Uso avançado da placa de som - parte 1/2

Autor: Laércio Vasconcelos
maio/2004
   

    Sua placa de som pode fazer coisas incríveis, operando como um verdadeiro estúdio de som, bastando usar os programas apropriados, muitos deles gratuitos ou presentes no próprio Windows. 

Parte 2

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No artigo "Usando a placa de som" já apresentamos as placas de som e suas aplicações típicas. O presente artigo é uma continuação, onde apresentamos mais técnicas e utilizações mais avançadas para as placas de som.

Atualização de drivers

Muitas vezes pode ser necessário instalar ou reinstalar os drivers da placa de som. Isso ocorre principalmente quando os drivers nativos do Windows não funcionam corretamente, ou quando os drivers nativos apresentam problemas, ou quando estamos usando drivers desatualizados que gerem alguma incompatibilidade ou anomalia. Devemos acessar o site do fabricante da placa de som e fazer o download da versão mais recente desses drivers. Para que isso seja possível é preciso saber exatamente a marca e o modelo da placa de som. No caso de placas de CPU com som onboard, devemos acessar o site do fabricante da placa de CPU, portanto será preciso descobrir a sua marca e modelo.

Um usuário pode ser expert em utilização da placa de som, mesmo sem saber a sua marca e modelo. Isso só pode ocorrer entretanto se a placa funcionar corretamente. Se for necessário fazer uma atualização de driver, o usuário precisará ter conhecimentos um pouco mais avançados. Poderá ser preciso consultar os manuais que acompanham o computador, ou até mesmo abrir o computador para checar a marca e modelo da placa de som. Se tiver dificuldades, peça ajuda a um colega com mais experiência em hardware para identificar a sua placa de som, e a partir daí, obter seus drivers.

Os fabricantes de hardware podem oferecer drivers de duas formas: um conjunto de drivers propriamente ditos ou um programa de instalação. A primeira coisa a fazer é obter o arquivo que contém os drivers e descompactá-lo em um diretório. Se neste diretório encontrarmos um arquivo de nome SETUP.EXE, devemos executá-lo. O programa realizará a instalação dos drivers. Se não existir tal arquivo, temos que fazer a atualização manual dos drivers. A figura 1 mostra os arquivos obtidos quando descompactamos os drivers da placa Genius SoundMaker Live. Podemos observar que existe um arquivo SETUP.EXE, portanto basta executá-lo e os drivers estarão instalados.  

Figura 1

Arquivos da Genius SoundMaker Live.

 

 

 

A instalação manual é feita por um processo um pouco mais complexo. Muitas vezes podemos usar a instalação manual de drivers mesmo quando existe um programa SETUP.EXE, entretanto o uso deste programa de instalação é o método recomendável. Particularmente a placa Genius SoundMaker Live do nosso exemplo permite que seja drivers sejam instalados pelo processo manual, portanto usaremos esta placa para ilustrar o método.  

Figura 2

A placa de som está com problemas indicados (pontos de interrogação e exclamação) no Gerenciador de dispositivos.

 

 

 

Começamos clicando nos itens do Gerenciador de dispositivos (figura 2) onde existem pontos de interrogação que indicam ausência de drivers. Selecionamos a guia Driver e clicamos no botão Atualizar driver. Note que este método é válido para qualquer versão do Windows (a partira do Windows 95), apesar de estarmos usando como exemplo o Windows XP. Será executado o Assistente de atualização de driver. Escolhemos a opção de busca manual (Instalar de uma lista ou local específico) e indicamos no quadro seguinte (figura 3), o diretório onde formam descompactados os drivers.  

Figura 3

Indicando o diretório onde estão os drivers.

 

 

 

No caso do Windows XP, poderá ser eventualmente informado que o driver que está prestes a ser instalado “não passou no teste do logotipo do Windows que verifica sua compatibilidade com o Windows XP”. Normalmente isso não causa problemas, apenas indica que o fabricante não enviou o driver para avaliação da Microsoft. Clicamos então em “Continuar assim mesmo”. Versões anteriores do Windows não fazem esta checagem.  

Figura 4

Instalação dos drivers.

 

 

 

Os drivers serão instalados e o Assistente concluirá seu trabalho. A seguir usamos o mesmo processo para atualizar os demais dispositivos da placa de som. Vimos na figura 2 que além do Controlador de áudio de multimídia, temos ainda o Dispositivo de entrada PCI (interface de joystick) sem driver.  

Figura 5

Terminada a instalação de todos os drivers da placa de som.

 

 

 

Terminada a instalação de todos os drivers, a placa de som e a sua interface de joystick passarão a constar no Gerenciador de dispositivos, desta vez na seção Controladores de som, vídeo e jogo (figura 5).

OBS.: É também recomendável instalar a versão mais nova do DirectX, encontrada em www.microsoft.com/directx/. 

Placa de som e utilitários

Você verá neste artigo que para ouvir sons não é necessário utilizar programas adicionais, além dos que já acompanham o Windows. Entretanto se quisermos criar sons, criar CDs e realizar conversões de formatos, precisaremos de diversos utilitários. Descobrimos então uma das várias diferenças entre placas de som caras e baratas. Boa parte das placas de som “onboard”, ou seja, embutidas na placa de CPU, são acompanhadas apenas dos drivers, e não trazem programa algum. Se quisermos criar e editar arquivos sonoros poderemos precisar comprar vários programas, ou então utilizar programas gratuitos, que na maioria das vezes não funcionam bem. Existem bons programas de áudio para aplicações específicas, e a maioria deles custa entre 20 e 40 dólares, podendo ser comprados pela Internet. Se somarmos os preços de um gravador de arquivos WAV, um editor, programas para extração de áudio e vários outros, poderemos chegar a gastar mais de 100 dólares.

Uma boa placa de som deve ser acompanhada de bons utilitários. Por isso recomendamos que você, caso pretenda criar arquivos de áudio, opte por uma placa da família Sound Blaster. Os vários utilitários que acompanham essas placas são de alta qualidade e totalmente compatíveis. Os bons programas de som disponíveis na Internet normalmente não são gratuitos, e ao receber vários bons programas com a sua placa de som, você estará fazendo uma grande economia.

CODECs de áudio

Um CODEC (codificador-decodificador) é um software integrado ao sistema operacional, funcionando como um driver, capaz de comprimir e descomprimir arquivos de áudio. Como os CODECs são integrados ao sistema operacional, e não a um software específico, permite que qualquer programa de multimídia que opere com arquivos de áudio possa usá-lo.

Para entender melhor a vantagem de ter CODECs integrados ao sistema operacional, considere o caso do Windows 95 e do Windows 98, que não tinham CODECs para MP3. Se tentarmos ouvir em um desses sistemas, um arquivo de áudio codificado em MP3, não iremos conseguir. Os programas de reprodução de áudio (o Media Player e o Gravador de som, por exemplo), apresentarão uma mensagem de erro indicando que o arquivo tem um formato desconhecido. Ainda assim podemos codificar e reproduzir arquivos MP3 nesses sistemas, usando programas específicos. Podemos por exemplo converter arquivos de WAV para MP3 usando um codificador como o CDEX, Audio Crusher ou qualquer outro conversor (existem vários conversores em www.mp3.com). Da mesma forma, podemos utilizar o famoso programa WINAMP para reproduzir os arquivos MP3. Como vemos, esses programas específicos podem gerar e ler arquivos MP3, mas outros programas de áudio não podem, pois não existem CODECs MP3 nesses sistemas.

Um caso parecido é o do Windows 2000. Este sistema não tem CODEC MP3, mas o programa Media Player que o acompanha é capaz de reproduzir arquivos MP3, da mesma forma como o WINAMP.

Já o Windows ME e o Windows XP possuem um CODEC MP3. Desta forma, qualquer programa de áudio que reconheça os CODECs instalados no sistema poderá ler e gravar arquivos de som em MP3.

Podemos descobrir os CODECs instalados no Windows, através do comando Sons e multimídia, ou Sons e dispositivos de áudio, no Painel de controle.

Figura 6

Lista de CODECs de áudio.

 

 

 

A lista de CODECs não é totalmente precisa. Alguns dos CODECs apresentados possuem variações, assim como alguns deles não estão disponíveis para arquivos de áudio (WAV), e sim para o áudio embutido em arquivos de vídeo. Cada versão do Windows é acompanhada de diversos CODECs nativos. Outros CODECs podem ser adicionados quando instalamos programas de multimídia e programas de edição de áudio e vídeo.

Apresentamos na tabela a seguir, os CODECs de áudio nativos existentes nas diversas versões do Windows.

CODECs de audio

XP

ME

2000

98

95

ACELP

X

X

 

 

 

CCITT A-LAW (G.711)

X

X

X

X

X

CCITT u-LAW

X

X

X

X

X

DSP Truespeech

X

X

X

X

X

GSM 6.10

X

X

X

X

X

IMA ADPCM

X

X

X

X

X

Microsoft ADPCM

X

X

X

X

X

Microsoft G.723.1

X

X

X

X

 

MPEG Layer-3

X

X

 

 

 

PCM

X

X

X

X

X

Lernout & Hauspie CELP

 

X

X

X

 

Lernout & Hauspie SBC

 

X

X

X

 

Windows Media Audio V1

X

X

 

 

 

Windows Media Audio V2

X

X

 

 

 

Apesar desta abundância de CODECs, a esmagadora maioria dos arquivos WAV encontrados nos diversos jogos e programas de multimídia usam o CODEC PCM. Também são bastante comuns os que usam o Microsoft ADPCM. Se você vai criar seus próprios arquivos de áudio e quer ter certeza absoluta de que poderão ser reproduzidos em qualquer PC que tenha o Windows instalado, então use os CODECs PCM ou ADPCM. Outros CODECs nativos do Windows 95 também poderão ser usados, apesar de mais raros.

Podemos descobrir facilmente o CODEC utilizado por um determinado arquivo de áudio. Basta clicá-lo com o botão direito do mouse e escolher no menu a opção Propriedades. Selecione a guia Detalhes e serão indicadas informações sobre o formato: CODEC, taxa de amostragem, número de bits e número de canais. No exemplo da figura 7, o arquivo está codificado em PCM, com 22 kHz, 8 bits e mono.  

Figura 7

Descobrindo o CODEC usado por um arquivo de áudio.

 

 

 

Características dos CODECs

Alguns CODECs são bastante utilizados, outros são de uso mais restrito. Cada um deles é mais indicado para determinadas aplicações. Existem por exemplo alguns que são melhores para aplicações de voz, outros são indicados para transmissão de áudio pela Internet, outros são melhores para música. Apresentamos a seguir uma breve descrição dos CODECs nativos do Windows.

PCM (Pulse Code Modulation): Este CODEC não utiliza compressão de dados. Pode ser usado com sons de alta e de baixa qualidade. É o CODEC mais utilizado por jogos e programas de multimídia.

CCITT A-Law (G.711): É compatível com aplicações de telefonia no padrão Europeu. Utiliza amostras de 8 bits, e mono ou estéreo, com taxas de 8, 11, 22 e 44 kHz.

CCITT u-LAW: Tem características e aplicações semelhantes ao CCITT A-LAW, porém é compatível com o sistema de telefonia norte-americano.

DSP Group TrueSpeech: É um CODEC extremamente simples e indicado para aplicações de voz. É ideal para embutir anotações de voz em planilhas e documentos em geral. Também é bom para transmissão de voz por modems ou redes.

GSM 6.10: Criado para transmissão de voz com qualidade média e alta. Não é indicado para gravação de música, apesar de sua alta taxa de amostragem, que chega a 44 kHz.

Microsoft ADPCM: Significa Adaptative Delta Pulse Code Modulation. Este CODEC pode ser usado para compressão de 4:1 de alta qualidade em tempo real.

IMA ADPCM: Opera com áudio de alta qualidade, com compressão de 4:1 feita em tempo real. Isto significa que um arquivo sonoro pode ser diretamente gravado neste formato, sem a necessidade de armazenar na memória para depois comprimir. É similar ao Microsoft ADPCM, porém sua compressão é mais rápida.

Lernout & Hauspie CELP: Opera com uma taxa fixa de 4,8 kbps, independente do som. Esta banda é suficiente para transmitir voz, mas a qualidade cai quando tentamos usá-lo para música ou qualquer conteúdo que use freqüências altas. Como sua taxa de dados é fixa, pode ser usado em redes, onde queremos deixar a maior parte da capacidade de tráfego disponível para outros tipos de dados, como vídeo, imagem e arquivos em geral. Este CODEC foi introduzido no Windows 98 mas eliminado no Windows XP, portanto não é recomendável o seu uso para aplicações futuras.

Lernout & Hauspie SBC 8 kbps, 12 k bps e 16 k bps: São três CODECs adicionais, similares ao Lernout & Hauspie CELP, porém ao invés de operaram com a taxa de dados fixa em 4,8 k bps, operam com taxas um pouco maiores: 8, 12 e 16 k bps. Também foram introduzidos no Windows 98 e eliminados no Windows XP. Portanto só estão disponíveis no Windows 98, Windows 98SE, Windows 2000 e Windows ME.

Microsoft G.723.1: Usado para transmissão de áudio pela Internet ou pelo Windows Media Player. É indicado para transmissão de voz em redes de baixa capacidade de tráfego, como nas conexões da Internet por linhas telefônicas convencionais. Opera bem com conexões lentas, como as de 14400 bps e 28800 bps.

MPEG Layer-3: Também conhecido como MP3, este CODEC oferece altíssimas taxas de compressão e permite transmitir áudio de alta qualidade. Sua reprodução pode ser feita em tempo real, mas a compressão não. Não é possível portanto digitalizar sons e gravá-los imediatamente com este CODEC. É preciso antes armazená-lo na memória, e ao fim da digitalização fazer todo o processamento de compressão. Quem já fez a conversão de músicas de CDs de áudio para MP3 sabe que este processo é razoavelmente demorado.

A escolha do melhor CODEC

Se você vai simplesmente ouvir arquivos de áudio, então não precisa fazer escolha alguma. Os arquivos já estão codificados, provavelmente com um dos CODECs nativos do Windows. Tudo o que você precisa fazer é usar um programa para reprodução de áudio, como o Windows Media Player ou tantos outros similares. Apenas poderá ser um pouco mais complicado ouvir arquivos MP3 ou WMA (Windows Media Audio) em sistemas que não possuem esses CODECs (Windows 95, Windows 98 ou Windows 2000). Nesse caso basta instalar um Player apropriado, como o Winamp ou o Windows Media Player. O Winamp é apenas um player para MP3, mas o Windows Media Player é um programa muito mais sofisticado. Além de todos os seus recursos, é acompanhado de vários CODECs de áudio, como MPEG-3 e WMA.

Já a criação de arquivos de áudio requer uma escolha criteriosa do CODEC. É preciso levar em conta vários requisitos, que infelizmente são conflitantes. Por exemplo, se aumentarmos a compressão, reduzimos a qualidade. É preciso encontrar um meio termo. São os seguintes os fatores que levamos em conta:

Alta compressão: Em geral não queremos que os arquivos sonoros sejam grandes demais sem necessidade. Portanto podemos sempre optar por arquivos menores, desde isso não prejudique outros requisitos, como a qualidade sonora.

Voz ou música: Quando queremos gravar apenas voz, podemos ter arquivos muito menores que se quisermos gravar música com qualidade razoável.

Velocidade de compressão: Existem aplicações em que o som precisa ser transmitido simultaneamente com a sua digitalização. É o caso da comunicação por voz em uma rede e da transmissão de rádio via Internet. Não há tempo para armazenar os dados, comprimir e transmitir. Tudo precisa ser feito ao mesmo tempo. Não seria portanto possível usar uma compressão demorada, como a resultante do uso do CODEC MP3. Podemos então precisar sacrificar um pouco a qualidade sonora e a taxa de compressão para que a digitalização e a transmissão possam ser feitas simultaneamente.

Velocidade de descompressão: Todos os processadores modernos podem fazer a descompressão de áudio em tempo real, até mesmo com o CODEC MP3. Nem sempre entretanto podemos garantir que os processadores serão tão rápidos. Existem por exemplo PCs de mão, usados principalmente para entrada de dados. Os processadores existentes na maioria desses PCs são similares ao 486, e são portanto extremamente limitados na reprodução de sons MP3 de alta qualidade, ou qualquer outro CODEC que necessite de muito processamento. Pode ser preciso reduzir a taxa de dados (e a qualidade) e reduzir a taxa de compressão (resultando em arquivos um pouco maiores) para que a velocidade de descompressão seja maior.

Atualização automática de CODECs de áudio

A Microsoft disponibiliza vários CODECs de áudio, que podem ser instalados automaticamente através do Windows Media Player. O Windows ME e o Windows XP são acompanhados deste programa, mas podemos obtê-lo no site da Microsoft, instalando-o em computadores com versões mais antigas do Windows (95, 98, 2000). Na figura 8 vemos a lista parcial dos CODECs e outros dispositivos que são instalados com o Windows Media Player versão 7.1. Note que além dos CODECs de áudio, são instalados também novos CODECs de vídeo, como o MPEG-4, já que o Windows Media Player é também usado para a exibição de arquivos de vídeo.  

Figura 8

CODECs e outros componentes instalados com o Windows Media Player.

 

 

 

O Windows Media Player pode checar periodicamente a disponibilidade de novos CODECs e fazer o seu download e instalação. Para isso usamos o comando Ferramentas / Opções e selecionamos a guia Player (figura 9). Podemos escolher a periodicidade das checagens de atualizações (diária, semanal ou mensal). O programa fará a checagem caso o computador esteja conectado à Internet. Devemos ainda marcar a opção Fazer o download de codecs automaticamente. Desta forma, não só o Windows Media Player poderá lidar com arquivos de áudio com esses novos CODECs, mas também todos os demais programas que geram ou reproduzem arquivos de áudio. Novos CODECs de vídeo também são instalados automaticamente por este processo.

Figura 9

Habilitando as atualizações automáticas de CODECs no Windows Media Player.

 

 

 

Sons MP3

O MPEG (Motion Picture Experts Group) é uma organização que desenvolve métodos avançados para compressão de vídeo, usados por toda a indústria de informática, cinema e TV. Para comprimir arquivos de vídeo, é também preciso comprimir o áudio nele embutido. O método de compressão de áudio usado pelos arquivos MPEG passou a ser utilizado para arquivos de áudio individuais, e não apenas para o áudio embutido em arquivos de vídeo. Este método é chamado MPEG Audio Level 3 (MPEG-3 ou simplesmente MP3). A compressão de áudio no padrão MPEG requer muito processamento, portanto é inviável realizá-la em tempo real nos PCs atuais. A descompressão também é complexa, mas pode ser facilmente realizada em tempo real por computadores baseados nos processadores Pentium e superiores. Assim que esses processadores se tornaram comuns, começou a intensa divulgação do padrão MP3 e de arquivos de áudio nele codificados.

A codificação MP3 permite gerar arquivos de áudio com a mesma qualidade dos CDs musicais, porém ocupando um espaço 10 vezes menor. Surgiram diversos programas com a função de ler músicas de CDs de áudio e comprimi-las no formato MP3. Nessa época o Windows estava na sua versão 98, e não havia suporte para MP3. Era preciso utilizar diversos programas:

Rippers: São programas que extraem áudio de CDs musicais. As faixas de áudio são lidas como arquivos de um CD-ROM, e são convertidas para arquivos WAV, ocupando entre 30 e 50 MB, com o formato PCM, 44 kHz estéreo e 16 bits. Um exemplo típico de Ripper é o WINDAC (figura 10). Este programa pode extrair faixas de áudio no formato WAV ou diretamente em MP3.  

Figura 10

O programa WINDAC, fazendo a extração de faixas de um CD de áudio.

 

 

 

Encoders: São programas que lêem arquivos WAV previamente extraídos de CDs de áudio e geram arquivos MP3. A maioria dos Rippers e Encoders modernos operam de forma integrada, ou seja, o mesmo programa realiza ambas as funções. Os arquivos podem ser extraídos no formato WAV ou diretamente em MP3. Muitos permitem ainda fazer a conversão inversa, ou seja, de MP3 para WAV. Um exemplo é o CDEX (figura 11).  

Figura 11

O programa CDEX fazendo a conversão de arquivos WAV para MP3.

 

 

 

MP3 Players: São programas usados para reproduzir arquivos MP3. O mais popular deles é o Winamp (figura 12), mas atualmente a maioria dos Players pode operar com este tipo de arquivo. O Windows Media Player é um exemplo típico.

Figura 12

O programa Winamp reproduzindo arquivos MP3.

 

 

 

Vários programas como os que citamos podem ser encontrados em www.mp3.com. A tendência é que sejam cada vez mais comuns os programas capazes de realizar todas as operações, incluindo a extração, a conversão e a reprodução. Alguns programas são bastante versáteis. Realizam todas as tarefas de extração, conversão e reprodução, além de permitirem gravações de CDs e identificarem automaticamente o nome do disco, do artista e das músicas.

O Windows Media Player tem todos esses recursos, entretanto não é capaz de fazer conversões para MP3, e sim para o formato WMA, concorrente do MP3 criado pela Microsoft. Ainda assim a Microsoft comercializa um “MP3 Creation Pack”, por cerca de 10 dólares, que adiciona ao Windows Media Player, a capacidade de gerar arquivos MP3. Na versão normal que acompanha o Windows, o programa faz todas as tarefas com músicas MP3, como o gerenciamento e a reprodução, mas apenas com a instalação deste componente consegue gravar MP3.

Um outro software comercial que realiza todas as funções necessárias à criação, reprodução e gerenciamento de músicas MP3 e de outros formatos é o MUSICMATCH Jukebox, encontrado em www.mp3.com.

MUSICMATCH Jukebox

Este programa apresenta três painéis. Um pequeno painel (PLAYER) na parte superior esquerda, uma lista de reprodução na parte superior direita (PLAYLIST), e um terceiro painel (RECORDER) na parte inferior (figura 13). Para extrair músicas de um CD de áudio, convertendo-as para o formato MP3, fazemos o seguinte:

1) Pressionar o botão REC no PLAYER. Isto provocará a exibição do painel RECORDER, que em uso normal fica desativado.

2) Conectamos o computador à Internet para que seja possível a identificação das músicas. Colocamos o CD de áudio no drive de CD-ROM.  


Figura 13 - MUSICMATCH Jukebox.

3) As músicas serão reconhecidas e seus nomes serão apresentados no painel RECORDER. Devemos marcar quais dessas músicas devem ser convertidas para MP3. O programa marca automaticamente todas elas, mas podemos desmarcar as indesejadas.

4) Finalmente pressionamos o botão RECORD no RECORDER. Começará a conversão das músicas, e ao lado de cada uma delas será mostrado um indicador de progresso, mostrando a porcentagem já convertida de cada música. Um computador com processador de 1 GHz demora cerca de 15 a 20 minutos para converter o conteúdo completo de um CD de áudio.

A faixas de áudio podem ser extraídas nos seguintes formatos:

MP3: O formato mais usado para música digital de alta qualidade.
WAV: Os dados são extraídos sem compressão.
WMA: Formato compacto criado pela Microsoft, concorrente do MP3.
MP3Pro: Tem a mesma qualidade e é duas vezes mais compacto que o MP3.

Para escolher o formato, usamos o comando Options / Recorder / Format, e escolhemos um dos quatro formatos acima. O formato MP3 é indicado para compressão de músicas de áudio de CD. O formato WAV é indicado quando queremos selecionar músicas para criar um CD de áudio personalizado, com coletâneas de músicas favoritas de diversos CDs.

O formato WMA também é indicado para CDs de áudio de alta qualidade, porém tem limitações de utilização geral, pois é nativo do Windows Media Player. Por exemplo, certos programas não aceitam abrir arquivos neste formato, mesmo que exista o CODEC instalado no Windows. Ainda assim é uma opção aceitável para converter músicas que serão ouvidas exclusivamente pelo Windows Media Player (alguns outros players modernos já são compatíveis com este formato).

O formato MP3Pro é uma nova versão que tem qualidade similar à do MP3, porém resulta em arquivos duas vezes menor (assim como ocorre com o formato WMA). Também existem restrições quanto ao seu uso, pois nem todos os programas de áudio o suportam.

Um comando importante deste programa é a conversão de formato (File / Convert files), mostrado na figura 14. Devemos especificar o diretório e os arquivos de origem, e também o diretório de destino. Os arquivos originais podem estar nos formatos WAV, MP3 ou MP3Pro, e a conversão pode ser feita para os formatos WAV, MP3, MP3Pro, MP3 VBR e MP3Pro VBR.  

Figura 14

Comando de conversão de formato.

 

 

 

Os formatos VBR (Variable Bit Rate) são compatíveis com o MP3 e o MP3Pro, e utilizam uma taxa de dados variável para obter a melhor qualidade possível. A taxa de dados aumenta ou diminui de acordo com o trecho da música. O arquivo resultante pode ser um pouco maior, ou um pouco menor. Músicas com muitos sons agudos tendem a ficar um pouco maiores quando são usados esses formatos. Fizemos conversões em uma certa música e obtivemos os seguintes resultados:  

Método

Tamanho

MP3

2.040 kB

MP3Pro

1.021 kB

MP3 VBR

1.973 kB

MP3Pro VBR

1.149 kB

Como vemos neste exemplo, a codificação em MP3Pro resultou em um arquivo com a metade do tamanho do ocupado pelo MP3. O método VBR tornou o arquivo MP3 um pouco menor, e o arquivo MP3Pro um pouco maior. Seja como for os resultados obtidos na prática são os seguintes:

a) O método MP3Pro resulta em um arquivo com a metade do tamanho do MP3.

b) Os métodos VBR resultam em pequenas alterações, para mais ou para menos, nos tamanhos dos arquivos resultantes.

Escolhendo a taxa de dados em arquivos MP3

Ao converter arquivos WAV que não tenham qualidade de CD para o formato MP3, você pode ter a ingrata surpresa de chegar a arquivos finais com tamanhos muito grandes. Para que este problema não ocorra, basta escolher uma taxa de dados para os arquivos MP3 que seja compatível com a taxa de dados dos arquivos originais. O MUSICMATCH Jukebox utiliza automaticamente a taxa de 128k bps, que é indicada para a conversão de arquivos com qualidade de CD. Esta deve ser portanto a taxa a ser usada na conversão de músicas de CD para MP3. Se usarmos esta taxa para converter sons de 22 kHz, 8 bit e mono, extraídos de um programa de multimídia, ficaremos com arquivos MP3 maiores que os arquivos WAV originais.

Arquivos MP3 podem ter taxas de 8 a 320 kbps (k bits por segundo) o mesmo que 1 a 40 kB/s (k bytes por segundo). Ao fazer uma conversão para MP3, utilize as taxas indicadas na tabela abaixo.  

Taxa

Qualidade

128 bps

A qualidade resultante é idêntica à de um CD de áudio. Taxas maiores que esta não produzem melhoramentos perceptíveis.

96k bps

A qualidade é quase igual à de um CD de áudio.

64k bps

Qualidade idêntica à das estações de rádio FM.

32k bps

Voz e efeitos sonoros em alta qualidade.

16k bps

Voz de boa qualidade.

8k bps

Voz com qualidade de telefone / rádio AM.

Outros recursos do MUSICMATCH Jukebox

Este é sem dúvida um programa que vale a pena instalar. A versão disponível gratuitamente no site do seu produtor (http://www.musicmatch.com) realiza a maior parte das suas funções, e não tem limitações no seu funcionamento. A versão Plus tem diversos recursos adicionais, como impressão de capas de CDs, maior velocidade na extração de áudio e gravação de CDs, e melhor qualidade na reprodução de sons codificados em MP3Pro. Mesmo a versão comum tem vários recursos interessantes não mostrados aqui, como uma guia de estações de rádio, gravação de CDs, etc.

Sons WMA (Windows Media Audio)

Este método de codificação, usado pela Microsoft no Windows Media Player, é um concorrente do MP3, e tem características bem parecidas com as do MP3Pro. Operando com taxa de 64k bps (metade de um MP3 comum, e igual à do MP3Pro), resulta em arquivos com qualidade similar à dos CDs de áudio.

O principal objetivo do Windows Media Audio é a extração de faixas de áudio de CDs, fazendo a conversão para este formato. Os sons podem ser armazenados em uma biblioteca (C:\Meus Documentos\Minhas músicas) e podem ser ouvidos pelo usuário, da mesma forma como arquivos MP3.

Copiar as faixas de um CD de áudio para arquivos WMA é muito fácil. Inicialmente devemos conectar o computador à Internet para que possa ser feita a identificação do CD, incluindo os nomes das músicas e a imagem da capa do CD. O resultado é o mostrado na figura 15. Assim que o CD é colocado no drive, começará a tocar. Pressione STOP, pois desta forma a cópia será mais rápida. O Windows Media Player terá muito mais trabalho se tiver que comandar leituras da faixa que está sendo copiada e da faixa que está sendo reproduzida. A lentidão não é devida a processamento, mas a excesso de movimentos da cabeça de leitura do drive de CD-ROM.  


Figura 15 - Copiando de CD para WMA.

O programa marca todas as músicas para que sejam copiadas. Se quisermos apenas algumas, devemos usar as caixas de seleção à esquerda de cada música. Finalmente clicamos em Copiar música.

OBS.: Se o álbum for formado por mais de um disco, clique em Editar na parte inferior da janela, marque a opção “CD com vários discos” e indicar o número do disco. Serão criadas duas pastas para os CDs que compõem o álbum. Por exemplo, “Alchemy Dire Straits Live Disc 1” e “Alchemy Dire Straits Live Disc 2”.

Figura 16

A pasta Minhas músicas, com pastas individuais para cada artista.

 

 

 

Os CDs de áudio serão copiados para a biblioteca de mídia do Windows. Na pasta Minhas músicas serão criadas várias pastas, uma para cada artista. Dentro da pasta de cada artista existem pastas que correspondem aos seus CDs. Abrindo cada pasta de CD, termos os arquivos WMA, cada um com o nome da música correspondente.  

Figura 17

Na pasta de cada artista existem pastas representando seus CDs.

 

 

 

Na figura 17 vemos a pasta Rick Wakeman, na qual existem duas pasta para os dois CDs copiados: Journey to the center of the earth e Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the round table. Abrindo uma dessas pastas (figura 18) vermos os arquivos correspondentes às musicas. Cada arquivo tem como nome a sua música.  

Figura 18

Arquivos do CD, convertidos para WMA.

 

 

 

Reproduzindo músicas da biblioteca de mídia

Existem vários métodos para reproduzir as músicas capturadas de CDs. Essas músicas passam a constar da Biblioteca de mídia do Windows. No Windows Media Player, clicamos em Biblioteca de mídia e será apresentada uma árvore com todos os tipos de mídia existentes já utilizados pelo programa. Na pasta Álbum temos os nomes dos diversos CDs convertidos. Para ouvir um determinado CD basta clicar no seu nome e no botão PLAY.  

Figura 19

Para ouvir as músicas de um CD armazenado na biblioteca de mídia.

 

 

 

Sem dúvida existe um processo mais simples, que consiste em não copiar os CDs para o disco rígido, e simplesmente colocar no drive de CD-ROM o CD que queremos ouvir. Entretanto é muito mais cômodo manter as cópias armazenadas no disco rígido.

Existe um outro processo ainda mais simples, mas só pode ser usado no Windows XP (e possivelmente nas futuras versões do Windows). Abrimos a pasta Meus Documentos, e a seguir a pasta Minhas músicas. Clicamos na pasta de artista e veremos então as pastas que correspondem aos seus CDs. Basta agora aplicar um clique simples no CD desejado e clicar no link “Reproduzir seleção”, existente na parte esquerda da janela. Se não fizermos seleção alguma, existirá um link “Reproduzir tudo”, que irá reproduzir todas as músicas dos CDs existentes na pasta. O Windows Media Player será automaticamente aberto, com as músicas selecionadas na lista de reprodução, já em execução.  

Figura 20

Outra forma de reproduzir as músicas no Windows XP.

 

 

 

Finalmente existe um processo “à moda antiga”, que consiste em abrir o Windows Media Player e usar o comando Arquivo / Abrir. Percorremos então os diretórios até chegar aos arquivos de som desejados. Mantendo a tecla SHIFT pressionada, clicamos no primeiro e no último arquivo do diretório, assim todos serão selecionados. Se quisermos escolher apenas algumas músicas, devemos clicar cada uma delas, mantendo a tecla CONTROL pressionada. Terminada a seleção, clicamos em Abrir. O programa passará a reproduzir as músicas selecionadas.

Usando listas de reprodução

Podemos criar listas de reprodução com nossas músicas favoritas. Quando quisermos ouvi-las, basta clicar na lista de reprodução, o então abri-la com o Windows Media Player. Uma lista de reprodução é um conjunto de links para arquivos de som. Uma forma simples de criá-las é abrindo lado a lado o Windows Media Player e a pasta onde estão os arquivos desejados. Usamos o método “arrastar e soltar” para formar a lista de reprodução com as músicas desejadas.    

Figura 21

Criando listas de reprodução pelo método “arrastar e soltar”.

 

 

 

Se você não reconhece as músicas pelos seus nomes, pode usar um método parecido. Arraste e solte todas as músicas de um CD, ou então use o comando Arquivo / Abrir e selecione todas as músicas do CD desejado. A seguir use o botão Play para ouvir o início da primeira música da lista. Depois de reconhecê-la, decida se vai mantê-la ou não. Para remover uma música, clique-a com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolha a opção Excluir da lista de reprodução. Tome cuidado para não se enganar e escolher Excluir da biblioteca, pois assim a música será apagada.

Depois de terminar a formação da lista, use o comando Arquivo / Exportar lista de reprodução para arquivo. Indique o nome que terá a lista. Note que a lista não é uma cópia das músicas, mas uma série de links para esses arquivos. Um arquivo de lista de reprodução tem extensão ASX, e seu ícone é o mesmo usado pelos arquivos WAV e outros usados pelo Windows Media Player. Para ouvir as músicas, podemos simplesmente clicar neste arquivo, ou então usar no Windows Media Player o comando Arquivo/Abrir e selecionar o arquivo de lista de reprodução desejado. Na figura 22 está sendo reproduzida a lista de nome Favoritas 01.ASX.

Figura 22

Ouvindo as músicas de uma lista de reprodução.

 

 

 

Conversão de MP3 para Audio CD

Quando queremos ouvir música no computador, as melhores opções são MP3 e WMA. Normalmente obtemos essas músicas a partir de extração de áudio dos nossos próprios CDs, usando programas como o MUSICMATCH Jukebox, o Windows Media Player e outros similares. Podemos também obter essas músicas, principalmente no formato MP3, a partir da Internet ou de coletâneas vendidas em CDs. Essas músicas também podem ser ouvidas com os programas citados.

Existem entretanto casos em que nosso objetivo é gerar CDs de áudio, para ouvir em CD players convencionais, instalados em automóveis ou em aparelhos de som. Esses CD players não têm a capacidade de reproduzir arquivos MP3, operam simplesmente com CDs de áudio convencionais (CD-DA). Se quisermos transportar nossas músicas MP3 favoritas para CDs de áudio, temos que fazer o trabalho em duas etapas:

a) Converter os arquivos do formato MP3 para WAV
b) Organizar os arquivos WAV em um diretório
c) Usar o programa de gravação de CDs para criar o CD de áudio

Vários programas podem ser usados na conversão de MP3 para WAV. O próprio MUSICMATCH Jukebox tem um comando de conversão de formatos que realiza este trabalho. Outro programa que faz esta conversão é o CDEX, que pode ser obtido em www.mp3.com. Vários outros programas classificados como encoders fazem não só a conversão de WAV para MP3, mas também de MP3 para WAV. Lembramos que os arquivos WAV para serem gravados em CDs de áudio devem ter o formato PCM, com 44 kHz, 16 bits e estéreo. Este é o formato padrão usado nas conversões de MP3 para WAV, mas não esqueça de conferir. Você poderá alterar o formato se necessário, usando o Gravador de som do Windows. Veja no artigo "Usando a placa de som" como usar o seu programa de gravação de CDs para criar um CD de áudio personalizado, com músicas escolhidas. A única diferença é que partindo de músicas MP3, será preciso antes converter os arquivos para WAV.

Gravando CDs com o Windows Media Player

O Windows Media Player tem um comando de gravação de CDs, disponível quando existe um gravador de CDs instalado no computador. Basta clicar em Copiar para, na parte esquerda da janela do programa. Serão apresentadas duas listas. Na lista esquerda devemos selecionar o diretório onde estão os arquivos WMA ou MP3 a serem gravados. A seleção pode ser feita diretamente a partir da biblioteca de mídia, ou então pelo comando Arrastar e soltar a partir de uma pasta qualquer que contenha esses arquivos de música. Podemos adicionar e retirar faixas da lista. Quando a lista estiver pronta, clicamos no botão Copiar. A parte esquerda da tela representa o gravador de CDs, no qual deve estar colocado um CD-R ou CD-RW apagado.  


Figura 23 - Gravando CDs de áudio com o Windows Media Player.

O programa fará automaticamente a conversão dos arquivos WMA e MP3 para o formato WAV e criará as faixas de áudio. Graças à função de gravação do Windows Media Player, o usuário não precisa perder tempo com a etapa de conversão para WAV, que é feita pelo próprio programa.

Gravando CDs com o MUSICMATCH Jukebox

A versão gratuita deste programa não realiza gravações. Para ter plena funcionalidade é preciso adquirir a versão Plus, que custa cerca de 20 dólares. A versão gratuita permite realizar no máximo 5 gravações.


Figura 24 - Selecionando os arquivos MP3 ou WMA para serem transferidos para o CD de áudio.

Para fazer a cópia de arquivos MP3 ou WMA para um CD de áudio, devemos inicialmente selecionar os arquivos desejados através do comando OPEN no Player. Os arquivos selecionados aparecerão na lista de reprodução (figura 24). Pressione STOP para parar a sua reprodução. Clique agora no botão BURN, como também mostra a figura 24.

Figura 25

Janela de gravação.

 

 

 

Será apresentada a janela de gravação, mostrada na figura 25. Todas as músicas da lista de reprodução aparecerão marcadas, mas podemos adicionar mais músicas. Note que esta janela apresenta uma informação muito útil, que é a porcentagem de um CD que as músicas ocupam. No exemplo são 57%. Podemos usar o botão “+” para adicionar mais músicas, e o botão “-“ para remover. Podemos ainda arrastar e soltar arquivos MP3 ou WMA para esta janela. A porcentagem será sempre atualizada.

Depois de selecionar todas as músicas, clicamos no botão BURN da figura 25. Os arquivos serão convertidos para faixas de áudio (PCM, 44 kHz, 16 bits, estéreo) e gravados no CD. Um indicador de progresso será mostrado (figura 26).  

Figura 26

Gravação de CD de áudio.

 

 

 

 

Parte 2