5) Dicas sobre impressoras, scanners, joysticks, câmeras digitais, etc...

 
Extraído do livro
500 dicas e macetes para PC volume 1

 

#01 Os gráficos da minha impressora a jato de tinta são impressos cheios de linhas brancas verticais (ou horizontais).

#02 Minha impressora matricial está com uma péssima qualidade de impressão, com os pontos completamente desalinhados.

#03 A impressão sai completamente borrada na minha impressora jato de tinta.

#04 A impressora está puxando 2 páginas de cada vez.

#05 Minha impressora não tem driver para Windows 95. Posso usar o driver para Windows 3.1?

#06 Já ajustei a espessura do papel, mas mesmo assim minha impressora puxa várias folhas de uma só vez.

#07 Como imprimir um arquivo de um aplicativo, em um PC que não possui este aplicativo?

#08 Não estou conseguindo fazer funcionar um joystick de 4 botões.

#09 Como ligar 2 joysticks em um PC?

#10 Meu mouse está ligado na COM2. Funciona no Windows, mas não no modo MS-DOS, mesmo com o uso de um mouse driver para DOS.

#11 Como faço para usar o terceiro botão do meu mouse?

#12 Como desabilitar a tecla Win 95, para evitar a volta ao Windows 95 durante jogos?

#13 Os arquivos gerados pelo meu scanner são muito grandes!!!

#14 As imagens escaneadas são muito granuladas.

#15 Qual é a diferença entre resolução ótica e resolução interpolada?

#16 Não consigo fotografar de distâncias muito pequenas com minha câmera digital. A imagem fica sem foco.

#17 Meu programa de OCR dá muitos erros, apresentando muitas falhas de reconhecimento.

#18 Acho que as imagens capturadas pelo meu scanner são muito pálidas.

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Dica # 01

Os gráficos da minha impressora a jato de tinta são impressos cheios de linhas brancas verticais (ou horizontais).

Este é um típico problema de entupimento da cabeça de impressão. Para que não ocorra, evite deixar a impressora sem uso por períodos muito prolongados. Se você a utiliza muito pouco, faça uma impressão colorida qualquer, pelo menos uma vez por semana. Se preferir, pode utilizar o próprio auto-teste da impressora. Evite também utilizar tintas inadequadas, que podem causar entupimento. Use apenas as tintas do próprio fabricante.

Se as barras brancas verticais ou horizontais já surgiram, deve ser usado o procedimento de limpeza da cabeça. No manual da impressora existem instruções para a limpeza, que é feita automaticamente pela própria impressora, bastando que seja pressionada uma certa seqüência de botões. Também no manual existem instruções para o auto-teste. Depois de fazer a limpeza, use o auto-teste para imprimir algumas páginas. Repita o procedimento outras vezes até as barras brancas sumirem.

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Dica # 02

Minha impressora matricial está com uma péssima qualidade de impressão, com os pontos completamente desalinhados.

Este é um caso típico de sujeira na cabeça da impressora. Sua limpeza é feita com o auxílio de um spray limpador de contatos eletrônicos (comprado em lojas de material eletrônico). Devemos inicialmente retirar a fita da impressora e colocar papel (formulário contínuo). Com a impressora desligada, aplicamos o spray limpador de contatos na cabeça de impressão, diretamente sobre o ponto onde a cabeça toca o papel. Giramos o cilindro da impressora para que a parte molhada do papel de afaste da cabeça. Uma vez que a cabeça esteja posicionada sobre uma área seca do papel, ligamos a impressora e a colocamos para executar um auto-teste (consulte o manual da impressora para verificar qual é o comando que ativa o auto-teste). Serão impressas algumas linhas com tinta bastante forte, mesmo sem fita. Desligue a impressora e repita ou procedimento mais 2 ou 3 vezes. Com isto, a cabeça ficará quase totalmente limpa, evitando o desalinhamento das agulhas, a principal causa de impressão ruim. Faça uma limpeza a cada 3000 páginas (1 caixa de formulário contínuo) impressas.

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Dica # 03

A impressão sai completamente borrada na minha impressora jato de tinta.

O tipo de papel é inadequado. Impressoras a jato de tinta mais antigas não eram capazes de imprimir em papel comum, sendo necessário o uso de papel especial. Na maioria dos casos, o próprio papel para impressoras a laser (ex: Chamex Laser) funciona bem. Melhores ainda são os resultados obtidos com papéis próprios para este tipo de impressora, como o Chamex Premium e papéis especiais para alta resolução. Mesmo usando o tipo correto de papel, resultados ruins também podem ser obtidos quando o driver de impressão está preparado para um tipo de papel diferente do que será utilizado. Por exemplo, se o driver for programado para 720 DPI ou papel glossy, e for usado papel próprio para 360 DPI. Este ajuste é feito na ocasião da impressão, através de um Setup da impressora, sempre disponível durante os comandos de impressão.

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Dica # 04

A impressora está puxando 2 páginas de cada vez.

Procure na sua impressora um controle manual para a espessura do papel. Aperte a alavanca, o que indicará que o papel é mais fino. Uma impressora puxa duas folhas de uma só vez quando espera um papel mais espesso que o colocado. Para evitar este problema, procure adquirir papel próprio para a sua impressora. Se isto não for possível, a solução é ajustar a alavanca que indica a espessura do papel.

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Dica # 05

Minha impressora não tem driver para Windows 95. Posso usar o driver para Windows 3.1?

O procedimento correto é tentar obter um driver para Windows 95. Se entre os drivers que já acompanham o Windows 95 não existe um específico para a sua impressora, tente contactar o seu fabricante, via Internet. Lá você provavelmente encontrará drivers atualizados. Entretanto, em último caso você poderá usar mesmo no Windows 95, o antigo driver para Windows 3.1. Os resultados poderão reservar muitas surpresas. Existem casos em que o driver de Windows 3.1 não funciona, ou então funciona de forma errática. Existem ainda casos notáveis, como o da impressora Epson Stylus Color. O driver para Windows 3.1 apresentava cores mais vivas e realistas que o driver que a Microsoft incluiu no Windows 95 (este apresentava cores pálidas). Apenas o driver desta impressora para Windows 95 que a própria Epson desenvolveu posteriormente disponibilizou pela Internet voltou a apresentar cores com as mesma qualidade que as do antigo driver para Windows 3.1.

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Dica # 06

Já ajustei a espessura do papel, mas mesmo assim minha impressora puxa várias folhas de uma só vez.

Antes de colocar as folhas em branco na impressora, verifique se estão bem soltas. Separe-as umas das outras e junte-as novamente. É muito comum as folhas ficarem agarradas quando acabam de ser retiradas do pacote. Também agarram por efeito da umidade. Para evitar que a umidade interfira, mantenha as folhas armazenadas no seu pacote. Antes de imprimir, seja com folhas retiradas do pacote, seja com folhas que ficaram de um dia para o outro na bandeja da impressora, procure sempre soltar umas das outras antes de usá-las.

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Dica # 07

Como imprimir um arquivo de um aplicativo, em um PC que não possui este aplicativo?

Digamos que você tem o Corel Draw instalado no seu computador, mas que sua impressora seja muito modesta. Digamos também que um outro computador tenha a impressora dos seus sonhos, mas não tenha o Corel Draw instalado. Se tivesse, você poderia transferir para o outro, apenas o documento que você quer imprimir, abrir este documento no segundo computador usando o Corel Draw e listá-lo na impressora dos sonhos. Se este segundo computador não possui o Corel Draw instalado, mas se os dois computadores estiverem conectados em uma rede, ou mesmo através da conexão direta via cabo do Windows 95, é possível comandar a partir do primeiro computador, a listagem na impressora do segundo computador. Mas o que fazer quando nenhum dos dois métodos pode ser usado?

Vejamos um método que pode resolver facilmente o problema. A partir de um computador A, podemos comandar uma listagem redirecionada para um arquivo de impressão que será transferido (em disquetes, por exemplo) para um computador B. Vejamos o método através de um exemplo em que o computador A é um notebook, e o computador B, no qual existe uma impressora HP Laserjet II, será usado para a impressão. A primeira coisa a fazer é instalar no computador A, o driver da impressora do computador B. Isto é feito pelo comando Adicionar Impressora, na pasta de Impressoras. Depois de instalada, clicamos o ícone da impressora com o botão direito do mouse e no menu apresentado, escolhemos a opção Propriedades. No quadro apresentado, selecionamos a guia Detalhes. No campo Imprimir na seguinte porta, escolhemos a opção FILE, e a seguir clicamos em OK.

Agora podemos imprimir em qualquer aplicativo no computador A, especificando esta "impressora virtual". Na ocasião da impressão, indicamos esta impressora (no nosso caso, HP Laserjet Series II on FILE. No início do processo de impressão, é apresentado um quadro para preenchimento do nome do arquivo (usa por default a extensão PRN) e diretório a ser usado. Não especifique a impressão para um disquete, pois o arquivo gerado pode ser muito grande. Se for o caso, podemos posteriormente compactá-lo, ou mesmo dividi-lo em vários disquetes.

A impressão será então realizada, e tudo o que deveria estar sendo enviado para a impressora (caso estivesse ligada ao computador A) será armazenado neste arquivo. Terminada a impressão, verifique o tamanho do arquivo gerado. Se couber em um disquete, pode gravá-lo e enviá-lo para listar no computador B. Se não couber em um disquete, você pode compactá-lo usando o PKZIP ou o WINZIP. Se preferir, pode gravar o arquivo dividido em vários disquetes, usando o programa Backup do Windows 95. Finalmente, arquivos de tamanho muito grande podem ser transportados com maior facilidade caso seu computador possua um ZIP Drive, ou um drive LS-120, ou outro similar.

Para listar o arquivo no computador B, é preciso usar, no Prompt do MS-DOS, o comando:

COPY /B ARQUIVO.PRN PRN

Será então feita a transferência do arquivo de nome ARQUIVO.PRN (digamos que este seja o nome que você escolheu quando realizou a impressão no computador A) para a impressora, simbolizada pelo dispositivo PRN. Note que para executar este comando, nem mesmo é necessário que o computador B possua o Windows 95 instalado. Você pode fazê-lo, por exemplo, no modo MS-DOS.

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Dica # 08

Não estou conseguindo fazer funcionar um joystick de 4 botões.

Verifique como o seu software está configurado para trabalhar, se é com 2 ou com 4 botões. Jogos para MS-DOS devem ser configurados individualmente, ou seja, a configuração de um jogo não é aplicada para os outros jogos. No Windows 95, defina o tipo de joystick através do Painel de Controle. Observe ainda que os joysticks de 4 botões possuem uma chave seletora, através da qual podemos fazê-lo funcionar com apenas 2 ou com 4 botões.

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Dica # 09

Como ligar 2 joysticks em um PC?

As interfaces de joystick existentes nos PCs permitem na verdade a conexão de não apenas 1, mas sim, 2 joysticks. Para isto é preciso entretanto adquirir um cabo especial, no qual existe em uma extremidade um conector DB-15 macho (para conectar na interface de joystick). Partindo deste conector existem 2 cabos, na extremidade de cada qual existe um conector DB-15 fêmea, para a conexão dos dois joysticks. Este cabo pode ser encontrado em algumas lojas que revendem suprimentos para informática, mas caso você possua habilidade com soldagem, poderá construir um. Na figura abaixo temos o esquema das ligações para este cabo.

Esquema de cabo para conexão de 2 joysticks.

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Dica # 10

Meu mouse está ligado na COM2. Funciona no Windows, mas não no modo MS-DOS, mesmo com o uso de um mouse driver para DOS.

O mouse driver do Windows 95 pode funcionar com o mouse ligado tanto na COM1 como na COM2, não sendo necessário realizar nenhum tipo de configuração neste sentido. Já o mesmo não ocorre com os mouse drivers para MS-DOS. Se o seu mouse driver é por exemplo, o MIMOUSE.COM, use o comando:

MIMOUSE /?

Isto em geral provocará a apresentação de instruções na tela. Será indicado portanto, a forma correta para indicar que o mouse está ligado na COM2, já que a COM1 é default. Você poderá encontrar, por exemplo, mouse drivers que usam os parâmetros /2 ou /C2 para indicar que o mouse está ligado na COM2.

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Dica # 11

Como faço para usar o terceiro botão do meu mouse?

O Windows 95, assim como a maioria dos programas, foram feitos para operar com mouse de 2 botões. Existem entretanto, muitos modelos de mouse com 3 botões. Podemos portanto citar duas categorias de mouse:

O que define o padrão utilizado não é apenas o número de botões fisicamente existentes no mouse, mas também o seu driver. Por exemplo, um mouse de 3 botões pode operar no modo Microsoft, ficando com o botão do meio inativo. Isto é o que ocorre na maioria dos casos.

Vejamos primeiro o que ocorre no modo MS-DOS. A maioria dos programas opera com mouse padrão Microsoft, só reconhecendo dois botões. Outros programas podem ser configurados para operar tanto no modo Microsoft como no modo PC Mouse. Neste último caso, o programa passaria a reconhecer o botão do meio do mouse e aceitar seus comandos. Note que é preciso que esteja instalado um driver de mouse no modo PC Mouse. Muitos modelos de mouse são acompanhados de um disquete no qual existem drivers de mouse tanto para o modo MS-DOS como para o Windows. É preciso consultar as suas instruções para saber como escolher entre os dois modos possíveis. Por exemplo, alguns drivers de mouse podem entrar no modo Microsoft com o uso do parâmetro /2 e no modo PC Mouse com o parâmetro /3. Cheque qual é o seu caso.

Quando um mouse é acompanhado de um disquete, existe em geral um driver para o Windows 95. Ocorre que o Windows 95 não reconhece o botão do meio do mouse, ou seja, não executa comandos específicos com o seu pressionamento. Esses drivers entretanto, fazem com que o botão do meio seja convertido em comandos. Por exemplo, o driver da Logitech faz com que o botão do meio produza um efeito equivalente a um clique duplo do botão esquerdo. O mouse estará na verdade operando em modo Microsoft, mas com o botão do meio sendo uma alternativa ao clique duplo do botão esquerdo. Se você não possui o disquete com o driver do seu mouse para o Windows 95 e quer usar o botão do meio, pode usar o driver do mouse de um colega, desde que também seja serial e de 3 botões. Se mesmo assim você não conseguir obter este driver, pode procurar na Internet. Tente em http://www.download.com. Mande procurar pela palavra logitech, e você encontrará drivers tanto para MS-DOS como para o Windows 95 que permitem, entre outras coisas, usar o botão do meio do mouse. Da última vez que acessei este site, encontrei lá o Logitech Mouse Drivers 7.20. Pode também mandar procurar pelo texto "Genius Mouse Driver", e você encontrará uma versão semelhante à da Logitech.

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Dica # 12

Como desabilitar a tecla Win 95, para evitar a volta ao Windows 95 durante jogos?

A tecla Windows 95, localizada entre as teclas Control e Alt na maioria dos teclados modernos, pode ser um transtorno para quem gosta de jogos. Muitos jogos usam as teclas Control e Alt para atirar e andar (Doom, Quake, Duke Nukem 3D, etc.). Se por engano, o usuário esbarra na tecla Win 95, o jogo é temporariamente suspenso, e o computador volta ao ambiente gráfico do Windows 95. Alguns jogos podem "congelar" caso isto aconteça. Uma solução para o problema é jogar apenas no modo MS-DOS, quando a tecla Win 95 fica inativa. Melhor ainda entretanto é usar o programa Doswinky, que pode ser obtido pela Internet em:

http://www.microsoft.com/download/doswinky.exe

Você também encontra o Doswinky na área de download de programas deste site.

Depois de descompactado, clique no arquivo DOSWINKY.INF com o botão direito do mouse e escolha a opção Instalar. Reinicialize o computador para que a instalação tenha efeito. Agora, clique com o botão direito do mouse sobre o ícone Prompt do MS-DOS (para isto, abra o menu Iniciar e depois Programas) e escolha a opção Propriedades. Na guia Misc, desmarque o quadro indicado com Control-ESC. Ao executar agora o Prompt do MS-DOS, a tecla Win 95 será ignorada, deixando de atrapalhar os jogos. Agora para ir ao Windows 95, será preciso teclar Alt-Tab. Note que a tecla continuará funcionando perfeitamente dentro do ambiente Windows, ficando inativa apenas na seção do MS-DOS.

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Dica # 13

Os arquivos gerados pelo meu scanner são muito grandes!!!

E são mesmo grandes. Dependendo da resolução utilizada, do número de cores, e do tamanho da figura, muitos megabytes serão necessários para armazenar o arquivo resultante. Para saber o tamanho consumido por uma figura, primeiro calcule o número de pixels. Com a resolução de 300 dpi, por exemplo, cada polegada corresponde a 300 pixels. Você pode usar para uma polegada, o valor aproximado de 2,5 centímetros. Desta forma, 10 centímetros correspondem a 4 polegadas, que a 300 dpi resulta em 1200 pixels. Uma foto quadrada de 10 cm de lado teria então ao todo 1200x1200 pixels, ou seja, 1.440.000 pixels, aproximadamente. Como em modo True Color (16 milhões de cores) cada pixel ocupa 3 bytes, a foto precisaria de um total de cerca de 3 x 1.440.000 = 4.320.000 bytes, ou seja, pouco mais de 4 MB. Se fosse utilizada a resolução de 400 dpi, o tamanho chegaria a cerca de 7,5 MB. Se a foto tivesse 20x20cm, o tamanho chegaria a 30 MB. Nem mesmo será possível escanear uma imagem com este tamanho e esta resolução, caso o computador não tenha pelo menos 40 MB de memória RAM. Existem portanto dois problemas, que são a grande quantidade de memória RAM necessária para escanear uma figura de grande tamanho e em alta resolução, e o exagerado espaço em disco para armazenar a figura resultante.

Para não obter arquivos exageradamente grandes, e nem esgotar totalmente o uso da memória, é preciso usar modestamente as resoluções do scanner. Fotografias coloridas podem ser escaneadas em 300, 200 ou até mesmo 150 dpi, e os resultados serão bem satisfatórios, a menos que a intenção seja imprimi-las posteriormente em formato ampliado. Também devemos limitar a área a ser escaneada. Scanners de mesa possuem um comando preview, no qual é possível delimitar um retângulo sobre o trecho da figura que deve ser escaneado. Desta forma podemos usar com maior sabedoria a memória RAM disponível.

Outro cuidado importante é o tamanho dos arquivos gerados. Evite armazenar figuras no formato BMP, pois seu grau de compressão é muito pequeno, resultando em arquivos muito grandes. Dê preferência ao formato TIF. Se quiser armazenar fotos coloridas, sem compromisso com a exatidão absoluta, use o formato JPG. Este formato realiza a compressão da imagem, sendo ideal para fotos. A imagem sofre algumas simplificações visualmente imperceptíveis, mas o tamanho resultante é muito menor. Compare os resultados obtidos com as fotos originais. Se for necessária fidelidade absoluta, use o formato TIF, mas saiba que a compressão obtida não é tão acentuada como a do formato JPG.

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Dica # 14

As imagens escaneadas são muito granuladas.

Este problema é chamado moiré, e ocorre quando são escaneadas fotografias impressas. Ao contrário das fotografias comuns, feitas em papel fotográfico, as fotos impressas (por exemplo, em revistas coloridas) são formadas por uma sucessão de minúsculos pontos nas cores preta, amarela, cian e magenta. O olho humano tem a sensação de que está visualizando uma infinidade de cores, mas um scanner pode perceber que a imagem é formada por esses minúsculos pontos. A granulação é resultante da captação dessas cores, e não das cores verdadeiras que a vista humana percebe. Por isso, todos os scanners são acompanhados de um editor gráfico onde é possível processar as imagens escaneadas, melhorando o seu aspecto. Esses programas possuem um comando chamado Soften, Median, ou ainda Remove Moiré. Ao ser usado, faz uma espécie de mistura de cores dos pixels, eliminando a incômoda granulação. A desvantagem é que a figura perde um pouco de nitidez neste processo. Para que funcione bem, sem perda de nitidez, é preciso escanear a figura com uma resolução mais alta que o normal. Se for desejado utilizar na figura final, digamos 150 dpi, escaneamos a figura com 300 dpi. Depois aplicamos o comando Remove Moiré, e já com a granulação eliminada, usamos outro comando para reduzir o tamanho linear da figura à metade. Desta forma a nitidez será boa, e a granulação será eliminada.

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Dica # 15

Qual é a diferença entre resolução ótica e resolução interpolada?

A resolução de um scanner é um fator importante. Os modelos mais baratos atingem resoluções normalmente mais baixas, e simulam resoluções mais altas através de interpolação. Entram então em jogo dois conceitos: resolução ótica e resolução interpolada. A resolução ótica representa a verdadeira capacidade de um scanner capturar figuras com detalhes mínimos, e está diretamente relacionada com os seus sensores óticos. Quanto menor for o tamanho dos seus minúsculos sensores, maior será a sua quantidade, e maior será a resolução ótica. Os melhores scanners de mesa operam com resoluções óticas de 600x600 DPI (Pontos por polegada), 600x1200, 1200x1200 ou superiores. Através de interpolação, esses scanners podem simular resoluções mais altas, como 2400x2400 DPI. Diga-se de passagem que qualquer software para tratamento de imagens consegue partir de uma figura com resolução baixa (ex: 300 DPI) e realizar uma mudança de escala através de interpolação, atingindo resoluções mais altas. Portanto, o que é mais importante em um scanner é a sua resolução ótica, e não a interpolada. Não fique então impressionado com scanners anunciados como sendo de 4800 DPI, ou mesmo 9600 DPI. Essas fantásticas resoluções não são óticas, e sim interpoladas, e dificilmente as utilizaremos na prática.

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Dica # 16

Não consigo fotografar de distâncias muito pequenas com minha câmera digital. A imagem fica sem foco.

Todas as câmeras, digitais ou convencionais, são incapazes de focalizar distâncias muito pequenas. Dependendo do modelo, a distância mínima é algum valor entre 20 e 60 cm. Algumas câmeras mais sofisticadas possuem um modo macro, com o qual podem ser feitas fotos a distâncias pequenas, normalmente entre 10 e 30 cm. Não importa qual seja o tipo de câmera, é possível obter foco com distâncias menores, através do acoplamento de lentes adicionais. Muitas câmeras possuem na sua lente frontal, um encaixe para acoplar mais lentes. Essas lentes normalmente são fornecidas em conjuntos, com 1, 2 e 4 dioptrias. O número de dioptrias é igual ao inverso da distância focal. Por exemplo, ao acoplar uma lente de 4 dioptrias na câmera, e adicionando a esta mais uma lente de 1 dioptria (as lentes podem ser encaixadas umas nas outras), teremos o total de 5 dioptrias. A distância focal será igual a 1/5 do metro, ou seja, 20 cm. Será possível desta forma focalizar perfeitamente objetos pequenos localizados a exatamente 20 cm da câmera. Distâncias maiores, bem como distâncias menores que esta, resultarão em perda de foco. Ao usar as três lentes ao mesmo tempo, teremos o total de 7 dioptrias, e a distância focal portanto será de 1/7 do metro, ou seja, cerca de 14 centímetros. Será preciso usar uma régua para colocar a câmera à distância certa do objeto. Apesar do processo ser um pouco trabalhoso, pode ser usado até mesmo nas câmeras mais simples que não possuem recurso de focalização automática, e nem de focalização a curta distância.

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Dica # 17

Meu programa de OCR dá muitos erros, apresentando muitas falhas de reconhecimento.

Em geral os programas de OCR estão preparados para reconhecer caracteres capturados pelo scanner em um formato específico. Normalmente exigem que o scanner opere no modo BW (preto e branco, ou seja, 1 bit por pixel). Também exigem que seja usada uma determinada resolução 300 DPI, 400 DPI, ou outra, dependendo do programa. Se ocorrerem muitos erros no reconhecimento de caracteres acentuados, tente configurar o programa para a língua portuguesa (muitos deles possuem um comando para tal configuração). Observe ainda se o texto está perfeitamente alinhado com o sentido do escaneamento. Se o texto estiver um pouco inclinado, poderão ocorrer muitos erros de reconhecimento.

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Dica # 18

Acho que as imagens capturadas pelo meu scanner são muito pálidas.

Este problema é normal, e tem solução. Verifique no manual do seu scanner se existe algum procedimento de calibração de cor (color calibration). Em alguns modelos este procedimento consiste em scanear uma figura com três faixas, uma branca, uma preta e uma cinza (esta figura é fornecida em uma cartela que acompanha o scanner). Isto em geral resolve o problema.

Os programas gráficos que acompanham os scanners possuem comandos para ajuste das tonalidades das cores. É possível atuar sobre o brilho e contraste, intensidade e saturação. Figuras já escaneadas podem ser ajustadas por esses comandos. Em alguns casos, esses comandos podem ser automaticamente aplicados à medida em que as figuras são transferidas do scanner para arquivos gráficos. Este ajuste automático durante a transferência em geral é satisfatório. Mesmo que algumas das fotos estejam com as cores ainda insatisfatórias, você poderá ajustá-las posteriormente, de forma individual.

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