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Uso avançado da placa de som - parte 2/2 Autor: Laércio Vasconcelos |
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Capturando sons de programas
Gravar sons é muito fácil quando a fonte sonora corresponde a uma das entradas de áudio da placa de som. Podemos gravar diretamente sons provenientes das entradas de microfone, Line-IN e CD-IN usando programas de gravação como o Gravador de som, que acompanha o Windows, como mostramos artigo "Usando a placa de som". Lembre-se que este programa tem uma limitação: grava sons com no máximo 60 segundos. Isto não é problema, pois a maioria das placas de som são acompanhadas de som são acompanhadas de programas de gravação. Também podemos obter programas de gravação gratuitamente na Internet. Vá a sites como www.simtel.net, www.shareware.com ou www.download.com e faça uma busca pela palavra RECORDER no sistema Windows. A maioria dos programas apresentados funciona sem restrições durante 30 dias, e precisa ser comprado para que continue a operar (são programas de shareware). Muitos produtores não bloqueiam o seu uso, apenas pedem educadamente que o usuário os compre após o período de avaliação. Procurando mais atentamente poderemos encontrar alguns programas de gravação que são totalmente gratuitos, ou seja, freeware.
A gravação de sons é um pouco mais difícil quando os sons não são provenientes das entradas sonoras, e sim de programas. Por exemplo, como gravar os sons de uma estação de rádio, reproduzidos pela Internet? Não existe no Internet Explorer, um comando para gravar o som gerado. Felizmente podemos na maioria dos casos, fazer uma reprodução e gravação simultâneas. Um programa de gravação de sons pode portanto gravar sons que estão sendo reproduzidos pelo computador, como por exemplo, o som de uma rádio via Internet.
OBS.:
O som onboard existente em muitas placas de CPU, pode não ser capaz de gravar e
reproduzir sons simultaneamente, dependendo do chip sonoro utilizado. Você pode
fazer um teste de compatibilidade rápido, usando o Windows Media Player e o
gravador de som do Windows. Configure antes as propriedades de som no gravador
com características iguais à do som que será reproduzido. A maioria dos
arquivos WAV encontrados na pasta C:\Windows\Media são codificados em PCM, 22
kHz, mono e 16 bits. Configure o gravador de som desta forma e teste a gravação.
Na figura 27 estamos reproduzindo músicas com o Windows Media Player e ao mesmo tempo fazendo a sua gravação com o programa Creative Recorder, que acompanha as placas Sound Blaster, e também pode ser obtido em www.soundblaster.com. Note entretanto que este programa não funciona com qualquer placa de som.

Figura 27 - Gravando os sons que o
PC reproduz com o Creative Recorder.
Uma das mais importantes funções de uma placa de som é a gravação de áudio, portanto os seus fabricantes quase sempre fornecem um programa para gravação. Algumas placas são entretanto acompanhadas de inúmeros utilitários, como as da Creative Labs, outras são acompanhadas apenas dos seus drivers e alguns poucos utilitários. Acesse o site do fabricante da sua placa de som para obter um programa de gravação apropriado. Se você tem uma placa Sound Blaster de qualquer modelo, vá ao site www.soundblaster.com, pois lá existem drivers e programas de som para inúmeros modelos.
A figura 28 mostra uma aplicação interessante. Estamos reproduzindo o som de uma estação de rádio, transmitida via Internet. Ao mesmo tempo em que o som é reproduzido, o programa Creative Recorder faz a sua gravação.

Figura 28 - Gravando
o som de uma estação de rádio reproduzida pela Internet usando o programa
Creative Recorder.
Ao usar este método de gravação, temos que tomar alguns cuidados:
1) Escolher um formato de gravação compatível com o do som que está sendo reproduzido. Por exemplo, a maioria dos sons reproduzidos via Internet têm o formato mono, com 8 ou 16 bits e 22 kHz. Ajuste o programa de gravação para operar no mesmo modo. Se for apresentada uma mensagem de erro indicando que o formato é incompatível, experimente outros formatos.
2) Nos programas de gravação temos que indicar a fonte do sinal sonora. Normalmente encontramos um comando Input Source ou Record From onde podemos fazer esta escolha. A fonte de entrada deve ser a saída da placa de som. No Creative Recorder, esta saída é chamada de “What U Hear”.
3) Preste atenção ao gravar o arquivo resultante. Não vá se perder, observe a pasta onde o arquivo é criado. Normalmente é preciso pressionar STOP para então fazer a gravação. Escolha o formato MP3 para economizar espaço.
Eliminando pausas no som gravado pela Internet
Gravar sons captados pela Internet pode ser uma tarefa trabalhosa. Em momentos nos quais a Internet está congestionada, o som recebido pode apresentar inúmeras pausas. Normalmente este problema não ocorre em conexões de Internet com banda larga (via cabo, ISDN, ADSL, etc.), mas nas conexões por linhas telefônicas convencionais, as pausas são constantes. Poderá ser necessário eliminar as pausas das gravações usando um editor de arquivos WAV. Na figura 29 vemos como fazer isso usando o programa Creative WaveStudio, que acompanha as placas da família Sound Blaster. O programa também pode ser obtido para download no site www.soundblaster.com. e pode ser usado com qualquer placa da família Sound Blaster. Basta ir à área de download e indicar o modelo da placa e a versão do sistema operacional, para obter a versão correta do programa.

Figura 29 - Pausas
na gravação, sendo cortadas com o programa Creative Wave Studio.
As pausas que ocorrem na reprodução de sons devido à lentidão da Internet são gravadas, e resultem em trechos de silencio no arquivo gravado (figura 29). Para eliminá-las basta marcá-las com o mouse e teclar DEL. Tome cuidado, pois algumas dessas pausas podem realmente fazer parte (por exemplo, o intervalo entre duas músicas). Nesse caso, use o botão Play do WaveStudio (ou do editor que você estiver usando) para reproduzir o trecho onde está cada pausa, identificando assim quais devem ser eliminadas.
Em qualquer programa, a eliminação de pausas será eficiente ou não, dependendo da origem do som. Se o som reproduzido é originado por uma estação de rádio ou qualquer outra aplicação em tempo real, qualquer pausa resultará na perda definitiva daquele trecho de som (é como abaixar e aumentar o volume de um rádio, que não pode fazer pausas, e sim cortes no som). Por outro lado, se o som que está sendo reproduzido é originado em um arquivo sonoro localizado na Internet, que pode ser pausado e reassumido do ponto onde parou, o corte do trechos de silêncios resultará no som correto, já que este tipo de pausa não elimina trechos de som (é como pressionar pause e play em um gravador).
Note que os editores de arquivos WAV também podem ser usados para fazer gravações. Você pode portanto dispensar o uso de programas como o Creative Recorder, e gravar os sons desejados diretamente pelo editor, e a seguir cortar as pausas antes de gravar o arquivo final.
Um programa de shareware bastente interessante é o Total Recorder (figura 30). A versão DEMO pode ser encontrada em www.download.com, e também no site do fabricante, www.highcriteria.com. A versão completa custa 12 dólares. A versão DEMO tem limitações
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Figura 30 Total Recorder. |
Apesar da versão DEMO grava apenas 40 segundos de áudio, é realmente indicada para testar, e não para uso normal. Entretanto é um programa interessante, pois pode gravar sons provenientes não apenas da placa de som, mas também os que chegam diretamente pela Internet, por exemplo através do Real Player e de estações de rádio. O programa também elimina automaticamente as pausas resultantes da lentidão da Internet.
Ouvindo rádio pela Internet
Milhares de estações de rádio de todo o mundo estão transmitindo sua programação ao vivo pela Internet. Também existem milhares de outras rádios que não transmitem por métodos convencionais (ondas de rádio), mas apenas pela Internet. É muito provável que dentro de mais alguns anos toda a programação de rádio e TV seja transmitida exclusivamente pela Internet, mas vamos deixar a futurologia de lado.
Para transmitir som e vídeo pela Internet é preciso utilizar o que chamamos de “midia de fluxo”. Um fluxo (stream) é uma seqüência de dados que são transmitidos em tempo real, e não precisam ser armazenados em arquivos para serem depois reproduzidos. São reproduzidos automaticamente à medida em que chegam. A tecnologia “streaming audio” é usada nesta transmissão. No caso de estações de rádio, é usado o termo “streaming radio”.
Para ouvir rádio pela Internet é recomendável ter uma conexão de banda larga (ISDN, cabo, ADSL, etc.). As conexões tradicionais por linhas telefônicas podem ser muito lentas para esta aplicação, e os sons poderão apresentar inúmeras pausas. A maioria das estações de rádio opera com baixa taxa de dados para que sejam compatíveis com os modems de 56k, com o mínimo de pausas no som.
Ouvindo rádio com o Internet Explorer
Você pode ouvir estações
de rádio usando por exemplo o Internet Explorer. Clique no botão Mídia
(figura 31), ou então use o comando Exibir
/ Barras do Explorer / Mídia, e será apresentada uma barra na parte
esquerda da janela do navegador.
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Figura 31 Clique no botão “Mídia”. |
Nesta barra, clique no link Guia de rádios. O navegador será direcionado para o WindowsMedia.com (figura 32). Se quiser pode ir diretamente ao endereço:

Figura 32 - Estações
de rádio.
Serão apresentadas várias estações de rádio nacionais, mas você pode procurar outras estações em todo o mundo, como mostraremos mais adiante. Comecemos clicando na “98 FM”. O navegador abrirá uma nova janela para a reprodução da rádio, como mostra a figura 33.

Figura 33 - Ouvindo a 98 FM.
Para procurar novas estações, clique na seta ao lado do campo “Pesquisar palavra chave”, mostrado na figura 32 (parte direita da janela). O navegador assumirá o formato mostrado na figura 34. Podemos listar todas as estações que tenham um determinado gênero de música, ou todas as que têm uma certa palavra-chave (por exemplo, preencha com Rio de Janeiro para encontrar estações nesta cidade). Existem uma opção para procurar estações com um determinado CEP, mas este recurso só funciona para rádios localizadas nos Estados Unidos. Podemos também clicar em Usar pesquisa avançada, e termos mais opções de busca.

Figura 34 - Procurando
estações de rádio.
Para ouvir uma estação da lista, basta clicar no pequeno botão Play ao lado do nome da estação. Neste ponto várias coisas podem acontecer:
a) A estação pode ser
tocada imediatamente
b) Pode ser aberta uma janela do site da estação, onde teremos que clicar em
Listen
c) Pode ser iniciada a instalação de um plugin específico
d) Pode ser pedido um cadastramento do usuário
Em alguns casos a estação pode ser executada pelo próprio navegador. Em outros casos é aberta uma janela adicional, e esta faz a reprodução. Também pode ser apresentado um quadro para a instalação de um plugin para receber e reproduzir streaming radio. Existem diversos plugins: o do Windows Media Player, o da Real Networks, o do Winamp, o Hiwire Radio Tuner, etc. Algumas rádios dão a chance do usuário escolher qual plugin vai usar, outras usam um plugin específico e exigem que seja feita a sua instalação, que normalmente ocorre de forma automática.
Se você gostar de uma estação, vá à tela da figura 34, clique no nome da estação e em “Adicionar a minhas estações”.
Ouvindo rádio com o Windows Media Player
O Windows Media Player não reproduz rádio sozinho. Ele na verdade abre uma janela do Internet Explorer. Para chegar a ela, clicamos em Sintonizador de rádio (figura 35).
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Figura 35 Ouvindo rádio com o Windows Media Player. |
O Windows Media Player fará a conexão com o site Windows Media (figura 36). A partir daí podemos usar os mesmos comandos já apresentados para o Internet Explorer.
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Figura 36 O Windows Media Player é conectado com o WindowsMedia.com. |
Ouvindo rádio com outros programas
Vários outros programas concorrentes do Windows Media Player também oferecem o acesso a estações de rádio. No MUSICMATCH Jukebox (figura 37), devemos clicar no botão RADIO. Será aberta a janela de acesso a rádio. Podemos escolher várias rádios que são transmitidas pela Internet, com diversos gêneros musicais. No exemplo da figura 37, escolhemos a opção “80s Hits”. A versão Plus deste programa oferece mais opções de estações, além de permitir a recepção de sons com qualidade de CD.

Figura 37 - Ouvido
rádio com o MUSICMATCH Jukebox.
O Real Player (www.realnetworks.com) é outro software que permite receber streaming audio / video pela Internet, inclusive streaming radio. Execute o Real Player e clique em Estações de rádio. Será aberta uma janela com parâmetros de busca. Preencha apenas o país (BRASIL) para listar todas as estações brasileiras que transmitem através do Real Player. Será apresentada uma lista como a da figura 38.

Figura 38 - Estações
brasileiras que transmitem pelo Real Player.
Basta então clicar no nome da estação desejada e será aberta uma pequena janela para a reprodução de áudio, como vemos na figura 39. Não é necessário conectar com o site da estação, mas existem pequenos botões para adicionar a estação à lista Minhas estações, e um outro para conexão com o site da estação.
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Figura 39 Estação em reprodução pelo Real Player. |
Outro programa que também oferece suporte a streaming radio é o Winamp 3, que pode ser obtido gratuitamente em www.winamp.com. Basta clicar em rádio e será apresentada uma janela para seleção do tipo de estação. Use o boão Find, e será aberta uma janela do navegador com várias opções de busca. Se quiser pode selecionar a estação por gênero e será apresentada uma extensa lista. Escolha agora a estação na lista e clique no respectivo botão Tune.

Figura 40 - Ouvindo
rádio com o Winamp 3.
O ideal é ter todos esses programas instalados no computador. Ao selecionar uma estação de rádio de qualquer parte do mundo, qualquer um deles pode ser usado. Normalmente são apresentados botões para seleção do programa apropriado. Algumas não utilizam programa algum, apenas um plugin para o Internet Explorer. Muitas estações utilizam o plugin Hiwire Radio Tuner. Ao selecionarmos uma dessas estações, é automaticamente aberto um quadro para download e instalação deste plugin. Depois de instalado, um pequeno Player sob o Internet Explorer será automaticamente aberto (figura 41) quando este tipo de fluxo for detectado.
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Figura 41 Painel de exibição de rádio com o plugin Hiwire Radio Tuner. |
Áudio digital de CD
Todos os drives de CD-ROM modernos possuem duas saídas de áudio, sendo uma analógica e uma digital. Essas saídas enviam à placa de som os sons gerados durante a reprodução de CDs de áudio. A qualidade do som gerado pela saída digital é sensivelmente melhor, pois o uso da saída analógica resulta em pequenas distorções de digitalização. O som gravado em um CD de áudio é digital, assim como é o som manipulado pelas placas de som. Entretanto para enviar o som para a saída analógica, o drive de CD-ROM o converte da forma digital para a forma analógica. A placa de som por sua vez pode precisar converter o som novamente para o formato digital. A qualidade do som é melhor quando toda a sua transmissão desde o CD até a placa de som é feita de forma totalmente digital.
Apesar de todos os drives de
CD-ROM modernos possuírem uma saída de áudio digital, são poucas as placas
de som que possuem a conexão apropriada. A maioria delas possui apenas uma
entrada chamada CD-IN, que é analógica.
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Figura 42 Conectores na parte traseira de um drive de CD-ROM.
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Na figura 42 vemos os conectores existentes na parte traseira de um drive de CD-ROM (também se aplica a gravadores e DVDs) padrão IDE, que é o mais comum. Note o conector de áudio digital, localizado à direita, além do conector de áudio analógico. Na figura 43 vemos uma placa de som que possui ambas as entradas, a analógica e a digital. A entrada analógica é normalmente chamada de CD-IN, cujo conector tem quatro pinos. A entrada digital é normalmente chamada de SPDIF, e seu conector tem dois pinos.
Os drives de CD-ROM são
sempre acompanhados do cabo analógico, para a ligação na entrada CD-IN (4
pinos) da placa de som, ou da placa de CPU com áudio onboard. As placas de som
que possuem entrada de áudio digital para CD são acompanhadas do cabo
apropriado. Exemplos de placas com essa característica são as das famílias
Sound Blaster Live e Sound Blaster Audigy.
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Figura 43 Entradas de áudio
da placa Sound Blaster Live. |
Ao instalar uma dessas placas, você deve providenciar a conexão do áudio digital. Se você comprar um PC com uma dessas placas, exija que o áudio digital para CDs seja habilitado. Além do uso do cabo apropriado que acompanha a placa, é preciso fazer algumas configurações no Windows.
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Figura 44 Habilitando o controle do SPDIF no controle de volume. |
Aplique um clique duplo no
alto falante da barra de tarefas e use o comando Opções / Propriedades. Depois
selecione a opção Reprodução e marque o item SPDIF-IN, como
mostra a figura 44. Isto fará com que o Controle de volume (figura 45) passe a
mostrar um controle específico para o SPDIF-In. Desta forma o som gerado pelo
drive de CD-ROM quando ouvimos um CD de áudio será enviado para a placa de som
e para os alto-falantes.
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Figura 45 O controle de volume agora tem o item SPDIF-In. |
No Windows ME e no Windows XP temos acesso a áudio digital, transmitido da unidade de CD para a placa mãe, através do cabo flat IDE. Podemos inclusive eliminar o cabo de áudio. A partir do Gerenciador de dispositivos, aplicamos um clique duplo no item “Unidade de CD/DVD” e no quadro apresentado, selecionamos a guia Propriedades (figura 46). Marcamos então a opção “Ativar áudio digital de CD para este dispositivo de CD-ROM”.
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Figura 46 Ativando o áudio digital de CD no Windows XP/ME. |
Composição MIDI
Ao contrário de outros assuntos mostrados neste livro, não vamos apresentar para este, explicações suficientes para o seu uso, pois requer conhecimentos específicos sobre música. As placas de som podem reproduzir sons de arquivos MIDI, e também captar sons gerados por instrumentos MIDI, como teclados e guitarras. Através de programas apropriados podemos armazenar e editar os sons produzidos por esses instrumentos. Mesmo quando não temos tais instrumentos, podemos fazer a composição diretamente na tela.
Normalmente as placas de som
não são acompanhadas de programas para composição musical, já que este tipo
de aplicação é de interesse apenas de músicos. Se você quer criar música
por computador, sugerimos que você faça um curso básico de piano, violão ou
outro instrumento de seu agrado. Com noções básicas sobre música você poderá
fazer bom proveito de programas para composição musical, como o Cakewalk
(figura 47).

Figura 47 - O programa Cakewalk
Express Gold.
A edição através desses programas é bem parecida com a composição musical tradicional. A diferença está justamente na facilidade em alterar, inserir, copiar e tudo o que pode ser feito com a ajuda do computador. Pense na diferença entre escrever uma carta à mão e escrever a mesma carta usando o computador. Programas de edição MIDI oferecem este mesmo tipo de facilidade. Temos acesso a inúmeros recursos de edição, podemos testar as músicas com os instrumentos reais, e até mesmo fazer a impressão das partituras (figura 48).
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Figura 48 Impressão de partituras musicais. |
Para quem deseja maiores informações sobre a composição musical por computador, recomendamos que visite o site www.music-center.com.br. É o site de Miguel Ratton, um dos maiores especialistas brasileiros em música por computador.
Gravando músicas de discos de vinil e fitas K7
Músicas de antigos discos de vinil e fitas cassete podem ser digitalizadas e convertidas para MP3, WMA, ou mesmo transformadas em um CD de áudio. Várias técnicas estão envolvidas nesta conversão. Vamos ensinar aqui tudo o que você precisa para fazer o trabalho, usando um excelente programa de shareware, o DePopper.
Digitalizar esses sons não é difícil. O mais importante é utilizar um programa capaz de remover os sons de arranhões dos discos e os chiados característicos das fitas.
Existem vários programas que fazem este trabalho, e a maioria deles são muito caros. Um deles é o Sound Forge, que custa 400 dólares. Se preço é elevado pois realiza várias outras funções de processamento de áudio, e a filtragem de ruídos e chiados é apenas uma entre suas inúmeras funções. Devido ao elevado custo deste programa, não iremos mostrar como usá-lo nesta tarefa.
Vários programas para restauração de áudio de discos de vinil e fitas K7 podem ser encontrados em versões de demonstração, em www.download.com. Infelizmente a maioria deles custa entre 50 e 100 dólares, e as versões de demonstração têm sérias limitações. Alguns gravam trechos de no máximo 30 segundos, outros removem os primeiros 10 segundos da música, outros não permitem salvar os arquivos de áudio processador. São limitações que inviabilizam qualquer utilização prática das versões de demonstração.
Felizmente encontramos no próprio site www.download.com, um programa para restauração de áudio que é plenamente funcional na sua versão de demonstração. O programa pode ser usado livremente durante 30 dias. Depois deste período, continua funcionando, mas é solicitado ao usuário que faça o seu registro, que por sinal é muito mais barato que o da maioria desses programas: 18 dólares. O mais interessante é que este programa foi criado e é comercializado por uma empresa brasileira, localizada no Rio de Janeiro, a Droid Informática.
Limpeza do disco e do gravador
Se você lida com tape decks (gravador/reprodutor de fitas K7) e pickups (toca-discos), deve conhecer bem os procedimentos de limpeza. A cabeça de leitura e gravação do tape deck deve ser limpa com um cotonete e álcool isopropílico. Existem fitas de limpeza que podem ser usadas nesse trabalho. O toca-discos deve ter uma agulha nova, em boas condições (difícil é encontrar essas agulhas à venda, mas quem ainda tem discos certamente conhece onde achar essas raridades), já que agulhas antigas prejudicam a qualidade do áudio. A poeira, gordura e outras impurezas também prejudicam a qualidade dos sons dos discos, além de resultarem em mais arranhões. No tempo em que os discos de vinil eram comercializados, existiam kits especiais de limpeza. Na falta desses kits, você pode lavar os discos com cuidado usando água ligeiramente morna e xampu infantil. Use uma flanela bem macia para passar o xampu em círculos concêntricos ao longo do disco. Enxágüe e seque com algum tecido que não deixe “fiapos” sobre a superfície do disco. Não esfregue este tecido sobre o disco, apenas encoste para absorver a água.
Ligado o aparelho de som ao computador
Os tape decks e toca-discos possuem normalmente conectores RCA (Audio Out) de baixa potência para ligação com amplificadores de som. Essas saídas devem ser ligadas na entrada Line-In da placa de som através de um cabo estéreo, com um conector P2 estéreo em uma extremidade, e dois conectores RCA na outra extremidade (canais esquerdo e direito). Este cabo era fornecido junto com as placas de som (por exemplo, nos kits multimídia da Creative Labs), entretanto hoje não são mais. Podemos comprá-los com facilidade em lojas de material eletro-eletrônico (som e vídeo, etc.).
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Figura 49 Cabo para ligação da placa de som no tape deck ou toca-discos. |
Habilite a entrada Line-IN
através do controle de volume do Windows e tente ouvir pelas caixas de som do
computador, os sons do disco ou fita. Se não conseguir, ligue na saída de áudio
de baixa potência existente no seu amplificador. Nunca use o conector das
caixas de som, pois o nível de tensão é muito alto, e queimará a sua placa
de som.
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Figura 50 Habilitando a entrada Line-IN. |
Note que a entrada Line-IN deve ser habilitada tanto no controle de volume (Play control) quanto no controle de gravação (Record control). Ao ser habilitada no controle de volume, poderemos ouvir o som que está sendo captado. Ao ser habilitado no controle de gravação, a placa de som estará apta a gravar esses sons.
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Figura 51 Controle de gravação. |
Digitalizando as faixas de áudio
Podemos agora utilizar qualquer programa para gravação de áudio, configurado para o modo estéreo, com 16 bits e 44 kHz. Podemos comandar manualmente gravações de cada música, gerando arquivos separados, ou podemos gerar um só arquivo grande com todo o conteúdo do disco ou fita. Se quiser gerar arquivos separados poderá fazê-lo de várias formas. Pode por exemplo comandar manualmente o início e o fim de cada música, usando os botões REC e STOP do programa de gravação. Pode gerar um só arquivo e depois “cortar” as músicas, usando um editor de arquivos WAV. Alguns utilitários de shareware permitem fazer a gravação e separar as músicas automaticamente, detectando os intervalos de silencio entre as músicas. Uma hora de música resultará em cerca de 600 MB.
Filtragem de ruídos e chiados
O que todos os programas de filtragem fazem nesse ponto é remover os ruídos resultantes de arranhões de discos e os chiados característicos das fitas K7. O DePopper, usado no nosso exemplo, é extremamente simples. Basta indicar os arquivos a serem restaurados, usar as opções de filtragem e clicar em Start. Os arquivos filtrados serão gravados no diretório de saída, com nomes acrescidos de NEW. Por exemplo, SOM01.WAV resultará em SOM01_NEW.WAV. Apenas arquivos WAV são filtrados por este programa, portanto este deve ser o formato escolhido na ocasião da digitalização.
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Figura 52 O programa DePopper, simples e eficiente. |
Clicando em Options, será mostrado o quadro da figura 53. As duas primeiras opções devem ser usadas na remoção de arranhões grandes e pequenos. As duas opções seguintes são filtragens que devem ser usadas com fitas K7. As duas últimas opções não são filtragens, e sim normalizações de volume e freqüência, que devem ser utilizados quando as músicas foram digitalizadas a partir de discos diferentes, evitando que exista muita diferença entre os volumes e os níveis de graves e agudos das músicas resultantes.
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Figura 53 Opções de filtragem. |
Os filtros deste programa são programados com valores adequadas à maioria das situações. Podemos entretanto usar os respectivos botões Setup para fazer ajustes, caso não estejamos obtendo os resultados esperados.
Efeitos na forma de onda
A figura 54 mostra duas
formas de onda resultantes da digitalização feita a partir de um disco de
vinil. A onda da janela superior é a original, na qual podemos ver quatro
arranhões, sendo dois bem fortes, um mais fraco e um bem pequeno, na parte
final da janela. Programas para pós processamento de sons captados de discos de
vinil detectam os arranhões, representados por variações excessivamente
acentuadas na forma de onda, e fazem a sua atenuação. A segunda onda, na parte
inferior da figura, mostra o resultado depois da remoção dos “clicks” e
“clecks” resultantes desses arranhões.
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Figura 54 A remoção de arranhões. |
Na figura 55 vemos o efeito
da eliminação de ruídos e chiados. O som gerado por esse ruído é constante,
comum em fitas K7, mas também em discos, resultante do seu envelhecimento. A
superfície do disco torna-se fosca, o que se reflete no chiado, que é ouvido
mais claramente nas pausas da música. A forma de onda mostrada na parte
superior da figura é a original, com chiado. A forma de onda da parte inferior
foi filtrada, eliminando o chiado. Note portanto que o chiado é uma onda de
baixa amplitude e freqüência variada, sobreposta à onda original. Usando técnicas
de filtragem, os programas para processamento de áudio podem remover essas
imperfeições.
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Figura 55 Filtragem de chiado. |
Diamond Cut 32
Este é um programa de uso profissional para processamento de áudio, o que inclui a recuperação de sons de discos LP e fitas K7. Pode ser obtido em:
A versão de demonstração é de uso limitado, assim como ocorre com a maioria dos programas desse tipo. Funciona por apenas 10 dias para avaliação, entretanto todas as suas funções estão ativas, não existem restrições. A versão registrada do programa é cara, custa 99 dólares, mas você pode concluir que é um programa que vale a pena comprar, caso pretenda fazer muitas restaurações. Lembre-se que existem inclusive pessoas que fazem este serviço de forma profissional. Pessoas que têm discos de vinil antigos os consideram verdadeiras relíquias, e muitas vezes estão dispostas a pagar um bom preço para a sua conversão para CDs.

Figura 56 - Diamond Cut 32.
Para remover arranhões,
basta abrir o arquivo WAV desejado e clicar no botão Impulse
Noise Filter. É apresentado um quadro com vários controles para diversos
tipos de ruído de impulso, a classe na qual recaem os sons resultantes de
arranhões. Existem três controles deslizantes que podem ser testados através
do botão Preview. Você pode desta
forma encontrar os parâmetros ideais para o tipo de impulso que quer filtrar.
Se preferir pode usar um dos vários conjuntos de parâmetros pré-definidos na
lista apresentada.
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Figura 57 Parâmetros para filtragem de impulso. |
Temos também o botão Continous Noise Filter, que pode ser usado para remoção de diversos tipos de chiados. É apresentado um gráfico da resposta de freqüência do filtro, mostrando a atenuação em função da freqüência. Podemos usar um dos vários filtros na lista apresentada, ou então fazer ajustes finos nos parâmetros de filtragem.
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Figura 58 Filtro de ruído. |
Existem vários outros filtros, como ruído harmônico, ruído dinâmico, passa baixas, passa altas, passa banda e notch (rejeita faixa estreita). Existem ainda comandos para conversão entre mono e estéreo bastante úteis. Por exemplo, um arquivo que foi digitalizado em estéreo mas com apenas o canal esquerdo ligado, pode ser convertido em um arquivo mono com os dois canais idênticos, ou mesmo com uma simulação de estéreo.
É realmente um programa bastante sofisticado para quem quer fazer como hobby, a recuperação de alguns discos e fitas. É um programa indicado para quem vai trabalhar com som em escala profissional.
Dart Pro 32
Este é outro programa sofisticado, usado para processamento de áudio, o que inclui a recuperação de sons de LP e K7. Pode ser obtido em www.dartpro.com. A versão de demonstração tem uma limitação séria: processa arquivos com no máximo 2 minutos, e não permite salvar os arquivos. A versão completa custa 99 dólares. Pode valer a pena para quem vai fazer restaurações em escala profissional.

Figura 59 - O programa Dart Pro 32.
O comando Restore / Declick é usado para remover os sons resultantes de arranhões (figura 60). Se usarmos o botão Test, poderemos checar interativamente os resultados obtidos com os diversos ajustes. Clicamos em Play Source e a seguir em Play result, comparando os resultados. Ao chegarmos à configuração ideal, podemos efetivar o processamento.
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Figura 60 Filtragem de ruídos de impulso, resultantes de arranhões. |
Com o comando Restore / Dehiss podemos fazer a remoção de chiados. Existem vários parâmetros de ajuste, e o botão Test permitirá testar os resultados através de uma pequena amostra do som, antes de efetivar o processamento.
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Figura 61 Eliminação de chiados. |
Vários comandos adicionais de processamento de áudio estão no menu Toolbox deste programa. Temos comandos para conversões de formato, equalização, filtros diversos, análise de espectro e várias outros recursos úteis para profissionais de áudio.
Conversão para MP3 e gravação de CDs
Depois que os arquivos WAV foram filtrados, podemos gravá-los em CDs ou convertê-los para MP3, usando os vários programas já mostrados neste artigo.
Conclusão
Esperamos ter dado neste artigo, uma boa idéia dos recursos avançados das placas de som. Para quem quer não apenas ouvir, mas também criar sons de vários tipos, existem muitas técnicas interessantes. Teste os programas existentes no CD-ROM que acompanha a sua placa de som, pois vários deles podem ser usados para as aplicações que mostramos neste capitulo. Lembramos que as placas de som mais baratas, bem como as que são embutidas nas placas de CPU (áudio onboard) normalmente não vêm acompanhadas de utilitários sonoros, e sim dos seus drivers. Ainda assim é possível conseguir bons programas com facilidade. Se você tem um outro computador equipado com uma placa de som, poderá experimentar esses outros programas. Boa parte das vezes, os programas de áudio funcionam com qualquer modelo de placa de som.
Uma boa quantidade de programas de áudio podem ser encontrados em sites especializados, como www.shareware.com, www.download.com e www.simtel.net. Os CDs fornecidos em revistas de multimídia, vendidas em bancas de revistas, também possuem inúmeros programas, e normalmente com suas descrições. Vale a pena experimentar esses programas, e muitas vezes compensa adquirir a versão completa.