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2007 – DICAS E MACETES

Autor: Laércio Vasconcelos
Data: 14/nov/2007

Extraído do livro

DICAS PARA USAR MELHOR O SEU MICRO

Todos gostam de aprender dicas sobre assuntos de seu interesse. Até mesmo quem escreve acaba aprendendo muita coisa. Acabamos de lançar um livro com pouco mais de 400 dicas sobre o uso do micro.

Para marcar o lançamento, preparamos este pequeno artigo com 17 dicas, cada uma extraída de um capítulo do livro. É claro que, quanto mais experiente é um usuário, maior será a quantidade de dicas já conhecidas, bem como a sua facilidade em encontrar soluções na Internet quando necessário. Para quem ainda não atingiu o grau de especialista, a maior parte dessas dicas são novidade. Para quem está começando, melhor ainda. Espero que para todos, essa pequena coletânea apresentada aqui também seja útil.

Desligando ou reiniciando com um clique

Para comandar um desligamento é preciso aplicar três cliques: Iniciar / Desligar o computador / Desativar. Para reiniciar também são três cliques. Podemos criar um atalho para o programa SHUTDOWN.EXE, que acompanha o Windows XP, e fazer o desligamento ou reiniciar o computador usando um único clique. Para isso basta criar um atalho para o programa SHUTDOWN.EXE com os parâmetros apropriados.

Clique na área de trabalho com o botão direito do mouse e escolha no menu a opção Novo / Atalho. No quadro apresentado (figura 57), digite a linha de comando:

shutdown -s -t 0

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Figura 57 – Criando atalho para desligar o computador.

Clicando em Avançar, será pedido um nome para este atalho. Você pode chamá-lo por exemplo de DESLIGAR. Agora quando quiser desligar o computador basta clicar nesse ícone.

Para criar um ícone que reinicia o computador, o processo é semelhante, a diferença é na linha de comando:

shutdown -r -t 0

OBS: Você pode alterar o ícone desses atalhos, como já ensinamos nesse capítulo. Procure ícones equivalentes ao botão de desligamento ou outro ícone que sugira reiniciar.

Emuladores de CD

Emuladores de CD são programas que copiam o conteúdo de um CD ou DVD e criam um CD/DVD virtual, armazenado no disco rígido. Esses programas “enganam” o Windows para que “pense” que esta cópia é uma unidade de CD/DVD verdadeira. Usar esse recurso traz várias vantagens. Para quem tem filhos pequenos, os CD originais ficam livres de arranhões. Para quem tem filhos ainda menores, é reduzido o risco de estragar CDs ou a unidade de CD/DVD durante o manuseio. Basta clicar em um ícone e o CD/DVD virtual passará a funcionar. Para quem tem muito espaço disponível no disco rígido, esses emuladores também são interessantes. O usuário pode criar no disco rígido, imagens dos seus CDs mais usados e guardar os originais.

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Figura 9 – Exemplo de emulador de CD/DVD.

A figura 9 mostra um exemplo típico de emulador de CD/DVD, o Paragon CD-ROM Emulator. Na parte esquerda são mostradas as unidades de CD/DVD disponíveis. No nosso exemplo temos um drive F (real) e um drive H virtual, criado pelo programa. Na parte direita estão as imagens feitas pelo programa de CDs verdadeiros. Para executar um CD virtual basta arrastar seu ícone para a unidade virtual.

Você encontrará em www.download.com, www.shareware.com e outras bibliotecas de programas, vários programas desse tipo. Especificamente no www.download.com, são apresentadas as opiniões dos usuários a respeito de cada programa, junto com comentários. Assim você poderá escolher o melhor programa. O Paragon CD-ROM Emulator foi um dos programas que apresentou melhor resultado. Programas freeware também existem, mas nem sempre a qualidade é boa, e nem sempre são tão fáceis de usar.

Seja qual for o programa emulador usado, é possível que ocorram alguns problemas. Jogos que possuem proteção contra cópias podem não funcionar quando executados a partir de um emulador de CDs. Os melhores emuladores fazem leitura física de todo o conteúdo do CD, inclusive marcas ocultas usadas nos mecanismos de proteção contra cópias. Emuladores mais simples podem simplesmente ler os arquivos e gerar uma imagem, nesse caso o mecanismo de proteção contra cópias detectaria que não se trata do CD original. Seja como for, você não tem nada a perder. Teste se cada jogo funciona através do emulador de CD. Os que não funcionarem devem ser usados com o CD verdadeiro.

Alguns jogos, mesmo quando executados a partir dos seus CDs originais, checam se existe um emulador de CDs instalado, e caso exista cancelam a sua execução. Isso é um erro do jogo, pois não há nada de mal em existir um emulador de CDs instalado. Isso é uma falha no mecanismo de proteção contra cópias, que não consegue perceber a diferença entre o CD original e uma imagem usada a partir de um emulador. Partem do princípio de que o fato de existir um emulador de CDs instalado significa necessariamente que a cópia do jogo em uso é ilegal. Procure atualizações do jogo no site do fabricante para resolver este problema.

Melhorando a exibição de textos em LCD

É frustrante investir em um monitor LCD, o novo sonho de consumo dos usuários de micros, e observar imagens distorcidas, principalmente nos textos. Esse tipo de distorção é observado na terceira linha da figura 14.

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Figura 14 – Efeitos visuais nas telas de CRT e LCD.

O problema ocorre quando usamos no monitor LCD, uma resolução diferente da nativa. A resolução nativa está indicada no manual do monitor. Digamos que um monitor LCD tenha resolução nativa de 1280×960 pixels. Nessa resolução, os caracteres apresentam melhor qualidade (primeira linha da figura 14). Por acharem os caracteres e demais elementos de imagem muito pequenos, muitos usuários configuram uma resolução menor, como 1024×768. A segunda linha da figura 14 mostra o que ocorre quando fazemos isso em um monitor CRT (convencional). Esses monitores não têm os pixels estampados na tela. Os pixels da memória de vídeo são projetados internamente na tela do monitor, e ocorre um efeito de “esticamento” da imagem para que ocupe a tela inteira. A imagem acaba ficando um pouco embaçada, mas não ao ponto de prejudicar a imagem. Esse embaçamento é benéfico, funciona como uma espécie de suavização.

A terceira linha da figura 14 mostra o que ocorre quando configuramos a placa de vídeo para 1024×768 e o monitor LCD tem resolução nativa de 1280×960. Existem os pixels “lógicos” na memória de vídeo e os pixels “físicos” na superfície da tela LCD. Como não há uma correspondência direta entre esses pixels, alguns deles são esticados. Não é possível um “esticamento linear” desses pixels, e para simular a resolução de 1024×768 em uma matriz de 1280×960, cada 4 pixels são repetidos e um é dobrado. Como resultado, algumas linhas dos caracteres ficam com espessura normal e outras ficam com espessura dobrada. O efeito é claro na terceira linha da figura 14.

Quando configuramos a placa de vídeo para operar com a mesma resolução nativa do monitor LCD, não ocorre essa distorção, mas os caracteres ficam menores (primeira linha da figura 14). A solução é manter a resolução em 1280×960 e configurar o vídeo para operar com caracteres 25% maiores. Ao invés de formar caracteres em uma matriz de 12×20 pixels, serão usados caracteres de 15×25 pixels. O resultado é o mostrado na quarta linha da figura 14.

Para aumentar o tamanho dos caracteres na tela, use o quadro de configurações de vídeo. Clique em Configurações / Avançadas / Geral. No campo “Configuração de ppp”, escolha “tamanho personalizado” e escolha 125%.

Note que mostramos os resultados com 1280×960, mas o mesmo se aplica a outras resoluções. O importante é que você precisa descobrir qual é a resolução nativa do monitor LCD e configurá-la no Windows. Se as letras ficarem muito pequenas, aumente seu tamanho em 20% ou 25% como ensinamos aqui.

Capturando sons de programas e da Internet

Gravar sons é muito fácil quando a fonte sonora corresponde a uma das entradas de áudio da placa de som. Podemos gravar diretamente sons provenientes das entradas de microfone, Line-IN e CD-IN usando programas de gravação como o Gravador de som, que acompanha o Windows. Lembre-se que este programa tem uma limitação: grava sons com no máximo 60 segundos. Isto não é problema, pois muitas placas de som são acompanhadas de programas de gravação. Também podemos obter programas de gravação gratuitamente na Internet. Vá a sites como www.download.com e faça uma busca pela palavra RECORDER no sistema Windows. A maioria dos programas apresentados funciona sem restrições durante 30 dias, e precisa ser comprado para que continue a operar (são programas de shareware). Muitos produtores não bloqueiam o seu uso, apenas pedem educadamente que o usuário os compre após o período de avaliação. Procurando mais atentamente poderemos encontrar alguns programas de gravação que são totalmente gratuitos, ou seja, freeware.

A gravação de sons é um pouco mais difícil quando os sons não são provenientes das entradas sonoras, e sim de programas. Por exemplo, como gravar os sons de uma estação de rádio, reproduzidos pela Internet? Não existe no Internet Explorer, um comando para gravar o som gerado. Felizmente podemos na maioria dos casos, fazer uma reprodução e gravação simultâneas. Um programa de gravação de sons pode portanto gravar sons que estão sendo reproduzidos pelo computador, como por exemplo, o som de uma rádio via Internet.

Na figura 19 estamos reproduzindo músicas com o Windows Media Player e ao mesmo tempo fazendo a sua gravação com o programa Creative Recorder, que acompanha as placas Sound Blaster.

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Figura 19 – Gravando os sons que o PC reproduz com o Creative Recorder.

Esse recurso tem muitas aplicações. Digamos que você está estudando francês e quer fazer uma gravação de voz nesse idioma para posteriormente gravar em um MP3 Player e ouvir durante uma caminhada. Sintonize então uma estação de rádio da França como já ensinamos nesse capítulo, e ao mesmo tempo execute um programa para fazer a sua gravação. Periodicamente pressione STOP e feche o arquivo gravado. Ao usar este método de gravação, temos que tomar alguns cuidados:

1) Escolher um formato de gravação compatível com o do som que está sendo reproduzido. Por exemplo, a maioria dos sons reproduzidos via Internet têm o formato mono, com 8 ou 16 bits e 22 kHz. Ajuste o programa de gravação para operar no mesmo modo. Se for apresentada uma mensagem de erro indicando que o formato é incompatível, experimente outros formatos.

2) Nos programas de gravação temos que indicar a fonte do sinal sonoro. Normalmente encontramos um comando Input Source ou Record From onde podemos fazer esta escolha. A fonte de entrada deve ser a saída da placa de som.

3) Preste atenção ao gravar o arquivo resultante. Não vá se perder, observe a pasta onde o arquivo é criado. Normalmente é preciso pressionar STOP para então fazer a gravação. Escolha o formato MP3 para economizar espaço.

Melhorando o desempenho da navegação

Quando acessamos uma página da Internet pela primeira vez notamos que seu conteúdo é carregado lentamente, principalmente as figuras. Se formos para outra página e voltarmos à anterior, veremos que nessa segunda vez aquela página é carregada mais rapidamente. Isso ocorre graças ao uso da pasta de Arquivos Temporários da Internet, que funciona como uma “cache”, armazenando figuras e páginas para exibição posterior. Quando acessamos uma página que foi recentemente acessada, é provável que seu conteúdo ainda esteja na cache, e seu carregamento será mais rápido. Se ao voltar para uma página recentemente acessada você notar demora no carregamento, então seu navegador não está corretamente configurado. No Intenet Explorer usamos para isso o comando:

Ferramentas / Opções da Internet / Geral / Histórico de navegação / Configurações

Será apresentado o quadro da figura 30.

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Figura 30 – Configurações dos arquivos temporários da Internet.

O quadro oferece quatro níveis de uso dessa “cache” de arquivos da Internet. Com a opção Nunca, cada página será lida apenas uma vez. Da segunda vez em diante será usada integralmente a cópia armazenada. Isso torna a navegação rápida, mas não irá refletir as alterações feitas no site original depois que o primeiro acesso foi feito. Esse método é ruim para visualizar páginas que mudam constantemente. É preciso lembrar de clicar no botão Atualizar para que seja feita uma nova leitura.

A opção “Sempre que eu visitar a página da web” é a mais conservadora. A cache será pouco utilizada, a navegação será mais demorada porque tudo é carregado novamente a cada vez que a página é visitada.

A opção “Sempre que eu iniciar o Internet Explorer” é a mais interessante. Quando acessamos pela primeira vez uma página dentro de uma sessão do Internet Explorer, será carregada integralmente. Quando acessamos essa página da segunda vez em diante, dentro da mesma sessão, o carregamento será instantâneo.

Existe ainda a opção “Automaticamente”, mas os resultados nem sempre são os esperados. Recomendamos que seja usada a segunda opção dessa lista.

Limpeza das cabeças de impressão

Quando uma impressora apresenta linhas verticais falhadas, sobretudo em fotos, é possível que exista entupimento na cabeça de impressão. Para evitar o problema, não deixe a impressora muito tempo sem uso, como explicamos na dica anterior. Para solucionar o problema, experimente fazer uma limpeza nas cabeças de impressão. A maioria das impressoras possuem esse recurso, mas o comando para executá-lo varia de um modelo para outro. Em alguns casos, é um programa de controle instalado quando usamos o CD da impressora. Em outros casos faz parte de um grupo de novos comandos adicionados quando o driver da impressora é instalado.

No exemplo da figura 10, comandamos uma impressão e clicamos em Preferências. É apresentado o quadro de propriedades da impressora, no qual clicamos na guia Manutenção. Temos então acesso a vários comandos, entre eles a limpeza de cabeças.

Se a sua impressora não tem um comando para limpeza de cabeças, existem algumas alternativas, nem sempre tão eficientes. Verifique no manual da impressora se existe um comando chamado Auto Teste. É um teste realizado quando a impressora é ligada com um ou dois dos seus botões pressionados (consulte o manual). É gerada uma listagem com uma página padrão definida pelo fabricante. Se não existe esse comando na sua impressora, crie um texto com caracteres de diferentes cores. Se a cada linha impressa as cores ficarem melhores, então a limpeza está dando certo. Muitas vezes problemas de entupimento são causados pelo uso de tinta de má qualidade.

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Figura 10 – Exemplo de comando para limpar as cabeças de impressão.

Durabilidade do HD – checando a temperatura

Um disco rígido pode estragar, se operar durante muito tempo com temperatura elevada. A maioria dos modelos suporta temperaturas máximas de 50 a 60 graus centígrados. Você pode descobrir essa informação com relativa facilidade. Descubra a marca e o modelo do seu disco rígido (por exemplo, consultando o Gerenciador de dispositivos). Vá ao site do fabricante e procure o manual (data sheet) do seu disco rígido. Nele você encontrará, entre outras informações, a temperatura máxima de operação para o seu disco. No exemplo da figura 3, a temperatura máxima permitida é de 55oC (Operating Temperature).

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Figura 3 – Trecho do manual de um disco rígido – este modelo suporta operar com até 55 graus.

O próximo passo é medir a temperatura do seu disco rígido. Existem vários programas no mercado que fazem medidas de temperatura. Podemos indicar o HWINFO32, que é gratuito, encontrado em www.hwinfo.com. Ao executar o programa, clique no botão Sensors. No quadro apresentado, selecione a opção ATA Disk. Não esqueça de marcar a opção de temperatura em graus Celsius. No exemplo da figura 4, vemos que existem dois discos rígidos iguais. Ambos estão operando a 35oC. Essa temperatura deve ser feita com o computador ligado há pelo menos 10 minutos.

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Figura 4 – Medindo a temperatura do disco rígido com o programa HWINFO32.

Se a temperatura do disco rígido estiver abaixo da indicada pelo fabricante, você pode ficar tranqüilo. Se não quiser procurar o manual do seu disco rígido para saber a temperatura máxima permitida, saiba que praticamente todos os modelos suportam pelo menos 50oC. Se a temperatura medida do disco rígido estiver acima, ou apenas um pouco abaixo da máxima suportada, é preciso tomar providências pare reduzir o seu aquecimento.

Checando a integridade de um CD/DVD

Uma forma simples para saber se um CD ou DVD está em perfeitas condições é copiar todo o seu conteúdo para uma pasta do disco rígido. Se existirem arranhões ou outro defeito que impeça a leitura, a cópia irá parar com uma mensagem de erro. Outra forma é usando o programa Nero CD-DVD Speed, já apresentado nesse capítulo.

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Figura 13 – Checando a integridade de um CD ou DVD.

Execute o Nero CD-DVD Speed e selecione a guia ScanDisc. Clique em Start para começar o teste. Todos os dados do CD ou DVD serão lidos. Um mapa apresenta as áreas lidas, com destaque para aquelas com erro. É mostrada ainda a lista de todos os arquivos, seus tamanhos e destaque para os que têm parte ocupada pelos setores defeituosos.

Desativando o compartilhamento simples

Se você precisa compartilhar arquivos em um computador com o Windows XP (operaria então como servidor), então não pode desativar o compartilhamento de arquivos. Isso não chega a ser um perigo, pois quando um computador opera como servidor, o acesso é feito mediante o fornecimento de um nome e senha. Algum usuário da rede que tenha intenção de “invadir” o seu computador precisaria ter o nome e senha para acesso. O grande problema aqui é que o Windows XP, como padrão, usa o chamado “Compartilhamento simples”. Nesse tipo de compartilhamento, indicamos no servidor que queremos compartilhar uma pasta, e automaticamente todos os usuários da rede passam a ter acesso, pois o Windows XP não pede senha alguma. Para que o Windows XP passe a solicitar nome e senha para acesso a uma pasta compartilhada, devemos desativar o “Compartilhamento simples”. Isso é feito com o comando Opções de pasta no Painel de controle. Clique então na guia Modo de exibição (figura 4) e desmarque a opção “Usar compartilhamento simples de arquivo”. A Microsoft chama essa opção de “recomendável” porque seu uso é muito fácil, o usuário consegue compartilhar pastas sem conhecer comandos básicos de rede.

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Figura 4 – Desativando o compartilhamento simples de arquivos.

Quando desativamos o compartilhamento simples, o computador passa a ficar mais seguro, mas a operação de compartilhamento é um pouco mais difícil. A primeira coisa a fazer é criar uma conta de usuário no painel de controle, e configurar uma senha para essa conta.

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Figura 5 – Quadro de compartilhamento de pastas, quando estamos com o compartilhamento simples desativado.

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Figura 6 – Definindo as permissões de acesso a uma pasta que está sendo compartilhada.

Para compartilhar uma pasta, usamos o método usual: clicar na pasta com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolher a opção “Compartilhamento e segurança”. A diferença agora é que o quadro de compartilhamento tem um botão Permissões, com o qual indicamos os usuários que terão acesso a essa pasta (figura 5). Clicando em Permissões, é apresentado um segundo quadro com uma lista de usuários que poderão ter acesso à pasta compartilhada. Devemos remover o grupo Todos (a menos que nossa intenção é deixar todos os usuários da rede terem acesso à pasta) e clicar em Adicionar. Será então apresentado um quadro para indicarmos o nome do usuário que terá acesso à pasta. Usamos um dos usuários com conta previamente cadastrada no Painel de controle.

Quando um usuário da rede “enxergar” este computador e clicar na pasta, será apresentado um quadro para preenchimento de nome e senha. Somente quem sabe essas informações poderá ter acesso à pasta.

Unidade de CD externa USB

Em alguns casos pode ser conveniente ter uma unidade de DVD externa. Digamos por exemplo que você comprou um excelente notebook há pouco tempo, mas por razões financeiras optou por um modelo mais barato, com unidade de CD, e não de DVD. Se for comprar uma unidade de DVD externa do próprio fabricante do notebook, você vai pagar muito caro. Uma solução que serve tanto para desktops quanto para notebooks é comprar um “case para CD/DVD”, encontrado com facilidade no mercado brasileiro, por preços abaixo de 100 reais. A figura 4 mostra um exemplo desse tipo de dispositivo. Basta instalar no seu interior, qualquer unidade de CD ou DVD IDE.

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Figura 4 – Exemplo de caixa para unidade de CD/DVD externa.

É preciso comprar o case e uma unidade de DVD qualquer. Devido aos preços baixos, você comprará um gravador de DVDs, certamente. Somando o preço do gravador e do case externo, você gastará em torno de 200 reais ao todo.

As conexões entre o case externo e o computador são feitas por USB 2.0 ou Firewire (IEEE-1394). O CD de driver que acompanha o produto permite que o Windows reconheça a unidade de CD/DVD externa. Programas de gravação comuns como o Nero passarão a acessar normalmente o CD ou DVD externo.

É bom lembrar que existem também cases externos para HD, com tamanho menor (3½”). O case externo para CD/DVD também suporta HDs IDE, mas para ficar com um produto mais compacto, é recomendável usar para HD, um case de 3 ½”. Existem modelos para discos IDE, outros para discos SATA. As conexões com o computador podem ser USB, Firewire e mais recentemente, as do tipo e-SATA (Serial ATA externo).

Leitor de código de barras

Leitores de códigos de barras são usados em automação comercial. Para um computador de um setor de pagamentos de uma empresa, mesmo de pequeno porte, vale a pena instalar um leitor simples, como o da figura 9. Existem modelos USB e modelos PS/2, que devem ser ligados diretamente na interface de teclado. Nesse caso vêm com um adaptador para que seja possível ligar o teclado e o leitor de códigos na mesma porta.

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Figura 9 – Leitor de código de barras.

Seja qual for o modelo, os leitores de códigos de barras são vistos pelo Windows como um teclado. Assim que fazem uma leitura, transmitem os caracteres para o computador, como se estivessem sendo digitados no teclado. Para quem faz muitos pagamentos de conta via Internet, com a digitação de intermináveis seqüências de números, usar um leitor desses é uma boa opção. Procure por um modelo capaz de ler boletos, é preciso ter uma largura apropriada. Existem ainda modelos compactos que são como canetas. Basta passar a ponta pelo código de barras para fazer a leitura.

Formatos JPG, GIF, TIF e PNG

O formato de uma imagem deve ser escolhido de acordo com a aplicação. Para fotografias, o formato ideal é o JPG, mas para aquelas que vão ser trabalhadas, o ideal é usar TIF. Na Internet é comum encontrar imagens em formato GIF para representar desenhos, gráficos e diagramas. Não armazene desenhos, gráficos e diagramas em JPG. Esse formato introduz distorções para representar esse tipo de figura. Apenas para fotografias a sua distorção é imperceptível. A figura 8 mostra um exemplo do que ocorre com esse tipo de imagem quando armazenada em formato JPG.

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Figura 8 – Exemplo de imagem que perde muita qualidade ao ser representada em JPG.

Podemos reduzir a distorção quando escolhemos um fator de compressão menor ao salvar uma imagem em JPG. Por outro lado, a imagem fica muito grande. Imagens em GIF não apresentam esse problema, mas apresentam outro: representam apenas 256 cores, portanto não são boas para armazenar imagens que misturam fotos com áreas de texto como as da figura 8. Imagens em formato TIF são boas para representar ambos os tipos de imagem, mas resultam em arquivos muito grandes e não são suportadas pelos navegadores de Internet, o que é ruim se o seu objetivo é criar figuras para um site.

A solução para o problema é optar pelo formato PNG (Portable Network Graphics), que é compatível com os navegadores de Internet e é suportado por todos os programas gráficos modernos. O formato PNG resulta em imagens compactas e representa bem fotografias e elementos como o da figura 8.

Desempenho e memória

Um computador pode estar lento por falta de memória. Para confirmar isso, pressione Control-Alt-Del. Será executado o Gerenciador de tarefas. Clique então na guia Desempenho (figura 7). Verifique a indicação em “Memória física – Disponível”. No exemplo da figura 7, vemos que o computador tem um total de 1.048.032 kB de memória, e que estão livres 650.304 kB. Nesse caso, mas de 60% da memória do computador está livre. Esse com certeza não é um caso de falta de memória.

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Figura 7 – Checando a quantidade de memória livre.

O computador terá menos memória livre disponível à medida em que são executados vários programas simultaneamente. Se em um determinado instante você perceber lentidão, execute o Gerenciador de tarefas e cheque o quadro Desempenho. Se a quantidade de memória disponível atingir um valor baixo, significa que a culpa da lentidão é falta de memória.

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Figura 8 – Ordenando os programas por uso da memória.

Se o computador tem pouca memória, digamos 256 MB, ficará claro que realmente é uma quantidade pequena, e que essa é a causa da lentidão. Por outro lado, se um micro tem 512 MB ou mais, você poderá ficar espantado, achando que deveria existir bastante memória livre. É possível que algum programa esteja utilizando muita memória. O problema é comum quando usamos muitos programas ao mesmo tempo. Para saber a quantidade de memória utilizada por cada programa, clique na guia Processos do Gerenciador de tarefas (figura 8). A seguir clique no título da coluna Uso da memória, e os programas serão ordenados de acordo com a quantidade de memória que utilizam. Entre os programas que usam mais memória, descubra se algum deles está sendo usado sem necessidade. Você pode ter aberto um programa e esquecido de fechá-lo. Se realmente todos os programas em uso que consomem muita memória são necessários, então é preciso fazer uma expansão de memória.

Habilitando e desabilitando a tecla WINDOWS

Quem gosta de jogos muitas vezes passa por um problema incômodo: ao usar as teclas Control e Alt, acabem sem querer esbarrando na tecla Windows. Isso faz o jogo parar, e é exibido o menu Iniciar. Em alguns casos o jogo trava, e mesmo que não trave, é suficiente para perder o controle do jogo por um ou dois segundos. O usuário acaba levando um soco ou tiro (em jogos de luta / guerra) ou então batendo com o seu carro (em jogos de corrida). Alguns jogos desativam automaticamente a tecla Windows para que isso não aconteça, mas a maioria não. Uma solução interessante é desativar a tecla Windows antes do jogo. Terminando o jogo, você pode ativá-la novamente. Não é preciso alterar o registro cada vez que você vai jogar, a alteração pode ser automatizada em um arquivo REG.

Entre no REGEDIT e abra a chave:

HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Control\Keyboard Layout

Crie um valor binário de nome Scancode Map. Altere o valor dessa variável para:

00 00 00 00 00 00 00 00 03 00 00 00 00 00 5B E0 00 00 5C E0 00 00 00 00

Ficará como mostra a figura 10. Essa alteração desativa ambas as teclas Windows do teclado (esquerda e direita). Será preciso fechar o REGEDIT, fazer logoff e logon novamente. A tecla Windows ficará inoperante. Entretanto, antes de fechar o REGEDIT, exporte a chave Keyboard Layout para que essa desativação seja automatizada. Na figura 10, clique com Keyboard Layout com o botão direito do mouse e no menu apresentado escolha a opção Exportar. Digite um nome sugestivo, como Desativa tecla Windows. Futuramente bastará clicar nesse arquivo REG para desativar a tecla Windows. Ainda assim será preciso fazer logoff e logon novamente para que a mudança tenha efeito.

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Figura 10 – Alteração no registro para desativar a tecla Windows.

Certamente você vai querer ativar a tecla Windows novamente. Bastaria apagar o item Scancode Map, sair do REGEDIT e fazer logoff/logon para reativar ambas as teclas Windows. O processo pode entretanto ser automatizado. Altere o valor de Scancode Map para:

00 00 00 00 00 00 00 00 03 00 00 00 5B E0 5B E0 5C E0 5C E0 00 00 00 00

Exporte a chave Keyboard Layout com um nome sugestivo, como Ativa a tecla Windows. Futuramente bastará clicar neste arquivo REG e fazer logoff/logon para ter a tecla Windows funcionando novamente.

Etiqueta lateral do disco rígido

Você com certeza não quer estragar o disco rígido. No capítulo 7 já demos muitas dicas sobre como manusear o disco rígido para não estragá-lo, devido à sua fragilidade. Aqui vai mais uma dica para quem não quer estragar o seu HD: a maioria deles tem uma pequena etiqueta metálica na sua parte lateral. Essa etiqueta fecha o compartimento interno onde fica a mídia e o seu mecanismo. Na fábrica, todo o ar é puxado do interior por esse orifício. O disco não fica hermeticamente fechado porque existem entradas de ar com filtros. Mas esse orifício deve ser mantido fechado por essa etiqueta de papel metalizado. Alguns usuários acidentalmente rasgam essa etiqueta, estragando o disco rígido. Isso ocorre quando inserem o disco no gabinete e a sua baia está muito apertada. Outras vezes, ao aparafusar o disco rígido em uma posição errada, acabam rasgando a etiqueta com o parafuso. Cuidado com a etiqueta !!!!

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Figura 7 – Cuidado com a etiqueta do disco rígido!!!.

Copiando imagens de um arquivo DOC

Arquivos de imagens podem ser inseridos em documentos do Word com o comando Inserir / Figura / Do arquivo. Podemos selecionar então qualquer tipo de arquivo gráfico, com formatos JPG, BMP, TIF, GIF, PNG, PCX, etc. Para extrair uma imagem de dentro de um arquivo DOC, bastava selecionar a imagem com o mouse e usar o comando Editar / Copiar. Depois era preciso ir a um programa gráfico qualquer e usar o comando Editar / Colar. O arquivo de imagem criado dessa forma era idêntico ao que foi originalmente inserido no arquivo DOC.

Infelizmente esse processo não funciona mais nas versões do Word a partir do Office 2000, ou seja, é uma técnica do século passado. Se tentarmos fazer o mesmo com versões atuais do Word, a imagem colada terá baixa qualidade, com resolução menor. Existe entretanto uma forma simples para recuperar imagens que estão dentro de documentos do Word e de outros aplicativos do Microsoft Office, com a resolução original. Basta usar o comando Salvar como, e na parte inferior do quadro que será aberto, escolha o tipo de arquivo como “Página Web HTML”. Escolha um nome qualquer para a página que será salva. Se for escolhido o nome XXXX, será criado um arquivo de nome XXXX.htm e será criada uma pasta no mesmo local, chamada também XXXX. Nessa pasta você encontrará todos os arquivos gráficos que estavam embutidos no documento original (DOC). Os arquivos salvos poderão ser dos tipos JPG ou PNG, mas estão com alta qualidade gráfica. Para cada imagem, existe a versão integral e uma versão de tamanho reduzido. Você pode descartar as versões reduzidas e ficar com as que têm alta resolução.

Mapas na Internet

Precisa de um mapa rodoviário ou localizar uma determinada rua? Existem muitos sites com mapas na Internet, inclusive com fotos de satélites. Um site interessante é o do IBGE (www.ibge.gov.br). Lá existem mapas físicos e políticos da maioria dos estados e regiões brasileiras. Procure e você encontrará, é claro que o layout do site poderá mudar, mas provavelmente você chegará aos mapas clicando em Cartografia / Mapemento geográfico / Produtos / Mapas estaduais e regionais. Serão mostrados links para mapas físicos e políticos. Mapas físicos incluem relevo e hidrografia. Mapas políticos mostram cidades, estados e as estradas. Os mapas são arquivos PDF. Você pode imprimi-los por completo, ou usar um zoom na parte que interessa. Para imprimir um trecho do mapa faça a sua ampliação no Adobe Acrobat até a região desejada ser exibida como desejado. Ao usar o comando Print do Adobe Acrobat, no campo Print Range marque a opção Current view.

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Figura 6 – Um dos mapas do IBGE.

Outro site de mapas muito útil é o www.telelistas.net. São apresentados mapas de ruas de praticamente todas as cidades brasileiras, bem como a visualização por satélite. Acessando o site, clique em Mapas e Rotas. Indique o estado, a cidade, o bairro e a rua desejada. Será apresentado um mapa como o da figura 7. Botões de navegação permitem ampliar, reduzir e andar nas quatro direções. Através do uso da base de mapas de satélite do Digital Globe, usado pelo Google Maps e Google Earth, o site mostra também a fotografia da região feita com satélite. O nível de detalhamento varia de acordo com a cidade. Algumas regiões distantes e cidades pequenas têm fotos de satélite com resolução baixa, mas a tendência é que todas as cidades tenham, aos poucos, seus mapas em alta resolução. Experimente visualizar a sua própria casa ou prédio. Note que são fotografias de satélite feitas há alguns meses atrás, e não imagens em tempo real (talvez em um futuro próximo…).

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Figura 7 – Mapa obtido com o Telelistas.

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Figura 8 – Visão do satélite.