Câmeras digitais

Autor: Laércio Vasconcelos
Outubro/2003

    Na mídia especializada você encontra excelentes análises sobre os modernos modelos de câmeras digitais. Nosso artigo entretanto apresentará os princípios básicos e as características das câmeras digitais para que você entenda melhor as análises apresentadas pela mídia. 

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Câmeras digitais produzem fotos sem utilizar filmes. As imagens captadas são armazena­das na sua memória, podendo ser posteriormente transferidas para um computador. Uma vez sendo recebidas pelo computador, na forma de arquivos gráficos, as imagens podem ser processadas, gravadas em meios de armazenamento permanente e impressas.

As primeiras câmeras digitais eram consideradas curiosidades tecnológicas. Muito caras, com baixa capacidade, e as fotos apresentavam resoluções baixas. Com o passar dos anos, a resolução e a capacidade de armazenamento aumentaram, permitindo fazer fotos com alta qualidade e em maior número. Os preços também foram se tornando cada vez mais acessíveis. O uso de câmeras digitais para produzir fotos para serem usa­das em páginas da Internet também fez as vendas aumentarem, contribuindo para a queda de preços. Em 1997 as câmeras baratas eram muito limitadas. Muitas geravam fotos com a resolução de 320x240, e sua memória tinha capacidade para pouco mais de 10 fotos. Era preciso pagar cerca de 300 dólares por uma câmera com essas característi­cas, enquanto câmeras melhores chegavam à faixa dos 1000 dólares. Atualmente podemos comprar câmeras com resoluções superiores a 1600x1200, e o número de fotos armaze­nadas é bem maior, graças à maior quantidade de memória. Excelentes câmeras são hoje encontradas na faixa dos 300 a 600 dólares.

Figura 1
Três gerações de câmeras digitais.

 

A figura 1 mostra três câmeras digitais já ultrapassadas. O modelo mais antigo, a Logitech Fotoman Plus (1994) produzia fotos com a resolução de 320x240. A Epson Photo PC (1996) operava com até 640x480, e a Canon PowerShot 600 (1997) chegava a 832x624. Em 1999 a maioria das boas câmeras já chegava à resolução de 1280x960, e em 2002 encontramos facilmente modelos de 1920x1440.

As câmeras digitais já são capazes de substituir as câmeras convencionais, apesar do custo ainda ser elevado. Para que esta substituição seja feita, é preciso que sejam ge­radas fotografias em papel, obtidas por meio da câmera digital. A impressão dessas foto­grafias requer o uso de impressoras de alta qualidade. Impressoras a jato de tinta são capazes de fazer um bom trabalho, mas sua qualidade não é considerada fotográfica, exceto nos modelos de mais alto custo. Existem impressoras que operam pelo processo de dye sublibamation (sublimação de partículas), que produzem fotos impressas com qualidade igual à de fotografias convencionais. O custo de uma câmera digital de alta resolução, adicionado ao do computador e ao de uma impressora de alta qualidade re­sulta em um estúdio fotográfico caro, se comparado ao uso de câmeras convencionais. Caminhamos para o ponto em que a fotografia digital será mais usada que a convencio­nal, mas isto ainda vai demorar alguns anos.

Figura 2
Uma câmera digital moderna.

 

 

 

Por dentro da câmera

A imagem em uma câmera digital é captada por um dispositivo chamado CCD (Charge Coupled Device). Este dispositivo é um sensor ótico, formado por uma matriz com cen­tenas de milhares de pontos, localizados em uma área com apenas alguns centímetros quadrados. Nos modelos mais recentes, a matriz do CCD possui alguns milhões de pon­tos. A figura 3 mostra uma placa interna de uma câmera digital, na qual podemos ver o CCD. No detalhe à direita temos o CCD destacado. Trata-se de um chip com encapsulamento similar ao de um chip qualquer. Na sua face superior temos uma janela de vidro que dá acesso à sua matriz de células foto-sensíveis.

Figura 3
CCD de uma câmera digital.

 

 

Não apenas as câmeras digitais usam CCD. Podemos encontrar este componente em outros dispositivos que captam imagens, como câmeras de vídeo e scanners.

A resolução de um CCD é medida em megapixels (milhões de pixels). As primeiras câmeras digitais operavam com cerca de 80.000 pixels. Os modelos atuais chegam à faixa de 3 milhões de pixels. A tabela a seguir mostra as resoluções máximas que podem ser obtidas com cada tipo de CCD. Encontramos diferenças entre modelos diferentes, devido a arredondamentos.

Resolução do CCD

Resolução das imagens

80 kpixels

320x240

300 kpixels

640x480

500 kpixels

800x600

1,2 Mpixels

1280x960

2 Mpixels

1600x1200

3 Mpixels

2000x1500

As câmeras digitais recebem a imagem através do seu sistema ótico e do CCD, e as armazenam na sua memória interna, do tipo Flash ROM. A grande vantagem desta memória é que não consome corrente da bateria para manter seus dados. Podemos desligar a câ­mera, ou retirar as pilhas, e as fotos serão mantidas na Flash ROM, indefinidamente.

As fotos são transferidas para o computador através da interface serial, paralela ou USB. Modelos que usam expansão de memória na forma de um cartão PCMCIA, seja com memória Flash ROM, seja com um disco rígido, permitem ainda uma rápida transferência de dados para um notebook. Basta retirar o cartão da câmera e conectá-lo ao notebook, e usar o programa de transferência. De qual­quer forma, a transmissão serial, paralela e USB também está disponível nesses mode­los, ou seja, não é necessário possuir um notebook. A maioria dos modelos modernos utiliza a interface USB.

Modelos que armazenam as fotos em disquetes (como as da série Mavica, produzida pela Sony) permi­tem a sua transferência para o computador de uma forma ainda mais simples. Basta reti­rar o disquete, inserir no computador e acessar os arquivos gráficos gerados pela câmera.

Figura 4
Câmera que armazena fotos em disquetes.

 

 

 

Praticamente todas as câmeras modernas possuem um recurso bem interessante, que é o viewfinder. Trata-se de um pequeno visor colorido de cristal líquido (LCD), similar aos encon­trados nas filmadoras portáteis. Com este visor, podemos ver exatamente o que está sendo fotografado. Fica por­tanto muito mais fácil fazer o enquadramento da imagem. Este visor serve não ape­nas para ver a imagem que será fotografada, mas também para ver as imagens que já foram fotografadas e estão armazenadas na câmera. Ao visualizarmos as fotos ainda na memória da câmera, podemos apagar as fotos que ficaram ruins, liberando espaço para novas fotos. Isso aumenta a eficiência do uso da memória interna da câmera.

Figura 5
Câmera com viewfinder LCD.

 

 

 

Existem ainda modelos que possuem uma saída de vídeo NTSC, e desta forma, podemos visualizar as fotos armazenadas na câmera com o auxílio de uma TV, desde que possua entrada para vídeo composto NTSC.

Encontramos também modelos que possuem uma conexão para uma pequena impressora, própria para as fotos digitais. Esta impressora utiliza papel fotográfico, por­tanto não necessita do uso de um PC para imprimir as fotos.

Figura 6
Uma impressora para câmera digital.

 

 

 

A operação de transferência de dados da câmera para o computador é chamada de download. É feita através de programas apropriados, fornecidos juntamente com as câmeras. Ao serem execu­tados, buscam na câmera, imagens reduzidas das fotos arma­zenadas. Essas imagens reduzidas são chamadas de thumbnails. Desta forma, podemos selecionar quais fotos serão transferidas, ou quais serão descartadas. Nada impede entre­tanto que façamos a transferência de todas as fotos.

Características das câmeras digitais

É grande a quantidade de modelos de câmeras digitais disponíveis no mercado. Entre os seus diversos fabricantes, podemos citar a Apple, Epson, Canon, Kodak, Casio, HP, Logitech e vários outros. Adicione a esses, todos os demais fabricantes de câmeras convenci­onais, já que praticamente todos eles estão oferecendo modelos digitais. Vejamos as principais característi­cas dessas câmeras, para que você possa entendê-las melhor.

Resolução

Esta é a mais importante característica de uma câmera digital, e está diretamente relacio­nada com o seu CCD (ou seja, o seu sensor ótico). As primeiras câmeras digitais utiliza­vam CCDs idênticos aos de câmeras filmadoras VHS, limitados a baixas resoluções, in­feriores a 640x480. Hoje encontramos facilmente modelos com CCDs de 3 Mpixels, cujas resoluções chegam em torno de 2000x1500.

Em geral as câmeras digitais permitem usar resoluções inferiores à sua resolução máxima. A vantagem em usar uma resolução mais baixa é que desta forma é pos­sível armazenar um maior número de fotos em sua memória. Quando a resolução não é um fator importante, podemos ativar na câmera o modo de mais baixa reso­lução, possibili­tando armazenar mais fotos. Quando não é necessário armazenar um número muito ele­vado de fotos, podemos deixar a câmera operar com a sua reso­lução máxima. Quando tanto a resolução como o número de fotos são importantes, talvez seja indicado fazer uma expansão na memória da câmera.

Número de cores

Aqui está um item também bastante importante. As primeiras câmeras digitais ge­ravam fotos em preto e branco. Os arquivos gráficos apresentavam 256 tonalidades de cinza. Logo as câmeras digitais em preto e branco caíram em desuso. Os modelos atuais produzem fotos com 24 bits, chegando a 16 mi­lhões de cores (True Color).

Compressão de imagem

Imagens em alta resolução ocupam muito espaço na memória. Uma foto com reso­lução de 640x480 e 16 milhões de cores ocupa quase 1 MB. Desta forma, a memó­ria da câ­mera poderia armazenar uma reduzida quantidade de fotos, e o tempo de transmissão para o PC seria extremamente longo. Para evitar esses problemas, as câmeras digitais usam o método de compressão JPEG para armazenar suas ima­gens. Dependendo da quantidade de detalhes, uma foto de 640x480 pode ser armazenada ocu­pando entre 50 kB e 100 kB. Mesmo usando a compressão JPEG, as imagens resul­tantes possuem uma qualidade muito boa para a visualização na tela, e bastante satisfatória para a impressão em papel. Digamos que a imagem captada pelo CCD perde um pouco (bem pouco mesmo) da sua qualidade, para que assim possa ocu­par um espaço de memória de 10 a 20 vezes menor.

As câmeras digitais também podem armazenar e transmitir fotos no modo CCD RAW. Nesta modalidade a imagem é armazenada pixel por pixel, sem compressão de dados, exatamente da forma como é capada pelo CCD. Este modo é útil quando precisamos de fotos com a qualidade máxima permitida pela câmera.

Armazenamento e expansão de memória

As câmeras digitais possuem alguns MB de memória para o armazena­mento de fotos. A quantidade de memória define o número de fotos que a câmera pode armazenar. Este número não é fixo, pois o tamanho dos arquivos JPEG depende do grau de compressão obtido, que varia de uma imagem para outra.  

Figura 7
Disco rígido PCMCIA de 170 MB usado na expansão da câmera Canon PowerShot 600, com capacidade para 900 fotos na resolução máxima.

 

Existem câmeras que admitem expansão de memória, outras que podem ter acoplado um cartão de disco rígido PCMCIA, e até modelos que armazenam as fotos em um disquete. A maioria dos modelos modernos admite expansão de memória na forma de minidiscos Flash, como veremos mais adiante neste capítulo.

Figura 8
Expansão de memória por minidisco Flash.

 

 

 

Baterias

Muitos modelos utilizam pilhas comuns, de prefe­rência alcalinas, alguns usam baterias próprias, do tipo recarregável e outros ofere­cem um adaptador DC (em alguns casos é opcional, podendo ser adquirido sepa­radamente), através do qual podem funcionar, mesmo sem pilhas, ou então realizar o carregamento de suas baterias. Existem ainda modelos que usam uma ou mais baterias de lítio com tensão de 3 volts, adquirida com facilidade nas lojas de mate­rial fotográfico. São as mesmas baterias usadas em muitas câmeras convencionais. O ideal é usar baterias que não sejam exclusivas para o modelo de câmeras. As baterias de uso geral podem ser encontradas facilmente, mas as que são específicas para uma determinada câmera dificilmente serão encontradas no comércio brasileiro, caso seja preciso substituí-las. Mesmo as baterias recerregáveis têm uma vida útil limitada.

Figura 9
Evite as baterias proprietárias. Este modelo é específico para a câmera Canon PowerShot 600.

 

 

 

Retenção das imagens na memória

Nas câmeras digitais modernas, a corrente fornecida pelas pilhas ou baterias é usada para alimentar o flash (praticamente todos os modelos possuem flash) e seus circuitos eletrônicos. A memória na qual as imagens são armazenadas não necessita de cor­rente para manter seus dados. Usam memória Flash ROM. Graças a esta memória, a câ­mera pode reter as imagens mesmo desligada, e mesmo sem pilhas ou baterias, durante um período ilimitado.

Transferência das fotos para o computador

As primeiras câmeras digitais eram ligadas ao PC através de interfaces seriais e paralelas. Os modelos atuais usam a interface USB, mais versátil e mais rápida. A transmissão paralela é bem mais rápida que a serial, uma vantagem considerável, levando em conta a elevada quan­tidade de dados a serem transferidos. Enquanto uma interface serial demora alguns minutos para transferir 1 MB de fotos, a interface paralela permite que esta trans­missão seja feita em apenas al­guns segundos. Com uma interface USB, esta transmissão é ainda mais rápida.

Existem câmeras que armazenam as imagens em um cartão de memória flash ou disco rígido PCMCIA. Podemos transferir as fotos diretamente para um notebook, ou para um PC que possua um slot PCMCIA. Basta retirar o cartão da câmera, inserir no PC e co­piar os seus arquivos. Método de transferência ainda mais simples é o das câmeras que armazenam as fotos em disquetes que podem ser lidos diretamente pelo PC.

Zoom

O zoom é uma operação ótica muito útil nas câmeras convencionais, e possui utili­dade idêntica nos modelos digitais. É usado para fazer fotos de objetivos localizados a grandes distâncias. Considere o zoom como uma característica altamente desejável em uma câ­mera digital, mesmo que para isto seja preciso pagar um preço um pouco maior. A maioria dos modelos atuais possui zoom, exceto no caso dos modelos mais baratos.

O zoom adiciona complicações mecânicas à câmera, já que é necessário um sistema para a movimentação das lentes. Este é o chamado zoom ótico. Entre as câmeras atuais, muitas utilizam o zoom digital, que é mais simples e de qualidade inferior. Consiste em simplesmente selecionar uma área da imagem captada e ampliá-la para que o resultado tenha o mesmo tamanho que a foto inteira. A qualidade do zoom é menor, já que é usado um número menor de pixels do CCD. Se você precisa fazer muitas fotografias à distância e com alta qualidade, dê preferência a uma câmera que tenha zoom ótico, já que o zoom digital, apesar do nome sugerir o contrário, apresenta qualidade inferior.

Flash

A maioria das câmeras digitais possuem um flash, permitindo a realização de fotos em locais onde a luminosidade é precária. Em geral o flash pode ser programado de três formas: desativado, ativado e automático. Ao ser desati­vado, não acenderá, mesmo que a luminosidade seja pequena. Ao ficar ativado, acenderá sempre a cada foto, mesmo que a luminosidade do ambiente seja boa. Em modo automático, o flash acenderá ape­nas quando o ambiente tiver pouca lu­minosidade, e ficará apagado em ambientes muito claros. As câmeras com flash possuem um sensor de luminosidade, não apenas para decidir se disparam ou não o flash, mas também para controlar a intensidade da imagem que chega ao CCD.

Foco

Para que a imagem seja projetada corretamente sobre o CCD, é preciso que seja focali­zada. As câmeras mais simples possuem foco “no infinito”. Isto significa que não importa a que distância está o objetivo a ser fotografado, sua imagem sempre estará focalizada sobre o CCD. Devido a imperfeições do sistema ótico, existe uma distância mínima a partir do qual a focalização é feita. Câmeras mais simples po­dem requerer uma distância mínima de 50 cm a 1 metro. Não seria portanto possí­vel usar essas câmeras para fotogra­far diretamente pequenos objetos localizados a cur­tas distâncias. Para isto será preciso acoplar lentes adicionais.

Algumas das câmeras digitais mais sofisticadas possuem a distância focal variável, o que em geral produz fotos bem mais nítidas. Possuem o recurso “auto focus”. Um feixe de luz infravermelha é enviado para a frente, e ao refletir sobre o objeto a ser fotogra­fado, incide novamente sobre a câmera. Um sensor infravermelho capta o feixe rece­bido, e através das suas características de onda, determina a distância até o objeto que será fotografado. O foco é então ajustado em função desta distância.

Viewfinder

Todas as câmeras possuem um visor para o enquadramento do objeto a ser fotogra­fado (viewfinder). Assim como na maioria das câmeras convencionais, muitas câ­meras digitais possuem um viewfinder completamente ótico, composto de lentes. A maioria das câme­ras digitais modernas possuem, ao invés de lentes, um viewfinder formado por um pe­queno display colorido de cristal líquido. A imagem é visualizada neste display exata­mente da mesma forma como é recebida pelo CCD. Desta forma é possível fazer um enquadramento muito mais preciso.

TWAIN Data Source

TWAIN é um padrão através do qual os programas gráficos do Windows podem obter imagens a partir de dispositivos de captura, como scanners, câmeras digitais e digitaliza­dores de vídeo. Durante a instalação do software que acompanha uma câmera, é insta­lado um TWAIN Data Source. Uma vez que este driver esteja pre­sente, as imagens ar­mazenadas em uma câmera digital podem ser transferidas para qualquer programa do Windows capaz de manipular arquivos gráficos.

Timer

O Timer é um recurso que permite tirar uma foto depois de alguns segundos que o bo­tão é apertado. Assim o seu operador pode tirar uma foto de si próprio. Se você quiser tirar uma foto sua junto com uma pessoa que o acompanha, focalize pri­meiro a pessoa, coloque a câmera sobre uma base fixa (uma mesa, por exemplo), ligue o timer e corra para o lado da pessoa. Fique parado por alguns segundos até que a câmera tire a foto sozinha.

Exemplo: Canon PowerShot 600

Mostraremos agora a câmera Canon PowerShot 600. Você entenderá através dela, mui­tas das características presentes em outros modelos.

Figura 10
Canon PowerShot 600.

 

 

 

Especificações técnicas

A sua resolução é de 832x624. Pode operar em modo Color, gerando cores de 24 bits, totalizando mais de 16 mi­lhões de cores, ou ainda em modo monocromático, com 8 bits, totalizando 256 tonalidades de cinza.

Sua memória flash interna de 1 MB não é tão generosa no que diz respeito ao nú­mero de fotos que podem ser armazenadas, quando levamos em conta as altas reso­lu­ções. Uma média de 5 fotos podem ser armazenadas na resolução de 832x624, usando a qualidade “Fine”. Quanto à qualidade da imagem, pode ser Fine, Normal ou Economy. A diferença entre as três é o grau de compressão que é utilizado. Existe um nível de qua­lidade ainda melhor, o CCD RAW, no qual as ima­gens são armazenadas sem compres­são, exatamente da forma como são recebidas pelo CCD. A qualidade é excepcional, mas cada foto ocupa cerca de 1,7 MB. Para usá-lo é preciso instalar uma expansão de memória de 4 MB (Flash Card) ou de 170 MB (HD Card). Já o modo Fine resulta em fotos com cerca de 150 kB. São bastante compactadas e quase tão boas como as do modo CCD RAW.

A tabela abaixo mostra algumas das principais características da Canon PowerShot 600.

Resolução alta

832x624

Resolução média

640x480

Resolução baixa

320x240

Cores

True Color (24 bits) ou cinza (8 bits)

Memória interna

1 MB

Expansão de memória

Cartão de RAM de 4 MB ou HD de 170 MB

Focalização

Possui ajuste automático de foco

Distância focal câmera/objeto

10 cm ou superior

Alimentação

Bateria de Ni-Cd recarregável

Adaptador DC

Incluído

Conexão com o PC

Interface paralela

Flash

Automático

Visor

Viewfinder ótico

Lentes adicionais

Pode usar o Canon Wide Converter

Timer

2 ou 10 segundos

A câmera possui um microfone que permite associar anotações de voz para cada foto. Essas anotações podem ser ouvidas ou transformadas em arquivos sonoros, através do programa de controle que a acompanha.

Quanto à distância do objeto a ser fotografado, existem duas opções: normal e ma­cro. No modo normal, usado para distâncias superiores a 40 cm, é usado o sistema de focalização automática. Apontamos o objeto e pressionamos o botão (shutter) até a me­tade, fazendo com que a câmera calcule a distância e focalize o objeto. Um LED acen­derá indicando que o objeto está focalizado. Podemos então apertar o shutter até o final, fazendo a fotografia. No modo macro, a focalização é feita para distân­cias entre 10cm e 40cm. Podemos fazer excelentes fotografias de objetos pequenos.

Esta câmera possui controle automático de exposição, ou seja, ajusta automatica­mente a claridade da figura captada, em função da luminosidade do ambiente.

A sua alimentação elétrica é feita através de uma bateria de níquel-cádmio, comer­cializada especialmente para esta câmera. Armazena carga suficiente para fazer uma ge­nerosa quantidade de fotos. A tabela que se segue mostra o número de fotos que podem ser feitas com a carga total da bateria em diversas condições.

Meio de armazenamento

Sem flash

Flash em 25%

Memória interna de 1 MB

340

300

Expansão de memória de 4 MB

480

400

Expansão de memória de 170 MB

180

150

Por exemplo, usando uma expansão de memória de 4 MB tipo Flash Card, é pos­sí­vel fazer 400 fotos (ou seja, enchendo a memória da câmera diversas vezes), le­vando em conta que o flash é aceso em 25% delas. Se em todas elas o flash não for usado, po­dem ser feitas 480 fotos. A bateria é recarregada através de um adaptador AC que acompanha a câmera. O adaptador pode ser ligado diretamente à câmera, ou ligado na Camera Station durante a transferência de fotos para o PC. A Camera Station é uma base na qual a câmera é acoplada, permitindo a ligação com a interface paralela do PC.

Características

A figura 11 mostra a Canon PowerShot 600 e seus acessórios. A esta­ção (Camera Station) possui um conector tipo Centronics, idêntico ao de uma impres­sora, próprio para ser ligado em uma interface paralela. Possui ainda uma conexão para o adaptador AC/DC (carregador de bateria). Desta forma, enquanto a câmera está acoplada à estação, além de não ser consumida carga da bateria, é ainda feito o seu carregamento.

Figura 11
Câmera e seus acessórios.

 

 

 

Na figura 12 vemos a parte frontal da PowerShot 600. Como podemos observar, existem muitos botões e controles, o que torna sua operação um pouco mais com­plicada que a de outras câmeras mais simples.

Figura 12
Parte frontal da câmera.

 

 

 

Na parte superior da câmera existe um seletor através do qual podemos escolher entre um dos mo­dos especiais de operação. Dois deles fazem o apagamento de fotos da câmera, sendo que um apaga apenas a última foto e os outros dois apagam todas as fo­tos. Outro modo ativado por este seletor é o CCD RAW, que resulta em fotos da mais alta qualidade, pois não usa compressão de imagem. Na maior parte do tempo usamos o modo normal.

Ainda na parte superior da câmera existem três botões para selecionar várias ope­rações possíveis. O botão seletor de qualidade permite escolher entre três níveis de com­pressão de imagem (Fine, Normal e Economy). O melhor modo é o Fine, e melhor ainda que ele, só mesmo o CCD RAW.

O botão Macro é usado para fazer fotos a pequenas distâncias, de 10 a 40 cm. Este botão também é chamado de F1, e é usado na ativação de algumas outras funções da câmera. O outro botão é o F2/Microfone. Devemos pressioná-lo para fazer ano­tações de voz (observe o microfone localizado também na parte superior da câ­mera). Funciona ainda para ativação de algumas funções especiais. Ainda na parte superior existe um display indicador de status e várias informações, tais como o número de fotos que ainda cabem na memória, o modo de compressão utilizado, etc.

Na parte frontal da câmera temos o botão F3, usado para controlar o modo de ope­ração do flash (sempre ligado, sempre desligado ou automático). Ainda na parte frontal existe um emissor de luz infravermelha, usado para o cálculo de distância para efeito de focalização. Finalmente, também localizado na parte frontal da câ­mera, está o shutter, o botão que apertamos para fotografar.

Figura 13
Parte traseira da câmera.

 

 

 

A figura 13 mostra as partes traseira, lateral e inferior da câmera. Ao lado do viewfinder existem dois LEDs indicadores. O LED verde é usado principalmente para indicar que o objeto está focalizado, e o vermelho indica que o flash está car­regado. Abaixo do viewfinder existe um seletor Color/Mono. Com ele escolhemos se as fotos devem ser feitas a cores ou em preto e branco.

Na parte inferior existe um encaixe para tripé. É útil para manter a câmera fixa sobre uma base, para fazer por exemplo, fotos a curta distância, ou fotos nas quais a câ­mera precisa ficar absolutamente parada. O tripé pode ser adquirido com facili­dade em lojas de material fotográfico. Temos também um conector para o carrega­dor de bateria. Através dele a bateria da câmera pode ser carregada, sem que seja necessário acoplar a câmera na estação. O mais importante de tudo nesta parte inferior é o conector de da­dos, usado no encaixe com a estação. Fica protegido por uma pequena tampa que é aberta automaticamente quando a câmera é acoplada na estação. Na parte direita da figura vemos a tampa do compartimento para a instalação dos cartões PCMCIA para expansão de memória.

Na figura 14 vemos em detalhe a estação da câmera. Existe uma pequena porta da qual sai um conector para acoplamento na câmera, sempre que colocamos a ala­vanca de travamento voltada para a direita. Temos ainda um conector para o car­regador de bateria e um conector Centronics, idêntico ao de uma impressora. Usa­mos um cabo de impressora comum para ligar a estação ao PC através deste conec­tor.

Figura 14
Camera station.

 

 

 

Operação da câmera

A figura 15 mostra como é feita a ligação da câmera com o PC. Usamos um cabo paralelo comum para ligar a estação à porta paralela. Observe que não é permitida a ligação si­multânea da interface paralela na estação e na impressora, como ocorre com di­versos outros dispositivos paralelos (um exemplo típico é o ZIP Drive). Se for preciso usar a impressora e a estação (não simultaneamente) sem precisar conectar ou desconectar ca­bos, é preciso usar uma caixa comutadora. O uso da estação pode entretanto ser feito em conjunto com outros dispositivos paralelos que permitam conexões múltiplas, como um scanner paralelo ou um ZIP Drive. Por exemplo, no caso do scanner paralelo, liga­mos o scanner ao PC e a estação ao scanner, no conector reservado para a ligação da impressora.

Figura 15
Ligação com o PC.

 

 

 

Para transferir fotos para o PC, a estação deve estar conectada pela interface para­lela. A seguir, colocamos a câmera sobre a estação e movemos a alavanca para a direita, como mostra a figura 16. A câmera deve permanecer desligada. Podemos agora co­nectar na estação o carregador de bateria, e ligar este carregador na rede elétrica. Não acople a câmera na estação estando ligada, nem com o carregador de bateria ligado na rede elétrica. A câmera deve permanecer desligada, e o carrega­dor é ligado apenas de­pois que a câmera está travada na estação.

Figura 16
Câmera acoplada na estação.

 

 

 

A figura 17 ilustra os itens a serem checados e os passos a serem tomados para fo­tografar.

1. A bateria deve estar inserida e carregada.
2. Ligar a câmera. Será aberta a porta protetora da lente.
3. O display acenderá, indicando o número de fotos que cabem na memória.
4. O seletor de modo deve estar na posição “A”.
5. Indicar o modo a ser usado: cor ou preto/branco.
6. Usar o viewfinder para visualizar a imagem a ser fotografada.
7. Pressionar apenas levemente o botão Shutter. A câmera ajustará o foco e acen­derá o LED verde.
8. O LED verde acenderá, indicando que o objeto está focalizado. Agora pode­mos apertar o shutter por completo.

Figura 17
Para fotografar.

 

 

 

O display indicará “BUSY” durante alguns segundos enquanto o LED verde ficará piscando, indicando que a foto está sendo processada. Depois disso a câmera estará pronta para fazer a próxima foto.

Para instalar uma expansão de memória basta proceder como mostra a figura 18. A câmera deve estar desligada.

1. Abrir o compartimento.
2. Encaixar o cartão e fechar o compartimento.
3. Existe ainda um botão para ejetar o cartão, caso desejemos.

Figura 18
Instalando uma expansão de memória.

 

 

 

Softwares que acompanham a câmera

Assim como ocorre com todas as câmeras digitais, a PowerShot 600 é acompanhada de dois conjuntos de softwares:

O Twain Data Source (ou Twain Driver) e seu programa de controle são específi­cos para esta câmera, ou seja, não podem ser usados com outros modelos de câmeras. Esta regra é válida para qualquer modelo de câmera digital ou scanner. Os demais softwares são genéricos, independentes do modelo de câmera. A PowerShot 600 é acompanhada do software PhotoImpact e diversos utilitários gráficos. Pode ser usado para criar e gerenciar álbuns, editar fotos, e diversas outras operações. É um software bastante sofisti­cado, e é fornecido em um CD-ROM que acompanha a câmera.

O Twain Data Source desta câmera pode ser executado a partir de qualquer edi­tor gráfico que seja Twain compatível (inclusive o PhotoImpact que a acompanha). Basta usar o comando File/Scan ou File/Acquire. Podemos vê-lo em execução na figura 19.

Figura 19
Programa de controle do driver TWAIN da PowerShot 600.

 

 

 

Começamos clicando o ícone da câmera, e será apresentada uma série de thumbnails das fotos armazenadas. O próximo passo é selecionar a foto, ou as fotos a serem transferidas.

Depois que as fotos desejadas estão selecionadas, clicamos sobre o botão Acquire. As fotos serão transferidas para o PC e aparecerão como arquivos abertos pelo programa que comandou a execução do driver da câmera. Note que muitos programas não são capazes de transferir várias imagens simultaneamente. Nesse caso, os métodos de seleci­onamento de múltiplas fotos não funcionarão. Programas gerenciadores de álbuns digi­tais, como o que acompanha o PhotoImpact, são capa­zes de transferir múltiplas imagens.

Entre os utilitários fornecidos, temos o PhotoImpact Album, mostrado na figura 20. Este programa é capaz de obter um grupo de fotos da câmera (ou mesmo de um CD-ROM ou disco rígido) e formar álbuns. Os álbuns funcionam como índices gráficos para acesso fácil às figuras.

Figura 20
O programa gerenciador de álbuns digitais que acompanha a PowerShot 600.

 

 

 

O PhotoImpact propriamente dito não se destina à criação e gerenciamento de álbuns, e sim, à edição das fotos. Possui diversos comandos bastante sofisticados encon­trados em editores mais famosos, como o PhotoShop.

Assim como ocorre com os scanners, podemos utilizar qualquer programa gráfico para comandar a aquisição de imagens de uma câmera digital. Basta usar o comando File/Scan ou File/Acquire. Isto ativará o Twain Data Source da câmera, que fará a aqui­sição e a transferência da imagem para o programa gráfico que a solicitou.

Exemplo: Olympus D340-R

A Olympus, tradicional fabricante de câmeras fotográficas, também produz atualmente diversos modelos digitais. Para que você fique ainda mais familiarizado com câmeras digitais, apresentaremos agora como exemplo, a câmera Olympus D340R. Esta câmera produz fotos com resolução de até 1280x960 (seu CCD tem 1,2 Mpixels). Utiliza um mini-disco de expansão de memória, com 4 MB, 8 MB ou 16 MB. Na verdade não se trata de um disco magnético, e sim, um circuito de memória permanente, tipo Flash ROM.

Figura 21
Câmera Olympus D340-R.

 

 

 

Na sua parte traseira existe um visor LCD (figura 22), que funciona como viewfinder e também serve para visualizar as fotos armazenadas na sua memória.

Figura 22
Visor LCD.

 

 

 

Na parte superior da câmera existe um display de cristal líquido para indicação de informações diversas e alguns botões de controle, além do shutter (figura 23).

Figura 23
Parte superior da câmera.

 

 

 

A conexão desta câmera ao computador é feita através de uma interface serial, utilizando um cabo apropriado que a acompanha. É também fornecido um cabo para conexão com um aparelho de TV padrão NTSC. A câmera é capaz de gerar imagens de vídeo com as fotos armazenadas. Podemos desta forma fazer um slide show das fotos armazenadas, ou até mesmo gravar em uma fita de videocassete com a seqüência de fotos. É portanto acompanhada de um cabo de vídeo para esta conexão. Também é for­necido um adaptador AC, alça e capa de proteção.

Figura 24
A câmera D-340R e os cabos que a acompa­nham: um cabo serial e um cabo de vídeo.

 

As figuras 25 e 26 mostram os diversos detalhes e controles desta câmera.

Figura 25
Parte frontal da câmera.

 

 

Figura 26
Parte traseira da câmera.

 

 

 

A câmera é acompanhada do software Camedia Master, usado para fazer a trans­ferência das imagens. A instalação deste software também faz a instalação do driver TWAIN. É perguntado ao usuário se a instalação deve ser feita no modo Typical, Compact ou Custom. Na opção Custom podemos selecionar os módulos a serem insta­lados (figura 27).

Figura 27
Selecionando os componentes a serem instalados.

 

 

 

Terminada a instalação podemos reiniciar o computador. O software Camedia Master é mostrado na figura 24. Trata-se de um gerenciador de álbuns, com a função adicional de transferir as imagens da câmera para arquivos no PC.


Figura 28 - O software Camedia Master.

Mantendo a câmera conectada ao computador através de uma das suas interfaces seriais, usamos o comando Edit/Options. Na guia download (figura 29) podemos defi­nir a interface serial a ser usada e a taxa de transmissão.

Figura 29
Opções da câmera.

 

 

 

Com o comando Camera / Camera Settings temos o quadro da figura 30, com várias outras opções de funcionamento da câmera. Podemos selecionar a câmera a ser usada (este programa pode operar com outros modelos de câmera), acertar a data e a hora no relógio interno da câmera, definir o brilho do visor LCD e definir parâmetros de auto desligamento para economia das baterias. 

Figura 30
Configurações da câmera.

 

 

 

A forma mais simples de transferir as imagens da câmera para o PC é através do comando Camera / Download all images. Será apresentado o quadro da figura 31 para que possamos indicar o drive e o diretório para o qual as fotos serão transferidas.

Figura 31
Indicando o destino das fotos.

 

 

 

Também podemos selecionar individualmente as fotos que desejamos transferir. Deve­mos inicialmente clicar sobre o ícone da câmera na parte esquerda da janela do pro­grama. Será feita a transferência dos thumbnails das fotos armazenadas. Podemos agora clicar nas fotos a serem transferidas, mantendo a tecla Control pressionada. Depois de fazer a seleção usamos o comando Camera / Download Selected Images (figura 32).


Figura 32 - Transferindo as fotos selecionadas.

Exemplo: HP Photosmart 315

Apresentaremos agora o uso de uma câmera de geração mais moderna, produzida no início de 2002. É a HP Photosmart 315 (figura 33), com resolução de 2,1 Mpixels, premitindo fotos com resolução de 1600x1200. É uma câmera compatível com o Windows XP, portanto poderemos utilizar os novos recursos que o Windows XP oferece para câmeras digitais, tornando seu uso simples e padronizado. A câmera também funciona em versões anteriores do Windows, graças ao software de acesso que a acompanha.

Figura 33
Câmera HP 315

 

 

 

Na sua parte traseira (figura 34) encontramos um display LCD para enquadramento das fotos, e também para visualização e gerenciamento das fotos já armazenadas. Existem ainda botões de controle e um viewfinder ótico, que tem a vantagem de economizar baterias, já que com o seu uso podemos desligar o display LCD. O fabricante recomenda que seja ligado o adaptador AC enquanto estamos revisando as fotos, para que as baterias sejam poupadas. Esta regra vale para qualquer câmera, já que o display LCD colorido é um grande consumidor de corrente.

Figura 34
Parte traseira da câmera, com viefinder ótico e LCD.

 

 

 

Na parte superior da câmera encontramos um display LCD monocromático para exibição de informações de status, botões de controle de qualidade, flash e timer, e inda o shutter.

Figura 35
Parte superior da câmera.

 

 

 

As figuras 36 e 37 mostram detalhes das partes frontal e traseira da câmera. São elementos similares aos encontrados em outras câmeras citadas neste capítulo.

Figura 36
Parte frontal da câmera.

 

 

 

Esta câmera é alimentada por 4 pilhas alcalinas tipo AA, ou então pilhas de Ni-Cd recerregáveis. Desta forma não ficamos dependentes de baterias proprietárias. Sua memória padrão é de 8 MB, formatda por um cartão CompactFlash de 8 MB, suficiente para 20 fotos em alta qualidade (1600x1200). Existem expansões CompactFlash de 16 MB, 32 MB e 64 MB.

Figura 37
Detalhes da parte traseira da câmera.

 

 

 

A HP315 gera fotos com três níveis de qualidade:

Basic: A resolução é de 640x480. Neste modo a memória básica de 8 MB armazena em média 64 fotos.

Fine: A resolução é de 1600x1200. Com 8 MB a câmera armazena em média 20 fotos nesta qualidade.

Super Fine: A resolução também é de 1600x1200, mas o nível de compressão JPEG é menor, resultando em qualidade. Este modo é indicado pelo fabricante quando é nossa intenção imprimir as fotos com ampliação para tamanhos superiores a 20x25 cm. Neste modo a memória básica de 8 MB armazena em média 10 fotos.

Figura 38
Display de status.

 

 

 

A figura 38 mostra as informações indicadas no display de status, localizado na parte superior da câmera. Existe um indicador de qualidade, o número de fotos que ainda cabem na memória, um indicador de carga de bateria, de flash e o indicador do timer. Esta câmera possui ainda o recurso “red-eye reduction”, ou seja, reduz aquele efeito indesejável de “olhos vermelhos” devido ao reflexo do flash. Quando ativado, o flash é disparado em duas etapas, a primeira para determinar a localização dos olhos, para poder reduzir o reflexo no segundo disparo, que é o definitivo.

Figura 39
Conexão ao PC pela interface USB.

 

 

 

A conexão da câmera ao PC é feita através da interface USB. É fornecido um cabo USB especial para esta conexão. É fora do padrão, pois seu conector A (o que se liga ao PC) é padrão, mas o conector tipo B (o que se liga na câmera) parece uma miniatura do conector B padrão USB.

Instalação do software da câmera

Não é necessário instalar o software no Windows XP. Este sistema possui suporte nativo a câmeras digitais USB. O software é fornecido para uso com o Windows 9x/ME, mas nada impede que o usemos também sob o Windows XP. Esta etapa é bastante simples, idêntica a de qualquer outro software. Ao seu término é perguntado se desejamos fazer atualizações de software via Internet. Podem ser feitas a atualização tanto dos programas quanto do firmware da câmera. Não recomendamos que sejam feitas de forma indiscriminada, atualizações de firmware. Isso deve ser feito apenas se o fabricante recomendar como solução para problemas específicos. A atualização dos programas abre uma conexão com a Internet, faz o download e a instalação das atualizações. No nosso caso, sob o Windows XP, esta atualização não foi bem sucedida, paralisando o sistema logo depois do download. Optamos por operar com o software original do CD, sem fazer atualizações.

Figura 40
Instalando o software que acompanha a câmera.

 

 

 

Detecção da câmera

Depois que o software está instalado, conectamos a câmera ao PC e a seguir a ligamos. O Windows XP apresentará a mensgem:

Novo hardware encontrado: USB DIGITAL CAMERA

Figura 41
A câmera indicada no Gerenciador de Dispositivos do Windows XP.

 

 

 

Os drivers serão obtidos automaticamente. Podem ser os drivers nativos do Windows XP/ME ou os drivers adicionados ao Windows 9x quando fizemos a instlação do software da câmera. A câmera passará a constar no Gerenciador de Dispositivos sob a chave “Controladores USB”. Uma outra característica interessante é que sob o Windows XP/ME, a memória Flash da câmera é vista como um disco removível (figura 42).

Figura 42
A Câmera também consta como um disco removível.

 

 

 

Fazendo o download das imagens

Na figura 43 podemos ver o disco removível que representa a câmera, na janela Meu Computador. Se clicarmos no disco poderemos ter acesso aos seus arquivos, e fazer cópias como se estivéssemos mesmo acessando um disco. Este é um dos métodos possíveis para obter as imagens armazenadas na câmera. Podemos abrir este “disco” e usar Copiar / Colar. Ao terminar a cópia podemos usar o comando Excluir para apagar as fotos armazenadas. É possível até mesmo cometer a heresia de copiar arquivos quaisquer para a memória da câmera, entretanto a câmera não terá acesso a esses arquivos, mesmo que sejam gráficos.

Figura 43
A memória da câmera é vista como um disco removível.

 

 

 

O disco removível representado pela câmera também tem uma função de Autorun, ou seja, que é ativada assim que a câmera é conectada e ligada. É imediatamente mostrado o quadro da figura 44, através do qual podemos optar por visualizar as imagens, imprimir ou copiá-las para uma pasta do computador, ou seja, transferi-las da câmera para o PC.

Figura 44
O Autorun do disco removível existente na câmera.

 

 

 

Se optarmos por transferir as fotos para o computador, entrará em ação o Assistente de scanner e câmera. Serão apresentadas miniaturas das imagens armazenadas. Podemos neste momento girar de 90 graus qualquer figura, caso seja necessário. Selecionamos as fotos a serem transferidas, a seguir indicamos o diretório onde devem ser armazenadas, e o nome que deverão ter. A este nome é acrescentada uma numeração automática (Imagem001, Imagem002, etc.).

Figura 45
Usando o assistente de scanner e câmera.

 

 

 

Além de ser de fácil utilização, o Assistente de scanner e câmera tem a vantagem de ser padronizado para qualquer dispositivo de imagem que seja compatível com o Windows XP, ou seja, quem sabe usar um, sabe usar todos.

Usando a câmera no Windows 95/98

Versões anteriores ao Windows ME não possuem suporte nativo para câmeras digitais. Isso não é problema, pois as câmeras são acompanhadas de softwares que tornam seu uso bastante simples, com comandos bem parecidos com os do Windows XP/ME. Este software também pode ser usado no Windows XP, dispensando o seu suporte nativo a câmeras digitais.

 
Figura 46 - Usando o software de download da câmera.

Quando a câmera é conectada e ligada, é executado automaticamente o HP Photo Imaging Software. Existem comandos para transferir as fotos para o PC, visualizar, imprimir, publicar na Internet e enviá-las por e-mail. A figura 46 mostra ainda o comando Unload Images. Com ele indicamos o diretório onde as fotos devem ser armazenadas. Podemos marcar a opção de apagamento das imagens da câmera ao término do download.

Figura 47
Visualizando imagens.

 

 

 

A figura 47 mostra o comando de visualização de imagens, que pode ser usado tanto para as imagens ainda na câmera como para imagens já armazenadas no disco rígido.

Conclusão

Você tem agora conhecimentos suficientes para encontrar uma boa câmera digital ade­quada às suas necessidades, bem como operá-la e utilizar seu software. Consulte agora os modelos disponíveis nas lojas e busque mais informações técnicas nos sites dos fabrican­tes. Seja qual for o modelo escolhido, você não terá dificuldades em fazer a instalação e a utilização. Se quiser fotos impressas, providencie uma boa impressora colorida. Se qui­ser armazenar as fotos de forma permanente, providencie também um meio de armaze­namento de alta capacidade, como um ZIP Drive ou um gravador de CDs.