Instalando e usando gravadores de CDs

Autor: Laércio Vasconcelos
Setembro/2003
   

    O Windows XP já traz suporte nativo a gravadores de CDs. Em breve todos os PCs terão gravadores de CDs, e o usuário terá que simplesmente colocar o CD-RW na unidade e usá-lo normalmente, como quem usa um disquete. Por enquanto seu uso é um pouco mais difícil, passa por etapas de instalação e pela utilização de programas de gravação como o Nero e outros. Aprenda aqui a instalar e utilizar gravadores de CDs. 

 

Copyright (C)
Laércio Vasconcelos Computação

Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem o consentimento do autor. Apenas usuários individuais estão autorizados a fazer download ou listar as páginas e figuras para estudo e uso próprio e individual, sem fins comerciais.

Estudaremos neste artigo os drives e mídias CD-R (CD Recordable) e CD-RW (CD Rewriteable). Os discos são similares aos CD-ROMs, podendo ser lidos em qualquer drive de CD-ROM (exceto em modelos antigos). O CD-R pode ser gravado pelo usuário apenas uma vez e o CD-RW pode ser gravado e regravado inúmeras vezes.

Figura 1
Sistema ótico para leitura de dados em um CD.

 

 

 

Apesar de utilizarem processos de gravação diferentes, os discos CD-R e CD-RW são lidos de forma idêntica aos CD-ROMs e CDs de áudio. A figura 1 mostra o fun­cionamento do sistema de leitura. Um feixe LASER é emitido em direção à superfície do disco, sobre a qual é focalizado através de um sistema de lentes. Os pontos de menor e de maior reflexividade na superfície do disco enviam a luz de volta pelo mesmo cami­nho, porém no sentido oposto. Neste caminho de volta, a luz passa por um prisma que desvia para uma célula foto elétrica, parte da luz refletida. Desta forma as variações de reflexividade na superfície do disco (que representam os bits gravados) são convertidos em voltagem digital, obtendo assim os bits gravados.

Um disco CD-R pode ser lido em praticamente qualquer drive de CD-ROM, novo ou antigo, com algumas poucas exceções. Drives de CD-ROM mais antigos, com veloci­dades de rotação entre 8x e 16x, podem apresentar dificuldades ao ler CD-Rs, depen­dendo da mídia utilizada. Mesmo assim existem métodos para facilitar a leitura de CD-Rs também nesses drives, como mostraremos posteriormente neste capítulo.

Já os discos CD-RW, apesar de utilizarem o mesmo sistema de leitura, apresentam uma reflexividade muito menor que a dos demais discos. Desta forma, o feixe LASER refletido tem intensidade muito fraca, e muitos drives de CD-ROM antigos não conse­guem realizar a leitura. Apenas os drives de CD-ROM do tipo multiread (é o caso de todos os drives modernos, com velocidades superiores a 32x) são capazes de detectar corretamente o feixe de baixa intensidade refletido pela superfície de uma mídia CD-RW. Para saber previamente se um determinado modelo de drive de CD-ROM é multi­read, basta consultar as especificações técnicas do seu manual.

Discos CD-R

O CD-R é um disco similar ao CD-ROM, exceto pelo fato de ser adquirido vazio (ou virgem) e poder ser gravado pelo usuário, através de um drive especial chamado CD-R Recorder (gravador de CD-R). Um disco CD-R, uma vez gravado, não pode ser apa­gado. A sua gravação é portanto feita uma única vez. Este tipo de disco é ideal para ar­quivar dados em quantidades razoavelmente elevadas (até 650 MB), e também é exce­lente para transportar dados para outros computadores, já que praticamente qualquer drive de CD-ROM pode ler CD-Rs.

Os drives de CD-R utilizam um feixe LASER de alta potência para gravar os bits na superfície da mídia. Essas mídias são baseadas em substâncias especiais (cyanine e phtalocyanine), cujo índice de reflexão pode ser alterado de forma permanente pelo feixe LASER. Áreas nas quais o feixe tem maior intensidade perdem a reflexividade e passam a representar um bit 1. Áreas nas quais o feixe LASER ficou desligado mantém a reflexividade e passam a representar um bit 0. A gravação dos bits é portanto feita pela variação da intensidade do feixe LASER durante o processo de gravação.

Já o processo de leitura é similar ao dos drives de CD-ROM. Um feixe LASER de baixa intensidade incide sobre a mídia, onde é refletido. A variação na reflexividade de mídia provocará variações na intensidade do feixe LASER refletido. Um sensor LASER captará o feixe refletido pela superfície do disco e identificará os bits gravados.

Fisicamente as mídias de CD-R são muito parecidas com os CD-ROMs, exceto pela cor. Enquanto os CD-ROMs usam mídia prateada, os CD-Rs possuem mídias dou­radas, verdes e azuis. Existem ainda mídias de CD-R que são adicionadas a pigmentos químicos, passando a ser oferecidas com as cores mais exóticas, como roxo, preto, vermelho, amarelo, etc.

O CD-R também é uma opção barata para transportar dados. Se precisarmos en­viar para outro usuário, digamos, 10 MB de dados, é mais barato usar um CD-R que utilizar disquetes. Se precisamos enviar 100 MB de dados, o CD-R ainda é uma op­ção melhor que usar, por exemplo, um ZIP Disk, que custa em torno de 15 dólares. Pa­rece um desperdício gravar 10 MB em um CD-R que comporta 650 MB, mas o custo da mídia é bem inferior ao dos disquetes e ao do ZIP Disk. Um CD-R já custa menos que um disquete, portanto não faz mais sentido usar disquetes para transportar dados.

O uso de CD-Rs só não é ainda tão difundido devido ao preço do seu gravador. Por volta de 1994 custava em torno de 5.000 dólares. Em 1996 chegou a 2.000 dólares (muitos diziam então “finamente ficou com preço acessível...”). A partir de 1999 passamos a encontrar diversos modelos, com preços entre 300 e 600 dólares, de­pendendo da velocidade de gravação. Em 2002 o preço já era inferior a 100 dólares.

Discos CD-RW

Um disco CD-RW (CD Rewriteable) pode ser lido na maioria dos drives de CD-ROM modernos (os que são multiread, praticamente todos aqueles com velocidades a partir de 32x), e sua gravação é feita em um drive especial, um gravador de CD-RW. O processo de gravação dos bits é totalmente ótico. O material que forma a sua mídia pode ter o índice de reflexão alterado de acordo com a temperatura. Um feixe LASER de alta potência realiza o aquecimento de minúsculos pontos da superfície, vi­sando delimitar áreas com índices maiores e menores, resultando na gravação de bits “0” e “1”.  O processo pode ser revertido por nova aplicação de LASER, e as regravações podem ser feitas até cerca de 1000 vezes. Em breve os fabricantes produzirão mídias capazes de serem gravadas mais de 10.000 vezes, utilizando os gravadores atuais.

Inicialmente os gravadores de CD-RW eram mais caros que os gravadores de CD-R. Com o aumento da produção, os custos se igualaram, e os gravadores de CD-R deixaram de ser fabricados. Todos os modelos atuais gravam tanto CD-R quanto CD-RW.

Quanto às mídias, existe uma grande diferença de preços. Um disco CD-RW custa cerca de 10 vezes mais caro que um disco CD-R. Sendo assim, devemos utilizar mídias CD-RW apenas quando for necessário regravar várias vezes. É o caso por exemplo da utilização para Backup. Muitos usuários fazem backup de dados importantes em discos CD-R. Como esses discos só podem ser gravados uma vez, a cada backup teremos um disco “inutilizado”. Se usarmos discos CD-RW e um esquema rotativo (por exemplo, um disco para cada dia da semana), a regravação acabará compensando o custo mais ele­vado. Após 10 semanas de backups diários, o custo resultante do uso de discos CD-RW começará a compensar em relação ao uso de discos CD-R.

Figura 2
Um drive de CD-RW.

 

 

 

Pontos comuns entre drives de CD-R e CD-RW

Drives de CD-R e de CD-RW apresentam muitas características em comum. Até mesmo os programas usados para gravação, em sua maioria, suportam ambos os tipos de drive. Atualmente são fabricados apenas gravadores de CD-RW, que também gravam CD-R. São oferecidas várias opções de velocidade e de interface. Abordaremos nesta seção alguns tópicos que são comuns a ambos os equipa­mentos.

Os drives de CD-R e CD-RW são bastante parecidos com os drives de CD-ROM. Na figura 3 vemos um drive de CD-R modelo CDU-920S, produzido pela Sony. Po­demos encontrar modelos que utilizam interfaces SCSI, IDE, paralela, USB e Firewire.

Figura 3
Um drive de CD-R SCSI.

 

 

 

A figura 4 mostra a parte traseira de um gravador SCSI. Encontramos o conec­tor de alimentação, o conector de 50 vias para o cabo SCSI, resistores de terminação e jumpers para programação do SCSI ID.

Figura 4
Parte traseira de um drive de CD-R SCSI.

 

 

 

A maioria dos gravadores possuem uma bandeja para a colocação do disco, idêntica à encontrada em drives de CD-ROM. Alguns modelos antigos não possuíam bandeja. O disco era colocado dentro de um caddy que era inserido no drive. A principal vantagem do caddy é que o disco fica mais protegido da poeira e arranhões (figura 5).

Figura 5
Um CD-R dentro do caddy.

 

Gravadores padrão IDE possuem aparência idêntica à de um drive de CD-ROM. São inclusive reconhecidos pelo Windows como drives de CD-ROM. Apenas após a instalação do software de gravação que os acompanham, podem passar a ser usados também para as gravações.

OBS.: No Windows XP, drives de CD-R e CD-RW são reconhecidos como gravadores. Este sistema possui comandos nativos para gravação de CDs, dispensando o uso de softwares adicionais.

Figura 6
Um drive de CD-R /CD-RW padrão IDE.

 

 

 

A figura 6 mostra um drive de CD-RW IDE e a figura 7 mostra a parte tra­seira deste tipo de drive. Observe como é idêntico a um drive de CD-ROM IDE.

Figura 7
Parte traseira de um drive de CD-RW IDE.

 

 

 

A gravação em discos CD-R e CD-RW não é tão simples como em outros meios removíveis. É feita mediante o software de gravação que o acompanha. Ao usar este software devemos decidir de uma só vez quais são os arquivos que serão transferidos para este CD. O software cria um grande arquivo com a imagem do que será gravado e a seguir faz a transferência. Existem entretanto alguns softwares que fazem com que discos CD-R e CD-RW aceitem gravações usuais, da mesma forma como copiamos ar­quivos para um disquete ou disco rígido. Este método de gravação chama-se packet write, e apesar de mais fácil de usar, possui  como grande desvantagem a redução da a capacidade total do disco. Mais adiante apresentaremos este método de gravação.

OBS.: No Windows XP, as funções nativas de gravação de CDs são de utilização bem parecida com as de gravação em discos comuns. Podemos criar diretórios, copiar arquivos e pastas. Essas operações não são efetivadas, são apenas feitas em arquivos temporários. Quando terminamos de definir os dados a serem gravados, usamos o comando de gravação definitiva. Mais adiante neste capítulo mostraremos como é feita a operação.

Velocidades de leitura e gravação

Drives de CD-R possuem uma indicação dupla e drives de CD-RW possuem uma indi­cação tripla de velocidade, ao contrário dos drives de CD-ROM, que possuem uma in­dicação única. Durante as operações de gravação, a velocidade é sempre menor que nas operações de leitura. A razão desta diferença é que durante as leituras, esses drives utili­zam o mesmo método encontrado nos drives de CD-ROM, que é relativamente simples. Já as operações de gravação utilizam métodos mais elaborados, necessitando de mais tempo, o que resulta em menor velocidade. É preciso de tempo suficiente para a gravação dos bits, maior que o necessário para a leitura.

Drives de CD-R apresentam especificações de velocidade como 2x4, 2x6, 2x8, 4x8, etc. Uma especificação de por exemplo, 4x8, indica que gravações podem ser feitas com velocidade de até 4x (600 kB/s) e leituras em 8x (1200 kB/s).

Figura 8
Indicação das velocidades de um gravador.

 

 

 

Já os drives de CD-RW possuem uma tripla indicação de velocidade, como 4x2x32, 16x8x40, 24x10x40, etc.. Essas velocidades são relativas às operações Write (gravação de CD-R), Rewrite (grava­ção de CD-RW) e Read (leitura de qualquer tipo de CD).

Utilização como drive de CD-ROM

Tanto os drives de CD-R como os drives de CD-RW podem funcionar como drives de CD-ROM. Se instalarmos por exemplo, um drive de CD-RW padrão IDE, o Windows o reconhecerá automaticamente como um drive de CD-ROM. Nesse caso, podería­mos deixar de utilizar um drive de CD-ROM comum, deixando instalado no computa­dor, apenas um drive de CD-R ou CD-RW. Este procedimento, apesar de funcionar e de economizar espaço possui duas grandes desvantagens:

1) Os drives de CD-R e CD-RW, ao realizarem operações de leitura, são normalmente mais lentos que os drives de CD-ROM comuns. Quando foram lançados drives de CD-ROM com velocidades superiores a 50x, os gravadores faziam leituras no máximo a 24x. Muito mais vantagem é deixar instalado, além do gravador, um drive de CD-ROM rápido.

2) Drives de CD-RW e CD-R são mais caros que um drive de CD-ROM. Se um computador não possui drive de CD-ROM, o drive de CD-RW ou CD-R será usado de forma exagerada. Quanto maior é o número de horas de uso, maior é a probabilidade da ocorrência de um defeito. Para reduzir o número de horas de uso, é melhor utilizar este tipo de drive apenas quando for necessário re­alizar gravações, deixando as leituras comuns para serem feitas por um drive de CD-ROM, rápido e barato.

Pelo exposto, é recomendável deixar o gravador instalado em conjunto com um drive de CD-ROM. Se ambos forem do tipo IDE podem ser instalados na mesma interface IDE, um como Master e outro como Slave.

Interfaces utilizadas

Podemos encontrar drives de CD-R e CD-RW com 5 modalidades de interface: IDE, SCSI, paralela, USB e Firewire. Os modelos com interfaces IDE são os mais comuns e mais baratos.

Muitos fabricantes oferecem modelos dotados de interfa­ces SCSI, apesar de serem usados em escala bem menor. Em geral tratam-se de disposi­tivos SCSI internos. Já os modelos que utilizam a interface paralela, USB e Firewire são externos, e mais caros que os de interface IDE. Observe que como a porta paralela é mais lenta que as interfaces IDE e SCSI, drives de CD-R e CD-RW que usam a porta paralela são mais lentos. Além disso são mais susceptíveis a problemas durante a gravação. O problema mais comum é o buffer underrun, que ocorre quando o computador não é capaz de enviar dados na velocidade necessária. Tanto são problemáticos que muitos fabricantes não oferecem modelos que se conectam na porta paralela. Recomendamos a interface IDE como melhor opção entre os tipos de interface.

Modelos USB e Firewire também são externos e apresentam desempenho melhor que o dos modelos paralelos. Seu preço tam­bém é superior ao dos modelos IDE internos.

Modos de gravação

Existem várias modalidades de gravação de CDs, bem como diversos formatos possíveis. Os formatos mais usados são o CD-ROM e CD Audio. Ao ser executado um programa para gravação de CDs, temos a opção de escolher o tipo de disco a ser criado.

Os gravadores de CD-R e CD-RW podem utilizar os seguintes métodos de grava­ção:

Disk at once - O disco é criado de uma só vez, sendo o feixe LASER mantido ligado o tempo todo. O uso desta modalidade é importante apenas na geração de CDs de áudio, quando o CD resultante é usado como matriz para a produção em escala industrial. Se for utilizado o outro método (track at once), serão captados ruídos durante a pausa exis­tente entre trilhas consecutivas.

Track at once - Esta modalidade de gravação permite que trilhas consecutivas sejam gravadas de forma independente. É possível desligar o feixe LASER, parar a rotação do disco e obter novos dados para serem transferidos para o disco. Assim como na modalidade Disk at once, só é relevante levar em conta um método ou outro na gravação de CDs de áudio.

Packet Writing - Nesta modalidade de gravação, os dados são gravados em pacotes de 64 kB cada. É usado por programas que simulam o funcionamento de drives de CD-R ou CD-RW como se fossem o disco rígido. É possível acrescentar arquivos pouco a pouco, até o disco ficar cheio. Quando um disco é formatado para utilizar este método, a capacidade total é reduzida para cerca de 500 MB, pois para cada bloco de 64 kB é adicionada uma área de separação (GAP) equivalente a 14 kB. Para formatar e gravar dados nesta moda­lidade é preciso utilizar programas como o Adaptec Direct CD e o CeQuadrat Packet CD. Apesar de ser mais fácil gravar discos usando este método, a sua compatibilidade com PCs antigos não é assegurada. Apenas os drives de CD-ROM mais modernos (aqueles que são multiread) são capazes de ler discos formatados para packet writing. Para que drives de CD-ROM mais antigos possam ler esses discos (apenas CD-R, já que os que não são multiread não podem ler mídias CD-RW) é necessária a instalação de um driver apropriado. Este driver (UDF reader) é fornecido pelos produtores de pro­gramas que gravam em packet writing.

Instalações de software e de hardware

Não existe diferença entre a instalação de um gravador de CD-R e de um gravador de CD-R/CD-RW. Existe sim, diferença nas instalações de hardware nos diferentes tipos de interfaces. Por isso apresentaremos inicialmente as instalações de hardware de gravadores para as várias interfaces disponíveis no mercado. Terminada a instalação de hardware, o gravador normalmente passará a constar no sistema como um drive de CD-ROM, aceitando todas as operações de leitura. Podem entretanto ocorrer casos em que o gravador só funciona como CD-ROM depois que são instalados os seus drivers, ou o software de gravação. Outro caso notável é o do Windows XP, que reconhece automaticamente os gravadores e utiliza suas funções de gravação, sem a necessidade de drivers adicionais.

Terminada a instalação de hardware, devemos instalar os softwares de gravação e utilizar esses softwares. Esta etapa é similar para todos os gravadores, não importa a interface utilizada. Apenas existem alguns comandos que no caso de mídias de CD-RW são diferentes, como veremos mais adiante.

Mostraremos portanto como fazer a instalação de hardware de gravadores que utilizam os diversos tipos de interface.

Instalação de um gravador SCSI

A instalação de gravadores de CDs SCSI requer que a placa de interface SCSI esteja previamente instalada e configurada. Para verificar se esta instalação está correta, consulte o Gerenciador de Dispositivos. Na figura 9 vemos que a controla­dora SCSI está corretamente instalada, já que não existe sobre o seu ícone aquela inde­sejável marca que indica problemas (ponto de exclamação ou de interrogação).

Figura 9
A placa de interface SCSI está corretamente instalada.

 

 

 

A seguir desligamos o computador e fazemos a instalação de hardware do grava­dor. É preciso programar o seu SCSI ID e utilizar terminadores, caso necessário.

O gravador do nosso exemplo é um Sony CDU920S. Trata-se de um drive de CD-R, mas note que a instalação de dispositivos CD-RW SCSI é feita exatamente da mesma forma. Quando ligamos o computador, o Windows irá detectar o gravador, porém não fará a instalação de drivers apropriados. Esses drivers serão instalados juntamente com o software para gravação. Portanto o gravador poderá constar no Gerenciador de Dispositivos com uma marca indicando que existem problemas (figura 10). Na verdade o problema é apenas a ausência de driver, o que será resolvido após a instalação do software de gra­vação.

Figura 10
O gravador ainda requer a instalação do seu driver.

 

 

 

Note que para o correto funcionamento do drive não adianta instalar softwares como o EZ-SCSI, que acompanha as placas controladoras SCSI da Adaptec. Este software dá suporte a vários tipos de dispositivos SCSI (Scanners e unidades de fita, por exemplo), mas não dá suporte a gravadores de CDs. A instalação deste software faz apenas com que o gravador passe a constar no Gerenciador de Dispositivos como CD-Recordable/Worm, mas não faz ainda com que seja reconhecido como um drive, e nem permite que sejam realizadas gravações.

Devemos portanto instalar o software de gravação existente no CD que acompa­nha o gravador. Existem vários desses softwares no mercado. Um deles, bastante utili­zado, é o Easy CD Creator, produzido pela Adaptec.

Após a instalação do software de gravação, são instalados também os drivers que fazem com que o gravador funcione como um drive de CD-ROM comum. O gravador passará a constar no Gerenciador de Dispositivos na seção CD-ROM (figura 11).

Figura 11
Após a instalação do software de gravação, o gravador passa a constar como CD-ROM no Gerenciador de Dispositivos.

 

 

 

No Windows XP, o gravador aparecerá totalmente funcional, dependendo do modelo. Os gravadores IDE são reconhecidos corretamente e ficam prontos para gravação. Modelos antigos (muitos deles SCSI) são reconhecidos apenas como drives de CD-ROM, e poderão ser utilizados como gravadores apenas depois que for instalado o software de gravação.

Figura 12
O Windows XP reconheceu este drive apenas para leitura.

 

 

 

Para saber se o Windows XP reconheceu a unidade como gravador, basta verificar se existe no seu quadro de propriedades, obtido a partir do a janela Meu Computador, a guia Gravação. Se não existir, significa que o Windows XP reconheceu a unidade como um drive de CD-ROM comum.

O gravador constará também como CD-ROM na janela Meu Computador (figura 13). A partir daí todas as operações usuais envolvendo leituras que podem ser feitas em um CD-ROM, poderão ser também feitas através do gravador.

Figura 13
O gravador constará como CD-ROM na janela Meu Computador.

 

 

 

O gravador estará então instalado. Podemos agora utilizar o software de gravação que o acompanha para gravar discos. Mostraremos mais adiante neste capítulo como operar este tipo de software.

Instalando um gravador IDE

Um drive de CD-R ou CD-RW padrão IDE apresenta uma instalação de hardware idên­tica à de um drive de CD-ROM. Devemos conectá-lo preferencialmente na interface IDE secundária, o que é uma recomendação geral para qualquer drive de CD-ROM, para não correr o risco de prejudicar o desempenho do disco rígido. Utilizamos jumpers Master/Slave como nos drives de CD-ROM. Se o gravador está insta­lado sozinho nesta interface, devemos configurá-lo como Master. Se estiver conectado em conjunto com um drive de CD-ROM, escolhemos um para operar como Master e o outro como Slave.

A figura 14 mostra as conexões a serem feitas na parte traseira de um gravador de CDs IDE. A conexão do cabo de áudio liga o drive à entrada CD-IN da placa de som. Deve ser usada para ouvir CDs musicais, caso o computador não possua um drive de CD-ROM instalado. Caso exista um drive de CD-ROM operando em con­junto com o drive de CD-R / CD-RW, é recomendável ouvir CDs musicais no drive de CD-ROM, poupando assim o uso do gravador.

Figura 14
Conexões na parte traseira de um drive de CD-R/CD-RW IDE.

 

 

 

Assim que o computador for ligado, você verá que o drive será reconhecido pelo BIOS, sendo identificado na tela logo após a contagem de memória. Após a partida do Windows, você verá o drive indicado na janela Meu Computador. Também aparecerá no Gerenciador de Dispositivos, na seção CD-ROM (Windows 9x/ME) ou em Unidades de DVD/CD-ROM (Windows XP).

Figura 15
O gravador de CD-RW aparece no Gerenciador de Dispositivos do Windows XP, na seção Unidades de DVD/CD-ROM.

 

 

 

A partir daqui podemos utilizar no gravador, todos os comandos que se aplicam a drives de CD-ROM. No Windows XP, já poderemos usar a unidade para gravações. Para confirmar se o gravador está plenamente funcional, clique no seu ícone na janela Meu Computador e escolha no menu a opção Propriedades. Verifique se existe a guia Gravação (figura 16).

Figura 16
A guia de gravação no Windows XP.

 

 

 

Podemos ainda fazer uma pequena alteração nas configurações vi­sando melhorar o desempenho. No Windows 9x/ME, aplicamos um clique duplo sobre o gravador no Geren­ciador de Dispositivos, e no quadro apresentado selecionamos a guia Configurações. Caso esteja presente no quadro, marcamos a opção DMA. As transferências de dados passarão a ser feitas por DMA, o que resulta no aumento do desempenho do computador, já que o processador poderá executar outras tarefas durante as transferên­cias de dados do gravador. Podemos também neste quadro de configurações escolher a letra a ser usada pela unidade.

No Windows XP, a habilitação das transferências por DMA é feito pelos quadros de propriedades das interfaces IDE. A escolha da letra a ser usada pela unidade é feita através do Gerenciamento de disco.

No Windows 9x/ME, eevemos agora testar se as funções do drive de CD-ROM estão operacionais no gravador. Podemos acessar CD-ROMs e ouvir CDs de áudio para checar o seu funcio­namento. A próxima etapa é instalar o software de gravação, o que será abordado mais adiante neste capítulo. No Windows XP, além desses testes, podemos também checar as funções de gravações, que já estarão ativas.

Instalando um gravador USB

O gravador que usaremos como exemplo é um modelo da QPS (Quality Performance Service), gentilmente cedido por www.gravador.com.br, uma empresa situada em Belo Horizonte que tem contribuído com o nosso site e nossos livros, emprestando equipamentos para avaliação e elaboração de artigos técnicos.

Figura 17
Gravador de CD-R/CD-RW USB.

 

 

 

A figura 17 mostra o gravador. Trata-se de um drive produzido pela Mitsumi, modelo 4802TE. A QPS adquire este drive da Mitsumi e adiciona a interface USB e o gabinete, software, manuais e adaptador de alimentação (figura 18).

Figura 18
Gravador e acessórios.

 

 

 

Todos os PCs modernos possuem interfaces USB. Infelizmente muitos deles (modelos AT) possuem esta interface mas não são fornecidos com os conectores que dão acesso a ela. Nesses casos a interface USB fica inacessível e inutilizada. Para casos como este, o gravador deve ser comprado juntamente com uma placa de expansão PCI, dotada de interfaces USB, permitindo assim a conexão deste gravador e outros dispositivos USB. É possível encontrar essas placas no comércio, com relativa facilidade.

Figura 19
Ligando o drive em uma interface USB do computador.

 

Ligamos o cabo USB em uma das interfaces USB disponíveis no computador, como mostra a figura 19. No drive devemos ligar o outro conector do cabo USB, e ainda o conector de alimentação, como vemos na figura 20.

Figura 20
Conexões no drive.

 

 

 

No Windows XP, o gravador será detectado automaticamente e estará pronto para uso, exatamente como ocorre no caso de gravadores IDE. No Windows 9x/ME, a instalação é um pouco mais trabalhosa, pois necessita de drivers fornecidos pelo fabricante.

Ao ligarmos o computador, o Windows 9x/ME detectará o gravador e passará à instalação dos seus drivers. No quadro da figura 21, devemos marcar a opção "Especificar um local" e usar o botão Procurar para selecionar o drive e diretório onde os drivers estão localizados. No caso deste gravador, os drivers estão no diretório QUE!\WinDrivers. Clicamos agora em Avançar. Note que este gravador é capaz de ler CDs, mas não podemos usá-lo neste momento para fazer a instalação dos seus drivers, já que ainda não está operacional. O PC precisa portanto ter um outro drive de CD-ROM em funcionamento. Uma opção para PCs que não possuem drive de CD-ROM é copiar os drivers para um disquete, utilizando um outro computador que possua drive de CD-ROM.

Figura 21
Indicando a localização dos drivers.

 

 

 

Terminada a instalação dos drivers, o drive USB passará a constar no Gerenciador de Dispositivos, na chave "Universal serial bus controller", como vemos na figura 22.

Figura 22
Drive USB no Gerenciador de Dispositivos.

 

 

 

O drive também aparecerá no Windows Explorer e na janela Meu Computador. No nosso exemplo, o drive de CD-ROM já existente no computador recebe a letra E, e o gravador USB recebe a letra F. Neste momento podemos usar o gravador para todas as operações normalmente realizadas por um drive de CD-ROM. Para fazer gravações de CD-R e CD-RW temos que instalar os utilitários apropriados para este fim.

O próximo passo é a instalação do software de gravação que acompanha o produto, o Adaptec Easy CD Creator. A partir daí, a utilização deste gravador é idêntica à de qualquer outro gravador.

Instalando um gravador Firewire

Veremos agora a instalação de um típico gravador Firewire. O modelo usado como exemplo é da marca EZQuest (figura 23). Foi cedido para avaliação por www.gravador.com.br.

Figura 23
Gravador de CD-R / CD-RW Firewire da EZQuest (cortesia www.gravador.com.br).

 

 

 

Na parte traseira do gravador temos a conexão para alimentação (possui fonte própria) e duas conexões Firewire, utilizadas para a ligação com o dispositivo anterior e o posterior da cadeia.

Figura 24
Conexões na parte traseira do gravador.

 

 

 

O gravador é acompanhado de uma placa de interface Firewire padrão PCI, com três portas (figura 25). Esta placa é normalmente necessária, pois as placas de CPU atuais ainda não possuem interfaces Firewire embutidas.

Figura 25
Placa de interface IEEE-1394 PCI.

 

 

 

Em linhas gerais, a instalação é simples. Conectamos a placa e o Windows irá reconhecê-la e instalar seus drivers nativos. Podemos agora conectar o gravador, que será automaticamente reconhecido como drive de CD-ROM. No caso do Windows XP, o gravador estará neste momento, plenamente funcional. No Windows 9x/ME devemos instalar um software apropriado para ter acesso às funções de gravação. Este aparelho é acompanhado do Adaptec CD Creator para este fim.

Figura 26
O Windows detecta inicialmente a placa de interface IEEE-1394 e pede seus drivers.

 

 

 

O Windows, a partir da versão 98, já é acompanhado de drivers para interfaces Firewire. Para que seja utilizado basta responder ao Assistente para adicionar novo hardware com “Procurar o melhor driver” e a seguir marcar a opção “Unidade de CD-ROM”. Será feita a instalação do driver a partir do arquivo C:\Windows\INF\1394.INF.

Podemos agora checar a presença e o correto funcionamento da placa de interface 1394 através do Gerenciador de Dispositivos (figura 27). A instalação não difere da de outra placa PnP qualquer, portanto raramente precisamos nos preocupar com conflitos de hardware. A placa utiliza como recursos de hardware, duas faixas de endereços de E/S e uma linha de interrupção.

Figura 27
A interface IEEE 1394 consta corretamente no Gerenciador de Dispositivos.

 

 

 

A partir do instante em que a interface consta no Gerenciador de Dispositivos, podemos fazer a conexão do gravador, bem como de qualquer outro dispositivo Firewire. Como sabemos, este barramento possui o recurso hot swapping, ou seja, podemos conectar e desconectar dispositivos sem desligar e sem reinicializar o computador. Basta então conectar o drive através do cabo apropriado que o acompanha, e será automaticamente reconhecido. No nosso exemplo, o drive de CD-ROM estava configurado como E, e o gravador entrou com a primeira letra disponível (F), como vemos na figura 28.

Figura 28
O drive de CD-R / CD-RW foi reconhecido como “F”.

 

 

 

Já podemos neste momento utilizar todas as funções normais de um drive de CD-ROM. Podemos acessar CD-ROMs e CDs de áudio. Entretanto para ouvir a música temos que ligar a saída de áudio do gravador na entrada Line In da placa de som.

Assim como ocorre com qualquer gravador de CDs, os drivers do Windows 9x/ME ou do fabricante dão acesso às funções de leitura (no nosso caso, CD-ROM e CD-Audio). Para ter acesso às funções de gravação, precisamos instalar o utilitário de gravação de CDs que o acompanha. No caso desta unidade é usado um dos softwares mais famosos deste tipo, o Adaptec Easy CD Creator. No Windows XP, a unidade já poderá ser usada para gravação sem a necessidade do uso de drivers adicionais.

A questão da versão do software é muito importante. No Windows 9x/ME, as funções de gravação são de responsabilidade do utilitário de gravação de CDs, e não do sistema operacional. Portanto é preciso que o software a ser usado reconheça a unidade de gravação instalada. Como regra geral, em caso de dificuldades no reconhecimento de um gravador, devemos utilizar uma versão mais nova do do software de gravação.

Existem vários outros modelos de gravadores Firewire, e o método de instalação é semelhante. A figura 29 mostra um gravador bem interessante. Além de gravar CD-R e CD-RW, também opera como leitor de DVD. 

Figura 29
Um drive Fireware que funciona com CD-ROM, CD-R, CD-RW e DVD.

 

 

 

Os recursos de gravação no Windows XP

O Windows XP possui suporte nativo a gravadores de CDs. Quando clicamos no ícone da unidade na janela Meu Computador e selecionamos a opção Propriedades, veremos que existe uma guia Gravação (figura 30).

Figura 30
Propriedades de gravação.

 

 

 

Devemos deixar marcada a opção “Ativar gravação de CD nesta unidade” para habilitar o suporte do Windows XP às gravações. Indicamos também o disco a ser usado para a criação de arquivos temporários. Com este recurso podemos usar o recurso “arrastar e soltar”, ou “editar/copiar – editar/colar” para indicar os arquivos a serem gravados em CD. Os arquivos não são gravados imediatamente. São armazenados no disco rígido, na forma de arquivos temporários. Temos que usar um comando para efetivar a gravação, como mostraremos mais adiante.

Com a guia Gravação podemos também indicar a velocidade de gravação. Se tivermos por exemplo um gravador de CD-R em 24x mas estivermos usando mídias certificadas para no máximo 16x, devemos indicar esta velocidade, como vemos na figura 30.

Figura 31
Arquivos temporários.

 

 

 

Quando copiamos arquivos para uma mídia de CD-R vazia, são criados arquivos temporários, indicados como na figura 31. Observe os ícones adicionados de setas apontando para baixo, indicando que são arquivos temporários, prontos para serem gravados no CD.

Figura 32
Comando de gravação do CD.

 

 

 

Para efetivar a gravação dos arquivos temporários, usamos o comando Gravar estes arquivos no CD, como mostra a figura 32. Será executado o Assistente para gravação de CDs, que formará o arquivo de imagem (o conteúdo completo de tudo o que vai ser gravado) a partir dos arquivos temporários e transferirá esses dados para o CD. A figura 33 mostra a operação em andamento.

Figura 33
Gravação em andamento.

 

 

 

As gravações são feitas de forma similar em mídias CD-R e CD-RW. A diferença é que em um CD-RW que já contenha dados, novos arquivos podem ser adicionados aos já existentes. Também podemos optar por apagar os dados do CD-RW, usando o comando disponível no menu Arquivo (figura 34). Note que este comando só aparece quando o CD-RW já tem dados gravados. Quando está novo, já está apagado, e não aparecerá este comando no menu.

Figura 34
Comando para apagar mídia de CD-RW.

 

 

 

Usando um software de gravação no Windows XP

Até o lançamento do Windows XP, era necessário utilizar softwares de gravação que acompanham os gravadores. Apesar de não ser mais absolutamente necessário usar esses softwares, é vantajoso usá-los, pois possuem mais recursos que os oferecidos pelo Windows XP. Ainda assim, as funções de gravação nativas do Windows XP convivem perfeitamente com qualquer software de gravação instalado.

Figura 35
Exemplos de softwares que acompanham um gravador.

 

 

 

A figura 35 mostra a instalação dos softwares que acompanham um gravador da SONY, modelo CRX175A1 (24x/10x/40x). Assim como ocorre com todos os softwares de gravação, existem dois utilitários principais:

a) O software que faz a gravação de qualquer tipo de CD. Inclui operações de cópia, gravação de arquivos e diretórios selecionados, gravações de CDs de áudio, CDs que realizam boot, etc. Este gravador é acompanhado do software B’s Recorder Gold.

b) O driver de gravação em UDF (Universal Disk Format). Este driver permite usar um disco CD-RW como se fosse um disquete. Podemos copiar dados, criar arquivos, apagar e todas as demais operações que fazemos com disquetes, discos rígidos e discos removíveis. Alguns desses softwares também permitem operar com mídias de CD-R, porém os dados apagados não resultam em recuperação de espaço. O método usado para a gravação em UDF é chamado de Packet Write. O software para esta finalidade que acompanha o gravador SONY do nosso exemplo é o B’s CLiP.

Figura 36
Comandos de configuração e formatação para Packet Write.

 

 

Normalmente quando um driver de gravação em UDF é instalado, é apresentado um ícone na barra de tarefas, ao lado do relógio. Temos acesso a um comando de configuração e um outro para formatação do CD-RW para Packet Write.

Figura 37
Configurações de velocidade.

 

 

 

O comando de configurações permite definir as velocidades de leitura e gravação. Nosso gravador pode operar com até 10x ao gravar CD-RW, porém pode ser necessário definir uma velocidade menor quando usamos mídias que não suportam velocidades elevadas. Podemos ajustar aqui a velocidade do gravador, de acordo com a mídia utilizada.

Figura 38
Formatação em Packet Write em andamento.

 

 

 

A figura 38 mostra o processo de formatação em Packet Write em andamento. É necessário formatar as mídias antes de utilizar este método de gravação. A vantagem do seu uso é que as operações de gravação são mais fáceis, feitas da mesma forma como nos disquetes. A desvantagem é que a capacidade total do disco torna-se um pouco menor. Em uma mídia de 650 MB, a capacidade cai para pouco mais de 500 MB com a formatação em UDF.

Figura 39
Disco CD-RW formatado em UDF. Observe a indicação do sistema de arquivos UDF.

 

 

 

É importante entender a diferença entre duas operações de apagamento de dados feitas em um CD-RW:

FORMAT: Apaga os dados e formata o disco no sistema UDF (Packet Write). O espaço total disponível será pouco mais de 500 MB. Usamos esta operação quando queremos posteriormente copiar arquivos utilizando Packet Write, ou seja, operando o CD como se fosse um disquete.

ERASE: Apaga não somente os dados, mas também a formatação UDF, caso exista. O espaço livre será a capacidade total do disco (650 MB ou 700 MB, dependendo da mídia). Usamos esta operação quando queremos posteriormente gravar dados através das funções nativas do Windows XP ou através de programas de gravação.

Figura 40

Assistente de gravação.

 

 

 

Para gravar CDs utilizando toda a sua capacidade, usamos o software de gravação fornecido, que no nosso caso é o B’s Recorder Gold. Normalmente esses programas possuem um Assistente (ou Wizard) para as suas principais funções. Podemos por exemplo usar o assistente para duplicar um CD. No nosso exemplo instalamos dois drives, um de CD-ROM (E:) e um gravador (F:), portanto podemos copiar CDs de E: para F:. Podemos entretanto fazer a mesma duplicação usando unicamente o gravador, caso não tenhamos um drive de CD-ROM instalado.

Figura 41
Duplicação de um CD.

 

 

 

A gravação direta de CDs de dados é feita como em qualquer programa de gravação. São mostradas duas janelas, sendo uma com os arquivos, pastas e drives existentes no computador, e outra que representa o que vai ser gravado. Devemos arrastar para esta segunda janela, os dados que serão gravados (arrastar e soltar). Na figura 42, arrastamos para a janela de gravação (parte inferior), o diretório WIN98INS.

Figura 42
Indicando os arquivos a serem gravados.

 

 

 

Depois que todos os dados a serem gravados tiverem sido arrastados para a lista de gravação, clicamos no botão Record. Será apresentado um quadro de opções de gravação (figura 43). O método de gravação mais indicado é Simulate and Record. Ele faz a simulação da gravação antes de gravar os dados definitivamente. Isso evita a perda da mídia caso ocorra algum problema de gravação. Devemos usar este método quando estamos usando o gravador há pouco tempo, pois poderá ser preciso fazer ajustes (de velocidade, por exemplo) para que o gravador funcione bem.

Figura 43
Opções de gravação.

 

 

 

O gravador do nosso exemplo opera com 24x, mas estamos usando mídias de 16x. Podemos então ajustar a velocidade de gravação de acordo com a mídia. Este programa tem ainda duas opções de segurança que checam a integridade dos dados (Verification / Comparision). Com o seu uso o processo total de gravação será mais demorado, mas teremos certeza absoluta de que os dados são íntegros. A figura 44 mostra a gravação já em andamento.

Figura 44
Gravação em andamento.

 

 

 

Para gravar dados em uma mídia de CD-RW que já contenha dados, ou em uma mídia formatada em UDF, será preciso apagar totalmente a mídia. Para isso os programas de gravação sempre apresentam um comando Erase (figura 45). Note que com este método, todos os dados anteriormente armazenados no CD-RW são perdidos. Para gravar novos dados sem perder os dados anteriores, o método mais fácil é utilizar os comandos comuns de gravação do Windows XP ou usar as gravações em Packet Write.

Figura 45
Comando de apagamento de CD-RW.

 

 

 

É possível adicionar dados a um CD-RW que já contenha dados gravados, usando programas de gravação como o B’s Recorder Gold. Quando um CD-RW ainda tem espaço disponível, podemos usar o mesmo método de arrastar e soltar, e a seguir usar o comando de gravação. Se o espaço restante for suficiente para a gravação, os dados serão adicionados. Na figura 46, os diretórios DOOM2 e WOLF3D foram adicionados e um CD-RW onde já existiam gravados os arquivos do diretório WIN98INS.

Figura 46
Adicionando arquivos a um CD-RW já gravado.

 

 

 

Também é possível adicionar arquivos a um CD-R que já tenha dados gravados, mas para isso é preciso que a sua gravação tenha sido feita com as opções Disc-At-Once e Close CD desativadas. Desta forama as gravações posteriores serão feitas em trilhas adicionais no espaço livre. A figura 47 mostra as propriedades de um CD-R que foi gravado desta forma. Dizemos que o disco está aberto, portanto aceita novas sessões em forma de trilhas adicionais, permitindo armazenar novos dados no espaço livre.

Figura 47
Este CD-R ainda tem 179 MB de espaço livre.

 

 

 

A figura 48 mostra que os diretórios DOOM2 e WOLF3D serão adicionados ao CD-R onde estão armazenados outros arquivos da gravação anterior. Observe as opções Close CD e Disk-At-Once desativadas. No ícone que representa o espaço em disco, existem três faixas, representando a primeira gravação, a segunda gravação e o espaço livre. Na parte inferior direita da janela é mostrada a informação: Track Type – 02 Data (Mode 1). Portanto os novos dados são gravados na segunda trilha. O CD-R ainda terá espaço livre para outras gravações.

Figura 48
Os diretórios DOOM2 e WOLF3D serão adicionados ao CD-R que ainda tem espaço livre.

 

 

 

Usando o Adaptec Easy CD

Existem vários programas para gravação de CDs, e todos eles são mais ou menos semelhantes. Para que você os conheça melhor, passaremos a apresentar agora um dos mais famosos, o Adaptec Easy CD. Este é um típico programa para gravação de CD-R e CD-RW que acompanha muitos gravadores. Vamos exemplificar o seu uso para a gravação de um CD compatível com CD-ROM. Este programa pode também gravar CDs compatíveis com Audio CD e vá­rios outros tipos. Ao ser executado é apresentado o quadro mostrado na figura 49. Escolhemos a opção New para dar início a um novo projeto de CD.

Figura 49
Abertura do Adaptec Easy CD.

 

 

 

A seguir é apresentado o quadro da figura 50, no qual escolhemos o tipo de disco que queremos gravar. Note que a mídia será do tipo CD-R ou CD-RW, mas os dados gravados podem ser compatíveis com diversos tipos de CD. Usaremos neste exemplo a opção CD-ROM.

Figura 50
Escolhendo o tipo de CD a ser criado.

 

 

 

Os tipos de CD que podem ser criados com o Adaptec Easy CD são:

  

Figura 51
Indicando o que deve ser gravado.

 

 

 

Será apresentada uma janela com várias guias, entre as quais selecionamos a Data Track. Usamos agora a janela Meu Computador para selecionar as pastas e arquivos a serem gravados. No nosso exemplo gravaremos no CD o conteúdo das pastas 500DIC1, 500DIC2, CM200500 e MANUT, todas fazendo parte da pasta C:\LIVROS. Colocamos lado a lado na área de trabalho do Windows, a janela na qual estão os arquivos a serem gravados e a janela do Easy CD Pro. Usamos agora o comando arrastar e soltar para “transferir” para a janela do Easy CD Pro os nomes das pastas a serem gravadas. Esta operação é mostrada na figura 51.

As opções de gravação

Selecionamos agora a guia General (figura 52). Nesta guia existem várias op­ções importantes relacionadas com a gravação.

Figura 52
Opções de gravação.

 

 

 

a) Writing Speed

Indicamos a velocidade de gravação a ser utilizada. Devemos a princípio usar a velocidade máxima suportada pelo gravador, mas se o computador e o disco rígido não forem suficientemente rápidos poderá ser necessário utilizar uma velocidade de gravação menor. Gravadores tipo 2x podem operar nas velocidades 1x e 2x. Gravadores 4x po­dem operar em 4x, 2x e 1x. É conveniente usar o botão Speed Test, visando checar se o computador tem condições de operar na velocidade selecionada.

b) Write on the fly

Evite utilizar esta opção. Quando a deixamos desmarcada, o programa criará no disco rígido, uma imagem dos dados a serem gravados no CD. Esta imagem é formada por um grande arquivo, armazenado no diretório temporário do Windows (podemos alterar este diretório, bastando indicá-lo no campo Temporary directory). O acesso a este arquivo de imagem na ocasião da transferência dos dados para o CD é muito mais rápido que acessar arquivos individuais. Durante a gravação, é preciso trans­ferir para o CD, um fluxo contínuo de dados. Se este fluxo for interrompido ocorrerá o que chamamos de buffer underrun. O resultado é a falha na gravação. Se for um CD-R, estará estragado. Se for um CD-RW, devemos reiniciar a gravação. O uso do arquivo de imagem minimiza os movimentos com as cabeças de leitura e gravação do disco rígido para acessar os arquivos a serem transferidos. A opção Write on the fly pode ser usada quando queremos gravar uma pequena quantidade de arquivos grandes (por exemplo, 10 arquivos AVI com 60 MB cada um). Na maioria das vezes entretanto, a gravação on the fly resulta no risco da ocorrência do buffer underrun. Para minimizar a chance de ocorrer este tipo de problema, deixe esta opção desmarcada.

c) Test before writing

Se você tiver problemas de buffer underrun, além de desabilitar a gravação on the fly, deve usar esta opção ativada. Ele faz com que, antes de gravar definitivamente os dados na mídia, seja feita uma gravação simulada. Nesta gravação são realizadas exata­mente as mesmas operações que ocorrem na gravação verdadeira, porém o feixe LASER do gravador terá sua potência reduzida, não conseguindo desta forma, gravar os dados no disco.

d) Start writing if test completes OK

Indicamos aqui se a gravação será feita, e quanto tempo depois será dado o seu início, ao término do teste de gravação. As opções são do not start (a gravação não será feita, ficará apenas no teste), after 10/30/60 seconds (terminado o teste, será feita uma pausa antes do início da gravação) e immediately (é dado início à gravação imediata­mente após o teste).

e) CD format

É escolhido aqui o formato a ser utilizado na gravação. O formato mais comum é o Mode 1 (650 MB). A opção Close Disk faz com que o disco seja finalizado, não permi­tindo gravações adicionais posteriores.

Iniciando a gravação

Terminada a programação desses parâmetros, damos início ao processo de gravação (formação da imagem, teste e transferência para a mídia). Para fazer isto, usamos o co­mando CD-Writer / Write, ou então clicamos no botão Write na barra de ferramentas.

A figura 53 mostra as várias etapas da gravação. Inicialmente temos a formação do arquivo de imagem. O tempo neces­sário para esta operação dependerá da taxa de transferência do disco rígido. A seguir começará o teste de gravação do CD. Os dados do arquivo de imagem são “gravados” na mídia, porém o feixe LASER permanece com baixa potên­cia, e a gravação não tem efeito. Terminado o teste começará a gravação definitiva.


Figura 53 - As etapas da gravação.

Usando o WinOnCD

Mostraremos a seguir um outro software para gravação de CD-R e CD-RW, o WinOnCD. Veremos que a operação deste software é bem similar à do Easy CD, e também aos demais programas para gravação disponíveis no mercado.

Após a instalação do programa, o Windows deve ser reiniciado. É apresentado automaticamente o quadro da figura 54. Trata-se de um programa para checar a ve­locidade do gravador e a velocidade do disco rígido. O teste mostra as velocidades que podem ser utilizadas na gravação. Podemos saber por exemplo, se um determinado gra­vador 4x pode ser usado seguramente na velocidade 4x, em função do desempenho global do computador. A figura mostra que para transferir dados do disco rígido para o gravador, a máxima velocidade segura é 2x quando operando no modo on the fly, ou 8x quando fazendo a gravação a partir de uma imagem no disco rígido. Concluímos en­tão que é perfeitamente seguro, para um gravador 4x, gravar dados a partir da imagem no disco rígido.

Figura 54
Teste de velocidade.

 

 

 

Ao usarmos o programa WinOnCD, é apresentado um quadro para o seleciona­mento do tipo de disco a ser criado (figura 55). No nosso exemplo faremos a grava­ção de um CD-ROM (ISO9660 / Joliet).

Figura 55
Escolhendo o tipo de disco a ser criado.

 

 

 

Na figura 56 vemos a janela principal do WinOnCD. A partir de uma lista de pastas e arquivos, similar à do Windows Explorer, selecionamos o que deve ser gravado. Na parte inferior da janela, clicamos sobre o botão Editor. Podemos agora arrastar para esta área, as pastas e arquivos a serem gravados.

Figura 56
O programa WinOnCD.

 

 

 

Uma vez definidos os arquivos a serem gravados, clicamos sobre o botão Disc. A parte inferior da janela assumirá o aspecto mostrado na figura 57. Podemos escolher aqui algumas opções de gravação, já explicadas quando apresentamos o programa Easy CD.

Figura 57
Opções de gravação do WinOnCD.

 

 

 

Clicamos então sobre o botão Record. O programa pedirá a colocação de um CD em branco e determinará se trata-se de um CD-R ou CD-RW. Será criado o arquivo de imagem, a seguir será feito o teste de gravação (caso tenha sido selecionado), e final­mente começará a gravação (figura 58).

Figura 58
Gravação em andamento.

 

 

 

Durante as gravações é conveniente monitorar o indicador Write Buffer Status. Deve ficar preferencialmente o mais próximo possível da marca Full. Este medidor in­dica a quantidade de dados existentes no buffer interno do gravador. Este buffer tem o objetivo de compatibilizar a velocidade do gravador com a velocidade de transferência de dados provenientes do disco rígido. Em uma gravação na velocidade 4x (600 kB/s), um buffer de 1 MB pode armazenar dados para cerca de 1,6 segundos de gravação. Isto significa que o computador pode fazer pausas de até 1,6 segundos durante o processo de gravação. Essas pausas podem corresponder a tempos de movimentação das cabeças para a busca de arquivos fragmentados em uma gravação on the fly. Se o marcador mos­trar que o buffer não permanece cheio durante a gravação, providências devem ser to­madas para evitar o buffer underrun. Podemos por exemplo desabilitar a gravação on the fly e/ou reduzir a velocidade de gravação.

Apagando uma mídia de CD-RW

Os programas para gravação de CDs permitem fazer o apagamento de mídias CD-RW que já contenham dados. O WinOnCD, por exemplo, apresenta após o pressionamento do botão Record, um quadro com informações e controles sobre a mídia. Neste quadro selecionamos a guia Blank (figura 59), na qual podemos comandar este apagamento.

Figura 59
Apagamento do CD-RW.

 

 

 

Packet Write

Os gravadores atuais são acompanhados de mais de um tipo de software de gravação. Pro­gramas como o WinOnCD e o Easy CD Pro permitem gravar discos a partir do selecio­namento das pasta e arquivos desejados, seguidos da criação de um arquivo de imagem, teste e finalmente a gravação. Existem outros softwares que permitem o uso de discos CD-R e CD-RW como se fosse um disco rígido. Obviamente no caso do CD-R não podere­mos apagar dados já gravados. Um desses programas é o Packet CD, produzido pela CeQuadrat, a mesma produtora do WinOnCD. Quando o Packet CD está instalado e inserimos um CD-R ou CD-RW em branco, é automaticamente apresentado um quadro como o da figura 60.

Figura 60
Detecção de um CD em branco pelo Packet CD.

 

 

 

Podemos então formatar o disco CD-R ou CD-RW. A figura 61 mostra a forma­tação de um CD-RW em andamento. Esta operação demora cerca de 50 minutos em um drive 2x. Já a “formatação” de um CD-R é bem mais rápida, durando menos de 1 mi­nuto. Terminada a formatação podemos gravar dados no disco sem utilizar programas especiais como o WinOnCD ou o Easy CD. Bastará utilizar comandos usuais de cópia, como se estivéssemos gravando em um disco rígido.

Figura 61
Formatação de um disco CD-RW pelo Packet CD.

 

Note que o Packet CD permite gravar apenas 512 MB por disco, ao invés dos usuais 650 MB. Além disso é preciso que o sistema operacional tenha capacidade de ler discos no sistema UDF, usado pelo Packet Write. É o caso do Windows 98 e superiores.

Compatibilidade de mídias

Muito desagradável é a situação em que gravamos um CD e ao tentarmos fazer sua lei­tura em um drive de CD-ROM ocorrem erros ou o não reconheci­mento do disco. Este problema pode ser evitado se soubermos escolher o tipo correto de mídia.

O processo de gravação em CD-R foi patenteado pela Mitsui Chemicals, e é base­ado em uma substância chamada phtalocyanine. A mídia apresenta o aspecto dourado (gold media). CD-Rs com este tipo de mídia passaram a ser fabricados pela Kodak e pela Mitsui. Outras empresas desenvolveram outro tipo de mídia, na cor verde (green media), base­ada em uma substância chamada cyanine. Esses discos são pro­duzidos pela Sony e TDK, entre outras. A Verbatim patenteou um outro tipo de mídia, na cor azul (blue media), também baseada no cyanine. Atualmente existem muitos fabricantes, baseados nesses três processos.

A mídia dourada (phtalocyanine) apresenta vantagens sobre as mídias verde e azul (cyanine), apesar do seu preço ser discretamente superior. Uma delas é a sua maior vida útil, estimada em cerca de 100 anos, contra cerca de 15 anos obtidos com as outras mídias (a vida útil é estimada por processos de aceleração de envelhecimento, ba­seados em stress térmico e aplicação de vários tipos de radiação).

A outra vantagem são os melhores resultados obtidos nas gravações em alta velo­ci­dade. Podemos encontrar gravadores de CD-R capazes de ler em altas velocidades, tão rápidos quanto os drives de CD-ROM modernos, mas bastante lentos ao fazer as grava­ções (1X, 2X, 4X e 8X são os tipos mais comuns). Ao gravar em 1X (uma gravação demora cerca de 1 hora), todos os tipos de mídia apresentam resultados semelhantes, com baixas taxas de erro (ou seja, os CDs que você grava podem ser lidos com sucesso em pratica­mente qualquer drive de CD-ROM), mas a situação poderá ser diferente nas velocidades de gravação superiores. Por exemplo, ao gra­var em velocidade 2X (uma gravação com­pleta dura cerca de meia hora), você poderá obter maiores taxas de erro (impossibili­dade de leitura em certos drives) nas mídias verde e azul que na mídia dourada. Mais crítica ainda é a gravação em 4X. Na verdade, muitos fabricantes de gravadores de CD-R nesta velocidade recomen­dam o uso exclusivo de mídia dourada. Atualmente existem mídias certificadas para 8x, 16x, 24x, etc. Compre mídias que sejam certificadas para a máxima velocidade do seu gravador, caso contrário você precisará reduzir a velocidade de gravação.

Os problemas de leitura em mídias de CD-R são mais comuns quando tentamos ler esses discos em drives de CD-ROM antigos, com velocidades entre 8x e 16x. Para velocidades inferiores, em drives ainda mais antigos, problemas de compatibilidade não ocorriam. Nos drives de CD-ROM mais novos, com velocidades superiores a 20x, os fabricantes tomaram o cuidado de garantir que o sistema ótico opere corretamente nas leituras de mídias CD-R.

A questão da compatibilidade com as mídias CD-RW é bem mais séria. A maioria dos drives de CD-ROM antigos não podem ler mídias CD-RW, pois o feixe LASER refletido possui intensidade muito fraca. Apenas os drives de CD-ROM multiread (consulte as especificações no manual) podem fazer leitura nessas mídias. Por isso sua aplicação é bem mais restrita que a das mídias CD-R. Se você pretende enviar para outro usuário um CD gravado e não sabe se o drive de CD-ROM é multiread (praticamente todos os modelos a partir de 32x), uti­lize então uma mídia CD-R. Leve em conta também que a mídia CD-RW é 10 vezes mais cara que a mídia CD-R, e esta deve ser usada preferencialmente para transporte de dados.