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Melhorando um PC com "tudo onboard" Autor: Laércio Vasconcelos |
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Muitos PCs utilizam interfaces onboard. Não existe nada de errado com a maioria delas, mas algumas podem prejudicar o desempenho do computador, já que dependem do processador para a sua realização. São elas as principais:
O vídeo onboard tem dois problemas. O primeiro deles é que seu poder de processamento gráfico é normalmente inferior aos dos chips gráficos existentes nas placas de vídeo. Na maioria dos casos, os fabricantes de chipsets embutem nos seus produtos, circuitos equivalentes aos de chips gráficos já obsoletos.
O segundo problema é que para reduzir os custos, o vídeo onboard normalmente não tem memória de vídeo própria. Utiliza uma parte da memória da placa de CPU. Por exemplo, em um PC com 128 MB de memória, podem ser destinados, por exemplo, 8 MB para uso como memória de vídeo. O grande problema é que a esmagadora maioria dos usuários pensa que o único inconveniente é a redução da memória total. Afinal, 120 MB é quase o mesmo que 128 MB. O problema não é a quantidade, e sim o tempo. Apesar do processador e os circuitos de vídeo usarem áreas de memória exclusivas, o barramento para acesso a essas memórias é o mesmo. Não é possível ter no mesmo instante, o processador e os circuitos de vídeo acessando a memória.
Os circuitos de vídeo permanecem continuamente acessando a memória de vídeo para enviar seus dados para o monitor. Sendo assim, o processador precisará esperar pela sua vez de acessar as memórias. O resultado é a queda no desempenho. Imagine por exemplo um vídeo onboard configurado com 1024x768 por 32 bits, com freqüência vertical de 75 Hz. Somente para manter a imagem estável na tela, a memória de vídeo precisa ser lida na taxa de 225 MB/s. Em um PC equipado com um processador Celeron e barramento externo de 66 MHz, a máxima taxa de transferência que a memória oferece é de cerca de 350 MB/s. O vídeo gráfico estaria ocupando mais de 60% do tempo da memória, apenas para manter a imagem estável na tela. Se forem feitas movimentações no conteúdo da tela, como ocorre na prática, o vídeo acaba “estrangulando” os acessos do processador.
Nas placas de CPU atuais, o som onboard tem uma qualidade muito boa, mas nem sempre foi assim. Apenas a partir de aproximadamente 2001 o som onboard começou a ter melhor qualidade, mais recursos. Hoje a maioria das placas de CPU tem áudio com 6 canais (5.1).
O som onboard não chega a prejudicar o desempenho do computador. Mesmo em um PC modesto para os padrões atuais, equipado com um processador Celeron na faixa de 500 MHz, a geração de sons por circuitos de áudio onboard não chega a comprometer mais de 20% do desempenho total do processador. Para a maioria das aplicações, o som onboard tem qualidade satisfatória, e a instalação de uma placa de som pode ser interesante apenas para quem precisa de áudio de alta qualidade e com recursos especiais, como os adeptos de jogos.
O modem onboard em geral é do tipo soft modem, que depende do processador da placa de CPU para executar as funções que seriam do DSP, o processador existente nos modems melhores. Esses modems acabam deixando o processador ocupado durante uma fração do tempo, fazendo o trabalho que seria do DSP. Em um Celeron-600, um modem onboard pode deixar o processador até 30% do tempo ocupado. Com os processadores mais velozes, esta queda é menor. O problema é quando temos um PC com som, video e modem onboard, todos tomando para si uma parte do tempo do processador. Quando precisamos executar uma tarefa que exija muita atenção do processador, sua taxa de utilização acaba chegando a 100%. O processador não pode dar conta de todas as tarefas ao mesmo tempo, e o resultado é a lentidão geral e pausas nas operações de som, acesso a disco, acesso à rede e acesso ao modem.
Ao contrário do som e do modem onboard, a rede onboard não sobrecarrega o processador. O problema é que muitas vezes a interface de rede onboard é de qualidade deficitária. Quando o funcionamento do computador em rede é vital, não se justifica a economia de usar a rede onboard, em comparação com o custo de uma placa de rede de boa qualidade. Se você tiver problemas de mau funcionamento da conexão de rede, é recomendável desativar a rede onboard e instalar uma placa de rede nova.
Antes de gastar dinheiro comprando peças para melhorar um PC com “tudo onboard”, é preciso que você conheça uma triste verdade a respeito desses PCs: A esmagadora maioria deles utiliza placas de CPU de baixíssima qualidade. É o caso típico das placas PC Chips e similares, muito comuns no Brasil. São adoradas pelos vendedores, já que com elas é possível produzir PCs bem baratos. São aceitas pelos usuários com pouco conhecimento sobre hardware, levados a pensar que apenas precisam se preocupar com o processador. São rejeitadas pelos usuários com maior experiência, pois sabem que vale a pena pagar um pouco mais por uma placa de boa qualidade, o que resulta em maior desempenho e maior confiabilidade.
Os fabricantes de primeira linha estão também produzindo placas de CPU com "tudo onboard", com alto custo e qualidade melhor que a das tradicionais PC Chips. Hoje (2004) "onboard" não é mais sinônimo de baixa qualidade.
Existem casos de usuários que têm uma placa de CPU que custou 200 reais, e para incrementar o PC, compram mais 300 reais de memória, instalam um processador mais novo por 400 reais, compram uma placa 3D de 300 reais e um modem de 200 reais, um drive de DVD de 100 reais e um gravador de CDs de 200 reais. É preciso lembrar que uma placa de CPU de baixa qualidade pode colocar em risco a confiabilidade do computador. Se o PC tem o costume de “travar de vez em quando”, é melhor providenciar antes de mais nada, a instalação de uma placa de CPU de melhor qualidade.
Por outro lado, o fato das placas PC Chips e similares terem baixa confiabilidade não significa que todas elas apresentam problemas. Uma placa PC Chips pode funcionar bem durante anos seguidos, e seu usuário pode ficar satisfeito instalando expansões para melhorar seu desempenho. Veja por exemplo os resultados de uma pesquisa recente feita no nosso site, na qual os usuários dão conceitos para suas placas. Os resultados obtidos pela PC Chips não foram nada animadores.

Apesar do teste estar sendo feito há apenas alguns dias, pudemos constatar que a PC Chips é a segunda marca mais comum no mercado brasileiro. Entretanto em termos de qualidade, fica em último lugar. Note que algumas pessoas consideram sua placa PC Chips boa ou excelente, mas a maioria a considera fraca ou péssima.
Exemplo: PC Chips M755LMRT
Em geral placas PC Chips são
usadas em PCs montados, e mais raramente são vendidas no varejo. Por isso não
usam caixas bonitas, como ocorre com a maioria das placas de CPU. A figura 1
mostra uma típica caixa de placa de CPU (esta é um modelo da Supermicro), e ao
lado a caixa de uma placa PC Chips M755LMR. É claro que uma caixa bonita não
significa necessariamente que a placa seja de boa qualidade, e vice-versa.
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Figura 1 A baixa qualidade
começa pela caixa. |
Ao abrir a caixa da M755,
ficamos inicialmente felizes por encontrarmos um manual em português (do
Brasil, não de Portugal), com a inscrição “produzido na Zona Franca de
Manuaus”. A alegria termina quando constatamos que o manual está
desatualizado em relação ao layout da placa. Os jumpers da placa estão em
posições diferentes das indicadas no manual, e alguns dos jumpers que o manual
cita simplesmente não existem na placa.
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Figura 2 A placa M755. |
A figura 2 mostra a M755, uma
típica placa de CPU com “tudo onboard”. Possui integradas as interfaces de
som, vídeo, modem e rede. Tem ainda dois slots PCI para expansões. Tem ainda
um slot AMR que é usado pelo modem que a acompanha. Esta placa é baseada no
chipset SiS630, e pode ser considerada como na média das placas de CPU com
“tudo onboard” existentes no mercado, ou seja, existem placas mais
limitadas, assim como placas com chipsets mais avançados.
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Figura 3 O modem AMR que acompanha a M755. |
A placa é ainda acompanhada
de vários conectores para serem instalados no painel traseiro do gabinete,
dando acesso às interfaces de som, vídeo, rede, seriais e paralela.
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Figura 4 O interior do PC usando a placa M755. |
Depois de montado, o PC equipado com a M755 tem uma aparência razoavelmente organizada (figura 4). Os conectores das suas diversas interfaces onboard dificultam o acesso e chegam a obstruir outros conectores internos, como por exemplo a entrada CD-IN. Portanto pode ser necessário desconectar alguns deles para fazer upgrades e outras alterações de hardware. Podemos ver na parte direita da figura, os dois slots PCI disponíveis para expansões.
É um erro pensar que somente a instalação de um novo processador e de mais memória pode resolver todos os problemas de lentidão. Na expansão de memória, o único aumento de desempenho obtido é quando conseguimos evitar o acesso à memória virtual. Nesse caso, 256 MB trará sempre melhores resultados que 128 MB, e isto independe do processador e do fato da placa de CPU ter ou não dispositivos onboard. Nos nossos testes padronizamos o uso de 256 MB. Utilizamos nas placas testadas, processadores Celeron-600 e Pentium III-800 - típicos de um PC de baixo custo de 2000-2001.
Com a configuração inicial (Celeron/600, e tudo onboard), este computador apresenta vários problemas de lentidão. A simples reprodução de arquivos de áudio sofre várias pausas se estivermos executando outras tarefas enquanto ouvimos a música. Sob o Windows XP, usamos o Gernciador de Tarefas (basta teclar Control-Alt-Del e selecionar a guia Desempenho) para medir a taxa de utilização do processador em várias situações. Ao simplesmente movimentar uma janela a longo da tela, a taxa de utilização chega a 80%. Em um PC equipado com um Athlon/1000, esta taxa varia em torno de 20%. O mesmo Athlon/1000 tem taxa de utilização em torno de 20% ao reproduzir arquivos de áudio existentes na pasta \Windows\Media, enquanto o PC equipado com a M755 e o Celeron/600 fica de 60% a 90% ocupado apenas com esta tarefa. Por isso os sons apresentam pausas quando executamos tarefas simultâneas.
Um computador não conseguirá executar várias tarefas ao mesmo tempo quando uma única tarefa chega a ocupar tanto tempo do processador. Se um modem onboard está ocupando 25% do tempo enquanto o áudio ocupa 15% e a descompressão do áudio ocupa outros 30% do tempo, o processador ficará ao todo 70% do tempo ocupado ao reproduzir sons que estão chegando da Internet através do modem. Se alguma outra tarefa consumir os 30% restantes, o processador ficará sobrecarregado. Como resultado teremos pausas na conexão, na reprodução do som e nos demais processamentos.
Podemos notar o desempenho baixo de um computador de forma subjetiva, através do seu uso. Ao mesmo tempo podemos acompanhar a lentidão através da taxa de utilização do processador. Um processador tem uma carga de trabalho variável ao longo do tempo, de acordo com as tarefas que está executando. Quando um processador é muito rápido, fica a maior parte do tempo com pouco trabalho. Ora pode estar com seu processador 20% ocupado, ora a 40%, ora a 50 ou 60%. Quando a taxa de utilização se aproxima de 100%, é grande a chance do processador ficar saturado, sem condições de executar todas as suas tarefas em tempo real. Notaremos então uma maior demora na execução dos programas.
Utilizamos vários programas
com o computador do nosso exemplo, e sempre mantendo ativo o Gerenciador de
tarefas do Windows XP, que mede a taxa de utilização do processador (figura
5).
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Figura 5 A taxa de ocupação do processador e seu gráfico. |
Colocamos o nosso computador “onboard” para reproduzir arquivos MP3 através do Windows Media Player. As visualizações psicodélicas deste programa consomem um razoável tempo do processador. Deixando o Media Player minimizado durante a reprodução de arquivos MP3, a taxa de utilização do processador variou entre 15% e 35%, uma média de 25%. Com a janela do Media Player exibida, a utilização chegou a 70%, e operando em tela cheia, a utilização chegou a 100%. Se simplesmente deixarmos o Media Player minimizado, reproduzindo arquivos MP3, o computador já ficaria com 25% do seu desempenho comprometido. É como se o Celeron-600 se transformasse em um Celeron-466.
O modem AMR que acompanha esta placa reduz o desempenho do processador, como todos os soft modems. Quando é feita uma conexão, a taxa de utilização do processador chega a 15%. Quando começamos a usar um navegador, esta taxa varia entre 20% e 80%. Quando a taxa chegar a 100%, começarão a ocorrer pausas na conexão. Se deixamos o navegador minimizado, fazendo o download de um arquivo grande, o processador fica 30% ocupado.
O vídeo integrado no chipset SiS630 faz aceleração de vídeo por hardware, permitindo a reprodução de DVDs. Entretanto este trabalho não totalmente feito pelo vídeo. Cabe ao processador descomprimir os arquivos MPEG-2 do DVD para enviá-los à tela. Experimentamos usar o programa PowerDVD, e o resultado foi muito ruim. O processador ficou 100% ocupado, o vídeo apresentou inúmeras pausas, e até mesmo o som ficou repleto de pausas.
Usamos alguns jogos 3D produzidos nos últimos anos. O Need for Speed III (1998) funcionou, mas para que fosse “jogável” a resolução foi limitada a 640x480 com 16 bits por pixel. Também foi preciso fazer simplificações no setup do jogo. Desabilitamos os efeitos especiais (por exemplo, marcas de peneus na estrada), reduzimos a qualidade dos modelos geométricos de alta para média, eliminamos o horizonte e reduzimos ao mínimo a distância de visão. Como resultado, objetos muito distantes não são mostrados, e aparecem de repente quando o carro se aproxima deles. Com essas simplificações foi possível jogar de forma satisfatória, apesar de muito abaixo do ideal. Note que este jogo funciona bem em um Pentium MMX/200 com 32 MB de memória e uma placa 3D PCI com 4 MB. No nosso Celeron-600 com 256 MB e vídeo onboard, precisamos simplificar a imagem para que funcionasse de forma aceitável.
Figura 6 - Jogo
NFS3 com similificações visuais. Note que o horizonte foi eliminado.
Para dirigir corretamente um carro, uma nave ou qualquer veículo veloz em um jogo, é preciso se a placa de vídeo possa gerar um número razoável de telas por segundo. O mínimo aceitável neste tipo de jogo é 30 fps. Quando este frame rate é menor, fica difícil sincronizar os movimentos com o controle do jogo (mouse, teclado, joystick) com os movimentos na tela. Como a imagem faz pausas por frações de segundo, podemos continuar comandando um movimento por um tempo maior que o necessário. Quando o próximo quadro é apresentado vemos que o comando foi mais longo do que deveria ser. Isso resulta em direção instável e sinuosa. Com jogos de luta, o problema é menos crítico. É possível jogar com até 10 fps sem errar a pontaria e os golpes. Este é o caso do jogo Star Wars Episode 1 (figura 7). Com a resolução de 640x480, foi obtido com este jogo lançado em 1999, um frame rate entre 10 e 20 fps. Apesar dos movimentos serem aceitáveis, o som ficou trêmulo. Este é um jogo pouco exigente em termos de configuração de hardware. Requer no mínimo um Pentium-233 MMX com 32 MB de memória e uma placa 3D. Funcionou de forma razoável, com cerca de 15 fps na nossa placa M755 equipada com o Celeron-600 e vídeo onboard, mas nas resoluções de 800x600 e 1024x768, ficou muito lento e com movimentos cheios de pausas.
Figura 7 - Jogo Star Wars Episode 1.
Usamos ainda um jogo mais
novo, o Heavy Metal Fakk2. Infelizmente o resultado foi pior que o esperado: o
Windows XP travou, apresentando um quadro indicador de erro (figura 8).
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Figura 8 Este jogo não rodou no nosso PC equipado com a placa PC Chips M755. |
Para avaliar melhor o aumento de desempenho obtido com os upgrades que faremos neste PC com “tudo onboard”, usamos os programas Winbench 99, Audio Winbench 99 e 3D Winbench 2000. Ambos os programas podem ser obtidos em www.veritest.com.
O Winbench 99 foi usado para medir o índice de desempenho do processador e da unidade de ponto flutuante (CPUMark32 e FPUWinmark). Foi também usado para medir o desempenho gráfico (Business Graphics Winmark e High End Graphics Winmark). Esses dois índices refletem o desempenho gráfico para aplicações de escritório (Word, Excel, Powerpoint e similares) e para aplicações profissionais (programas de CAD, processamento de imagens, etc.). Padronizamos o uso dos testes com a resolução de 800x600 com 16 bits por pixel. Apenas no teste High End Graphics Winmark, foi usada a resolução de 1024x768x16. Finalmente, usamos também o Winbench 99 para medir o desempenho na exibição de arquivos de vídeo.
OBS.:
Versões mais recentes do Winbench não fazem mais os testes CPUMark32 e
FPUWinmark. Você pode entretanto usar outros programas para medir o desempenho
do processador, como por exemplo, o Norton Sysinfo, que faz parte do Norton
Utilities.
O Audio Winbench é um programa que mede a taxa de utilização do processador durante a reprodução de arquivos de áudio com vários formatos (mono e estéreo, 8 e 16 bits, e várias taxas de amostragem).
O 3D Winbench 2000 é um
programa que mede a qualidade e o desempenho gráfico na geração de imagens
tridimensionais. Padronizamos esses testes com a resolução de 800x600, com 16
bits por pixel. Este programa apresenta inúmeras cenas tridimensionais em rápidos
movimentos, e usando todos os recursos 3D disponíveis na placa.
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Figura 9 Um dos testes do 3D Winbench 2000. |
Nem todas as placas de CPU com dispositivos onboard são de baixa qualidade. Normalmente a baixa qualidade está ligada ao baixo preço, e não ao fato de existirem dispositivos onboard. A placa Intel D815EEAAL é um exemplo típico. Possui som, vídeo e rede onboard, mas seu desempenho é bastante satisfatório. Além disso esta placa possui um slot AGP e 5 slots PCI, possibilitando futuras expansões. Utilizamos esta placa nos nossos testes comparativos.
OBS: Hoje (abr/2004) existem muitas placas de CPU com som, vídeo e rede onboard, com boa qualidade e baixo custo (não tão baixo quanto o da PC Chips), produzidas pelos fabricantes de melhor reputação.
Nosso objetivo é aumentar o desempenho desta placa de CPU com “tudo onboard” usada como exemplo. Fizemos inicialmente upgrades de processador, e depois instalamos uma placa de vídeo.
Comecemos mostrando os efeitos da troca do processador. Observe na tabela que se segue, alguns índices de desempenho obtidos em três situações:
1) Placa M755 com processador
Celeron-600 e vídeo onboard
2) Placa D815 com processador Celeron-600 e vídeo onboard
3) Placa M755 com processador Pentium III-800 e vídeo onboard
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M755,
Celeron-600 |
D815,
Celeron-600 |
M755,
P3-800 |
|
CPUMark32 |
444 |
916 |
2010 |
|
FPUWinmark |
3170 |
3160 |
4250 |
|
Business
Graphics |
73 |
122 |
195 |
|
High
End Graphics |
180 |
337 |
509 |
|
3D
Winmark |
10,8
fps |
17,6
fps |
21,4
fps |
Podemos notar que o
processador Celeron ficou cerca de duas vezes mais lento na placa M755, em
comparação com a D815. Mesmo utilizando um processador igual, todos os índices
obtidos na placa Intel D815 foram cerca de duas vezes maiores que os mesmos índices
na placa M755. Portanto ao comprar uma placa de baixo custo, estamos correndo o
risco de comprometer não apenas a qualidade, mas também o desempenho. Apenas
com a instalação de um Pentium III-800 (que é cerca de duas vezes mais veloz
que o Celeron-600), a placa M755 apresentou resultados melhores. Note entretanto
que o desempenho gráfico da placa não acompanhou o aumento do desempenho do
processador. O desempenho em gráficos 2D foi entre 50% e 60% maior, enquanto o
desempenho em gráficos 3D ficou apenas 20% maior com a instalação do novo
processador. Este aumento pode ser suficiente para tornar várias aplicações
viáveis. A tabela que se segue mostra como se portaram algumas das aplicações
já testadas:
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M755,
Celeron-600 |
D815,
Celeron-600 |
M755,
P3-800 |
|
Video
(Winbench) |
Lento
em 640x480 |
Acima
de 60 fps na maioria das resoluções. |
Acima
de 30 fps na maioria dos modos, alguns na faixa de 20 fps |
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Download |
30% |
25%
(HSP Micromodem) |
10% |
|
MP3 |
25% |
10% |
10% |
|
DVD |
100%;
pausas no som e no vídeo |
60% som
e imagem perfeitos |
80%
a 95% som
e vídeo perfeitos |
A exibição de vídeos (filmes), que era muito lenta e com pausas na resolução de 640x480 com o Celeron-600/M755, foi bem mais rápida, na maior parte dos casos, acima de 60 quadros por segundo, usando a placa D815 com o processador Celeron-600. Este resultado foi melhor que o do Pentium-800 na placa M755, que oferecia frame rates menores.
Como a placa Intel D815 não tem modem onboard, usamos um modem PCTel (HSP56 Micromodem), conhecido como um dos mais lentos do mercado. Os resultados foram praticamente os mesmos obtidos com o uso do Celeron-600 na M755. Apenas o Pentium III-800 resultou na taxa de ocupação do processador de 30% para 10%. Daí podemos confirmar como o soft modem depende do trabalho do processador.
A reprodução de arquivos MP3, que no Celeron-600/M755 ocupava 25% do tempo do processador, ocupou apenas 10% do tempo nos demais casos. Note que o mesmo processador, usado em uma placa de melhor desempenho, oferece resultados similares ao de um processador mais rápido instalado em uma placa ruim.
O Celeron-600 na D815
apresentou melhor desempenho que o Pentium III-800 na M755, ao reproduzir filmes
em DVDs. Utilizou apenas 60% do tempo do processador, contra mais de 80% no
Pentium III/M755. Em ambos os casos, não ocorreram pausas no som nem na imagem.
Apenas o Celeron-600 na M755 não foi capaz de reproduzir DVDs de forma satisfatória.
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M755,
Celeron-600 |
D815,
Celeron-600 |
M755,
P3-800 |
|
Need
for Speed 3 |
Jogável
com simplificações |
Excelente
em 640x480 e 800x600, com todos os recursos 3D. |
Excelente
a 640x480, com todos os recursos |
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Star
Wars Episode 1 |
Jogável
com simplificações, 15 fps a 640x480 |
29,9
FPS a 640x480 |
Quase
30 fps com 640x480 e 800x600. Cerca de 15 fps em 1024x768. |
|
Heavy
Metal |
Travou |
Funciona
com 640x480x16 mas com muitas pausas. |
Funcionou
bem em 640x480x16 |
Nos três jogos testados, a
combinação M755/Celeron-600 foi a que apresentou os piores resultados. A
combinação M755/P3-800 apresentou resultados sensivelmente melhores que os
obtidos com D815/Celeron-600. Apesar da diferença entre os desempenhos dos vídeos
onboard das duas placas ser pequenas, o maior poder de processamento do Pentium
III-800 em comparação com o Celeron-600 foi decisivo.
A placa de CPU pode ter um
papel decisivo no desempenho do processador, do desempenho gráfico 2D e do
desempenho gráfico 3D. O próprio processador também é importante, e também
muito importante é a placa de vídeo. Para ilustrar a contribuição de cada
componente, fizemos várias medias de desempenho em diversas configurações. Em
todos os casos foram usados 256 MB de memória. Os processadores foram o Pentium
III/800 e o Celeron-600. As placas de vídeo usadas foram “onboard”, Nvidia
TNT2 AGP, Nvidia TNT2 PCI e Nvidia GeForce2 MX-400. A seguir estão os
resultados que serão discutidos mais adiante.
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CPU |
FPU |
Business |
High
End |
3D
(fps) |
|
M755,
Cel-600, onboard |
444 |
3170 |
73 |
180 |
10,8 |
|
D815,
Cel-600, onboard |
916 |
3160 |
122 |
337 |
17,6 |
|
M755,
PIII-800, onboard |
2010 |
4250 |
195 |
509 |
21,4 |
|
D815,
PIII-800, onboard |
2170 |
4220 |
178 |
507 |
19,1 |
|
M755,
Cel-600, TNT2 PCI |
473 |
3170 |
78,4 |
245 |
25,2 |
|
D815,
Cel-600, TNT2 PCI |
998 |
3150 |
123 |
370 |
39,0 |
|
D815,
Cel-600, TNT2 AGP |
946 |
3160 |
118 |
350 |
35,8 |
|
D815,
Cel-600, GeForce2 MX-400 |
947 |
3150 |
195 |
423 |
94,2 |
|
M755,
PIII-800, TNT2 PCI |
2010 |
4240 |
168 |
468 |
39,4 |
|
D815,
PIII-800, TNT2 PCI |
2280 |
4210 |
183 |
548 |
42,8 |
|
D815,
PIII-800, TNT2 AGP |
2190 |
4210 |
184 |
546 |
36,1 |
|
D815,
PIII-800, GeForce2 MX-400 |
2190 |
4220 |
318 |
645 |
118,3 |
|
SY-K7VTA,
Athlon-1000, TNT2 AGP |
2750 |
5460 |
419 |
909 |
38,9 |
Note que o índice de desempenho da CPU (CPUMark32) varia um pouco de uma placa de CPU para outra, e também fica um pouco menor quando é usado o vídeo onboard. A tabela abaixo foi obtida dos dados da tabela principal, e mostra o desempenho do processador (CPUMark32) de acordo com a placa de CPU e a placa de vídeo usada.
CPUMark32
|
|
Onboard |
TNT2
PCI |
TNT2
AGP |
GeForce2 |
|
M755,
Cel-600 |
444 |
473 |
- |
- |
|
D815,
Cel-600 |
916 |
998 |
946 |
947 |
|
M755,
PIII-800 |
2010 |
2010 |
- |
- |
|
D815,
PIII-800 |
2170 |
2280 |
2190 |
2190 |
Vemos claramente que o Celeron-600 teve um desempenho melhor na placa Intel D815 que na PCChips M755. Em três dos casos acima, o vídeo onboard reduziu o desempenho do processador. Na M755, o Celeron ficou 6% mais rápido com a instalação da placa TNT2 PCI. Esta não é a maior vantagem da substituição do vídeo onboard por uma placa de vídeo. A grande vantagem é o melhoramento do desempenho em 3D.
Na placa Intel D815, o Celeron-600 ficou 9% mais veloz com a instalação de uma placa PCI e 3,2 % mais veloz com a instalação de uma placa de vídeo AGP. Os resultados aqui podem variar muito de uma placa para outra.
O Pentium III/800 não ficou mais veloz na placa M755 depois da instalação da placa de vídeo TNT2 PCI. Mesmo não sofrendo variação, ficou em ambos os casos, 9% mais lento que na placa Intel D815, nas mesmas condições.
Na placa Intel D815, o Pentium III/800 ficou 5% mais rápido com a instalação de uma placa TNT2 PCI, em comparação com o vídeo onboard. Com a instalação de placas AGP, o desempenho do processador praticamente não variou.
Normalmente a instalação de uma placa de vídeo resulta em aumento do desempenho do processador, em relação ao uso do vídeo onboard, pelo fato do processador passar a ter a memória disponível para si na maior parte do tempo. Na prática entretanto os resultados podem variar batante. Em certas placas o desempenho pode continuar reduzido pelo fato dos circuitos de vídeo onboard continuarem funcionando como um display secundário, tomando parte do tempo que o processador teria para acessar a memória.
Observe ainda que o desempenho da unidade de ponto flutuante independe da placa de vídeo, e varia muito pouco de uma placa de CPU para outra.
FPUWinmark
|
|
Onboard |
TNT2
PCI |
TNT2
AGP |
GeForce2 |
|
M755,
Cel-600 |
3170 |
3160 |
- |
- |
|
D815,
Cel-600 |
3160 |
3170 |
3160 |
3150 |
|
M755,
PIII-800 |
4220 |
4240 |
- |
- |
|
D815,
PIII-800 |
4250 |
4210 |
4210 |
4220 |
Pelo exposto até aqui, concluímos que, como era de se esperar, a instalação de um processador mais veloz resulta em aumento do desempenho do processador, tanto para operações normais (CPUMark32) como para processamento numérico (FPUWinmark). Portanto o upgrade de CPU é sempre um item importante, seja nos PCs com “tudo onboard”, seja nos PCs com placas independentes.
Para algumas aplicações, um PC pode ser lento. Não ficará comprometido o funcionamento de programas como editores de texto, editores gráficos, planilhas e acesso à Internet se usarmos um processador lento. O usuário terá apenas que esperar um pouco mais pela finalização das tarefas, mas isto não causará problemas adicionais. Computadores lentos executando as tarefas citadas podem operar com quase 100% da taxa de utilização do processador.
Existem entretanto tarefas que devem vinculadas ao tempo. São as aplicações de tempo real. Por exemplo, ouvir uma música em MP3, ou um filme de um DVD, ou utilizar um jogo 3D. Se o processador não conseguir realizar o trabalho com a velocidade requerida, ocorrerão pausas que comprometerão o funcionamento dos programas. São exemplos de aplicações em “tempo real”. Para este tipo de aplicação, o processador deve operar com bastante folga, para que tenha “fôlego” para aumentar repentinamente a carga de trabalho sem comprometer os resultados ao longo do tempo. Por exemplo, comprimir uma música em MP3 pode ser um trabalho feito em um processador lento, sem comprometer o arquivo final, porém na reprodução é preciso que o processador seja rápido o bastante para que não ocorram pausas.
Nossas medidas mostram ainda como o desempenho em 3D é mais dependente da placa que do processador. Observe que o Athlon-1000 adicionado nos testes tem um poder de processamento muito maior que o do Celeron-600, porém o desempenho do Celeron-600 com uma placa GeForce2 MX-400 chegou a 94,2, enquanto o Athlon-1000 com uma TNT2 AGP ficou em 38,9.
É preciso tomar alguns cuidados ao trocar o vídeo onboard por uma placa de vídeo. Na M755, é preciso usar antes no CMOS Setup os seguintes comandos:
PCI/PnP
Setup: Primary Graphics Adapter = PCI
Advanced CMOS Setup: Share Memory Size = 2 MB
O ideal é quando o vídeo onboard pode ser totalmente desabilitado, através de jumpers. Muitas placas de CPU entretanto não permitem que o vídeo onboard seja desabilitado. A maioria delas permite entretanto escolher entre os dois vídeos, qual é o primário e qual é o secundário (onboard e off-board). A placa M755 não possui slot AGP. Seu vídeo onboard é ligado internamente ao barramento AGP, portanto no caso desta placa, AGP é sinônimo de onboard. Antes de instalarmos uma placa de vídeo, que só poderá ser PCI, temos que programar o CMOS Setup para que esta placa seja o vídeo primário. O vídeo onboard continuará operando, porém o deixaremos sem uso. Devemos ainda reduzir o espaço usado como memória de vídeo, já que a memória compartilhada continuará sendo usada pelo vídeo onboard. Outra providência importante é, antes de instalar a placa de vídeo, programar o vídeo onboard no Windows para que opere em modo VGA (640x480 com 16 cores) e com a menor taxa de atualização possível (por exemplo, 60 Hz, ao invés dos tradicionais 75 Hz). Isto fará com que o vídeo onboard solicite poucos acessos à memória, reduzindo a queda de desempenho do processador.
No caso da placa Intel D815,
a instalação de uma placa de vídeo AGP automaticamente desativa o vídeo
onboard. Para instalar uma placa de vídeo PCI é preciso programar o CMOS Setup
para que o vídeo primário seja o PCI e o secundário seja o AGP onboard. Ao
iniciarmos o computador, o vídeo PCI estará ativo, mas assim que o Windows é
carregado, a imagem da tela desaparece. Isto ocorre porque o Windows continua
usando o vídeo onboard como primário, apesar da configuração indicada no
CMOS Setup. Para resolver o problema temos que conectar um monitor no vídeo
onboard e alterar as configurações de vídeo.
|
|
Figura 10 Colocando a placa de vídeo como primária e o vídeo onboard como secundário. |
Quando um PC tem duas placas de vídeo (no nosso caso, o onboard e o da placa instalada), o quadro de configurações de vídeo no Windows tem o aspecto mostrado na figura 10. Devemos selecionar o vídeo recém instaldo e marcar as opções “Estender a área de trabalho do Windows para este monitor” e “Usar este dispositivo como monitor principal”. Selecionamos o vídeo onboard e desmarcamos ambas as opções. O ideal é fazer isso com dois monitores, já que não é bom conectar e desconectar um monitor de um computador ligado. Se isso for estritamente necessário, saiba que há um pequeno risco de queima do monitor e/ou da placa de vídeo, existem casos relatados. Para reduzir o risco, mantenha a tomada de força do monitor ligada na parte traseira do computador, ou então na mesma extensão, e desligue o monitor antes de conectar e desconectar.
A partir da tabela principal
de resultados de medidas de desempenho, fizemos quatro tabelas menores para
mostrar os índices de desempenho em 2D e 3D nas quatro combinações de
processador e placa de CPU usadas nos testes.
|
|
Business |
High
End |
3D
(fps) |
|
M755,
Cel-600, onboard |
73 |
180 |
10,8 |
|
M755,
Cel-600, TNT2 PCI |
78,4 |
245 |
25,2 |
Vemos na tabela acima que o desempenho para aplicações similes em 2D (Business Graphics Winmark) aumentou muito pouco com a instalação de uma placa TNT2 PCI no PC equipado com Celeron-600 e M755. Este índice é medido com a exibição de gráficos dos programas do Microsoft Office e de pacotes semelhantes da Lotus e Corel. Já o índice para gráficos profissionais (High End Graphics Winmark) teve um aumento considerável, acima de 30%.
O maior benefício foi obtido
nos gráficos tridimensionais. O índice aumentou de 10,8 fps para 25,2 fps.
Este índice é uma média dos frame rates obtidos nos vários testes realizados
pelo Winbench 2000. O índice de 10,8 fps é muito baixo. É inaceitável para
jogos de corrida, e muito ruim para jogos de luta. O ideal é no mínimo 20 fps
para jogos de luta e 30 fps para jogos de corrida. A placa TNT2 PCI apresentou
um índice aceitável, apesar de ser usada com um Celeron-600. Isto não garante
que todos os programas 3D terão um frame rate aceitável. A geração de
imagens 3D depende não apenas da placa de vídeo, mas também do processador. Não
adianta a placa de vídeo ser capaz de texturizar polígonos em uma velocidade
aceitável se o processador demorar muito para gerar esses polígonos. No caso
de jogos, por exemplo, é preciso respeitar os requisitos mínimos de hardware
em termos de processador, indicados na sua caixa.
|
|
Business |
High
End |
3D
(fps) |
|
D815,
Cel-600, onboard |
122 |
337 |
17,6 |
|
D815,
Cel-600, TNT2
PCI |
123 |
370 |
39,0 |
|
D815,
Cel-600, TNT2 AGP |
118 |
350 |
35,8 |
|
D815,
Cel-600, GeForce2 MX-400 |
195 |
423 |
94,2 |
A tabela acima mostra os efeitos da instalação de uma placa de vídeo em um PC equipado com o Celeron-600 e a placa Intel D815. Note que o desempenho em 2D não sofreu aumentos significativos, exceto quando usamos uma placa GeForce2 MX-400. Vemos então que para gráficos em 2D, o vídeo onboard da D815 equipara-se ao das placas que usam o chip Nvidia TNT2.
Já a questão do desempenho em 3D é bem diferente. As placas TNT2 tiveram desempenho em 3D duas vezes superior ao do vídeo onboard da D815, chegando a 35,8 fps e 39 fps. Isso torna viável a utilização de jogos de corrida, desde que aceitem o Celeron-600 dentro dos seus requisitos mínimos. Já o desempenho da placa equipada com o chip GeForce2 MX-400 chegou a 94 fps. Na prática não usamos um frame rate tão elevado. Significa que a placa de vídeo está operando com muita folga, e que é capaz de gerar os gráficos dos jogos mais sofisticados. Entretanto de nada adianta isso se o processador não for veloz. A lentidão do Celeron-600 colocará tudo a perder, portanto não é vantagem usar placas de vídeo com altíssimo desempenho em PCs com processadores lentos. Tecnicamente é melhor usá-a que optar pela TNT2, mas economicamente é o mesmo que jogar dinheiro fora.
Quando o processador é
suficientemente veloz e a placa de vídeo chega a frame rates elevadíssimos,
podemos aumentar a resolução (desde que o monitor suporte) e o número de
cores (usar 32 bits, ao invés de 16 bits). Não use jogos 3D com resoluções
acima de 800x600 e 32 bits se o processador e a placa de vídeo não forem bem
velozes, caso contrário o frame rate será reduzido.
|
|
Business |
High
End |
3D
(fps) |
|
M755,
PIII-800, onboard |
195 |
509 |
21,4 |
|
M755,
PIII-800, TNT2 PCI |
168 |
468 |
39,4 |
A tabela acima mostra os
efeitos da TNT2 PCI sobre o desempenho gráfico do computador equipado com
Pentium III/800 e placa M755. Como esta placa de CPU não tem slot AGP, foi
necessário usar uma TNT2 PCI. Note que o desempenho em 2D diminuiu, pelo fato
do vídeo onboard AGP apresentar normalmente melhor desempenho em 2D que as
placas de vídeo PCI. Entretanto o desempenho para gráficos 3D ficou duas vezes
maior, chegando a quase 40 fps. Levando em conta que o Pentium III/800 é
razoavelmente rápido, a placa TNT2 PCI oferecerá um excelente desempenho em
3D, possibilitando o uso de jogos que antes apresentavam restrições quanto à
resolução e ao frame rate. Portanto vale a pena instalar uma placa PCI neste
computador, desde que seja de bom desempenho.
|
|
Business |
High
End |
3D
(fps) |
|
D815,
PIII-800, onboard |
178 |
507 |
19,1 |
|
D815,
PIII-800, TNT2 PCI |
183 |
548 |
42,8 |
|
D815,
PIII-800, TNT2 AGP |
184 |
546 |
36,1 |
|
D815,
PIII-800, GeForce2 MX-400 |
318 |
645 |
118,3 |
|
D815,
PIII-800, SiS 6326 AGP |
47 |
313 |
3,59
|
|
SY-K7VTA,
Athlon-1000, TNT2 AGP |
419 |
909 |
38,9 |
No caso do Pentium III/800 na placa D815, a instalação de placas de vídeo foi muito vantajosa. Adicionamos mais uma placa nos testes, a SiS 6326 AGP com 8 MB. A TNT2 nas versões PCI e AGP foi sensivelmente mais rápido que o vídeo onboard da Intel para gráficos em 2D. A GeForce2 MX-400 apresentou um ganho ainda maior para este tipo de gráfico. As placas TNT2 ofereceram um desempenho em 3D duas vezes maior que o do vídeo Intel onboard, chegando à faixa de 40 fps, e a placa GeForce2 MX-400 chegou a quase 120 FPS. Seria indicado nesse caso aproveitar o alto desempenho desta placa para aumentar a resolução e o número de cores.
Podemos então passar ao leitor, a seguinte conclusão:
O melhor upgrade que pode ser feito em um
PC com “tudo onboard” é a instalação de uma boa placa de vídeo 3D.
Observe na tabela os índices obtidos pela placa SiS 6326 AGP. Todos os índices obtidos foram muito piores que os do vídeo onboard. Têm um desempenho 3D cerca de três vezes menor que ao do vídeo onboard da M755 equipada com o Celeron-600! Esta placa é barata, e destina-se ao uso em PCs que não precisam de bom desempenho gráfico. É aceitável para gráficos em 2D, e inaceitável para gráficos em 3D. Infelizmente muitos usuários compram esta placa pensando que vão resolver os problemas de lentidão do seu vídeo onboard, e acabam descobrindo que são ainda mais lentas.
Acrescentamos na tabela o Athlon-1000, operando com uma placa TNT2 AGP. Notamos que o desempenho em 3D, que nos testes depende mais da placa que do processador, ficou bem próximo do obtido nas demais configurações com a TNT2. Entretanto o desempenho em 2D tornou-se bem maior. A mesma TNT2 AGP ao opear com o Athlon-1000 foi duas vezes mais rápida que ao operar com o Pentium III/800, e de três a quatro vezes mais rápida que ao operar com o Celeron-600. Notamos portanto que o desempenho em 2D depende mais do processador que da placa de vídeo.
Fizemos
medidas de desempenho sob o Windows XP, utilizando três modelos de modems,
comuns no mercado. Assim você terá uma idéia do que irá melhorar no PC
quando um desses modems for instalado no lugar do seu modem onboard. Foram os
seguintes os modems testados:
Os
dois primeiros são soft modems, e a penas o modelo da US Robotics tem DSP.
Fizemos as medidas sob o Windows XP em três computadores, equipados com os
processadores Celeron-600, Pentium III/800 e Athlon XP 1900+. Usamos em todos os
casos o Gerenciador de tarefas do Windows XP (figura 11) para verificar a taxa
de ocupação do processador em cada caso. Para cada modem e cada processador,
medimos a taxa de ocupação sem atividade (desconectado), com conexão inativa
(conectado porém sem receber ou transmitir dados) e durante um download.
|
|
Figura 11 Usando o Gerenciador de tarefas do Windows XP para medir a taxa de utilização do processador durante conexões pelo modem. |
Os
resultados obtidos no Celeron-600 estão na tabela abaixo.
|
Celeron-600 |
Desconectado |
Conexão
inativa |
Download |
|
Modem
PCTel |
1% |
10%
- 11% |
23%
- 27% |
|
Modem
Lucent |
1% |
1%
- 5% |
15%
- 17% |
|
Modem
US Robotics 5610A |
1% |
1% |
3%
- 5% |
Vemos
que quando o computador está sem atividade e desconectado, o uso do processador
é limitado a um mínimo de 1%, usado em atividades como monitoramento do
teclado e do mouse e outras tarefas de segundo plano que não chegam a ocupar
muito o processador. Quando é feita a conexão mas ainda não há transmissão
ou recepção de dados, o modem PCTel deixa o processador de 10% a 11% ocupado.
O modem Lucent, por ser um soft modem, ocupa até 5% do desempenho da CPU. Já o
modem com DSP do nosso exemplo não ocupa tempo algum do processador. A situação
muda bastante durante as operações de transmissão e recepção de dados. O
modem PCTel ocupa de 23% a 27% do processador, o modem Lucent ocupa entre 15% e
17%, e o modem com DSP ocupa de 3% a 5%. As medidas mostram que o modem com DSP
é melhor, e que entre os soft modems da Lucent e da PCTel, o da Lucent tem
melhor desempenho.
A
seguir temos as medidas feitas em um PC equipado com o processador Pentium
III/800.
|
Pentium
III /800 |
Desconectado |
Conexão
inativa |
Download |
|
Modem
PCTel |
0% |
7%
- 10% |
9%
- 11% |
|
Modem
Lucent |
0% |
1%
- 4% |
1%
- 5% |
|
Modem
US Robotics 5610A |
0% |
0% |
2%
- 3% |
Neste
processador mais veloz, as tarefas executadas em segundo plano em períodos de
inatividade ocupam 0% do tempo de processamento. Ao ser feita uma conexão porém
sem transmissões e recepções, o modem com DSP também não consome tempo
algum do processador. Já os soft modems deixam o processador um pouco ocupado
(1% a 4% para o modem Lucent e 7% a 10% para o modem PCTel). Durante um dowload,
o processador fica ocupado, e como em todos os casos, o modem PCTel é o que
exige mais do processador, enquanto o modem com DSP é o que exige menos.
Finalmente
temos as medidas feitas em um Atlhon XP 1900+:
|
Athlon
XP 1900+ |
Desconectado |
Conexão
inativa |
Download |
|
Modem
PCTel |
0% |
4%
a 5% |
15%
a 17% |
|
Modem
Lucent |
0% |
0%
a 5% |
13%
a 18% |
|
Modem
US Robotics 5610A |
0% |
0% |
3%
a 5% |
Os
resultados foram uma verdadeira surpresa. Quanto à comparação entre os três
modems, duas regras foram mantidas em todos os casos: o modem com DSP apresenta
desempenho melhor que os soft modems, e o modem Lucent é superior ao modem
PCTel. Notamos entretanto uma superioridade do Pentium III/800 em comparação
com o Athlon XP 1900+ no que diz respeito ao processamento de funções de
comunicação. Nos downloads realizados com os três modems, o Pentium III/800
ficou menos ocupado que o Athlon XP 1900+. Isso pode ocorrer por vários
motivos, entre os quais o uso de placas de CPU diferentes, porém temos um
palpite bem forte. Os drivers dos modems usam as instruções SSE para o Pentium
III, e não as usam no caso do Athlon XP. O Athlon original e o Athlon T-bird não
tinham instruções SSE. Apenas a partir da versão XP, o Athlon passou a contar
com essas novas instruções compatíveis com as do Pentium III, e voltadas
exatamente para processamento de sinais digitais. Apesar do Athlon XP possuir
essas instruções, os drivers usados para esses modems (lançados em meados do
ano 2001, portanto antes do Athlon XP) não utilizam as instruções SSE do
Athlon XP. É portanto recomendável buscar drivers mais novos que possam tirar
maior proveito das novas instruções do Athlon XP.
OBS.:
No que diz respeito a programas que usam gráficos tridimensionais (jogos, por
exemplo), não há necessidade de atualizações. Basta utilizar uma versão
recente do DirectX, e automaticamente as novas instruções dos processadores
recém lançados serão utilizadas pelos programas.
OBS.:
Se você precisa intalar um novo modem mas não tem slot livre, uma boa solução
(apesar de ser um pouco cara) é instalar um modem externo, ligado em uma porta
serial ou USB.
Se você não está satisfeito com a qualidade do som onboard, pode instalar uma placa de som, mas lembre-se que na maioria das placas de CPU com “tudo onboard”, o modem utiliza os circuitos de som. Você não poderá portanto desabilitar o som onboard. Poderá entretanto deixá-lo ativo e programar as propriedades de som no Painel de controle para que sejam usados os dispositivos da nova placa de som, e não do som onboard. Desta forma o modem poderá continuar funcionando normalmente.
O som onboard normalmente é satisfatório e praticamente não interfere com o desempenho do processador. É aceitável instalar uma nova placa de som se quisermos ter acesso as efeitos sonoros especiais disponíveis nas placas de som modernas.
Se o funcionamento do seu computador em rede é vital e se existem problemas de mau funcionamento, instale uma placa de rede avulsa, caso exista um slot PCI livre. Note que muitas empresas, ao comprarem PCs com “tudo onboard”, pedem que a interface de rede onboard seja desativada e que seja feita a instalação de uma placa de rede de boa qualidade, como Intel ou 3COM.
Expandir ou comprar um novo?
Vale a pena aumentar a memória de um PC 486? Hoje certamente não vale, assim como não valia em 1999, mas em 1997 era uma operação aceitável, e em 1995 era uma operação comum e compensadora. Fazer ou não fazer um upgrade depende de uma comparação com os modelos novos existentes no mercado. Podemos dividir os upgrades em duas categorias:
a) Primários: São aqueles upgrades necessários para que o computador seja veloz. São eles:
processador
memória
disco rígido
placa de vídeo
b) Secundários: São aqueles que em geral não melhoram o desempenho, mas oferecem maior funcionalidade ao PC:
placa de som
placa de rede
modem
gravador de CDs
drive de DVD
impressoras
discos removíveis
teclado, mouse, joystick e similares
digitalizadora de vídeo
sintonizadora de TV e FM
monitor
scanner
câmera digital
De um modo geral, não vale a pena fazer um upgrade secundário quando o PC tem deficiências que exijam um upgrade primário. Por exemplo, se instalarmos um scanner em um PC com pouca memória, teremos limitações sérias na resolução máxima que poderá ser usada. Não devemos instalar um gravador de CDs em um PC com disco rígido de capacidade baixa. Não devemos fazer digitalizações de vídeo em PCs com processadores lentos. Por outro lado, um monitor funciona bem em qualquer computador moderno, mesmo que com a configuração defasada. Infelizmente não é possível apresentar regras tão simples, pois tudo depende também dos programas que o computador irá utilizar. A mesma placa de vídeo 3D que é instalada em um PC com 256 MB de memória funcionará bem em um PC com 32 MB de memória, desde que sejam usados programas que exijam apenas 32 MB.
O upgrade feito sem critério pode resultar em dinheiro jogado fora. Normalmente este tipo de configuração resulta do fato do usuário não saber avaliar cada componente do computador. Veja alguns exemplos:
Processador Celeron-600, 384 MB de RAM
Processador Pentium-4 de 2 GHz, placa de vídeo SiS6326
Processador Athlon XP 1900+, disco rígido de 15 GB
Processador Pentium III/1 GHz, 64 MB de RAM
O processador deve ter um desempenho adequado ao tipo de programas que irá executar, deixando ainda alguma folga para pelo menos 2 anos, ou seja, com velocidade de sobra para executar os softwares atuais e ainda veloz para executar softwares novos, que exigirão processadores mais rápidos. Quem compra um Pentium III/550 baratinho, na época em que o Pentium 4 já ultrapassa os 2 GHz (início de 2002), certamente logo terá problemas de baixo desempenho do seu processador.
A memória deve ter tamanho suficiente para executar os programas e sistemas operacionais modernos. No início de 2000, a maioria dos PCs eram vendidos com 32 MB ou 64 MB de memória. Já no início de 2002, usar 128 MB de memória em um PC novo é considerado um absurdo de tão pouca que é esta capacidade. Os módulos de 256 MB são tão baratos que instalar apenas 128 MB em um PC novo é uma economia que não vale a pena, ainda mais se o PC for equipado com o Windows XP, que roda bem com 256 MB e apenas satisfatoriamente com 128 MB. Portanto mesmo se o PC irá executar aplicações de escritório, comprá-lo com 256 MB é o mais indicado. Não significa que os PC que já estão em funcionamento devem sofrer upgrades para 256 MB, pois tudo depende também dos softwares que estão utilizando. Um PC com Windows 98 e Office 97 funciona de forma satisfatória com 32 MB, e funciona muito bem com 64 MB, não sendo necessário fazer expansões de memória. Os softwares novos é que são mais exigentes, e além de necessitarem de processadores mais rápidos, precisam também de altíssimas quantidades de memória. Felizmente as memórias são cada vez mais baratas. Com o mesmo dinheiro que pagava 64 MB de RAM no início de 2000, é possível comprar 256 MB de RAM, no início de 2002.
A necessidade de discos rígidos de alta capacidade também está relacionada aos softwares que são utilizados. Em um disco rígido de 340 MB era possível instalar o Windows 95 e vários aplicativos. Se neste disco for instalado o Windows 98, não sobrará espaço para praticamente mais nada. As atuais versões do pacote Microsoft Office ocupam mais de 1 GB. Os discos rígidos tendem a ficar cada vez mais cheios devido ao elevado número de arquivos de som, gráficos e vídeo. Informações que antes eram encontradas em manuais, hoje ficam armazenadas no disco rígido. Por um lado isso é bom, pois facilita a consulta. A desvantagem é que um disco rígido antigo logo se tornará defasado quando instalamos softwares novos. Os jogos em CD-ROM são um exemplo típico. Há anos atrás, apenas os programas executáveis dos jogos e os “savegames” ficavam no disco rígido, e todo o restante ficava no CD-ROM. Hoje a maioria dos jogos modernos são inteiramente ou parcialmente copiados para o disco rígido durante a sua instalação, e o CD é usado apenas para a checagem de cópias ilegais. Sendo assim cada jogo acaba ocupando até 650 MB no disco rígido. Quem quer instalar vários jogos modernos e não ter problemas de espaço precisa ter um disco rígido de grande capacidade.
Também não podemos descuidar da placa de vídeo. A regra geral é a seguinte: quanto mais barata é a placa de vídeo, pior é o desempenho. O vídeo onboard sempre perde em desempenho para as boas placas de vídeo. Existem entretanto placas de CPU com vídeo onboard custando pouco mais de 200 reais, e outras custando mais de 500. As placas de CPU com vídeo onboard de desempenho aceitável são as mais caras. Já as que custam na faixa de 200 a 300 reais têm vídeo onboard extremanete lento para aplicações 3D, e bem inferiores nas aplicações em 2D.
Engana-se quem pensa que
basta comprar uma placa de vídeo avulsa e terá um bom desempenho de vídeo.
Existem modelos baratos da Trident, SiS e S3, que mesmo sendo AGP, são
extremamente lentas. A tabela abaixo mostra o desempenho em 2D (Business
Graphics Winmark e High-End Graphics Winmark) e em 3D (3D Winmark 2000), medidas
com o programa Winbench. Fizemos as medidas com 5 placas de vídeo populares.
|
|
TNT2
M64 |
Voodoo
3 |
S3
Trio 3D |
Trident
975 |
SiS
6326 |
|
|
Business Graphics |
140 |
210 |
55 |
103 |
33,9 |
|
|
High-End Graphics |
546 |
493 |
302 |
365 |
277 |
|
|
3D Graphics Winmark |
29,5 |
28,0 |
2,5 |
1,5 |
5,4 |
|
O teste Business Graphics
Winmark foi executado na resolução de 800x600x32 bits, o teste High-End
Graphics Winmark foi feito com 1024x768x32 bits, e o teste 3D Graphics Winmark
foi feito com 640x480x16 bits. Note que as placas de segunda linha apresentaram
desempenhos muito baixos em modos 3D, porém aceitáveis nos modos 2D, apesar de
bem inferiores aos das placas melhores. Aliás, as duas primeiras placas (TNT2
M64 e Voodoo 3 3000) não são consideradas de alto desempenho para os padrões
do início do ano 2002, são de desempenho médio, mas seu custo é acessível.
As placas Voodoo saíram de linha, mas é possível encontrar com facilidade
placas com o chip TNT2 M64, com custo entre 100 e 200 reais. A SiS6326 custa a
metade disso mas seu desempenho é muito inferior.
|
|
Figura 12 Placa SiS6326,
quase tão ruim quanto o vídeo onboard. |
As pessoas tendem a pensar que esta placa é modesta apenas pelo fato de ser vendida com 8 MB de memória de vídeo. Isso não é verdade. O chip TNT2 Vanta LT opera também com 8 MB e tem desempenho muito melhor. Até mesmo chips gráficos de 1998, como o Nvidia Riva 128 são melhores que o SiS6326. Certamente o fato de ter apenas 8 MB permite uma redução de preços. Se tivesse 32 MB esta placa provavelmente custaria o mesmo que uma com o chip TNT2 M64 e 32 MB de RAM. Por tudo isso, esta é considerada uma placa extremamente cara se levarmos em conta o seu baixo desempenho. Mesmo quando a intenção é operar apenas em modos 2D (para aqueles usuários que dizem: “não estou interessado em jogos”), o desempenho obtido é sofrível em operações básicas como rolar o texto no Word. Nem mesmo usar um processador veloz alivia este problema.
É aceitável usar placas de vídeo lentas para aplicações que não exigem desempenho gráfico. Muitos servidores, por exemplo, ficam a maior parte do tempo sem receber comandos pelo teclado e mouse, e sem apresentar resultados no vídeo. Suas operações são concentradas na rede e nos discos rígidos. Portanto seria aceitável usar uma placa de vídeo de baixo desempenho. O problema é que o usuário mal informado acaba comprando essas placas para “melhorar o desempenho gráfico em 3D”. Vendedores inescrupusos sabem que essas placas não atendem às aplicações gráficas avançadas, mas as vendem como se fossem uma maravilha.
Um especialista em hardware sempre terá facilidade de dizer quais upgrades são recomendados, a partir da configuração básica de um PC. Por exemplo, qualquer computador no início de 2002, destinado ao uso do Windows XP, mas que tenha 128 MB de memória, tem como prioritária a expansão de memória para 256 MB. Se alguém usa um K6-2/550 e precisa de um processador mais veloz, será preciso também instalar uma nova placa de CPU. Para decidir sobre um upgrade de disco rígido, não é preciso ser especialista. Qualquer usuário pode constatar que um disco rígido está cheio. Qualquer usuário também pode constatar lentidão no vídeo, mas a escolha de uma boa placa requer conhecimentos sobre os modelos do mercado.
Não é viável explicar em um livro, qual é a melhor quantidade de memória, o melhor processador, a melhor capacidade de disco e a melhor placa de vídeo. Esses dispositivos estão em constante evolução, portanto podem ser melhor acompanhados por publicações mensais ou semanais. Além disso quem só quer saber essas informações não vai comprar um livro para isso. É mais fácil fazer consultas pela Internet. O que se espera de um livro é outro tipo de informação: como fazer os upgrades.
Ainda assim existem princípios gerais que nos levam a determinar facilmente qual seria uma configuração atualizada para um PC. Comparando esta configuração atualizada com a configuração do seu próprio PC, o usuário poderá determinar os pontos fracos e decidir sobre os upgrades primários mais urgentes. Empiricamente é possível determinar se um PC tem pontos fracos ou não, comprando a sua configuração com os PCs que estão anunciados. Vamos entretanto fazer isso de forma mais organizada:
1) Pegue um jornal com vários anúncios de PCs, de preferência os “classificados”. Veja os preços dos diversos PCs vendidos e divida-os em 3 categorias: Entry level (baratos), Mainstream (médios) e High-End (caros). Por exemplo, baratos até 2000 reais, médios entre 2000 e 3500, e caros acima de 3500.
2) Anote em listas separadas, as configurações de PCs de cada uma dessas categorias. Anote os processadores, a quantidade de memória, a capacidade do disco rígido e a placa de vídeo.
3) Estabeleça médias para
cada uma dessas categorias. Digamos que você tenha concluído que os PCs à
venda tenham as seguintes caracterísiticas:
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Entry
Level |
Mainstream |
High-End |
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Processador |
500 MHz – 1 GHz |
800 MHz – 2 GHz |
1,5 GHz – 2,5 GHz |
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Memória |
64 MB, 128 MB |
128 MB, 256 MB |
256 MB, 512 MB |
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Disco rígido |
10 GB – 20 GB |
20 GB – 80 GB |
80 GB – 240 GB |
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Placa de vídeo |
Onboard, SiS |
TNT2, GeForce2 |
GeForce2, GeForce3,
GeForce4, ATI Radeon, |
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4) Compare agora o seu
computador com os modelos típicos indicados na tabela. Digamos que seja por
exemplo um Athlon de 1 GHz com placa de vídeo GeForce2 MX200, dois discos de 30
GB e 128 MB de memória. Poderíamos então classificá-lo, em comparação com
os PCs novos:
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Classificação |
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Processador |
Entry level –
Mainstream |
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Memória |
Entry level –
Mainstream |
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Disco rígido |
High-End |
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Placa de vídeo |
Mainstream – High-End |
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Neste exemplo, o processador
e a memória são considerados de fracos para médios. O disco rígido está ótimo,
não será preciso fazer upgrades, e a placa de vídeo está muito boa, de média
para avançada, não sendo portanto necessário fazer upgrades. Para melhorar
este PC, o ideal é instalar mais memória e um novo processador. Adicionar 128
MB vai custar menos de 100 reais e levará o computador à categoria de
Mainstream em termos de memória. Adicionar 256 MB o deixará com 384 MB e
custará menos de 200 reais, levando à categoria High-End em termos de memória.
O upgrade do processador será mais caro, e nem sempre será possível instalar
os modelos mais modernos mantendo a mesma placa de CPU. Expandir a memória é
sempre mais fácil que expandir o processador.
Note que esta classificação
é totalmente subjetiva. Um computador pode ser totalmente Entry-level, mas ser
usado apenas para digitação de textos. Esta é portanto uma aplicação típica
de PCs simples (Entry level significa “nível de entrada”, ou seja, um PC
que é usado somente para entrada de dados). Portanto este PC poderia ser todo
Entry level, dispensando qualquer upgrade. Poderíamos então decidir se um PC
está adequado ou não, em função das suas aplicações. Usar um PC High-End
para digitar textos é jogar dinheiro fora. As aplicações típicas dessas três
categorias são as seguintes:
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Categoria |
Aplicações |
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Entry Level |
Processadores de texto,
planilhas, bancos de dados, acesso à Internet, e-mail, jogos 2D, edição
de gráficos não profissionais, computação doméstica sem jogos 3D. |
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Mainstream |
Todas as aplicações
dos modelos Entry Level e mais: jogos 3D, aplicações profissionais que
exigem média produtividade, edição de áudio, geração de sites para a
Internet, edição de vídeo não profissional, edição gráfica
profissional. |
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High-End |
Todas as aplicações
anteriores e mais: aplicações profissionais de alta produtividade,
aplicações científicas e de engenharia, edição profissional de vídeo,
jogos 3D mais sofisticados, de última geração. |
A maioria dos usuários domésticos utiliza aplicações Entry Level, e também jogos 3D. Devido a esses jogos, seus requisitos passam à categoria de Mainstream. Por isso muitos usuários compram PCs baratos e acabam ficando insatisfeitos com o desempenho gráfico em 3D. Note que a simples instalação de uma placa de vídeo 3D em um PC Entry Level não garante levá-lo à categoria de Mainstream. A memória e o disco rígido sempre poderão ser aumetados, mas nem sempre é possível instalar um processador mais veloz. Quando é preciso trocar tudo, é melhor não fazer os upgrades, e sim comprar um PC novo. O PC original pode ser considerado uma compra mal feita.
Podemos usar uma câmera digital em um PC com 32 MB de memória? E um scanner em um PC com processador Pentium-133? E um gravador de CDs em um PC com disco rígido de 2 GB? Uma informação da qual devemos partir é checar os requisitos de hardware e de software, indicados normalmente na caixa do produto. Se forem apresentados dois conjuntos de requisisto (requisitos mínimos e requisitos recomendáveis), levem em conta os requisitos recomendáveis. Se o seu PC não atende a esses requisitos, é melhor não comprar o produto, ou seja, é melhor não fazer este upgrade secundário. Você deve primeiro realizar os upgrades primários (CPU, memória, HD, vídeo) necessários para que sejam atingidos os requisitos recomendáveis para o upgrade secundário que você quer fazer.
Um upgrade de hardware pode funcionar em um PC que não atenda os requisitos, mas seu desempenho e funcionalidade não serão satisfatórios. Por exemplo, para usar um scanner de alta resolução para capturar fotos grandes, é preciso que tenha bastante memória, como 128 MB ou 256 MB. Com menos memória, será preciso limitar a resolução ou o tamanho das fotos armazenadas. Figuras escaneadas ocuparão muitos MB se forem armazenadas no formato TIF, o mais usado quando se deseja alta qualidade. É preciso portanto que o disco rígido tenha muito espaço livre. Mas um fabricante de scanner nunca vai avisar isso, ou ele perderia clientes. Vamos então citar vários dispositivos usados em upgrades secundários e mostraremos os requisitos necessários em termos de processador, memória, disco e placa de vídeo, além de outros eventuais requisitos.
Note que existem certos requisitos que são obrigatórios. Por exemplo, para instalar um dispositivo USB, é preciso que o PC tenha interfaces USB. Se não tiver, será preciso instalar antes uma interface USB.
A princípio qualquer placa de vídeo pode ser instalada em qualquer PC, desde que o slot seja compatível. Quando um PC apresenta baixo desempenho com vídeo onboard, ou quando existe uma placa de vídeo com desempenho baixo, como a SiS6326, podemos fazer a instalação de uma nova placa de vídeo. Normalmente isso resolverá o problema do baixo desempenho 3D. É preciso lembrar entretanto que o desempenho gráfico em imagens 3D também depende do processador da placa de CPU. Em geral um processador com mais de 500 MHz permitirá um desempenho gráfico bom, trabalhando em conjunto com uma boa placa de vídeo. A exceção fica por conta dos processadores K6-2, que mesmo com clocks chegando a 550 MHz, têm desempenho bem inferior ao de um Pentium III de mesmo clock, graças à baixa velocidade da sua cache L2 (100 MHz). Um K6-2 operando em conjunto com uma boa placa 3D terá resultados melhores que se operasse com vídeo onboard ou com uma placa ruim, mas será inferior ao um Pentium III de mesmo clock, operando com a mesma placa 3D.
Não existe restrição de compatibilidade ou funcionalidade em relação aos monitores. Qualquer monitor moderno pode ser ligado a qualquer placa de vídeo. Apenas a imagem do monitor pode perder um pouco de nitidez ou apresentar cintilações em altas resoluções, se for usada uma placa de vídeo muito antiga. Isso ocorre porque há muitos anos atrás, as resoluções mais usadas eram 640x480 e 800x600. Placas de vídeo comuns praticamente não eram usadas em resoluções superiores, e por isso não eram otimizadas para essas resoluções, apesar de poderem usá-las.
A memória deve ser sempre compatível com a placa de CPU. Instalar mais memória é um upgrade que sempre funciona, mas nem sempre resolve problemas de lentidão. Se o processador estiver muito ultrapassado, não ficará mais veloz, por mais memória que seja instalada. A memória pode entretanto tornar o desempenho do PC mais rápido, devido à cache de disco e ao fato da memória virtual não precisar mais ser usada com tanta freqüência.
Os discos IDE atuais podem ser ligados em interfaces IDE de placas de CPU antigas, mas para isso é preciso que o BIOS da placa de CPU seja capaz de reconhecer sua plena capacidade. Pode ser preciso fazer uma atualização de BIOS ou usar um programa como o Disk Manager para que um disco rígido moderno funcione em um PC antigo. Se um PC foi avaliado e o usuário chegou à conclusão que seu ponto fraco é a baixa capacidade do disco rígido, vale muito a pena instalar um HD novo.
Todos os PCs modernos possuem interfaces USB. Alguns PCs um pouco mais antigos não possuem essas interfaces, ou então possuem mas os conectores que dão acesso a elas não foram montados, deixando-as inúteis. Uma solução simples para o problema é instalar uma interface PCI USB, encontrada com relativa facilidade as lojas especializadas em hardware. Essas interfaces funcionam perfeitamente em qualquer PC que tenha slots PCI, mesmo que seja um Pentium bem antigo.
São raríssimas as placas de CPU que têm essas interfaces onboard. Em geral quando é necessário instalar um dispositivo Firewire, é também preciso instalar uma placa de interface PCI Firewire. A placa sempre funcionará, entretanto é preciso tomar cuidado com a aplicação que vai ser dada ao computador. Normalmente os dispositivos Firewire que vão ser usados são de alta velocidade. Se for uma câmera de vídeo digital, por exemplo, será preciso que o PC tenha grande poder de processamento para fazer edição de vídeo. A restrição não fica por conta da interface, e sim dos dispositivos que vão ser conectados.
São poucas as restrições em relação à instalação de modems. Até mesmo nos PCs com configurações mais modestas os modems podem ser intalados e sua utilização será feita com plena funcionalidade. Não existem restrições em relação à memória, ao disco rígido e a outras expansões. A única restrição é sobre a instalação de soft modems (também chamados de winmodems e HSP modems) em PCs de baixo desempenho. Processadores com clocks mais baixos, sobretudo os com menos de 300 MHz, terão dificuldades ao usarem esses modems. Alguns deles requerem que o processador tenha no mínimo 200 MHz, já que dependem do processador da placa de CPU para fazer o trabalho que seria do DSP (digital signal processor), ausente nesses modems. Nesses PCs mais lentos é melhor instalar um modem com DSP, ou então um modem externo, já que esses modelos não dependem do processador da placa de CPU.
Qualquer placa de som pode ser instalada em qualquer computador moderno. Os resultados serão praticamente os mesmos, quer o processador seja muito veloz, quer seja modesto. Apenas não é recomendável instalar uma placa muito sofisticada em PCs com processadores inferiores a 200 MHz. Muitas dessas placas dependem do processador para a implementação da síntese MIDI por wave table, o que poderá ser inviável com processadores muito lentos. Note que isso não inviabiliza o uso da placa de som, apenas reduz as suas capacidades. Quem pensa em trocar o som onboard por uma placa de som de boa qualidade pode fazê-lo, mas deve avaliar se o computador tem algum ponto fraco que deve ser melhorado, como memória ou a placa de vídeo. Se dinheiro não for problema, a nova placa de som pode ser instalada.
Qualquer drive de CD-ROM funciona em qualquer PC moderno, equipado com interfaces IDE. Não existem restrições quanto à velocidade do processador, quantidade de memória, capacidade do disco rígido ou desempenho da placa de vídeo. O usuário deve apenas tomar cuidado para não ficar impressionado com as elevadas velocidades dos drives de CD-ROM modernos. Não vale a pena trocar um drive de 24x ou 32x por um modelo de 52x ou superior. Esses modelos novos apresentam elevadas taxas de transferência apenas na leitura de arquivos grandes. Se a intenção é melhorar o desempenho no acesso de arquivos comuns, não existirá este melhoramento, já que o desempenho está muito mais ligado ao tempo de acesso que à taxa de transferência. Mesmo os drives de CD-ROM novos têm tempos de acesso muito longos, na faixa de 100 ms, por isso são tão lentos, apesar de sua rotação tão acelerada.
Aqui é preciso tomar muito cuidado para não fazer uma compra errada. O processo de gravação de CDs pode ser inviável quando o disco rígido for lento ou de baixa capacidade, ou quando o PC tem pouca memória. Tudo depende muito do modelo do gravador e do programa usado para fazer a gravação. Programas de gravação antigos funcionavem até com um PC 486 com 16 MB de RAM, desde que usando um disco rígido veloz. Os gravadores atuais funcionam bem mesmo nos PCs modestos, desde que existam alguns GB de espaço em disco livres para armazenar os arquivos de imagem dos CDs (cada um deles chega a quase 700 MB). Não haverá problemas se a memória for de no mínimo 64 MB, apesar e muitos programas de gravação poderem funcionar com quantidades menores de memória.
Para assistir um filme em DVD usando um PC é preciso que o processador seja extremamente veloz, e que a placa de vídeo tenha a capacidade de descomprimir vídeos MPEG-2 por hardware. Mesmo quando a placa de vídeo tem este recurso, o trabalho ainda depende em parte do processador. Se a placa de vídeo for antiga ou se o processador for lento, ocorrerão problemas de som e vídeo na exibição dos DVDs. Não existem restrições em relação à memória e ao disco rígido.
Antes de mais nada, a maioria dos scanners modernos usam interfaces USB, portanto é preciso que o PC tenha este tipo de interface para permitir a instalação desses scanners. Lembre-se também que quanto maior é o tamanho da imagem e sua resolução, maior será a quantidade de memória necessária para a sua captura. Ocorrerão sérios problemas de limitação se o PC tiver menos de 64 MB. Supondo que dessa memória, 32 MB estejam livres para serem usados na captura de uma imagem, e supondo uma resolução de 600 dpi, o tamanho máximo de uma figura a ser capturada será de 30 polegadas quadradas (12x15 cm, por exemplo). Para capturar figuras maiores será preciso usar resoluções menores. Uma figura de 24x30 cm poderá ser escaneada no máximo a 300 dpi. Para uso profissional é preciso operar com resoluções maiores, portanto a expansão de memória deve ser feita antes da instalação do scanner.
As câmeras digitais modernas adotaram as interfaces USB, portanto é preciso que o PC tenha este tipo de interface. Não existem restrições de velocidade do processador, desempenho da placa de vídeo ou quantidade de memória, mas para armazenar uma grande quantidade de fotos, é preciso que o disco rígido tenha elevada capacidade. Normalmente isso não é problema nos discos rígidos modernos, mas existem uma questão muito séria, que é o backup. A maioria dos usuários domésticos não terá transtornos tão sérios se perder todos os arquivos do seu disco rígido devido a uma pane ou ataque de vírus, mas perder fotos históricas, acumuladas ao longo dos anos será um problema muito sério. É conveniente que o computador tenha algum sistema de backup, como um gravador de CDs, ou um ZIP Drive, ou similar.
Esta é ma aplicação que requer PCs de alto desempenho. Para fazê-la em escala profissional, com vídeo de alta qualidade, é preciso um PC classificado como High-End: processador veloz, muita memória e muitas dezenas de GB de espaço livre em disco (algumas vezes até centenas). Além disso é preciso que a placa digitalizadora de vídeo seja própria para uso profissional. Já a produção de vídeos não profissionais, em caráter doméstico, pode ser feito com PCs de médio desempenho (mainstream), já que usamos resoluções e taxas de quadros (frame rate) mais baixas. Se um PC entry level for usado para esta aplicação, os problemas serão sérios no que diz respeito à funcionalidade da digitalização e no tempo de geração dos vídeos. A edição também será uma tarefa irritantemente lenta. PCs entry level não foram feitos para isso, mesmo no caso de vídeos caseiros.
Se o objetivo é simplesmente sintonizar canais de TV ou emissoras de rádio, sem digitalizar a imagem (gerar arquivos de vídeo) e sem processar os resultados, não é preciso espaço em disco, nem memória disponível, nem um processador veloz. As placas que fazem a sintonização de rádio e TV trabalham sozinhas. As que sintonizam rádio têm um rádio comum, cujo som é enviado à entrada LINE IN da placa de som, podendo ser reproduzido nos alto falantes. Também é possível ligar caixas de som diretamente na placa sintonizadora. As placas sintonizadoras de TV são como televisores sem o tubo de imagem. Trabalham de forma independente e misturam as imagens resultantes com as imagens geradas pela placa de vídeo, sem exigir esforço do processador. Essas placas podem ser usadas em PCs entry level.
Podem ser usadas em qualquer PC, mesmo nos mais simples, desde que tenham um slot livre para a sua instalação. Não são exigentes em termos de velocidade do processador, quantidade de memória, capacidade do disco rígido e desempenho da placa de vídeo.
Apesar de poderem funcionar em qualquer PC que tenha um slot compatível, o uso de certos dispositivos SCSI só se justifica em PCs de alto desempenho. Não é recomendável instalar um disco rígido SCSI em um PC de médio ou baixo desempenho. Seu uso é recomendável apenas em estações de trabalho e servidores. Para PCs médios e simples, existe a alternativa das interfaces USB, que permitem instalar uma grande variedade de periféricos com desempenho moderado.
Os discos removíveis de menor custo, como o popular ZIP Drive, foram criados para serem usados em qualquer computador, mesmo nos mais simples. Nada impede também que até mesmo discos removíveis de alta capacidade, alto desempenho e alto custo, sejam instalados até em PCs mais simples. O pior que pode ocorrer nesses casos é a unidade de disco ser mais cara que o computador inteiro, mas isso não impedirá o seu funcionamento.
Tecnicamente não existem restrições à instalação desses dispositivos. Praticamente qualquer dispositivo pode ser instalado em qualquer computador, desde que tenha interface compatível. As diversas unidades disponíveis no mercado usam interfaces SCSI, IDE, USB e Firewire. Unidades simples, com desempenho e capacidades moderadas, foram criadas para uso em PCs também mais simples, apesar de também poderem ser usadas nos modelos mais avançados. A capacidade de uma unidade de fita não está relacionada ao desempenho do computador, e sim à capacidade dos discos onde estão os dados a serem gravados. Existem unidades de altíssima capacidade e desempenho, voltadas para servidores. Podem ser ligadas em PCs simples, apesar do seu custo ser proibitivo. Existe ainda uma outra dificuldade: o software de backup que acompanha essas unidades é normalmente para Windows NT Server, e nem sempre funcionará com os sistemas operacionais dos computadores de uso pessoal.
Esses dispositivos funcionam bem mesmo nos PCs modestos e não precisam de processador veloz, nem generosas quantidades de memória e espaço em disco, e nem de uma placa de vídeo de alto desempenho. Podem portanto ser instaladas em qualquer computador que possua interfaces apropriadas. A maioria dos modelos atuais usa a interface USB.