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Cálculos de temperatura de Autor: Laércio Vasconcelos |
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Todos os usuários que cuidam
pessoalmente do hardware de seus computadores conhecem as técnicas para manter
a temperatura do processador dentro de limites seguros. Isso envolve o uso
correto de coolers e garantir a melhor ventilação para o interior do gabinete,
e em alguns casos, apelar para o ar condicionado. Em casos extremos, soluções
mais complexas como o water cooler são utilizadas.
Nosso artigo pretende
demonstrar numericamente a relação as diversas variáveis, como:
Temperatura
Resistência térmica do cooler
Potência elétrica
Taxa de utilização do processador
Conhecer matematicamente como
essas grandezas estão relacionadas poderá ajudar você a manter a temperatura
do seu processador dentro de limites seguros.
As providências a serem
tomadas para reduzir a temperatura do processador são:
1) Reduzir a temperatura do
ambiente
2) Melhorar a ventilação
interna do gabinete
3) Tornar mais eficiente a
operação do cooler do processador
Quanto mais elevada é a
temperatura ambiente, ou seja, externa ao computador, mais elevada será a
temperatura do processador. A temperatura ambiente pode ser reduzida, por
exemplo, com o uso de ar condicionado. Caso isto não seja possível, devemos
utilizar os outros dois processos para reduzir a temperatura: melhorar a ventilação
interna do gabinete e tornar mais eficiente o cooler do processador, conseguindo
assim os mesmos graus Celsius a menos que seriam obtidos graças ao ar
condicionado.
A refrigeração interna do
gabinete é outro fator importante. De um modo geral, a temperatura do interior
do gabinete do computador é maior que a temperatura do ambiente, devido ao
calor gerado pelos componentes, pelo disco rígido, pelo drive de CD-ROM, pela
placa de vídeo 3D e pelo próprio processador. Quanto pior é a ventilação
interna, maior é esta diferença. Um gabinete com ventilação deficitária
pode ter a temperatura interna de 40oC ao operar em um ambiente de 30oC,
portanto estaria 10oC mais quente que o ambiente. Este mesmo
gabinete, com a ventilação melhorada, poderia ficar com a temperatura interna
de 35oC ao ser colocado no mesmo ambiente de 30oC,
portanto estaria apenas 5oC mais quente.
A terceira providência para
reduzir a temperatura do processador é melhorar a eficiência do seu cooler. Um
cooler de maior tamanho é capaz de dissipar o calor do processador (ou seja,
retirar o calor do processador e transferi-lo para o ar do interior do gabinete)
de forma mais rápida.
As fontes de alimentação
puxam o ar do interior para o exterior do gabinete. Este método de ventilação
tende a resfriar os componentes por igual, de uma forma mais “democrática”,
ou seja, todos os componentes serão resfriados de forma equilibrada.
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Figura 1 Ar é jogado para
fora do gabinete |
A figura 1 mostra o fluxo de
ar em um gabinete no qual o ar é jogado para fora, pela parte traseira. O ar
frio entra pela parte frontal do computador, e também pela lateral (estamos no
caso de um gabinete horizontal) ou pela parte de baixo (no caso de um gabinete
vertical). Note que o fluxo de ar passa pela placa de CPU, em diagonal. Este método
de ventilação é adequado tanto para processadores localizados na parte
frontal da placa mãe (modelos antigos, padrão AT), quanto para os
processadores localizados mais próximos da fonte (modelos novos, padrão ATX).
É o método mais utilizado. Além de refrigerar bem o processador, que está no
caminho do fluxo de ar, tende a resfriar de forma equilibrada todos os demais
componentes do interior do gabinete.
Para que este método de
ventilação funcione bem é preciso que a entrada principal de ar seja a
localizada na parte frontal do gabinete. Fendas abertas desnecessariamente devem
ser tampadas. Por exemplo, as fendas onde são encaixadas as placas de expansão,
na parte traseira do gabinete. Quando um slot está livre, devemos deixar
tampada a fenda correspondente.
O último recurso, e
normalmente o mais importante, para manter a temperatura do processador dentro
de limites seguros é melhorar a eficiência do cooler. A figura 2 mostra um
cooler acoplado ao processador e as duas temperaturas envolvidas:
tp: temperatura do
processador
tg: temperatura do
interior do gabinete
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Figura 2 Cooler acoplado
ao processador. |
Entre as faces superior e
inferior do cooler existe uma diferença de temperatura igual a:
D
= tp - tg
Por exemplo, se o interior do
gabinete está a uma temperatura de 45°C
e o processador a 60°C,
temos
D
= tp - tg = 60°C
– 45°C
= 15°C
Considerando a temperatura do
interior do gabinete como constante, valores elevados de
D
indicam que a temperatura do processador é mais elevada. Intuitivamente
percebemos que quanto maior é a potência elétrica P gerada pelo processador,
maior será a temperatura do processador, ou melhor, maior será o valor de
D.
Na verdade P e
D
são proporcionais. Se dobramos o valor de P, também dobrará o valor de
D.
A relação entre P e
D
é o que chamamos de resistência térmica do cooler:
q
=
D
/ P
Como P é medido em watts (W)
e
D
é medido em °C,
a unidade de resistência térmica é °C/W.
Um cooler de maior tamanho possui uma resistência térmica menor. Coolers
modernos têm resistência térmica entre 0,3°C/W
e 0,5°C/W.
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Figura 3 Coolers de maior
tamanho possuem menor resistência térmica. |
Coolers de maior tamanho
possuem menor resistência térmica, ou seja, oferecem menos resistência à
passagem do fluxo de calor. É interessante que este fluxo de calor seja
rapidamente transferido para fora do processador e do cooler, chegando ao ar,
que por sua vez é ventilado para longe do processador. A rápida transferência
do calor gerado pelo processador para longe evitará o acúmulo deste calor, ou
seja, evitará o aumento da sua temperatura. Portanto, se quisermos reduzir a
temperatura do processador, temos que usar um cooler com baixa resistência térmica.
Todos os processadores têm
uma temperatura limite, definida pelo fabricante. Todos têm também um sensor térmico
interno que ativa o sinal PROCHOT ao detectar que o limite foi ultrapassado. A
partir daí, o clock normal passa a sofrer inúmeras pausas, reduzindo a carga
total de trabalho, e em conseqüência, a geração de calor. O processador
tende a resfriar até uma temperatura segura. Durante esse período os programas
sofrem uma redução na velocidade e podem até travar, mas o processadro é
protegido.
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Figura 4 O processador
reduz automaticamente o seu ciclo de trabalho quando “perceber” que
atingiu a temperatura limite. |
Para calcular a temperatura máxima
em que um processador irá trabalhar, use a fórmula:
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tp
= P.q
+ tg |
Onde: tp =
Temperatura do processador P = Potência
dissipada pelo processador q
= Resistência térmica do cooler tg =
Temperatura do interior do gabinete |
Considere um processador com
as seguintes características:
Potência dissipada (P) = 60
W
Temperatura externa máxima
do processador: 70°C
Digamos que estamos usando um
cooler com resistência térmica de 0,4°C/W.
Digamos ainda que a temperatura do interior do gabinete seja de 40°C.
Temos então:
tp = 60 x
0,4 + 40 = 64°C
Observe que nessas condições,
a temperatura do processador (64°C)
está abaixo, mas não muito, da máxima permitida pelo fabricante (70°C).
Normalmente um processador dissipa potências elevadas quando tem alta carga de
trabalho, e dissipa valores bem menores quando está executando tarefas leves.
Digamos que nas mesmas condições
esse processador esteja dissipando 20 watts, executando uma tarefa leve. Teríamos
então:
tp = 20 x
0,4 + 40 = 56°C
Note que os processos térmicos
são relativamente lentos. Normalmente um processador demora alguns segundos
para sofrer um brusco aumento de temperatura. O sistema de resfriamento do
processador e do gabinete normalmente precisa de alguns minutos para uma redução
de temperatura, quando o processador reduz a sua carga de trabalho.
Por outro lado, considere
agora o uso de um cooler de menor tamanho, com resistência térmica de 1°C
/W. Ou então um cooler de tamanho grande, porém com pasta térmica
ressecada, ou então com sua ventoinha defeituosa. Teremos então:
tp = 60 x 1
+ 40 = 100°C
Uma temperatura como essa
certamente iria “fritar o processador”. Nos modelos atuais, existem
curcuitos internos que reduzem automaticamente a velocidade do processador
quando a temperatura está muito elevada.
Considere agora um outro
processador com as seguintes características:
Potência dissipada (P) = 50
W
Temperatura externa máxima
do processador: 70°C
Digamos ainda que a
temperatura do interior do gabinete seja de 40°C,
e que vamos usar um cooler com resistência térmica 0,5°C/W.
A temperatura externa deste processador será então:
tp = P.q
+ tg
tp = 50 x 0,5 + 40
= 65°C
Este valor é seguro, está
abaixo dos 70°C
permitidos no nosso exemplo. Entretanto temos que tomar muito cuidado. Estamos
supondo que a temperatura no interior do gabinete é de 40°C,
a mesma do exemplo anterior. Note que quanto mais potência dissipa um
processador, maior será a tendência de aumento na temperatura do interior do
gabinete. O cooler consegue manter o processador em uma temperatura segura, mas
se a ventilação interna do gabinete não for eficiente, a temperatura interna
aumentará de 40°C
para 41°C,
42°C
e assim por diante, até chegar a um ponto em que a temperatura do processador
ficará comprometida. Se a temperatura do interior do gabinete chegar a 45°C,
termos:
tp = 50 x 0,5 + 45
= 70°C
Neste ponto é atingida a
temperatura máxima permitida para o processador. Se a ventilação do gabinete
não for eficiente, a temperatura do seu interior continuará aumentando, e a
temperatura máxima permitida para o processador será ultrapassada. Cada 1°C
a mais na temperatura interna do gabinete corresponderá a 1°C
a mais na temperatura do processador.
Portanto, quanto mais potência
dissipa um processador, melhor deve ser a ventilação do gabinete. Em PCs com
processadores que dissipam mais potência devemos usar de preferência, um
segundo ventilador, instalado na parte frontal interna do gabinete, contribuindo
para melhorar o fluxo de ar e a ventilação. Processadores modernos dissipam
entre 60 e 130 watts, dependendo do modelo. Você pode obter uma tabela completa
dos modelos da Intel e da AMD, incluindo características técnicas de dissipação
de potência elétrica, em:
|
Intel: |
|
|
AMD: |
A temperatura do ambiente
também tem influência sobre a temperatura final do processador. Como vimos nos
cálculos, a temperatura do processador depende da temperatura do interior do
gabinete:
tp = P.q
+ tg
A temperatura tg
do gabinete, por sua vez, depende da temperatura do ambiente tamb (ou
seja, a temperatura externa ao computador) e do aquecimento do interior do
gabinete (ag). Este aquecimento deve ser o menor possível, em geral
varia entre 5°C
e 10°C.
É indesejável que este aquecimento seja elevado, pois qualquer aumento é
automaticamente refletido na temperatura do processador. Este aquecimento
depende da eficiência do sistema de ventilação e da quantidade de calor
gerada por todos os circuitos internos do computador. A temperatura interna do
gabinete está relacionada com a temperatura do ambiente da seguinte forma:
tg = tamb
+ ag
Ou seja, a temperatura do
gabinete é igual à temperatura do ambiente somada com o aquecimento do
gabinete. Para simplificar, se o ambiente estiver a 30°C
e o aquecimento interno for 10°C,
a temperatura interna do gabiente será 40°C.
Trocando tg por tamb
+ ag na fórmula da temperatura do processador, temos:
tp = tamb
+ ag + P.q
Portanto, para encontrar a
temperatura do processador, tomamos a temperatura do ambiente (externa ao
micro), somamos com o aquecimento do gabinete, e finalmente somamos com o
produto P.q
(potência x resistência térmica do cooler). Cada 1°C
a mais na temperatura do ambiente resultará em 1°C
a mais na temperatura do processador. Cada 1°C
a mais no aquecimento interno do gabinete também resultará no aumento
correspondente de 1°C
na temperatura do processador. Sendo assim, para reduzir a temperatura do
processador, podemos tomar três providências:
a) Reduzir a temperatura do
ambiente
b) Reduzir o aquecimento do
gabinete
c) Reduzir a resistência térmica
do cooler
O método mais comum é
utilizar o computador em um ambiente com ar refrigerado. Aliás, muitos dizem
que “computador precisa de ar refrigerado”. Não necessariamente. Existem
outras formas de reduzir a temperatura dos chips, e usar ar condicionado,
reduzindo a temperatura ambiente, é apenas uma delas. Evite utilizar o
computador em locais muito quentes. Fuja dos locais onde há incidência de
raios solares. Não instale o computador em locais onde o ar quente à sua volta
pode ficar represado, como em estantes ou em cantos.
Organize os cabos flat no
interior do gabinete para que não atrapalhem o fluxo de ar. Tampe as fendas
desnecessárias do gabinete, fazendo com que a maior parte do ar entre pela sua
parte frontal. Use um segundo na parte traseira do gabinete, puxando o ar quente
para fora (exaustor). Se você tem mais de um disco rígido, instale também um
ventilador na parte frontal do gabinete, puxando o ar frio para dentro.
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Figura 5 Fonte de alimentação
com ventiladores adicionais. |
Para isso é preciso utilizar
um cooler de maior tamanho. Quanto maior é o tamanho, menor é a sua resistência
térmica. Devemos também, conforme recomendam os fabricantes de processadores,
aplicar pasta térmica entre o cooler e o processador.
Periodicamente (ex: de 6 em 6
meses), desmonte o cooler e retire a sua ventoinha. Limpe a poeira da ventoinha,
lave a parte metálica do cooler, deixe de molho em água com detergente, depois
use um jato de água para remover o detergente. Isso é necessário para retirar
a poeira que fica no interior do cooler. Faça um polimento da base do cooler
usando um polidor de metais e aplique pasta térmica nova.
Como vimos na sessão
anterior, o uso de um cooler de maior tamanho é recomendável em qualquer caso,
mas ele sozinho não resolve todo o problema de aquecimento. Existe um outro
inimigo do processador, que é a má condução térmica entre a sua chapa metálica
superior e o cooler. Na discussão anterior estávamos supondo uma transferência
de calor perfeita entre o processador e o cooler, o que na prática não ocorre.
De um ponto de vista microscópico, o contato físico entre o processador e o
cooler não é perfeito. As superfícies de ambos não são perfeitamente lisas,
e minúsculas lacunas de ar são formadas nesta junção. O calor atravessaria
com mais facilidade um contato perfeito entre dois metais, mas terá maior
dificuldade (ou seja, existe uma resistência térmica) para atravessar as
microscópicas lacunas de ar. Tipicamente esta junção tem uma resistência térmica
em torno de 0,5oC/W. Este valor é somado à resistência térmica do
cooler. Digamos que tenhamos dois coolers, um pequeno em um grande, com resistências
térmicas de 1°C/W
e 0,5°C/W,
respectivamente. Teríamos então, sem pasta:
Cooler pequeno:
q
= 1°C/W
+ 0,5°C/W
= 1,5°C/W
Cooler grande:
q
= 0,5°C/W
+ 0,5°C/W
= 1°C/W
Apesar do cooler grande
continuar levando vantagem, ambos farão o processador operar com temperaturas
mais elevadas. Considerando como 40oC a temperatura interna do
gabinete e 30 watts a potência dissipada pelo processador, as temperaturas do
processador em ambos os casos seriam de:
Cooler pequeno:
tp = 40°C
+ 30W x 1,5°C/W
= 85°C
Cooler grande:
tp = 40°C
+ 30W x 1°C/W
= 70°C
Vemos desta forma o
processador pode ficar muito quente. Em um processador que dissipa 60 Watts,
cada 0,1°C/W
a mais na resistência térmica resultará em um aumento de 6°C
na temperatura final do processador. Por isso é importantíssimo,
principalmente no caso de processadores mais quentes, reduzir a resistência térmica
entre o processador e o cooler. Esta redução é conseguida com a ajuda da
pasta térmica.
A pasta térmica tem com boa
condutividade térmica (ou seja, pequena resistividade térmica), e é aplicada
entre o processador e o cooler, preenchendo a maior parte das as microscópicas
lacunas de ar. Sem pasta térmica, a junção entre o processador e o cooler tem
resistência térmica em torno de 0,5°C/W.
Com a pasta térmica, esta resistência é de cerca de 0,2°C/W.
Parece uma vantagem pequena, mas com o processador dissipando 60 watts, esta
menor resistência térmica provocará uma redução de 18°C
na temperatura do processador.
A pasta térmica pode ser
encontrada com facilidade em lojas de material eletrônico, e até em algumas
lojas especializadas em material de informática, especificamente hardware. Um
pote de 15 gramas, como o da figura 6, é suficiente para aplicação em algumas
dezenas de processadores.
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Figura 6 Pote de pasta térmica. |
Para processadores que têm o
núcleo exposto, como Athlon, Athlon XP, Duron, Sempron (Socket A), Pentium III
e Celeron (FC-PGA), basta aplicar uma pequena quantidade como mostra a figura 7.
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Figura 7
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Para processadores que tem
chapa matálica superior (Pentium 4, Celeron moderno, Athlon 64, etc),
aplicamos a pasta sobre toda a extensão da sua face metálica, mas sem deixar
“esparramar). Vale lembrar que quando o cooler já é acompanhados de um
material térmico, não precisamos, e nem devemos, fazer aplicação de pasta.
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Figura 8 Aplicando pasta
térmica em processadores com chapa metálica. |
Não exagere na quantidade de
pasta, por ser for aplicada uma quantidade muito grande, poderá prejudicar a
condução térmica, ao invés de melhorar. Lembre-se que o objetivo da pasta é
preencher as microscópicas lacunas de ar que ficam entre o processador e o
cooler, portanto uma pequena quantidade é suficiente.
/////////// FIM
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