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Configurações de jumpers Autor: Laércio Vasconcelos |
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Copyright (C) |

Todos os processadores modernos, com raríssimas exceções, operam com duas voltagens: Interna e externa, também chamadas de CORE e I/O. A voltatem interna é usada na maior parte dos circuitos, inclusive no núcleo do processador. A voltagem externa é usada nos circuitos que fazem comunicação com a memória, chipset e com circuitos externos em geral. A maioria dos processadores modernos opera com voltagens internas menores que 2 volts. A voltagem externa em geral é de 3,3 volts, mas novos modelos (ex: Pentium III Tualatin) já estão adotando o padrão de 2,5 volts.
A maioria dos processadores
modernos configuram automaticamente sua voltagem interna, não necessitando da
programação de jumpers. Outros mais antigos não possuem este recurso. A
tabela abaixo mostra o modo de configuração de voltagem interna para diversos
processadores:
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Processador |
Configuração
de voltagem |
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Pentium
4 |
Automática |
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Pentium
III |
Automática |
|
Pentium
II |
Automática |
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Celeron |
Automática |
|
Athlon |
Automática |
|
Duron |
Automática |
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K6-III |
Manual |
|
K6-2 |
Manual |
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K6 |
Manual |
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Cyrix
M III |
Manual |
|
Cyrix
M II |
Manual |
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Cyrix
6x86MX, 6x86 |
Manual |
|
WinChip |
Manual |
|
Pentium
MMX |
Manual |
|
Pentium |
Manual |
Muitas placas de CPU oferecem
ao usuário a opção de configuração manual, mesmo para processadores que
podem usar configuração automática. Recomendamos que nesses casos seja usada
a configuração automática.
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Figura 1 Exemplo
de programação da voltagem interna para o processador Athlon em uma
placa de CPU. Observe a opção CPU DEFAULT, que é a recomendada. |
A figura 1 mostra um exemplo de configuração de voltagem interna do processador Athlon, em uma placa de CPU Asus K7V. A opção recomendada é a CPU Default, que resulta na voltagem correta, informada pelo próprio processador. As outras opções são usadas pelos adeptos do overclock, e permitem utilizar voltagens entre 1.3 volts e 2.0 volts. Antes de instalar um processador devemos programar a opção automática.
As placas de CPU para
processadores mais antigos que não fazem configuração automática de voltagem
possuem jumpers ou dip switches para esta configuração, que é obrigatória.
No manual da placa de CPU existirão instruções para esta programação, como
a que vemos na figura 2.
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Figura 2 Programação de voltagem interna do processador em uma placa de CPU com Socket 7. |
Ao programar a voltagem interna de um processador que necessite deste tipo de programação, podemos sempre consultar as especificações indicadas na face superior deste processador. A maioria dos processadores possui esta indicação. Nos raros casos em que não possui, é possível descobrir esta informação no manual do processador.
Processadores K6-2, bastante comuns em PCs de baixo custo, possuem na sua face superior, indicações com seu nome, clock e várias letras adicionais. Por exemplo, “AMD K6-2/550 AGR”. A letra do meio no sufixo “AGR” pode ser F, G ou H, e cada uma indica uma faixa de voltagem:
F
= 2,2 volts
G = 2,3 volts
H = 2,4 volts
Em certos processadores
antigos, descobrir a voltagem correta pode ser difícil pelo fato de não
existirem indicações. Um exemplo é o Pentium P54C (modelos anteriores ao
Pentium MMX). Este processador era produzido em duas versões: STD e VRE. A versão
VRE era programada com 3,4 volts, e a versão STD com 3,3 volts. É possível
descobrir a versão através da numeração do chip, como mostra a figura 3.
Basta verificar a letra existente após a “/”. Se for “S”, trata-se de
uma versão STD, e se for “V”, trata-se de uma versão VRE. Em caso de dúvida,
para ambos os casos pode ser usada a tensão de 3,4 volts, já que atende aos
requisitos da versão VRE, e também da versão STD, que funciona com voltagens
entre 3,1 e 3.6 volts.
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Figura 3 Identificando o Pentium P54C. |
Em praticamente todas as
placas de CPU, o clock externo não é configurado automaticamente. Cabe ao
montador do PC fazer esta programação. Isto é válido tanto nas placas de CPU
antigas quanto nas modernas. A figura 4 mostra a programação do clock externo
em uma placa de CPU para Pentium 4. Através de dip switches podem ser
escolhidos valores entre 100 e 133 MHz. O valor correto para este processador é
100 MHz, mas os adeptos do overclock podem utilizar valores mais elevados –
lembramos que o uso do overclock não é recomendável.
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Figura 4 Programação de clock externo em uma placa de CPU para Pentium 4. |
Note que o Pentium 4 não opera com clock externo de 400 MHz, e sim com 100 MHz, mas faz 4 transferências a cada ciclo. Para efeito de programação, o valor que vigora é 100 MHz. Da mesma forma, os modelos com FSB de 533 e 800 MHz devem ser configurados como 133 e 200 MHz, respectivamente.
O mesmo ocorre no caso dos processadores Athlon e Duron. Você encontrará indicações sobre clocks externos 200, 266, 333 e 400 MHz. Na verdade os clocks utilizados são 100, 133, 166 e 200 MHz, respectivamente. Como são feitas duas transferências a cada clock, tudo se passa como se fossem mesmo clocks de 200, 266, 333 e 400 MHz, mas para efeito de programação dos clocks externos das suas placas de CPU, os valores que vigoram são 100, 133, 166 e 200 MHz, respectivamente.
Configurações para Pentium 4
| FSB | Clock real | |
| 400 MHz | 100 MHz | |
| 533 MHz | 133 MHz | |
| 800 MHz | 200 MHz |
Configurações de Athlons e Durons
| FSB | Clock real | |
| 200 MHz | 100 MHz | |
| 266 MHz | 133 MHz | |
| 333 MHz | 166 MHz | |
| 400 MHz | 200 MHz |
FSB do Athlon XP
Existem processadores Athlon
XP com FSB de 200, 266, 333 e 400 MHz. Entretanto, o FSB desses processadors
opera com DDR (duas transferências a cada ciclo), portanto os valores que são
programados pelos jumpers são 100, 133, 166 e 200 MHz.
Todos os processasdores
Athlon XP até 2400 têm FSB de 266 MHz, e precisam ser programados com 133 MHz.
Os modelos de 2500, 2700,
2800 e 3000 têm FSB de 333 MHz, precisam ser configurados com 166 MHz.
O Athlon XP 3200 e o Athlon
XP 3000 têm FSB de 400 MHz, ou seja, precisam ser configurados com FSB de 200
MHz.
O Athlon XP 2600 é o um dos
modelos deste processador que deixa margem a dúvidas. Existem dois modelos:
Modelo C: FSB de 266 MHz
(configurar como 133 MHz)
Modelo D: FSB de 333 MHz (configurar como 166
MHz)
Outro modelo que também
deixar margem a dúvidas é o XP3000, disponível com FSB de 333 e de 400 MHz.
De um modo geral, todo
processador Athlon, Athlon XP ou Duron tem uma letra no seu código que indica o
FSB
B = 200 MHz (configurar como
100 MHz)
C = 266 MHz (configurar como 133 MHz)
D = 333 MHz (configurar como 166 MHz)
E = 400 MHz (configurar como 200 MHz)
É fácil identificar o FSB
de um processador Athlon, Athlon XP e do seu “irmão mais novo”, o Duron. É
preciso checar a numeração estampada na etiqueta identificadora do chip. No
exemplo ao lado temos a indicação:
AXDA3200DKV4E
O último dígito indica a
velocidade do FSB. Temos B=200, C=266, D=333 e E=400 MHz.


Por exemplo, o Athlon XP 2600
mostrado ao lado tem o indicador “D”,
ou seja, tem FSB de 333 MHz, que deve ser configurado na placa mãe como 166
MHz.

Exemplo: Placa Asus A7N266
Esta placa de CPU tem dois
jumpers que indicam o clock das memórias e o FSB do processador. Os valores
permitidos são 100 e 133 MHz, que levando em conta o fato de ambos serem DDR,
resultarem em 200 e 266 MHz.

Note que a placa citada como
exemplo suporta memórias DDR200 e DDR266, que devem ser configuradas
respectivamente com 100 e 133 MHz. O FSB do processador pode ser de 100 ou 133
MHz, que correspondem a 200 (B) e 266 MHz (C). Se instalarmos, por exemplo, um
Athlon XP 2000 (FSB de 266 MHz) e memórias DDR266, temos que programar:
DRAM = 133 MHz
CPU = 133 MHz
Esta é por sinal, a
configuração de fábrica (default).
Note que a configuração de
fábrica no exemplo desta placa é para processadores com FSB de 266 MHz e memórias
DDR266. Se instalarmos um processador mais lento será prciso configurar os
jumpers
Ainda neste exemplo, se
instarmos um processador Duron de 1.2 GHz (FSB de 200 MHz) e memórias DDR266,
temos que usar:
DRAM = 133 MHz
CPU = 100 MHz
Temos então que reconfigurar
os jumpers assim:
BSEL0:
ligar 3-2
BSEL1: ligar 3-2
Considere agora que estamos
instalando nesta placa um Athlon XP 1900 (FSB de 266 MHz), mas estamos
aproveitando antigas memórias DDR200, ou seja:
DRAM = 100 MHz
CPU = 133 MHz
Temos então que reconfigurar
os jumpers assim:
BSEL0:
ligar 3-2
BSEL1: ligar 2-1
Confira os
jumpers de FSB do processador (caso existam) antes de ligar o computador! Se for
usado um valor mais elevado, o processador poderá “fritar”!
Clock externo do Pentium III
A figura 5 mostra um outro
exemplo de programação de clock externo, o da placa P3V4X. Dependendo do
processador instalado, clocks diferentes devem ser usados. Para os processadores
Celeron o clock externo é de 66 MHz. Para processadores Pentium III são usados
100 MHz ou 133 MHz, dependendo da versão. Valores diferentes são usados para
overclock.
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Figura 5 Configuração
de clock externo em uma placa para Pentium II / Pentium III / Celeron. |
Em geral quando programamos o clock externo do processador, estamos também programando o clock da memória DRAM e o clock do barramento PCI. O clock PCI padrão é de 33 MHz (existem modelos avançados com barramento PCI operando a 66 MHz), desde que o processador esteja operando com seu clock correto. Quando é usado overclock, o clock PCI aumenta proporcionalmente. Também o clock da DRAM é vinculado ao clock externo do processador, tanto é que nas figuras anteriores temos indicações de clock para “CPU/DRAM”. Existem entretanto placas de CPU com chipsets que permitem utilizar clocks diferentes para o processador e para a DRAM. A figura 6 mostra um exemplo de configuração de clock externo em uma placa de CPU com Socket 7, na qual vemos que é permitida a operação da memória de forma assíncrona, ou seja, usando um clock diferente do usado pelo processador.
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Figura 6 Configurando
o clock externo em uma placa de CPU com Socket 7. |
Esta é uma configuração que nem sempre está disponível, sobretudo quando são usados processadores modernos. O clock interno é formado pela composição entre o clock externo e um multiplicador. Por exemplo, com clock externo de 100 MHz e multiplicador 5x, chegamos ao clock interno de 500 MHz. Nos processadores antigos, o multiplicador era sempre definido através de jumpers ou dip switches. Em alguns casos o multiplicador era escolhido pelo CMOS Setup. O correto é escolher o multiplicador de acordo com o clock do processador. Por exemplo, em um K6-2/450, o correto é usar o clock externo de 100 MHz e o multiplicador 4,5x.
Dizemos que um processador é “travado” quando utiliza sua própria configuração de multiplicador, ignorando a configuração da placa de CPU. Dizemos que o processador é “destravado” quando aceita configurações de multiplicador pela placa de CPU, através de jumpers ou do CMOS Setup. Os processadores “destravados” são:
AMD
K6, K6-2, K6-III
Cyrix
M II, 6x86, 6x86MX
WinChip
Pentium,
Pentium MMX
Primeiras versões do Pentium II
Os processadores “travados” são:
Pentium II, Pentium III, Pentium 4
Celeron
Athlon e Duron
OBS: Existem algumas versões do Athlon e do Duron que são destravadas. Existem ainda métodos para destravar processadores, mas deixamos isso para os sites e publicações que incentivam o overclock.
Figura 7 - Programação
de multiplicadores.
A figura 7 mostra um exemplo de programação de multiplicadores, extraído do manual de uma placa de CPU. Podemos observar que existem configurações para:
1.5x / 2x / 2,5x / 3x / 4,5x / 5x / 5,5x
Devemos sempre programar o multiplicador de acordo com o processador a ser instalado. Por exemplo, para um K6-2/550, usamos o multiplicador 5,5x, bem como o clock externo de 100 MHz.
Mesmo quando uma placa de CPU é específica para processadores “travados”, sempre estarão disponíveis as configurações para definir o multiplicador, mesmo que o processador as ignore.
Processadores Athlon e Duron operam com clocks externos de 100 MHz ou 133 MHz. Seus “200 MHz” são obtidos pelo uso das duas transições de cada período de clock (Double Data Rate). Portanto a forma correta de programar um Athlon/900, por exemplo, é usar o clock externo de 100 MHz e o multiplicador 9x. Versões mais novas do Athlon e do Duron usam o “clock externo de 266 MHz”. Na verdade este clock deve ser programado na placa de CPU como 133 MHz. Os multiplicadores atuam sobre este valor para obter o clock interno.
Além dos jumpers que definem a voltagem de operação e os clocks, existem outros menos importantes, mas que também precisam ser revisados.
Este jumper pode ser usado
para “limpar” o CMOS Setup, em caso de esquecimento de senha. Existem casos
em que este jumper desativa a bateria do CMOS, economizando a sua carga enquanto
a placa não é montada em um PC.
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Figura 8 Jumper para
descarga do CMOS. |
As placas de CPU modernas possuem seu BIOS armazenado em Flash ROM. Ao contrário das ROMs comuns, podem ser reprogramadas pelo usuário, utilizando softwares apropriados, fornecidos pelo fabricante da placa de CPU.
Existem Flash ROMs com
voltagens de programação de 5 volts, e outras mais antigas, com voltagens de
programação de 12 volts. Modelos mais novos nem necessitam de voltagens
especiais: são programadas apenas com um comando de gravação, habilitado pelo
chipset. Não altere este jumper, deixe-o como veio de fábrica. Ele não deve
ser programado pelo usuário, e sim pelo fabricante.
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Figura 9 Programando a
voltagem de programação da Flash ROM. |
A maioria das memórias SDRAM
opera com tensão de 3,3 volts, mas existem modelos antigos de 5 volts. Existem
algumas que possuem jumpers através dos quais podemos selecionar entre as duas
tensões possíveis. A figura 16 mostra um exemplo desta programação.
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Figura 10 Exemplo de
programação da voltagem de operação da SDRAM. |
A figura 11 mostra um típico módulo SDRAM com encapsulamento DIMM/168. O chanfro indicado com uma seta serve para impedir que um módulo seja encaixado em um soquete com voltagem errada. Quando o chanfro está centralizado, trata-se de um módulo de 3,3 volts. Módulos de 5 volts possuem o chanfro deslocado para a esquerda. Este sistema de chanfros garante que apenas o módulo apropriado pode ser encaixado.
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Figura 11 Módulo SDRAM
DIMM/168 e seu chanfro indicador de voltagem. |
Os módulos de DDR SDRAM
podem ser encontradas em versões diferentes. A maioria delas é de 2,5 volts,
mas existe a previsão do lançamento de novos módulos de 1.8 volts. Esses módulos
utilizam soquetes diferentes, assim como ocorre com a SDRAM. Da mesma forma,
encontramos dois tipos de módulos: Unbuffered DDR (os mais comuns) e Registered
DDR. Placas de CPU que suportam DDR em geral possuem um jumper para a indicação
do tipo de módulo DDR, como mostra a figura 12.
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Figura 12 Indicando o tipo de DDR SDRAM. |
A figura 13 mostra a diferença
entre os dois tipos de módulos DDR. A versão registered possui além dos chips
de memória, um grupo de chips (registradores) próximos ao conector. A figura
mostra também a posição do chanfro em função da voltagem do módulo.
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Figura 13 Identificando
o tipo de módulo DDR. |
Várias placas de CPU possuem
um jumper que pode ser usado para manter o teclado ligado, mesmo com o
computador desligado, fazendo com que a sua tecla Power possa ser usada para
ligar o computador.
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Figura 14 Exemplo
de jumper para habilitar a tecla Power do teclado. |
Existem vírus de computador que acessam as funções de gravação do BIOS e apagam todo o seu conteúdo. Milhares de computadores já foram atacados por este tipo de vírus. Felizmente vários fabricantes de placas de CPU adicionaram jumpers para habilitar e desabilitar a gravação do BIOS.
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Figura 15 Habilitando e
desabilitando a gravação do BIOS. |
Todas as placas de CPU possuem uma conexão (PC Speaker) para o alto falante existente no gabinete. Muitas placas entretanto possuem um pequeno alto falante (buzzer) que substitui o existente no gabinete. Essas placas podem ter um jumper para habilitar ou desabilitar este alto falante.
Muitas placas de CPU possuem circuitos de áudio integrados, dispensando o uso de uma placa de som. Normalmente essas placas permitem desabilitar os seus circuitos de áudio, permitindo a instalação de uma placa de som avulsa.
Algumas placas de CPU possuem jumpers ou chaves adicionais para aumentar a voltagem para o núcleo do processador, e para aumentar a voltagem de funcionamento do chipset, memórias e barramentos. O aumento de voltagem é usado quando é feito overclock. Deixe esses jumpers ou chaves nas suas opções default (“default”, muitas vezes traduzido como “padrão”, significa “assumido por falta”, ou seja, se não existir indicação a respeito, deixe na opção default). Os leitores que querem arriscar o uso do overclock, ensinado em www.tomshardware.com, verão que uma das providências a serem tomadas é o aumento das voltagens. Isto significa, por exemplo, usar 3,4 volts onde deveria ser 3,3 volts. Algumas placas de CPU permitem adicionar 0,1 ou 0,2 volts às tensões normais, como no exemplo da figura 31. Outras placas possuem opções de 3,3 volts, 3,4 volts e 3,5 volts para a voltagem externa, enquanto a interna deve ser aumentada manualmente.
Existem placas nas quais o vídeo onboard nunca pode ser desabilitado. Existem outras nas quais ele é desabilitado automaticamente quando uma placa de vídeo é instalada. Existem outras onde, ao ser instalada uma placa de vídeo, podemos selecionar através do CMOS Setup, qual dos dois “vídeos” é o primário e qual é o secundário. Finalmente, encontramos placas onde o vídeo onboard pode ser totalmente desatilitado, através de um jumper ou do CMOS Setup.
A maioria das placas de CPU com vídeo onboard utiliza parte da memória principal como memória de vídeo. É a chamada memória de vídeo compartilhada. Uma parte da memória DRAM que seria destinada ao processador é utilizada como memória de vídeo. Algumas dessas placas de CPU podem opcionalmente utilizar chips de memória independentes para formar a memória de vídeo. Essas placas possuem um jumper para indicar se a memória de vídeo é independente ou compartilhada.
Sem utilizar overclock, o barramento AGP deve operar com 66 MHz. Os modos AGP 2x, AGP 4x e AGP 8x utilizam, respectivamente, 2 4 e 8 transferências a cada clock, mas a freqüência é sempre 66 MHz. Muitas placas de CPU ajustam automaticamente a freqüência do barramento AGP para 66 MHz, outras precisam que isto seja ajustado manualmente. Existem placas nas quais este ajuste é feito através de uma fração do clock do barramento externo do processador. Para barramentos de 66 MHz, a relação é de 1:1. Para barramentos de 100 MHz, a relação é de 2:3, e para barramentos de 133 MHz, a relação é de 1:2.
Algumas placas de CPU possuem um jumper chamado safe mode (modo de segurança). Quando o processador é destravado, ou seja, aceita programação do clock interno, uma programação indevida dos multiplicadores através do CMOS Septup pode impedir o computador de funcionar, e desta forma nem mesmo o CMOS Setup pode ser utilizado. Ao ativarmos o modo de segurança, o processador irá operar com um clock baixo, e desta forma podemos ter acesso ao CMOS Setup para corrigir a programação errada. Feita a correção, desativamos o modo de segurança para que o computador volte a funcionar com a velocidade correta.
Muitos dos tópicos apresentados neste artigo dizem respeito a jumpers e chaves de configuração, mas lembre-se que a maioria das configurações de hardware também podem ser definidas pelo CMOS Setup. Ao montar um computador, utilize sempre a configuração default para o CMOS Setup. Sempre existirá um comando para o carregamento dessas opções default. Posteriormente os itens do CMOS Setup podem ser revisados para obter mais eficiência, segurança e desempenho.
Um disco rígido IDE pode ter seus jumpers configurados de 3 formas:
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Master |
Esta é a configuração
com a qual os discos rígidos saem da fábrica. O drive está preparado
para operar como Master (ou
seja, o primeiro dispositivo de uma interface), sem Slave
(ou seja, sem estar acompanhado de um segundo dispositivo na mesma
interface). A princípio, o disco IDE ligado como Master na interface IDE
primária será acessado pelo sistema operacional como drive C. |
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Slave |
O disco rígido é o Slave,
ou seja, o segundo dispositivo IDE ligado a uma interface. A princípio,
um dispositivo IDE ligado como Slave da interface IDE secundária, será
acessado pelo sistema operacional como drive D. |
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Drive
is Master, Slave Present |
Nesta configuração, o
disco rígido é o Master, ou
seja, o primeiro dispositivo de uma interface IDE, porém, existe um
segundo dispositivo IDE ligado na mesma interface. Como vemos, não basta
indicar para um disco rígido que ele opera como Master, é preciso também
avisar, através dos seus jumpers, que existe um Slave ligado na mesma
interface. A princípio, quando existem dois dispositivos IDE ligados na
interface IDE primária, o Master será acessado pelo sistema operacional
como drive C, e o Slave como drive D. |
Note que quando fizemos referência às letras recebidas pelos drives, tomamos cuidado de dizer “a princípio”. A razão disso é que essas letras podem mudar, através de configurações de software. Por exemplo, um drive de CD-ROM pode ter sua letra alterada para qualquer outra, ao gosto do usuário.
As configurações de outros dispositivos IDE (drive de CD-ROM, LS-120, ZIP Drive IDE, gravadores, DVDs, etc) são parecidas, exceto pelo fato de não utilizarem a configuração Slave Present. Portanto, as configurações válidas para esses dispositivos são as seguintes:
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Master |
Usada quando o drive é
o primeiro dispositivo ligado a uma interface IDE. No caso desses drives,
não importa se existe ou não um segundo dispositivo ligado na mesma
interface. A configuração do Master será a mesma, com ou sem Slave. |
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Slave |
Usada quando o drive é
o segundo dispositivo ligado em uma interface IDE. |
Vejamos alguns exemplos de conexões de discos rígidos e dispositivos IDE e suas respectivas configurações.
Suponha que existe um disco rígido ligado na interface IDE primária, e um drive de CD-ROM ligado na interface IDE secundária. Os jumpers devem ser configurados da seguinte forma:
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Conexão |
Dispositivo |
Configuração |
|
Primary
Master |
Disco
rígido |
One
drive Only |
|
Primary
Slave |
- |
- |
|
Secondary
Master |
Drive
de CD-ROM |
Master |
|
Secondary
Slave |
- |
- |
Suponha agora dois discos rígidos IDE ligados na interface IDE primária, e na secundária, um drive de CD-ROM IDE ligado como Master, e um ZIP Drive IDE ligado como Slave. Os jumpers devem ser configurados da seguinte forma:
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Conexão |
Dispositivo |
Configuração |
|
Primary
Master |
Disco
rígido |
Drive
is Master, |
|
Primary
Slave |
Disco
rígido |
Drive
is Slave |
|
Secondary
Master |
Drive
de CD-ROM |
Master |
|
Secondary
Slave |
ZIP
Drive |
Slave |
Nesta configuração, façamos a ligação de um disco rígido IDE e um drive de CD-ROM ligados na interface IDE primária, e um segundo disco rígido IDE ligado na interface secundária.
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Conexão |
Dispositivo |
Configuração |
|
Primary
Master |
Disco
rígido |
Drive
is Master, |
|
Primary
Slave |
Drive
de CD-ROM |
Slave |
|
Secondary
Master |
Disco
rígido |
One
drive Only |
|
Secondary Slave |
- |
|
Certas configurações devem ser evitadas, apesar de funcionarem. Por exemplo, devemos evitar ligar um drive de CD-ROM ou outros dispositivos, na mesma interface onde está o disco rígido. Este tipo de ligação pode resultar na redução do desempenho do disco rígido. Se você vai ligar outros dispositivos IDE além de discos rígidos, é melhor deixar a interface IDE primária para discos rígidos, e a interface IDE secundária para os outros dispositivos. Também não é recomendado ligar um disco rígido IDE como Slave, em uma interface na qual o Master não é um disco rígido. Este tipo de configuração muitas vezes não funciona, e deve ser evitada.
Todos os discos rígidos possuem jumpers através dos quais pode ser escolhida uma entre as três configurações possíveis (Master sem Slave, Slave e Master com Slave). No manual do disco rígido você sempre encontrará as instruções para configurar esses jumpers.
A figura 16 mostra um exemplo
de tabela de configurações de jumpers, da forma como é encontrada nos manuais
dos discos rígidos. Considere esta figura apenas como exemplo, pois discos rígidos
diferentes normalmente utilizam tabelas de configurações diferentes. Tome
como base as instruções de instalação existentes no manual do seu próprio
disco rígido.
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Figura 16 Tabela de configurações de jumpers para um disco rígido. |
No exemplo da figura 16, vemos que a configuração (1) é a que chamamos de “Drive is Master” ou “One drive Only”. Na figura, esta configuração é chamada de Single (sozinho). Se o drive está sozinho, significa que é Master, e que não existe Slave instalado.
A configuração (2), indicada na figura como Dual Master, é o que chamamos aqui de “Drive is Master, Slave Present”. Se a configuração é Dual, significa que existem Master e Slave instalados, portanto, podemos dizer que existe um Slave presente.
A configuração (3), indicada como Dual Slave, é o que chamamos de “Drive is Slave”. Obviamente, só configuramos drives como Slave quando existem dois dispositivos instalados na mesma interface.
A tabela da figura 21 mostra ainda uma quarta opção, que é a Cable Select. Esta configuração raramente é usada, e necessita de um cabo flat IDE especial. Com esta opção, não é preciso alterar jumpers do disco rígido para fazer a sua instalação. Basta ligá-lo na extremidade do cabo, e será automaticamente reconhecido como Master, ou ligá-lo no conector do meio do cabo, para que seja automaticamente reconhecido como Slave.
A figura 17 mostra os jumpers de um drive de CD-ROM IDE. Muitos drives de CD-ROM são configurados como Slave na fábrica, e portanto não funcionam ao serem instalados sozinhos, sem um Master. É preciso fazer uma revisão nos seus jumpers, programando-os corretamente.
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Figura 17 Jumpers de um drive de CD-ROM IDE. |
A figura 18 mostra as configurações de jumpers de um drive LS-120. Assim como ocorre em qualquer dispositivo IDE, temos as configurações Master, Slave e Cable Select.
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Figura 18 Jumpers de um drive LS-120. |
Na figura 19 vemos os jumpers para um ZIP Drive IDE. Observe que a configuração de fábrica é Slave. Por isso, nem sempre podemos instalar diretamente um dispositivo IDE sem revisar os seus jumpers. A configuração de fábrica não funcionaria se este drive fosse instalado como Master.
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Figura 19 Jumpers de um ZIP Drive IDE. |
Gravadores de CDs, drives de DVD, discos rígidos, drives de CD-ROM, unidades de discos removíveis, enfim, diversos tipos de dispositivos IDE, são todos configurados da mesma forma. Todos possuem jumpers Master/Slave, e cada interface IDE pode controlar um (Master) ou dois (Master e Slave) desses dispositivos.
Até agora mostramos neste artigo, configurações de jumpers de placas de CPU de fabricação recente. Um técnico de manutenção precisa entretanto estar apto a lidar com equipamentos antigos. Vamos então apresentar novamente o assunto, porém com enfoque concentrado nos modelos mais antigos.
As versões antigas do Pentium II tinham algumas características que o diferenciam de modelos mais novos. Além de operar com clock externo de 66 MHz, não tinha seus multiplicadores travados, portanto era necessário configurar na placa de CPU, os jumpers que definiam o multiplicador, e em conseqüêcia, o clock interno. Esta característica era encontrada nos modelos até 333 MHz.
As placas de CPU Pentium II equipadas com os chipsets i440FX e i440LX suportam o clock externo de 66 MHz, apesar de normalmente poderem ser configuradas para outros valores diferentes, como 75 MHz (overclock). Já as placas de CPU equipadas com o chipset i440BX suportam as novas versões do Pentium II, com clock externo de 100 MHz. É preciso saber o tipo de placa e o tipo de processador que você vai utilizar. Não adianta instalar um Pentium II que pode operar com 100 MHz externos em uma placa de CPU que não suporta este clock.
Também é possível que a sua placa tenha sido lançada na época em que o Pentium II mais veloz era, digamos, o de 300 MHz, e você agora quer instalar um processador Pentium II com um clock mais elevado, a princípio não suportado pela placa. Clocks mais elevados podem ser usados, bastando programar corretamente o multiplicador de clock através dos jumpers BF0, BF1, BF2 e BF3. Mais adiante neste artigo veremos como descobrir as configurações de clocks mais elevados que não são especificadas no manual da placa de CPU.
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Figura 20 Tabela de configuração de jumpers para os clocks interno e externo em uma placa de CPU Pentium II. |
A figura 20 mostra o trecho do manual de uma placa de CPU Pentium II, preparada para operar com clocks internos de até 300 MHz. Seu clock externo padrão é 66 MHz, podendo utilizar (o que nem sempre funciona) o clock de 75 MHz, e opcionalmente, os valores mais baixos de 60 e 50 MHz (totalmente desnecessários). Algumas placas de CPU são preparadas para chegar o clock externo máximo de 83 MHz. A chance de uma placa operar com este clock externo é pequena, a menos que utilize o chipset i440BX, projetado para operar a até 100 MHz, ou então um chipset mais moderno.
Você não precisa programar a voltagem de operação do Pentium II. Ao contrário dos processadores que usam o Socket 7, o Pentium II possui 5 dos seus pinos dedicados a informar à placa de CPU, qual é a sua voltagem de operação. Ainda assim, podemos encontrar algumas placas que possuem jumpers para sua configuração de voltagem. Se esta tensão for programada no modo manual, temos que saber qual é a voltagem interna utilizada pelo Pentium II. A tabela abaixo indica essas tensões:
|
Clock |
Voltagem |
|
233 MHz |
2,8 volts |
|
333, 350, 400, 450 MHz |
2,0 volts |
|
266 e 300 MHz |
Existem modelos de 2,8 e 2,0 volts |
Apenas os modelos de 266 e 300 MHz nos levam à dúvida. Para ambos os clocks, existem versões de 2,8 (CPUID=63) e 2,0 volts (CPUID=65). O Pentium II e os processadores modernos não possuem indicação externa do seu clock, já que a configuração é automática. Neste caso, é melhor usar a configuração automática da placa de CPU e verificar no CMOS Setup, a voltagem que foi configurada automaticamente. Mesmo primeiras placas para Pentium II possuem um monitor de voltagens que pode ser consultado no CMOS Setup. Sabendo a voltagem correta, poderemos usar a configuração manual, se for necessário.
Vejamos agora as configurações de jumpers para clock interno, clock externo e voltagens dos processadores que usam o Socket 7, como o Pentium comum, Pentium MMX, AMD K5, AMD K6, Cyrix 6x86, Cyrix 6x86MX e IDT C6.
Este processador pode ser dividido em duas categorias:
VRE: Utiliza tensões de 3,4
a 3,6 V. Normalmente é programado para 3,5 V.
STD (Standard): Utiliza tensões de 3,1 a 3,6 V. Normalmente usamos 3,3 V.
Para descobrir a tensão correta, basta checar a parte inferior do processador. Na quarta linha temos uma indicação como xxxxx/Sxx. A letra depois do “/” faz a distinção entre as versões. Se a letra for “S”, trata-se de uma versão STD, se a letra for “V”, trata-se de uma versão VRE.
A configuração de clocks do Pentium MMX é similar à do Pentium normal. É preciso definir o clock externo e o multiplicador. A diferença está na voltagem de operação, que é de 2,8 volts. O Pentium MMX utiliza duas tensões: 3,3 volts externos, e 2,8 volts internos.
|
|
Figura 21 Exemplo de programação de voltagem e clocks para o Pentium MMX. |
A programação de clock para um Pentium, seja ele P54C ou P55C, é baseada na escolha de um clock externo e um multiplicador. Este multiplicador é aplicado sobre o clock externo, para a obtenção do clock interno. Por exemplo, para programar o Pentium-200, usamos o clock externo de 66 MHz (na verdade são 66,6 MHz) e o multiplicador 3x, o que resulta em aproximadamente, 200 MHz.
Alguns usuários instalam indevidamente o Pentium MMX em placas de CPU que não o suportam. Passam então a operar com 3,3 ou 3,5 volts internos, valores que são bem altos em comparação com os 2,8 volts que o Pentium MMX exige. Em alguns casos o PC nem chega a executar o boot. Outras vezes o PC para durante o carregamento do Windows, outras vezes para aleatoriamente durante a sua operação.
Os processadores Cyrix 6x86 utilizam voltagens de 2,8 volts, 2,9 volts ou 3,5 volts, dependendo do modelo. Os primeiros modelos utilizavam 3,5 volts. A voltagem está indicada na face superior do processador, como é o caso do 6x86L, mostrado na figura 22.
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|
Figura 22 Inscrições em um 6x86L. |
O curioso nos processadores Cyrix é o seu sistema de clock. Por exemplo, o 6x86 PR200+ não utiliza um clock de 200 MHz. Ao invés disso utiliza um clock externo de 75 MHz (nem todas as placas de CPU o suportam), e o multiplicador 2x, o que resulta no clock interno de 150 MHz. Entretanto, operando com apenas 150 MHz, o 6x86 possui um desempenho ligeiramente superior ao de um Pentium-200. Por isto é chamado de 6x86 PR200+. A sigla “PR” significa Pentium Rating, e é usada para comparar processadores com o Pentium, mesmo que utilizem clocks diferentes.
As indicações na face superior dos processadores Cyrix são sempre suficientes para conhecermos a voltagem interna, o clock interno, o clock externo e o multiplicador. A tabela abaixo mostra todos os modelos existentes.
|
Modelo |
Clock
interno |
Clock
externo |
Multiplicador |
|
6x86-PR150 |
120 MHz |
60 MHz |
2x |
|
6x86-PR166 |
133 MHz |
66 MHz |
2x |
|
6x86-PR200 |
150 MHz |
75 MHz |
2x |
|
6x86MX-PR166 |
133 MHz |
66 MHz |
2x |
|
6x86MX-PR166 |
150 MHz |
60 MHz |
2,5x |
|
6x86MX-PR200 |
166 MHz |
66 MHz |
2,5x |
|
6x86MX-PR233 |
188 MHz |
75 MHz |
2,5x |
|
6x86MX-PR233 |
200 MHz |
66 MHz |
3x |
|
6x86MX-PR266 |
225 MHz |
75 MHz |
3x |
|
6x86MX-PR266 |
233 MHz |
66 MHz |
3,5x |
A tabela que se segue mostra
as configurações de clocks para os processadores Cyrix M-II. Existem versões
capazes de operar com clocks externos de 66, 75 e 100 MHz (as de 100 MHz não
chegaram a ser fabricadas, apesar de estarem previstas nos planos da Cyrix na época).
Assim como ocorre com os demais processadores Cyrix, a indicação de
performance (PR) não coincide com o clock interno. Por exemplo, o modelo M-II /
333 opera com clock interno de 250 MHz. Os processadores Cyrix M-II também
utilizam um duplo sistema de voltagem, assim como ocorre com quase todos os
processadores modernos. Externamente opera com 3,3 volts, e internamente utiliza
2,9 volts. Entretanto, convém conferir a voltagem indicada na sua parte
frontal, pois novas versões com diferentes voltagens de operação podem ser
encontradas.
|
Modelo |
Clock
interno |
Clock
externo |
Multiplicador |
|
M II / 300 |
225 MHz |
75 MHz |
3x |
|
M II / 300 |
233 MHz |
66 MHz |
3,5x |
|
M II / 333 |
250 MHz |
83 MHz |
3x |
|
M II / 333 |
250 MHz |
100 MHz |
2,5x |
|
M II / 350 |
300 MHz |
100 MHz |
3,5x |
Defeito:
O erro mais comum na
configuração de processadores Cyrix é a confusão que muitos fazem entre o
clock e o índice PR. Como vimos, PR233, por exemplo, não significa que o clock
é 233 MHz. É preciso configurar o clock correto para cada modelo de
processador, usando as tabelas apresentadas.
Os processadores AMD K6 são disponíveis com os clocks de 166, 200, 233, 266, 300 e 333 MHz. Diferentes voltagens de operação podem ser encontradas. A voltagem pode ser checada na face superior do chip, como mostra a figura 23. Vemos que se trata de um K6 de 233 MHz, de versão ANR, que opera internamente com 3,2 volts (CORE) e externamente com 3,3 volts (I/O). De posse dos valores de clock e voltagem do processador, podemos configurar os jumpers.
|
|
Figura 23 Este AMD K6 opera internamente com 3,2 volts. |
Não utilize informações como “processador X utiliza Y volts...”. Os processadores sofrem alterações no seu projeto durante o seu ciclo de desenvolvimento. A regra geral é sempre consultar a inscrição de voltagem estampada no próprio chip.
A tabela que se segue resume os valores de clock interno e externo, bem como os multiplicadores para todas as versões do K6.
|
Processador |
Clock
externo |
Clock
interno |
Multiplicador |
|
AMD K6 PR 166 |
66 MHz |
166 MHz |
2,5x |
|
AMD K6 PR 200 |
66 MHz |
200 MHz |
3x |
|
AMD K6 PR 233 |
66 MHz |
233 MHz |
3,5 x |
|
AMD K6 PR 266 |
66 MHz |
266 MHz |
4x |
|
AMD K6 PR 300 |
66 MHz |
300 MHz |
4,5x |
|
AMD K6 PR 333 |
66 MHz |
333 MHz |
5x |
O AMD-K6-2, na versão de clock externo de 66 MHz, utiliza as mesmas tabelas de clock já apresentadas para o AMD-K6. A versão de clock externo de 100 MHz utiliza as mesmas tabelas usadas para o Pentium II com clock externo de 100 MHz. Por exemplo, para clock interno de 350 MHz, usamos o clock externo de 100 MHz e o multiplicador 3,5x. Já a voltagem interna do K6-2 deve ser sempre configurada de acordo com as informações indicadas na sua face superior.
O K6-III foi produzido apenas nas versões de 400 e 450 MHz (100 MHz externos, multiplicadores 4x e 4,5x). As voltatens variam entre 2,2 e 2,4 volts. Consulte a indicação de voltagem inscrita na parte superior do chip.
Uma das principais diferenças
entre os diversos processadores é a sua voltagem de operação. Considere a
figura 24, onde são mostradas diversas voltagens de operação para vários
processadores.
|
|
Figura 24 Configurações de voltagem para diversos processadores. |
Você poderá precisar instalar processadores que exigem uma voltagem interna que não está indicada no seu manual. Uma forma de viabilizar a instalação é consultar informações atualizadas no site do fabricante da placa de CPU. Entretanto, mesmo que você não consiga confirmar se um novo processador funciona na sua placa de CPU, existe uma grande chance de que funcione. Basta que você descubra qual é a voltagem de operação interna do processador, e quais os seus valores de clock interno e externo. Para descobrir como configurar uma voltagem não indicada no manual, a primeira coisa a fazer é montar uma tabela como a indicada abaixo. Quando uma placa possui 4 chaves ou 4 jumpers para configuar a voltagem, é muito provável que possa gerar tensões entre 2,0 volts e 3,5 volts, mesmo que não estejam indicadas no manual. Os valores 0 e 1 usados na fomração dos números binários da tabela abaixo correspondem a posições que cada jumper ou microchave pode ter. Uma dificuldade inicial é descobrir o que corresponde ao 0 (com jumper ou sem jumper, microchave ON ou microchave OFF) e qual corresponde ao 1. Descobrir esta informação é muito fácil. Comparanto a figura 24 e a tabela abaixo vemos por exemplo que 3,3 volts = ON-ON-OFF-ON = 1101. Concluímos então que ON=1 e OFF=0. Com esta informação construímos o restante da tabela.
|
Chaves |
Tensão |
|
Chaves |
Tensão |
|
Chaves |
Tensão |
|
Chaves |
Tensão |
|
0000 |
|
|
0100 |
|
|
1000 |
2,8 v |
|
1100 |
3,2 v |
|
0001 |
|
|
0101 |
|
|
1001 |
2,9 v |
|
1101 |
3,3 v |
|
0010 |
|
|
0110 |
|
|
1010 |
|
|
1110 |
|
|
0011 |
|
|
0111 |
|
|
1011 |
|
|
1111 |
3,5 v |
Podemos agora completar a tabela com valores adicionais, e veremos que é possível obter todos os valores de 2,0 a 3,5 volts, em intervalos iguais a 0,1 volt.
|
Chaves |
Tensão |
|
Chaves |
Tensão |
|
Chaves |
Tensão |
|
Chaves |
Tensão |
|
0000 |
2,0 v |
|
0100 |
2,4 v |
|
1000 |
2,8 v |
|
1100 |
3,2 v |
|
0001 |
2,1 v |
|
0101 |
2,5 v |
|
1001 |
2,9 v |
|
1101 |
3,3 v |
|
0010 |
2,2 v |
|
0110 |
2,6 v |
|
1010 |
3,0 v |
|
1110 |
3,4 v |
|
0011 |
2,3 v |
|
0111 |
2,7 v |
|
1011 |
3,1 v |
|
1111 |
3,5 v |
Note que algumas placas de CPU antigas possuem apenas 3 jumpers ou microchaves, e formam tensões apenas entre 2,8 volts e 3,5 volts. Essas placas não permitem a instalação de processadores mais modernos, que operam com tensões menores. Quando existem 4 jumpers ou chaves, a tensão gerada pode variar entre 2 volts e 3,5 volts.
Em certos casos, você nem
precisará ter o trabalho de construir esta tabela. Alguns manuais já a
apresentam, como no exemplo da figura 25. Normalmente essas placas utilizam 4
jumpers ou microchaves para selecionamento da voltagem interna do processador, e
os valores gerados vão de 2.0 a 3,5 volts.
|
|
Figura 25 Tabela de
configurações de voltagem interna do processador, extraída do manual de
uma placa de CPU. |
A maioria das placas de CPU não faz menção a este processador. Utiliza o mesmo sistema de clock que os chips da Intel. Por exemplo, para configurar o IDT C6 de 200 MHz, usamos o clock externo de 66 MHz e o multiplicador 3x. Sua voltagem de operação é 3,3 volts. Basta então programar a voltagem da placa como se fosse para um Pentium P54C STD. Também como regra geral, devemos sempre conferir a voltagem indicada na face superior do chip. As configurações de clocks para o IDT C6 são as mesmas do AMD-K6 e do Pentium MMX.
Placas de CPU para Socket 7 utilizam jumpers BF0, BF1 e BF2 para determinar os multiplicadores que definem o clock interno em função do externo. Modelos mais antigos usam apenas BF0 e BF1, podendo assim gerar multiplicadores até 3,5x. Modelos mais novos utilizam ainda o BF2, e podem assim gerar multiplicadores até 6x. Se a sua placa indicar explicitamente quais são os jumpers BF0, BF1 e BF2, você poderá usar a tabela abaixo para gerar multiplicadores até 6x. Na tabela vemos ainda os clocks internos que são obtidos para cada valor de clock externo.
|
Fator |
Jumpers |
Clocks
internos e externos |
|||||||
|
X |
BF2 |
BF1 |
BF0 |
50
MHz |
60
MHz |
66
MHz |
75
MHz |
83
MHz |
100
MHz |
|
1,5x |
OFF |
OFF |
OFF |
75
MHz |
90
MHz |
100
MHz |
112
MHz |
125
MHz |
150
MHz |
|
2x |
OFF |
OFF |
ON |
100
MHz |
120
MHz |
133
MHz |
150
MHz |
166
MHz |
200
MHz |
|
2,5x |
OFF |
ON |
ON |
125
MHz |
150
MHz |
166
MHz |
187
MHz |
208
MHz |
250
MHz |
|
3x |
OFF |
ON |
OFF |
150
MHz |
180
MHz |
200
MHz |
225
MHz |
250
MHz |
300
MHz |
|
3,5x |
OFF |
OFF |
OFF |
175
MHz |
210
MHz |
233
MHz |
262
MHz |
291
MHz |
350
MHz |
|
4x |
ON |
OFF |
ON |
200
MHz |
240
MHz |
266
MHz |
300
MHz |
333
MHz |
400
MHz |
|
4,5x |
ON |
ON |
ON |
225
MHz |
270
MHz |
300
MHz |
337
MHz |
375
MHz |
450
MHz |
|
5x |
ON |
ON |
OFF |
250
MHz |
300
MHz |
333
MHz |
375
MHz |
416
MHz |
500
MHz |
|
5,5x |
ON |
OFF |
OFF |
275
MHz |
330
MHz |
366
MHz |
412
MHz |
458
MHz |
550
MHz |
|
6x |
OFF |
OFF |
ON |
300
MHz |
360
MHz |
400
MHz |
450
MHz |
500
MHz |
600
MHz |
Os jumpers representam BF2, BF1 e BF0 podem aparecer com esses nomes, mas também podem apresentar nomes diferentes, como J40, J36, J34, por exemplo. Comparando esta tabela com as configurações do manual da placa de CPU, descobrimos quais são os jumpers BF0, BF1 e BF2, e também o que significa ON e o que significa OFF.
Para descobrir qual é o jumper que corresponde ao BF1, basta comparar as configurações 2x e 2,5x. A diferença entre essas duas configurações está exatamente no BF1. Sabendo qual é o BF2 e o BF1, o terceiro jumper será o BF0. Vemos ainda que a configuração 2x tem o jumper BF1 em OFF. Desta forma descobrimos o que significa ON e o que significa OFF. Podemos agora usar a tabela a ter acesso a todas as configurações de clock que a placa de CPU permite.
Note que as placas de CPU mais modernas possuem jumpers correspondentes a BF2, BF1 e BF0. As placas um pouco mais antigas não possuem BF2. Como não podem colocar o BF2 na posição ON essas placas não podem utilizar multiplicadores 4x e superiores.
Observe ainda que as configurações para 1,5x e 3,5x são idênticas. Se você programar OFF/OFF/OFF em um Pentium-100, será adotado o multiplicador 1,5, resultando no clock de 100 MHz a partir do clock externo de 66 MHz. Esta mesma programação em um Pentium MMX resultará no clock interno de 233 MHz, ou seja, será tomado como 3,5x.
Processadores para Slot 1 têm quatro dos seus pinos (BF3, BF2, BF1 e BF0) para formar multiplicadores até 9x. A tabela que se segue mostra as configurações desses sinais de controle para obter os diversos multiplicadores possíveis. Mostra também os clocks internos que são obtidos em cada caso, usando clocks externos de 66, 75, 83 e 100 MHz.
|
Fator |
Jumpers |
Clocks
internos e externos |
||||||
|
X |
BF3 |
BF2 |
BF1 |
BF0 |
66
MHz |
75
MHz |
83
MHz |
100
MHz |
|
2x |
ON |
ON |
ON |
ON |
133
MHz |
150
MHz |
166
MHz |
200
MHz |
|
2,5x |
ON |
ON |
ON |
OFF |
166
MHz |
187
MHz |
208
MHz |
250
MHz |
|
3x |
ON |
ON |
OFF |
ON |
200
MHz |
225
MHz |
250
MHz |
300
MHz |
|
3,5x |
ON |
ON |
OFF |
OFF |
233
MHz |
262
MHz |
291
MHz |
350
MHz |
|
4x |
ON |
OFF |
ON |
ON |
266
MHz |
300
MHz |
333
MHz |
400
MHz |
|
4,5x |
ON |
OFF |
ON |
OFF |
300
MHz |
337
MHz |
375
MHz |
450
MHz |
|
5x |
ON |
OFF |
OFF |
ON |
333
MHz |
375
MHz |
416
MHz |
500
MHz |
|
5,5x |
ON |
OFF |
OFF |
OFF |
366
MHz |
412
MHz |
458
MHz |
550
MHz |
|
6x |
OFF |
ON |
ON |
ON |
400
MHz |
450
MHz |
500
MHz |
600
MHz |
|
6,5x |
OFF |
ON |
ON |
OFF |
433
MHz |
487
MHz |
541
MHz |
650
MHz |
|
7x |
OFF |
ON |
OFF |
ON |
466
MHz |
525
MHz |
583
MHz |
700
MHz |
|
7,5x |
OFF |
ON |
OFF |
OFF |
500
MHz |
562
MHz |
625
MHz |
750
MHz |
|
8x |
OFF |
OFF |
ON |
ON |
533
MHz |
600
MHz |
666
MHz |
800
MHz |
|
8,5x |
OFF |
OFF |
ON |
OFF |
566
MHz |
637
MHz |
708
MHz |
850
MHz |
|
9x |
OFF |
OFF |
OFF |
ON |
600
MHz |
675
MHz |
750
MHz |
900
MHz |
Note que nem todos os processadores obedecem a esta tabela. Por exemplo, um Pentium III/1000 com clock externo de 1000 MHz usa multiplicador 10x, que não é indicado pela tabela. Normalmente o que o fabricante faz nesses casos é trocar valores obsoletos (2x, 2,5x, etc.) por novos valores maiores. Lembre ainda que os processadores modernos, em sua maioria, são travados e ignoram a programação dos multiplicadores.
Vamos agora estudar a configuração de jumpers dessas antigas placas de CPU, através de exemplos. Uma grande dificuldade com essas placas é que naquela época os fabricantes não davam seus nomes às placas. Eram em geral produzidas “sem nome”, mesmo tendo sido produzidas por fabricantes famosos. Nesses casos torna-se mais importante ainda conseguir o manual da placa de CPU para poder programar os jumpers.
Este é um tipo de placa
chamada VIP, já que possui slots VLB, ISA e PCI. Placas assim foram muito
vendidas em 1996 e 1997. As figuras que se seguem são páginas do seu manual. A
figura 26 mostra o layout da placa, que tem interfaces IDE, interface para
drives, seriais e paralela. Existem 3 slots PCI e 4 ISA, sendo um deles ISA/VLB.
Existem 3 bancos de memória, sendo um deles formado por 4 soquetes para módulos
SIMM de 30 pinos, e dois deles formados por soquetes para módulos SIMM de 72
pinos.
|
|
Figura 26 Parte do manual de uma placa de CPU 486/586. |
|
|
Figura 27 Parte do manual de uma placa de CPU 486/586. |
Na figura 27 temos a descrição de vários jumpers e conectores:
J3 - Power Supply Connectors. São os dois conectores de 6 pinos existentes na placa de CPU, próprios para a ligação na fonte de alimentação AT.
J12 - Turbo Switch Connector. Deve ser ligado ao botão Turbo, existente no painel frontal do gabinete. Observe que de acordo com o manual, a placa opera em modo “normal” (baixa velocidade) quando existe um jumper instalado (Short), e opera em velocidade Turbo quando não existe jumper instalado (Open). Consulte o manual da sua placa de CPU para verificar qual é a forma correta de configurá-la permanentemente como Turbo, se é com ou sem jumper instalado.
J11 - Reset Switch. Para o botão Reset do painel frontal do gabinete.
J14 - Suspend Switch Connector. Nem todas as placas de CPU possuem este recurso, e nem todos os gabinetes possuem o botão apropriado para esta conexão. Cada vez que é feito um contato entre esses dois pinos (para isto deveria ser usado um botão similar ao Reset), o computador entra ou sai do modo de espera. Para que este recurso funcione corretamente é preciso suporte do sistema operacional.
J8 - Keylock & Power LED. Este conector de 5 pinos permite a ligação do Keylock e Power LED, ambos localizados no Painel frontal do gabinete.
J9 - Speaker. Ligamos aqui o PC Speaker, o pequeno alto-falante existente no painel frontal do gabinete.
J10 - Turbo LED Connector. Ligamos aqui o Turbo LED, ou então o display digital existente no painel frontal do gabinete.
J13 - Hard Disk LED Connector. Ligamos aqui o LED indicador de acesso ao disco rígido, existente no painel frontal do gabinete.
JP2 - Flash EPROM BIOS Jumper. Muito cuidado, pois ao contrário dos demais jumpers e conexões mostrados até agora, este apresenta muitas diferenças de uma placa para outra. No nosso exemplo, o jumper serve para indicar a tensão de programação da Flash ROM. Modelos antigos usavam +5 volts ou +12 volts. Não altere este jumper, caso contrário você corre o risco de danificar a Flash ROM.
Na figura 28 temos a descrição
de outros jumpers desta placa:
|
|
Figura 28 Parte do manual de uma placa de CPU 486/586. |
J4
- CMOS RAM Discharge jumper/External
CPU
Type Jumpers. Esta placa possui uma série de jumpers usados para configurar
o tipo do processador e o clock utilizado. Existem ainda outras opções de
configuração, mostradas na figura 29. Você precisará identificar qual é o
processador a ser usado, bem como o seu fabricante.
|
|
Figura 29 Parte do manual de uma placa de CPU 486/586. |
Na figura 29 vemos outros jumpers bastante importantes:
JP3A, JP3B, JP3C - CPU Speed Jumpers. Esses jumpers definem o clock externo do processador. As opções são 25, 33, 40 e 50 MHz. A escolha deve ser feita em função do clock do processador utilizado. Processadores da classe 486DX operam com valores iguais para o clock interno e externo. Portanto, para esses processadores, basta obedecer o valor do clock estampado na sua parte superior. Processadores da classe DX2 possuem o clock interno igual ao dobro do seu clock externo. Por exemplo, um 486DX2-80 deve ter o seu clock externo programado com 40, para que o interno seja igual a 80. O 486DX4-100 pode operar com clocks externos de 25, 33, 40 ou 50 MHz, sendo que a opção 33 MHz é a mais indicada. O 5x86-133 da AMD é em geral programado com o clock externo de 33 MHz. Quanto ao 586 da Cyrix, a programação dependerá do clock interno. Para o modelo de 100 MHz, o clock externo poderá ser 25 ou 33 MHz (o fator multiplicador para o clock interno deverá ser 4x e 3x, respectivamente). Para o modelo de 120 MHz, devemos usar o clock externo de 40 MHz, e programar o fator multiplicador como 3x.
JP5A, JP5B, JP5C, JP5D, JP4 - CPU Voltage Jumpers. Os processadores 586, assim como as versões mais recentes do 486, operam com 3,3 volts. Nesse caso JP5A, JP5B, JP5C e JP5D devem ter jumpers ligados entre seus respectivos pinos 1 e 2. Além disso, JP4 deve ter um jumper conectado. Processadores mais antigos, como por exemplo o 486DX-33 da Intel, operavam com 5 volts. De qualquer forma, você sempre encontrará estampado na parte superior ou inferior do processador, a sua voltagem de operação. Lembre-se ainda que os modelos mais recentes, com 75 MHz ou mais, operam com 3,3 volts. Os modelos mais antigos, operando com 25 ou 33 MHz, operam com 5 volts. Modelos de 40, 50 e 66 MHz poderão ser encontrados com diferentes voltagens, e esses requerem maior cuidado.
O manual desta placa de CPU traz ainda uma tabela como a que se segue, na qual é mostrada a programação dos jumpers que definem o fator multiplicador do clock externo para obter o clock interno.
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CPU |
INTERNAL
CLOCK SPEED |
|||
|
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|
|
|
|
|
Intel |
DX4 |
2x |
JP6 |
ON |
|
|
DX4 |
3x |
JP6 |
OFF |
|
Cyrix |
5x86 |
3x |
JP6 |
OFF |
|
|
5x86 |
4x |
JP6 |
ON |
|
AMD |
X5 |
3x |
JP6 |
OFF |
|
|
X5 |
4x |
JP6 |
ON |
|
AMD-Enhanced |
DX4 |
2x |
JP6 |
ON |
|
|
DX4 |
3x |
JP6 |
OFF |
|
AMD |
DX4 |
2x |
JP8A |
1-2 |
|
|
DX4 |
3x |
JP8A |
2-3 |
Observe que na tabela não é mostrada a configuração para o 486DX, que usa o fator 1X. Nesse caso não precisamos programar esses jumpers, pois o 486DX os ignora, usando sempre valores iguais para seus clocks interno e externo. Da mesma forma, não é preciso fazer uma configuração específica para o 486DX2, já que sempre utilizará o fator 2X sobre o seu clock externo para obter o clock interno, sendo portanto esses jumpers ignorados.
Esta placa permite usar para o 486DX4, os multiplicadores 2X ou 3X, dependendo da programação de JP6. Um 486DX4-100 pode ser portanto programado com o clock externo de 33 MHz e um fator 3X (o que é mais seguro), ou com o clock externo de 50 MHz e um fator 2X.
O AMD 5x86-133 (também chamado de AMD-X5) opera normalmente com o clock externo de 33 MHz e o fator 4X. Também pode usar o clock externo de 40 MHz e o fator 3X, mas isto resulta em um clock interno de apenas 120 MHz.
Observe ainda que na tabela, assim como na figura 49, é feita distinção entre dois tipos de 486DX4-100, fabricados pela AMD: comum e Enhanced. Para configurar corretamente os jumpers desta placa, será preciso distinguir entre os dois modelos. Devemos verificar o que está escrito na parte superior do chip. Por exemplo:
A80486DX4-100
NV8T
Observe a indicação NV8T. Através dela podemos distinguir se o Am486DX4 é ou não do tipo Enhanced. Quando tivermos NV8T, ou simplesmente V8T, significa que se trata de uma versão comum. Quando a indicação for SV8B, significa que se trata de uma versão Enhanced.
A próxima placa de CPU a ser
exemplificada é chamada no seu manual como “I/O Built-in 486 PCI Local Bus
System Board”. Vejamos antes de mais nada as informações que o fabricante
apresenta sobre as suas características.
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System
Board Specifications: IBM
PC/AT Compatible. Supports
Intel 486 SX/DX/DX2/DX4, P24D, P24T, CYRIX DX2/DX4/5X86, AMD486DX/DX2/DX4
and Enhanced AMD 486DX4 CPU. Supports
L1 Cache Write Back CPU system. Direct
Mapped L2 Cache controller. Up
to 64 MB Memory on board using 72pin SIMM, totally 2 banks. Built
in two channel IDE controller ATA mode 4 compatible. Enhanced
multi-I/O on board-Floppy interface, 2 x 16550 COM port, Enhanced parallel
port and Standard game port. 3
x PCI master slots and PCI specification version 2.0 compliance. 3
x ISA 16-bit bus slots. Board
size 220mm x 170mm. Infra-Red
port for serial infrared communication. PS2
mouse interface.
* NOT all models support the
Infra-Red and PS2 mouse interfaces. |
Na figura 30 vemos o layout da placa. Existem 3 slots ISA e 3 slots PCI, mas não é possível utilizar todos simultaneamente. Quando instalamos uma placa no terceiro slot ISA, não poderemos usar o primeiro slot PCI, e vice-versa (são chamados de “slots compartilhados”). A placa possui uma grande quantidade de jumpers, característica comum nas placas de CPU que suportam diversos processadores. Para isso será preciso configurar diversos jumpers (figura 31). Será preciso consultar a indicação do nome completo do processador, o que está estampado na sua parte superior, e inferior.
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Figura 30 Layout de uma placa de CPU 486/586. |
Ainda na figura 31 existem instruções para programar a voltagem do processador. Como vimos, as versões mais modernas do 486 operam com 3,3 volts, e apenas alguns modelos antigos, sobretudo de 25 e 33 MHz, e ainda alguns de 50 e 66 MHz, utilizam alimentação de 5 volts.
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Figura 31 Trecho do manual de uma placa de CPU 486/586. |
Na figura 32 temos as instruções para configurar os jumpers JP20 e JP21, que definem o tamanho da cache externa. Esta cache é formada pelos chips U7, U31, U32, U33 e U34. Dependendo das capacidades desses chips, pode ser formada uma cache com 128 kB, 256 kB ou 512 kB. Esta placa é fornecida com uma cache de 256 kB já instalada e configurada, mas o usuário pode optar por uma expansão para 512 kB, tomando como base as instruções apresentadas na figura 32. Ainda nesta figura vemos as instruções para a configuração de JP19, um grupo de jumpers que define o clock externo do processador, que poderá ser de 25, 33 ou 40 MHz.
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Figura 32 Trecho do manual de uma placa de CPU 486/586. |
J6 é um grupo de 4 pinos, relacionados com o CMOS e a bateria. Em operação normal, deve ser colocado um jumper ligando os pinos 1 e 2. Para apagar os dados do CMOS, ligamos um jumper entre os pinos 3 e 4.
Esta é uma placa de CPU que foi bastante comum em 1995. A seguir, temos a lista de suas características.
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Overview The
OPTi 82C895 provides a highly integrated solution for fully compatible,
high performance PC/AT platforms. The chipset supports 486SX/DX/DX2, P24C
and P24D microprocessors in the most cost effective and power efficient
designs. It offers optimum performance for systems runing up to 50 MHz. System
features Supports
INTEL 486SX/DX/DX2, DX4, P24D. Supports
L1/L2 Write Back/Write Through cache features. Supports
2 Master / 3 Slave 32 bits VESA Bus I/O Slots. Supports
64/128/256 KB cache size. Supports
30 pin / 72 pin dual type of SIMM modules. |
Esta placa é chamada de “OPTI-895 Green 486 WB” (figura 33). Suporta chips 486, até o máximo de 100 MHz. Sendo uma placa relativamente antiga, não possui slots PCI, tendo apenas ISA e VLB. Permite a instalação de memórias SIMM de 30 ou de 72 vias, uma característica comum nas placas de CPU daquela época. Não possui interfaces IDE, para drives, seriais e paralela, como ocorre nas placas de CPU mais modernas. Não está explícito, mas esta placa, assim como muitas de sua época, e todas as de fabricação anterior, não possui no seu BIOS a função LBA, que dá suporte a HDs com mais de 504 MB.
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Figura 33 Layout de uma placa de CPU 486. |
A figura 34 traz as instruções para configurar os jumpers que definem o tipo de processador utilizado. Sendo uma placa antiga, nem todos os processadores 486 são suportados, já que muitos deles não existiam na época do seu lançamento. Algumas vezes, processadores não suportados podem funcionar, a partir de configurações baseadas em outros modelos suportados. Por exemplo, um Am486DX4 poderá funcionar com o uso da mesma configuração do Intel 486DX4. Entretanto é preciso que tenhamos certeza de que a voltagem fornecida ao processador está correta.
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Figura 34 Parte do manual de uma placa de CPU 486. |
Na figura 35 vemos as instruções para o selecionamento do clock do processador. Tanto o 486DX-25 como o 486DX2-50 utilizam a mesma configuração, com um clock externo de 25 MHz. O mesmo podemos dizer sobre o 486DX-33 e o 486DX2-66, operando externamente com 33 MHz. Já o 486DX-40 e o 486DX2-80 operam externamente com 40 MHz. O 486DX4-75 opera com a mesma configuração do 486DX-25 e do 486DX2-50, ou seja, com um clock externo de 25 MHz. Apesar de operar externamente com 33 MHz, o 486DX4-100 é configurado de forma diferente do 486DX-33, como mostra a tabela. A figura 35 indica ainda o modo de configuração da voltagem do processador, através de JP18, indicando a voltagem de 5 volts ou 3,3 volts.
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Figura 35 Parte do manual de uma placa de CPU 486. |
As placas SVGA modernas não utilizam jumpers. Já os modelos antigos, sejam ISA ou VLB, possuem em geral diversos jumpers que devem ser configurados. É preciso ter o manual da placa para fazer a configuração correta. Sem o manual, a operação se transforma em jogo de adivinhação. Como não podemos apresentar manuais de centenas de placas diferentes, mostraremos aqui o exemplo de uma placa SVGA ISA e de uma placa SVGA VLB. Os jumpers que você vai encontrar são muito parecidos com os das placas dos nossos exemplos, mas terão nomes e posições diferentes.
A figura 36 mostra uma placa SVGA baseada no chip Trident 9400. Trata-se de uma placa SVGA VLB, bastante utilizada nos PCs 486 entre 1994 e 1995. Possui 2 MB de memória de vídeo, podendo operar nos modos Hi-Color e True Color. Assim como ocorre com a maioria das placas SVGA, sua configuração é bastante simples. Possui apenas dois conectores:
VGA Connector. É usado para
a conexão com o monitor.
Feature Connector. É usado para a conexão com placas especiais, como digitalizadoras
de vídeo.
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Figura 36 Uma placa SVGA VLB. |
Além desses dois conectores, presentes em todas as placas SVGA, existem ainda dois jumpers, JP1 e JP2, descritos na figura 37.
JP1 - Monitor Type. Este jumper é usado para definir a freqüência horizontal a ser usada na resolução de 1024x768. Nos monitores mais simples, que chegam a uma freqüência horizontal máxima entre 35 e 38 kHz, devemos deixar que seja usada a varredura entrelaçada na resolução de 1024x768. Este é o caso do monitor Samsung SyncMaster 3. Devemos então ligar o jumper entre 2-3. Os monitores modernos, como o Samsung SyncMaster 3NE e superiores, são capazes de operar com no mínimo 48 kHz de freqüência horizontal. Assim, a resolução de 1024x768 pode utilizar a varredura não entrelaçada. Devemos então ligar um jumper entre 1-2. Se você não tem certeza sobre a freqüência horizontal máxima suportada pelo seu monitor, escolha a opção entrelaçada. Posteriormente você pode consultar o manual do seu monitor para verificar se a varredura não entrelaçada é suportada na resolução de 1024x768. Para isto, basta checar se a máxima freqüência horizontal suportada pelo monitor é igual ou superior a 48 kHz. Note que nas placas de vídeo modernas este ajuste é feito por software, através das configurações do sistema operacional, mas nos modelos antigos isto é feito por jumpers.
JP2 - VESA Clock. Este jumper deve ser configurado de acordo com o clock utilizado pelo barramento VLB, que é igual ao clock externo do processador. Para clocks de 33 MHz ou inferiores (486DX-25, 486DX-33, 486DX2-50, 486DX2-66, 486DX4-75, 486DX4-100), deve ser ligado um jumper entre 1-2. Quando o clock do barramento VLB for superior a 33 MHz (486DX-40, 486DX-50, 486DX2-80), o jumper deve ser colocado entre 2-3.
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Figura 37 Descrição dos jumpers de uma placa SVGA VLB. |
OBS:
O erro na programação do
jumper que define o modo entrelaçado é o principal responsável por imagens
sem sincronismo que ocorrem quando o monitor é trocado, ou quando é
selecionada uma resolução mais alta. Se um PC utiliza um monitor “não
entrelaçado” (ou seja, que suporta freqüências horizontais acima de 48
kHz), está com a placa de vídeo configurada desta forma, e é feita a troca do
monitor por um modelo “entrelaçado” (ou sejam onde a freqüência
horizontal máxima é igual ou inferior a 38 kHz), como o Samsung SyncMaster 3,
a imagem perde completamente o sincronismo. A melhor solução é alterar este
jumper para modo entrelaçado, permitindo assim operar com o monitor mais
simples.
OBS:
Placas de vídeo VLB podem
ficar “malucas” quando são instaladas em um barramento de 40 MHz (exemplo,
no 486DX2-80). É preciso atuar sobre o jumper que gera wait states, caso contrário,
ocorrerão problemas na imagem, como troca de cores, modos gráficos que não
funcionam, imagens com partes ausentes, etc.
Vejamos agora o exemplo de uma placa SVGA ISA (16 bits). Este tipo de placa foi muito comum até o final de 1993, quando começou a dar lugar às placas VLB, e posteriormente às placas PCI. A placa do nosso exemplo utiliza o chip gráfico Trident 8900. A seguir, temos a descrição de seus jumpers:
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Jumper
Setting JP1
Close*
Non-Interlaced Display, Scan rate up to 48.7 KHz. JP2
Close*
Enable autodetect 8 or 16 bits BIOS JP3
Close*
Enable Zero-wait state JP7
Close*
Enable IRQ9 JP4
Open* JP5
Close
Configure for 16-bit slot JP6
Close JP4
Close JP5
Close
Configure for 8-bit slot JP6
Close
* Default Settings |
Esta placa possui muitos jumpers, o que era comum nas placas SVGA ISA. Já as placas VLB possuem em geral menos jumpers, e as placas PCI normalmente não possuem jumper algum. Os jumpers existentes na placa do nosso exemplo são os seguintes:
JP1 - Serve para ativar e desativar a varredura entrelaçada em 1024x768. Em monitores mais simples (35-38 kHz), deve ficar OPEN (sem jumper). Nos monitores que suportam 48 kHz ou mais, deve ficar CLOSED (com jumper).
JP2 - Esta placa, apesar de ser ISA de 16 bits, pode ser conectada tanto em slots de 16 como de 8 bits. Em geral placas com esta característica podem ser configuradas para detectar de forma automática o tipo de slot no qual são conectadas. Este jumper, ao ser programado na opção CLOSED, habilita a detecção automática do tipo de slot. Na opção OPEN, este recurso é desabilitado, sendo preciso definir o tipo de slot através dos jumpers JP4, JP5 e JP6.
JP3 – Deve ser ajustado em função da velocidade do processador. Placas de vídeo antigas podiam apresentar problemas de funcionamento ao serem usadas em conjunto com processadores muito rápidos. Para solucionar este problema, essas placas podiam operar com wait states (estados de espera). Desta forma, o processador “espera” um pouco mais nos acessos à placa. Para habilitar a espera, o jumper deve ser instalado. Para fazer com que os acessos sejam normais, sem wait states, basta remover o jumper.
JP7 - As placas VGA originais (assim como ocorre com as SVGA) eram totalmente compatíveis com a placa EGA (Enhanced Color Graphics Adapter). Essas placas utilizavam a interrupção 9 (IRQ9), e muitos programas antigos contavam com esta característica. Placas modernas não precisam mais utilizar a IRQ9, e oferecem a opção de usar (para manter compatibilidade com programas antigos – anteriores a 1990) ou não usar a IRQ9. A princípio, devemos deixar a IRQ9 na placa SVGA desativada, assim poderemos usá-la na instalação de outras placas (fax/modem, por exemplo). Para desativar a IRQ9 nesta placa SVGA, basta remover o jumper JP7.
JP4, JP5 e JP6 - Esses três jumpers, em conjunto, definem o tipo de slot no qual a placa será encaixada. Apesar desta placa SVGA ser de 16 bits, podemos conectá-la em slots de 16 ou de 8 bits.
Assim como ocorre com outros tipos de placas, é absolutamente necessário ter o manual para configurar corretamente os jumpers de uma placa IDEPLUS. Comparando modelos diferentes, constatamos que os jumpers dessas placas são mais ou menos parecidos, mas não têm os mesmos nomes nem a mesma localização na placa. Mostraremos aqui dois exemplos para que você saiba os jumpers que poderá encontrar.
Esta é uma placa IDEPLUS VLB, indicada no seu manual como “DTC 2278S/D Local-Bus to IDE and Super I/O Controller” (figura 38). Você encontrará muitas semelhanças entre os jumpers existentes nesta placa e os existentes em outros modelos de placas IDEPLUS VLB. Seus jumpers são os seguintes:
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Figura 38 Uma placa IDEPLUS VLB. |
W5, W6 - Definem o endereço que será ocupado pela primeira porta serial. O default é COM1, mas as placas IDEPLUS também permitem configurar esta porta como COM3. A placa do nosso exemplo permite, além dessas duas opções, configurar esta porta como COM4. Temos ainda uma quarta opção, que é a de deixar esta porta desabilitada.
W3, W4 - Permitem configurar o endereço da segunda porta serial. O default é COM2, mas esta placa ainda permite configurá-la como COM4 ou COM3. Podemos ainda deixar esta porta desabilitada.
W1, W2 – Placas IDEPLUS permitem escolher o endereço da porta paralela, entre 278, 378 e 3BC. Podemos ainda deixá-la desabilitada. O default é 278.
W7 - Este jumper é usado para habilitar ou desabilitar a interface para drives de disquetes. A opção default é deixar esta interface habilitada.
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Figura 39 Parte do manual de uma placa IDEPLUS VLB. |
W8 - Game Port - Usado para habilitar ou desabilitar a interface para joystick. Caso o PC não possua uma placa de som, devemos deixar este jumper habilitado. Quando instalamos uma placa de som, podemos desabilitar a interface de joystick existente na placa IDEPLUS, e utilizar a interface existente na placa de som. Em alguns casos, a interface para joystick existente na placa IDEPLUS apresenta problemas de incompatibilidade, dependendo da placa de CPU utilizada. A interface para joystick existente na placa de som é menos problemática, e por isto deve ser dada preferência ao seu uso.
W9 a W16 - Esses jumpers servem para selecionar as interrupções utilizadas pelas interfaces seriais e paralelas. Por default, a COM1 usa a IRQ4, a COM2 usa a IRQ3, e a LPT1 (porta paralela) usa a IRQ7. Existem entretanto casos em que precisamos fazer um remanejamento de interrupções, visando a instalação de novas placas. A placa IDEPLUS do nosso exemplo permite escolher entre a IRQ3, IRQ4 ou IRQ5 para a primeira porta serial, IRQ3, IRQ4 ou IRQ5 para a segunda porta serial, e entre IRQ7 ou IRQ5 para a porta paralela.
W17 - As portas paralelas das antigas placas IDEPLUS operavam exclusivamente no modo SPP (Standard Parallel Port), que era unidirecional, ou seja, eram usadas apenas na transmissão de dados. A placa IDEPLUS do nosso exemplo pode operar no modo bidirecional, no qual dados podem ser transmitidos ou recebidos.
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Figura 40 Parte do manual de uma placa IDEPLUS VLB. |
Vejamos agora o exemplo de uma placa IDEPLUS ISA (16 bits). Você poderá observar que muitas de suas configurações são semelhantes às mostradas na placa IDEPLUS VLB do exemplo anterior. Esta placa é chamada no seu manual de “Multi I/O Plus IDE Card”. Seu manual é mostrado nas figuras 41 e 42. Os seus conectores são os mesmos existentes em qualquer placa IDEPLUS. São os conectores da interface IDE, da interface para drives, das portas seriais, da porta paralela e da interface de joystick. Todos os jumpers desta placa são aplicados sobre grupos de 3 pinos. Em cada um deles, as configurações possíveis são 1-2 e 2-3. Seus jumpers são os seguintes:
J1 - Usado para habilitar ou desabilitar a interface para drives de disquete (FDD). Por default, esta interface deve ficar habilitada (1-2).
J2 - Indica se a interface para drives de disquete irá operar como primária ou secundária. O default é primária.
J3 - Usado para habilitar (default) ou desabilitar a interface IDE.
J4 - Seleciona a interface IDE como primária (default) ou secundária. Desta forma é possível ter duas interfaces IDE, sendo uma primária e outra secundária. Para isto, basta instalar duas placas IDEPLUS. Observe que na placa IDEPLUS cuja interface IDE opera como secundária, as demais interfaces devem ser desabilitadas ou remanejadas para que não entrem em conflito com as interfaces da primeira.
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Figura 41 Parte do manual de uma placa IDEPLUS ISA. |
J5 - Usado para habilitar ou desabilitar a primeira porta serial. Por default, esta porta fica habilitada, e nela é conectado o mouse. Existem entretanto casos de instalações nos quais temos que desabilitar uma ou ambas as interfaces seriais.
J6 - Com este jumper selecionamos se a primeira porta serial irá operar como COM1 (default) ou como COM3.
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Figura 42 Parte do manual de uma placa IDEPLUS ISA. |
J7 - Possui a mesma função que J5, exceto que se aplica à segunda porta serial. Com ele podemos habilitar ou desabilitar a segunda porta.
J8 - Indica se a 2a porta serial irá operar como COM2 (default) ou COM4.
J12, J13, J14 e J15 – Usados para escolher as interrupções usadas pelas portas seriais. Para cada uma delas, as opções são IRQ2, IRQ3, IRQ4 e IRQ5. Por default, a primeira porta deve usar a IRQ4 e a segunda porta deve usar a IRQ3.
J9 - Usado para habilitar ou desabilitar a porta paralela.
J10 - Indica o endereço a ser usado pela porta paralela. As opções oferecidas por esta placa são 378 e 278, mas existem placas que ainda oferecem 3BC.
J11 - Serve para habilitar ou desabilitar a interface para joystick.
Você também encontrará jumpers em placas de modem, som e rede antigos, bem como em outros tipos de placas. O entendimento das configurações depende de conceitos específicos sobre esses dispositivos, portanto deixamos a discussão sobre jumpers para os demais artigos deste site onde estudamos esses assuntos.