Usando programas de diagnóstico de hardware - parte 1/2

Autor: Laércio Vasconcelos
Janeiro/2003
  

    Programas de diagnóstico ajudam na manutenção, testando partes importantes do computador, como processador, memória, placa mãe, disco rígido. 

Parte 2

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Laércio Vasconcelos Computação

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O checkup do computador

Quando um PC apresenta defeitos, devemos utilizar manutenção corretiva para solucioná-los. Entretanto, em muitos casos o defeito não é percebido de imediato. O PC pode estar com um componente ou módulo defeituoso e mesmo assim con­tinuar operando normalmente, provavelmente devido ao fato do usuário não estar ativando funções que fazem uso do módulo defeituoso. O usuário pode perceber o defeito dias, semanas ou até meses depois.

Algumas vezes o usuário só percebe o problema quando tenta instalar um novo software ou um novo módulo de hardware. Fica pensando que está fazendo algo errado durante a instalação, ou que o programa está com alguma incompatibilidade com o seu PC, ou que o mó­dulo de hardware que está sendo instalado está defeituoso. Na verdade, pode não ser nada disso. Pode ser um defeito já existente, manifestando-se pela primeira vez.

Uma forma de evitar este transtorno é fazendo periodicamente um check-up de hardware no PC. Existem diversos programas que nos auxiliam nesta tarefa. São chamados de programas de diagnóstico. Veremos neste capítulo como realizar um CHECK-UP de hardware através de programas de diagnóstico.

OBS.:    Muitos programas de diagnóstico podem ser comprados em lojas especializadas, outros podem ser obtidos, até mesmo gratuitamente pela Internet. No final deste capítulo mostraremos como obter os programas de di­agnóstico.

POST

O check-up de hardware é tão importante que todo PC realiza, na ocasião em que é ligado ou "ressetado", uma espécie de teste automático. Esse é o chamado auto-teste (em inglês, POST, ou Power-on Self Test). No POST são verificadas al­gumas das funções vitais da placa de CPU, da memória, do teclado e de algumas interfaces. Apesar desse teste ser rápido e simplificado, muitas vezes é suficiente para detectar defeitos no hardware. Entretanto, na maioria das vezes, o POST não é suficientemente rigoroso para detectar todos os erros possíveis. Daí surge a necessi­dade do uso de programas de diagnóstico mais elaborados.

Gravidade dos defeitos

Para que um PC funcione corretamente, todos os seus módulos devem estar em perfeitas condições. Entretanto, alguns módulos são mais importantes que outros. Por exemplo, o defeito em um drive de disquetes não afetará o funcionamento do PC, enquanto o usuário estiver utilizando apenas o disco rígido e o drive de CD-ROM. Apenas quando for necessário usar disquetes o defeito irá se manifestar. Este é portanto um defeito de importância secundária. Já um problema no disco rígido torna o PC praticamente inoperante. Vemos então que existem diferentes níveis de gravidade nos defeitos, bem como diferentes níveis de importância para o funcionamento do PC. A seguir apresenta­mos uma lista de vários módulos do computador divididos em três categorias, de acordo com o grau de importância:

Importância máxima
Sem eles o PC não pode ser usado

Fonte de alimentação
Processador
Placa de CPU
Memórias
Placa de vídeo

Importância média
Sem eles o PC liga mas fica parcialmente inoperante

Disco rígido
Interfaces IDE
Teclado
Monitor

Importância mínima
Sem eles o PC funciona com suas funções incompletas

Drive de disquetes e sua interface
Impressora e interface paralela
Mouse e interfaces seriais
Placas: fax/modem, som, etc,
Drive de CD-ROM

Esta divisão em níveis de importância pode variar. Por exemplo, consideramos o monitor como sendo um módulo de importância média, caso seja possível pegar emprestado o monitor de outro computador. Se isto não for possível, a importância torna-se máxima. O mesmo podemos dizer sobre o teclado. A placa fax/modem foi classificada como de importância mínima, mas é claro que será máxima se o usuá­rio estiver desesperado para, por exemplo, acessar a Internet e não tiver outro PC por perto.

Preparativos para usar programas de diagnóstico

A maioria dos softwares de diagnóstico funcionam no modo MS-DOS. É errado usá-los sob o Windows, ou mesmo no MS-DOS com programas residentes (aqueles que ficam instalados na memória, ativados pelo CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT). Algu­mas formas ERRADAS de executar programas de diagnóstico são:

Vamos mostrar quais são as providências a serem tomadas para que os testes sejam feitos de forma adequada.

O boot limpo

Os programas que fazem diagnóstico de hardware, em sua maioria, operam no modo MS-DOS. A razão disso é que o teste é feito somente nos componentes de hardware, e módulos de software presentes poderiam atrapalhar os testes. Por exemplo, se o Windows estiver ativo, não será possível testar a memória adequa­damente. O mesmo ocorre se existirem gerenciadores de memória (HIMEM.SYS e EMM386.EXE) ativados. Um software de diagnóstico em geral faz acessos ao hardware que não são permitidos quando existem outros programas em execução. Existem programas de diagnóstico que operam sob o Windows, mas o tipo de teste realizado é um pouco superficial, já que não pode acessar o hardware diretamente, e sim de forma indireta, obedecendo às convenções do Windows.

Antes de usar programas de diagnóstico no modo MS-DOS, deve ser executado um boot limpo, aquele no qual não são processados os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT, e não é feito o carregamento do Windows. Existem diversas formas de fazê-lo. Uma delas, que pode ser usada com qualquer versão do MS-DOS, e inclusive com o Windows 9x, é utilizando um disquete de boot. Para gerar um disquete de boot, devemos digitar, a partir do Prompt do MS-DOS, o seguinte comando:

FORMAT A: /S /U

A partir daí, podemos executar o programa de diagnóstico desejado, mesmo que este esteja localizado no disco rígido. Entretanto, para que tenhamos uma maior autonomia, é interessante gravar o programa de diagnóstico neste disquete. Nor­malmente esses programas não são muito grandes, podendo ser perfeitamente gravados em um único disquete de 1.44 MB.

É interessante colocar também nesse disquete, o programa usado para ativar o mouse no modo MS-DOS, conhecido como mouse driver. Assim poderemos co­mandar nosso programa de diagnóstico a partir do mouse (apesar disso não ser obrigatório). Além disso, a maioria dos programas de diagnóstico só testa o mouse se este driver estiver ativo.

Se você estiver trabalhando como técnico, poderá encontrar várias versões de sis­tema operacional. Prepare então diferentes versões de disquetes de boot:

MS-DOS 6.x (de preferência 6.22)
Windows 95
Windows 95a 
Windows 95b (OSR2)
Windows 98
Windows 98SE
Windows ME
etc…

Você pode incluir em cada um desses disquetes de boot, o seu programa de dia­gnóstico predileto, ou então deixar esses disquetes só com o boot e utilitários do modo MS-DOS (FDISK, FORMAT, SYS, etc) e usar um disquete à parte, só para programas de diagnóstico. A razão da necessidade de tantos disquetes de boot é que um técnico pode encontrar PCs com várias versões de sistema operacional. É preferível usar o boot de mesma versão que a existente no PC que será testado, o que traz algumas vantagens. Por exemplo, será possível utilizar todos os utilitários para MS-DOS existentes no PC testado. Se você executar o boot com um disquete contendo uma versão de MS-DOS, e tentar utilizar o programa FORMAT.COM existente no disco rígido do PC testado, mas utilizando uma versão de MS-DOS diferente, será apresentada a mensagem:

Versão incorreta do DOS

Não pense que executar um boot pelo disco rígido resolve este tipo de problema. Você poderá encontrar na prática, discos rígidos com problemas, ou PCs com vírus no setor de boot, o que tornará o seu trabalho muito difícil se não tiver o disquete de boot apropriado. Existe ainda a questão da FAT32. Este sistema de arquivos só está presente a partir do Windows 95 OSR2. Portanto, se você executar por exem­plo o boot com um disquete gerado pelo Windows 95 original, e o disco rígido estiver formatado com FAT32 (disponível no Windows 95b e superiores), não será possível acessar arquivos do disco rígido, apesar de ser possível realizar testes físicos (acessos a trilhas e setores, mas não a arquivos). Um técnico deve estar portanto preparado com disquete de boot de todas as versões. É claro que para um usuário que tem apenas que tomar conta do seu próprio PC, a situação é bem mais simples. Basta ter o disquete de boot da versão existente no seu PC.

Apesar de não ser a forma mais recomendada, podemos executar um boot limpo através do disco rígido. Lembre-se portanto que se o disco rígido estiver com pro­blemas, ou mesmo com vírus, este método não será válido. Execute o boot limpo da seguinte forma:

No MS-DOS 5 e 6

Pressione a tecla F5 no instante em que for apresentada a mensagem “Iniciando o MS-DOS...”. Se esta mensagem não for apresentada, use a tecla F5 logo após o BEEP emitido pelo alto falante durante o boot.

No Windows 95/98

Pressione Shift-F5 no instante em que for apresentada a men­sagem “Iniciando o Windows 9x...”. Se esta mensagem não for apresentada, use Shift-F5 logo após o BEEP emitido pelo alto falante durante o boot. Ao invés de Shift-F5, você pode ainda usar a tecla F8, e no menu apresentado, escolher So­mente Prompt do modo de segurança.

Ao ser executado o boot desta forma, será apresentada a mensagem:

O MS-DOS está ignorando os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT

ou

O Windows está ignorando seus arquivos de inicialização

No Windows ME não é possível executar um boot no modo MS-DOS usando o disco rígido. Será necessário utilizar um disquete de boot. Se o computador tiver instalado um sistema operacional do qual você não tenha o disquete de boot, pode usar o disquete de boot de uma versão recente do Windows, mas apenas lembre-se que não poderá ter acesso aos arquivos do disco rígido durante os testes. Ainda assim será possível testar todo o hardware.

Para testar a memória

Uma vez que tenha sido preparado o disquete (ou disquetes) com o boot, o pro­grama de diagnóstico e o mouse driver (opcional), é ainda necessário realizar uma pequena alteração no CMOS Setup. Usamos programas de diagnóstico, entre ou­tras coisas, para testar a memória. O teste da memória fica invalidado quando a memória cache está ativada. Devemos então desativar a cache de nível 1 e a de nível 2, possibilitando assim o teste correto da memória DRAM. Isto é feito no Advanced CMOS Setup, no qual encontramos os comandos para habilitar e desabilitar as caches, que devem ficar da seguinte forma:

Internal Cache: Disabled
External Cache: Disabled

Não esqueça de habilitar novamente as caches depois que terminar de usar o programa de diagnóstico, caso contrário o computador se tornará extremamente lento.

Loopbacks

Todos os programas de diagnóstico são capazes de realizar testes nas interfaces se­rias e nas interfaces paralelas. Para que os testes dessas interfaces sejam mais rigoro­sos, existem conectores especiais (fornecidos pelos fabricantes dos programas de diagnóstico) chamados de loopbacks. Os testes podem ser realizados sem o uso desses conectores, mas sem eles não é possível testar 100% das suas funções.

A maioria dos programas de diagnóstico, ao testarem as interfaces seriais ou parale­las, antes de iniciar os testes, perguntam ao usuário se o teste será realizado com ou sem o loopback. Desta forma, será feito o teste externo (com loopback) ou interno (sem loopback). Existem loopbacks próprios para testar as interfaces seriais e pró­prios para testar as interfaces paralelas. É preciso tomar cuidado para não fazer con­fusão, pois programas de diagnósticos diferentes podem utilizar loopbacks ligeira­mente diferentes.

Todos os fabricantes de programas de diagnóstico oferecem, de uma forma ou de outra, os loopbacks adequados. Alguns os oferecem juntamente com o software, outros os vendem separadamente. Muitas, vezes, o manual do programa de dia­gnóstico traz um esquema de ligações para a construção desses loopbacks. O capí­tulo “Tabelas e diagramas” traz os esquemas dos loopbacks utilizados pelos principais programas de dia­gnóstico, para que você possa construí-los, caso não consiga comprá-los.

A figura 1 mostra três loopbacks, sendo dois seriais (de 9 e de 25 pinos) e um para­lelo.

Figura 1

Loopbacks.

 

 

Disquete para testar o drive

Os programas de diagnóstico são capazes de realizar testes de leitura e gravação com os drives de disquete. Para realizar esse teste será necessário providenciar um disquete confiável, pois não queremos testar o disquete, e sim, o drive. Se não ti­vermos a certeza absoluta de que o disquete se encontra em perfeitas condições, um eventual erro apontado pelo programa de diagnóstico nos deixará com a se­guinte dúvida: o defeito está no drive ou no disquete? Como queremos saber se o drive está bom ou não, teremos que usar um disquete em perfeitas condições. No caso de técnicos, não é recomendável utilizar para testes, um disquete do cliente, já que não será possível ter certeza sobre a confiabilidade deste disquete. Para obter um disquete confiável devemos fazer o seguinte:

a) Selecionamos um disquete novo, de boa qualidade.

b) Realizamos uma formatação nesse disquete, usando o comando

FORMAT A:/U

A opção "/U" serve para ativar a chamada formatação incondicional, que é aquela na qual as trilhas e os setores do disquete são criados. Até a versão 4.01 do MS-DOS, isto era feito automaticamente pelo programa FORMAT, mas a partir da versão 5.0 o MS-DOS (o mesmo ocorrendo com o Windows 95 e posteriores) passou a fazer uma formatação baseada em apagar o diretório raiz e a tabela de alocação de ar­quivos, e ainda uma verificação na superfície do disco. Para realizar uma formata­ção como era feita antes, criando as trilhas e os setores, basta usar a opção /U.

c) Após a formatação verificamos a existência de bad sectors (setores defeituosos). Caso sejam apresentados alguns setores defeituosos, o disquete não é considerado confiável e não pode ser usado para testar os drives. A figura 2 mostra um exemplo do que ocorre na tela após a formatação de um disquete problemático. Na figura 3 vemos o resultado da formatação de um disquete em perfeitas condições.


Figura 2 - Formatação de um disquete problemático.

Na figura 2 podemos observar a presença de setores defeituosos (552.960 bytes em setores defeituosos), o que indica que este disquete não pode ser usado no teste de drives.


Figura 3 - Formatação de um disquete em perfeitas condições.

Observamos na figura 3 que não ocorreram setores defeituosos. Todo o espaço existente no disco foi indicado como disponível (1.457.664 bytes disponíveis no disco). Temos aqui um disquete 100% confiável para ser usado no teste de drives. Na verdade, até mesmo para o uso diário os disquetes devem apresentar esta carac­terística. Disquetes com setores defeituosos podem ser usados, mas tal prática deve ser evitada.

PC-Check

Aqui está um excelente programa de testes de hardware. A Eurosoft, empresa que o produz, concentra suas atividades apenas em programas relacionados com o hardware, sendo o PC-Check o seu principal produto. Você pode obter gratuita­mente uma versão de demonstração pela Internet, em

http://www.eurosoft-uk.com.

A figura 4 mostra o menu principal do PC-Check. Os três primeiros itens são os que mais nos interessam. Com System Information Menu podemos obter diversas informações sobre os componentes de hardware instalados. Com Advanced Diagnostic Tests, podemos fazer um check-up de hardware, testando processador, memória, disco rígido, etc. O item Continous Burn-in Tests serve para executar testes repetitivos, muito úteis para detectar defeitos intermitentes.


Figura 4 - Menu principal do PC-Check.

Informações do sistema

A figura 5 mostra o System Information Menu. Temos comandos para visualizar a configuração de hardware, obter informações sobre as IRQs em uso, mapa de E/S, informações sobre os dispositivos ligados aos barramentos PCI e PCMCIA (este último é usado em notebooks), informações sobre os dispositivos IDE, interrupções de software, drivers instalados, Standard CMOS Setup, e ainda um item para editar os arquivos de sistema.

Figura 5

System Information Menu.

 

 

 

A opção System Configuration apresenta as telas das figuras 6 e 7. Na primeira tela são mostrados o tipo de processador, o seu clock, a quantidade de memória RAM, a quantidade de memória cache (L1 e L2), os barramentos presentes, o fa­bricante do BIOS e a versão de DOS usada.


Figura 6 - System Configuration – primeira parte.

Na segunda parte é apresentada a tela da figura 7, trazendo informações sobre os discos instalados, drive de CD-ROM, placa de som, placa de vídeo, portas seriais e paralelas, e finalmente sobre o mouse.


Figura 7 - System Configuration – segunda parte.

O PC-Check tem uma característica muito interessante, raramente encontrada em outros programas de diagnóstico. É capaz de detectar e testar o mouse, drive de CD-ROM e placa de som, sem a presença dos drivers desses dispositivos no CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT. Este acesso é feito através de drivers especiais que acompanham o PC-Check. Até mesmo dispositivos Plug-and-Play podem ser ativados e testados.

A figura 8 mostra o relatório sobre o uso de interrupções de hardware apresentado pelo PC-Check. Assim como ocorre com outros programas, este relatório não é 100% preciso, pois o PC-Check não consegue detectar algumas das placas que usam interrupções. Por exemplo, no PC testado na figura 8, a IRQ10 estava em uso por uma placa digitalizadora de vídeo e a IRQ11 em uso por uma placa de rede. Mesmo assim foi possível detectar que a IRQ7 estava sendo usada por uma Sound Blaster, que a IRQ9 estava em uso pela interface IDE terciária, e que a IRQ14 e IRQ15 estavam em uso pelas interfaces IDE primária e secundária.


Figura 8 - Interrupções de hardware

OBS: Para obter um relatório mais preciso sobre o uso das interrupções, podemos usar o Gerenciador de Dispositivos do Windows. Clicamos então em Computador e Propriedades para ver o relatório.

No System Information Menu (figura 5) temos outro comando muito importante, o I/O Port Information. Este comando apresenta um mapa de uso dos endereços de E/S. Essas informações são úteis para detectar conflitos de endereços de E/S. Ao ser usado, este comando pede a especificação do ende­reço inicial e endereço final a ser testado. Com essas informações é apresentado um relatório como o da figura 9. Usamos as setas do teclado para visualizar o mapa inteiro. Neste mapa, os valores FF indicam endereços que estão provavelmente livres, enquanto valores diferentes de FF indicam endereços ocupados. O PC-Check apresenta ainda nesta janela, os nomes dos dispositivos que normalmente utilizam cada um desses endereços. Observe que esses dispositivos não são detec­tados e identificados. Apenas é indicado o dispositivo que normalmente ocupa cada faixa de endereços.


Figura 9 - Mapa de E/S.

O comando PCI Bus Information mostra uma lista dos dispositivos ligados ao bar­ramento PCI, como vemos na figura 10. É mostrado o fabricante, a identificação, e os recursos de hardware utilizados.


Figura 10 - Informações sobre dispositivos PCI.

O comando IDE Bus Information detecta os dispositivos ligados nas interfaces IDE (Primary Master, Secondary Master, Primary Slave e Secondary Slave) e apresenta para cada um deles, diversas informações, como vemos na figura 11.


Figura 11 - Informações sobre dispositivos IDE.

O item CMOS Configuration permite fazer alterações em alguns itens do Standard CMOS Setup: data e hora, tipos de drives de disquetes, tipos dos discos rígidos, tamanho da memória convencional e da estendida, tipo de placa de vídeo e presença da unidade de ponto flutuante. É preciso executar um boot para que as alterações tenham efeito.

Menu de testes

A figura 12 mostra o Advanced Diagnostic Menu, a partir do qual são executados todos os testes de hardware.

Figura 12

Menu para os testes de hardware do PC-Check.

 

 

 

Testes do processador

O Processor Test (figura 13) faz uma checagem nas funções do processador, do co-processador aritmético e nas instruções MMX (quando suportadas). Este é um teste muito útil para ser usado quando o PC apresenta travamentos intermitentes. Dei­xamos que o teste do processador seja executado de forma repetitiva (mais adiante veremos como fazê-lo), até que ocorra o erro. Por exemplo, suponha que um PC tenha o mau hábito de apresentar travamentos depois de ligado durante 10 minu­tos. Deixamos então o teste do processador ser realizado durante um tempo supe­rior a este. Se não forem apresentados erros, tudo indica que o problema não está no processador (não é aquecimento, por exemplo). Poderia então ser um problema de memória, ou um problema de software, ou um problema na placa de CPU.


Figura 13 - Menu de testes para o processador.

OBS: Para que o processador seja identificado corretamente, use uma versão recente do PC-Check. Versões antigas não detectarão corretamente processadores recentes.

OBS: Este teste é capaz de determinar se o processador possui bugs críticos. Por exemplo, observe na figura 13 que são feitos testes para verificar a presença dos bugs FDIV e FIST, clássicos de versões defeituosas do Pentium.

Testes na placa de CPU

Na figura 14 vemos outro teste importante, o da placa de CPU. Este teste engloba vários circuitos do chipset, como os controladores de DMA, controladores de inter­rupções, Timer, controlador de teclado, o CMOS e o barramento PCI. Travamen­tos em um PC podem ocorrer com muita freqüência, e uma das causas possíveis são falhas nos controladores de DMA, timers e controladores de interrupções. Este é portanto um teste bastante útil.


Figura 14 - Testes na placa de CPU.

O teste do controlador de teclado (Keyboard Controller Test) também é importante. Anomalias no teclado podem ser causadas pelo próprio teclado, ou então pela sua interface (Keyboard Controller). Se o problema for no teclado, basta trocá-lo. Um teclado é bem barato, e o transtorno de uma troca é pequeno. Se mesmo trocando o teclado o erro per­siste, o problema certamente está na sua interface. O PC-Check é capaz de identifi­car problemas nesta interface. Quando esta interface está embutida no chipset, será preciso substituir a placa de CPU. Por outro lado, em muitos casos a interface de teclado é formada pelo chip 8042 ou similar. Nesse caso, é possível conseguir um desses chips no comércio de “sucata” de placas de CPU.

Testes de memória

A figura 15 mostra o menu de testes de memória. São feitos testes de memória con­vencional, testes de memória estendida, teste dos circuitos de refresh e testes na memória cache externa.

Figura 15

Menu de testes de memória.

 

 

 

Os testes da memória convencional e da memória esten­dida são bem semelhantes, exceto que o da memória convencional vai do endereço 0 até 640k, e o da memória estendida vai de 1024k em diante. Em cada um desses dois testes, temos três opções: Quick, Normal e Advanced. O PC-Check realiza 11 tipos diferentes de teste. No tipo Quick, apenas dois dos 11 testes são feitos (Parity e Pseudo Random). No teste normal, todos os 11 tipos de teste são realizados. Com a opção Advanced (figura 16), podemos escolher quais desses 11 tipos de teste de­vem ser realizados.

Figura 16

Selecionando os tipos de teste de memória a serem realizados.

 

 

 

A figura 17 mostra os resultados do teste de memória convencional. Todos os testes realizados apresentam telas como esta. A diferença está em quais dos 11 testes são feitos e quais são ignorados (SKIPPED), e nos endereços usados no teste.


Figura 17 - Teste de memória convencional.

O teste dos circuitos de refresh é muito importante. Esses circuitos são necessários para manter o bom funcionamento da RAM. Quando este circuito está falhando, a memória DRAM perde dados, o que causa travamentos, falhas gerais de proteção e operações ilegais. Quando existe problema no refresh, não adianta trocar as memó­rias, pois os erros continuarão. Talvez o problema possa ser solucionado pelo CMOS Setup, colocando as opções Concurrent Refresh e Transparent Refresh em Normal (ou default), mas em geral é preciso trocar a placa de CPU.

O teste de memória cache (figura 18) é muito importante, e o PC-Check é um dos raros programas de diagnóstico que o realiza. Ao serem detectados problemas, de­vemos fazer ajustes no Advanced Chipset Setup, visando aumentar o número de ciclos de acesso à cache – isto nas placas de CPU que utilizam cache externa. É possível que o problema não seja um defeito, e sim um ajuste muito acelerado, não suportado pela cache. Se isto não resolver devemos trocar a cache (no caso de chips encaixados em soquetes, ou de módulos COAST) ou substituir a placa de CPU (quando a cache for soldada na placa).

Note que os processadores modernos possuem cache L1 e L2 embutidas. Se for detectado erro nas caches, o problema pode ser defeito no processador, que precisará ser substituído. O processador pode estar em boas condições mas estar configurado de forma errada (clocks e voltagens). Será preciso revisar os jumpers da placa de CPU para corrigir o problema. Ainda assim pode estar em perfeitas condições mas apresentar erros devido a aquecimento excessivo. Será preciso verificar o cooler do processador.


Figura 18 - Teste da memória cache externa.

OBS.:    A versão DEMO do PC-Check, obtida gratuitamente na Internet, possui uma limitação: testa apenas os primei­ros 4 MB da memória estendida. Portanto, para obter a plena funcionalidade neste teste, é preciso comprar o PC-Check.

Testes nas portas seriais e modems

O teste de portas seriais é ativado pelo comando Serial Ports no seu menu de dia­gnósticos (figura 12). Um dos recursos interessantes do PC-Check, não encontrado na maioria dos programas de diagnóstico, é o teste de modems. Além de fazer di­versos testes nas portas seriais, é capaz de detectar e identificar o modem instalado (pelo menos dos principais fabricantes) e realizar testes neste modem. Terminada a detecção, a tela assume o aspecto mostrado na figura 19. Podemos então selecionar a porta serial a ser testada. Quando uma porta serial é identificada como tendo um modem conectado, não podemos fazer o seu teste a partir deste menu. Temos que voltar ao menu de testes e escolher a opção Modems.


Figura 19 - Selecionando a porta serial ou modem para testar.

Uma vez selecionada a porta serial a ser testada, é apresentada a tela da figura 20. Note que ao contrário de outros programas de diagnóstico, o PC-Check não realiza testes em fases distintas, com loopback e sem loopback. Todas as funções da porta serial são testadas, porém é necessário que o loopback esteja acoplado. O único teste que é realizado sem o loopback é o de IRQ. Para fazer o teste da porta serial, conectamos o loopback e usamos o comando Run All Serial Port Tests.


Figura 20 - Menu de testes de uma porta serial.

O teste de modems possui um aspecto semelhante. O modem é detectado e é au­tomaticamente dado início ao teste chamado Data Collection. Terminado o teste, a tela assume o aspecto mostrado na figura 21. Podemos agora utilizar o menu para ativar os demais testes. Observe que apesar deste teste fazer referência a um “loo­pback”, não é necessário utilizar loopbacks físicos. Esta conexão já existe interna­mente no modem, para efeito de teste.


Figura 21 - Menu para teste de modems.

Entre os diversos testes executados no modem, é feita a checagem do tom de dis­cagem, e também a discagem propriamente dita. São ainda feitas transmissões e recepções (internas, através do loopback) em várias velocidades.

OBS – Nem todos os modelos de modems podem ser detectados pelo PC-Ckeck. Isto é verdade sobretudo para os soft modems.

Testes na porta paralela

Em caso de problemas de impressão, devemos checar inicial­mente o funcionamento da porta paralela. Apenas quando a porta paralela está em perfeitas condições devemos partir para o teste da impressora. Este é outro teste que requer a presença de loopback. A figura 22 mostra os resultados dos testes na porta paralela.


Figura 22 - Teste da porta paralela.

Testes na impressora

Ao usarmos o teste de impressoras, o PC-Check pergunta inicialmente qual é a porta na qual a impressora está conectada (normalmente é a LPT1). Pergunta ainda qual é o tipo de impressora. As opções são Generic, Epson 9 pinos, Epson 24 pinos, HP Laserjet e Postscript. No modo Generic, apenas caracteres serão impressos. Im­pressoras a jato de tinta que sejam compatíveis com o padrão PCL (usado pelas impressoras a Laser da HP e compatíveis) podem ser testadas como HP Laserjet. A figura 23 mostra o resultado da impressão no modo HP Laserjet.

 

Figura 23

Teste da impressora.

 

 

 

Testes na placa de vídeo

As mais interessantes características do teste de vídeo do PC-Check são a detecção da quantidade correta de memória de vídeo, a detecção do chip gráfico, o teste da memória de vídeo completa, e os testes em modos VESA de alta resolução. Na figura 24 vemos o menu de testes de vídeo do PC-Check.

Figura 24

Menu de testes de vídeo do PC-Check.

 

 

 

Entre os modos gráficos testados, existem alguns de resolução muito elevada, nem sempre suportados pelo monitor. Nesse caso, podemos usar o comando Select Modes for Testing, indicando assim os modos que devem ser usados nos testes. Desta forma podemos evitar o uso de resoluções muito elevadas, o que em alguns casos pode danificar o monitor. Na figura 25 vemos uma parte da lista dos modos suportados. Selecionamos com Enter os modos desejados para o teste e teclamos F10 para terminar a escolha. Desta forma podemos evitar o uso de resoluções superiores a 1024x768 nos monitores mais sim­ples, o que certamente causaria perda de sincronismo, e possivelmente poderia danificar o monitor. Os modos gráficos listados seguem o padrão VESA. Por exemplo, o modo 111h opera com a resolução de 640x480 e 15 bits por pixel, re­sultando em 32.768 (32k) cores.

Figura 25

Selecionando os modos usados no teste de vídeo.

 

 

 

 

OBS: O uso de uma resolução muito elevada, não suportada pelo monitor, pode queimá-lo, caso não possua proteção interna adequada. Resoluções elevadas resultam em freqüêncais horizontais elevadas. Como resultado, o flyback do monitor (transformador de alta tensão) pode ficar sobrecarregado e queimar, se não tiver proteção adequada. Em caso de dúvida, é melhor não abusar das altas resoluções, não suportadas pelo monitor.

Interessante é a capacidade do PC-Check em detectar o chip gráfico e a quantidade de memória de vídeo, coisas que a maioria dos programas de diagnóstico não fa­zem, tratando a placa apenas como VGA. Na figura 26 vemos que a placa detec­tada usa o chip gráfico S3 Trio64 V+, e tem 2 MB de memória de vídeo.


Figura 26 - Detectadas as características reais da placa de vídeo.

A figura 27 mostra algumas das várias telas apresentadas durante os testes de vídeo realizados pelo PC-Check. O número total de telas pode ser muito grande, já que a maioria dos testes é realizado em cada um dos modos gráficos selecionados.


Figura 27 - Algumas das várias telas apresentadas durante os testes de vídeo do PC-Check.

Testes no drive de CD-ROM

O PC-Check faz testes no drive de CD-ROM mesmo após um boot limpo, pois é capaz de ativar dispositivos Plug and Play, e ainda instala drivers que dão acesso ao drive de CD-ROM e às funções de áudio da placa de som. Na figura 28 vemos o menu de testes do drive de CD-ROM. Para a maioria dos usuários, apenas os três primeiros testes serão de interesse. O quarto teste necessita de um CD-ROM de teste comercializado pela empresa que produz o PC-Check.

 

Figura 28

Menu de testes do drive de CD-ROM.

 

 

O primeiro teste verifica a taxa de transferência do disco rígido. O drive testado na figura 29 apresentou uma taxa de 596 kB/s, sendo portanto classificado como sendo de quádrupla velocidade (4x).


Figura 29 - Testando a taxa de transferência do drive de CD-ROM.

OBS: Todos os drives de CD-ROM a partir de 16x são do tipo CAV (Constant Angular Velocity). Uma das características desses drives é que a taxa de transferência nas trilhas externas é praticamente o dobro da verificada nas trilhas internas. Por exemplo, um modelo de 52x opera nas trilhas internas com cerca de 26x. Sendo assim o PC-Check não apresentará a velocidade máxima, e sim um valor intermediário.

No segundo teste é verificado o tempo de acesso do drive de CD-ROM. A maioria dos modelos modernos possui tempo de acesso abaixo de 100 ms. Modelos mais antigos podem apresentar tempos maiores, chegando até mesmo a 300 ms.

O PC-Check também verifica se o drive de CD-ROM reproduz CDs de áudio. De­vemos colocar no drive um CD de áudio para realizarmos o teste, ouvindo assim as músicas do CD. É um teste simples mas interessante. Digamos que no ambiente Windows, os CDs de áudio não estejam sendo tocados. Se no teste do PC-Check for possível ouvir o CD, significa que não existe problema de hardware. O erro pode estar na configuração ou drivers de áudio do Windows.

Testes nos drives de disquetes

Assim como nos demais programas de diagnóstico, devemos providenciar um dis­quete novo e recém formatado para ser usado nesse teste. A figura 30 mostra o menu do teste de disquetes do PC-Check. Devemos colocar o disquete de teste no drive a ser testado e usar a opção Run All Floppy Disk Tests. Durante os testes, o PC-Check pedirá ao usuário para retirar o disquete, protegê-lo contra gravação e colocá-lo novamente, testando assim se os sensores de proteção contra gravação estão funcionando.


Figura 30 - Teste de drives do PC-Check

Testes no disco rígido

A figura 31 mostra o menu de testes do disco rígido feitos pelo PC-Check. São tes­tados parâmetros relativos ao desempenho, como taxa de transferência e tempo de aceso. O teste de leitura é um dos mais importantes. Um bom disco rígido deve funcionar com total ausência de erros de leitura (e de gravação também). Existe um teste de gravação não destrutivo, ou seja, que não faz alterações nos dados. Trata-se de uma gravação não destrutiva porque antes de gravar dados de teste, os dados originais são lidos para a memória e regravados nos seus locais originais quando o teste termina. O problema é se faltar energia elétrica durante o teste de gravação, o que pode causar perda de dados. Os dados também podem ser perdidos se existir um outro problema no computador que resulte em travamento durante o teste de gravação, ou se exisirem erros na memória que resultem na adulteração de dados.

Para evitar transtornos com o teste de gravação, podemos usar o comando Modify Testing Criteria, indicando assim a faixa a ser testada, baseada no número de cilindros. Por exemplo, se um disco rígido possui 618 cilindros (numerados de 0 a 617), podemos restringir o teste a uma pequena área no final do disco, por exem­plo, entre os cilindros 600 e 610. Mesmo assim, não podemos ter 100% de certeza de que esta área, mesmo no final do disco está vazia.


Figura 31 - Menu de testes de disco rígido do PC-Check.

Se quisermos encontrar uma área no final do disco que esteja com certeza vazia, podemos usar o Scandisk para MS-DOS, que acompanha o Windows 9x / ME. Ao fazer um exame de superfície no disco rígido, o Scandisk apresenta um mapa como o da figura 32. Cada pequeno retângulo representa um grupo de cilindros consecutivos.


Figura 32 - Usando o Scandisk para encontrar áreas vazias no disco.

Dividindo o número total de cilindros pelo número de retângulos apresentados nesta tela do Scandisk, podemos descobrir quais faixas de cilindros estão livres. Por exemplo, na figura 32 temos 660 retângulos. Se o número total de cilindros é 618, cada retângulo corresponde a 0,936 cilindros. Vemos na figura 32 que os últimos 4 blocos estão ocupados, e isto corresponde a 0,936x4 = 3,744 cilindros. Podemos ter portanto a segurança de que os dados no final do disco estão nos 4 últimos cilin­dros, ou seja, aqueles de números 614 a 617. A área livre no final do disco estende-se por 39 blocos, o que corresponde a 0,936x39 = 36 cilindros, aproximadamente. Esses cilindros vão até o número 613 (o 614 possui dados, como já verificamos), e o primeiro desta faixa é o 577 (613-36). Temos então livres com certeza os cilindros de 577 a 613. É portanto bastante seguro selecionar para testes de gravação, a faixa entre os cilindros 590 e 600. Esses cálculos demoram um pouco, e se você não quer fazê-los, e nem correr o risco de uma falta de energia durante o teste causar perda de dados, não utilize o teste de gravação. Por outro lado, é perfeitamente seguro usar o teste de gravação no caso de um disco recém formatado, que ainda não pos­sui dados.

Testes no teclado

O teste de teclado começa com a sua identificação. O PC-Check apresenta uma lista com vários tipos de teclado, na qual devemos escolher 101 Key (US). Uma vez escolhido o modelo de teclado, chegamos a um menu com testes para o funciona­mento das teclas, teste da interface de teclado, teste da função Repeat, e teste dos LEDs. Na figura 33 vemos o teste do teclado em andamento.


Figura 33 - Teste de teclado.

Testes no mouse e joystick

O teste do mouse pode ser realizado pelo PC-Check, sem a necessidade de uso de driver de mouse para o modo MS-DOS, já que o PC-Check instala automatica­mente o seu próprio driver de mouse. O teste do mouse consiste em pressionar os botões e mover o cursor ao longo da tela (figura 34).


Figura 34 - Teste do mouse

O teste de joystick começa instruindo o usuário a mover o joystick para o canto superior esquerdo e teclar Enter, depois mover para o canto inferior direito e teclar Enter, e finalmente deixar o joystick em repouso e teclar Enter. É um procedimento padrão para calibração do joystick. Terminada esta calibração, é apresentada a tela da figura 35.


Figura 35 - Teste de joystick.

O PC-Check é capaz de testar joysticks de até 4 botões. Pode ainda testar modelos dotados de eixo secundário. Ao mover as coordenadas X e Y do eixo primário, uma cruz é movida ao longo da tela. Ao mover as coordenadas X e Y do eixo se­cundário, seus movimentos são mostrados em uma escala na parte direita da tela.

Teste no botão Turbo

Muitos PCs antigos possuem um botão Turbo, com o qual podemos controlar a velocidade do processador, entre o valor máximo (Turbo) e um valor mais baixo (Low). Este teste pede ao usuário para atuar sobre este botão e verifica a velocidade do processador, testando assim se este botão está corretamente configurado. Este tipo de botão caiu em desuso, não sendo mais encontrado nos PCs mo­dernos.

Testes de áudio

O PC-Check realiza testes de áudio no PC Speaker e na placa de som. No caso do PC Speaker, é apenas tocada uma música composta de beeps. Os testes da placa de som englobam sons MIDI (Sintetizador FM) e sons digitais (PCM Sample). Antes dos testes da placa de som, o PC-Check pergunta a sua configuração de hardware: endereço, IRQ e DMA. Podemos deixar que o PC-Check faça a detecção automá­tica desses recursos, o que normalmente funciona.

Testes repetitivos

No menu principal do PC-Check, temos um comando para realizar testes repetiti­vos (Continuous Burn-in Tests). Selecionamos quais testes repetitivos queremos realizar, e indicamos o número de vezes que cada teste será executado. Os testes repetitivos são muito úteis para detectar erros intermitentes, aqueles que ocorrem de forma aleatória, não podendo assim ser detectados em testes normais.

Este comando apresenta um menu como o da figura 36, no qual selecionamos quais testes serão usados. Selecionamos os testes desejados teclando Enter, e ao terminar a seleção, teclamos F10.


Figura 36 - Selecionando testes para Burn-in.

O PC-Check apresentará então uma tela como a da figura 37, onde podemos indi­car o número de vezes que cada teste será realizado.


Figura 37 - Indicando o número de vezes que cada teste será realizado.

OBS: A versão demo do PC-Ckeck não realiza testes repetitivos.

 

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