Usando programas de diagnóstico de hardware - parte 2/2

Autor: Laércio Vasconcelos
  

   

Parte 1

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Ckeckit 3.0

Este é um dos mais conhecidos programas de diagnóstico para PC. Seria razoável passar diretamente à discussão da versão mais recente. En­tretanto, como a versão 3.0 ainda é muito adequada para quase todos os testes, além de operar em ambiente MS-DOS. Como muitos usuários e técnicos no Brasil já têm acesso à versão 3.0, vamos mostrar agora o uso desta versão (veja no final do capí­tulo como obter o Checkit).

O Checkit 3.0 é um software antigo, datando de 1990. Apresenta apenas algumas restrições ao ser utilizado em PCs mais modernos:

Não conhece o Pentium e superiores, indicando-os como 486

Seu teste de memória estendida só chega até 16 MB

Discos rígidos são reconhecidos com no máximo 4 GB

Seu teste de joystick apresenta problemas nos PCs mais velozes

Ainda assim é bastante adequado para diversos testes, e totalmente adequado para testar PCs antigos. Para testar PCs mais novos, recomendamos o PC- Check, o Norton Diagnostics ou outro software mais novo.

Ao executarmos o Checkit, é feita uma rápida verificação nos principais componen­tes do computador, sendo apresentado a seguir o relatório visto na figura 38.


Figura 38 - O Checkit verifica os principais componentes do PC.

Finalmente, o Checkit mostra o seu menu principal, como vemos na figura 39. Usa­mos as setas para selecionar entre os diversos menus: Sysinfo, Tests, Benckmarks, Tools, Setup e Exit. Uma vez selecionado um menu, usamos as setas para selecio­nar o opção desejada do menu selecionado. Por exemplo, no menu Sysinfo, indi­cado na figura 39, podem ser usadas as opções: Configuration, Memory Map, Interrupts, CMOS Table e Device Drivers. Uma opção importantíssima é a Configuration, que mostra a configuração de hardware do computador.


Figura 39 - Tela principal do Checkit.

A figura 40 mostra o aspecto da configuração apresentada pelo Checkit. Durante qualquer ponto da operação do Checkit podemos teclar F1 para obter um help on line, ou teclar ESC para cancelar o teste em curso.


Figura 40 - Exemplo de configuração de hardware apresentada pelo Checkit.

A tela de configuração apresentada na figura 40 mostra algumas informações impor­tantes sobre os equipamentos e programas residentes instalados no PC.

O menu de testes do Checkit

Na tela principal do Checkit, existem diversos menus, como vimos na figura  Se­lecionamos o menu de testes, e será mostrada a tela indicada na figura 41. Veremos a seguir como utilizar cada um dos diversos testes disponíveis através deste menu.


Figura 41 - Menu de testes do Checkit.

Testando a placa de CPU

Comecemos pelo teste mais importante de todos: o teste da placa de sistema ou placa de CPU (System Board). Na placa de CPU existem, além do processador e da memória, diversos circuitos necessários ao seu funcionamento, como por exemplo, os controladores de DMA e os controladores de interrupções. A figura 42 mostra os resultados de testes na placa de CPU feitos pelo Checkit.

 
Figura 42 - Teste da placa de CPU.

Na figura 42, observamos que os três primeiros testes dizem respeito ao próprio pro­cessador. O quarto teste diz respeito ao modo protegido. Este é o modo no qual funciona o Windows, onde o processador tem acesso a toda a memória estendida. Ao oposto do modo protegido, temos o modo real, no qual o processador acessa apenas os primeiros 1024 kB de memória. Este modo é utilizado pela maioria dos programas para MS-DOS.

Os três testes seguintes dizem respeito ao coprocessador aritmético. Caso este cir­cuito não esteja presente na placa de CPU, esses testes serão pulados. A seguir são testados o controlador de DMA e o controlador de interrupções. Nos PCs antigos, esses circuitos eram formados pelos chips conhecidos como 8237 e 8259. Nos PCs modernos, esses circuitos fazem parte do chipset. Em caso de falha nesses circuitos, será preciso trocar a placa de CPU.

Outro importante teste a ser realizado na placa de CPU é aquele indicado no menu de testes como real time clock (RTC). Este circuito é encontrado no chip CMOS das placas de CPU. A figura 43 mostra os testes que o Checkit realiza com este circuito.

 
Figura 43 - Teste do Real Time Clock.

Entram em jogo neste teste, dois relógios: o RTC, que faz parte do chip CMOS, e o relógio do BIOS, que é mantido por software, através de um contador baseado nas interrupções do Timer, que ocorrem 18.2 vezes por segundo. Todos os programas que necessitam consultar ou alterar a hora, o fazem através do relógio do BIOS. Este relógio é “acertado” com a mesma data e hora do RTC na ocasião do boot. Depois disso, os dois relógios funcionam de forma independente, mas ambos de­vem marcar a mesma data e hora. Quando o PC é desligado, o relógio do BIOS deixa de existir, já que é mantido por software, mas o RTC continua funcionando, graças à bateria que alimenta o CMOS.

Inicialmente o Checkit compara a hora indicada no RTC com a indicada pelo reló­gio do BIOS, aquele que é acessado pelo comando TIME do MS-DOS e pelos diversos progra­mas que precisam saber o horário. É normal a existência de uma pequena dife­rença, da ordem de alguns segundos, entre esses dois relógios. Já as datas indicadas pelo RTC e pelo relógio do BIOS devem ser idênticas, caso contrário o Checkit apontará um erro. O RTC, além de indicar a hora, possui também uma espécie de "alarme", que é um circuito que pode ser programado para gerar uma interrupção em uma data e hora pré-estabelecidas. Esta interrupção pode, por sua vez, ser pro­gramada para ativar programas ou outros eventos quaisquer. O Checkit verifica se este alarme funciona corretamente. Em caso de falha, o usuário não deve ficar "alarmado" (desculpem o trocadilho), pois isto representa apenas um pequeno problema de compatibilidade com o AT original da IBM.

Um último teste é realizado com o RTC, chamado de compare elapsed time. É checado se os dois relógios funcionam na mesma velocidade. Por exemplo, ao ser marcado um tempo de 1 segundo no RTC, o mesmo tempo deve ser também transcorrido no relógio do BIOS, caso contrário, o Checkit considerará como uma falha. Muitas vezes o RTC apresenta esse tipo de problema devido a falta de carga em sua bateria.

Testando a memória

Vejamos agora o teste de memória DRAM. Ao ser selecionado Memory no menu de testes, o Checkit apresentará a tela mostrada na figura 44.


Figura 44 - Teste de memória.

Será apresentada uma indicação da memória instalada no sistema. Na figura 44 podemos ver os 640 kB de memória convencional e 15 MB de memória estendida. A região de memória compreendida entre os endereços 640 kB e 1 MB é reservada para as ROMS e memória de vídeo, e essa faixa de endereços não será testada. O exemplo apresentado na figura 44 corresponde a um PC com 16 MB de memória.

O Checkit pergunta se o usuário quer executar o teste e coloca três opções: "Y" (yes), "N" (no), e "C" (change). Através da opção "C" podemos fazer algumas alte­rações na forma como o teste será realizado. Ao selecionar "C", usamos as setas de cursor para indicar quais opções desejamos alterar. Podemos alterar a faixa de en­dereços a ser testada, ao invés de usar o default, que é testar a memória toda. Po­demos escolher entre o teste rápido (Quick Memory Test Only) e o teste mais rigo­roso. O teste rigoroso é mais demorado, mais é muito mais completo e capaz de encontrar erros que não são detectados pelo teste rápido. Para selecionar o teste rigoroso, basta colocar a opção Quick Memory Test Only como "N".

Normalmente a memória é testada uma única vez. Entretanto, podemos fazer com que a memória seja testada diversas vezes. Isso é importante, pois existem certos tipos de defeitos chamados intermitentes, que só podem ser detectados através de testes repetitivos. Por exemplo, a memória poderia apresentar um problema so­mente após 10 minutos de operação. Se a memória for testada apenas uma vez, este erro não será detectado. Programando o Checkit para testar a memória diversas vezes, será possível detectar os erros intermitentes. Para ativar os testes repetitivos, basta colocar na opção Number of Test Passes o número de vezes que se deseja realizar o teste.

Após selecionar a faixa de endereços a ser testada, o tipo de teste (rápido ou rigo­roso) e o número de passos, o Checkit pergunta novamente se já pode executar o teste. Ao responder "Y", o teste será iniciado. Vale a pena lembrar mais uma vez que para que o teste de memória seja preciso, é necessária a realização de um boot limpo, e a memória cache deve estar desabilitada.

Conforme o teste de memória é realizado, o Checkit indicará se cada tipo de teste obteve sucesso (passed) ou falha (failed), como pode ser verificado na figura 45.


Figura 45 - Teste de memória em andamento.

O que fazer em caso de defeitos na memória? Esses defeitos podem ter as mais variadas origens. Podemos citar, por exemplo:

Testando o disco rígido

Várias podem ser as causas de mau funcionamento do disco rígido:

1) Erro de programação no CMOS Setup
2) Defeito na interface onde está conectado o disco rígido
3) Defeito no cabo que liga o disco rígido à sua interface
4) Defeito no disco rígido
5) Defeito na fonte de alimentação

Infelizmente nenhum software de diagnóstico tem a capacidade de checar isoladamente cada um desses itens. Os testes são baseados em realizar operações de leitura e posicionamento das cabeças do disco rígido. Em caso de sucesso, podemos concluir que todos esses módulos estão em perfeitas condições. Em caso de problemas, o Checkit não terá meios de saber onde exatamente está o problema, apenas dirá que ocorreram erros durante o teste. Neste capítulo, estamos preocupados apenas em checar o correto funcionamento do computador.

Não custa nada lembrar mais uma vez, para testar o disco rígido, é preciso antes realizar um boot limpo. A razão disso é que no boot normal, mesmo no modo MS-DOS, é normalmente ati­vado um programa de cache de disco (SMARTDRV ou a cache do Windows). Este programa aumenta a durabilidade e o desempenho do disco rígido, mas impede que o disco rígido seja corretamente tes­tado, da mesma forma que a memória cache impede o correto teste da DRAM.

Para testar o disco rígido, usamos a opção Hard Disk do menu de testes. O Checkit perguntará qual é o disco rígido a ser testado, já que um PC pode possuir mais de um disco rígido. Observe que o Checkit testa o disco rígido como um drive físico, e não como um drive lógico. Portanto, um disco rígido dividido em dois drives lógi­cos C: e D:, será testado todo de uma só vez.

A figura 46 mostra o resultado final do teste quando não ocorrem erros. Eventuais erros são apresentados no quadro com a indicação Errors. Quando os erros ocorrem, este quadro possui uma lista com os números dos cilindros e das cabeças nas quais os erros foram detectados.


Figura 46 - Fim do teste do disco rígido.

Eventualmente, o teste do disco rígido pode indicar a presença de alguns setores defeituosos. Se o Checkit indicar no retângulo destinado aos erros que esses setores estão marcados pelo DOS como ruins (Marked by DOS), o problema não será tão sério, pois o DOS (e também o Windows), ao saber previamente que esses seto­res estão ruins, não os utilizará. Caso esses setores defeituosos não sejam indicados como Marked by DOS, teremos um problema que requer manutenção corretiva.

Testando o drive de disquetes

O teste dos drives realizado pelo Checkit é muito parecido com o do disco rígido. Lembramos que, antes de mais nada, devemos providenciar um disquete confiável para que possam ser feitos os testes de leitura e gravação com os drives. De posse do disquete confiável, executamos o Checkit e selecionamos no menu de testes a opção Floppy Disk. Indicamos a seguir o drive a ser testado, normalmente o drive A. Será então apresentada uma tela onde o Checkit pergunta se o disquete a ser usado no teste já está inserido no drive a ser testado. Colocamos o disquete confiá­vel no drive e teclamos "Y" seguido de Enter. A seguir o Checkit verificará o tipo de disquete colocado e o indicará no canto supe­rior direito da tela, como mostra a figura 47. É também colocada uma mensagem para o usuário, que aqui está traduzida:

Se existem dados gravados nesse disquete, o teste de escrita pode destruí-los. Pule o teste de escrita para evitar a possibilidade de perda de dados.

O Checkit pergunta então se pode usar este disquete, e espera por três respostas possíveis:

"Y", para fazer o teste completo, usando leituras e escritas no disquete.
"N", para usar outro disquete.
"S", para pular o teste de escrita, realizando apenas o teste de leitura.


Figura 47 - Dando início ao teste do drive de disquetes.

Aconselhamos o uso de um disquete recém-formatado, sem dados gravados, e que seja realizado o teste completo, que inclui leituras e escritas. Nesse caso deve ser teclado "Y", dando início ao teste.

Inicialmente é realizado o teste de leituras aleatórias (random read). São feitas as leituras de vários setores de várias trilhas, mas em uma seqüência aleatória, o que resulta em diversos movimentos com as cabeças de leitura e gravação. Ao terminar, começa o teste de escritas aleatórias (random write), no qual são realizadas escritas seguidas de verificações em vários setores de várias trilhas do disquete, também seguindo uma ordem aleatória. Desta forma, são testados os circuitos de leitura, de gravação e o mecanismo de posicionamento das cabeças do drive. A figura 48 mos­tra os resultados dos testes de um drive em perfeitas condições.


Figura 48 - Resultado do teste de um drive em perfeitas condições.

Eventuais erros são apresentados no retângulo indicado com Errors, como vemos na Figura 49. No caso de serem observados erros, fica caracterizado um problema que requer manutenção corretiva. O problema do drive pode ser devido a sujeira na cabeça, desalinhamento ou desregulagem na velocidade de rotação do disco. É possível ainda que o problema esteja na interface para drives de disquetes.


Figura 49 - Erros apontados no teste de drives de disquetes.

Sempre que o Checkit encontra erros, apresenta ao final do teste, uma tela com um relatório, como mostra a figura 50. Ao mesmo tempo, o Checkit gera um arquivo que contem os resultados de todos os testes, inclusive os erros.


Figura 50 - Relatório de erros no teste de drives.

Um teste fácil de fazer nos drives é o da velocidade de rotação. Infelizmente o Che­ckit não faz esse tipo de teste, a menos que seja usado em conjunto com um dis­quete especial para fazer alinhamento. Esse é um disquete especial, diferente dos comuns, e não pode mais ser encontrado no comércio.

Felizmente, pelo menos a velocidade de rotação pode ser testada através de outros programas mais modernos, como o Norton Diagnostics.

Testando o teclado

Para ativar o teste de teclado do Checkit usamos a opção Input Devices no menu de testes. A seguir são apresentadas opções para testar o teclado, o mouse e o joystick. Ao selecionarmos o teste de teclado, veremos a tela indicada na figura 51. Inicialmente devemos indicar o tipo de teclado existente no computador:

a) Teclado "estilo XT", com 83 teclas
b) Teclado "estilo AT", com 84 teclas
c) Teclado avançado, com 101 teclas, o mais comum atualmente

Para os teclados atuais, devemos escolher a opção Enhanced Keyboard.


Figura 51 - Identificando o tipo de teclado


Figura 52 - Teste de teclado em andamento.

Uma vez indicado o tipo de teclado, o Checkit realiza três testes:

Press Each Key: O usuário deve pressionar todas as teclas, que serão indicadas na tela à medida que são apertadas. Desta forma é possível verificar se existe alguma tecla inativa ou se ocorre troca de teclas.

Typematic Repeat Test: Quando apertamos uma tecla e a mantemos pressionada por mais de 1 segundo (pode também ser usado um tempo menor), o teclado gera uma seqüência repetitiva com a tecla pressionada. Essa característica é conhecida como typematic repeat. Nesse teste devemos apertar uma tecla qualquer para que o Checkit verifique se o typematic repeat está funcionando.

Keyboard Lights Test: O Checkit testa se os três LEDS existentes no teclado estão acendendo e apagando normalmente. Cada um dos LEDS (Num Lock, Caps Lock e Scroll Lock) é aceso e apagado. Depois disso é perguntado ao usuário se os LEDS funcionaram.

Testando o mouse

Ainda no menu de testes, no item Input devices, encontramos o teste do mouse. O teste consiste em apertar cada um dos botões do mouse e fazer movimentos com um cursor através do mouse para a parte superior, inferior, esquerda e direita da tela. O teste pode ser visto na figura 53. Para poder realizar esse teste é necessário que o driver do mouse seja ativado antes da execução do Checkit.


Figura 53 - Teste do mouse.

Testando o joystick

O teste do joystick é muito simples, e similar ao teste realizado no mouse. Consiste em realizar movimentos com o cursor e apertar os seus botões. Este teste é ativado através da opção Input devices, que testa o teclado, mouse e joystick. Entretanto, infelizmente o Checkit 3.0 apresenta problemas neste teste, pois não consegue de­tectar a presença da interface de jogos (Game Port) nos PCs modernos. Isto se deve ao fato do Checkit 3.0 ser um programa datado de 1990, quando os PCs mais rápi­dos eram baseados no 386DX-33. O mesmo tipo de problema acontece quando tentamos utilizar o joystick com alguns jogos daquela época, em PCs modernos. Como o Checkit 3.0 não tem a capacidade de detectar a interface de joystick dos PCs modernos, devemos utilizar outros métodos para realizar este teste. Podemos utilizar, por exemplo, programas de teste que podem ser fornecidos com o joystick. Se você não possuir tal disquete, pode usar o programa que acompanha o joystick de um amigo. A figura 54 mostra o programa de teste que acompanha o joystick modelo Winner 707. O teste consiste em mover o joystick nas quatro direções e pressionar os seus botões.


Figura 54 - Testando o joystick com um programa fornecido pelo seu fabricante.

Testando a placa de vídeo

O Checkit é capaz de realizar testes nos diversos tipos de placas de vídeo, apesar de não ter condições de reconhecer a diferença entre uma placa VGA e uma Super VGA. Uma placa Super VGA nada mais é que uma placa VGA capaz de operar em resoluções maiores e com mais cores. De qualquer forma, esta limitação não invalida os testes feitos pelo Checkit e pelos diversos softwares de diagnóstico existentes. Ao ser selecionado o teste de vídeo, o Checkit apresenta quatro opções:

a) All Tests
b) Video RAM
c) Text
d) Graphics

Normalmente selecionamos a primeira opção, que realiza todos os testes disponí­veis. Podemos também selecionar os testes de forma individual: Testar apenas a memória de vídeo, ou apenas os modos de texto, ou apenas os modos gráficos.

Nos testes de Video RAM é testada a memória RAM existente na placa de vídeo. A quantidade de memória testada depende da placa:

Hercules, MDA:         4 kB
CGA:                      16 kB
EGA, VGA, SVGA:      256 kB

Nos PCs modernos, as placas serão sempre detectadas como VGA, já que todos utilizam placas SVGA. Infelizmente não é possível testar através do Checkit toda a memória de vídeo exis­tente em placas fora do padrão IBM, como é o caso das placas SVGA. Seria possível apenas rea­lizar um teste informal, que consiste em usar algum programa gráfico que ative a resolução máxima da placa. Problemas na memória de vídeo resultariam em altera­ções na imagem, como troca de cores ou faixas horizontais e verticais na tela.

No teste dos modos de texto, o Checkit apresenta telas com caracteres nos modos de texto que a placa é capaz de exibir. São mostrados textos em modos monocro­máticos e a cores. É também mostrado um teste de atributos de vídeo, onde são exibidos caracteres com alta e baixa intensidade, vídeo reverso e piscando. A figura 55 mostra uma das telas apresentadas no teste de modo texto.


Figura 55 - Teste da placa de vídeo em modo texto.


Figura 56 - Teste de grades.


Figura 57 - Testando o modo gráfico de 320x200x256

O Checkit também testa os diversos modos gráficos para cada tipo de placa de ví­deo. Em placas Hercules e MDA, os modos gráficos não são testados. Em placas CGA, EGA, e VGA são apresentadas diversas telas com quadriculados e barras coloridas. As figuras 56, 57 e 58 mostram algumas das telas apresentadas pelo Checkit durante os testes da placa de vídeo.


Figura 58 - Testando o modo de 640x350x16.

O usuário deve se habituar com o que é apresentado na tela em cada um desses testes. Durante os testes devem ser checadas se as cores apresentadas estão corretas.

Testando as interfaces seriais

Existem duas formas de testar uma interface serial: teste interno e teste externo. O teste interno tem como objetivo testar os principais circuitos que fazem parte das interfaces seriais. Esses circuitos são chamados de UART (Transmissor e Receptor Assíncrono Universal). O teste mais completo é o externo, que além de testar a UART, testa outros circuitos conhecidos como line drivers e line receivers, que trabalham em conjunto com a UART. Entretanto, para realizar o teste externo é necessário conectar na porta serial um adaptador especial conhecido como loopback. Sem este loopback o usuário pode fazer apenas o teste interno, ou seja, testar o funcionamento da UART.

Para testar uma porta serial, selecionamos no menu de testes do Checkit a opção Serial Ports. A seguir devemos indicar qual das portas seriais queremos testar: COM1, COM2, COM3 ou COM4. Uma vez indicada a porta serial desejada, Checkit perguntará se estamos usando ou não um conector loopback. Caso res­pondamos "N", será realizado o teste interno, ou seja, testará todas as funções da UART e não verificará os circuitos conhecidos como line drivers e line receivers. A figura 59 mostra a tela apresentada por este teste.


Figura 59 - Teste interno de uma interface serial.

Se o teste interno resulta em sucesso, significa que a UART da interface serial tes­tada está em perfeito estado. Para que o teste seja 100% completo, é preciso realizar a seguir o teste externo, no qual é usado o loopback. Neste caso, acopla-se o loopback no conector da interface serial e repete-se o teste, respondendo "Y" quando o Checkit perguntar sobre a presença do loopback. A tela apresentada du­rante o teste externo é idêntica à do teste interno, mostrado na figura 59, exceto que no primeiro quadro existe a inscrição Has Loopback.

Quando o teste interno resulta em sucesso e o teste externo apresenta falha, signi­fica que existe problema nos chips conhecidos como line drivers e line receivers, ou então no cabo que liga a placa ao conector da interface serial. Quando isto ocorre, faz-se necessária uma manutenção corretiva.

Algumas observações a mais devem ser feitas em relação ao teste das portas seriais:

1. Ao realizar testes sem loopback, devemos desconectar qualquer dispositivo serial da porta em teste. Por exemplo, se temos um mouse conectado na COM1, devemos desconectá-lo para que o teste seja realizado corretamente, caso contrário poderão ser indicados erros que na verdade não existem. Ob­viamente esta desconexão deve ser feita com o PC desligado.

2. As placas fax/modem também possuem interfaces seriais. Essas placas podem utilizar diversos tipos de UARTs, diferentes das usadas originalmente pela IBM. Devido a isso, é possível que o Checkit aponte erro nessas interfaces se­riais, que na verdade não são erros, apenas foi encontrada uma UART dife­rente daquela usada pela IBM.

3. A forma correta de usar o loopback é ligando-o diretamente no conector da interface serial localizado na parte traseira do gabinete do computador. É er­rado, por exemplo, ligar um cabo serial na interface e colocar o loopback na outra extremidade deste cabo.

Testando as interfaces paralelas

As interfaces paralelas, também chamadas de interfaces de impressora, são chama­das de LPT1, LPT2 e LPT3. A maioria dos PCs possui apenas uma, mas depen­dendo das placas instaladas podem existir duas ou três. Ao ativar o teste das inter­faces paralelas, Checkit perguntará qual é a interface a ser testada: LPT1, LPT2 ou LPT3. A seguir será mostrada uma tela onde é perguntado se existe um loopback acoplado ao conector da interface paralela. Da mesma forma como existe um loopback próprio para o teste das interfaces seriais, existe um outro tipo de loopback próprio para o teste das interfaces paralelas. Caso o usuário não possua este loopback, basta responder "N", e será feito apenas um teste interno. Para que o teste seja mais rigoroso, é necessário usar o loopback apropriado.

Na figura 60 vemos o resultado do teste interno, ou seja, realizado sem loopback. Da mesma forma como procedemos no teste das interfaces seriais, as interfaces paralelas devem ser testadas em duas etapas: primeiro o teste interno (sem loopback e sem nenhum cabo ligado em seu conector), e em caso de sucesso, fa­zemos o teste externo, ligando o loopback diretamente no conector da interface paralela, localizado na parte traseira do gabinete do PC.


Figura 60 - Resultado do teste interno da interface paralela.

Testando a impressora

Todas as impressoras possuem um auto-teste, ativado por uma combinação especial de botões. Nesse teste a impressora lista várias páginas com os diversos tipos de caracteres e modos gráficos que possui. Antes de usar qualquer programa de dia­gnóstico para testar uma impressora, deve ser usado o auto-teste. Normalmente no manual da impressora existe uma indicação daquilo que é impresso no auto-teste. Mesmo que o usuário não possua o manual, pode executar o auto-teste e guardar a listagem para futuras comparações.

Uma vez que a impressora tenha operado corretamente no auto-teste, podemos usar o Checkit para realizar testes adicionais. Basta selecionar a opção Printers no menu de testes. Será então colocada uma tela onde o usuário deve teclar "Y" para execu­tar o teste, "N" para desistir e "C" para configurar. Ao escolher a opção "C", pode­mos selecionar o tipo de impressora, de acordo com as três classes:

a) Generic
b) IBM/Epson
c) HP Laserjet


Figura 61 - Um dos padrões usados no teste de impressoras.

Figura 62

Folha impressa pelo Checkit no teste de impressoras a Laser.

 

 

 

 

A maioria das impressoras matriciais são compatíveis com as impressoras Epson e IBM, que deve ser a opção selecionada. Da mesma forma, a maioria das impresso­ras Laser são compatíveis com a HP Laserjet. Caso a impressora em uso não seja compatível com nenhum desses tipos, podemos selecionar a opção Generic.

Seja qual for o tipo de impressora selecionado, Checkit fará uma série de impres­sões e indicará na tela o aspecto daquilo que deve ser impresso. É conveniente que o usuário mantenha uma cópia em papel daquilo que o Checkit coloca em sua im­pressora, para que possam ser feitas comparações em testes futuros. A figura 61 apresenta um dos vários padrões que o Checkit lista simultaneamente na tela e na impressora, para que chequemos se estão corretos.

Na figura 62 vemos um padrão que não é apresentado na tela. Trata-se do teste de modo gráfico de impressoras a Laser. A figura é uma cópia da folha impressa ge­rada pelo Checkit neste teste.

Testes repetitivos

O Checkit possui em seu menu de testes a opção Select Batch, através da qual o usuário pode preparar uma espécie de "bateria de testes". Pode por exemplo espe­cificar que o disco rígido e a memória sejam testados 50 vezes. A figura 63 mostra a tela apresentada pelo Checkit quando selecionamos esta opção. O Checkit faz a pergunta "Run Batch ?", à qual deve ser respondido "N" para desis­tir, "Y" para prosseguir e "C" para configurar os testes a serem realizados. Nesse caso, o usuário deve usar as setas do teclado e preencher as respostas com "Y" ou "N" conforme deseje ou não realizar um determinado teste.


Figura 63 - Testes em batch no Checkit.

Deve ser também preenchida a opção Error Logging, que indica onde deverá ser apresentado o relatório de erros encontrados durante os testes. Podemos escolher entre as opções:

Use Setup Setting - Coloca o relatório de erros no local especificado pela opção Log Activity do item Setup no menu principal do Checkit.

Display Only - Os resultados serão mostrados apenas no vídeo.
Disk - Os resultados serão apresentados em um arquivo em disco.
Printer - Os resultados serão impressos.
Disk and Printer - Os resultados serão impressos e gravados em disco.

Deve ser também indicado o número de passos (Batch Passes), ou seja, o número de vezes que os testes serão realizados. Deve também ser respondida a pergunta "Pause on Errors ?". Usamos a resposta “Y” se quisermos que os testes sejam inter­rompidos ao primeiro erro encontrado. Se quisermos que os testes prossigam, basta responder “N”. De qualquer forma, o relatório de erros apresentado pelo Checkit mostrará todos os erros encontrados.

Norton Diagnostics

Junto com o pacote Norton Utilities, mesmo nas versões mais novas, encontramos o Norton Diagnostics (NDIAGS.EXE). É um software de diagnóstico com boa qualidade, parecido com o Checkit. Você pode copiar para um disquete, todos os arquivos NDIAGS.* en­contrados no diretório onde é instalado o Norton Utilities (ou então diretamente a partir do CD-ROM de instalação) e utilizar este disquete para fazer testes em outros PCs. Assim como ocorre na maioria dos programas de diagnóstico, é preciso executar um boot limpo antes de usar o NDIAGS.

Ao ser executado, NDIAGS apresenta a tela indicada na figura 64. A tela mostra a configuração de hardware do computador, indicando o tipo de CPU, a placa de vídeo, o mouse, os discos, quantidade de memória, portas seriais e paralelas, etc. Essas informações podem ser listadas na impressora, bastando pressionar a tecla "P", ou então clicando o mouse no retângulo indicado com a palavra Imprimir.

Se teclarmos "N", o NDIAGS iniciará automaticamente uma série de testes de hardware. Os testes automáticos têm a vantagem de sua realização ser extrema­mente fácil. Por Default, o NDIAGS realizará todos os seus testes de forma automá­tica, seguindo uma seqüência que cobrirá todos os testes.


Figura 64 - Tela de abertura do NDIAGS.


Figura 65 - Resultado dos testes da placa de CPU.

Caso desejemos, podemos operar o NDIAGS de duas outras formas: executando testes individuais a partir dos seus menus, ou preparando uma bateria de testes, à nossa escolha, para que sejam executados em seqüência. Vejamos inicialmente como são os testes realizados no modo automático.

Testando a placa de CPU

O primeiro teste realizado é o da placa de CPU (figura 65). São testados o proces­sador, a unidade de ponto flutuante, a operação do processador em modo protegido (que dá acesso à memória acima de 1 MB), os chips 8237, 8259 e 8253 (Controla­dores de DMA, de interrupções e Timers). Nos PCs antigos, esses chips estavam presentes na placa de CPU, mas atualmente fazem parte do chipset. São ainda testados os circuitos existentes no chip CMOS (Clock e alarme). Terminado o teste, podemos teclar "P" para imprimir os resultados, "E" para repetir o teste, ou "R" para executar o próximo teste, que é o teste das portas seriais e paralelas.

Testando as portas seriais e paralelas

A figura 66 mostra os resultados dos testes das portas seriais feitos com o NDIAGS. O teste pode ser realizado de duas formas: interno (sem loopback) ou externo (com loopback). A figura mostra os resultados do teste sem loopback. Para que o teste seja mais rigoroso, podemos providenciar um loopback e comandar a execução do teste externo.


Figura 66 - Teste das portas seriais.

Quando existe um loopback instalado, são realizados testes de transmissão e recep­ção de dados em várias velocidades, desde 300 até 115200 bauds (baud é uma uni­dade que tem quase o mesmo significado que "bits por segundo"). Todos os PCs modernos, de classe Pentium e superiores, possuem portas seriais capazes de chegar a 115.200 bps, mas modelos muito antigos (486 e anteriores) podem não suportar tais velocidades. Os primeiros PCs tinham portas seriais capazes de operar com uma velocidade de até 9600 Bauds. O NDIAGS é capaz de testar o funcionamento da interface serial em todas essas velocidades, desde que exista o loopback instalado.

Caso o usuário possua um loopback, deve ser habilitado o seu uso através do menu Arquivo e a seguir Opções. Basta então marcar a opção “Usar plugues de loop in­vertido opcionais”, como mostra a figura 67.


Figura 67 - Opções do NDIAGS.

Caso a porta serial esteja conectada a um modem externo, o NDIAGS não poderá testá-la. Será necessário desconectar o modem para realizar o teste. Caso a porta serial faça parte de uma placa de modem (ou modem interno), o NDIAGS também não poderá testá-la. Neste caso, será apresentada uma tela com a mensagem:

Esta porta serial NÃO PODE ser testada. Um modem está anexado ou interno.

O teste da interface paralela é mostrado na figura 68. Da mesma forma como no caso das portas seriais, as portas paralelas podem ser testadas com ou sem loopback. Através do menu Arquivo, comando Opções, mostrado na figura 67, podemos indicar se os testes das interfaces seriais e paralelas serão realizados com ou sem os respectivos conectores loopbacks.


Figura 68 - Teste de uma porta paralela.

Testando o chip CMOS

O teste realizado no CMOS pelo NDIAGS tem como objetivo verifi­car a integridade de seus dados. Podemos observar na figura 69 a tela apresentada durante este teste.


Figura 69 - Teste do CMOS.

Caso este teste apresente erro, significa que provavelmente existe um problema com a bateria que alimenta o chip CMOS. Será preciso recarregar ou trocar a bate­ria (dependendo do seu tipo).

Testando a memória

A próxima etapa consiste nos testes de memória. O NDIAGS realiza testes nos três tipos de memória existentes no computador:


Figura 70 - Teste da memória onvencional.

Podemos observar na figura 70 o teste da memória convencional, (também cha­mada de Memória Base) que é aquela compreendida entre os endereços 0k e 640k. Eventuais erros serão apresentados na lista de falhas, na parte direita da tela. Caso ocorram erros, temos que realizar manutenção corretiva para solucioná-los.

A memória estendida é toda aquela localizada acima do endereço 1024k. Para que esta memória possa ser testada, é necessário que seja executado um boot limpo, pois não é possível acessá-la para efeito de testes caso exista algum gerenciador de memória ativo (HIMEM.SYS). Caso exista tal gerenciador ativo, a memória estendida não poderá ser testada. A figura 71 mostra o teste da memória estendida.


Figura 71 - Teste da memória estendida.

Já a memória expandida poderá ser testada normalmente. Esta memória estará pre­sente caso exista no sistema um software Gerenciador de Memória Expandida. O software mais usado para este fim é o EMM386.EXE. Não é necessário utilizar este teste, pois ao ser executado o boot limpo toda a memória acima de 1024k fica dis­ponível como memória estendida e poderá ser integralmente testada.

Testando o disco rígido

O teste do disco rígido consiste em realizar várias operações de leitura, em modo seqüencial e em modo aleatório (figura 72). O teste mede também a velocidade de rotação do disco. Os atuais discos rígidos têm velocidades de rotação de 3600, 4500, 5400 ou 7200 RPM, mas devido à existência de memória cache nesses discos, a velocidade medida é muito maior que a verdadeira. Não leve portanto em consi­deração a medida de velocidade de rotação do disco rígido.


Figura 72 - Teste do disco rígido.

Testando o drive de disquetes

Conforme já foi explicado, para testar os drives, é necessário usar disquetes forma­tados e confiáveis. O NDIAGS realiza testes em dois níveis. O teste normal inclui apenas operações que não afetam os dados existentes no disquete, como leitura e movimentação das cabeças. Mais adiante veremos como proceder para que o NDIAGS realize também o teste de gravação. Os testes realizados nos drives, por default, são:

Podemos observar na figura 73 a tela apresentada durante o teste de drives de disquetes. As lei­turas seqüenciais e aleatórias têm como objetivo checar o funcionamento dos circui­tos de leitura e do mecanismo de posicionamento das cabeças.


Figura 73 - Teste do drive de disquetes.

Existe ainda o teste que checa o correto funcionamento do sensor de proteção con­tra gravação. Consiste em retirar o disquete do drive, protegê-lo contra gravação e colocá-lo novamente, para verificar se o sensor ótico está detectando se o disquete está ou não protegido contra gravação. Um erro neste teste não impede o funcio­namento do drive, mas o usuário deixa de ter segurança sobre os discos protegidos contra gravação. Em caso de falha, é altamente recomendável que seja realizada uma manutenção corretiva para solucionar este problema.

O NDIAGS testa também se o drive é capaz de informar a troca de disquete. Este recurso é muito importante. Quando não está em pleno funcionamento, pode fazer com que alguns programas “confundam” disquetes. Por exemplo, durante a instala­ção de um software composto de diversos disquetes, é pedido que seja retirado, digamos o DISCO 1 para que seja inserido o DISCO 2. Quando a identificação de troca de disquetes não está funcionando, o software poderá pensar que o DISCO 1 ainda está no drive, não reconhecendo a presença do DISCO 2. Isto pode ser um grande transtorno e inviabilizar a instalação de programas.

O NDIAGS realiza ainda o teste de velocidade dos drives, e apresenta a medida em RPM (Rotações Por Minuto). A tabela abaixo mostra as velocidades que devem ser medidas em cada tipo de drive.

Drive

Velocidade

Tolerância

360 kB

300 rpm

295,5 a 304,5 rpm

1.2 MB

360 rpm

354,6 a 365,4 rpm

720 kB

300 rpm

295,5 a 304,5 rpm

1.44 MB

300 rpm

295,5 a 304,5 rpm

Ao trabalhar como técnico, você tem grandes chances de encontrar com putadores antigos, com drives obsoletos, portanto a tabela acima pode ser útil. Na maioria dos casos, apenas o drive de 1.44 MB será de interesse.

Testando a placa de vídeo e o monitor

A seguir é realizada uma série de testes com a placa de vídeo. Os testes consistem no seguinte:

O teste da memória de vídeo tem o objetivo de checar o funcionamento correto dos chips que formam esta memória. Em caso de defeito em alguns desses chips, podem ocorrer anomalias na imagem, como troca de cores, troca de caracteres e o surgimento de faixas horizontais e verticais na imagem, apesar de ser mantida uma perfeita nitidez. Infelizmente o NDIAGS, assim como a maioria dos programas que realizam testes de hardware, não é capaz de checar toda a memória de vídeo exis­tente nas placas Super VGA, devido à grande variedade de chips gráficos existentes nas diversas placas disponíveis no mercado. São testados apenas os primeiros 256 kB. Durante o teste da memória de vídeo, surgem imagens "malucas" na tela, devido ao preenchimento da memória com diversos valores, para efeito de teste. Essas ima­gens são perfeitamente normais, e não devem ser encaradas como defeito.

O teste de modos de vídeo verifica o correto funcionamento de todos os modos de texto e gráficos suportados pela placa. O NDIAGS ativa cada um desses modos, e devemos responder a cada tela com "S" ou "N", conforme a tela esteja ou não correta. A figura 74 mostra um dos testes de modos de vídeo realizados pelo NDIAGS.


Figura 74 - Um dos diversos testes de modos de vídeo.

O próximo teste é o "Grid Test", ou Teste de Grades, no qual é ativado cada um dos modos gráficos disponíveis na placa, e são apresentadas figuras com linhas ho­rizontais e verticais, formando uma espécie de grade (figura 75).


Figura 75 - Teste de grades.

A última etapa do teste da placa de vídeo é o teste de cores. Novamente são ativados cada um dos modos gráficos suportados pela placa, e são apresentadas telas com as cores usadas por cada modo, como podemos observar na figura 76.


Figura 76 - Teste de cores.

Testando o mouse

O NDIAGS realiza com o mouse um teste bem simples que consiste em detectar o pressionamento dos botões e verificar a movimentação do cursor do mouse ao longo da tela (figura 77). Para que este teste possa ser realizado é pre­ciso que o driver do mouse para o modo MS-DOS esteja ativado. O NDIAGS instrui o usuário para que pressione cada um dos botões do mouse, e que realize movi­mentos com o seu cursor até a parte superior da tela, depois até a parte inferior, depois à esquerda e à direita.


Figura 77 - Teste do mouse.

Testando o PC Speaker

Para testar o alto-falante, o NDIAGS faz com que seja tocado o som de uma frase falada digitalizada (figura 78). Em alguns casos, este som pode não ser audível. Deve então ser repetido separadamente o teste do alto-falante com um som alterna­tivo. Através do menu Arquivo / Opções (figura 67), podemos selecionar este som alternativo, que ao invés de uma voz digitalizada, consiste em uma seqüência de notas musicais. Para tal, marcamos no quadro da figura 67, a opção “Usar teste de alto-falante alternado”.

Figura 78 - Teste do alto falante.

Testando o teclado

O NDIAGS realiza um teste de teclado, similar ao realizado por outros programas de diagnóstico. É apresentado na tela o desenho de um teclado, e o usuário deve pressionar cada uma das teclas. Quando o usuário pressiona alguma tecla, o seu desenho na tela muda de cor, indicando que já foi pressionada. O teste termina quando todas as teclas forem pressionadas, ou então quando o usuário abortar o teste, pressionando uma mesma tecla três vezes seguidas. Podemos ver o teste em andamento na figura 79.


Figura 79 - Teste do teclado.

O NDIAGS realiza ainda neste teste, a checagem do funcionamento dos três LEDS existentes no teclado: NUM LOCK, CAPS LOCK e SCROLL LOCK.

Selecionando testes individuais

Ao invés de realizar a seqüência de testes do NDIAGS no modo automático, como acabamos de explicar, podemos selecionar apenas um determinado teste para ser realizado. Para isto, basta executar o NDIAGS e, ao invés de usar a opção Iniciar (veja a figura 64), usar os menus localizados na parte superior da tela para escolher o teste a ser realizado.

Testes detalhados

Podemos observar nos menus da figura 80, a opção Detalhado. Ao ser escolhida esta opção, é apresentado um menu onde temos opções mais rigorosas para testes de memória, drives de disquetes e interfaces seriais. Por serem mais rigorosos, esses testes são bem mais demorados que os testes normais.


Figura 80 - Menu de testes detalhados.

O teste realizado nos drives desta forma consiste em operações de posicionamento, gravação, leitura e verificação. Para realizá-lo é preciso utilizar um disquete forma­tado e confiável. O conteúdo deste disquete será apagado durante o teste.

O teste de memória realizado neste modo também é muito mais demorado. É au­tomaticamente executado um boot limpo, e o NDIAGS entra em execução, reali­zando o teste rigoroso na memória (em um PC com Windows 95 ou 98, tecle F8 e escolha no menu de inicialização, a opção Somente Prompt). Ao terminar, é auto­maticamente executado um novo boot normal. Antes de realizar este teste, é reco­mendável ativar o CMOS Setup e desabilitar a memória cache.

OBS: Em PCs com o Windows ME, antes de usar os testes detalhados, faça o boot através de um disquete. Este disquete deve permanecer desprotegido contra gravação para que o NDIAGS possa alterar o AUTOEXEC.BAT visando ativar os testes detalhados.

OBS: Em PCs modernos com muita memória, o teste se confunda ao contar as porcentagens de memória testada. Ao invés de contar 1%, 2% etc, conta 20%, 40%, 60%, ...., 120%, 140% (20 vezes maior). Apesar disso o teste é confiável.

O NDIAGS realiza também testes mais rigorosos sobre as interfaces seriais COM1, COM2, COM3 e COM4, caso estas usem o chip 16550 (estão presentes em todos os PCs modernos). Este chip tem capacidades mais avançadas que os usados nas interfaces seriais tradicionalmente encontradas nos PCs antigos. Essas capacidades são tes­tadas apenas nos testes detalhados.

Testes repetitivos

A partir da linha de comando do MS-DOS, podemos executar o NDIAGS com algumas opções muito úteis. Podemos por exemplo usar testes repetitivos e usar a execução automática de testes, sem a intervenção do usuário:

NDIAGS /AUTO:N

Ao ser usado desta forma, o NDIAGS iniciará os testes, que serão executados sem que o usuário precise agir sobre o teclado ou mouse antes da execução de cada teste. Após cada teste o NDIAGS fará uma pausa de N segundos, antes passar a executar o próximo teste. Nesta modalidade, serão testados apenas os itens que não requerem intervenção do usuário. Por exemplo, não serão testados o teclado e o mouse.

NDIAGS /BURNIN:N

Com esta opção, o NDIAGS realizará testes repetitivos. A seqüência de testes será repetida N vezes. O burnin é um procedimento usado nas fábricas, que consiste em deixar os equipamentos recém montados em funcionamento durante um longo período, como por exemplo, 24 horas. Infelizmente as pequenas empresas que mon­tam e vendem computadores não realizam o burnin, mas deveriam.

As opções do NDIAGS podem ser combinadas. Por exemplo, podemos usá-lo na forma:

NDIAGS /BURNIN:10 /AUTO:1

Assim a seqüência de testes será repetida 10 vezes, e será feita uma pausa de 1 se­gundo entre os testes. Ao final dos testes, o NDIAGS gera um arquivo de nome NDIAGS.RPT, que apresenta os resultados dos testes realizados.

PC Certify

Este é um programa de diagnóstico mais novo, no estilo do PC-Check. Sua versão DEMO pode ser obtida em www.eurosoft-usa.com.


Figura 81 - Menu principal do PC-Certify.

Sendo um programa recente, o PC-Certify pode apresentar informações mais precisas sobre PCs de configurações modernas. No exemplo da figura 82, o processador AMD Athlon de 650 MHz foi corretamente detectado, bem como as características das suas caches.


Figura 82 - Configuração de um PC, indicada pelo PC-Certify.

Na figura 83 vemos o teste de memória do PC-Certify. Ao contrário de outros programas de diagnóstico, a própria versão DEMO do PC-Certify é capaz de testar integralmente a memória. O PC-Check na versão DEMO testa apenas 4 MB.


Figura 83 - Teste de memória do PC-Certify.

Estão disponíveis todos os demais testes tipicamente encontrados em programas de diagnóstico: testes do disco rígido, drive de CD-ROM, portas seriais e paralela, drive de disquetes, teclado, mouse, placa de vídeo, joystick, etc. A figura 84 mostra o teste de joystick. O PC-Certify é inclusive capaz de testar 2 joysticks ligados na mesma interface.


Figura 84 - Teste de joystick.

Optamos por não detalhar aqui o uso do PC-Certify, entretanto você não encontrará dificuldades em utilizar os seus comandos. Conhecendo os três programas de diagnóstico detalhados neste capítulo (PC-Check, Checkit e Norton Diagnostics), você terá grande facilidade em lidar com outros programas.

AMI DIAG

Este é o programa de diagnóstico produzido pela AMI. Trata-se de um programa comercial que pode ser obtido em versão DEMO, com algumas restrições de funcionamento, entretanto vez por outra é possível obter este programa na versão completa, em CD-ROMs que acompanham revistas especializadas (PC Expert, por exemplo).

HW Info

O Hardware Info, obtido em www.hwinfo.com, não é exatamente um programa de diagnóstico, e sim um software que apresenta informações sobre o hardware. Com ele é possível obter informações detalhadas sobre o processador, memórias, barramentos e placas. Seria muito extenso apresentar aqui todos os recursos deste programa, mas felizmente seu uso é bem fácil. Mostraremos apenas alguns dos seus inúmeros recursos.


Figura 85 - Dispositivos PCI detectados pelo HWINFO.

Na figura 85 vemos a lista de dispositivos PCI detectados. Vemos o Host-PCI-Bridge (ligação entre o barramento PCI e o barramento do processador), o AGP Controller (o barramento AGP é visto como uma extensão rápida do PCI), o PCI-to-ISA Bridge (ligação entre o barramento PCI e o barramento ISA), as interfaces IDE e USB, o controlador de gerenciamento de energia, a interface de rede e a placa de som.


Figura 86 - Informações sobre um dispositivo PCI.

Partindo da lista de dispositivos PCI, podemos selecionar o dispositivo desejado e teclar ENTER para obter mais informações. A figura 86 mostra as informações obtidas sobre a placa de som. É indicada a interrupção PCI (INTA), a interrupção do sistema correspondente (IRQ10) e o endereço de E/S. São ainda apresentadas outras informações, como por exemplo, o fato da placa operar em Bus Mastering. É bom aproveitar para explicar mais uma vez que a maioria das placas e dispositivos PCI é capaz de operar com Bus Matering, conforme explicamos no capítulo sobre barramentos. Muitos pensam que apenas as interfaces IDE operam com Bus Mastering, ou pior ainda, que Bus Mastering e Ultra DMA são sinônimos, o que não tem fundamento algum.


Figura 87 - Informações sobre o monitor.

São inúmeras as telas de informações apresentadas pelo HWINFO. O programa chega inclusive a apresentar informações sobre o monitor, como vemos na figura 87. São indicadas as medidas da tela e as freqüências horizontal e vertical suportadas.


Figura 88 - Identificação de bugs do processador.

O HWINFO é capaz de checar se o processador apresenta alguns bugs clássicos, como o famoso bug FDIV das primeiras versões do Pentium. Na figura 88 vemos que o processador testado é totalmente isento de bugs.


Figura 89 - Infomrações sobre os sensores de temperatura e voltagem.

O HWINFO identifica o chip monitorador de temperaturas e voltagens e apresenta as suas informações. Na figura 89 vemos que foi detectado o chip LM75. São assim apresentadas as temperaturas do processador e da placa de CPU, bem como voltagem do núcleo e as voltagens da fonte de alimentação. Caso seja possível, também são informadas as velocidades de rotação dos coolers.

Sem dúvida entre os diversos programas similares, o HWINFO pode ser considerado como um dos melhores e mais precisos, e mais rico em informações detalhadas sobre o hardware do PC. Um outro programa que apresenta informações sobre o hardware do PC é o PC Config, entretanto o HWINFO apresenta informações muito mais detalhadas.

IOVIEW

O IOVIEW é um programa que mostra na tela o mapa de E/S do PC. É muito útil para detectar conflitos de endereços de hardware. Programas como o PC-Check também apresentam este mapa, mas o IOVIEW tem como maior vantagem a sua simplicidade e rapidez de uso. Pode ser obtido na área de PROGRAMAS de www.laercio.com.br.


Figura 90 - Mapa de E/S entre 300-3FF, obtido com o IOVIEW.

CTBIOS

O CTBIOS é outro programa bastante útil. Ele detecta o fabricante e o modelo da placa de CPU, e ainda o chipset utilizado. É capaz ainda de apresentar o endereço do fabricante da placa de CPU na Internet (para a maioria dos casos). De posse da marca e modelo, e ainda do endereço na Internet, podemos acessar o site do fabri­cante e descobrir diversas informações técnicas sobre a placa de CPU, como manu­ais, upgrade de BIOS, etc. Pode ser obtido na área de PROGRAMAS de www.laercio.com.br,  e também em www.wimsbios.com.

Como obter programas de diagnóstico

Alguns programas podem ser comprados em lojas, outros comprados através da Internet. Existem ainda aqueles que podem ser encontrados para download gratuito pela Internet. Programas antigos de diagnóstico podem ser ainda obtidos com cole­gas mais experientes, que já lidam com PCs há vários anos. Podemos chamar esta fonte de Amigosoft, ou seja, o software que alguém obtém “empresatado” de amigos (brincadeira). Existem até alguns Amigosofts que, de tanto receberem pedidos de colegas, colocaram alguns dos programas mais pedidos em seus sites na Internet. Você pode encontrar com facilidade um desses sites. Basta entrar em um site de busca (http://altavista.digital.com, por exemplo) e comandar a busca do nome do programa desejado. Para facilitar a busca, apresentamos uma lista dos programas citados neste capítulo e onde obter cada um deles.

Programa

Onde encontrar

Norton Diagnostics

Incluído no Norton Utilities 3.0 para Win 9x, em lojas

PC-Check

www.eurosoft-uk.com

IOVIEW

www.laercio.com.br

CTBIOS

www.laercio.com.br

HWINFO

www.hwinfo.com

PC Certify

www.eurosoft-usa.com

 

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