Usando a placa de som

Autor: Laércio Vasconcelos
abril/2004
   

   

Conheça os recursos da sua placa de som e aprenda a usá-la de forma eficiente, tanto para reproduzir, quanto para criar suas próprias gravações digitais. 

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Instalação e uso de placas de som

 

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Som onboard e placas de som

Todos os computadores modernos possuem circuitos de som. Esses circuitos podem estar presentes em uma placa de som independente, ou podem estar embutidos na própria placa de CPU. Nesse caso é chamado de som onboard.

É fácil reconhecer quando um computador possui som onboard. No caso de placas de CPU padrão ATX, que são as usadas nos PCs modernos, basta checar a presença do bloco de conectores mostrado na figura 1. Este bloco possui um conector de 15 pinos, usado na conexão de joystick e de dispositivos MIDI, além de três conectores de áudio, usados para microfone, alto-falantes e entrada de linha (Line IN). Esta entrada de linha é usada para conexão com aparelhos que possuem saída de áudio, como TV, VCR e aparelhos de som em geral.  

Figura 1

Conectores de uma placa de CPU com som onboard.  

Se o seu computador tem conectores iguais aos mostrados na figura 1, então certamente tem som onboard. Isso não é ruim, pois o som onboard tem qualidade satisfatória e não sobrecarrega o processador, como ocorre com o vídeo onboard.

A figura 2 mostra uma placa de som. Os modelos atuais são conectados em um slot PCI. Se você não gosta de hardware, não precisa se preocupar com esses detalhes. Apenas saiba que a placa de som está encaixada em um conector da placa de CPU.  

Figura 2

Uma placa de som.

 

 

 

Além do conector DB-15 usado para o joystick e dispositivos MIDI, encontramos na parte traseira da placa de som, três ou quatro conectores para alto-falantes, microfone e entrada de linha. As placas de som quadrifônicas possuem dois conectores para alto falantes, chamados de Front Out e Rear Out. A figura 3 mostra como ficam esses conectores vistos na parte traseira do gabinete do computador. Note que a placa do nosso exemplo é bem servida de conectores de áudio. Possui 5 conectores ao todo.

Figura 3

Conectores da parte traseira de uma placa de som. 

 

 

Tome cuidado, pois o fato de você encontrar em um computador, conectores de som como os mostrados na figura 3, não significa necessariamente que exista uma placa de som avulsa. Existem computadores antigos, equipados com placas de CPU padrão AT, que podem possuir som onboard, e nesse caso usam um conector interno cuja parte traseira é muito semelhante a uma placa de som.

Felizmente não existe diferença entre utilizar uma placa de som e utilizar circuitos de som onboard. Para o sistema operacional e para os softwares, ambos são semelhantes. A principal diferença é que placas de som mais sofisticadas apresentam som de melhor qualidade em com mais recursos avançados, não disponíveis nos circuitos de som onboard.

Digitalização de som

Os sons são captados por microfones e transformados em sinais elétricos. Esses sinais podem ser amplificados e enviados aos alto-falantes, que os transformam novamente em ondas sonoras. A representação elétrica do som é um exemplo do que chamamos de sinais analógicos. Se representarmos esses sinais em um gráfico da voltagem em função do tempo, teremos algo parecido com o que vemos na figura 4.  

Figura 4

Representação elétrica do som, um sinal analógico.  

 

 

Para que o computador possa armazenar e processar sinais sonoros, é preciso que sejam antes convertidos para a forma digital. Este processo é chamado de digitalização do som, e consiste em gerar uma seqüência de números que representam com a máxima fidelidade possível, o sinal analógico original.

As placas de som possuem um circuito chamado conversor analógico-digital (ADC). Este circuito realiza amostras repetitivas do sinal sonoro, e para cada uma dessas amostras gera um número proporcional à intensidade do sinal, ou seja, do som. Para digitalizar voz com razoável qualidade é preciso fazer 10.000 amostras por segundo. Para digitalizar músicas com qualidade similar à de uma rádio FM, é preciso fazer cerca de 20.000 amostras por segundo. O som digital existente nos CDs de música é obtido através de uma digitalização com 44.000 amostras por segundo. Depois de digitalizados, os sons são guardados em um arquivo sonoro.

Os arquivos de extensão WAV e MP3 são obtidos a partir de digitalização de sons. Podemos descobrir facilmente as características de um arquivo de som digitalizado. Clique em Meu computador, depois no drive C, e depois na pasta Windows. Clique então em Visualizar todo o conteúdo desta pasta, e finalmente clique na pasta MEDIA (ou seja, mídia). Você encontrará vários arquivos sonoros. Clique no arquivo The Microsoft Sound com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolha a opção Propriedades. Finalmente selecione a guia Resumo (figura 5)

Figura 5

Características de um arquivo de som digital.

 

 

 

Serão apresentadas algumas informações sobre o método de digitalização utilizado. Observe as três informações:

Essas informações resumem as principais características de um arquivo de som digitalizado. A taxa de amostra de 22,50 kHz indica que a digitalização foi feita com 22.500 amostras por segundo. Usamos os termos taxa de amostra, ou taxa de amostragem, ou freqüência de amostragem, para indicar o número de amostras feitas por segundo. Com 1000 amostras por segundo, temos uma taxa de amostragem igual a 1 kHz.

A figura 5 também indica que o tamanho da amostra é 16 bits. Isto significa que para cada amostra realizada foi gerado um número inteiro de 16 bits. A maioria dos arquivos sonoros usam amostras de 8 ou 16 bits, apesar de existirem métodos de codificação que podem utilizar outros tamanhos.

Observe finalmente o número de canais, indicado como 2 (Estéreo). As digitalizações são feitas normalmente em mono (um canal) ou estéreo (dois canais).

A máxima taxa de amostragem utilizada na prática é 44 kHz. Acima deste valor não existirá melhoramento de qualidade perceptível para o ouvido humano. As amostras de 16 bits também oferecem uma qualidade excepcional, equivalente à dos CDs de áudio. Melhor qualidade ainda é obtida quando a digitalização é feita com dois canais, ideal para trabalhos musicais.

Como vemos, o som digitalizado de melhor qualidade usado na prática tem taxa de amostragem de 44 kHz, amostras de 16 bits e estéreo. Entretanto apesar da qualidade, nem sempre é conveniente usar essas características de digitalização, pois resulta em arquivos muito grandes. São utilizados métodos de compressão digital de áudio para reduzir o espaço ocupado por um arquivo. O método de compressão MP3, por exemplo, faz com que o arquivo de uma música digitalizada com qualidade de CD tenha o espaço reduzido de 40 MB para apenas 4 MB em média. Outra redução ainda mais significativa é obtida quando simplificamos a digitalização para o mínimo necessário, o que dependerá da aplicação. Por exemplo, é completo desperdício digitalizar a voz humana em estéreo. Gravações em estéreo são usadas para dar noção espacial da origem dos sons, simulado o modo como ouvimos uma banda ou orquestra ao vivo.

Reduzindo o tamanho dos arquivos de som digitalizado

Você poderá fazer digitalizações através da sua placa de som. Portanto para evitar o desperdício de espaço em disco, precisará conhecer as simplificações que podem ser feitas na taxa de amostragem, no número de bits e no número de canais, de acordo com a aplicação.

Taxa de amostragem – Use em torno de 10 kHz para digitalizar voz com qualidade similar à de um telefone ou rádio AM, em torno de 20 kHz para digitalizar voz com qualidade excepcional ou músicas com qualidade de rádio FM, e em torno de 40 kHz para digitalizar música com qualidade de CD.

Número de bits – Use 8 bits para digitalizar voz ou sons em geral com qualidade similar à de um telefone ou rádio AM. O som digitalizado desta forma é acompanhado de um chiado (ruído de digitalização) que corresponde a uma distorção sonora inferior a 1%. Use 16 bits quando for necessário um som totalmente limpo, isento de distorção.

Mono ou estéreo – Faça a digitalização em estéreo apenas quando for necessário introduzir nos arquivos sonoros, a noção de distribuição espacial das fontes de som. Isso se aplica por exemplo à digitalização de músicas de orquestras ou bandas. Ao digitalizar o som proveniente de uma única fonte sonora use apenas um canal, ou seja, faça a digitalização em mono.

Usar 20 kHz ao invés de 40 kHz resultará em um arquivo duas vezes menor. Ao usar 10 kHz ao invés de 40 kHz, o arquivo ficará quatro vezes menor. Usar 8 bits ao invés de 16 também reduz o arquivo à metade, assim como usar mono ao invés de estéreo. A tabela abaixo mostra o número de kB necessários para armazenar 1 segundo de som com cada uma das características citadas. Mostra ainda quanto tempo de som pode ser armazenado em um arquivo de 1 MB.  

Formato

Espaço por segundo

Tempo por cada MB

44 kHz, 16 bits, estéreo

176 kB/s

5,8 s

44 kHz, 16 bits, mono

88 kB/s

11,6 s

44 kHz, 8 bits, estéreo (*)

88 kB/s

11,6 s

44 kHz, 8 bits, mono (*)

44 kB/s

23,3 s

22 kHz, 16 bits, estéreo

88 kB/s

11,6 s

22 kHz, 16 bits, mono

44 kB/s

23,3 s

22 kHz, 8 bits, estéreo

44 kB/s

23,3 s

22 kHz, 8 bits, mono

22 kB/s

46,5 s

11 kHz, 16 bits, estéreo (*)

44 kB/s

23,3 s

11 kHz, 16 bits, mono (*)

22 kB/s

46,5 s

11 kHz, 8 bits, estéreo

22 kB/s

46,5 s

11 kHz, 8 bits, mono

11 kB/s

93 s

OBS.: Os formatos marcados com (*) não são recomendáveis. O melhoramento de qualidade obtido com o uso da digitalização em 44 kHz é totalmente perdido quando são usados apenas 8 bits. Da mesma forma, a pureza do som digitalizado em 16 bits é perdida quando a taxa de amostragem é muito baixa, como 11 kHz.

Escolhendo o formato em uma digitalização

Todos os programas que fazem gravação de som permitem configurar o formato, ou seja, a indicação da taxa de amostragem, número de bits e número de canais. Use por exemplo o programa Gravador de som, que acompanha o Windows. Para executá-lo clique em:

Iniciar / Programas / Acessórios / Entretenimento / Gravador de som

A seqüência exata poderá variar um pouco, dependendo da versão do Windows. No nosso exemplo usamos o Windows XP. Uma vez executado o programa, use o comando Arquivo / Propriedades. Será apresentado um quadro como o da figura 6. Através deste quadro podemos não apenas escolher o formato de uma gravação que está prestes a ser feita, mas também alterar o formato de um arquivo já existente. Observe as seguintes informações apresentadas no quadro de propriedade do som, na figura 6:

Tamanho dos dados: 0 bytes – significa que o som ainda não foi gravado.
Formato de áudio: PCM, 22,050 kHz; 8 bit, Mono – Este é o formato que será usado quando for feita a gravação.

Figura 6

Propriedades do som.

 

 

 

Para escolher o formato a ser usado na gravação, ou para converter o formato de um arquivo de áudio já aberto, clicamos no botão Converter agora. Será mostrado um quadro como o da figura 7. No campo Atributos, selecionamos as características da digitalização. No nosso exemplo estamos usando o formato mais simples, com 8 kHz, 8 bits e mono.

Figura 7

Escolhendo o método de digitalização. 

 

 

Outra opção que pode ser configurada no quadro da figura 7 é o formato da compressão de áudio. O formato mais simples é o PCM, que não faz compressão do som. Os bytes são armazenados exatamente da forma como foram digitalizados. Podemos ter instalados no Windows, diversos CODECs de compressão de áudio, que são softwares capazes de codificar e decodificar os sons, sem perda perceptível de qualidade, e resultando em arquivos bem menores. Deixaremos o assunto para detalhar mais adiante neste artigo, na seção CODECs de áudio.

Finalmente podemos clicar no botão Salvar como, dando um nome para o formato selecionado. O Windows já vem configurado com três formatos básicos:

Quando escolhemos um formato particular e usamos o botão Salvar como, este formato é adicionado à lista dos já existentes. A partir daí bastará selecioná-lo pelo nome.

Ao fazermos uma gravação, o ideal é escolher antes o formato desejado. Se esquecermos de fazê-lo, podemos usar o comando Arquivo/Propriedadades, clicar em Converter agora e selecionar o formato desejado. Usamos finalmente o comando Arquivo/Salvar como, e será gravado o arquivo de som digitalizado no formado escolhido.

Podemos ainda converter o formato de um arquivo já existente. Primeiro usamos o comando Arquivo/Abrir, acessando o arquivo original. Usamos então o comando Arquivo/Propriedades, clicamos em Converter agora e selecionamos o formato desejado. Será feita a conversão, e usamos a seguir o comando Arquivo/Salvar como, gravando então o arquivo no novo formato. Se você fez indevidamente digitalizações de som com qualidade superior à necessária para sua aplicação, poderá reduzir drasticamente o tamanho fazendo conversões desta forma.

O método de conversão do formato de áudio aplica-se ao programa Gravador de som do Windows, porém outros programas utilizam métodos semelhantes. Encontramos nos diversos programas que fazem gravação de sons, comandos como Converter formato (ou Convert format) e Formato de gravação padrão (ou Default Recording Format). Esses comandos resultarão na apresentação de um quadro idêntico ao da figura 7, no qual podemos selecionar o formato desejado.

Alterações na qualidade com a conversão de formato

Quando fazemos uma conversão de um som digital para um formato mais simples, ocorrerá uma perda de qualidade. O som em 8 bits sempre será pior que o som de 16 bits, assim como o som com uma taxa de amostragem baixa sempre será pior que outro com taxa de amostragem alta. Em muitos casos a perda de qualidade não será perceptível, como na conversão de voz digitalizada a 44 kHz para 22 kHz. A voz humana não utiliza freqüências de som muito elevadas, portanto o uso de uma taxa de amostragem mais baixa não prejudicará a sua qualidade.

Quando a conversão de formato é baseada simplesmente no uso de compressão de áudio (MP3, por exemplo), também não ocorrerá perda de qualidade perceptível. O som MP3 com 16 bits, estéreo e 44 kHz terá qualidade tão boa quanto o som PCM com as mesmas características, e o espaço ocupado em disco será 10 vezes menor.

Não podemos entretanto melhorar a qualidade do som fazendo a conversão para um formato mais sofisticado. Não adianta por exemplo partir de um arquivo originalmente digitalizado com 11 kHz, 8 bits e mono, e convertê-lo para 44 kHz, 16 bits e estéreo. Não será introduzida informação sonora adicional que melhore a sua qualidade nesta conversão. A alta qualidade resultante de um formato mais sofisticado só será obtida na digitalização do som original, e não na conversão a partir de um som já pobre em qualidade. Não perca tempo portanto convertendo sons ruins para um formato melhor, eles não vão ter a qualidade melhorada, vão simplesmente ocupar mais espaço em disco.

Visão geral da digitalização

As etapas envolvidas na digitalização de sons são relativamente simples. A figura 8 mostra o processo completo. O som é captado por um microfone ou outro dispositivo de entrada (podem ser por exemplo a entrada de linha da placa de som, ou a entrada de áudio de CD), resultando em um sinal analógico. Note que na figura 8 é mostrado um pequeno gráfico próximo ao microfone. Este gráfico está representando o valor da tensão ao longo do tempo, típico de um sinal analógico.

Este sinal analógico é recebido pelo conversor analógico-digital (ADC) da placa de som. O conversor gera uma seqüência de números que é armazenada na memória. Terminada a operação de digitalização, o resultado precisa ser gravado em disco, normalmente em um arquivo de extensão WAV. O programa Gravador de som do Windows e outros programas similares realizam suas operações como mostrado na figura 8.  

Figura 8

O processo de digitalização de sons.

 

 

 

Arquivos WAV podem ser posteriormente reproduzidos através de programas apropriados, como o Windows Media Player ou o próprio Gravador de som. Também é possível fazer alterações nesses arquivos sonoros, adicionando efeitos especiais, usando programas apropriados. Podemos ainda comprimir o som utilizando um formato mais eficiente. Enfim, uma vez que o som esteja armazenado na forma digital, diversas operações podem ser feitas. O som resultante dessas operações também será um arquivo sonoro.

Arquivos sonoros são reproduzidos nos alto-falantes pelo processo mostrado na figura 9. O arquivo está inicialmente armazenado no disco. É então transferido para a memória, e daí para o conversor digital-analógico (DAC). Já na forma analógica, o som passará por um amplificador, sendo então enviado para as caixas de som. A maioria das placas de som atuais utiliza um amplificador interno de baixa potência (pré-amplificador). O som recebe a maior amplificação ao chegar nas caixas de som com amplificação própria.  

Figura 9

Reprodução de um arquivo de som digital.

 

 

 

Programas como o Windows Media Player e o Gravador de som operam sobre o hardware mostrado na figura 9, entretanto não são os únicos programas que fazem isso. Em um jogo, por exemplo, no qual são reproduzidos sons diversos, os dados percorrem o mesmo caminho mostrado na figura 9 até chegarem aos alto-falantes.

Indicando o tipo dos alto-falantes

As placas de som modernas não capazes de operar com alto-falantes de vários tipos. Infelizmente os alto-falantes são dispositivos desprovidos de “inteligência”, ou seja, não são capazes de informarem suas características, como ocorre com a maioria dos dispositivos usados nos PCs modernos. Cabe ao usuário informar as suas características. É preciso indicar, por exemplo, se são usados dois ou quadro alto-falantes, ou outro esquema de alto-falantes qualquer. Podemos encontrar atualmente sistemas de alto-falantes bastante sofisticados, como o mostrado na figura 10.  

Figura 10

Sistema de alto-falantes 5.1.

 

 

 

Este sistema de alto-falantes segue o padrão Dolby Surround 5.1. Encontramos alto-falantes como esses em home theaters. Existem placas de som que suportam alto-falantes desse tipo. São normalmente muito caros, mas podemos encontrar conjuntos mais baratos, próprios para microcomputadores, como o modelo da figura 11, fabricado pela Aopen. Para usar um sistema desse tipo é necessário ter uma placa de som que o suporte. A maioria das placas de som de baixo custo não pode operar com sistemas 5.1 e superiores. Operam na maioria das vezes com alto-falates estéreo, e em alguns casos, com alto-falantes quadrifônicos.  

Figura 11

Sistema de alto-falantes 5.1 para microcomputadores.  

 

 

É muito comum o caso em que a placa de som suporta os alto-falantes instalados mas o Windows não está configurado para utilizá-los. Quando não damos informação alguma, o Windows irá supor que os alto-falantes são estéreo. Devemos então fazer um pequeno ajuste para declarar corretamente o tipo dos alto-falantes instalados.

No Windows 9x/ME, a configuração de alto-falantes é feita pelo Painel de Controle, comando Sons e Multimídia. Selecionamos a guia Áudio e no campo Reprodução clicamos em Avançada. Será apresentado um quadro onde selecionamos a guia Alto-falantes, e podemos escolher a configuração adequada (figura 12).

Figura 12

Configuração de alto-falantes no Windows 9x/ME.

 

 

 

Para fazer este ajuste no Windows XP usamos também o Painel de Controle e clicamos no comando Sons e dispositivos de áudio. Selecionamos então a guia Volume (figura 13), na qual clicamos em Avançadas.

Figura 13

Propriedades de som no Windows XP.

 

 

 

No quadro de propriedades avançadas, selecionamos a guia Alto-falantes (figura 14). Podemos agora escolher uma entre as diversas configurações possíveis, que vão desde um PC sem som, passam por alto-falantes estéreo e quadrifônicos, até esquemas 5.1 ou 7.1.

Figura 14

Selecionando o esquema de alto-falantes 5.1.

 

 

 

Arquivos sonoros

Arquivos sonoros são a representação digital de sons. Podemos dividi-los em duas categorias:

a) Arquivos de som digitalizado
b) Arquivos MIDI

Os arquivos de som digitalizado são resultantes do processo de digitalização de sons do mundo real, a partir dos conversores analógico-digitais das placas de som. Normalmente são arquivos de extensão WAV ou MP3, mas podemos encontrar este tipo de som em outros arquivos, com extensões diferentes. Muitos jogos por exemplo têm seus sons formados por arquivos WAV. Para dificultar a alteração, esses arquivos podem aparecer com extensões diferentes, ou então empacotados em um arquivo maior (por exemplo, um grande arquivo ZIP com vários arquivos de som). Programas como o Windows Media Player, que são usados genericamente para reproduzir sons, reconhecem apenas os arquivos de extensão padronizada, como WAV ou MP3. Já um jogo ou outro programa que gere sons pode operar com arquivos com qualquer extensão, apesar de terem que ter obrigatoriamente uma estrutura de arquivo sonoro. Em outras palavras, nada mais são que arquivos WAV ou MP3 com a extensão alterada.

Os arquivos MIDI são completamente diferentes. Não são sons digitalizados, e sim, códigos que representam notas musicais, instrumentos, volume e duração. No Windows, esses arquivos utilizam como padrão a extensão MID, mas podemos encontrá-los com outras extensões, embutidos em jogos e programas de multimídia.

Podemos encontrar diversos arquivos de extensão WAV e MID no diretório \Windows\MEDIA (figura 15). Note que não temos a princípio como distinguir entre os arquivos WAV e os arquivos MID, pois ambos utilizam o mesmo ícone. Uma forma de evitar a confusão é usar o comando Exibir / Detalhes. Será mostrado portanto para cada arquivo, o seu tipo (Som wave ou Seqüência MIDI), além de outras informações.

Figura 15

Arquivos WAV e MID na pasta \Windows\Media.

 

 

 

Se você quiser que arquivos MID tenham ícones diferentes dos arquivos WAV, terá que fazer uma alteração na configuração do sistema. Na própria pasta \Windows\Media, ou em uma outra pasta qualquer, use o comando Ferramentas / Opções de pasta. Clique na guia Tipo de arquivo, selecione MID na lista de tipos de arquivos e clique em Avançado. Será apresentado o quadro da figura 16. Clique agora em Alterar ícone. Será mostrado um outro quadro para que seja especificado o nome do arquivo no qual devem ser procurados os ícones.

Figura 16

Para alterar o ícone dos arquivos MIDI.

 

 

 

Selecione o arquivo \Windows\SYSTEM32\MPLAY32.EXE ou então o arquivo \Windows\MPLAYER.EXE. Serão mostrados vários ícones contidos no arquivo. Escolha então o ícone da partitura musical, que era inclusive utilizado pelos arquivos MID nas versões antigas do Windows.  

Figura 17

Selecionando o novo ícone.

 

 

 

A partir daí este novo ícone será usado pelos arquivos MID, e portanto você não mais os confundirá com os arquivos WAV.

Testando a placa de som

Nem sempre a placa de som é corretamente instalada pelos fabricantes de computadores, principalmente quando o fabricante é na verdade um pequeno montador de micros. Muitos desses pequenos produtores até sabem instalar e configurar corretamente a placa de som, mas é comum que na pressa de entregar o computador ao cliente, esqueçam de realizar alguns testes e até mesmo conexões.

Testando a reprodução de sons

Devemos inicialmente testar a reprodução de sons. Os três principais tipos de som que podem ser reproduzidos são os seguintes:

Podemos testar os sons, simplesmente clicando nos arquivos existentes na pasta C:\Windows\Media, já citada na seção anterior. Se nesta pasta você encontrar poucos arquivos, pode fazer a sua instalação, usando:

Painel de controle / Adicionar e remover programas / Instalação do Windows/ Multimídia / Exemplos de sons

Quando clicamos nesses arquivos (WAV ou MID), será executado o Windows Media Player (ou o Media Player, a versão mais simples, encontrada nas versões antigas do Windows) para a reprodução do arquivo clicado. Faça o teste com arquivos WAV e arquivos MID. Use na pasta C:\Windows\Media, o comando Exibir/Detalhes para que sejam indicados quais arquivos são WAV e quais são MID, como também mostramos na seção anterior. Quando os sons não forem reproduzidos, normalmente o problema é resolvido com ajustes no programa Controle de volume, como mostraremos mais adiante neste artigo.

Devemos também testar a reprodução de CDs de áudio. Para isso basta inserir um CD de áudio no drive de CD-ROM e entrará em ação o CD Player. Em versões mais novas do Windows (ME e XP), o programa Windows Media Player será usado no lugar do CD Player. Se o programa for executado, identificar as faixas do CD de áudio e parecer que está reproduzindo as faixas musicas, porém sem som, dois problemas podem estar acontecendo:

1) O mais simples, o som da entrada CD-IN pode estar desabilitado ou muito baixo. Para resolver o problema atuamos sobre o Controle de volume do Windows, como mostraremos mais adiante neste artigo.

2) O cabo que liga a saída de áudio do drive de CD-ROM até a entrada CD-IN da placa de som pode estar desconectado. Muitos pequenos produtores de micros esquecem de fazer esta ligação. Esta conexão não é difícil, mas deixamos para ensiná-la em um próximo artigo a ser publicado neste site: uso avançado da placa de som.

Testando a gravação de sons

No menu Iniciar / Programas / Acessórios / Entretenimento, encon­tramos o programa Gravador de Som (fi­gura 18). Se existir um micro­fone ligado à placa de som, podemos usar o botão REC e fazer uma gravação de voz. A forma de onda será mostrada à medida em que o som for captado. Depois de pressionar STOP, podemos pressionar PLAY para ouvir o que foi gravado. O gravador mostrado na figura 18 é o do Windows XP, mas nas versões anteriores do Windows, este programa é idêntico.

Figura 18

Gravando um som proveniente do microfone. 

 

 

Observe que a forma de onda sonora deve ser apresentada no gráfico do programa Gravador de som. Se este gráfico está inativo, ou seja, se apresenta simplesmente uma linha horizontal, mesmo quando falamos no microfone, é possível que os sons do microfone estejam desabilitados. Temos que habilitá-lo usando o programa Controle de volume, como mostraremos mais adiante.

O controle de volume do Windows

Este programa é extremamente útil e deve ser conhecido de todos os usuários do Windows, dos principiantes aos especialistas. Mas ele tem algo muito estranho, que é a mistura de comandos em inglês e português, o que caracteriza uma tradução mal feita. Ainda assim podemos utilizá-lo perfeitamente, apesar dos trechos em inglês.

Este programa serve para selecionar quais das entradas e saídas sonoras da placa de som devem ser usadas, e também escolher o seu volume. Por exemplo, ao fazer uma gravação, podemos selecionar o microfone com volume de 100% e o CD de áudio com volume de 30%. Desta forma podemos fazer uma gravação de voz com um leve fundo musical proveniente de um CD de áudio. O Controle de volume é um tipo especial de programa que chamamos genericamente de mixer (ou misturador).

O termo mixer também é usado para designar um circuito existente na placa de som, capaz de misturar sons de várias origens. Pro­gramas capazes de controlar este circuito também são chamados genericamente de mixers. O mixer que acompanha o Windows é o programa Controle de volume, encontrado no menu En­tretenimento. Também podemos executar este programa aplicando um clique duplo no ícone do alto falante existente na barra de tarefas, ao lado do relógio. A figura 19 mostra o controle de volume no Windows 9x/ME, e a figura 20 mostra o controle de volume no Windows XP.  

Figura 19

O controle de volume no Windows 9x/ME.

 

 

 

 

Figura 20

Controle de volume no Windows XP. Observe a mistura de termos em português e inglês, não se assuste.

 

 

 

Através do Controle de volume podemos ajustar os volumes de diversas fontes sonoras. Este programa possui vários botões deslizantes:

Controle de volume ou Play Control - Atua sobre o amplificador de saída da placa de som. Este controle atua de forma simultânea sobre todas as outras fontes sonoras.

Som Wave ou Wave/DirectSound - Controla o volume dos sons digitalizados, como por exemplo, vozes e efeitos sonoros presentes nos programas de multimídia, em arquivos WAV e jogos.

MIDI - Regula o volume do som proveniente do sintetizador MIDI.

Áudio de CD ou CD Audio - Regula o volume do som proveniente de CDs de áudio.

Entrada de linha ou Line IN - É uma entrada sonora existente nas placas de som (Line IN). Através dela podemos captar sons de um VCR ou qualquer outro aparelho que produza sons.

Quando alguma das fontes sonoras da placa de som não está funcionando (por exemplo, ausência de sons MIDI, sem som nos CDs de áudio ou ausência total de som), verifique se os itens correspondentes do controle de volume estão habilitados (as respectivas caixas “Sem áudio” devem estar desmarcadas) e se o potenciômetro de volume está com um valor alto. Para obter um som com melhor qualidade e pouca distorção, use os potenciômetros com cerca de 80% do valor máximo.

Os controles deste programa possuem associados outros botões deslizantes para balanço estéreo, deslocando o som para a esquerda ou para a direita. Cada um deles possui também a opção Sem áudio, usada para silenciar totalmente a respectiva fonte sonora. Este programa possui ainda uma opção de controles avançados que permite o ajuste individual de sons graves e agudos. Esta opção é ativada através do botão Avançado (figuras 19 e 20). Se este botão não estiver presente, use o comando Opções / Controles Avançados. Ao ser usado o botão Avançado, é apresentado o quadro da figura 21. Este quadro também habilita outros controles, como a função 3D Stereo Enhancement e outros recursos da placa de som. Note que o quadro apresentado é o do Windows XP. Mostraremos a partir de agora apenas esta versão do programa, já que o Controle de volume do Windows 9x/ME é semelhante.

Figura 21

Controle de sons graves e agudos.

 

 

 

Os ajustes mostrados nas figuras 19 e 20 estão relacionados com a reprodução de sons. Existem também ajustes relativos à gravação. Por exemplo, podemos realizar através de programas apropriados, a gravação de uma voz proveniente de um microfone juntamente com uma música de fundo proveniente de um CD ou de uma fita de VCR.

Figura 22

Propriedades do controle de volume.

 

 

 

Para isto, no menu Opções escolhemos o item Propriedades. Será apresentado o quadro mostrado na figura 22. Selecionamos a opção Gravação e marcamos quais as fontes sonoras que desejamos ajustar. O programa ficará com o aspecto mostrado na figura 23. Note que selecionamos os itens MIDI, CD-Audio, Line-IN, Microphone e Wave. Esses itens são os que aparecerão no quadro de controle de gravação, mas somente serão considerados aqueles com a caixa “Selecionar” marcada. No nosso exemplo, selecionamos apenas o microfone.  

Figura 23

Ajustando o volume para gravação.

 

 

 

O quadro mostrado na figura 23 é bem parecido com os das figuras 19 e 20. A diferença fundamental é que os das figuras 19 e 20 dizem respeito aos controles para a reprodução sonora, e o da figura 23 diz respeito aos controles para a gravação. Observe que existem, logo abaixo dos botões de controle de volume, quadros com a indicação Selecionar. O nome do programa também mudou de Controle de volume (ou Play control) para Record Control (ou Controle de gravação).

Uma placa de som pode ter várias entradas e saídas, mas não necessariamente todas estarão representadas nos controles de volume/gravação. Através do quadro da figura 22 podemos especificar quais dessas entradas e saídas sonoras serão mostradas. Na figura 24, habilitamos todas as entradas no controle de gravação da placa Sound Blaster Live. Observe que na maioria das vezes não usamos todas essas conexões, portanto podemos configurar o programa para mostrar apenas as entradas e saídas que estamos usando.

Figura 24

Controlando todas as entradas da placa de som. 

 

 

Quando o ícone do alto-falante não é mostrado

O controle de volume é um programa que é executado com Iniciar / Programas / Acessórios / Entretenimento / Controle de volume. Também podemos chegar a ele clicando no ícone do alto falante na barra de tarefas, ao lado do relógio. Se este ícone não for mostrado, habilite-o usando Painel de controle / Sons e multimídia (ou Sons e dispositivos de áudio). No quadro de propriedades apresentado, selecione a guia Volume e marque a opção “Colocar ícone de volume na barra de tarefas”.

Figura 25

Habilitando a exibição do ícone do alto-falante.

 

 

 

Habilitando o som 3D Enhanced

O som 3D enhanced consiste em uma espécie de distorção sonora que dá uma sensação de realismo. É um recurso presente em praticamente todas as placas de som modernas. O método usado para habilitar este recurso varia muito de uma placa para outra. Também depende dos drivers e do sistema operacional. Na maioria dos casos, a placa de som é acompanhada de um utilitário que habilita este recurso e faz vários outros controles. Em outros casos, esta habilitação é feita pelo Gerenciador de dispositivos, ou pelo Painel de controle, ou pelo Controle de volume.

Figura 26

Habilitando o recurso 3D Stereo Enhancement usando o controle de volume.

 

 

 

Na figura 26 temos o quadro de Controles avançados para o Controle de volume de uma placa Sound Blaster 16. Nele existe uma opção para habilitar o recurso 3D Stereo Enhancement. Em geral este é o lugar onde esta opção está disponível, mas dependendo da placa de som podemos encontrá-la em ou­tros locais. Por exemplo, no Gerenciador de Dispositivos. Aplique um clique duplo so­bre a placa de som no Gerenciador de Dispositivos e no quadro de propriedades apre­sentado selecione a guia Configurações. A figura 27 mostra um exemplo do quadro obtido. Podemos marcar então a opção Ativar o Creative 3D Stereo Enhancement.

Figura 27

Outra forma de habilitar a função 3D Enhancement.

 

 

 

O gravador de som do Windows

Use este pequeno programa para fazer gravações de pequenos arquivos de som, com duração inferior a 60 segundos. Para gravar arquivos sonoros de maior duração, será preciso utilizar programas de terceiros. São programas que acompanham as placas de som e programas que podem ser obtidos via Internet, em versão DEMO ou Freeware. Todos esses programas, assim como o Gravador de som do Windows, geram arquivos de extensão WAV. Alguns são entretanto capazes de gravar diretamente em formato MP3.

Para executar o Gravador de som do Windows, use:

Iniciar / Programas / Acessórios / Entretenimento / Gravador de som

Figura 28

Gravador de som do Windows.

 

 

Use o comando Arquivo/Propriedades para escolher a taxa de amostragem, número de bits, número de canais e CODEC para compressão de áudio a ser usado, como mostramos anteriormente neste artigo. Use a seguir o Controle de volume, também já mostrado neste artigo, para definir as fontes sonoras que serão levadas em conta na gravação. Normalmente selecionamos apenas o microfone, mas podemos escolher outras entradas, ou mesmo misturar duas ou mais entradas.

Feitas as escolhas, clique no botão REC, aquele com a forma de círculo, localizado na parte direita do gravador. A gravação será feita até ser completado o tempo de 60 segundos, ou até clicarmos no botão STOP (aquele em forma de retângulo, o segundo botão da direita para a esquerda).

Clique em PLAY (o botão central, com a forma de um triângulo) para ouvir o arquivo que foi gravado. Com o menu Efeitos podemos fazer algumas transformações no som. São elas:

Brincadeiras à parte, os comandos mais úteis e mais usados são aqueles para aumentar e reduzir o volume da gravação. Terminados os ajustes, use o comando Arquivo/Salvar. O som digitalizado será armazenado em um arquivo de extensão WAV.

Note que apesar do gravador de som fazer gravações de no máximo 60 segundos, pode ser usado para reproduzir arquivos sonoros de qualquer duração. Para isso basta usar o comando Arquivo/Abrir e escolher o arquivo de som desejado.

Outros programas para gravação

Muitas placas de som são acompanhadas de programas de gravação bem versáteis, como o Sonudo’LE e o Creative Recorder, que acompanham as placas Sound Blaster. Também é possível encontrar programas de gravação gratuitamente na Internet. Alguns são disponíveis gratuitamente em versão de demonstração, com algum tipo de limitação (por exemplo, um limite de duração na gravação), podendo ser comprados também via Internet por um preço baixo. Para encontrar programas gratuitos, vá aos sites www.shareware.com e www.download.com e comande a busca pela palavra RECORER, indicando o sistema como Windows.

Figura 29

O programa Soundo’LE, da Creative Labs. É similar ao Gravador de som do Windows, mas pode gravar sons com qualquer duração. 

 

 

Embutindo sons em documentos

Vários programas de edição de textos, planilhas, páginas da Internet e documentos em geral, permitem a inclusão de objetos de multimídia. Podemos por exemplo usar no Microsoft Word, o comando Inserir/Objeto. Será apresentado um quadro através do qual podemos criar um novo arquivo de som para embutir no documento, ou selecionar um arquivo já existente.  

Figura 30

Inserindo som.

 

 

 

Para criar um novo som a ser embutido no documento, selecionamos a guia Criar novo (figura 30), selecionamos a opção Som Wave e clicamos em OK. Será executado o Gravador de som do Windows. Podemos então fazer uma gravação e ao terminarmos, usamos o comando Arquivo/Sair e retornar.

Figura 31

Indicando o som a ser inserido

 

 

 

Para usar um arquivo já existente, selecionamos a guia Criar do arquivo (figura 31). Usamos o botão Procurar para especificar o arquivo a ser incorporado ao documento. Se marcarmos a opção Vincular ao arquivo, será colocado no documento apenas um ponteiro para o arquivo de som original (isto se aplica a qualquer outro tipo de objeto que possa ser incorporado a documentos do Word). Deixando esta opção desmarcada, será feita uma cópia do arquivo de som original, dentro do documento do Word. O arquivo resultante será maior, mas fica independente do som original.

A figura 32 mostra como fica o documento depois que o arquivo de som é incorporado. Basta clicar no ícone do alto-falante para ouvir o som. Aliás, durante o comando de incorporação (figuras 30 e 31) podemos escolher outro ícone para o objeto.

Figura 32

O som incorporado aparece como um ícone.

 

 

 

OBS.: Este recurso também pode ser usado para incorporar clipes de vídeo ou qualquer outro objeto de multimídia.

Escolhendo o sintetizador MIDI

As placas de som modernas podem gerar sons MIDI de três formas diferentes:

1) Através do sintetizador FM (Yamaha OPL2 ou OPL3)  
2) Através de síntese por Wave Table, nas placas que possuem este recurso  
3) Enviando códigos MIDI a um dispositivo externo, pela UART MPU-401

Para escolher a saída MIDI a ser usada, usamos no Windows 9x/ME o comando Multimídia no Painel de Controle. No quadro apresentado selecionamos a opção MIDI. Podemos agora escolher a saída MIDI desejada. No Windows XP, usamos no Painel de controle o comando Sons e dispositivos de áudio. Selecionamos a guia Áudio e podemos finalmente escolher o sintetizador MIDI (figura 33).

Figura 33

Escolhendo a saída MIDI a ser utilizada.

 

 

 

Esquemas de som do Windows

No passado os computadores eram totalmente mudos. O Windows está em um extremo oposto, pois pode emitir sons escolhidos pelo usuário em cada uma das suas ações. Os primeiros sons que notamos são os de inicialização e finalização. Na verdade esses são apenas dois eventos entre os inúmeros que ocorrem no Windows. Podemos utilizar um som personalizado para cada um desses eventos. Um conjunto de sons associados a eventos do Windows são chamados de esquema de som. O Windows vem acompanhado de alguns esquemas de som, e podemos criar novos esquemas, simplesmente adicionando sons a um esquema já existente.

Para ativar ou modificar um esquema de som, usamos o comando Sons e multimídia (Windows 9x/ME) ou Sons e dispositivos de áudio (Windows XP) no Painel de controle. Selecionamos então a guia Sons (figura 34).

Figura 34

Escolhendo ou alterando um esquema de som.

 

 

 

Na lista Esquema de som, podemos escolher um dos vários esquemas de som disponíveis. No Windows XP temos apenas o esquema Padrão Windows. Outros esquemas devem ser criados ou comprados (por exemplo, os que fazem parte do pacote Microsoft Plus para Windows XP). No Windows 98 e no Windows ME existem vários esquemas, como Utopia, Música, Robô e outros. Em qualquer um dos casos, basta ter um bom número de arquivos WAV e criar manualmente um esquema de som.

Figura 35

Ligando eventos a arquivos de som.

 

 

 

Para criar um esquema de som, clicamos no evento desejado na lista de eventos (figura 35). Os eventos que já têm um alto-falante ao lado são os que já estão com sons associados. Podemos clicar no botão PLAY para ouvir o som, e usar o botão Procurar para especificar outro arquivo WAV. Eventos que não têm o ícone do alto-falante ao lado não estão associados a som algum. Nesse caso, o som é indicado como [Nenhum]. Escolha na lista um som qualquer e a seguir clique em Procurar para escolher o som de sem agrado. Depois de definir arquivos WAV para cada evento, use o botão Salvar como, e dê um nome ao esquema de som que você acaba de criar.

Podem ser associados sons a eventos como inicialização e finalização do Windows, abertura e finalização de programas, abertura de quadros, maximização, restauração e minimização de janelas, ativação de menus, etc.

Testando o som do DirectX

Sua placa de som pode estar funcionando perfeitamente através de comandos usuais do Windows, mas pode apresentar problemas em jogos. Portanto é conveniente testar o seu funcionamento sob o DirectX, usando o programa DXDIAG. Se for obtido sucesso nesses testes, então os sons de todos os jogos estarão perfeitos.

Para executar o DXDIAG, use:

Iniciar / Executar / DXDIAG
  


Figura 36 - Teste de sons digitalizados.

Selecione a guia Som (figura 36) e clique no botão Testar DirectSound. Serão reproduzidas várias amostras sonoras, com diversos formatos, variando o número de bits, o número de canais e a taxa de amostragem. Você deve testar também a reprodução de sons MIDI. Selecione a guia Música (figura 37) e selecione cada um dos dispositivos MIDI instalados, clicando a seguir no botão Testar DirectMusic. O procedimento deve ser repetido para cada dispositivo MIDI presente. Placas de som sofisticadas poderão ter vários dispositivos MIDI embutidos.


Figura 37 - Testando a música digital.

Quando ocorrem problemas em alguns dos sons testados pelo DXDIAG, devemos instalar versões mais novas dos drivers da placa de som e do DirectX.

Conclusão

Os testes ensinados neste artigo atestarão a correta instalação da sua placa de som. Estará plenamente operacional, podendo ser usada por qualquer programa de multimídia. Você também poderá fazer suas próprias digitalizações a partir do microfone, da entrada de linha e de CDs de áudio.