|
CMOS Setup - parte 1/2 Autor: Laércio Vasconcelos |
|
Copyright
(C) |

Um bom técnico de manutenção e um bom produtor de PCs deve estar preparado para, além de usar a forma fácil de programação do CMOS Setup, fazer ajustes finos visando:
Resolver problemas
Otimizar o desempenho
Utilizar opções de funcionamento que por padrão são desativadas
Para isto é preciso um conhecimento profundo dos inúmeros comandos do CMOS Setup.
O método inicial recomendado para a programação do CMOS Setup consiste no seguinte:
1.
Usar a auto-configuração.
2.
Acertar a data e a hora
3.
Definir o drive de disquetes
4.
Auto detectar o disco rígido
5.
Sair e salvar
O uso desses comandos é suficiente para que o PC funcione, e permitirá a realização das etapas seguintes da montagem: formatação do disco rígido e instalação do sistema operacional.
A maior parte do trabalho é feita com o comando de auto-configuração, que preenche as respostas das dezenas de itens do Setup com valores default sugeridos pelo fabricante da placa de CPU. Outra parcela não tanto trabalhosa mas muito importante é a auto-detecção dos parâmetros do disco rígido. Não é mais preciso consultar o seu manual para saber o número de cabeças, setores e cilindros. O CMOS Setup faz isso automaticamente. Outros parâmetros relacionados ao disco rígido também são automaticamente preenchidos, sem que o usuário precise saber o que significa cada um. A parte que o usuário precisa fazer manualmente é muito fácil: indicar a data e a hora, indicar o tipo dos drive de disquetes instalado, e finalmente usar o comando “Salvar & Sair”.
Para que serve exatamente o CMOS Setup? Antes de mais nada, este programa deveria se chamar BIOS Setup, já que serve para definir opções de funcionamento do BIOS da placa de CPU. O principal objetivo do BIOS é realizar o controle do hardware. É responsável pelo acesso ao disco rígido, ao drive de disquetes, à impressora, e até mesmo aos chips VLSI e à memória. A placa de vídeo não é controlada por este BIOS, já que ela possui o seu próprio, chamado BIOS VGA. Fica armazenado em uma memória ROM localizada na placa SVGA que ocupa normalmente 32 kB.
O BIOS da placa de CPU também é responsável pelo processo de “auto-teste” realizado quando o PC é ligado, ou quando pressionamos o botão Reset. Trata-se de um conjunto de testes que visam verificar se os principais componentes do PC estão funcionando corretamente. É comum chamar esses testes de POST (Power on Self Test, ou seja, teste automático que é feito quando o PC é ligado). Também é responsável por dar início ao processo de boot, ou seja, a carga do sistema operacional na memória.
Podemos ainda citar uma miscelânea de atividades que o BIOS realiza, como a proteção do PC contra ataque de alguns tipos de vírus, o gerenciamento de senhas, e ainda o gerenciamento do uso de energia, muito importante com PCs operados por bateria. Podemos então sintetizar as funções do BIOS na seguinte lista:
Controle
do hardware
POST
Dar início ao processo de boot
Segurança contra vírus
Proteção através de senhas
Gerenciamento do uso de energia
O BIOS da placa de CPU é capaz de realizar todas essas funções, sendo que a mais importante é o controle do hardware. O programa conhecido como CMOS Setup serve para que o usuário defina algumas opções para a realização dessas funções. Por exemplo, entre as dezenas de opções do CMOS Setup, existe uma que está relacionada com o processo de boot:
Boot
Sequence Options:
A: C: / C: A:
Esta opção exemplificada chama-se “Boot Sequence”, ou seja, seqüência de boot. Neste exemplo, pode ser programada de duas formas diferentes: “A: C:” ou “C: A:”. Ao ser usada a primeira opção, a primeira tentativa de boot será feita pelo drive A. Caso não exista um disquete presente no drive A, o boot será feito pela segunda opção, ou seja, pelo drive C. Se usarmos a seqüência “C: A:”, será tentado o boot diretamente pelo drive C. A vantagem é que este processo é mais rápido, já que o BIOS não precisa perder tempo verificando se existe um disquete presente no drive A. Nesse caso, o boot pelo drive A só seria realizado como uma segunda opção, ou seja, se o disco rígido estiver defeituoso. Nos BIOS mais recentes, a seqüência de boot tem várias outras opções. Podemos escolher a ordem entre dois discos rígidos, o drive de CD-ROM, o drive de disquetes e um ZIP Drive.
O CMOS Setup depende de diversos fatores:
Fabricante do BIOS. Podemos encontrar BIOS (e Setups) produzidos pela AMI (American Megatrends, Inc.), Award e Phoenix.
Chipset. A principal função do BIOS é realizar o controle do hardware, o que inclui os chips VLSI existentes na placa de CPU. O CMOS Setup em geral apresenta opções que definem a forma como o BIOS fará o controle desses chips. Por isso, placas de CPU diferentes possuem diferenças em seus Setups, mesmo que ambos os Setups sejam produzidos pelo mesmo fabricante.
Processador. Os processadores usados nos PCs são compatíveis entre si. Todos são de classe x86, ou seja, compatíveis com a família do 8086, incluindo seus sucessores. Existem entretanto algumas diferenças que são refletidas no CMOS Setup. Por exemplo, as primeiras versões do processador Celeron não tinham cache L2. Desta forma, o CMOS Setup não apresentava o comando para habilitar e desabilitar a cache L2.
Versão do BIOS. O mesmo fabricante de BIOS pode criar (e normalmente cria) versões novas de seu BIOS genérico. Este BIOS genérico é adaptado separadamente para diversas placas de CPU. Existem portanto certas distinções que não são devidas a diferenças no processador, nos chips VLSI ou no fabricante, e sim na versão. Por exemplo, BIOS antigos estavam limitados a utilizar discos IDE com no máximo 504 MB. Nos BIOS atuais, sempre encontraremos a função LBA (Logical Block Addressing), que dá acesso a discos IDE com mais de 504 MB. A maioria dos BIOS produzidos antes de 1998 não suportava discos rígidos com mais de 8 GB. Nas versões atuais, esta barreira já foi eliminada.
Fabricante da placa de CPU. Os fabricantes de BIOS podem fazer adaptações e alterações requisitadas pelo fabricante da placa de CPU. Por exemplo, os grandes fabricantes em geral não deixam acesso a opções que definem a velocidade de acesso à memória. Normalmente determinam quais são os parâmetros indicados e pedem ao fabricante do BIOS que programe esses parâmetros de forma fixa, eliminando-os do CMOS Setup.

Figura
25.1 - Tela de um Setup com apresentação gráfica.
Portanto, não se impressione quando você encontrar diferenças entre os Setups de PCs diferentes. Felizmente, apesar de existirem muitas diferenças, existem muito mais semelhanças. Por isso, podemos apresentar aqui explicações genéricas que se aplicarão aos Setups da maioria dos PCs.
Apenas para ilustrar as semelhanças e diferenças entre Setups de PCs diferentes, observe atentamente as figuras 1 e 2. São telas de Setup completamente diferentes. A da figura 1 tem uma apresentação gráfica e é produzida pela AMI, enquanto a da figura 2 possui uma interface baseada em texto, produzida pela Award. Note que não estamos afirmando que todos os Setups AMI têm apresentação gráfica, nem que todos os da Award têm apresentação de texto.

Nos tempos do velho MS-DOS e do Windows 3.x (assim como em todas as versões anteriores ao Windows 95), a maior parte ou todo o controle do hardware era feito pelo BIOS. Atualmente a maioria das funções de controle do hardware que antes eram realizadas pelo BIOS são realizadas por drivers do Windows. O Windows controla o vídeo, o teclado, a impressora, o disco rígido, o drive de CD-ROM e todo o restante do hardware. Entretanto isto não reduz a necessidade nem a importância do BIOS. Muitas das funções de controle realizadas pelo Windows são feitas com a ajuda do BIOS, ou então a partir de informações do CMOS Setup. Além disso o BIOS precisa continuar sendo capaz de controlar o hardware por conta própria, para o caso de ser utilizado um sistema operacional que não controle o hardware por si mesmo. O BIOS também precisa ser capaz de realizar todo o controle do hardware antes do carregamento do Windows na memória. Por questões de compatibilidade, o BIOS sempre será capaz de controlar sozinho a maior parte do hardware, mesmo que o Windows seja capaz de fazer o mesmo e dispensar os serviços do BIOS.
Quando fazemos o “Setup” de um software, uma das diversas ações executadas é a geração de um arquivo (ou de entradas no Registro do Windows) que contém informações sobre as opções de funcionamento do software em questão. No caso do CMOS Setup, essas opções de funcionamento são armazenadas em um chip especial chamado CMOS, daí vem o nome “CMOS Setup”.
“CMOS” é a abreviatura de “Complementary Metal Oxide Semiconductor”. O significado deste nome está relacionado com os materiais empregados na implementação de circuitos integrados (Metal, Óxidos e Silício, que é o semicondutor usado). O termo “Complementar” é usado pois cada célula lógica emprega dois transistores “complementares”, ou seja, enquanto um deles conduz corrente, o outro está cortado (não conduz), e vice-versa. Os dois estados que esses transistores assumem representam os bits “0” e “1”. Milhares dessas células são depositadas em uma minúscula pastilha medindo cerca de 1 até 3 cm de lado (em muitos chips, esta medida é ainda menor). Uma das principais características dos chips baseados na tecnologia CMOS é seu baixo consumo de corrente. Muitos circuitos existentes na placa de CPU utilizam a tecnologia CMOS, entre eles, o chip usado para armazenar os dados que definem as opções de funcionamento do BIOS. Com o passar do tempo, este chip passou a ser conhecido como CMOS (mas tenha em mente que este não é o único chip que usa a tecnologia CMOS), e a operação de definir as opções de funcionamento do BIOS passou a ser conhecida como “CMOS Setup”, ou simplesmente “Setup”. Em certas placas de CPU, o CMOS é um chip independente, em outros casos, o CMOS está incorporado dentro de um dos chips VLSI da placa de CPU.
Na mesma memória ROM onde está armazenado o BIOS da placa de CPU, existe o programa usado para preencher os dados do CMOS, ou seja, para “fazer o Setup”. A execução deste programa normalmente é ativada através do pressionamento de uma tecla específica (em geral DEL) durante a contagem de memória que é realizada quando ligamos o PC, ou então quando pressionamos a tecla Reset. Também podemos ativar o Setup usando a tecla DEL, logo depois que comandamos um boot pelo teclado, usando a seqüência CONTROL-ALT-DEL.
O programa Setup obtém os dados existentes no CMOS e os coloca na tela para que façamos as alterações desejadas, usando o teclado ou o mouse. Depois que terminamos, usamos um comando para armazenar essas alterações no CMOS. Normalmente este comando chama-se “Save and Exit” (Salvar a Sair), ou algo similar, como “Write to CMOS and Exit” (Gravar no CMOS e Sair).
Podemos encontrar Setups com telas gráficas ou com telas de texto, como vimos nas figuras 1 e 2. Não importa qual seja o aspecto do Setup do seu PC, você sempre encontrará no manual da sua placa de CPU, informações sobre o seu funcionamento. Mesmo que você tenha perdido o manual da sua placa de CPU, é possível que você possa, através da Internet, obter uma cópia do manual do seu Setup. Você precisa fazer o seguinte:
1. Identifique qual é o fabricante do seu BIOS. Você poderá encontrar BIOS da AMI, Phoenix e Award.
2. Identifique a versão do seu BIOS. Normalmente esta informação é apresentada na tela que é exibida logo que o PC é ligado.
3. Uma vez sabendo o fabricante do seu BIOS e a sua versão, você pode tentar acessá-lo pela Internet. Aqui estão alguns endereços que poderão ajudar:
AMI
http://www.ami.com
Award
http://www.award.com
Phoenix
http://www.ptltd.com
Não espere encontrar explicações muito mais detalhadas que as existentes no manual da sua placa de CPU. Em geral, será possível encontrar muitas explicações sobre, por exemplo, o uso de senhas e outros itens mais simples, mas os itens mais complicados, como “RAS to CAS Delay” terão explicações quase tão resumidas quanto as que existem no manual da placa de CPU.
Também é possível obter na Internet, uma cópia do manual da sua placa de CPU, no qual está explicado o CMOS Setup.
Não importa qual seja o fabricante e a versão do seu Setup, normalmente você encontrará certos comandos ou menus padronizados na sua tela principal. Vejamos a seguir quais são esses comandos:
Aqui existem itens muito simples, como a definição do drive de disquetes, os parâmetros do disco rígido e o acerto do relógio permanente existente no CMOS.
Esta parte do Setup possui uma miscelânea de itens um pouco mais complicados, mas em geral fáceis. Por exemplo, temos aqui a seqüência de boot (A: C: ou C: A:), a definição da taxa de repetição do teclado, a Shadow RAM e diversos outros.
Nesta seção encontramos controles para diversas funções dos chips VLSI existentes na placa de CPU. Muitos dos itens encontrados aqui estão relacionado com a temporização do acesso das memórias.
Através deste menu podemos atuar em várias opções relativas às interfaces existentes na placa de CPU. Podemos por exemplo habilitar ou desabilitar qualquer uma delas, alterar seus endereços, e até mesmo definir certas características de funcionamento.
Nesta seção existem alguns comandos que permitem atuar no modo de funcionamento dos dispositivos Plug and Play. Podemos, por exemplo, indicar quais interrupções de hardware estão sendo usadas por placas que não são PnP.
Este menu possui comandos relacionados com o gerenciamento de energia. Todas as placas de CPU modernas possuem suporte para esta função. O gerenciamento de energia consiste em monitorar todos os eventos de hardware, e após detectar um determinado período sem a ocorrência de nenhum evento, usar comandos para diminuir o consumo de energia.
Em geral esta parte do Setup é muito simples. Consiste na definição de senhas que podem bloquear o uso do PC ou do Setup (ou ambos) por pessoas não autorizadas.
No IDE Setup existem comandos que permitem detectar automaticamente os parâmetros dos discos rígidos instalados, bem como ativar certas características do seu funcionamento.
Aqui temos a opção para monitorar as gravações no setor de boot do disco, uma área que é atacada pela maior parte dos vírus. Desta forma, o usuário pode ser avisado quando algum vírus tentar realizar uma gravação no setor de boot.
Na verdade este nome não é muito adequado. Dispositivos Plug and Play devem ser jumperless (ou seja, não usam jumpers para serem configurados), mas nem tudo o que é jumperless pode ser chamado de Plug and Play. Este menu dá acessos a comandos que definem o clock interno e o clock externo do processador.
Em geral o fabricante da placa de CPU apresenta dois conjuntos de valores para o preenchimento automático de praticamente todos os itens do Setup. Um desses conjuntos, chamado às vezes de “Default ótimo”, é o que resulta no maior desempenho possível, sem comprometer a confiabilidade do PC. O outro conjunto de valores é o “Default à prova de falhas”, que faz o PC operar em baixa velocidade. Deve ser usado quando o PC apresenta falhas.
Em alguns setups existe o comando Best Defaults, que faz com que todos os parâmetros sejam programados com as opções que resultam no maior desempenho, mas sem se preocupar com a confiabilidade e a estabilidade do funcionamento do PC. Em geral este recurso funciona apenas quando são instaladas memórias bastante rápidas. A opção Optimal Defaults é uma escolha mais sensata, pois resulta em desempenho alto, sem colocar em risco o bom funcionamento do PC.
Este menu possui vários comandos relacionados com operações de ligamento e desligamento do PC. Por exemplo, podemos programá-lo para ser ligado automaticamente em um determinado horário, ou então quando ocorrer uma chamada pelo modem, ou quando chegarem dados através de uma rede local. Podemos escolher o que fazer quando ocorre um retorno no fornecimento de energia elétrica após uma queda, se o PC é ligado automaticamente ou se o usuário precisa pressionar o botão Power On.
Ao sair do programa Setup, temos sempre as opções de gravar as alterações no CMOS antes de sair, ou então ignorar as alterações.
Para facilitar nosso estudo, dividimos o assunto em várias partes, como Standard CMOS Setup, Advanced CMOS Setup, etc. Até neste ponto podemos encontrar diferenças entre os Setups de diversos PCs. Determinados itens podem ser encontrados em um grupo de um PC, e em outro grupo de outros PCs. Por exemplo, o item Display Type, explicado adiante, poderá ser encontrado em alguns casos no Standard CMOS Setup, e em outros casos no Advanced CMOS Setup.
A maioria dos itens do CMOS Setup podem ser programados com duas opções: Enabled (Habilitado) ou Disabled (Desabilitado). Existem entretanto itens que possuem opções diferentes, e até mesmo opções numéricas.
Esta parte do Setup é praticamente a mesma na maioria dos PCs. Possui comandos para definir os seguintes itens:
Data e Hora
Tipo do drive de disquete
Parâmetros dos discos rígidos
Em alguns casos, o Standard CMOS Setup possui alguns comandos adicionais, como:
Tipo de placa de vídeo
Habilitação do teste do teclado
Daylight Saving (horário de verão)
A figura 3 mostra um exemplo de Standard CMOS Setup. Podemos observar que existem comandos para acertar o relógio (Date/Time), para definir os drives de disquetes A e B, para definir os parâmetros dos discos rígidos.

Figura
25.3 - Exemplo de Standard CMOS Setup.
O primeiro comando que normalmente usamos é o acerto do relógio. Devemos usar as setas para selecionar o item a ser alterado, e a seguir, usar as teclas Page Up e Page Down para alterá-lo.
Através deste comando, definimos o tipo dos drives A e B, ou seja, os drives de disquetes. Existem as seguintes opções:
None (não instalado)
360
kB (5¼” DD)
720 kB (3½” DD)
1.2 MB (5¼” HD)
1.44 MB (3½” HD)
2.88 MB (3½” ED)
Em um típico PC com apenas um drive de 1.44 MB instalado, devemos declarar A=1.44 MB e B=Not Installed. Setups mais recentes já chamam este item de “Legacy Diskette A/B”. O termo legacy significa legado, uma coisa antiga.
Provavelmente você não irá utilizar este recurso. Faz com que o drive de disquetes opere de modo compatível ao dos PCs japoneses, com capacidade de 1.2 MB, ao invés de 1.44 MB.
Usado para o preenchimento dos parâmetros chamados de “Geometria Lógica” dos discos rígidos. Esses parâmetros são:
|
Cyln |
Número
de cilindros |
|
Head |
Número
de cabeças |
|
Sect |
Número
de setores |
|
WPcom |
Cilindro
de pré-compensação de gravação |
|
LZone |
Zona
de estacionamento das cabeças |
Esses parâmetros podem ser obtidos no manual do disco rígido, ou podemos encontrá-los impressos na sua parte externa, ou ainda podem ser preenchidos automaticamente, através de um outro comando do Setup que normalmente é chamado de Auto Detect Hard Disk.

Figura
25.4 - Definindo os parâmetros do disco rígido.
No Setup da figura 3, selecionamos o disco e teclamos ENTER. Será apresentada a tela da figura 4. Podemos usar o comando IDE HDD Auto Detection, que fará com que os parâmetros sejam automaticamente preenchidos. Podemos deixar o item IDE Primary Master programado como Auto. Isto fará com que o HD tenha seus parâmetros detectados sempre que o PC for ligado. Se usarmos a opção USER poderemos preencher o número de cilindros, cabeças, setores, etc.
O item Hard Disk não aparece necessariamente com este nome. Existem itens independentes para cada um dos discos rígidos possíveis. Na maioria das placas de CPU, o CMOS Setup possui itens independentes para 4 discos rígidos, sendo que dois são conectados na interface IDE primária, e dois na secundária. É comum encontrar esses itens com os nomes:
Primary
Master
Primary
Slave
Secondary
Master
Secondary
Slave
Para cada um dos discos instalados, temos que definir seus parâmetros. O disco Master ligado na interface IDE primária será reconhecido como sendo o drive C. O segundo disco (slave) da interface primária, caso exista, será reconhecido como sendo o drive D. Discos rígidos IDE podem ser ligados de diversas formas diferentes, mas certas combinações não são permitidas. Por exemplo, não podemos instalar um único disco em uma interface, configurado como Slave. A tabela abaixo mostra as formas válidas de instalar discos IDE, bem como os nomes que recebem do sistema operacional:
|
Primary |
Primary |
Secondary |
Secondary |
|
C |
- |
- |
- |
|
- |
-
|
C |
- |
|
C |
D |
- |
- |
|
C |
- |
D |
- |
|
C |
D |
E |
- |
|
C |
- |
D |
E |
|
C |
D |
E |
F |
Há muitos anos atrás (anos 80) a definição dos parâmetros disco rígido era feita através da especificação de um único número (Hard Disk Type). Cada número resultava em valores predefinindos para todos os parâmetros do disco rígido. Isto foi feito desta forma no Setup do IBM PC AT, pois na época do seu lançamento, eram pouquíssimos os modelos de disco rígido existentes no mercado. Já que eram poucos, uma tabela foi implantada no BIOS, e bastava indicar qual o tipo do disco (no início, variava entre o tipo 1 e o tipo 11), e automaticamente estariam definidos os seus parâmetros. Nos manuais dos discos rígidos da época, existiam instruções como “Defina este disco no Setup como Tipo 2...”. Com o passar do tempo, novos discos foram lançados e acrescentados na tabela de discos rígidos do BIOS. Chegou-se a um ponto em que os fabricantes de BIOS passaram a usar itens independentes para preencher os parâmetros, ao invés de usar parâmetros fixos. Em muitos Setups, os tipos de 1 a 46 são fixos, e o tipo 47, também chamado de “User Type”, é o único que permite o preenchimento individual dos parâmetros: Cyln, Head, Sect, WPcom e Lzone.
Em todos os Setups mais recentes, não existem os tipos de 1 a 46, já que são considerados obsoletos. Ao invés disso, possuem as opções User (permitem o preenchimento manual desses parâmetros pelo usuário) e Auto (faz o preenchimento automático dos parâmetros).
As placas controladoras SCSI possuem o seu próprio BIOS. O BIOS da placa de CPU, por sua vez, está preparado para controlar apenas discos IDE, através das suas interfaces. Discos SCSI não devem ser declarados no CMOS Setup, ou seja, devem ser indicados como “Not Installed”. Muitos Setups possuem, entre os tipos de discos rígidos, (1 a 47), um tipo adicional, que é o SCSI, que tem o mesmo efeito que indicar a opção “Not Installed”.
Devemos usar esta opção quando conectamos um drive de CD-ROM em uma controladora IDE da placa de CPU. Caso esta opção não esteja presente, devemos usar a opção “Not Installed”. Mesmo assim o o sistema operacional pode usá-lo sem problemas.
Alguns Setups possuem esta opção, que nada mais é que o acerto automático do horário de verão. Este acerto é feito automaticamente pelo BIOS no início e no final do verão. Como no Brasil o horário de verão não respeita essas datas, devemos deixar esta opção desabilitada.
Alguns Setups possuem um campo para a indicação do tipo de placa de vídeo. As opções são CGA, MDA e VGA. Nos PCs atuais usamos a opção VGA, que pode aparecer com outros nomes, como SVGA, EGA, MCGA, ou PGA. Todas elas são equivalentes.
Este item possui duas opções: Installed e Not Installed. Usar a opção Not Installed, não significa que o teclado será ignorado, e sim, que não será testado durante o boot. Em certos casos, dependendo do teclado e da fonte de alimentação, é possível que o BIOS realize um teste de presença do teclado muito cedo, antes que o microprocessador existente dentro do teclado esteja pronto para receber comandos. O resultado é uma mensagem de erro na tela (Keyboard Error). Para solucionar este problema, basta marcar este item com a opção Not Installed. Desta forma, o BIOS não testará o teclado após as operações de Reset, eliminando assim a mensagem de erro. O uso do teclado será inteiramente normal.
Também é comum usar este comando em PCs que operam como servidores de arquivos. Por questões de segurança, esses PCs ficam a maior parte do tempo com o seu teclado trancado. Apenas o administrador da rede destranca o teclado quando é necessário usar o servidor. Quando o teclado está trancado (ou ausente), é também apresentada a mensagem “Keyboard Error” nas operações de boot. Para eliminar o problema, basta usar a opção “Keyboard Not Installed” no CMOS Setup.
Os itens apresentados nesta parte do Setup são mais ou menos comuns em todos os PCs, seno independentes do processador e do chipset.
Nem sempre este comando está localizado no Advanced CMOS Setup. Pode ficar no Boot menu, encontrado em placas de CPU mais recentes. Ele serve para habilitar ou desabilitar a exibição de um logotipo de tela cheia que é apresentado durante o boot. Em muitas placas de CPU este logotipo pode ser configurado para uso de um arquivo gráfico escolhido pelo usuário ou pelo fabricante do PC. Neste caso, o CD-ROM que acompanha a placa de CPU possui o utilitário que faz esta programação.
Serve para habilitar ou desabilitar a programação inicial que o BIOS faz sobre a taxa de repetição do teclado. Podemos então programar dois parâmetros: o Typematic Delay e o Typematic Rate, descritos a seguir. É totalmente desnecessário utilizar este comando, pois tanto no MS-DOS como no Windows existem comandos para realizar esta programação.
Serve para indicar quanto tempo uma tecla deve ser mantida pressionada para que sejam iniciadas as repetições. Os valores disponíveis são 0,25 segundo, 0,50 segundo, 0,75 segundo e 1 segundo.
Aqui podemos regular a taxa de repetição, desde um valor mais lento (6 caracteres por segundo) até um valor mais rápido (32 caracteres por segundo).
Em geral, durante a contagem
de memória, é exibida na tela uma mensagem indicando qual é a tecla que
deve ser pressionada para ativar o CMOS Setup. Pode
aparecer
Durante as operações de boot, o BIOS realiza uma contagem de memória. À medida que esta contagem é feita, o BIOS faz também um rápido teste na memória. Apesar deste teste não ser capaz de detectar todos os tipos de defeitos, seu uso é muito recomendável. Para usá-lo, devemos deixar este item na opção Enabled. É recomendável deixar este item habilitado.
Encontrado em Setups de placas de CPU antigas. Com este item, podemos indicar se a placa de CPU irá ou não obedecer ao botão de Turbo existente no painel frontal do gabinete. Em uso normal, esta opção fica habilitada, e o botão de Turbo fica permanentemente pressionado. Lembre-se que a maioria das placas de CPU modernas não possuem conexão para Turbo, portanto seus Setups não possuem este item.
Veja o item “Security”, explicado mais adiante. Na maioria dos PCs, este comando ocupa um menu próprio no Setup, mas também pode estar dentro do Advanced CMOS Setup.
Habilita um pedido de senha para ter acesso ao PC. Em geral, são apresentadas as opções “Setup” e “Always”. Ao escolher a opção “Setup”, só será permitido ter acesso ao programa Setup mediante o fornecimento da senha. Entretanto, para executar o boot e fazer uso normal do PC, não será preciso fornecer senha alguma. Por outro lado, se este item for programado com a opção “Always”, será preciso fornecer a senha, tanto para executar o Setup, como para realizar o boot e fazer uso normal do PC. Antes de utilizar este item, devemos realizar um cadastramento de senha, o que é feito através do menu “Security” ou “Password”.
Serve para habilitar e desabilitar o funcionamento da cache L1 do processador. Deixamos esta memória cache habilitada, exceto nos casos em que queremos que o PC diminua drasticamente sua velocidade, e quando realizamos um check-up na memória DRAM.
Habilita e desabilita a cache L2. Normalmente deixamos este item habilitado, a menos que seja nossa intenção diminuir drasticamente a velocidade do PC, ou fazer um check-up na memória DRAM.
O PCs executam o boot preferencialmente pelo drive A, e caso não seja possível, o boot é feito pelo drive C. A maioria dos Setups possui este item, no qual encontramos as opções “A: C:” e “C: A:”. É vantajoso usar a opção “C: A:”, o que faz com que o boot seja mais rápido, já que não será perdido tempo checando a existência de um disquete no drive A. Esta checagem demora alguns segundos, pois para que seja feita, é preciso ligar o motor do drive. Se for preciso executar um boot pelo drive A, devemos alterar este item para “A: C:”. As placas de CPU modernas têm também podem executar um boot através de um CD-ROM. Este CD-ROM precisa estar conectado em uma das interfaces IDE existentes na placa de CPU, pois o BIOS não dá suporte direto a interfaces IDE existentes nas placas de som. Quando o BIOS pode executar o boot por um CD-ROM, este faz parte das opções de seqüências de boot. É comum nas placas de CPU modernas, a existência de outras opções de boot, como LS-120, ZIP Drive, um segundo disco rígido, discos SCSI e outros tipos de discos removíveis.
A seqüência de boot pode ser programada de diversas formas, alternando drives de disquete, discos rígidos IDE, discos rígidos SCSI e até discos removíveis. O boot só é tentado com todos os dispositivos da seqüência quando este item é programado com a opção YES.
Os discos rígidos modernos possuem um recurso chamado S.M.A.R.T. (Self-Monitoring Analysis Reliability Technology). Os discos mantêm internamente, relatórios sobre erros ocorridos em todas as suas operações. Por exemplo, quando ocorre um erro de leitura, todos os discos tentam ler novamente, fazendo um certo número de tentativas (retries). Quando em uma dessas tentativas, a operação é realizada com sucesso, dizemos que ocorreu um soft error. Isto pode ser um indício de que o disco está com tendência a apresentar problemas. Quando depois das tentativas o erro persiste, dizemos que ocorreu um hard error. Todos os tipos de erros são registrados pelo microprocessador existente no disco rígido, bastando que para isso, seja ativada a opção S.M.A.R.T. for hard disks no CMOS Setup. Isto entretanto não é suficiente para usar a tecnologia SMART. É preciso utilizar um software de gerenciamento (muitas vezes é fornecido junto com a placa de CPU), capaz de obter do disco rígido, o seu relatório de erros. Quando o relatório apresenta erros, e quando esses erros aumentam com o passar do tempo, podemos considerar como um indício de que o disco rígido tende a apresentar problemas mais sérios em um futuro próximo. A idéia é providenciar um disco rígido novo, mas uma solução provisória pode ser aumentar a freqüência dos backups.
Em um dos chips VLSI existentes nas placas e CPU modernas, existe uma interface própria para a conexão de um mouse padrão PS/2. Ligar o mouse nesta interface pode ser vantajoso, já que deixa a COM1 e a COM2 livres para outros dispositivos seriais. Basta então deixar este item na opção Enabled. Por outro lado, se o mouse padrão PS/2 não for utilizado, é melhor deixar este item na opção Disabled. Desta forma, estaremos deixando livre a interrupção 12 (IRQ12), que poderá ser posteriormente utilizada na instalação de novas placas de expansão.
Nas placas de CPU atuais, é possível fazer a reprogramação da Flash ROM que armazena o BIOS. Por questões de segurança, algumas placas de CPU possuem um jumper que habilita as operações de gravação na Flash ROM. Em outras placas, esta habilitação não é feita por um jumper, e sim, pelo CMOS Setup. Em operação normal, e por questão de segurança, devemos deixar este item desabilitado. Apenas se quisermos fazer um upgrade de BIOS habilitamos este item.
Este item permite habilitar ou desabilitar as operações de gravação em disquetes. Em um PC normal, os drives de disquetes devem ficar habilitados tanto para leitura como para gravação. Em certos PCs nos quais as normas de segurança visam evitar que dados armazenados no disco rígido sejam copiados através de disquetes, podemos programar o controle de acesso para que faça apenas leituras.
ARMD significa ATAPI Removable Media Device, ou seja, um dispositivo de mídia removível, padrão ATAPI, como o LS-120 e o ZIP Drive IDE. Trata-se de um padrão que permite substituir os velhos drives de disquetes, por drives de discos removíveis de maior capacidade. Permite inclusive que o disco seja reconhecido pelo sistema como se fosse um drive A ou B, apesar de ser de alta capacidade. É possível ler, gravar, formatar, realizar boot, e outras operações comuns aos disquetes. Por outro lado, discos ARMD também podem ser reconhecidos pelo sistema como se fossem discos rígidos removíveis. Este item do CMOS Setup indica como um disco removível ARMD será visto pelo sistema. As opções são Floppy e Hard Disk. Se você possui drive de disquete comum, deixe o disco removível ser emulado como um disco rígido. Se você optar por não instalar drives de disquetes comuns, deixe este item programado como Floppy, a menos que o fabricante do disco especifique o contrário.
Quando um PC tem discos SCSI e IDE, o boot é realizado pelo primeiro disco IDE (Primary Master). Não é possível desta forma realizar um boot pelo disco rígido SCSI. Apenas quando não existem discos IDE instalados, o boot é feito pelo disco rígido SCSI. Os BIOS mais recentes permitem alterar esta ordem, fazendo com que o boot possa ser realizado por um disco SCSI, mesmo que existam discos IDE presentes.
Diz respeito ao que é exibido na tela logo que o PC é ligado. Pode ser programado com duas opções: BIOS e Silent. Se usarmos BIOS, a tela será normal, com contagem de memória, mensagens de configuração, etc. Com a opção Silent, a tela permanecerá inativa até que seja dado início à carga do sistema operacional.
O boot dos PCs atuais é relativamente demorado. Vários testes são feitos nos componentes da placa de CPU, incluindo uma contagem de memória, testes no processador, no chipset, nas interfaces, etc. Esse conjunto de testes é chamado de POST (Power On Self Test). Desabilitando parcialmente esses testes tornará o boot mais rápido, mas eventuais defeitos não serão detectados durante o POST. Para maior segurança, é melhor deixar esta opção desabilitada.
Tem quase a mesma função que o Quick Power On Self Test. Ao ser habilitado, faz com que não seja feito o teste de memória, e o boot é executado pelo drive C, mesmo que exista um disquete no drive A.
Durante o processo de boot, o BIOS comanda a execução de um comando sobre os drives de disquetes chamado recalibrate ou seek track 0. Consiste em mover as suas cabeças até a última trilha, e a seguir movê-las novamente até a trilha zero. Desta forma, a interface de drives poderá “saber” a trilha sobre a qual as cabeças estão posicionadas. Esta operação é vista como uma precaução, pois em certos casos, ocorrem erros de acesso aos drives caso esta providência não seja tomada. Você pode desabilitar este comando, o que fará com que o boot seja um pouco mais rápido, pois não será perdido tempo com o recalibrate. Deixe habilitado apenas se tiver erros quando for executado o primeiro acesso ao drive de disquetes.
Muitos Setups possuem o refinamento de permitir ao usuário escolher se o Keypad (teclado numérico) começa operando com os números (Numeric Lock On) ou com as funções (Numeric Lock Off).
Este item possui opções como Normal e Fast. A opção Normal sempre funciona. A opção Fast faz com que o acesso à memória HMA (os primeiros 64 kB da memória estendida) seja um pouco mais rápido, mas nem sempre funciona. Tente usar no modo Fast, mas se ocorrerem problemas como erros na memória e travamentos no PC, reprograme este item com a opção Normal.
Este comando habilita o funcionamento da interface USB (Universal Serial Bus), existente na maioria das placas de CPU atuais. Se você não utiliza dispositivos USB, pode deixar este item desabilitado.
Faz com que um teclado ou mouse USB funcionem mesmo antes do carregamento do sistema operacional. O controle seria feito pelo próprio BIOS, e nesse caso o teclado e o mouse USB podem ser usados mesmo no modo MS-DOS e em outras etapas pre-boot.
Este comando faz com que o conteúdo do BIOS da placa SVGA seja copiado para uma área de memória DRAM. O processador desativa o BIOS da placa SVGA e passa a usar a sua cópia na memória DRAM. Esta cópia é feita a cada operação de boot. A vantagem em fazer esta cópia é que a DRAM é muito mais veloz que a ROM. Habilitar este item faz com que jogos de ação em modo MS-DOS (Quake, Duke Nukem 3D, DOOM, Wing Commander 3, etc) tenham gráficos mais rápidos.
Faz com que o conteúdo do BIOS da placa de CPU seja copiado para uma área de memória DRAM. Uma vez feita a cópia, o BIOS verdadeiro é desativado, e passa a ser usada a sua cópia em DRAM. A vantagem em usar este recurso é a maior velocidade no processamento das funções do BIOS. Note que este item é muito importante para o desempenho do disco rígido no modo MS-DOS e no Windows 3.x. Nas demais versões do Windows, o acesso a disco não é feito pelo BIOS, e sim, por drivers que ficam na memória RAM. Mesmo que você não use programas no modo MS-DOS nem o Windows 3.x, deixe a shadow RAM habilitada, pois se não ajuda, também não atrapalha.
Este comando é similar ao Video BIOS Shadow e ao System BIOS Shadow, explicados anteriormente. A diferença é que atua sobre outras áreas de memória, localizadas entre os endereços 800 k (Segmento de memória C800) e 960 k (Segmento de memória F000). Deve ser usado apenas quando instalamos alguma placa de expansão que possui um BIOS próprio, como por exemplo, uma placa controladora SCSI. Como são raras as placas que utilizam ROMs, devemos deixar esta opção desabilitada.
Ao instalarmos uma placa que possui uma memória ROM, podemos usar, por exemplo, o programa MSD (Microsoft Diagnostics) para visualizar o mapa de memória e saber quais são os endereços ocupados por ROMs. Este programa faz parte do Windows 3.1 e do MS-DOS 6.x. No Windows 9x, é encontrado no CD-ROM de instalação. O MSD apresenta um relatório que indica os endereços de memória onde existem ROMs, e desta forma, podemos habilitar os itens “Adaptor Shadow” para estes endereços.
A figura 5 mostra o aspecto dos itens que fazem a ativação de Shadow RAM. Normalmente encontramos itens individuais para ativação da Shadow RAM para o BIOS da placa SVGA, para o BIOS da placa de CPU e para diversas áreas da memória superior, na qual residem as ROMs de placas de expansão. Esta ativação é em geral feita por faixas. Como vemos na figura, existem diversas faixas de 16 kB, localizadas em endereços a partir do segmento C800.

Figura
25.5 - Ativação da Shadow RAM.
Certas placas de CPU apresentam as opções de seqüência de boot definidas de uma outra forma. Ao invés de apresentarem opções como “A: / C: / CD-ROM”, “C: / A: / CD-ROM” e todas as diversas combinações possíveis, apresentam 4 itens independentes, através dos quais podemos definir a primeira, a segunda a terceira e a quarta opção de boot. Por exemplo, para formar a seqüência “C: / A: / CD-ROM”, programamos a primeira opção com “C:”, a segunda com “A:” e a terceira com “CD-ROM”.
Encontrado em PCs antigos. Este comando define qual é a velocidade do processador após o boot. As opções apresentadas são High (Alta) e Low (Baixa). Em geral deixamos selecionada a opção High. Em alguns raros casos este item possui ainda a opção “Switch”, que faz com que seja obedecida a indicação da chave Turbo.
Alguns discos rígidos podem apresentar problemas quando o BIOS os testa muito cedo, antes que tenham atingido seu regime normal de funcionamento. O BIOS tenta identificar o modelo do disco, através de um comando de interrogação, mas o disco não responde, por estar ainda ocupado em sua inicialização. O resultado é um falso erro, que pode ser manifestado pela mensagem “HDD Controller Failure”. Com este comando, podemos selecionar um tempo (medido em segundos) a ser aguardado antes que o BIOS interrogue o disco rígido. Em geral, o tempo default funciona, mas em caso de problemas, podemos tentar usar o tempo máximo. Usuários “apressados” podem tentar diminuir este tempo, para que o boot seja mais rápido.
As placas de CPU modernas podem operar com diversos processadores compatíveis. A maioria delas detecta automaticamente o processador presente, mas muitas delas, sobretudo as que usam processadores para o Soquete 7, podem apresentar em seus Setups, um item através do qual podemos definir o processador empregado. Quando este item está presente, podemos encontrar opções como Intel, Cyrix, AMD e Auto. O default é Auto, o que faz com que o BIOS tente detectar o processador em uso. Caso esta auto detecção não funcione, podemos indicar diretamente qual é o processador instalado. Quando uma placa antiga não detecta um processador novo, e por esta razão apresenta problemas de mau funcionamento, devemos adquirir uma nova placa de CPU, ou então tentar fazer um upgrade de BIOS.
Algumas placas de CPU possuem um comando no CMOS Setup para informar o clock do processador. Para que para que isto funcione o processador tem que ser do tipo “não travado”, ou seja, não utilizar multiplicadores fixos. Tome muito cuidado com este item. Se ele existe no seu CMOS Setup, especifique o valor correto do clock do seu processador. Se você utilizar um valor mais elevado, poderá danificá-lo, ou tornar o funcionamento do PC instável.
Através deste item podemos habilitar ou desabilitar a checagem de paridade realizada nas leituras da memória DRAM. Caso todas as memórias DRAM existentes na placa de CPU possuam o bit de paridade (por exemplo, quando todos os módulos SIMM forem de 36 bits, e não de 32, e quando as memórias DIMM forem de 72, e não de 64 bits) podemos deixar este item habilitado para que sejam usados esses bits. Quando pelo menos um módulo de memória não possui bits de paridade, devemos deixar esta opção desabilitada, caso contrário, serão emitidos falsos erros de paridade.
Este comando é encontrado em Setups de PCs antigos. Define uma área de memória RAM para armazenar os parâmetro do disco rígido “tipo 47”, ou sejam do disco rígido com parâmetros definidos pelo usuário. Algumas vezes aparece com o nome “Hard Disk Type 47 RAM Area”. Suas opções são duas: “0:300” e “DOS 1 kB”. A opção “DOS 1 KB” é mais recomendável, pois evita possíveis incompatibilidades causadas pela outra opção. Esta opção fica sem efeito quando usamos o comando System BIOS Shadow, pois ao ser feita a cópia do conteúdo do ROM BIOS para uma área de memória RAM, os parâmetros do disco rígido tipo 47 são automaticamente armazenados, sem a necessidade de usar uma área de RAM adicional. Portanto, desde que esteja em uso a opção System ROM Shadow, deixe este item programado como 0:300. Na verdade não será usada a área 0:300, mas uma área dentro da RAM para a qual foi copiado o BIOS.
As placas de CPU modernas possuem um recurso chamado DMI (Desktop Management Interface). Através dele, vários parâmetros críticos relacionados com o funcionamento do processador podem ser monitorados, como a temperatura do processador, rotação do ventilador, valores de voltagem, etc. Essas placas mantêm armazenadas na sua Flash ROM, um relatório desses eventos. O item DMI Event log capacity indica se há espaço disponível na Flash ROM para armazenar novos eventos. Quando não existe espaço, o usuário deve comandar o apagamento desses eventos para que sobre espaço para armazenar eventos futuros.
Este comando faz com que seja exibido na tela, o relatório de eventos DMI armazenados na Flash ROM.
Limpa todos os eventos DMI armazenados na Flash ROM, deixando assim, espaço livre para armazenar novos eventos.
Habilita a gravação de eventos DMI na Flash ROM. Deixe este item com a opção Enabled. Você poderá então usar um software gerenciador de DMI para Windows, ou mesmo o CMOS Setup, para checar os eventos armazenados. Este software em geral é fornecido no CD-ROM que acompanha a placa de CPU.
Ao ser habilitado, faz com que os eventos relativos à detecção e correção de erros na memória sejam armazenados na Flash ROM. A presença de eventos ECC armazenados na Flash ROM indica que possivelmente existem problemas na memória. Devemos então tomar providências, como por exemplo, não confiar 100% no PC, reduzir a velocidade dos acessos à memória (Advanced Chipset Setup), e fazer backups com mais freqüência. Se os problemas persistirem, é recomendada a substituição das memórias.