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Compartilhamento de banda larga Autor: Laércio Vasconcelos |
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Rede com Internet
Sem dúvida um dos mais
importantes tipos de compartilhamento é o da conexão com a Internet. As redes
instaladas em empresas, há muito oferecem acesso à Internet. Já as redes de
pequeno porte, sobretudo as domésticas, somente há pouco tempo têm oferecido
este recurso. Um grande marco para a difusão da Internet em redes pequenas foi
o Windows 98SE, que trazia o recurso ICS (Internet Connection Sharing, o
Compartilhamento de conexão com a Internet).
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Figura
1 Uma
das diversas formas para compartilhar banda larga: através de um micro. O
problema é que para funcionar é preciso que o micro conectado à
Internet esteja ligado... |
Para compartilhar uma conexão
de Internet com dois micros basta conectá-los através de duas placas de rede e
um cabo crossover, e configurá-los adequadamente, como mostraremos neste capítulo.
Este compartilhamento se aplica a conexões por linha discada (dial-up) e banda
larga. Já mostramos no capítulo 10 como compartilhar uma conexão de Internet
com linha discada. O presente capítulo será dedicado ao compartilhamento de
banda larga, seja através de um micro, seja com o uso de roteadores.
O acesso à Internet pode ser
distribuído para todos os computadores da rede, e existem vários métodos para
fazê-lo. Todos os métodos têm uma coisa em comum: é preciso que os micros
estejam conectados em rede, através de hub ou switch.
No exemplo da figura 2, o
computador que está ligado à Internet foi configurado para
compartilhar sua conexão. Quando um computador faz este papel, é
chamado gateway. Esse método tem uma desvantagem: exige que o gateway
esteja ligado para que os demais micros acessem a Internet.
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Figura
2 Compartilhando
conexão de Internet de um micro com os demais micros da rede. |
Compartilhar a Internet através de um micro é um método barato. Se pagarmos um pouco mais podemos instalar um ROTEADOR. Com ele não precisamos ter um micro fazendo o papel de gateway. Qualquer micro poderá ter acesso à Internet, basta que o roteador esteja ligado.
As três funções básicas
O compartilhamento com a
Internet pode ser feito de inúmeras formas, mas em todas elas podemos destacar
três funções básicas. Na maioria dos casos usamos equipamentos que acumulam
duas delas, ou até mesmo as três:
1) Modem: Faz a interface com
a Internet
2) Roteador: Distribui a conexão para uma rede interna
3) Concentrador: Pode ser um hub ou switch, fornece a conexão para a rede
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Figura
3 As
três funções básicas. |
Um roteador de banda larga (Broadband
Router) pode ser ligado a modems ADSL (Velox, Speedy) ou Cable modem, e
distribuir a conexão da Internet para os micros da rede. Muitos desses
roteadores integram também um switch, portanto acumulam as funções 2 e 3 do
nosso diagrama. O modelo da figura 4 é um roteador com switch integrado para 4
portas Ethernet. Se quisermos conectar um número maior de computadores podemos
ligar um switch comum, em cascata com o roteador.
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Figura
4 Este
equipamento é switch e roteador. |
Alguns exemplos de equipamentos
No diagrama da figura 3 você não deve raciocinar com equipamentos, e sim com funções. Fisicamente os equipamentos disponíveis no mercado executam uma, duas ou três dessas funções. A seguir citamos alguns exemplos.
ADSL Router:
Funções 1 e 2. Deve ser ligado a um
hub ou switch para permitir o compartilhamento de uma conexão de banda larga
ADSL (Velox, Speedy).
Broadband
Router:
Funções
2 e 3. Deve ser ligado a um modem ADSL ou Cable Modem para poder
compartilhar a Internet na rede.
Apenas função 1. Deve ser ligado a
outros equipamentos que implementem as funções 2 e 3. O ideal é ligá-lo a um
broadband router.
Apenas função 1. Deve ser ligado a
outros equipamentos que implementem as funções 2 e 3. O ideal é ligá-lo a um
broadband router.
Fax/Modem:
Apenas função 1. O computador no qual está instalado desempenha a função
2. Ligamos este computador à rede através de um hub ou switch (função 3)
para permitir o compartilhamento.
Exemplo: Broadband Router
Apesar do seu nome, trata-se
na verdade de uma mistura de roteador e switch. É ligado em um modem de banda
larga (Cable ou ADSL) através de uma conexão Ethernet (RJ-45). Possui em geral
quatro conexões Ethernet operando em modo switch, permitindo a conexão a
quatro computadores. A conexão com a Internet é indicada como WAN (Wide Area
Network), enquanto as conexões com a rede local são chamadas de LAN (Local
Area Network). Como aceita conexões de Internet vindas de modems a cabo ou ADSL,
serve para os dois mais populares tipos de banda larga: ADSL (Ex: Velox, Speedy)
ou a cabo (Ex: Virtua, Ajato).
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Figura
5 Uso
do broadband router. |
Exemplo: ADSL Router
O ADSL Router é ao mesmo
tempo um modem ADSL e um roteador (funções 1 e 2). Sendo ligado a um switch ou
hub, permite distribuir o acesso à Internet para os computadores da rede. Este
produto é relativamente comum, pode ser encontrado com facilidade no comércio
brasileiro.
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Figura
6 Uso
do ADSL Router. |
Exemplo: Modem ADSL+Router+Switch
Este aparelho é uma espécie de “3-em-1”, pois executa as funções 1, 2 e 3 do nosso diagrama. É um modem ADSL, roteador e possui em geral 4 conexões LAN, portanto opera também como switch.
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Figura
7 ADSL
Router/Switch da Planet, modelo ADE-4300.
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Citamos como exemplo o modelo ADE-4300, produzido pela Planet e encontrado com facilidade no mercado nacional. Outros fabricantes também oferecem produtos semelhantes. A figura 8 mostra a simplicidade do uso desse aparelho. Basta ligá-lo à linha telefônica (Internet com ADSL) e conectar no mesmo até 4 micros. Se for necessário ligar mais micros, podemos ligar um switch em cascata.
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Figura
8 Um
só aparelho faz todo o trabalho de compartilhamento de Internet. |
Existem ainda aparelhos que podem ser considerados “4-em-1”, pois além de serem modem, roteador e switch, também oferecem acesso wi-fi.
Exemplo: ligando dois micros em um ADSL Router
A maioria dos ADSL Routers
possuem duas conexões para micros, sendo uma Ethernet (a mais usada) e outra
USB. Normalmente ambas podem operar ao mesmo tempo. Quando queremos ligar apenas
dois computadores, não precisamos portanto utilizar um switch, basta usar ambas
as conexões. Nesse caso o ADSL Router também opera como um switch de duas
portas.
Para usar a conexão USB com
o ADSL Router, é preciso instalar um “USB Network driver”, encontrado no
CD-ROM que acompanha o produto. Este driver cria um adaptador de rede virtual
que é direcionado para a porta USB. Basta instalar esse driver no micro que será
ligado ao roteador através da porta USB.
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Figura
9 Para
ligar somente dois micros, podemos dispensar o switch e usar a conexão
USB. |
Exemplo: Banda larga para dois micros
Conexões de banda larga,
sejam a cabo ou ADSL, podem ser compartilhadas pelo processo indicado na figura
10. Um computador pode operar como roteador, desde que este recurso seja
configurado. O Windows 98SE e superiores permitem tal configuração. Este
computador deve ter duas placas de rede, uma para ligação no modem e outra
para ligação na rede interna.
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Figura
10 Usando
um micro como roteador. |
Esta configuração é ideal
para quem já possui um modem de banda larga, ao invés de um modem/roteador.
Desta forma não é necessário comprar um modem/roteador, nem um switch para
ligar os dois micros. A desvantagem é que é necessário ligar o primeiro micro
para que o segundo tenha acesso à Internet. É preciso que o micro conectado à
Internet seja ligado antes do outro.
Exemplo: Internet dial-up para dois micros
Este é um compartilhamento
de conexão de Internet por linha discada (dial-up). Um computador deve possuir
uma placa fax/modem e uma placa de rede. Através desta placa de rede este micro
é conectado a um segundo micro, usando um um cabo crossover.
No computador ligado à
Internet, usamos o recurso “Compartilhamento de conexão com a Internet”,
disponível no Windows 98SE e superiores. No segundo computador devemos
configurar a conexão de Internet como “Conexão via rede”.
A vantagem deste método é o
seu baixo custo, pois não requer equipamentos especiais como roteadores. A
desvantagem é a baixa velocidade das conexões por linha discada.
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Figura
11 Compartilhamento
de Internet por conexão discada.
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Se você precisar compartilhar uma conexão de Internet discada, consulte o capítulo 10.
Exemplo: Micro como roteador de banda larga
Quando configuramos o recurso
ICS – Compartilhamento de conexão com a Internet, disponível no Windows 98SE
e superiores, este computador passa a operar na como um roteador. Pode usar a
Internet normalmente, e também distribuir esta conexão de Internet pela rede
interna, através de um switch ou hub. Neste computador que é ligado à
Internet devemos instalar um firewall para proteger a rede interna.
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Figura
12 Este
micro compartilha a Internet com a rede local. |
Uma conexão de Internet por
linha discada também pode ser compartilhada para a rede, apesar de ficar muito
lenta. Um computador é fisicamente ligado à Internet através de um fax/modem.
Através de uma placa de rede, este computador (que fará papel de roteador) é
ligado a um hub ou switch. Outros computadores são ligados a este hub ou switch,
formando a rede, que dará acesso à Internet para todas as máquinas.
Exemplo: Roteador wi-fi
Este aparelho é ligado a um
modem de banda larga (cabo ou ADSL) e distribui a conexão de banda larga através
de uma rede sem fio (wi-fi). Os computadores que farão acesso sem fio precisam
ter um adaptador de rede wi-fi adequado. Normalmente esses roteadores possuem
também uma ou mais conexões Ethernet (LAN) que permitem a ligação de um ou
mais micros.
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Figura
13 Roteador
wi-fi. |
Resumo: funções 1, 2 e 3
Resumindo, todos os métodos para compartilhar conexão com a Internet necessitam de um modem, um roteador e um concentrador (este último para distribuir a conexão por mais de um computador).
Função 1: Modem
Os modems podem ser de vários tipos:
Fax/modem (para dial-up)
ADSL modem
Cable modem
O modem também pode estar integrado com um roteador, como é o caso do ADSL Router.
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Figura
14 Exemplos
de modems para conexão com a Internet. |
Função 2: Roteador
O roteador é o módulo que
efetivamente compartilha a conexão com a Internet. Este compartilhamento é
baseado no protocolo NAT – Network Address Translation. O roteador recebe
solicitações de acesso à Internet da rede interna e faz uma troca de endereços
IP, “fingindo” que ele mesmo está solicitando esses acessos. O
roteador pode ser:
ADSL
Router
Broadband
Router (Roteador + Switch)
Um micro com o ICS ativado
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Figura
15 Exemplos
de roteadores. |
Função 3: Concentrador
É preciso que exista alguma
forma para distribuir a conexão de Internet para os demais computadores da
rede. Isto pode ser feito com um hub ou switch, mas existem outros métodos:
Hub
Switch
Broadband
router (sRouter/switch
Modem
a cabo/ADSL com Ethernet e USB
Cabo
crossover
Acesso
wireless
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Figura
16 Exemplos
de concentradores. |
Abusar.org
Acesse o site da Associação Brasileira de Usuários de Acesso Rápido:
Lá você encontrará dicas
interessantes sobre uso e compartilhamento de banda larga, manuais de configuração
para diversos modems e roteadores, fórum, tutoriais e links.
Explicando o roteamento
O trabalho do roteador é relativamente simples. Fica ligado a duas redes: LAN (rede local) e WAN (Internet). Cada pacote que chega de um lado é enviado ao outro lado com uma troca de endereços. Quando um computador da rede local quer acessar um IP na Internet, o roteador “finge” que é ele mesmo que quer fazer o acesso. Ao receber a resposta da Internet, coloca o endereço original (interno) e o envia para a rede local, fazendo com que chegue ao micro que solicitou os dados da Internet.
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Figura
17 Endereços
IP em uma rede local com acesso à Internet. |
Para entender como o processo funciona, considere como exemplo a pequena rede da figura 17, com acesso à Internet através de um ADSL Router. Todo roteador opera como DHCP, portanto atribui os endereços IP que serão usados dentro da rede local. No exemplo da figura 17, a conexão LAN do roteador usa o IP 10.0.0.1 (interno, classe A). Os micros da rede receberam também endereços internos classe A, atribuídos pelo roteador (10.0.0.2, 10.0.0.3, etc.). Um roteador pode usar qualquer faixa permitida para endereços IP internos (veja o capítulo 7).
A conexão WAN do roteador
recebe um endereço IP externo, ou seja, visível na Internet. Este IP é
definido pelo DHCP existente no fornecedor do acesso (Telemar, por exemplo). No
exemplo da figura 17, vemos que este IP é externo classe C (200.157.130.213).
Um detalhe interessante é que este é o único IP visível na Internet da nossa
rede. Os computadores da rede interna, apesar de terem acesso à Internet, não
são “visíveis”, já que seus endereços IP são internos.
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Figura
18 O
micro de IP 10.0.0.2 envia um pacote de dados para o IP 64.233.179.104. |
Considere agora que o micro de IP 10.0.0.2 vai enviar dados para um local na Internet com IP 64.233.179.104. É então enviado um pacote indicado como “A” na figura, constando:
Endereço destino:
64.233.179.104
Endereço origem: 10.0.0.2
Obviamente um pacote contendo um endereço de origem interno (10.0.0.2) não pode trafegar na Internet. O roteador “anota” a ocorrência desse pacote e substitui o IP origem (10.0.0.2) pelo IP da sua conexão WAN (no exemplo, 200.157.130.213). Este pacote, agora chamado de “B” na figura 18, é “solto” na Internet, com o seguinte endereçamento:
Endereço destino:
64.233.179.104
Endereço origem: 200.157.130.213
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Figura
19 Chegada
da resposta. |
O pacote vai caminhar pela Internet, de roteador em roteador, até chegar ao destino. O computador destino enviará a resposta dos dados solicitados, como mostra a figura 19. Essa resposta é um pacote X, com o seguinte endereçamento:
Endereço destino:
200.157.130.213
Endereço origem: 64.233.179.104
Este pacote X trafegará pela Internet, de roteador em roteador, até chegar ao seu destino, que é a porta WAN do nosso roteador. O roteador saberá que este pacote é uma resposta solicitada pelo computador interno de IP 10.0.0.2. Fará então a substituição do IP destino (200.157.130.213) pelo IP do computador que solicitou originalmente esses dados (10.0.0.2). Este pacote (agora chamado de “Y” na figura 19) será “solto” na rede local, agora com o seguinte endereçamento:
Endereço destino: 10.0.0.2
Endereço origem: 64.233.179.104
Para o computador de IP 10.0.0.2, tudo se passa como se ele tivesse enviado dados para o IP 64.233.179.104, e recebido a resposta vinda do IP solicitado. O referido dado e sua resposta poderiam ser, por exemplo, “leia a página de endereço especificado”, e a resposta seria o conteúdo da página solicitada – é o que ocorre por exemplo em um navegador, quando clicamos em um link e é aberta a página correspondente.
Este é um conceito de roteamento chamado NAT (Network Address Translation).
Como configurar os equipamentos
Feitas as conexões de equipamentos que implementem as funções 1, 2 e 3, é preciso passar para a etapa de configuração. Em linhas gerais, temos que usar o Setup do roteador ou modem ADSL e fazer alguns pequenos ajustes. Se a banda larga for compartilhada através de um micro, usamos o ICS (Windows 98SE) ou o Assistente de configuração de rede (Windows ME/XP). Como vimos nesse artigo, são inúmeros os métodos para compartilhar banda larga. No próximo artigo mostraremos o exemplo de compartilhamento através de um roteador ADSL e um switch, que é uma configuração bastante comum.
/// FIM ///
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Laércio Vasconcelos Computação
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