytes” (fist in, first out) aguardando para serem transmitidos pelo modem (FIFO de saída) ou lidos pelo processador (FIFO de entrada). Na figura 37 são chamados respectivamente de buffer de recepção e buffer de transmissão.

Figura 37

Ajustando o tamanho dos FIFOS.

 

 

 

Usando o botão “Alterar preferências padrão” na figura 36, é apresentado um quadro com duas guias: Geral e Avançado (figuras 38 e 39).

 

Figura 38 - Preferências padrão para o modem.

 

Figura 39 - Formato dos dados.

As preferências padrão são usadas por todos os programas, a menos que esses programas tenham configurações próprias, que têm precedência sobre as indicadas aqui. Quando em um programa de comunicação qualquer, não definimos essas configurações próprias, prevalecem as configurações feitas nas figuras 38 e 39).

Figura 40

Guia Diagnóstico.

 

 

 

A guia Diagnóstico (figura 40) nos permite testar se o computador pode se comunicar corretamente com o modem. Também nos dá uma série de informações técnicas a respeito do modem. Para obter essas informações basta clicar em Consultar modem. Depois de alguns segundos serão apresentadas várias informações os campos indicados como Comando e Resposta. Vários desses campos (ATI3, ATI4, ATI5) indicam no seu início, o nome do modem. No campo ATI7 encontramos uma descrição bem mais detalhada. Nele são indicados o Product ID (modelo do modem, ou seja, como o fabricante o chama internamente – essa informação é importante para identificar corretamente o modem para obter seus drivers no site do fabricante), os protocolos suportados (por exemplo, V.34, V.90, V.92), as opções de Fax (Class 1 e Class 2), as opções de linha (Ex: Caller ID, o identificador de chamada, e Disctintive ring, permite distinguir entre chamadas de voz, dados, fax). As opções de voz são Speakerphone (viva-voz) e TAD (Telephone Answering Device = “secretária eletrônica”). Antes de quebrar a cabeça tentando fazer um voice modem funcionar com esses recursos, devemos checar se aparecem no campo Voice options, sob o comadno ATI7. A ausência da indicação voice options (aparece depois de line options no relatório do comando ATI7) caracteriza um modem sem capacidades de voz (ou seja, não é um voice modem). É claro, existe uma forma de descobrir isso rapidamente: basta checar se existem na parte traseira do modem, conexões para microfone e alto falante. Existem entretanto voice modems que não possuem essas conexões externas, portanto a consulta do comando ATI7 é um método mais eficaz para identificar um voice modem.

As indicações de Clock Freq, EPROM e RAM dizem respeito ao processador e às memórias existentes no modem. Isso caracteriza um modem inteligente, com processador próprio, ao contrário dos soft modems. A indicação de DSP informa que o modem possui um processador de sinais digitais, ou seja, que se trata de um modem avançado e de bom desempenho. A leitura desses comandos e respostas pode ser feita com mais facilidade quando marcamos na figura 40 a opção “Acrescentar ao log” e clicamos no botão “Exibir log”.

Figura 41

Informações sobre um modem, obtidas com o comando ATI7.

 

 

 

Normalmente os soft modems (ou winmodems, ou HSP modems) apresentam informações bem mais escassas quando usamos o seu diagnóstico. Ainda assim este comando serve para indicar que estão corretamente instalados.

Configurações no Painel de Controle do Windows XP

Use no Painel de Controle o comando Opções de telefone e modem. Será apresentado o quadro da figura 42, onde temos que informar o código de área da cidade (por exemplo, 11 para São Paulo) e o código da operadora de chamadas de loga distância (por exemplo 21 para a Embratel). Quando o modem está ligado a uma linha de ramal de uma central de KS ou PABX e precisamos discar um número para acessar uma linha externa, também devemos indicar o número (normalmente 0) neste quadro. O ideal é usar um “W” antes e outro depois deste número. Por exemplo, se usarmos W0W, significa que o modem terá que esperar pelo sinal, depois discar 0, depois esperar pela linha externa. Programamos também a discagem por tom ou pulso (apenas centrais telefônicas antigas usam discagem por pulsos).

Figura 42

Configurações para discagem.

 

 

 

Terminadas essas configurações, o quadro de opções terá o aspecto mostrado na figura 43. Podemos usar o comando Editar para alterar as informações que foram fornecidas na figura 42. Será então mostrado o quadro da figura 44, onde podemos alterar essas configurações.

 

Figura 43 - Opções de discagem.  

 

Figura 44 - Editando as opções de discagem.  

Selecionando a guia Modems na figura 43, temos acesso ao mesmo quadro de propriedades apresentado pelo Gerenciador de Dispositivos. A guia Avançado é usada para configurar provedores de serviços de telefonia.

Configurações no Gerenciador de dispositivos do Windows 9x/ME

Vejamos como fazer a configuração do modem no Gerenciador de Dispositivos do Windows 9x/ME. As configurações são bastante parecidas com as do Windows XP. Para isto selecionamos o modem no Geren­ciador de Dispositivos e clicamos em Pro­priedades. Será apresentado o quadro de propriedades do modem (figura 45).

Figura 45

Quadro de propriedades do modem.

 

 

 

A guia Geral do quadro de propriedades do modem traz o nome do seu fabri­cante, o modelo e a versão. Outra informa­ção deste quadro é o status do modem. Ob­serve na figura 45 a indicação Este dispositivo está funcionando corretamente. Caso existam pro­blemas na sua configuração, em geral provenientes de um conflito de hardware ou falta de drivers, este será descrito no status do modem indicado neste quadro.

Temos ainda neste quadro, o campo Uso do disposi­tivo. Com ele podemos desabilitar modems PnP, o que pode ser útil para testes. Para isto, basta desmarcar o qua­dro indicado com Configuração original. O modem não será “desinstalado”, e sim, permanecerá inativo, como se não estivesse presente no PC. Para que volte a funci­onar, bastará marcar novamente o quadro Configuração original.

Figura 46

A guia Modem.

 

 

 

A guia Modem, mostrada na figura 46, apresenta três informações:

Porta - É indicada a porta serial onde o modem está conectado.

Volume do alto-falante - Controla do volume do alto-falante do modem, que serve para que o usuário acom­panhe o andamento do processo de conexão. Com esses sons podemos per­ceber, por exemplo, quando cai a ligação no início da conexão.

Velocidade máxima - Utilizando compressão de dados, as portas serias dos modems podem operar com ve­locidades até 4 vezes superiores à taxa de transferência normal do modem. Por exemplo, modems de 56k bps podem operar com até cerca de 224k bps. Nem todos os tipos de dados permitem este elevado grau de compressão de dados, mas ainda assim é recomendável deixar este controle na velocidade máxima oferecida.

A guia Conexão (figura 47) tem várias opções relacionadas com o formato usado na transmissão e recepção dos dados, os proce­dimentos de discagem e conexão, além de opções de hardware. No campo Preferências de conexão, temos ajustes relati­vos aos bytes a serem transmitidos e recebidos. O modo programado por default é simboli­zado como 8N1, ou seja, 8 bits, sem paridade e com 1 bit de parada (stop bit).

Figura 47

A guia Conexão.

 

 

 

Ainda na figura 47 podemos observar o campo Preferências de cha­mada. Te­mos aqui alguns parâmetros relacionados com o processo de discagem pelo modem:

Aguardar o sinal antes de discar - Ao receber uma ordem de discagem, o modem a princípio a rea­liza imediata­mente. Na prática isto não funciona, pois é preciso que seja esperado o tom de dis­cagem, o que pode demorar alguns segundos. Com esta opção esta­mos indicando que o modem deve aguardar o tom de discagem antes de começar a discar.

Cancelar chamada se não for conectada dentro de 60 segundos - Estabelecemos um tempo máximo para a tentativa de conexão. Se este tempo for atingido e a conexão não tiver sido estabelecida, será automaticamente cancelada.

Desconectar chamada se ociosa por mais de 30 minutos - Se a linha permane­cer inativa por um período maior que o especificado, a ligação será automatica­mente desligada. Basta marcar o quadro correspondente e preen­cher no campo ao lado o número de minutos.

Encontramos ainda na figura 47, dois botões para configu­rações avançadas:

Configurações de porta avançadas - As portas seriais possuem dois circuitos capazes de armazenar cada um, 16 bytes. Cada um desses circuitos (chamados de FIFOs) é uma fila de bytes a serem trans­mitidos e recebidos. Através deste comando podemos especificar o tamanho má­ximo de cada uma dessas filas. A princípio podemos deixar ambos na configura­ção default, como mostra a figura 48. Em algumas portas seriais de PCs antigos, ocor­riam problemas com os FIFOs, só resolvidos com a sua total desativação. Através deste quadro, podemos reduzir ou até eliminar totalmente o uso dos FIFOs. Esta providência não é necessária nos modems modernos.

Figura 48

Definindo o tamanho do FIFO de entrada e FIFO de saída.

 

 

 

Configuração avançada da conexão - Usando o botão Avançadas na figura 47, teremos um quadro como o mostrado na figura 49. É possível que seja necessário fazer alterações em algumas dessas opções.

Figura 49

Configuração avançada da conexão.

 

 

A opção Usar o controle de erro habilita um importante recurso, a correção auto­mática de erros. Ao detectarem um erro de recepção, pedem automaticamente a re­transmissão do bloco de dados no qual o erro ocorreu. Esta opção deve ser habi­litada. Se for desabilitada, a transmissão também funcio­nará, mas os erros precisarão ser cor­rigi­dos por protocolos de nível supe­rior, tornando a conexão menos confiável e mais lenta.

A opção Requerido para a conexão diz respeito ao controle de erro, ou seja, in­dica que o controle de erro ativo é necessário para que a conexão seja estabelecida. Quando marcamos esta opção, a conexão só será estabelecida quando ambos os mo­dems estão com o controle de erros ativado. De­vemos usar preferen­cialmente esta op­ção, principalmente em linhas muito ruidosas.

A opção Compactar dados ativa a compressão de dados. Com ele, seqüências de dados que sejam compactáveis, como por exemplo as en­contradas em arquivos de texto, podem ser comprimidas em até 4:1. Devemos deixar esta opção habilitada.

A opção Utilizar protocolo celular é habilitada quando o modem for co­nectado a um telefone celular, ao invés de uma linha telefônica comum. É então ativado o proto­colo ETC (Enhanced Throughput Cellular), com características específicas para a trans­missão e recepção via rádio (o celular nada mais é que um rádio sofisticado). A maioria dos modems não possui este recurso, encontrado em alguns modelos de modems para notebooks.

Através da opção Usar o controle de fluxo é feita a sincronização entre a alta velo­cidade do processador e a baixa velocidade da linha telefônica. A opção Hardware (RTS/CTS) indica que deve ser usado o controle de fluxo por hardware. É baseado em dois sinais da interface serial, chamados RTS (Request to Send) e CTS (Clear to Send). A outra opção é indi­cada como Software (XON/XOFF). Este método prati­camente não é mais usado, e é mantido apenas para garantir compatibilidade com sistemas mais anti­gos. Escolha portanto o controle de fluxo por hardware.

O Tipo de modulação diz respeito ao método pelo qual os dados digitais serão convertidos em sinais analógicos para serem enviados pela linha telefônica. Quando fa­zemos ligações para o Brasil ou para os Estados Unidos, usamos a modulação padrão. Esta regra é válida também para ligar com o provedor de acesso à Internet.

O campo indicado como Configurações extras é usado, por exemplo, por aqueles com muita experiência em comunicação de dados e desejam enviar ao modem, coman­dos personalizados. Também podemos encontrar instruções para preenchi­mento de con­figurações extras, sugeridas por provedores de acesso à Internet.

OBS: Quando for apresentada a mensagem de erro “No Dial Tone” (sem tom de disca­gem), mesmo que você escute pelo alto falante que existe este tom, significa que o modem não está conseguindo detectá-lo. Para corrigir este problema, coloque X3 no campo de configurações extras.

A opção Acrescentar ao log faz com que a atividade do modem seja resu­mida no arquivo C:\WINDOWS\MODEMLOG.TXT. Quando ocorrem problemas de conexão, podemos consultar este ar­quivo para verificar as suas causas.

Em modems PnP, encontramos ainda a guia Recursos, com a qual podemos visua­lizar e alterar os endereços de E/S e IRQ relacionados ao modem. Quando esta guia não está presente, podemos acessá-la pelo quadro de propriedades da interface serial corres­pondente ao modem.

Configurações no painel de Controle do Windows 9x/ME

Não só no Gerenciador de Dispositivos encontramos comandos de configuração do mo­dem. Também existe o comando Modems no Painel de Controle. Ao ser usado, é apre­sentada a guia Geral (figura 50), com uma lista dos modems instalados.

Figura 50

Indicando o modem a ser configurado.

 

 

 

A outra guia deste quadro é a Diagnóstico (figura 51). É exibida uma lista com to­das as interfaces seriais, e os modems que ocupam cada uma dessas interfaces. No nosso exemplo, temos um único modem instalado na COM5. Para utilizar o dia­gnóstico, basta sele­cionar o modem e clicar sobre o botão Mais informações.

Figura 51

Guia de diagnóstico.

 

 

 

Com este comando, são apresentadas diversas informações (figura 52). É indi­cado o endereço da sua porta serial, a IRQ utilizada, o tipo de UART, a máxima veloci­dade suportada, e um quadro com diversas strings de identificação. Essas informa­ções podem ser úteis para especialistas em comunicação de dados, ou até para aproveitar cer­tos macetes. Por exemplo, procure no quadro de diagnóstico do modem, as respostas para os comandos ATI7 (figura 53).

Figura 52

Diagnóstico do modem.

 

 

 

As respostas sucessivas ao comando ATI7 trazem diversas informações sobre o mo­dem. Veja por exemplo os protocolos utilizados (V32Bis, V.80, V34+, V.90 e V.92), as classes supor­tadas nas transmissões de fax (classes 1 e 2), as opções de linha (identificador de chama­das). Nos voice modems podemos encontrar as opções Speakerphone (viva-voz) e TAD (secretária eletrônica). Pode­mos desta forma determinar, por exemplo, se um certo modem de 56k bps possui ou não o protocolo V.90. Se estiver indicado apenas o protocolo K56Flex ou X2, devemos realizar o upgrade para V.90. Alguns modems que operam com o protocolo V.90 suportam um upgrade para o protocolo V.92. Para isso é preciso consultar o site do fabricante do modem.

Figura 53

Identificando informações sobre as capacidades do modem.

 

 

 

Voltando à figura 50, observe o botão Propriedades de Discagem. Ao ser usado, tere­mos o quadro da figura 54, com campos para identificação de localidade e parâme­tros de discagem. Através deste quadro podemos definir diversas localidades e seus res­pectivos parâmetros.

Figura 54

Quadro de propriedade­s de discagem.

 

 

 

No campo Estou discando de indicamos o nome da localidade. A seguir preen­chemos o restante do quadro: país, código da cidade, opções pré-discagem, tipo de dis­cagem (tom/pulso, etc.). Usamos o botão Novo para definir novas localidades e preen­cher seus respectivos parâmetros. Desta forma não será preciso reprogramar todas as propriedades cada vez que mudamos de localidade. Bastará selecionar a localidade de­sejada e automaticamente os seus respectivos parâmetros serão preenchidos. Digamos por exemplo que estejamos usando um notebook e que na localidade CASA, a disca­gem seja feita por pulsos, e que na localidade TRABALHO a discagem seja feita por tons, mas que seja preciso discar 0 antes do número para ter acesso a uma linha externa. Ao invés de trocar sucessivas vezes esses parâmetros, podemos defini-los separadamente nas localidades CASA e TRABALHO. Bastará então selecionar a localidade desejada e todos os parâmetros serão mudados automaticamente.

No quadro de propriedades de discagem temos um campo para indicar um nú­mero que dá acesso a linhas externas. Quando é preciso discar 0 para acessar uma linha externa, indicamos aqui este número. Existe porém uma forma muito mais prática para pre­encher este campo. Podemos preenchê-lo com W para linhas diretas e com W0W para linhas de ramal. O prefixo “W” serve para que o modem aguarde pelo tom de dis­cagem. Se não for usado, o modem começa a discagem, sem aguardar pelo sinal de “linha”.

Finalmente encontramos neste quadro uma indicação para o tipo de discagem, tom ou pulso. Programe de acordo com o tipo de discagem suportada pela sua linha telefônica. Se ambos os tipos forem suportados, programe como TONS.

 

Parte 2