Configurações avançadas no Windows XP:
Propriedades do sistema

Autor: Laércio Vasconcelos
maio/2004
   

    Quem trabalha com hardware precisa conhecer o quadro de propriedades do sistema no Windows XP. Nele temos acesso ao Gerenciador de dispositivos e várias configurações avançadas relacionadas com o hardware. 

 

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O quadro de propriedades do sistema pode ser obtido com o comando Sistema no Painel de controle, ou então usando a combinação de teclas Windows + Pause/Break, da mesma forma como ocorria com as versões anteriores do Windows. No Windows XP este quadro possui entretanto vários novos controles relacionados com hardware, desempenho, acesso remoto e rede. Começaremos mostrando rapidamente as guias deste quadro, e a seguir passaremos a apresentar detalhadamente cada uma delas.

Figura 1

Quadro de propriedades do sistema.

 

 

 

A guia geral (figura 1) é a mais simples. Apresenta apenas algumas informações básicas sobre o sistema: a versão do Windows, o nome do usuário e empresa, o número de registro, o processador e a quantidade de memória.  

Figura 2

A guia Hardware.

 

 

 

A guia Hardware (figura 2) tem quatro comandos relacionados com o hardware. O primeiro deles é o Assistente para adicionar novo hardware, que também pode ser obtido pelo comando Adicionar novo hardware no Painel de controle. O botão Assinatura de driver permite controlar como o Windows tratará drivers que não forma homologados pela Microsoft como sendo compatíveis com o Windows XP. O Gerenciador de dispositivos é o mesmo velho conhecido das versões anteriores do Windows, porém com alguns recursos adicionais. Os perfis de hardware permitem que o Windows utilize diferentes configurações de hardware. Isto é útil sobretudo para notebooks, que podem operar isolados ou ligados a uma estação de encaixe.  

Figura 3

A guia Nome do computador.

 

 

 

A guia Nome do computador (figura 3) permite checar e alterar a identificação do computador em uma rede.

Figura 4

A guia Avançado.

 

 

 

A guia Avançado (figura 4) traz alguns comandos independentes: configurações de desempenho, perfis de usuário, inicialização/recuperação, variáveis de ambiente e relatórios de erro. Nas configuações de desempenho podemos fazer ajustes relativos aos efeitos visuais, ativando ou desativando esses efeitos para balancear melhor o sistema gráfico de acordo com as capacidades da placa de vídeo. Também é possível regular o uso do processador e da memória pelos programas, bem como a memória virtual. Mais adiante neste capítulo detalharemos esses e os demais comandos da guia Avançado.  

Figura 5

Configurações da restauração do sistema.

 

 

 

A guia Restauração do sistema permite ajustes relativos aos pontos de restauração. O utilitário de restauração do sistema faz um backup de arquivos do computador, permitindo reverter a configuração do computador em caso de problemas. Com esta guia podemos indicar quais unidades de disco devem ser rastreadas para restauração e qual a porcentagem do disco deve ser usada para este fim.  

Figura 6

Configurações das atualizações automáticas.

 

 

 

O Windows XP é capaz de realizar atualizações automaticamente, via Internet. Com a guia Atualizações automáticas (figura 6) podemos escolher se essas atualizações serão feitas de forma totalmente automática, semi-automática ou manual.   

Figura 7

Acesso remoto.

 

 

 

A guia Remoto (figura 7) configura um recurso novo introduzido no Windows XP, que é o acesso remoto. Com ele um computador pode ser controlado à distância, por outro computador.

Hardware

Esta guia possui comandos relacionados aos dispositivos de hardware e seus drivers.

Assistente para adicionar hardware

Normalmente não é necessário utilizar este comando, já que os dispositivos de hardware modernos são detectados pelo Windows e seus drivers são instalados. É possível entretanto que uma instalação tenha sido mal sucedida ou interrompida, sendo necessário repeti-la.

Figura 8

Assistente para adicionar hardware.

 

 

 

Este assistente traz instruções passo a passo para a instalação de hardware. Inicialmente são procurados dispositivos de hardware que não tenham ainda seus drivers instalados (figura 9).

Figura 9

Procurando dispositivos de hardware.

 

 

 

A seguir o assistente pergunta (figura 10) se o novo hardware já está conectado ao computador. Devemos fazer esta conexão antes de iniciar o Windows e usar este assistente. Placas devem ser conectadas no slot apropriado. Dispositivos externos devem ser conectados à interface adequada e ligados. No caso de placas, é necessário que o computador esteja desligado da rede elétrica, caso contrário placas serão danificadas. No caso de dispositivos externos, é recomendável que o computador também esteja desligado, entretanto certas interfaces como USB e Firewire permitem a conexão e a desconexão com o computador e os dispositivos ligados, seu risco de dano.

Figura 10

O novo hardware precisa estar conectado.

 

 

 

O assistente apresentará uma lista com todos os dispositivos de hardware encontrados no computador. Praticamente todos eles já estarão instalados corretamente. Devemos procurar o novo dispositivo da lista e clicar em Avançar para prosseguir com a instalação dos seus drivers. Se o dispositivo desejado não estiver na lista, usamos o item “Adicionar novo dispositivo de hardware”, localizado no final da lista.

Figura 11

Lista de dispositivos encontrados.

 

 

 

No quadro seguinte (figura 12) devemos especificar qual é o novo hardware a ser instalado. A opção “Procurar e instalar automaticamente o hardware” é a mais indicada, entretanto nem sempre o assistente consegue identificar corretamente o driver problemático (lembre-se que ele não foi encontrado na tentativa anterior, já que não foi apresentado na lista). Quando esta detecção falha devemos voltar ao quadro da figura 12 e escolher a segunda opção, fazendo a instalação manual.

Figura 12

Indicando a instalação manual do dispositivo de hardware.

 

 

 

Será apresentada uma lista de tipos de hardware (figura 13). Devemos escolher o tipo mais adequado ao que estamos instalando. Por exemplo, no caso de placas de som, escolhemos a opção “Controladores de som, vídeo e jogo”.

Figura 13

Escolhendo o tipo de hardware.

 

 

 

Será apresentada uma lista de marcas e modelos, na qual devemos procurar aquele compatível com o hardware que estamos instalando. Note que como neste caso o Windows não conseguiu identificar o dispositivo, temos que identificá-los nós mesmos, ou seja, precisamos conhecer exatamente sua marca e modelo. Podemos usar o botão Com disco para especificar drivers fornecidos pelo fabricante, que devem ter sido previamente gravados em um diretório. Normalmente obtemos esses drivers através de download no site do fabricante do dispositivo de hardware. 

Figura 14

Indicando a marca e o modelo do novo dispositivo de hardware.

 

 

 

A seguir serão lidos e instalados os drivers. O dispositivo de hardware poderá ficar imediatamente operacional, ou poderá ser preciso reiniciar o computador. Dependendo do dispositivo (modems, por exemplo), pode ser necessário fazer configurações apropriadas no Painel de controle e/ou no Gerenciador de dispositivos. Consulte o capítulo 2, onde apresentamos exemplos de instalação e configuração de alguns dispositivos de hardware mais comuns.

Assinatura de driver

Podemos configurar o Windows XP para utilizar apenas drivers que foram homologados pela Microsoft. Esta é a opção mais segura, mas em compensação oferece menor quantidade de drivers, já que muitos fabricantes disponibilizam novos drivers mais rapidamente que seu envio para o Microsoft para avaliação. Muitos fabricantes, mesmo mais conhecidos, nem mesmo chegam a enviar esses drivers para avaliação. No extremo oposto, o Windows XP pode ser configurado para aceitar todos os drivers, mesmo que não tenham sido avaliados. Os drivers avaliados possuem uma assinatura digital introduzida pela Microsoft. Existe ainda uma solução de meio termo, que é avisar o usuário sobre a falta de assinatura de driver, e pedir a confirmação para a instalação. Esses ajustes são feitos com o uso do botão Assinatura de driver no quadro de propriedades do sistema. É apresentado o quadro da figura 15 para que façamos a escolha.  

Figura 15

Opções de assinatura de driver.

 

 

 

O usuário administrador pode ainda marcar a opção “Tornar esta ação o padrão do sistema”, que passará a ser usada automaticamente por todos os usuários.

A figura 16 mostra o que ocorre quando configuramos a opção “Avisar – sempre me pedir para escolher uma ação” no caso de ser encontrado um driver sem assinatura digital. Podemos escolher entre “Continuar assim mesmo” e “PARAR a instalação”. É razoavelmente seguro escolher a opção “Continuar assim mesmo” se estivermos usando um produto e um driver de um fabricante conhecido mundialmente, como Creative Labs, Genius, US Robotics, Lucent, entre outros.

Figura 16

Para aceitar um driver sem assinatura.

 

 

 

OBS: Quando escolhemos “Continuar assim mesmo”, ou Windows XP cria um ponto de restauração chamado “Retornar para driver não assinado”. Em caso de problemas com este driver, podemos usar o utilitário de restauração do sistema para retornar ao ponto imediatamente anterior à instalação deste driver não assinado. Um outro método de reverter o driver é usando a guia Driver no Gerenciador de Dispositivos, no qual encontraremos uma opção para voltar ao driver anterior.

Gerenciador de dispositivos

O Gerenciador de Dispositivos do Windows XP é idêntico ao do Windows 2000, e bem parecido com o do Windows 9x/ME (figura 17). É usado para fazer ajustes relacionados diretamente com os dispositivos de hardware e seus drivers. Pode ser considerado como uma espécie de Painel de controle, porém mais próximo do hardware. O Painel de controle não varia muito de um computador para outro, e é praticamente independente do hardware, já que é muito mais ligado a recursos do próprio sistema operacional, seus programas e configurações. O Gerenciador de dispositivos, por sua vez, traz comandos específicos de cada tipo de hardware presente no computador. Alguns comandos podem até mesmo ser incluídos pelos próprios fabricantes de hardware, através dos seus drivers.

Figura 17

Gerenciador de dispositivos.

 

 

 

Cada item do Gerenciador de Dispositivos pode ser clicado, dando acesso ao seu quadro de propriedades. Dependendo do dispositivo poderão existir diversas guias não presentes em outros. Por exemplo, uma placa de rede tem uma guia Avançado com configurações específicas sobre a transmissão e recepção de dados, além de uma guia de Gerenciamento de Energia. Nela indicamos se um dispositivo pode ser desligado durante os modos de economia de energia, e também se o dispositivo pode tornar o computador novamente ativo (figura 18).

Figura 18

Propriedades de uma placa de rede.

 

 

 

Todos os dispositivos possuem uma guia Driver (figura 19), através da qual podemos atualizar um driver, reverter um driver (voltar à versão antiga de um driver, caso uma versão nova tenha apresentado problemas) e desinstalar um driver.

Figura 19

Guia de Drivers.

 

 

 

Os dispositivos possuem também uma guia Recursos (figura 20). Nela podemos alterar endereços, canais de DMA e IRQ utilizados pelos dispositivos. Note entretanto que nem todos os dispositivos permitem a alteração. O método de alteração é o mesmo utilizado nas versões anteriores do Windows.

Figura 20

Guia de recursos de hardware.

 

 

 

A figura 21 mostra uma configuração que é um pouco diferente da encontrada no Windows 9x. Naquele sistema, a ativação das transferências em DMA era normalmente feita no quadro de propriedades de cada unidade de disco ou CD-ROM. No Windows XP esta configuração é feita no quadro de propriedades da interface IDE. Temos acesso às configurações de DMA para os dispositivos Master e Slave de cada interface.

OBS: A ativação do recurso DMA para os discos rígidos é necessária para que funcionem com a sua máxima taxa de transferência externa, que resulta no maior desempenho.

Figura 21

Configurações avançadas de uma interface IDE.

 

 

 

O Gerenciador de Dispositivos do Windows XP é realmente mais rico em possibilidades de configuração que os existentes em versões anteriores do Windows. Na figura 22 vemos um comando que já fez falta para muitos usuários, que é a configuração da região de um DVD. Alguns drives são produzidos para uma região fixa, outros aceitam DVDs de qualquer região, outros permitem que a região seja alterada um número limitado de vezes.

Figura 22

Alterando a região de um DVD.

 

 

 

No capítulo 2 mostramos diversos exemplos de configurações para dispositivos de hardware, com os respectivos ajustes no Gerenciador de dispositivos.

Perfis de hardware

Um peril de hardware é um conjunto de informações sobre dispositivos de hardware instalados. Em certas situações é conveniente criar perfis de hardware diferentes. A Microsoft criou este recurso para facilitar o uso de computadores portáteis, que ora podem operar isoladamente, ora em uma estação de encaixe, com monitor, teclado, mouse e impressoras próprios, por exemplo. Normalmente o Windows opera com um único perfil, mas podemos criar um segundo perfil e fazer a instalação de novos dispositivos. Podemos configurar o Windows para apresentar durante o processo de boot, uma tela para a escolha do perfil a ser usado. Através do Gerenciador de Dispositivos podemos desativar os dispositivos de hardware em um certo perfil.

Figura 23

Gerenciando os perfis de hardware.

 

 

 

Para criar um perfil de hardware, selecionamos o primeiro deles (Perfil 1 Atual) e clicamos em Copiar. Podemos agora definir como será feita a escolha do perfil na inicialização do Windows. Se marcarmos “Aguardar até que eu selecione um perfil de hardware”, a tela de seleção de perfil mostrada na inicialização do Windows aguardará até que o usuário faça a escolha usando as setas do teclado e ENTER. A outra opção é “Selecionar o primeiro perfil listado se eu não selecionar um perfil em X segundos”. O usuário terá então um tempo limite para fazer a escolha. Se este tempo for programado com 0 segundos, a tela de escolha de perfil não será mostrada, e o Perfil 1 será usado automaticamente.

Em cada perfil criado, podemos “desmarcar” no Gerenciador de dispositivos, quais dispositivos de hardware serão desativados. Aqui está uma aplicação maldosa: digamos que um PC é usado em casa por um usuário, dono do computador, e pelo seu irmão mais novo “pestinha”. Este irmão obviamente deverá ter uma conta de usuário limitado, que permitirá usar os programas, mas não alterar as configurações de hardware, nem instalar programas. Digamos que este usuário quer impedir que seu irmão use o modem e o drive de DVD ou CD-ROM, ou seja, nada de Internet e jogos. Selecionando o Perfil 1, marcamos no Gerenciador de dispositivos, na guia Geral de cada dispositivo a ser desativado (figura 24), a opção “Não usar este dispositivo no perfil de hardware padrão”.  

Figura 24

Desativando um dispositivo no perfil atual.

 

 

 

Na figura 25 vemos que foram desativados o modem e o drive de DVD. Se o tempo de espera na figura 23 for programado como 0 segundos, não será possível escolher o Perfil 2, sendo usado automaticamente o Perfil 1 com essas desativações. Em outras palavras, os usuários limitados não poderão usar o modem e o drive de DVD/CD-ROM. Um usuário administrador pode ativar novamente esses dispositivos para usá-los, mas isso não pode ser feito com uma conta limitada. A outra forma de fazer isso é programando o tempo limite com um valor maior, 5 segundos por exemplo. Podemos então escolher o Perfil 2, no qual esses dispositivos estarão ativos. Antes de terminar a sua sessão, o usuário adminstrador deve alterar novamente este tempo para 0 segundo, obrigando os usuários limitados a usarem o Perfil 1, com esses dispositivos desativados. Note que o Windows XP possui mecanismos para proteção de arquivos e pastas, através de senhas, mas não permite bloquear diretamente dispositivos de hardware com senhas. Este método é indireto e um pouco mais trabalhoso, porém funciona para bloquear o uso de qualquer dispositivo de hardware.

Figura 25

O modem e o drive de DVD estão desativados.

 

 

 

Nome do computador

Nesta guia podemos fazer alterações na identificação com a qual um computador será indicado na rede. O campo Descrição do computador é um simples comentário ilustrativo, e não serve para a localização do computador na rede. Pode ser alterado a qualquer momento sem afetar o funcionamento da rede. Já os demais campos devem ser alterados com cuidado, tanto que isso só pode ser feito por um usuário administrador.

Usamos o botão ID de rede para identificar o computador em uma rede. Normalmente esta configuração é feita pelo administrador da rede, porém um usuário administrativo também pode fazê-lo com a orientação deste administrador de rede.

Figura 26

Assistente para identificação de rede.

 

 

 

Será apresentado o assistente para identificação de rede (figura 26). Este assistente começa perguntando se a rede é doméstica ou corporativa. Redes domésticas são do tipo “ponto a ponto”, normalmente com dois ou três micros. Já as redes em empresas são mais complexas. Poderão ser também do tipo “ponto a ponto”, ou então possuirem um servidor de domínio. No caso de redes domésticas, o assistente finalizará. No caso de redes corporativas sem domínio, será apenas perguntado o grupo de trabalho. No caso de redes corporativas com domínio, será preciso preencher informações que são definidas pelo administrador da rede (figura 27).

Figura 27

Informações que devem ser fornecidos para o uso em uma rede com domínio.

 

 

 

Avançado

Encontramos aqui uma pequena miscelânea de configurações avançadas e independentes entre si. Vejamos cada uma delas.

Desempenho

O quadro de opções de desempenho possui duas guias. A primeira delas é a Efeitos visuais (figura 28). Os diversos efeitos visuais do Windows XP dão uma boa aparência à sua interface gráfica, mas podem tornar as operações na tela muito lentas, caso a placa de vídeo e o processador não sejam bem velozes. A opção ideal para esta configuração é a primeira, “deixar o Windows escolher a melhor opção para o computador”. Se a aparência for mais importante que o desempenho gráfico, podemos escolher a opção “Ajustar para obter uma melhor aparência”. Se quisermos deixar de lado todos os maravilhosos efeitos visuais para melhorar o desempenho da interface gráfica, usamos a opção “Ajustar para obter um melhor desempenho”. Finalmente podemos escolher a opção “Personalizar”, tendo acesso à lista de efeitos visuais que podem ser habilitados ou desabilitados individualmente.

Figura 28

Configurações de efeitos visuais.

 

 

 

A guia de configurações avançadas de desempenho (figura 29) permite fazer alguns ajustes no uso do processador e da memória.

Figura 29

Configurações avançadas de desempenho.

 

 

 

No campo Agendamento do processador podemos escolher se o processador deve dedicar mais tempo à execução de programas em primeiro plano (aqueles que são comandados diretamente pelo usuário) ou para aqueles que estão sendo executados em segundo plano. Esta segunda opção é mais indicada para servidores.

No campo Uso de memória podemos especificar se uma maior parcela da memória deve ser usada por programas ou para a cache do sistema. Use a opção Cache do sistema em servidores, ou então para melhorar o desempenho do disco rígido, caso o computador tenha memória de sobra.

Temos ainda um campo para indicar as configurações da memória virtual. Ao clicarmos em Alterar, será mostrado o quadro de configurações da figura 30. O tamanho padrão para o arquivo de troca da memória virtual (no Windows XP é o PAGEFILE.SYS, que no Windows 9x/ME correspondia ao WIN386.SWP) é igual à quantidade total de RAM mais 50% deste valor. Por exemplo, em um sistema com 256 MB, o tamanho padrão é 384 MB. Para deixar que o Windows gerencie automaticamente este tamanho, marcamos a opção “Tamanho gerenciado pelo sistema” e clicamos no botão Definir. Quando um computador possui mais de uma unidade de disco, podemos dividir o arquivo de paginação entre essas unidades, tornando o seu acesso mais rápido. Podemos até mesmo escolher quais unidades terão e quais não terão partes do arquivo de paginação. Se um PC tem dois discos rígidos C e D, podemos configurar o arquivo de paginação para ocupar apenas o drive D. Desta forma será possível ao sistema acessar arquivos comuns do sistema operacional e aplicativos no drive C, ao mesmo tempo em que são feitos acessos à memória virtual no drive D.

Figura 30

Configurações de memória virtual.

 

 

 

Quando o computador passa períodos muito longos fazendo acesso a disco, é possível que o motivo seja o acesso à memória virtual. Para confirmar, tecle Control-Alt-Del antes de realizar as operações que resultam em lentidão. Será apresentado o Gerenciador de tarefas do Windows (figura 31), onde devemos selecionar a guia Desempenho. No campo “Memória física”, verifique a quantidade indicada como “Disponível”. Esta quantidade chegará a um valor baixo quando o uso da memória virtual for intenso.

Se for comprovado que o uso da memória virtual é intenso nos momentos de lentidão com muitos acessos a disco, reconfigure a memória virtual (figura 30) para que o arquivo de troca seja mantido em um outro disco rígido (não para uma segunda unidade lógica de um mesmo disco físico, e sim para um segundo disco físico). Como os acessos a ambos os discos são independentes, é muito possível que isto melhore o desempenho.

Os jogos modernos são programas bastante “pesados” em termos de uso do processador e da memória. Fizemos um teste com o jogo “Return to Castle Wolfenstein” em um PC equipado com o processador Athlon de 1 GHz e 256 MB de RAM. O carregamento das fases do jogo demorava em média 30 segundos. Configurando a memória virtual para usar o arquivo de troca em um segundo disco rígido, este tempo caiu para 18 segundos. Faça as suas configurações e verifique os resultados obtidos.

Figura 31

Monitorando o uso do processdor e da memória.

 

 

 

Perfis de usuário

O perfil de usuário é um conjunto de informações que diferenciam um usuário de outro. Isto inclui a sua área de trabalho, vários menus como Favoritos, programas recentes, documentos recentes, o menu Iniciar, os cookies usados pelo navegador, dados diversos, temas e esquemas que dão a aparência ao desktop, etc. Um usuário pode ter contas em vários computadores e ter em cada um deles, seus dados e configurações próprias. Isso é o que chamamos de perfil local. Mais prático entretanto para aqueles que precisam trabalhar em vários computadores diferentes é o perfil móvel. Este conjunto de informações é armazenado em um servidor e fica acessível a qualquer computador da rede onde o usuário fizer o logon. Para este usuário, todos esses computadores parecerão iguais, com configurações idênticas, como se fossem cópias do seu computador principal.

Figura 32

Gerenciamento de perfis.

 

 

 

O pefil móvel é criado pelo administrador do sistema e armazenado em um servidor.

Inicialização e recuperação

A primeira parte deste quadro (figura 33) traz configurações relacionadas com o processo de boot. Quando o PC tem mútliplos sistemas operacionais, é apresentada uma tela no início do processo de boot, na qual o usuário escolhe o sistema a ser usado. Neste quadro podemos escolher qual é o sistema padrão (aquele que será usado automaticamente caso o usuário não faça escolha na ocasião do boot) e o tempo que esta lista permanecerá sendo exibida na tela. Encontramos ainda um ajuste para o tempo das opções de recuperação. Essas opções são exibidas quando ocorre falha no processo de boot. É o seguinte o menu de opções de inicialização, que também pode ser obtido com o pressionamento da tecla F8 durante o início do boot:

Figura 33

Configurações de inicialização e recuperação.

 

 

 

O modo seguro, ou modo de segurança, é aquele no qual o Windows é inicializado sem o carregamento de drivers. A placa de vídeo opera em modo SVGA universal, sem aceleração gráfica. Todas as placas de interface ficam desabilitadas, o computador não tem acesso à rede, nem ao drive de CD-ROM, nem ao modem nem à placa de som. Usamos este modo quando o Windows trava na inicialização devido a algum driver problemático. Devemos analisar o problema e descobrir o que está atrapalhando o processo de boot. Temos ainda uma opção de modo de segurança com acesso à rede e outra com prompt do comando, no qual podemos usar comandos típicos da interface do MS-DOS. Nesta situação, para reiniciar o computador usamos o Gerenciador de Tarefas (Control-Alt-Del), no qual encontramos o comando Desligar, no qual estão todas as opções de desligamento e reinicialização.

A opção Ativar log de inicialização criará um arquivo NTBTLOG.TXT na pasta C:\Windows, no qual é apresentada uma lista de toda a atividade durante o processo de boot. Podemos abrir posteriormente este arquivo usando um editor de textos e checar no seu final, qual foi o comando que resultou no travamento.

A opção Ativar modo VGA é útil quando a placa de vídeo e/ou o monitor apresentam problemas na inicialização, resultando em imagem ilegível. O modo VGA usado nesse caso tem a resolução de 640x480 com 256 cores (a rigor, este modo é SVGA, pois a placa VGA operava com apenas 16 cores nesta resolução).

O quadro de inicialização e recuperação (figura 33) também controla a geração de arquivos de despejo de memória (dump) gerados em caso de falha. Esses arquivos contém uma cópia do conteúdo total ou parcial da memória, de acordo com a opção escolhida. O arquivo gerado poderá estar na pasta C:\Windows\Minidump ou em outra que seja configurada neste quadro. Quando é feito despejo da memória total ou de memória usada pelo núcleo do sistema, é usado o arquivo MEMORY.DMP, em C:\Windows. O usuário normalmente não utiliza esses arquivos, mas eles ficam disponíveis para serem enviados ao suporte técnico da Microsoft, caso solicitados.

Variáveis de ambiente

Essas variáveis funcionam como controles para o sistema operacional e para diversos programas. Muitas delas são criadas durante a instalação do Windows. Por exemplo, a variável NUMBER_OF_PROCESSORS indica quatos processadores existem no sistema. Esta informação é útil não apenas para o Windows, mas também para programas que podem dividir o trabalho entre múltiplos processadores. Várias dessas variáveis são também criadas durante a instalação de programas. Normalmente não é necessário, mas o usuário também pode criar e alterar as variáveis de ambiente, através do quadro da figura 34. Isto deve ser feito apenas mediante instruções dos fabricantes de software, como soluções para problemas específicos.

Figura 34

Variáveis de ambiente.

 

 

 

Relatórios de erros

Esta configuração permite o envio para a Microsoft sobre erros encontrados no sistema operacional e em programas. Não tem utilidade imediata para o usuário, entretanto erros comuns, reportados por um número muito grande de usuários, podem ser pesquisados e solucionados pela Microsoft. A solução pode ser apresentada no site de suporte da Microsoft ou incorporada em futuros service packs e versões do Windows.

Restauração do sistema

A restauração do sistema é um recurso bastante útil. Permite colocar o sistema novamente em uma configuração correta, desfazendo configurações e alterações mal sucedidas, como instalações de hardware, atualizações de drivers, configurações de software e hardware e instalações de programas que resultem em instabilidades, travamentos ou outras anomalias. Em muitas situações o Windows cria automaticamente pontos de restauração, por exemplo, na instalação de um driver sem assinatura digital, não homologado pela Microsoft. Podemos usar Iniciar / Programas / Acessórios / Ferramentas do sistema / Restauração do sistema e escolher a opção Restaurar o computador mais cedo. Selecionamos então a data a partir de um calendário, e a hora na qual foi criado o ponto de restauração.

Figura 35

Escolhendo as unidades de disco a serem monitoradas para restauração.

 

 

 

Os pontos de restauração requerem a cópia de inúmeros arquivos. Funcionam portanto como uma espécie de backup. Cada ponto de restauração pode consumir várias dezenas ou centenas de megabytes. Podemos através do quadro da figura 35, indicar quais unidades de disco devem ser monitoradas para restauração. Digamos que no nosso exemplo, a unidade D seja usada apenas para jogos e outros arquivos menos críticos, que não causem transtorno caso sejam perdidos. Podemos então desativar a restauração para aquela unidade. Podemos até mesmo desativar totalmente a restauração (não recomendável). Para cada uma das unidades de disco podemos usar o botão Configurações (figura 36) e indicar a porcentagem do disco que deve ser reservada para a cópia dos dados de restauração. Pontos de restauração antigos serão descartados automaticamente quando este espaço ficar totalmente ocupado.

Figura 36

Indicando o espaço em disco reservado para a restauração.