|
Câmeras digitais Autor: Laércio Vasconcelos |
|
Copyright (C) |
Câmeras digitais produzem fotos sem utilizar filmes. As imagens captadas são armazenadas na sua memória, podendo ser posteriormente transferidas para um computador. Uma vez sendo recebidas pelo computador, na forma de arquivos gráficos, as imagens podem ser processadas, gravadas em meios de armazenamento permanente e impressas.
As primeiras câmeras digitais eram consideradas curiosidades tecnológicas. Muito caras, com baixa capacidade, e as fotos apresentavam resoluções baixas. Com o passar dos anos, a resolução e a capacidade de armazenamento aumentaram, permitindo fazer fotos com alta qualidade e em maior número. Os preços também foram se tornando cada vez mais acessíveis. O uso de câmeras digitais para produzir fotos para serem usadas em páginas da Internet também fez as vendas aumentarem, contribuindo para a queda de preços. Em 1997 as câmeras baratas eram muito limitadas. Muitas geravam fotos com a resolução de 320x240, e sua memória tinha capacidade para pouco mais de 10 fotos. Era preciso pagar cerca de 300 dólares por uma câmera com essas características, enquanto câmeras melhores chegavam à faixa dos 1000 dólares. Atualmente podemos comprar câmeras com resoluções superiores a 1600x1200, e o número de fotos armazenadas é bem maior, graças à maior quantidade de memória. Excelentes câmeras são hoje encontradas na faixa dos 300 a 600 dólares.
|
|
Figura 1 |
A figura 1 mostra três câmeras digitais já ultrapassadas. O modelo mais antigo, a Logitech Fotoman Plus (1994) produzia fotos com a resolução de 320x240. A Epson Photo PC (1996) operava com até 640x480, e a Canon PowerShot 600 (1997) chegava a 832x624. Em 1999 a maioria das boas câmeras já chegava à resolução de 1280x960, e em 2002 encontramos facilmente modelos de 1920x1440.
As câmeras digitais já são capazes de substituir as câmeras convencionais, apesar do custo ainda ser elevado. Para que esta substituição seja feita, é preciso que sejam geradas fotografias em papel, obtidas por meio da câmera digital. A impressão dessas fotografias requer o uso de impressoras de alta qualidade. Impressoras a jato de tinta são capazes de fazer um bom trabalho, mas sua qualidade não é considerada fotográfica, exceto nos modelos de mais alto custo. Existem impressoras que operam pelo processo de dye sublibamation (sublimação de partículas), que produzem fotos impressas com qualidade igual à de fotografias convencionais. O custo de uma câmera digital de alta resolução, adicionado ao do computador e ao de uma impressora de alta qualidade resulta em um estúdio fotográfico caro, se comparado ao uso de câmeras convencionais. Caminhamos para o ponto em que a fotografia digital será mais usada que a convencional, mas isto ainda vai demorar alguns anos.
|
|
Figura 2 |
A imagem em uma câmera digital é captada por um dispositivo chamado CCD (Charge Coupled Device). Este dispositivo é um sensor ótico, formado por uma matriz com centenas de milhares de pontos, localizados em uma área com apenas alguns centímetros quadrados. Nos modelos mais recentes, a matriz do CCD possui alguns milhões de pontos. A figura 3 mostra uma placa interna de uma câmera digital, na qual podemos ver o CCD. No detalhe à direita temos o CCD destacado. Trata-se de um chip com encapsulamento similar ao de um chip qualquer. Na sua face superior temos uma janela de vidro que dá acesso à sua matriz de células foto-sensíveis.
|
|
Figura 3 |
Não apenas as câmeras digitais usam CCD. Podemos encontrar este componente em outros dispositivos que captam imagens, como câmeras de vídeo e scanners.
A resolução de um CCD é medida em megapixels (milhões de pixels). As primeiras câmeras digitais operavam com cerca de 80.000 pixels. Os modelos atuais chegam à faixa de 3 milhões de pixels. A tabela a seguir mostra as resoluções máximas que podem ser obtidas com cada tipo de CCD. Encontramos diferenças entre modelos diferentes, devido a arredondamentos.
|
Resolução
do CCD |
Resolução
das imagens |
|
80
kpixels |
320x240 |
|
300
kpixels |
640x480 |
|
500
kpixels |
800x600 |
|
1,2
Mpixels |
1280x960 |
|
2
Mpixels |
1600x1200 |
|
3
Mpixels |
2000x1500 |
As câmeras digitais recebem a imagem através do seu sistema ótico e do CCD, e as armazenam na sua memória interna, do tipo Flash ROM. A grande vantagem desta memória é que não consome corrente da bateria para manter seus dados. Podemos desligar a câmera, ou retirar as pilhas, e as fotos serão mantidas na Flash ROM, indefinidamente.
As fotos são transferidas para o computador através da interface serial, paralela ou USB. Modelos que usam expansão de memória na forma de um cartão PCMCIA, seja com memória Flash ROM, seja com um disco rígido, permitem ainda uma rápida transferência de dados para um notebook. Basta retirar o cartão da câmera e conectá-lo ao notebook, e usar o programa de transferência. De qualquer forma, a transmissão serial, paralela e USB também está disponível nesses modelos, ou seja, não é necessário possuir um notebook. A maioria dos modelos modernos utiliza a interface USB.
Modelos que armazenam as fotos em disquetes (como as da série Mavica, produzida pela Sony) permitem a sua transferência para o computador de uma forma ainda mais simples. Basta retirar o disquete, inserir no computador e acessar os arquivos gráficos gerados pela câmera.
|
|
Figura 4 |
Praticamente todas as câmeras modernas possuem um recurso bem interessante, que é o viewfinder. Trata-se de um pequeno visor colorido de cristal líquido (LCD), similar aos encontrados nas filmadoras portáteis. Com este visor, podemos ver exatamente o que está sendo fotografado. Fica portanto muito mais fácil fazer o enquadramento da imagem. Este visor serve não apenas para ver a imagem que será fotografada, mas também para ver as imagens que já foram fotografadas e estão armazenadas na câmera. Ao visualizarmos as fotos ainda na memória da câmera, podemos apagar as fotos que ficaram ruins, liberando espaço para novas fotos. Isso aumenta a eficiência do uso da memória interna da câmera.
|
|
Figura 5 |
Existem ainda modelos que possuem uma saída de vídeo NTSC, e desta forma, podemos visualizar as fotos armazenadas na câmera com o auxílio de uma TV, desde que possua entrada para vídeo composto NTSC.
Encontramos também modelos que possuem uma conexão para uma pequena impressora, própria para as fotos digitais. Esta impressora utiliza papel fotográfico, portanto não necessita do uso de um PC para imprimir as fotos.
|
|
Figura 6 |
A operação de transferência de dados da câmera para o computador é chamada de download. É feita através de programas apropriados, fornecidos juntamente com as câmeras. Ao serem executados, buscam na câmera, imagens reduzidas das fotos armazenadas. Essas imagens reduzidas são chamadas de thumbnails. Desta forma, podemos selecionar quais fotos serão transferidas, ou quais serão descartadas. Nada impede entretanto que façamos a transferência de todas as fotos.
É grande a quantidade de modelos de câmeras digitais disponíveis no mercado. Entre os seus diversos fabricantes, podemos citar a Apple, Epson, Canon, Kodak, Casio, HP, Logitech e vários outros. Adicione a esses, todos os demais fabricantes de câmeras convencionais, já que praticamente todos eles estão oferecendo modelos digitais. Vejamos as principais características dessas câmeras, para que você possa entendê-las melhor.
Esta é a mais importante característica de uma câmera digital, e está diretamente relacionada com o seu CCD (ou seja, o seu sensor ótico). As primeiras câmeras digitais utilizavam CCDs idênticos aos de câmeras filmadoras VHS, limitados a baixas resoluções, inferiores a 640x480. Hoje encontramos facilmente modelos com CCDs de 3 Mpixels, cujas resoluções chegam em torno de 2000x1500.
Em geral as câmeras digitais permitem usar resoluções inferiores à sua resolução máxima. A vantagem em usar uma resolução mais baixa é que desta forma é possível armazenar um maior número de fotos em sua memória. Quando a resolução não é um fator importante, podemos ativar na câmera o modo de mais baixa resolução, possibilitando armazenar mais fotos. Quando não é necessário armazenar um número muito elevado de fotos, podemos deixar a câmera operar com a sua resolução máxima. Quando tanto a resolução como o número de fotos são importantes, talvez seja indicado fazer uma expansão na memória da câmera.
Aqui está um item também bastante importante. As primeiras câmeras digitais geravam fotos em preto e branco. Os arquivos gráficos apresentavam 256 tonalidades de cinza. Logo as câmeras digitais em preto e branco caíram em desuso. Os modelos atuais produzem fotos com 24 bits, chegando a 16 milhões de cores (True Color).
Imagens em alta resolução ocupam muito espaço na memória. Uma foto com resolução de 640x480 e 16 milhões de cores ocupa quase 1 MB. Desta forma, a memória da câmera poderia armazenar uma reduzida quantidade de fotos, e o tempo de transmissão para o PC seria extremamente longo. Para evitar esses problemas, as câmeras digitais usam o método de compressão JPEG para armazenar suas imagens. Dependendo da quantidade de detalhes, uma foto de 640x480 pode ser armazenada ocupando entre 50 kB e 100 kB. Mesmo usando a compressão JPEG, as imagens resultantes possuem uma qualidade muito boa para a visualização na tela, e bastante satisfatória para a impressão em papel. Digamos que a imagem captada pelo CCD perde um pouco (bem pouco mesmo) da sua qualidade, para que assim possa ocupar um espaço de memória de 10 a 20 vezes menor.
As câmeras digitais também podem armazenar e transmitir fotos no modo CCD RAW. Nesta modalidade a imagem é armazenada pixel por pixel, sem compressão de dados, exatamente da forma como é capada pelo CCD. Este modo é útil quando precisamos de fotos com a qualidade máxima permitida pela câmera.
As câmeras digitais possuem
alguns MB de memória para o armazenamento de fotos. A quantidade de memória
define o número de fotos que a câmera pode armazenar. Este número não é
fixo, pois o tamanho dos arquivos JPEG depende do grau de compressão obtido,
que varia de uma imagem para outra.
|
|
Figura 7
|
Existem câmeras que admitem expansão de memória, outras que podem ter acoplado um cartão de disco rígido PCMCIA, e até modelos que armazenam as fotos em um disquete. A maioria dos modelos modernos admite expansão de memória na forma de minidiscos Flash, como veremos mais adiante neste capítulo.
|
|
Figura 8 |
Muitos modelos utilizam pilhas comuns, de preferência alcalinas, alguns usam baterias próprias, do tipo recarregável e outros oferecem um adaptador DC (em alguns casos é opcional, podendo ser adquirido separadamente), através do qual podem funcionar, mesmo sem pilhas, ou então realizar o carregamento de suas baterias. Existem ainda modelos que usam uma ou mais baterias de lítio com tensão de 3 volts, adquirida com facilidade nas lojas de material fotográfico. São as mesmas baterias usadas em muitas câmeras convencionais. O ideal é usar baterias que não sejam exclusivas para o modelo de câmeras. As baterias de uso geral podem ser encontradas facilmente, mas as que são específicas para uma determinada câmera dificilmente serão encontradas no comércio brasileiro, caso seja preciso substituí-las. Mesmo as baterias recerregáveis têm uma vida útil limitada.
|
|
Figura 9 |
Nas câmeras digitais modernas, a corrente fornecida pelas pilhas ou baterias é usada para alimentar o flash (praticamente todos os modelos possuem flash) e seus circuitos eletrônicos. A memória na qual as imagens são armazenadas não necessita de corrente para manter seus dados. Usam memória Flash ROM. Graças a esta memória, a câmera pode reter as imagens mesmo desligada, e mesmo sem pilhas ou baterias, durante um período ilimitado.
As primeiras câmeras digitais eram ligadas ao PC através de interfaces seriais e paralelas. Os modelos atuais usam a interface USB, mais versátil e mais rápida. A transmissão paralela é bem mais rápida que a serial, uma vantagem considerável, levando em conta a elevada quantidade de dados a serem transferidos. Enquanto uma interface serial demora alguns minutos para transferir 1 MB de fotos, a interface paralela permite que esta transmissão seja feita em apenas alguns segundos. Com uma interface USB, esta transmissão é ainda mais rápida.
Existem câmeras que armazenam as imagens em um cartão de memória flash ou disco rígido PCMCIA. Podemos transferir as fotos diretamente para um notebook, ou para um PC que possua um slot PCMCIA. Basta retirar o cartão da câmera, inserir no PC e copiar os seus arquivos. Método de transferência ainda mais simples é o das câmeras que armazenam as fotos em disquetes que podem ser lidos diretamente pelo PC.
O zoom é uma operação ótica muito útil nas câmeras convencionais, e possui utilidade idêntica nos modelos digitais. É usado para fazer fotos de objetivos localizados a grandes distâncias. Considere o zoom como uma característica altamente desejável em uma câmera digital, mesmo que para isto seja preciso pagar um preço um pouco maior. A maioria dos modelos atuais possui zoom, exceto no caso dos modelos mais baratos.
O zoom adiciona complicações
mecânicas à câmera, já que é necessário um sistema para a movimentação
das lentes. Este é o chamado zoom ótico. Entre as câmeras atuais,
muitas utilizam o zoom digital, que é mais simples e de qualidade
inferior. Consiste em simplesmente selecionar uma área da imagem captada e
ampliá-la para que o resultado tenha o mesmo tamanho que a foto inteira. A
qualidade do zoom é menor, já que é usado um número menor de pixels do CCD.
Se você precisa fazer muitas fotografias à distância e com alta qualidade, dê
preferência a uma câmera que tenha zoom ótico, já que o zoom digital, apesar
do nome sugerir o contrário, apresenta qualidade inferior.
A maioria das câmeras digitais possuem um flash, permitindo a realização de fotos em locais onde a luminosidade é precária. Em geral o flash pode ser programado de três formas: desativado, ativado e automático. Ao ser desativado, não acenderá, mesmo que a luminosidade seja pequena. Ao ficar ativado, acenderá sempre a cada foto, mesmo que a luminosidade do ambiente seja boa. Em modo automático, o flash acenderá apenas quando o ambiente tiver pouca luminosidade, e ficará apagado em ambientes muito claros. As câmeras com flash possuem um sensor de luminosidade, não apenas para decidir se disparam ou não o flash, mas também para controlar a intensidade da imagem que chega ao CCD.
Para que a imagem seja projetada corretamente sobre o CCD, é preciso que seja focalizada. As câmeras mais simples possuem foco “no infinito”. Isto significa que não importa a que distância está o objetivo a ser fotografado, sua imagem sempre estará focalizada sobre o CCD. Devido a imperfeições do sistema ótico, existe uma distância mínima a partir do qual a focalização é feita. Câmeras mais simples podem requerer uma distância mínima de 50 cm a 1 metro. Não seria portanto possível usar essas câmeras para fotografar diretamente pequenos objetos localizados a curtas distâncias. Para isto será preciso acoplar lentes adicionais.
Algumas das câmeras digitais mais sofisticadas possuem a distância focal variável, o que em geral produz fotos bem mais nítidas. Possuem o recurso “auto focus”. Um feixe de luz infravermelha é enviado para a frente, e ao refletir sobre o objeto a ser fotografado, incide novamente sobre a câmera. Um sensor infravermelho capta o feixe recebido, e através das suas características de onda, determina a distância até o objeto que será fotografado. O foco é então ajustado em função desta distância.
Todas as câmeras possuem um visor para o enquadramento do objeto a ser fotografado (viewfinder). Assim como na maioria das câmeras convencionais, muitas câmeras digitais possuem um viewfinder completamente ótico, composto de lentes. A maioria das câmeras digitais modernas possuem, ao invés de lentes, um viewfinder formado por um pequeno display colorido de cristal líquido. A imagem é visualizada neste display exatamente da mesma forma como é recebida pelo CCD. Desta forma é possível fazer um enquadramento muito mais preciso.
TWAIN é um padrão através do qual os programas gráficos do Windows podem obter imagens a partir de dispositivos de captura, como scanners, câmeras digitais e digitalizadores de vídeo. Durante a instalação do software que acompanha uma câmera, é instalado um TWAIN Data Source. Uma vez que este driver esteja presente, as imagens armazenadas em uma câmera digital podem ser transferidas para qualquer programa do Windows capaz de manipular arquivos gráficos.
O Timer é um recurso que permite tirar uma foto depois de alguns segundos que o botão é apertado. Assim o seu operador pode tirar uma foto de si próprio. Se você quiser tirar uma foto sua junto com uma pessoa que o acompanha, focalize primeiro a pessoa, coloque a câmera sobre uma base fixa (uma mesa, por exemplo), ligue o timer e corra para o lado da pessoa. Fique parado por alguns segundos até que a câmera tire a foto sozinha.
Mostraremos agora a câmera Canon PowerShot 600. Você entenderá através dela, muitas das características presentes em outros modelos.
|
|
Figura 10 |
A sua resolução é de 832x624. Pode operar em modo Color, gerando cores de 24 bits, totalizando mais de 16 milhões de cores, ou ainda em modo monocromático, com 8 bits, totalizando 256 tonalidades de cinza.
Sua memória flash interna de 1 MB não é tão generosa no que diz respeito ao número de fotos que podem ser armazenadas, quando levamos em conta as altas resoluções. Uma média de 5 fotos podem ser armazenadas na resolução de 832x624, usando a qualidade “Fine”. Quanto à qualidade da imagem, pode ser Fine, Normal ou Economy. A diferença entre as três é o grau de compressão que é utilizado. Existe um nível de qualidade ainda melhor, o CCD RAW, no qual as imagens são armazenadas sem compressão, exatamente da forma como são recebidas pelo CCD. A qualidade é excepcional, mas cada foto ocupa cerca de 1,7 MB. Para usá-lo é preciso instalar uma expansão de memória de 4 MB (Flash Card) ou de 170 MB (HD Card). Já o modo Fine resulta em fotos com cerca de 150 kB. São bastante compactadas e quase tão boas como as do modo CCD RAW.
A tabela abaixo mostra algumas das principais características da Canon PowerShot 600.
|
Resolução
alta |
832x624 |
|
Resolução
média |
640x480 |
|
Resolução
baixa |
320x240 |
|
Cores |
True
Color (24 bits) ou cinza (8 bits) |
|
Memória
interna |
1
MB |
|
Expansão
de memória |
Cartão
de RAM de 4 MB ou HD de 170 MB |
|
Focalização |
Possui
ajuste automático de foco |
|
Distância
focal câmera/objeto |
10
cm ou superior |
|
Alimentação |
Bateria
de Ni-Cd recarregável |
|
Adaptador
DC |
Incluído |
|
Conexão
com o PC |
Interface
paralela |
|
Flash |
Automático |
|
Visor |
Viewfinder
ótico |
|
Lentes
adicionais |
Pode
usar o Canon Wide Converter |
|
Timer |
2
ou 10 segundos |
A câmera possui um microfone que permite associar anotações de voz para cada foto. Essas anotações podem ser ouvidas ou transformadas em arquivos sonoros, através do programa de controle que a acompanha.
Quanto à distância do objeto a ser fotografado, existem duas opções: normal e macro. No modo normal, usado para distâncias superiores a 40 cm, é usado o sistema de focalização automática. Apontamos o objeto e pressionamos o botão (shutter) até a metade, fazendo com que a câmera calcule a distância e focalize o objeto. Um LED acenderá indicando que o objeto está focalizado. Podemos então apertar o shutter até o final, fazendo a fotografia. No modo macro, a focalização é feita para distâncias entre 10cm e 40cm. Podemos fazer excelentes fotografias de objetos pequenos.
Esta câmera possui controle automático de exposição, ou seja, ajusta automaticamente a claridade da figura captada, em função da luminosidade do ambiente.
A sua alimentação elétrica é feita através de uma bateria de níquel-cádmio, comercializada especialmente para esta câmera. Armazena carga suficiente para fazer uma generosa quantidade de fotos. A tabela que se segue mostra o número de fotos que podem ser feitas com a carga total da bateria em diversas condições.
|
Meio
de armazenamento |
Sem
flash |
Flash
em 25% |
|
Memória
interna de 1 MB |
340 |
300 |
|
Expansão
de memória de 4 MB |
480 |
400 |
|
Expansão
de memória de 170 MB |
180 |
150 |
Por exemplo, usando uma expansão de memória de 4 MB tipo Flash Card, é possível fazer 400 fotos (ou seja, enchendo a memória da câmera diversas vezes), levando em conta que o flash é aceso em 25% delas. Se em todas elas o flash não for usado, podem ser feitas 480 fotos. A bateria é recarregada através de um adaptador AC que acompanha a câmera. O adaptador pode ser ligado diretamente à câmera, ou ligado na Camera Station durante a transferência de fotos para o PC. A Camera Station é uma base na qual a câmera é acoplada, permitindo a ligação com a interface paralela do PC.
A figura 11 mostra a Canon PowerShot 600 e seus acessórios. A estação (Camera Station) possui um conector tipo Centronics, idêntico ao de uma impressora, próprio para ser ligado em uma interface paralela. Possui ainda uma conexão para o adaptador AC/DC (carregador de bateria). Desta forma, enquanto a câmera está acoplada à estação, além de não ser consumida carga da bateria, é ainda feito o seu carregamento.
|
|
Figura 11 |
Na figura 12 vemos a parte frontal da PowerShot 600. Como podemos observar, existem muitos botões e controles, o que torna sua operação um pouco mais complicada que a de outras câmeras mais simples.
|
|
Figura 12 |
Na parte superior da câmera existe um seletor através do qual podemos escolher entre um dos modos especiais de operação. Dois deles fazem o apagamento de fotos da câmera, sendo que um apaga apenas a última foto e os outros dois apagam todas as fotos. Outro modo ativado por este seletor é o CCD RAW, que resulta em fotos da mais alta qualidade, pois não usa compressão de imagem. Na maior parte do tempo usamos o modo normal.
Ainda na parte superior da câmera existem três botões para selecionar várias operações possíveis. O botão seletor de qualidade permite escolher entre três níveis de compressão de imagem (Fine, Normal e Economy). O melhor modo é o Fine, e melhor ainda que ele, só mesmo o CCD RAW.
O botão Macro é usado para fazer fotos a pequenas distâncias, de 10 a 40 cm. Este botão também é chamado de F1, e é usado na ativação de algumas outras funções da câmera. O outro botão é o F2/Microfone. Devemos pressioná-lo para fazer anotações de voz (observe o microfone localizado também na parte superior da câmera). Funciona ainda para ativação de algumas funções especiais. Ainda na parte superior existe um display indicador de status e várias informações, tais como o número de fotos que ainda cabem na memória, o modo de compressão utilizado, etc.
Na parte frontal da câmera temos o botão F3, usado para controlar o modo de operação do flash (sempre ligado, sempre desligado ou automático). Ainda na parte frontal existe um emissor de luz infravermelha, usado para o cálculo de distância para efeito de focalização. Finalmente, também localizado na parte frontal da câmera, está o shutter, o botão que apertamos para fotografar.
|
|
Figura 13 |
A figura 13 mostra as partes traseira, lateral e inferior da câmera. Ao lado do viewfinder existem dois LEDs indicadores. O LED verde é usado principalmente para indicar que o objeto está focalizado, e o vermelho indica que o flash está carregado. Abaixo do viewfinder existe um seletor Color/Mono. Com ele escolhemos se as fotos devem ser feitas a cores ou em preto e branco.
Na parte inferior existe um encaixe para tripé. É útil para manter a câmera fixa sobre uma base, para fazer por exemplo, fotos a curta distância, ou fotos nas quais a câmera precisa ficar absolutamente parada. O tripé pode ser adquirido com facilidade em lojas de material fotográfico. Temos também um conector para o carregador de bateria. Através dele a bateria da câmera pode ser carregada, sem que seja necessário acoplar a câmera na estação. O mais importante de tudo nesta parte inferior é o conector de dados, usado no encaixe com a estação. Fica protegido por uma pequena tampa que é aberta automaticamente quando a câmera é acoplada na estação. Na parte direita da figura vemos a tampa do compartimento para a instalação dos cartões PCMCIA para expansão de memória.
Na figura 14 vemos em detalhe a estação da câmera. Existe uma pequena porta da qual sai um conector para acoplamento na câmera, sempre que colocamos a alavanca de travamento voltada para a direita. Temos ainda um conector para o carregador de bateria e um conector Centronics, idêntico ao de uma impressora. Usamos um cabo de impressora comum para ligar a estação ao PC através deste conector.
|
|
Figura 14 |
A figura 15 mostra como é feita a ligação da câmera com o PC. Usamos um cabo paralelo comum para ligar a estação à porta paralela. Observe que não é permitida a ligação simultânea da interface paralela na estação e na impressora, como ocorre com diversos outros dispositivos paralelos (um exemplo típico é o ZIP Drive). Se for preciso usar a impressora e a estação (não simultaneamente) sem precisar conectar ou desconectar cabos, é preciso usar uma caixa comutadora. O uso da estação pode entretanto ser feito em conjunto com outros dispositivos paralelos que permitam conexões múltiplas, como um scanner paralelo ou um ZIP Drive. Por exemplo, no caso do scanner paralelo, ligamos o scanner ao PC e a estação ao scanner, no conector reservado para a ligação da impressora.
|
|
Figura 15 |
Para transferir fotos para o PC, a estação deve estar conectada pela interface paralela. A seguir, colocamos a câmera sobre a estação e movemos a alavanca para a direita, como mostra a figura 16. A câmera deve permanecer desligada. Podemos agora conectar na estação o carregador de bateria, e ligar este carregador na rede elétrica. Não acople a câmera na estação estando ligada, nem com o carregador de bateria ligado na rede elétrica. A câmera deve permanecer desligada, e o carregador é ligado apenas depois que a câmera está travada na estação.
|
|
Figura 16 |
A figura 17 ilustra os itens a serem checados e os passos a serem tomados para fotografar.
1.
A bateria deve estar inserida e carregada.
2.
Ligar a câmera. Será aberta a porta protetora da lente.
3.
O display acenderá, indicando o número de fotos que cabem na memória.
4.
O seletor de modo deve estar na posição “A”.
5.
Indicar o modo a ser usado: cor ou preto/branco.
6.
Usar o viewfinder para visualizar a imagem a ser fotografada.
7.
Pressionar apenas levemente o botão Shutter. A câmera ajustará o foco e acenderá
o LED verde.
8.
O LED verde acenderá, indicando que o objeto está focalizado. Agora podemos
apertar o shutter por completo.
|
|
Figura 17 |
O display indicará “BUSY” durante alguns segundos enquanto o LED verde ficará piscando, indicando que a foto está sendo processada. Depois disso a câmera estará pronta para fazer a próxima foto.
Para instalar uma expansão de memória basta proceder como mostra a figura 18. A câmera deve estar desligada.
1.
Abrir
o compartimento.
2.
Encaixar o cartão e fechar
o compartimento.
3.
Existe ainda um botão para
ejetar o cartão, caso desejemos.
|
|
Figura 18 |
Assim como ocorre com todas as câmeras digitais, a PowerShot 600 é acompanhada de dois conjuntos de softwares:
Twain Data Source
Editores gráficos e gerenciadores de álbuns
O Twain Data Source (ou Twain Driver) e seu programa de controle são específicos para esta câmera, ou seja, não podem ser usados com outros modelos de câmeras. Esta regra é válida para qualquer modelo de câmera digital ou scanner. Os demais softwares são genéricos, independentes do modelo de câmera. A PowerShot 600 é acompanhada do software PhotoImpact e diversos utilitários gráficos. Pode ser usado para criar e gerenciar álbuns, editar fotos, e diversas outras operações. É um software bastante sofisticado, e é fornecido em um CD-ROM que acompanha a câmera.
O Twain Data Source desta câmera pode ser executado a partir de qualquer editor gráfico que seja Twain compatível (inclusive o PhotoImpact que a acompanha). Basta usar o comando File/Scan ou File/Acquire. Podemos vê-lo em execução na figura 19.
|
|
Figura 19 |
Começamos clicando o ícone da câmera, e será apresentada uma série de thumbnails das fotos armazenadas. O próximo passo é selecionar a foto, ou as fotos a serem transferidas.
Depois que as fotos desejadas estão selecionadas, clicamos sobre o botão Acquire. As fotos serão transferidas para o PC e aparecerão como arquivos abertos pelo programa que comandou a execução do driver da câmera. Note que muitos programas não são capazes de transferir várias imagens simultaneamente. Nesse caso, os métodos de selecionamento de múltiplas fotos não funcionarão. Programas gerenciadores de álbuns digitais, como o que acompanha o PhotoImpact, são capazes de transferir múltiplas imagens.
Entre os utilitários fornecidos, temos o PhotoImpact Album, mostrado na figura 20. Este programa é capaz de obter um grupo de fotos da câmera (ou mesmo de um CD-ROM ou disco rígido) e formar álbuns. Os álbuns funcionam como índices gráficos para acesso fácil às figuras.
|
|
Figura 20 |
O PhotoImpact propriamente dito não se destina à criação e gerenciamento de álbuns, e sim, à edição das fotos. Possui diversos comandos bastante sofisticados encontrados em editores mais famosos, como o PhotoShop.
Assim como ocorre com os scanners, podemos utilizar qualquer programa gráfico para comandar a aquisição de imagens de uma câmera digital. Basta usar o comando File/Scan ou File/Acquire. Isto ativará o Twain Data Source da câmera, que fará a aquisição e a transferência da imagem para o programa gráfico que a solicitou.
A Olympus, tradicional fabricante de câmeras fotográficas, também produz atualmente diversos modelos digitais. Para que você fique ainda mais familiarizado com câmeras digitais, apresentaremos agora como exemplo, a câmera Olympus D340R. Esta câmera produz fotos com resolução de até 1280x960 (seu CCD tem 1,2 Mpixels). Utiliza um mini-disco de expansão de memória, com 4 MB, 8 MB ou 16 MB. Na verdade não se trata de um disco magnético, e sim, um circuito de memória permanente, tipo Flash ROM.
|
|
Figura 21 |
Na sua parte traseira existe um visor LCD (figura 22), que funciona como viewfinder e também serve para visualizar as fotos armazenadas na sua memória.
|
|
Figura 22 |
Na parte superior da câmera existe um display de cristal líquido para indicação de informações diversas e alguns botões de controle, além do shutter (figura 23).
|
|
Figura 23 |
A conexão desta câmera ao computador é feita através de uma interface serial, utilizando um cabo apropriado que a acompanha. É também fornecido um cabo para conexão com um aparelho de TV padrão NTSC. A câmera é capaz de gerar imagens de vídeo com as fotos armazenadas. Podemos desta forma fazer um slide show das fotos armazenadas, ou até mesmo gravar em uma fita de videocassete com a seqüência de fotos. É portanto acompanhada de um cabo de vídeo para esta conexão. Também é fornecido um adaptador AC, alça e capa de proteção.
|
|
Figura 24
|
As figuras 25 e 26 mostram os diversos detalhes e controles desta câmera.
|
|
Figura 25
|
|
|
Figura 26 |
A câmera é acompanhada do software Camedia Master, usado para fazer a transferência das imagens. A instalação deste software também faz a instalação do driver TWAIN. É perguntado ao usuário se a instalação deve ser feita no modo Typical, Compact ou Custom. Na opção Custom podemos selecionar os módulos a serem instalados (figura 27).
|
|
Figura 27 |
Terminada a instalação podemos reiniciar o computador. O software Camedia Master é mostrado na figura 24. Trata-se de um gerenciador de álbuns, com a função adicional de transferir as imagens da câmera para arquivos no PC.
Figura 28 - O software Camedia
Master.
Mantendo a câmera conectada ao computador através de uma das suas interfaces seriais, usamos o comando Edit/Options. Na guia download (figura 29) podemos definir a interface serial a ser usada e a taxa de transmissão.
|
|
Figura 29 |
Com o comando Camera / Camera Settings temos o quadro da figura 30, com várias outras opções de funcionamento da câmera. Podemos selecionar a câmera a ser usada (este programa pode operar com outros modelos de câmera), acertar a data e a hora no relógio interno da câmera, definir o brilho do visor LCD e definir parâmetros de auto desligamento para economia das baterias.
|
|
Figura 30 |
A forma mais simples de transferir as imagens da câmera para o PC é através do comando Camera / Download all images. Será apresentado o quadro da figura 31 para que possamos indicar o drive e o diretório para o qual as fotos serão transferidas.
|
|
Figura 31 |
Também podemos selecionar individualmente as fotos que desejamos transferir. Devemos inicialmente clicar sobre o ícone da câmera na parte esquerda da janela do programa. Será feita a transferência dos thumbnails das fotos armazenadas. Podemos agora clicar nas fotos a serem transferidas, mantendo a tecla Control pressionada. Depois de fazer a seleção usamos o comando Camera / Download Selected Images (figura 32).
Figura 32 - Transferindo as fotos
selecionadas.
Apresentaremos agora o uso de uma câmera de geração mais moderna, produzida no início de 2002. É a HP Photosmart 315 (figura 33), com resolução de 2,1 Mpixels, premitindo fotos com resolução de 1600x1200. É uma câmera compatível com o Windows XP, portanto poderemos utilizar os novos recursos que o Windows XP oferece para câmeras digitais, tornando seu uso simples e padronizado. A câmera também funciona em versões anteriores do Windows, graças ao software de acesso que a acompanha.
|
|
Figura 33 |
Na sua parte traseira (figura 34) encontramos um display LCD para enquadramento das fotos, e também para visualização e gerenciamento das fotos já armazenadas. Existem ainda botões de controle e um viewfinder ótico, que tem a vantagem de economizar baterias, já que com o seu uso podemos desligar o display LCD. O fabricante recomenda que seja ligado o adaptador AC enquanto estamos revisando as fotos, para que as baterias sejam poupadas. Esta regra vale para qualquer câmera, já que o display LCD colorido é um grande consumidor de corrente.
|
|
Figura 34 |
Na parte superior da câmera encontramos um display LCD monocromático para exibição de informações de status, botões de controle de qualidade, flash e timer, e inda o shutter.
|
|
Figura 35 |
As figuras 36 e 37 mostram detalhes das partes frontal e traseira da câmera. São elementos similares aos encontrados em outras câmeras citadas neste capítulo.
|
|
Figura 36 |
Esta câmera é alimentada por 4 pilhas alcalinas tipo AA, ou então pilhas de Ni-Cd recerregáveis. Desta forma não ficamos dependentes de baterias proprietárias. Sua memória padrão é de 8 MB, formatda por um cartão CompactFlash de 8 MB, suficiente para 20 fotos em alta qualidade (1600x1200). Existem expansões CompactFlash de 16 MB, 32 MB e 64 MB.
|
|
Figura 37 |
A HP315 gera fotos com três níveis de qualidade:
Basic: A resolução é de 640x480. Neste modo a memória básica de 8 MB armazena em média 64 fotos.
Fine: A resolução é de 1600x1200. Com 8 MB a câmera armazena em média 20 fotos nesta qualidade.
Super Fine: A resolução também é de 1600x1200, mas o nível de compressão JPEG é menor, resultando em qualidade. Este modo é indicado pelo fabricante quando é nossa intenção imprimir as fotos com ampliação para tamanhos superiores a 20x25 cm. Neste modo a memória básica de 8 MB armazena em média 10 fotos.
|
|
Figura 38 |
A figura 38 mostra as informações indicadas no display de status, localizado na parte superior da câmera. Existe um indicador de qualidade, o número de fotos que ainda cabem na memória, um indicador de carga de bateria, de flash e o indicador do timer. Esta câmera possui ainda o recurso “red-eye reduction”, ou seja, reduz aquele efeito indesejável de “olhos vermelhos” devido ao reflexo do flash. Quando ativado, o flash é disparado em duas etapas, a primeira para determinar a localização dos olhos, para poder reduzir o reflexo no segundo disparo, que é o definitivo.
|
|
Figura 39 |
A conexão da câmera ao PC é feita através da interface USB. É fornecido um cabo USB especial para esta conexão. É fora do padrão, pois seu conector A (o que se liga ao PC) é padrão, mas o conector tipo B (o que se liga na câmera) parece uma miniatura do conector B padrão USB.
Não é necessário instalar o software no Windows XP. Este sistema possui suporte nativo a câmeras digitais USB. O software é fornecido para uso com o Windows 9x/ME, mas nada impede que o usemos também sob o Windows XP. Esta etapa é bastante simples, idêntica a de qualquer outro software. Ao seu término é perguntado se desejamos fazer atualizações de software via Internet. Podem ser feitas a atualização tanto dos programas quanto do firmware da câmera. Não recomendamos que sejam feitas de forma indiscriminada, atualizações de firmware. Isso deve ser feito apenas se o fabricante recomendar como solução para problemas específicos. A atualização dos programas abre uma conexão com a Internet, faz o download e a instalação das atualizações. No nosso caso, sob o Windows XP, esta atualização não foi bem sucedida, paralisando o sistema