Usando uma rede local - parte 2/2

Autor: Laércio Vasconcelos
  

   

Parte 1

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Servidor Windows 9x/Me em rede com domínio

Vimos que o compartilhamento de recursos no Windows XP será diferente, dependendo do tipo de rede no qual o computador está instalado. Em redes com domínio, a lista de permissões é configurada em função dos usuários registrados no controlador de domínio. O mesmo ocorre quando estamos compartilhando recursos em um computador com Windows 9x/ME instalado em uma rede com domínio.

Figura 46

Servidor com Windows 9x/ME (nó 8) em uma rede com domínio.

 

 

 

A figura 46 mostra uma pequena rede com uma configuração como a que citamos. Este é uma rede com domínio, na qual existe um servidor (nó 1) com o Windows 2000 Server. Entre os computadores da rede temos o nó 8, que é um servidor (dedicado ou não) com o Windows 9x/ME, mas também poderia usar o Windows XP, como no caso da seção anterior. Este servidor pode ser configurado para que as permissões de acesso sejam feitas através do Active Directory, presente no servidor principal.

A primeira coisa a fazer é abrir o quadro de propriedades de rede e em Clientes para redes Microsoft, indicar que deve ser feito logon no domínio do Windows NT (figura 47). Indicamos também o domínio da rede, que no nosso exemplo é LABO.

Figura 47

O computador deve operar em um domínio do Windows NT.

 

 

 

Além do computador estar configurado para operar na rede com domínio, temos que configurar o controle de acesso para que seja feito a partir de uma lista de usuários. A configuração padrão nas redes com Windows 9x/ME é o controle de acesso em nível de compartilhamento, no qual cada recurso compartilhado pode ser programado com senhas de acesso, de forma independente do usuário. Nas redes com domínio, podemos controlar o acesso em nível de usuário, bastando marcar esta opção na guia Controle de acesso do quadro de propriedades de rede (figura 48). Nesse caso temos que indicar o local onde esta lista está presente. No nosso exemplo, usamos LABO, o nome do domínio usado na nossa rede. O Windows deverá ser reiniciado para que esta alteração seja efetivada.  

Figura 48

Configurando o controle de acesso a partir da lista de usuários.

 

 

 

Compartilhando pastas e unidades de disco

Uma vez configurado o controle de acesso desta forma, usamos os comandos de compartilhamento como já apresentados neste artigo. O quadro de compartilhamento de pastas passará a ter o aspecto mostrado na figura 49.

Figura 49

Compartilhamento de pastas em nível de usuário.

 

 

 

A opção Compartilhado como e os campos Nome do compartilhamento e comentário são idênticos aos já mostrados ao longo deste artigo. A diferença está na presença de uma lista de usuários e direitos de acesso, ao invés das senhas para leitura e controle total. A lista começa vazia, e clicamos em Adicionar para incluir novos usuários.  

Figura 50

Definindo os usuários e grupos que terão permissão para acesso à pasta compartilhada.

 

 

 

Na lista da esquerda temos a lista de usuários e grupos encontrados no servidor de domínio. Devemos selecionar o usuário desejado e clicar em um dos três botões: Somente leitura, Acesso completo e Personalizado. No nosso exemplo selecionamos dois usuários (Laércio e Bárbara) para acesso completo e um usuário (Krbtgt) para acesso personalizado. Ao clicarmos em OK, uma janela será apresentada para a configuração de cada acesso personalizado. No nosso exemplo esta janela programará os acessos permitidos ao usuário Krbtgt (figura 51).  

Figura 51

Configurando permissões de acesso personalizadas.

 

 

 

Ao término das configurações das permissões, voltamos ao quadro de compartilhamento (figura 52), que agora mostrará a lista dos usuários com permissão para acesso à pasta configurada. A pasta passará a ser representada pelo ícone da “mão segurando uma pasta” e já poderá ser acessada pelos usuários da rede que receberam permissão para o seu acesso.  

Figura 52

Terminada a configuração das permissões de acesso à pasta compartilhada.

 

 

 

Compartilhando impressoras

Este compartilhamento é feito de forma similar ao de pastas. Partindo da pasta de impressoras, clicamos na impressora desejada com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolhemos a opção Compartilhamento. Será apresentado um quadro como o da figura 53. Marcamos a opção Compartilhado como, indicamos um nome para o compartilhamento e adicionamos um comentário opcional.

Clicamos no botão Adicionar sob a lista de usuários e será apresentado um quadro com a lista de usuários e grupos registrados no domínio. 

Figura 53

Compartilhando uma impressora.

 

 

 

A lista é apresentada na figura 54, e oferece apenas a opção Acesso completo. Desta forma os usuários podem não somente imprimir, mas também gerenciar a impressora, o que é um ponto fraco nas redes com Windows 9x/ME. No Windows 2000 Server por exemplo, uma impressora pode ser configurada para permitir a usuários comuns apenas imprimir, e não realizar gerenciamento e outras operações destinadas a administradores. Vimos na seção anterior que quando configuramos um computador com o Windows XP em uma rede com domínio para compartilhar impressoras, temos as mesmas opções de permissão encontradas no Windows 2000 Server (figura 44). Isto não invalidada entretanto o recurso de adicionar servidores com o Windows 9x/ME em redes cliente-servidor.

Ao selecionarmos o grupo Usuários do domínio estaremos dando permissão de acesso a todos os usuários registrados no servidor de domínio.

Figura 54

Selecionado os usuários com permissão para uso da impressora.

 

 

 

Acessando recursos compartilhados

Uma vez que clientes e servidores estejam corretamente configurados e que os compartilhamentos estejam definidos, é bastante fácil ter acesso aos recursos compartilhados. Mostraremos nas seções seguintes como acessar esses recursos a partir de clientes com diversos sistemas. Entre os diversos sistemas, várias situações podem ocorrer em relação ao acesso aos recursos compartilhados. Quando o Windows é inicializado, um quadro é apresentado, pedindo o nome do usuário e uma senha. Note que este quadro pode pedir dois tipos de logon:

Recomendamos que seja usado o Logon da rede, caso contrário alguns ou todos os recursos compartilhados na rede não estarão acessíveis. Computadores que têm recursos compartilhados também deverão utilizar o logon na rede para garantir a disponibilidade desses recursos.

Figura 55

Programando o logon primário da rede.

 

 

 

Devemos então programar o Logon primário da rede como Cliente para redes Microsoft, a partir do quadro de propriedades de rede (figura 55). Feita esta configuração é preciso reiniciar o sistema. A partir de então, o quadro de logon apresentado quando o Windows for iniciado indicará “Digitar a senha da rede”, como vemos na figura 56. Note que este quadro tem indicado um domínio, já que foi obtido em um computador operando em uma rede com domínio. Este item não estará presente em redes sem domínio. 

Figura 56

Fazendo o logon na rede.

 

 

 

Os comandos de acesso a recursos compartilhados serão similares em todos os sistemas, e em redes com ou sem domínio. Mostraremos a seguir como realizar as seguintes operações:

Clientes com Windows 9x/Me

Depois de fazer o logon na rede, clique em Meus locais de rede (Windows ME) ou Ambiente de rede (Windows 95/98). O quadro a ser apresentado dependerá do sistema, porém as diferenças são mínimas.

Figura 57

Ambiente de rede no Windows 95.

 

 

 

Na figura 57 vemos a janela que é aberta quando clicamos em Ambiente de Rede em um computador com o Windows 95. É apresentado o ícone Toda a rede, além dos diversos computadores dos grupos de trabalho existentes. Ao clicarmos no ícone de um computador teremos acesso aos seus recursos compartilhados. Será preciso ter permissão de acesso (redes com domínio), ou então fornecer as senhas apropriadas (redes sem domínio). Ao clicarmos em Toda a rede, será apresentado um quadro como o da figura 58.

Figura 58

Exibindo todo o conteúdo da rede a partir de um computador com o Windows 95.

 

 

 

Na rede do nosso exemplo temos o domínio LABO e dois grupos de trabalho: Grupo e Workgroup. Ao clicarmos em um domínio ou em um grupo de trabalho, serão apresentados os computadores que fazem parte deste domínio ou grupo. Na figura 59 vemos os computadores que fazem parte do grupo de trabalho Workgroup.

Figura 59

Todos os computadores de um grupo de trabalho.

 

 

 

Na figura 60 vemos a pasta Ambiente de rede em um computador equipado com o Windows 98. Sua organização é idêntica à do Windows 95. São mostrados os computadores dos diversos grupos de trabalho da rede, além do ícone Toda a rede.

Figura 60

Ambiente de rede no Windows 98.

 

 

 

Ao clicarmos em Toda a rede serão indicados os domínios e os grupos de trabalho existentes (figura 61). A estrutura é a mesma do Ambiente de rede do Windows 95, apenas o visual é um pouco diferente. Podemos clicar nesses itens para ver os computadores que fazem parte de cada um deles.

Figura 61

Grupos de trabalho e domínios da rede.

 

 

 

Ao clicar em um grupo de trabalho serão mostrados os computadores que fazem parte do mesmo, como vemos na figura 62. Como vemos são comandos idênticos aos do Windows 95.

Figura 62

Computadores dos grupos de trabalho.

 

 

 

No Windows ME, o Ambiente de rede tem uma organização um pouco diferente. Seu nome é Meus Locais de rede (figura 63). Além do ícone Toda a rede, encontramos ainda:

Note que não existem os ícones dos computadores da rede, e sim, links para recursos compartilhados encontrados na rede. Será preciso clicar em Toda a rede para chegar aos ícones dos computadores.

Figura 63

Meus locais de rede, no Windows ME.

 

 

 

Ao clicarmos em Toda a rede serão apresentados os grupos de trabalhos e domínios existentes na rede (figura 64). Daqui em diante, a estrutura é similar à encontrada no Ambiente de rede do Windows 95 e 98.

Figura 64

Conteúdo da rede.

 

 

 

Clicando em um grupo de trabalho, serão apresentados os computadores que o compõem, como vemos na figura 65.

Figura 65

Computadores de um grupo de trabalho, visto pelo Windows ME.

 

 

 

Em qualquer dos três sistemas citados aqui, ao clicarmos no ícone de um computador da rede serão apresentados os recursos compartilhados disponíveis. No exemplo da figura 66 temos pastas, uma unidade de disco e uma impressora compartilhada. Não é preciso entretanto percorrer este caminho para chegar a um determinado recurso compartilhado. Todos esses recursos aparecem assim que abrimos a pasta Meus locais de rede.

Figura 66

Recursos compartilhados disponíveis em um computador da rede.

 

 

 

Como vimos, a navegação na rede é bastante parecida no Windows 95, 98 e ME. Usaremos portanto o Windows ME nos exemplos que se seguem.

Acesso a pastas e unidades de disco compartilhadas

A primeira coisa a fazer é percorrer a rede partindo de Meus locais de rede ou Ambiente de rede até chegar ao computador desejado. No exemplo da figura 67, chegamos ao computador de nome K6-III, no qual existem duas pastas (D-GRAVADOR e MATRIZES) compartilhadas, e mais uma impressora Linotronic. Este tipo de impressora é usado para a listagem de fotolitos. Na verdade D-GRAVADOR é uma unidade de disco compartilhada, enquanto MATRIZES é uma pasta. Entretanto na rede não existirá diferença entre pastas e unidades de disco.

Figura 67

Recursos compartilhados no computador K6-III.

 

 

 

Ao clicarmos na pasta MATRIZES, estaremos dando início ao acesso. Dependendo do sistema e da configuração do computador no qual está a pasta, poderá ocorrer um processo de autorização diferente. Nas pastas e unidades de disco compartilhadas em computadores com o Windows 9x/ME, bastará fornecer uma senha, como vemos na figura 68.

Figura 68

Digitando a senha para acesso à pasta compartilhada.  

 

 

Pequenas diferenças poderão ocorrer. Se durante a criação do compartilhamento não foi programada uma senha, o acesso será livre por qualquer usuário da rede (não recomendável), e não será pedida senha. Se no primeiro acesso a esta pasta feito a partir de um cliente, foi marcada a opção “Salvar esta senha na lista de senhas” (figura 68), não mais será preciso fornecer senhas nos acessos seguintes feitos a partir deste cliente. Isto facilita o acesso, porém reduz a segurança. Um usuário que tenha acesso indevido a este computador cliente terá também acesso aos recursos da rede cujas senhas já foram memorizadas pelo Windows. Um vírus que faça uma busca por arquivos para serem danificados também encontrará automaticamente os recursos compartilhados cujas senhas já foram memorizadas. Mesmo que o administrador da rede tenha o cuidado de programar senhas, se os usuários marcarem a opção “Salvar esta senha...”, a rede estará vulnerável. Este é portanto um ponto fraco das redes sem domínio.

Uma vez fornecida a senha, a o acesso à pasta compartilhada estará habilitado e seu conteúdo será mostrado, como vemos na figura 69.

Figura 69

Conteúdo de uma pasta compartilhada.

 

 

 

Acesso a impressoras compartilhadas

É possível que você não tenha trabalho algum para utilizar uma impressora compartilhada. O Windows é capaz de registrar automaticamente na sua pasta de impressoras, diversas impressoras compartilhadas disponíveis na rede. Também é possível que algum outro usuário do seu computador tenha utilizado impressoras da rede, e estejam assim registradas na pasta de impressoras. Verifique portanto o conteúdo desta pasta antes de fazer a instalação de uma impressora de rede. Use na pasta de impressoras o comando Exibir detalhes. Serão apresentados não apenas os nomes das impressoras, mas também os comentários que foram adicionados durante a configuração do compartilhamento. O comentário pode indicar a localização da impressora, facilitando a sua identificação.

Para usar uma impressora de rede que ainda não está presente na pasta de impressoras, localizamos o computador no qual está instalada e clicamos no ícone desta impressora. Será apresentada uma mensagem como a da figura 70, indicando que deve ser feita a sua instalação.

Figura 70

É preciso instalar a impressora de rede.

 

O processo da instalação da impressora de rede é bastante parecido com o de uma impressora local. Será perguntado se a impressora vai ser usada com programas do MS-DOS. Será pedido um nome para a impressora (figura 71), será perguntado se a impressora deve ser a padrão (aquela que é endereçada automaticamente quando não especificamos uma impressora). Será perguntado se desejamos imprimir uma página de teste. Os drivers serão instalados e a impressora estará pronta para uso.

Figura 71

Assistente para adicionar impressora, configurando uma impressora de rede.

 

 

 

Depois que a impressora é instalada, será aberto o seu quadro de propriedades, como vemos na figura 72. Este quadro mostra os trabalhos de impressão que estão em andamento. No nosso exemplo, a impressora está ociosa.

Figura 72

A impressora está pronta para uso, e está sem trabalhos pendentes.  

 

As impressoras de rede aparecem no quadro de impressoras no computador cliente, como vemos na figura 73. Note o ícone da impressora ligada a um cabo de rede, indicando que trata-se de uma impressora da rede.

Figura 73

Pasta de impressoras.

 

 

 

Criando unidades de disco remotas

Este recurso permite criar unidades de disco virtuais, que são na verdade pastas compartilhadas da rede. É bastante útil para acessar arquivos em servidores a partir de programas antigos (MS-DOS e Windows 3.x), que não têm a capacidade de “enxergar” a rede. Quando mapeamos uma unidade de rede, estamos criando um novo drive que representa uma pasta ou unidade de disco da rede, podendo portanto ser acessado por programas antigos. Mesmo para programas modernos, o uso de uma unidade de disco remota é vantajoso. Imagine por exemplo na operação de gravação de um arquivo, ter que dar vários cliques para percorrer um caminho como:

Meus locais de rede / toda a rede / Workgroup / K6-III / D-Gravador

Existe um caminho mais curto, que é:

Meus locais de rede / D-gravador em K6-III

Entretanto é mais fácil ainda criar um drive remoto que representa este recurso compartilhado. Para fazer isso, partimos de uma janela qualquer (figura 74) e usamos o comando Ferramentas / Mapear unidade de rede.

Figura 74

Para criar uma unidade de rede remota.

 

 

 

Será apresentado um quadro como o da figura 75, no qual indicamos uma letra para o drive e o caminho. A sintaxe para este caminho é:

\\Nome do computador\Nome do comartilhamento

Se marcarmos a opção “Reconectar ao fazer logon”, esta unidade será criada novamente sempre que o Windows for iniciado, ou seja, será uma unidade permanente.

Figura 75

Indicando a letra da unidade e o caminho na rede. 

 

 

Será pedida a senha de acesso, caso necessário. Um janela será aberta mostrando o conteúdo da unidade. Note na figura 76 que está sendo indicado na barra de endereço:

D-gravador em K6-III (F:)

Figura 76

O conteúdo da unidade de rede recém criada.

 

 

 

A unidade de rede recém criada também aparecerá na janela Meu Computador e no Windows Explorer (figura 77). Observe o seu ícone, um drive ligado a um cabo de rede, indicando que trata-se de uma unidade de rede.

Figura 77

O drive F é uma unidade de rede.

 

 

 

 O mesmo processo é usado tanto para drives como para pastas compartilhadas. Na verdade para os clientes, um drive compartilhado aparece como uma pasta. No nosso exemplo, D-Gravador é na verdade o drive D local do computador K6-III. Já Matrizes é uma pasta do drive C do computador K6-III. Para criar um drive remoto mapeado nesta pasta, o processo é o mesmo já mostrado. Usamos o comando Mapear unidade de rede e será apresentado um quadro como o da figura 78. Escolhemos uma letra para a unidade e indicamos o seu caminho (\\K6-III\Matrizes).

Figura 78

Indicando a letra da unidade e o caminho na rede. 

 

 

Poderá ser pedida uma senha, caso esteja programada no compartilhamento. Caso a senha já tenha sido fornecida nesta mesma sessão do Windows, ou caso o acesso seja feito por permissões (usuários / senhas), não será pedida senha nesta ocasião.  

Figura 79

Indicando a senha para acesso à pasta compartilhada. 

 

 

Na figura 80 vemos a janela Meu computador, na qual estão os dois drives remotos que criamos, F e G (D-gravador e Matrizes em K6-III, respectivamente). Todas as operações que podem ser feitas em discos locais, poderão também ser feitas nos discos remotos.  

Figura 80

Os drives remotos aparecem na janela Meu computador.

 

 

 

É preciso tomar cuidado com o uso indiscriminado de discos remotos, bem como de pastas na rede. Normalmente os discos remotos oferecem desempenho menor que o de discos locais. Além disso existe a questão das cotas de disco. O administrador poderá limitar o espaço que cada usuário poderá utilizar em um servidor. Se todos os usuários da rede a utilizarem para tarefas de rotina e armazenamento de grandes volumes de dados, bem como instalação de programas, a rede poderá ficar congestionada, o que irá piorar ainda mais o desempenho. É fundamental usar a rede para backup e para armazenar dados que precisam ser acessados por múltiplos usuários. Dê preferência ao armazenamento dos seus dados nos discos locais, sempre que possível.

Uma vez que drives remotos tenham sido mapeados, programas para MS-DOS e para Windows 3.x poderão utilizá-los. Na figura 81 temos a janela Salvar em um aplicativo para Windows 3.x, na qual aparecem os drives remotos F e G na lista de drives suportados.

Figura 81

Drives remotos podem ser acessados por programas antigos.

 

 

 

Criando uma pasta “Meus locais de rede” no Windows 95/98

A pasta Meus locais de rede substituiu o Ambiente de rede a partir do Windows ME. A diferença principal é que são mostrados diretamente os recursos da rede. É possível entretanto criar manualmente uma pasta Meus locais de rede com recursos limitados sob o Windows 95/98.

Primeiro crie uma pasta com o nome Meus locais de rede. Abra ao seu lado a pasta Ambiete de rede e use comandos “arrastar e soltar” usando o botão direito do mouse, criando na sua nova pasta, atalhos para os locais de rede desejados (ao soltar o mouse, escolha a opção “Criar atalho aqui”). No exemplo da figura 82 criamos atalhos para Toda a rede, para o computador P2VIA, para uma impressora compartilhada e para duas pastas compartilhadas.

A partir daí o acesso a esses locais pode ser feito diretamente por esta nova pasta Meus locais de rede. Este recurso nada mais é que uma comodidade resultante do uso de atalhos, mas não tem toda a versatilidade da verdadeira pasta Meus locais de rede do Windows ME e superiores. Um ponto fraco é que seu conteúdo é estático, e não é atualizado automaticamente à medida em que novos recursos são adicionados à rede. As modificações devem ser feitas manualmente. Além disso a pasta não aparecerá na árvore de diretórios quando forem realizadas operações com arquivos, como ocorre com Ambiente de rede. Mesmo assim facilita bastante o trabalho de acesso aos recursos da rede.

Figura 82

Uma pasta Meus locais de rede “quebra-galho” no Windows 98.

 

 

 

Clientes com Windows XP / 2000 Professional

Nesses sistemas o acesso aos recursos da rede é feito a partir da pasta Meus locais de rede. No Windows XP, a pasta mostra apenas os recursos compartilhados (figura 83). Não mostra o ícone Toda a rede, como ocorre no Windows ME. Existe entretanto um link para toda a rede, na área Outros locais, na parte esquerda da janela.


Figura 83 - Meus locais de rede no Windows XP.

Quando clicamos em um recurso compartilhado com controle de acesso por senha (servidores sem domínio, do Windows 9x/ME) com senha configurada, será apresentado um quadro para o preenchimento desta senha, como vemos na figura 84. Vimos que existem ainda mais outros dois casos. Quando o servidor usa o Windows XP em uma rede sem domínio, não existem senhas para acesso aos recursos compartilhados. O acesso será imediato. Quando o recurso compartilhado está em um servidor com acesso controlado em nível de usuário, o acesso será imediato, já que o nome de usuário e a senha foram informados durante o logon.

Figura 84

Dependendo do recurso compartilhado, pode ser preciso fornecer uma senha.

 

 

 

Em uma rede com domínio, se tentarmos acessar um recurso compartilhado para o qual não temos permissão (uma pasta de outro usuário, por exemplo), será apresentada uma mensagem de erro, informando que o recurso não está acessível devido à falta de permissão apropriada.

Ao clicarmos em Toda a rede, na área Outros locais da pasta Meus locais de rede (figura 83), será mostrado o conteúdo que vemos na figura 85. Podemos agora clicar em Rede Microsoft Windows. É conveniente criar um atalho para o item Rede Microsoft Windows, na área de trabalho, por exemplo. Basta usar o método “arrastar e soltar” usando o botão direito do mouse


Figura 85 - Toda a rede.

Serão mostrados os grupos de trabalho e domínio existentes na rede, como vemos na figura 86. Podemos agora clicar em cada um desses itens e visualizar os computadores que os compõem. 


Figura 86 - Grupos de trabalho e domínios da rede.

Ao clicarmos no grupo Workgroup (figura 87), são mostrados quatro computadores. Note que podemos acessar livremente os computadores de outros grupos de trabalho. A divisão em grupos de trabalho não impede acesso a grupos diferentes, e sim os organiza para facilitar a localização em redes muito grandes. Também veremos os computadores participantes quando clicamos em um domínio, como LABO na figura 86.


Figura 87 - Computadores de um grupo de trabalho.

Finalmente clicamos em um dos computadores e veremos os recursos compartilhados. O computador AXP-MSI (figura 88) tem quatro pastas e uma impressora compartilhadas.


Figura 88 - Recursos compartilhados em um computador da rede.

Acesso a pastas e unidades de disco compartilhadas

A operação de percorrer a rede em busca de computadores e recursos compartilhados é a mesma, não importa se o computador faz parte de um domínio ou grupo de trabalho. A diferença estará apenas no processo de autorização, que ocorrerá quando clicarmos o ícone do recurso compartilhado. Na figura 89, por exemplo, vemos os recursos compartilhados do computador SW2000, um servidor operando com o sistema Windows 2000 Server, no domínio LABO. Note que nossa rede é híbrida. Apesar de usar este servidor, temos outros computadores operando pelo sistema “sem domínio”.

Como os recursos compartilhados de SW2000 têm o acesso controlado pelo Active Directory, só será possível acessá-los se o logon da inicialização do Windows for feito no servidor, e não no computador local. Apenas a pasta Arquivos para Todos (foi configurada com permissão de acesso para o grupo TODOS) poderá ser livremente acessada mesmo que o logon não tenha sido feito no servidor.

Figura 89

Recursos compartilhados em um computador com Windows 2000 Server.

 

 

 

Ao acessarmos um servidor com outro sistema (9x/ME) que não use o controle de acesso em nível de usuário, e sim de senhas (sem domínio), será apresentado o quadro pedindo a senha para acesso. O Windows XP entende que nesse caso o usuário é Convidado, e a senha é aquela criada quando foi definido o compartilhamento (figura 90).  

Figura 90

Fornecendo a senha para acessar um recurso em um computador operando sem domínio.

 

 

 

Acesso a impressoras compartilhadas

Impressoras compartilhadas normalmente são registradas de forma automática na pasta de impressoras dos clientes da rede. Nem sempre entretanto isso ocorre. Podemos então percorrer a rede até chegar à impressora desejada. Clicamos no ícone da impressora e será feita a sua instalação, caso a mesma ainda não esteja instalada no cliente. O processo de instalação é similar ao de impressoras locais e a impressoras de rede no Windows 9x/ME. Terminada a instalação será mostrada a fila de impressão (figura 91). No nosso exemplo a impressora está ociosa. A impressora de rede aparecerá na pasta de impressoras do cliente e poderá ser usada por qualquer aplicativo, basta selecionar a impressora na ocasião da impressão.


Figura 91 - Fila de trabalhos da impressora.

A figura 92 mostra o aspecto da pasta de impressoras em um cliente da rede usando o Windows XP. Temos uma impressora compartilhada (HP2000C) e quatro impressoras de rede. Note que além do nome, é indicado também o nome do computador onde cada impressora de rede está conectada.

Figura 92

Pasta de impressoras no Windows XP.

 

 

 

Criando unidades de disco remotas

As unidades de disco remotas têm a mesma finalidade e operação das correspondentes em sistemas com Windows 9x/ME. Podemos usar em qualquer janela, o comando Ferramentas / Mapear unidade de rede. Será apresentado um quadro como o da figura 93. Uma letra é escolhida automaticamente para a unidade, mas podemos alterá-la. No campo Pasta indicamos o nome do computador e o nome da pasta a ser mapeada. Podemos clicar no botão Procurar para percorrer a rede e indicar a pasta desejada.

Figura 93

Quadro para mapear unidade de rede.

 

 

 

Ao clicarmos em Procurar, será apresentado em uma janela (figura 94), todo o conteúdo da rede. Podemos então percorrer a rede até chegar à pasta desejada. No nosso exemplo usaremos a pasta MATRIZES no computador K6-III, que faz parte de Workgroup.

Figura 94

Indicando para qual pasta a unidade de rede será mapeada.

 

 

 

O endereço da pasta escolhida aparecerá preenchido, como vemos na figura 95. Se soubermos previamente o endereço, podemos digitá-lo diretamente. Basta usar a sintaxe:

\\Nome do computador\Nome da pasta

Figura 95

O nome da pasta está preenchido.

 

 

 

Melhor ainda é criar o drive remoto diretamente a partir da rede. Percorremos a rede a partir de Meus locais de rede até chegar à pasta desejada. Clicamos então a pasta com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolhemos Mapear unidade de rede. Um quadro como o da figura 95 aparecerá com o endereço da pasta já preenchido. Podemos marcar a opção “Reconectar-se durante o logon” se quisermos que esta unidade seja permanente.

Depois de clicar em Concluir, será apresentada uma mensagem domo “Tentando conectar-se a \\K6-III\Matrizes...”. Se for uma pasta em um servidor com acesso controlado por Active Directory, o acesso será imediato, caso o usuário tenha permissão definida pelo seu logon. Se for uma pasta com acesso controlado por senha, esta senha será pedida nesta ocasião. Feito o mapeamento, a nova unidade aparecerá na janela Meu computador (figura 96) e no Windows Explorer. Poderá então ser utilizada normalmente, por qualquer programa.  

Figura 96

Foi criada a unidade Z, mapeada em

\\K6-III\Matrizes.

 

 

 

Outros dispositivos compartilhados

Impressoras e pastas sempre podem ser compartilhadas, mas alguns dispositivos podem ser inacessíveis para compartilhamento, ou acessíveis se tiverem sido projetados para este fim. Por exemplo, a maioria dos scanners não podem ser compartilhados. Funcionam apenas no computador onde estão conectados. Existem entretanto scanners de rede, que podem ser conectados diretamente à rede e ficam disponíveis para acesso por qualquer computador.

ZIP Drives, drives de CD-ROM e outros tipos de disco removível podem ser compartilhados. Já os gravadores de CD são compartilhados apenas para a leitura de CDs, mas não para as funções de gravação. Podemos entretanto encontrar modelos especiais que podem realizar gravações comandadas pela rede. Alguns softwares podem ser usados com gravadores comuns, fazendo com que se tornem “servidores de gravação de CDs”.

Tecnicamente é possível criar qualquer periférico para ser compartilhado na rede, ou então softwares que tornam periféricos comuns compartilhados. Em muitos casos entretanto esses produtos não são criados por não valer a pena. Os gravadores de CDs, por exemplo, já são extremamente baratos, e não é mais tanta vantagem compartilhá-los. É preferível instalar um gravador em cada computador que precise gravar CDs.

Outro caso notável é o das impressoras virtuais que são instaladas juntamente com programas gerenciadores de fax. Como sabemos, quando instalamos um programa para transmissão e recepção de fax, é criada uma impressora virtual. Para enviar um fax, basta abrir o documento desejado e comandar uma impressão nesta impressora virtual. Será apresentado um quadro para preenchimento de informações para o envio do fax. Na figura 97, vemos como isso é feito no Windows XP. É apresentado um assistente para envio de fax.  

Figura 97

Asssitente para envio de fax, no Windows XP.

 

 

 

Essas impressoras virtuais normalmente não podem ser compartilhadas, ou seja, um usuário da rede não pode enviar um fax pela simples operação de enviar um documento para esta impressora. Os fabricantes desses softwares de gerenciamento de fax normalmente produzem versões dos seus programas com recursos para envio de fax pela rede, ou seja, admitem compartilhamento de transmissão e recepção de fax. A transmissão não é problemática, mas a recepção é uma operação mais complexa, pois além de receber cada documento é preciso identificar seu destinatário. Programas gerenciadores de fax capazes de operar pela rede são bem mais caros. Não funcionam simplesmente como uma impressora virtual compartilhada, e sim como servidores de fax.

Outro recurso que pode ser compartilhado é a conexão com a Internet. Este tipo de compartilhamento é tão comum e tão importante que resolvemos dedicar capítulos exclusivos ao assunto, como veremos mais adiante neste livro.

 

Parte 1