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2003 – Usando programas de diagnóstico de hardware

Autor: Laércio Vasconcelos
Janeiro/2003

Programas de diagnóstico ajudam na manutenção, testando partes importantes do computador, como processador, memória, placa mãe, disco rígido.

O checkup do computador

Quando um PC apresenta defeitos, devemos utilizar manutenção corretiva para solucioná-los. Entretanto, em muitos casos o defeito não é percebido de imediato. O PC pode estar com um componente ou módulo defeituoso e mesmo assim con­tinuar operando normalmente, provavelmente devido ao fato do usuário não estar ativando funções que fazem uso do módulo defeituoso. O usuário pode perceber o defeito dias, semanas ou até meses depois.

Algumas vezes o usuário só percebe o problema quando tenta instalar um novo software ou um novo módulo de hardware. Fica pensando que está fazendo algo errado durante a instalação, ou que o programa está com alguma incompatibilidade com o seu PC, ou que o mó­dulo de hardware que está sendo instalado está defeituoso. Na verdade, pode não ser nada disso. Pode ser um defeito já existente, manifestando-se pela primeira vez.

Uma forma de evitar este transtorno é fazendo periodicamente um check-up de hardware no PC. Existem diversos programas que nos auxiliam nesta tarefa. São chamados de programas de diagnóstico. Veremos neste capítulo como realizar um CHECK-UP de hardware através de programas de diagnóstico.

OBS.: Muitos programas de diagnóstico podem ser comprados em lojas especializadas, outros podem ser obtidos, até mesmo gratuitamente pela Internet. No final deste capítulo mostraremos como obter os programas de di­agnóstico.
POST

O check-up de hardware é tão importante que todo PC realiza, na ocasião em que é ligado ou “ressetado”, uma espécie de teste automático. Esse é o chamado auto-teste (em inglês, POST, ou Power-on Self Test). No POST são verificadas al­gumas das funções vitais da placa de CPU, da memória, do teclado e de algumas interfaces. Apesar desse teste ser rápido e simplificado, muitas vezes é suficiente para detectar defeitos no hardware. Entretanto, na maioria das vezes, o POST não é suficientemente rigoroso para detectar todos os erros possíveis. Daí surge a necessi­dade do uso de programas de diagnóstico mais elaborados.
Gravidade dos defeitos

Para que um PC funcione corretamente, todos os seus módulos devem estar em perfeitas condições. Entretanto, alguns módulos são mais importantes que outros. Por exemplo, o defeito em um drive de disquetes não afetará o funcionamento do PC, enquanto o usuário estiver utilizando apenas o disco rígido e o drive de CD-ROM. Apenas quando for necessário usar disquetes o defeito irá se manifestar. Este é portanto um defeito de importância secundária. Já um problema no disco rígido torna o PC praticamente inoperante. Vemos então que existem diferentes níveis de gravidade nos defeitos, bem como diferentes níveis de importância para o funcionamento do PC. A seguir apresenta­mos uma lista de vários módulos do computador divididos em três categorias, de acordo com o grau de importância:

Importância máxima
Sem eles o PC não pode ser usado
Fonte de alimentação
Processador
Placa de CPU
Memórias
Placa de vídeo
Importância média
Sem eles o PC liga mas fica parcialmente inoperante
Disco rígido
Interfaces IDE
Teclado
Monitor
Importância mínima
Sem eles o PC funciona com suas funções incompletas
Drive de disquetes e sua interface
Impressora e interface paralela
Mouse e interfaces seriais
Placas: fax/modem, som, etc,
Drive de CD-ROM

Esta divisão em níveis de importância pode variar. Por exemplo, consideramos o monitor como sendo um módulo de importância média, caso seja possível pegar emprestado o monitor de outro computador. Se isto não for possível, a importância torna-se máxima. O mesmo podemos dizer sobre o teclado. A placa fax/modem foi classificada como de importância mínima, mas é claro que será máxima se o usuá­rio estiver desesperado para, por exemplo, acessar a Internet e não tiver outro PC por perto.
Preparativos para usar programas de diagnóstico

A maioria dos softwares de diagnóstico funcionam no modo MS-DOS. É errado usá-los sob o Windows, ou mesmo no MS-DOS com programas residentes (aqueles que ficam instalados na memória, ativados pelo CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT). Algu­mas formas ERRADAS de executar programas de diagnóstico são:

Executar um boot normal pelo disco rígido

Usar programa de diagnóstico para MS-DOS a partir do Windows

Testar a memória DRAM com a memória cache habilitada

Testar a memória DRAM com gerenciadores de memória ativos

Usar um disquete inadequado para testar o drive

Confusão no teste (interno e externo) das interfaces serias e paralelas

Vamos mostrar quais são as providências a serem tomadas para que os testes sejam feitos de forma adequada.
O boot limpo

Os programas que fazem diagnóstico de hardware, em sua maioria, operam no modo MS-DOS. A razão disso é que o teste é feito somente nos componentes de hardware, e módulos de software presentes poderiam atrapalhar os testes. Por exemplo, se o Windows estiver ativo, não será possível testar a memória adequa­damente. O mesmo ocorre se existirem gerenciadores de memória (HIMEM.SYS e EMM386.EXE) ativados. Um software de diagnóstico em geral faz acessos ao hardware que não são permitidos quando existem outros programas em execução. Existem programas de diagnóstico que operam sob o Windows, mas o tipo de teste realizado é um pouco superficial, já que não pode acessar o hardware diretamente, e sim de forma indireta, obedecendo às convenções do Windows.

Antes de usar programas de diagnóstico no modo MS-DOS, deve ser executado um boot limpo, aquele no qual não são processados os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT, e não é feito o carregamento do Windows. Existem diversas formas de fazê-lo. Uma delas, que pode ser usada com qualquer versão do MS-DOS, e inclusive com o Windows 9x, é utilizando um disquete de boot. Para gerar um disquete de boot, devemos digitar, a partir do Prompt do MS-DOS, o seguinte comando:

FORMAT A: /S /U

A partir daí, podemos executar o programa de diagnóstico desejado, mesmo que este esteja localizado no disco rígido. Entretanto, para que tenhamos uma maior autonomia, é interessante gravar o programa de diagnóstico neste disquete. Nor­malmente esses programas não são muito grandes, podendo ser perfeitamente gravados em um único disquete de 1.44 MB.

É interessante colocar também nesse disquete, o programa usado para ativar o mouse no modo MS-DOS, conhecido como mouse driver. Assim poderemos co­mandar nosso programa de diagnóstico a partir do mouse (apesar disso não ser obrigatório). Além disso, a maioria dos programas de diagnóstico só testa o mouse se este driver estiver ativo.

Se você estiver trabalhando como técnico, poderá encontrar várias versões de sis­tema operacional. Prepare então diferentes versões de disquetes de boot:

MS-DOS 6.x (de preferência 6.22)
Windows 95
Windows 95a
Windows 95b (OSR2)
Windows 98
Windows 98SE
Windows ME
etc…

Você pode incluir em cada um desses disquetes de boot, o seu programa de dia­gnóstico predileto, ou então deixar esses disquetes só com o boot e utilitários do modo MS-DOS (FDISK, FORMAT, SYS, etc) e usar um disquete à parte, só para programas de diagnóstico. A razão da necessidade de tantos disquetes de boot é que um técnico pode encontrar PCs com várias versões de sistema operacional. É preferível usar o boot de mesma versão que a existente no PC que será testado, o que traz algumas vantagens. Por exemplo, será possível utilizar todos os utilitários para MS-DOS existentes no PC testado. Se você executar o boot com um disquete contendo uma versão de MS-DOS, e tentar utilizar o programa FORMAT.COM existente no disco rígido do PC testado, mas utilizando uma versão de MS-DOS diferente, será apresentada a mensagem:

Versão incorreta do DOS

Não pense que executar um boot pelo disco rígido resolve este tipo de problema. Você poderá encontrar na prática, discos rígidos com problemas, ou PCs com vírus no setor de boot, o que tornará o seu trabalho muito difícil se não tiver o disquete de boot apropriado. Existe ainda a questão da FAT32. Este sistema de arquivos só está presente a partir do Windows 95 OSR2. Portanto, se você executar por exem­plo o boot com um disquete gerado pelo Windows 95 original, e o disco rígido estiver formatado com FAT32 (disponível no Windows 95b e superiores), não será possível acessar arquivos do disco rígido, apesar de ser possível realizar testes físicos (acessos a trilhas e setores, mas não a arquivos). Um técnico deve estar portanto preparado com disquete de boot de todas as versões. É claro que para um usuário que tem apenas que tomar conta do seu próprio PC, a situação é bem mais simples. Basta ter o disquete de boot da versão existente no seu PC.

Apesar de não ser a forma mais recomendada, podemos executar um boot limpo através do disco rígido. Lembre-se portanto que se o disco rígido estiver com pro­blemas, ou mesmo com vírus, este método não será válido. Execute o boot limpo da seguinte forma:

No MS-DOS 5 e 6 Pressione a tecla F5 no instante em que for apresentada a mensagem “Iniciando o MS-DOS…”. Se esta mensagem não for apresentada, use a tecla F5 logo após o BEEP emitido pelo alto falante durante o boot.
No Windows 95/98 Pressione Shift-F5 no instante em que for apresentada a men­sagem “Iniciando o Windows 9x…”. Se esta mensagem não for apresentada, use Shift-F5 logo após o BEEP emitido pelo alto falante durante o boot. Ao invés de Shift-F5, você pode ainda usar a tecla F8, e no menu apresentado, escolher So­mente Prompt do modo de segurança.

Ao ser executado o boot desta forma, será apresentada a mensagem:

O MS-DOS está ignorando os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT

ou

O Windows está ignorando seus arquivos de inicialização

No Windows ME não é possível executar um boot no modo MS-DOS usando o disco rígido. Será necessário utilizar um disquete de boot. Se o computador tiver instalado um sistema operacional do qual você não tenha o disquete de boot, pode usar o disquete de boot de uma versão recente do Windows, mas apenas lembre-se que não poderá ter acesso aos arquivos do disco rígido durante os testes. Ainda assim será possível testar todo o hardware.
Para testar a memória

Uma vez que tenha sido preparado o disquete (ou disquetes) com o boot, o pro­grama de diagnóstico e o mouse driver (opcional), é ainda necessário realizar uma pequena alteração no CMOS Setup. Usamos programas de diagnóstico, entre ou­tras coisas, para testar a memória. O teste da memória fica invalidado quando a memória cache está ativada. Devemos então desativar a cache de nível 1 e a de nível 2, possibilitando assim o teste correto da memória DRAM. Isto é feito no Advanced CMOS Setup, no qual encontramos os comandos para habilitar e desabilitar as caches, que devem ficar da seguinte forma:

Internal Cache: Disabled
External Cache: Disabled

Não esqueça de habilitar novamente as caches depois que terminar de usar o programa de diagnóstico, caso contrário o computador se tornará extremamente lento.
Loopbacks

Todos os programas de diagnóstico são capazes de realizar testes nas interfaces se­rias e nas interfaces paralelas. Para que os testes dessas interfaces sejam mais rigoro­sos, existem conectores especiais (fornecidos pelos fabricantes dos programas de diagnóstico) chamados de loopbacks. Os testes podem ser realizados sem o uso desses conectores, mas sem eles não é possível testar 100% das suas funções.

A maioria dos programas de diagnóstico, ao testarem as interfaces seriais ou parale­las, antes de iniciar os testes, perguntam ao usuário se o teste será realizado com ou sem o loopback. Desta forma, será feito o teste externo (com loopback) ou interno (sem loopback). Existem loopbacks próprios para testar as interfaces seriais e pró­prios para testar as interfaces paralelas. É preciso tomar cuidado para não fazer con­fusão, pois programas de diagnósticos diferentes podem utilizar loopbacks ligeira­mente diferentes.

Todos os fabricantes de programas de diagnóstico oferecem, de uma forma ou de outra, os loopbacks adequados. Alguns os oferecem juntamente com o software, outros os vendem separadamente. Muitas, vezes, o manual do programa de dia­gnóstico traz um esquema de ligações para a construção desses loopbacks. O capí­tulo “Tabelas e diagramas” traz os esquemas dos loopbacks utilizados pelos principais programas de dia­gnóstico, para que você possa construí-los, caso não consiga comprá-los.

A figura 1 mostra três loopbacks, sendo dois seriais (de 9 e de 25 pinos) e um para­lelo.

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Figura 1

Loopbacks.
Disquete para testar o drive

Os programas de diagnóstico são capazes de realizar testes de leitura e gravação com os drives de disquete. Para realizar esse teste será necessário providenciar um disquete confiável, pois não queremos testar o disquete, e sim, o drive. Se não ti­vermos a certeza absoluta de que o disquete se encontra em perfeitas condições, um eventual erro apontado pelo programa de diagnóstico nos deixará com a se­guinte dúvida: o defeito está no drive ou no disquete? Como queremos saber se o drive está bom ou não, teremos que usar um disquete em perfeitas condições. No caso de técnicos, não é recomendável utilizar para testes, um disquete do cliente, já que não será possível ter certeza sobre a confiabilidade deste disquete. Para obter um disquete confiável devemos fazer o seguinte:

a) Selecionamos um disquete novo, de boa qualidade.

b) Realizamos uma formatação nesse disquete, usando o comando

FORMAT A:/U

A opção “/U” serve para ativar a chamada formatação incondicional, que é aquela na qual as trilhas e os setores do disquete são criados. Até a versão 4.01 do MS-DOS, isto era feito automaticamente pelo programa FORMAT, mas a partir da versão 5.0 o MS-DOS (o mesmo ocorrendo com o Windows 95 e posteriores) passou a fazer uma formatação baseada em apagar o diretório raiz e a tabela de alocação de ar­quivos, e ainda uma verificação na superfície do disco. Para realizar uma formata­ção como era feita antes, criando as trilhas e os setores, basta usar a opção /U.

c) Após a formatação verificamos a existência de bad sectors (setores defeituosos). Caso sejam apresentados alguns setores defeituosos, o disquete não é considerado confiável e não pode ser usado para testar os drives. A figura 2 mostra um exemplo do que ocorre na tela após a formatação de um disquete problemático. Na figura 3 vemos o resultado da formatação de um disquete em perfeitas condições.

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Figura 2 – Formatação de um disquete problemático.

Na figura 2 podemos observar a presença de setores defeituosos (552.960 bytes em setores defeituosos), o que indica que este disquete não pode ser usado no teste de drives.

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Figura 3 – Formatação de um disquete em perfeitas condições.

Observamos na figura 3 que não ocorreram setores defeituosos. Todo o espaço existente no disco foi indicado como disponível (1.457.664 bytes disponíveis no disco). Temos aqui um disquete 100% confiável para ser usado no teste de drives. Na verdade, até mesmo para o uso diário os disquetes devem apresentar esta carac­terística. Disquetes com setores defeituosos podem ser usados, mas tal prática deve ser evitada.
PC-Check

Aqui está um excelente programa de testes de hardware. A Eurosoft, empresa que o produz, concentra suas atividades apenas em programas relacionados com o hardware, sendo o PC-Check o seu principal produto. Você pode obter gratuita­mente uma versão de demonstração pela Internet, em

http://www.eurosoft-uk.com.

A figura 4 mostra o menu principal do PC-Check. Os três primeiros itens são os que mais nos interessam. Com System Information Menu podemos obter diversas informações sobre os componentes de hardware instalados. Com Advanced Diagnostic Tests, podemos fazer um check-up de hardware, testando processador, memória, disco rígido, etc. O item Continous Burn-in Tests serve para executar testes repetitivos, muito úteis para detectar defeitos intermitentes.

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Figura 4 – Menu principal do PC-Check.
Informações do sistema

A figura 5 mostra o System Information Menu. Temos comandos para visualizar a configuração de hardware, obter informações sobre as IRQs em uso, mapa de E/S, informações sobre os dispositivos ligados aos barramentos PCI e PCMCIA (este último é usado em notebooks), informações sobre os dispositivos IDE, interrupções de software, drivers instalados, Standard CMOS Setup, e ainda um item para editar os arquivos de sistema.

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Figura 5

System Information Menu.

 

 

 

A opção System Configuration apresenta as telas das figuras 6 e 7. Na primeira tela são mostrados o tipo de processador, o seu clock, a quantidade de memória RAM, a quantidade de memória cache (L1 e L2), os barramentos presentes, o fa­bricante do BIOS e a versão de DOS usada.

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Figura 6 – System Configuration – primeira parte.

Na segunda parte é apresentada a tela da figura 7, trazendo informações sobre os discos instalados, drive de CD-ROM, placa de som, placa de vídeo, portas seriais e paralelas, e finalmente sobre o mouse.

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Figura 7 – System Configuration – segunda parte.

O PC-Check tem uma característica muito interessante, raramente encontrada em outros programas de diagnóstico. É capaz de detectar e testar o mouse, drive de CD-ROM e placa de som, sem a presença dos drivers desses dispositivos no CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT. Este acesso é feito através de drivers especiais que acompanham o PC-Check. Até mesmo dispositivos Plug-and-Play podem ser ativados e testados.

A figura 8 mostra o relatório sobre o uso de interrupções de hardware apresentado pelo PC-Check. Assim como ocorre com outros programas, este relatório não é 100% preciso, pois o PC-Check não consegue detectar algumas das placas que usam interrupções. Por exemplo, no PC testado na figura 8, a IRQ10 estava em uso por uma placa digitalizadora de vídeo e a IRQ11 em uso por uma placa de rede. Mesmo assim foi possível detectar que a IRQ7 estava sendo usada por uma Sound Blaster, que a IRQ9 estava em uso pela interface IDE terciária, e que a IRQ14 e IRQ15 estavam em uso pelas interfaces IDE primária e secundária.

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Figura 8 – Interrupções de hardware

OBS: Para obter um relatório mais preciso sobre o uso das interrupções, podemos usar o Gerenciador de Dispositivos do Windows. Clicamos então em Computador e Propriedades para ver o relatório.

No System Information Menu (figura 5) temos outro comando muito importante, o I/O Port Information. Este comando apresenta um mapa de uso dos endereços de E/S. Essas informações são úteis para detectar conflitos de endereços de E/S. Ao ser usado, este comando pede a especificação do ende­reço inicial e endereço final a ser testado. Com essas informações é apresentado um relatório como o da figura 9. Usamos as setas do teclado para visualizar o mapa inteiro. Neste mapa, os valores FF indicam endereços que estão provavelmente livres, enquanto valores diferentes de FF indicam endereços ocupados. O PC-Check apresenta ainda nesta janela, os nomes dos dispositivos que normalmente utilizam cada um desses endereços. Observe que esses dispositivos não são detec­tados e identificados. Apenas é indicado o dispositivo que normalmente ocupa cada faixa de endereços.

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Figura 9 – Mapa de E/S.

O comando PCI Bus Information mostra uma lista dos dispositivos ligados ao bar­ramento PCI, como vemos na figura 10. É mostrado o fabricante, a identificação, e os recursos de hardware utilizados.

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Figura 10 – Informações sobre dispositivos PCI.

O comando IDE Bus Information detecta os dispositivos ligados nas interfaces IDE (Primary Master, Secondary Master, Primary Slave e Secondary Slave) e apresenta para cada um deles, diversas informações, como vemos na figura 11.

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Figura 11 – Informações sobre dispositivos IDE.

O item CMOS Configuration permite fazer alterações em alguns itens do Standard CMOS Setup: data e hora, tipos de drives de disquetes, tipos dos discos rígidos, tamanho da memória convencional e da estendida, tipo de placa de vídeo e presença da unidade de ponto flutuante. É preciso executar um boot para que as alterações tenham efeito.
Menu de testes

A figura 12 mostra o Advanced Diagnostic Menu, a partir do qual são executados todos os testes de hardware.

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Figura 12

Menu para os testes de hardware do PC-Check.
Testes do processador

O Processor Test (figura 13) faz uma checagem nas funções do processador, do co-processador aritmético e nas instruções MMX (quando suportadas). Este é um teste muito útil para ser usado quando o PC apresenta travamentos intermitentes. Dei­xamos que o teste do processador seja executado de forma repetitiva (mais adiante veremos como fazê-lo), até que ocorra o erro. Por exemplo, suponha que um PC tenha o mau hábito de apresentar travamentos depois de ligado durante 10 minu­tos. Deixamos então o teste do processador ser realizado durante um tempo supe­rior a este. Se não forem apresentados erros, tudo indica que o problema não está no processador (não é aquecimento, por exemplo). Poderia então ser um problema de memória, ou um problema de software, ou um problema na placa de CPU.

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Figura 13 – Menu de testes para o processador.

OBS: Para que o processador seja identificado corretamente, use uma versão recente do PC-Check. Versões antigas não detectarão corretamente processadores recentes.

OBS: Este teste é capaz de determinar se o processador possui bugs críticos. Por exemplo, observe na figura 13 que são feitos testes para verificar a presença dos bugs FDIV e FIST, clássicos de versões defeituosas do Pentium.
Testes na placa de CPU

Na figura 14 vemos outro teste importante, o da placa de CPU. Este teste engloba vários circuitos do chipset, como os controladores de DMA, controladores de inter­rupções, Timer, controlador de teclado, o CMOS e o barramento PCI. Travamen­tos em um PC podem ocorrer com muita freqüência, e uma das causas possíveis são falhas nos controladores de DMA, timers e controladores de interrupções. Este é portanto um teste bastante útil.

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Figura 14 – Testes na placa de CPU.

O teste do controlador de teclado (Keyboard Controller Test) também é importante. Anomalias no teclado podem ser causadas pelo próprio teclado, ou então pela sua interface (Keyboard Controller). Se o problema for no teclado, basta trocá-lo. Um teclado é bem barato, e o transtorno de uma troca é pequeno. Se mesmo trocando o teclado o erro per­siste, o problema certamente está na sua interface. O PC-Check é capaz de identifi­car problemas nesta interface. Quando esta interface está embutida no chipset, será preciso substituir a placa de CPU. Por outro lado, em muitos casos a interface de teclado é formada pelo chip 8042 ou similar. Nesse caso, é possível conseguir um desses chips no comércio de “sucata” de placas de CPU.
Testes de memória

A figura 15 mostra o menu de testes de memória. São feitos testes de memória con­vencional, testes de memória estendida, teste dos circuitos de refresh e testes na memória cache externa.

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Figura 15

Menu de testes de memória.

 

 

 

Os testes da memória convencional e da memória esten­dida são bem semelhantes, exceto que o da memória convencional vai do endereço 0 até 640k, e o da memória estendida vai de 1024k em diante. Em cada um desses dois testes, temos três opções: Quick, Normal e Advanced. O PC-Check realiza 11 tipos diferentes de teste. No tipo Quick, apenas dois dos 11 testes são feitos (Parity e Pseudo Random). No teste normal, todos os 11 tipos de teste são realizados. Com a opção Advanced (figura 16), podemos escolher quais desses 11 tipos de teste de­vem ser realizados.

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Figura 16

Selecionando os tipos de teste de memória a serem realizados.

A figura 17 mostra os resultados do teste de memória convencional. Todos os testes realizados apresentam telas como esta. A diferença está em quais dos 11 testes são feitos e quais são ignorados (SKIPPED), e nos endereços usados no teste.

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Figura 17 – Teste de memória convencional.

O teste dos circuitos de refresh é muito importante. Esses circuitos são necessários para manter o bom funcionamento da RAM. Quando este circuito está falhando, a memória DRAM perde dados, o que causa travamentos, falhas gerais de proteção e operações ilegais. Quando existe problema no refresh, não adianta trocar as memó­rias, pois os erros continuarão. Talvez o problema possa ser solucionado pelo CMOS Setup, colocando as opções Concurrent Refresh e Transparent Refresh em Normal (ou default), mas em geral é preciso trocar a placa de CPU.

O teste de memória cache (figura 18) é muito importante, e o PC-Check é um dos raros programas de diagnóstico que o realiza. Ao serem detectados problemas, de­vemos fazer ajustes no Advanced Chipset Setup, visando aumentar o número de ciclos de acesso à cache – isto nas placas de CPU que utilizam cache externa. É possível que o problema não seja um defeito, e sim um ajuste muito acelerado, não suportado pela cache. Se isto não resolver devemos trocar a cache (no caso de chips encaixados em soquetes, ou de módulos COAST) ou substituir a placa de CPU (quando a cache for soldada na placa).

Note que os processadores modernos possuem cache L1 e L2 embutidas. Se for detectado erro nas caches, o problema pode ser defeito no processador, que precisará ser substituído. O processador pode estar em boas condições mas estar configurado de forma errada (clocks e voltagens). Será preciso revisar os jumpers da placa de CPU para corrigir o problema. Ainda assim pode estar em perfeitas condições mas apresentar erros devido a aquecimento excessivo. Será preciso verificar o cooler do processador.

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Figura 18 – Teste da memória cache externa.

OBS.: A versão DEMO do PC-Check, obtida gratuitamente na Internet, possui uma limitação: testa apenas os primei­ros 4 MB da memória estendida. Portanto, para obter a plena funcionalidade neste teste, é preciso comprar o PC-Check.
Testes nas portas seriais e modems

O teste de portas seriais é ativado pelo comando Serial Ports no seu menu de dia­gnósticos (figura 12). Um dos recursos interessantes do PC-Check, não encontrado na maioria dos programas de diagnóstico, é o teste de modems. Além de fazer di­versos testes nas portas seriais, é capaz de detectar e identificar o modem instalado (pelo menos dos principais fabricantes) e realizar testes neste modem. Terminada a detecção, a tela assume o aspecto mostrado na figura 19. Podemos então selecionar a porta serial a ser testada. Quando uma porta serial é identificada como tendo um modem conectado, não podemos fazer o seu teste a partir deste menu. Temos que voltar ao menu de testes e escolher a opção Modems.

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Figura 19 – Selecionando a porta serial ou modem para testar.

Uma vez selecionada a porta serial a ser testada, é apresentada a tela da figura 20. Note que ao contrário de outros programas de diagnóstico, o PC-Check não realiza testes em fases distintas, com loopback e sem loopback. Todas as funções da porta serial são testadas, porém é necessário que o loopback esteja acoplado. O único teste que é realizado sem o loopback é o de IRQ. Para fazer o teste da porta serial, conectamos o loopback e usamos o comando Run All Serial Port Tests.

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Figura 20 – Menu de testes de uma porta serial.

O teste de modems possui um aspecto semelhante. O modem é detectado e é au­tomaticamente dado início ao teste chamado Data Collection. Terminado o teste, a tela assume o aspecto mostrado na figura 21. Podemos agora utilizar o menu para ativar os demais testes. Observe que apesar deste teste fazer referência a um “loo­pback”, não é necessário utilizar loopbacks físicos. Esta conexão já existe interna­mente no modem, para efeito de teste.

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Figura 21 – Menu para teste de modems.

Entre os diversos testes executados no modem, é feita a checagem do tom de dis­cagem, e também a discagem propriamente dita. São ainda feitas transmissões e recepções (internas, através do loopback) em várias velocidades.

OBS – Nem todos os modelos de modems podem ser detectados pelo PC-Ckeck. Isto é verdade sobretudo para os soft modems.
Testes na porta paralela

Em caso de problemas de impressão, devemos checar inicial­mente o funcionamento da porta paralela. Apenas quando a porta paralela está em perfeitas condições devemos partir para o teste da impressora. Este é outro teste que requer a presença de loopback. A figura 22 mostra os resultados dos testes na porta paralela.

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Figura 22 – Teste da porta paralela.
Testes na impressora

Ao usarmos o teste de impressoras, o PC-Check pergunta inicialmente qual é a porta na qual a impressora está conectada (normalmente é a LPT1). Pergunta ainda qual é o tipo de impressora. As opções são Generic, Epson 9 pinos, Epson 24 pinos, HP Laserjet e Postscript. No modo Generic, apenas caracteres serão impressos. Im­pressoras a jato de tinta que sejam compatíveis com o padrão PCL (usado pelas impressoras a Laser da HP e compatíveis) podem ser testadas como HP Laserjet. A figura 23 mostra o resultado da impressão no modo HP Laserjet.

 

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Figura 23

Teste da impressora.
Testes na placa de vídeo

As mais interessantes características do teste de vídeo do PC-Check são a detecção da quantidade correta de memória de vídeo, a detecção do chip gráfico, o teste da memória de vídeo completa, e os testes em modos VESA de alta resolução. Na figura 24 vemos o menu de testes de vídeo do PC-Check.

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Figura 24

Menu de testes de vídeo do PC-Check.

 

 

 

Entre os modos gráficos testados, existem alguns de resolução muito elevada, nem sempre suportados pelo monitor. Nesse caso, podemos usar o comando Select Modes for Testing, indicando assim os modos que devem ser usados nos testes. Desta forma podemos evitar o uso de resoluções muito elevadas, o que em alguns casos pode danificar o monitor. Na figura 25 vemos uma parte da lista dos modos suportados. Selecionamos com Enter os modos desejados para o teste e teclamos F10 para terminar a escolha. Desta forma podemos evitar o uso de resoluções superiores a 1024×768 nos monitores mais sim­ples, o que certamente causaria perda de sincronismo, e possivelmente poderia danificar o monitor. Os modos gráficos listados seguem o padrão VESA. Por exemplo, o modo 111h opera com a resolução de 640×480 e 15 bits por pixel, re­sultando em 32.768 (32k) cores.

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Figura 25

Selecionando os modos usados no teste de vídeo.

 

 

 

 

OBS: O uso de uma resolução muito elevada, não suportada pelo monitor, pode queimá-lo, caso não possua proteção interna adequada. Resoluções elevadas resultam em freqüêncais horizontais elevadas. Como resultado, o flyback do monitor (transformador de alta tensão) pode ficar sobrecarregado e queimar, se não tiver proteção adequada. Em caso de dúvida, é melhor não abusar das altas resoluções, não suportadas pelo monitor.

Interessante é a capacidade do PC-Check em detectar o chip gráfico e a quantidade de memória de vídeo, coisas que a maioria dos programas de diagnóstico não fa­zem, tratando a placa apenas como VGA. Na figura 26 vemos que a placa detec­tada usa o chip gráfico S3 Trio64 V+, e tem 2 MB de memória de vídeo.

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Figura 26 – Detectadas as características reais da placa de vídeo.

A figura 27 mostra algumas das várias telas apresentadas durante os testes de vídeo realizados pelo PC-Check. O número total de telas pode ser muito grande, já que a maioria dos testes é realizado em cada um dos modos gráficos selecionados.

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Figura 27 – Algumas das várias telas apresentadas durante os testes de vídeo do PC-Check.
Testes no drive de CD-ROM

O PC-Check faz testes no drive de CD-ROM mesmo após um boot limpo, pois é capaz de ativar dispositivos Plug and Play, e ainda instala drivers que dão acesso ao drive de CD-ROM e às funções de áudio da placa de som. Na figura 28 vemos o menu de testes do drive de CD-ROM. Para a maioria dos usuários, apenas os três primeiros testes serão de interesse. O quarto teste necessita de um CD-ROM de teste comercializado pela empresa que produz o PC-Check.

 

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Figura 28

Menu de testes do drive de CD-ROM.

 

 

O primeiro teste verifica a taxa de transferência do disco rígido. O drive testado na figura 29 apresentou uma taxa de 596 kB/s, sendo portanto classificado como sendo de quádrupla velocidade (4x).

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Figura 29 – Testando a taxa de transferência do drive de CD-ROM.

OBS: Todos os drives de CD-ROM a partir de 16x são do tipo CAV (Constant Angular Velocity). Uma das características desses drives é que a taxa de transferência nas trilhas externas é praticamente o dobro da verificada nas trilhas internas. Por exemplo, um modelo de 52x opera nas trilhas internas com cerca de 26x. Sendo assim o PC-Check não apresentará a velocidade máxima, e sim um valor intermediário.

No segundo teste é verificado o tempo de acesso do drive de CD-ROM. A maioria dos modelos modernos possui tempo de acesso abaixo de 100 ms. Modelos mais antigos podem apresentar tempos maiores, chegando até mesmo a 300 ms.

O PC-Check também verifica se o drive de CD-ROM reproduz CDs de áudio. De­vemos colocar no drive um CD de áudio para realizarmos o teste, ouvindo assim as músicas do CD. É um teste simples mas interessante. Digamos que no ambiente Windows, os CDs de áudio não estejam sendo tocados. Se no teste do PC-Check for possível ouvir o CD, significa que não existe problema de hardware. O erro pode estar na configuração ou drivers de áudio do Windows.
Testes nos drives de disquetes

Assim como nos demais programas de diagnóstico, devemos providenciar um dis­quete novo e recém formatado para ser usado nesse teste. A figura 30 mostra o menu do teste de disquetes do PC-Check. Devemos colocar o disquete de teste no drive a ser testado e usar a opção Run All Floppy Disk Tests. Durante os testes, o PC-Check pedirá ao usuário para retirar o disquete, protegê-lo contra gravação e colocá-lo novamente, testando assim se os sensores de proteção contra gravação estão funcionando.

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Figura 30 – Teste de drives do PC-Check
Testes no disco rígido

A figura 31 mostra o menu de testes do disco rígido feitos pelo PC-Check. São tes­tados parâmetros relativos ao desempenho, como taxa de transferência e tempo de aceso. O teste de leitura é um dos mais importantes. Um bom disco rígido deve funcionar com total ausência de erros de leitura (e de gravação também). Existe um teste de gravação não destrutivo, ou seja, que não faz alterações nos dados. Trata-se de uma gravação não destrutiva porque antes de gravar dados de teste, os dados originais são lidos para a memória e regravados nos seus locais originais quando o teste termina. O problema é se faltar energia elétrica durante o teste de gravação, o que pode causar perda de dados. Os dados também podem ser perdidos se existir um outro problema no computador que resulte em travamento durante o teste de gravação, ou se exisirem erros na memória que resultem na adulteração de dados.

Para evitar transtornos com o teste de gravação, podemos usar o comando Modify Testing Criteria, indicando assim a faixa a ser testada, baseada no número de cilindros. Por exemplo, se um disco rígido possui 618 cilindros (numerados de 0 a 617), podemos restringir o teste a uma pequena área no final do disco, por exem­plo, entre os cilindros 600 e 610. Mesmo assim, não podemos ter 100% de certeza de que esta área, mesmo no final do disco está vazia.

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Figura 31 – Menu de testes de disco rígido do PC-Check.

Se quisermos encontrar uma área no final do disco que esteja com certeza vazia, podemos usar o Scandisk para MS-DOS, que acompanha o Windows 9x / ME. Ao fazer um exame de superfície no disco rígido, o Scandisk apresenta um mapa como o da figura 32. Cada pequeno retângulo representa um grupo de cilindros consecutivos.

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Figura 32 – Usando o Scandisk para encontrar áreas vazias no disco.

Dividindo o número total de cilindros pelo número de retângulos apresentados nesta tela do Scandisk, podemos descobrir quais faixas de cilindros estão livres. Por exemplo, na figura 32 temos 660 retângulos. Se o número total de cilindros é 618, cada retângulo corresponde a 0,936 cilindros. Vemos na figura 32 que os últimos 4 blocos estão ocupados, e isto corresponde a 0,936×4 = 3,744 cilindros. Podemos ter portanto a segurança de que os dados no final do disco estão nos 4 últimos cilin­dros, ou seja, aqueles de números 614 a 617. A área livre no final do disco estende-se por 39 blocos, o que corresponde a 0,936×39 = 36 cilindros, aproximadamente. Esses cilindros vão até o número 613 (o 614 possui dados, como já verificamos), e o primeiro desta faixa é o 577 (613-36). Temos então livres com certeza os cilindros de 577 a 613. É portanto bastante seguro selecionar para testes de gravação, a faixa entre os cilindros 590 e 600. Esses cálculos demoram um pouco, e se você não quer fazê-los, e nem correr o risco de uma falta de energia durante o teste causar perda de dados, não utilize o teste de gravação. Por outro lado, é perfeitamente seguro usar o teste de gravação no caso de um disco recém formatado, que ainda não pos­sui dados.
Testes no teclado

O teste de teclado começa com a sua identificação. O PC-Check apresenta uma lista com vários tipos de teclado, na qual devemos escolher 101 Key (US). Uma vez escolhido o modelo de teclado, chegamos a um menu com testes para o funciona­mento das teclas, teste da interface de teclado, teste da função Repeat, e teste dos LEDs. Na figura 33 vemos o teste do teclado em andamento.

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Figura 33 – Teste de teclado.
Testes no mouse e joystick

O teste do mouse pode ser realizado pelo PC-Check, sem a necessidade de uso de driver de mouse para o modo MS-DOS, já que o PC-Check instala automatica­mente o seu próprio driver de mouse. O teste do mouse consiste em pressionar os botões e mover o cursor ao longo da tela (figura 34).

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Figura 34 – Teste do mouse

O teste de joystick começa instruindo o usuário a mover o joystick para o canto superior esquerdo e teclar Enter, depois mover para o canto inferior direito e teclar Enter, e finalmente deixar o joystick em repouso e teclar Enter. É um procedimento padrão para calibração do joystick. Terminada esta calibração, é apresentada a tela da figura 35.

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Figura 35 – Teste de joystick.

O PC-Check é capaz de testar joysticks de até 4 botões. Pode ainda testar modelos dotados de eixo secundário. Ao mover as coordenadas X e Y do eixo primário, uma cruz é movida ao longo da tela. Ao mover as coordenadas X e Y do eixo se­cundário, seus movimentos são mostrados em uma escala na parte direita da tela.
Teste no botão Turbo

Muitos PCs antigos possuem um botão Turbo, com o qual podemos controlar a velocidade do processador, entre o valor máximo (Turbo) e um valor mais baixo (Low). Este teste pede ao usuário para atuar sobre este botão e verifica a velocidade do processador, testando assim se este botão está corretamente configurado. Este tipo de botão caiu em desuso, não sendo mais encontrado nos PCs mo­dernos.
Testes de áudio

O PC-Check realiza testes de áudio no PC Speaker e na placa de som. No caso do PC Speaker, é apenas tocada uma música composta de beeps. Os testes da placa de som englobam sons MIDI (Sintetizador FM) e sons digitais (PCM Sample). Antes dos testes da placa de som, o PC-Check pergunta a sua configuração de hardware: endereço, IRQ e DMA. Podemos deixar que o PC-Check faça a detecção automá­tica desses recursos, o que normalmente funciona.
Testes repetitivos

No menu principal do PC-Check, temos um comando para realizar testes repetiti­vos (Continuous Burn-in Tests). Selecionamos quais testes repetitivos queremos realizar, e indicamos o número de vezes que cada teste será executado. Os testes repetitivos são muito úteis para detectar erros intermitentes, aqueles que ocorrem de forma aleatória, não podendo assim ser detectados em testes normais.

Este comando apresenta um menu como o da figura 36, no qual selecionamos quais testes serão usados. Selecionamos os testes desejados teclando Enter, e ao terminar a seleção, teclamos F10.

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Figura 36 – Selecionando testes para Burn-in.

O PC-Check apresentará então uma tela como a da figura 37, onde podemos indi­car o número de vezes que cada teste será realizado.

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Figura 37 – Indicando o número de vezes que cada teste será realizado.

OBS: A versão demo do PC-Ckeck não realiza testes repetitivos.

Ckeckit 3.0

Este é um dos mais conhecidos programas de diagnóstico para PC. Seria razoável passar diretamente à discussão da versão mais recente. En­tretanto, como a versão 3.0 ainda é muito adequada para quase todos os testes, além de operar em ambiente MS-DOS. Como muitos usuários e técnicos no Brasil já têm acesso à versão 3.0, vamos mostrar agora o uso desta versão (veja no final do capí­tulo como obter o Checkit).

O Checkit 3.0 é um software antigo, datando de 1990. Apresenta apenas algumas restrições ao ser utilizado em PCs mais modernos:

Não conhece o Pentium e superiores, indicando-os como 486

Seu teste de memória estendida só chega até 16 MB

Discos rígidos são reconhecidos com no máximo 4 GB

Seu teste de joystick apresenta problemas nos PCs mais velozes

Ainda assim é bastante adequado para diversos testes, e totalmente adequado para testar PCs antigos. Para testar PCs mais novos, recomendamos o PC- Check, o Norton Diagnostics ou outro software mais novo.

Ao executarmos o Checkit, é feita uma rápida verificação nos principais componen­tes do computador, sendo apresentado a seguir o relatório visto na figura 38.

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Figura 38 – O Checkit verifica os principais componentes do PC.

Finalmente, o Checkit mostra o seu menu principal, como vemos na figura 39. Usa­mos as setas para selecionar entre os diversos menus: Sysinfo, Tests, Benckmarks, Tools, Setup e Exit. Uma vez selecionado um menu, usamos as setas para selecio­nar o opção desejada do menu selecionado. Por exemplo, no menu Sysinfo, indi­cado na figura 39, podem ser usadas as opções: Configuration, Memory Map, Interrupts, CMOS Table e Device Drivers. Uma opção importantíssima é a Configuration, que mostra a configuração de hardware do computador.

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Figura 39 – Tela principal do Checkit.

A figura 40 mostra o aspecto da configuração apresentada pelo Checkit. Durante qualquer ponto da operação do Checkit podemos teclar F1 para obter um help on line, ou teclar ESC para cancelar o teste em curso.

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Figura 40 – Exemplo de configuração de hardware apresentada pelo Checkit.

A tela de configuração apresentada na figura 40 mostra algumas informações impor­tantes sobre os equipamentos e programas residentes instalados no PC.
O menu de testes do Checkit

Na tela principal do Checkit, existem diversos menus, como vimos na figura Se­lecionamos o menu de testes, e será mostrada a tela indicada na figura 41. Veremos a seguir como utilizar cada um dos diversos testes disponíveis através deste menu.

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Figura 41 – Menu de testes do Checkit.
Testando a placa de CPU

Comecemos pelo teste mais importante de todos: o teste da placa de sistema ou placa de CPU (System Board). Na placa de CPU existem, além do processador e da memória, diversos circuitos necessários ao seu funcionamento, como por exemplo, os controladores de DMA e os controladores de interrupções. A figura 42 mostra os resultados de testes na placa de CPU feitos pelo Checkit.

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Figura 42 – Teste da placa de CPU.

Na figura 42, observamos que os três primeiros testes dizem respeito ao próprio pro­cessador. O quarto teste diz respeito ao modo protegido. Este é o modo no qual funciona o Windows, onde o processador tem acesso a toda a memória estendida. Ao oposto do modo protegido, temos o modo real, no qual o processador acessa apenas os primeiros 1024 kB de memória. Este modo é utilizado pela maioria dos programas para MS-DOS.

Os três testes seguintes dizem respeito ao coprocessador aritmético. Caso este cir­cuito não esteja presente na placa de CPU, esses testes serão pulados. A seguir são testados o controlador de DMA e o controlador de interrupções. Nos PCs antigos, esses circuitos eram formados pelos chips conhecidos como 8237 e 8259. Nos PCs modernos, esses circuitos fazem parte do chipset. Em caso de falha nesses circuitos, será preciso trocar a placa de CPU.

Outro importante teste a ser realizado na placa de CPU é aquele indicado no menu de testes como real time clock (RTC). Este circuito é encontrado no chip CMOS das placas de CPU. A figura 43 mostra os testes que o Checkit realiza com este circuito.

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Figura 43 – Teste do Real Time Clock.

Entram em jogo neste teste, dois relógios: o RTC, que faz parte do chip CMOS, e o relógio do BIOS, que é mantido por software, através de um contador baseado nas interrupções do Timer, que ocorrem 18.2 vezes por segundo. Todos os programas que necessitam consultar ou alterar a hora, o fazem através do relógio do BIOS. Este relógio é “acertado” com a mesma data e hora do RTC na ocasião do boot. Depois disso, os dois relógios funcionam de forma independente, mas ambos de­vem marcar a mesma data e hora. Quando o PC é desligado, o relógio do BIOS deixa de existir, já que é mantido por software, mas o RTC continua funcionando, graças à bateria que alimenta o CMOS.

Inicialmente o Checkit compara a hora indicada no RTC com a indicada pelo reló­gio do BIOS, aquele que é acessado pelo comando TIME do MS-DOS e pelos diversos progra­mas que precisam saber o horário. É normal a existência de uma pequena dife­rença, da ordem de alguns segundos, entre esses dois relógios. Já as datas indicadas pelo RTC e pelo relógio do BIOS devem ser idênticas, caso contrário o Checkit apontará um erro. O RTC, além de indicar a hora, possui também uma espécie de “alarme”, que é um circuito que pode ser programado para gerar uma interrupção em uma data e hora pré-estabelecidas. Esta interrupção pode, por sua vez, ser pro­gramada para ativar programas ou outros eventos quaisquer. O Checkit verifica se este alarme funciona corretamente. Em caso de falha, o usuário não deve ficar “alarmado” (desculpem o trocadilho), pois isto representa apenas um pequeno problema de compatibilidade com o AT original da IBM.

Um último teste é realizado com o RTC, chamado de compare elapsed time. É checado se os dois relógios funcionam na mesma velocidade. Por exemplo, ao ser marcado um tempo de 1 segundo no RTC, o mesmo tempo deve ser também transcorrido no relógio do BIOS, caso contrário, o Checkit considerará como uma falha. Muitas vezes o RTC apresenta esse tipo de problema devido a falta de carga em sua bateria.
Testando a memória

Vejamos agora o teste de memória DRAM. Ao ser selecionado Memory no menu de testes, o Checkit apresentará a tela mostrada na figura 44.

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Figura 44 – Teste de memória.

Será apresentada uma indicação da memória instalada no sistema. Na figura 44 podemos ver os 640 kB de memória convencional e 15 MB de memória estendida. A região de memória compreendida entre os endereços 640 kB e 1 MB é reservada para as ROMS e memória de vídeo, e essa faixa de endereços não será testada. O exemplo apresentado na figura 44 corresponde a um PC com 16 MB de memória.

O Checkit pergunta se o usuário quer executar o teste e coloca três opções: “Y” (yes), “N” (no), e “C” (change). Através da opção “C” podemos fazer algumas alte­rações na forma como o teste será realizado. Ao selecionar “C”, usamos as setas de cursor para indicar quais opções desejamos alterar. Podemos alterar a faixa de en­dereços a ser testada, ao invés de usar o default, que é testar a memória toda. Po­demos escolher entre o teste rápido (Quick Memory Test Only) e o teste mais rigo­roso. O teste rigoroso é mais demorado, mais é muito mais completo e capaz de encontrar erros que não são detectados pelo teste rápido. Para selecionar o teste rigoroso, basta colocar a opção Quick Memory Test Only como “N”.

Normalmente a memória é testada uma única vez. Entretanto, podemos fazer com que a memória seja testada diversas vezes. Isso é importante, pois existem certos tipos de defeitos chamados intermitentes, que só podem ser detectados através de testes repetitivos. Por exemplo, a memória poderia apresentar um problema so­mente após 10 minutos de operação. Se a memória for testada apenas uma vez, este erro não será detectado. Programando o Checkit para testar a memória diversas vezes, será possível detectar os erros intermitentes. Para ativar os testes repetitivos, basta colocar na opção Number of Test Passes o número de vezes que se deseja realizar o teste.

Após selecionar a faixa de endereços a ser testada, o tipo de teste (rápido ou rigo­roso) e o número de passos, o Checkit pergunta novamente se já pode executar o teste. Ao responder “Y”, o teste será iniciado. Vale a pena lembrar mais uma vez que para que o teste de memória seja preciso, é necessária a realização de um boot limpo, e a memória cache deve estar desabilitada.

Conforme o teste de memória é realizado, o Checkit indicará se cada tipo de teste obteve sucesso (passed) ou falha (failed), como pode ser verificado na figura 45.

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Figura 45 – Teste de memória em andamento.

O que fazer em caso de defeitos na memória? Esses defeitos podem ter as mais variadas origens. Podemos citar, por exemplo:

Chips de memória defeituosos

CMOS Setup errado no que diz respeito às memórias

Mau contato nos encaixes das memórias na placa de CPU

Defeito nos circuitos de controle da memória

Testando o disco rígido

Várias podem ser as causas de mau funcionamento do disco rígido:

1) Erro de programação no CMOS Setup
2) Defeito na interface onde está conectado o disco rígido
3) Defeito no cabo que liga o disco rígido à sua interface
4) Defeito no disco rígido
5) Defeito na fonte de alimentação

Infelizmente nenhum software de diagnóstico tem a capacidade de checar isoladamente cada um desses itens. Os testes são baseados em realizar operações de leitura e posicionamento das cabeças do disco rígido. Em caso de sucesso, podemos concluir que todos esses módulos estão em perfeitas condições. Em caso de problemas, o Checkit não terá meios de saber onde exatamente está o problema, apenas dirá que ocorreram erros durante o teste. Neste capítulo, estamos preocupados apenas em checar o correto funcionamento do computador.

Não custa nada lembrar mais uma vez, para testar o disco rígido, é preciso antes realizar um boot limpo. A razão disso é que no boot normal, mesmo no modo MS-DOS, é normalmente ati­vado um programa de cache de disco (SMARTDRV ou a cache do Windows). Este programa aumenta a durabilidade e o desempenho do disco rígido, mas impede que o disco rígido seja corretamente tes­tado, da mesma forma que a memória cache impede o correto teste da DRAM.

Para testar o disco rígido, usamos a opção Hard Disk do menu de testes. O Checkit perguntará qual é o disco rígido a ser testado, já que um PC pode possuir mais de um disco rígido. Observe que o Checkit testa o disco rígido como um drive físico, e não como um drive lógico. Portanto, um disco rígido dividido em dois drives lógi­cos C: e D:, será testado todo de uma só vez.

A figura 46 mostra o resultado final do teste quando não ocorrem erros. Eventuais erros são apresentados no quadro com a indicação Errors. Quando os erros ocorrem, este quadro possui uma lista com os números dos cilindros e das cabeças nas quais os erros foram detectados.

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Figura 46 – Fim do teste do disco rígido.

Eventualmente, o teste do disco rígido pode indicar a presença de alguns setores defeituosos. Se o Checkit indicar no retângulo destinado aos erros que esses setores estão marcados pelo DOS como ruins (Marked by DOS), o problema não será tão sério, pois o DOS (e também o Windows), ao saber previamente que esses seto­res estão ruins, não os utilizará. Caso esses setores defeituosos não sejam indicados como Marked by DOS, teremos um problema que requer manutenção corretiva.
Testando o drive de disquetes

O teste dos drives realizado pelo Checkit é muito parecido com o do disco rígido. Lembramos que, antes de mais nada, devemos providenciar um disquete confiável para que possam ser feitos os testes de leitura e gravação com os drives. De posse do disquete confiável, executamos o Checkit e selecionamos no menu de testes a opção Floppy Disk. Indicamos a seguir o drive a ser testado, normalmente o drive A. Será então apresentada uma tela onde o Checkit pergunta se o disquete a ser usado no teste já está inserido no drive a ser testado. Colocamos o disquete confiá­vel no drive e teclamos “Y” seguido de Enter. A seguir o Checkit verificará o tipo de disquete colocado e o indicará no canto supe­rior direito da tela, como mostra a figura 47. É também colocada uma mensagem para o usuário, que aqui está traduzida:

Se existem dados gravados nesse disquete, o teste de escrita pode destruí-los. Pule o teste de escrita para evitar a possibilidade de perda de dados.

O Checkit pergunta então se pode usar este disquete, e espera por três respostas possíveis:

“Y”, para fazer o teste completo, usando leituras e escritas no disquete.
“N”, para usar outro disquete.
“S”, para pular o teste de escrita, realizando apenas o teste de leitura.

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Figura 47 – Dando início ao teste do drive de disquetes.

Aconselhamos o uso de um disquete recém-formatado, sem dados gravados, e que seja realizado o teste completo, que inclui leituras e escritas. Nesse caso deve ser teclado “Y”, dando início ao teste.

Inicialmente é realizado o teste de leituras aleatórias (random read). São feitas as leituras de vários setores de várias trilhas, mas em uma seqüência aleatória, o que resulta em diversos movimentos com as cabeças de leitura e gravação. Ao terminar, começa o teste de escritas aleatórias (random write), no qual são realizadas escritas seguidas de verificações em vários setores de várias trilhas do disquete, também seguindo uma ordem aleatória. Desta forma, são testados os circuitos de leitura, de gravação e o mecanismo de posicionamento das cabeças do drive. A figura 48 mos­tra os resultados dos testes de um drive em perfeitas condições.

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Figura 48 – Resultado do teste de um drive em perfeitas condições.

Eventuais erros são apresentados no retângulo indicado com Errors, como vemos na Figura 49. No caso de serem observados erros, fica caracterizado um problema que requer manutenção corretiva. O problema do drive pode ser devido a sujeira na cabeça, desalinhamento ou desregulagem na velocidade de rotação do disco. É possível ainda que o problema esteja na interface para drives de disquetes.

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Figura 49 – Erros apontados no teste de drives de disquetes.

Sempre que o Checkit encontra erros, apresenta ao final do teste, uma tela com um relatório, como mostra a figura 50. Ao mesmo tempo, o Checkit gera um arquivo que contem os resultados de todos os testes, inclusive os erros.

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Figura 50 – Relatório de erros no teste de drives.

Um teste fácil de fazer nos drives é o da velocidade de rotação. Infelizmente o Che­ckit não faz esse tipo de teste, a menos que seja usado em conjunto com um dis­quete especial para fazer alinhamento. Esse é um disquete especial, diferente dos comuns, e não pode mais ser encontrado no comércio.

Felizmente, pelo menos a velocidade de rotação pode ser testada através de outros programas mais modernos, como o Norton Diagnostics.
Testando o teclado

Para ativar o teste de teclado do Checkit usamos a opção Input Devices no menu de testes. A seguir são apresentadas opções para testar o teclado, o mouse e o joystick. Ao selecionarmos o teste de teclado, veremos a tela indicada na figura 51. Inicialmente devemos indicar o tipo de teclado existente no computador:

a) Teclado “estilo XT”, com 83 teclas
b) Teclado “estilo AT”, com 84 teclas
c) Teclado avançado, com 101 teclas, o mais comum atualmente

Para os teclados atuais, devemos escolher a opção Enhanced Keyboard.

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Figura 51 – Identificando o tipo de teclado

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Figura 52 – Teste de teclado em andamento.

Uma vez indicado o tipo de teclado, o Checkit realiza três testes:

Press Each Key: O usuário deve pressionar todas as teclas, que serão indicadas na tela à medida que são apertadas. Desta forma é possível verificar se existe alguma tecla inativa ou se ocorre troca de teclas.

Typematic Repeat Test: Quando apertamos uma tecla e a mantemos pressionada por mais de 1 segundo (pode também ser usado um tempo menor), o teclado gera uma seqüência repetitiva com a tecla pressionada. Essa característica é conhecida como typematic repeat. Nesse teste devemos apertar uma tecla qualquer para que o Checkit verifique se o typematic repeat está funcionando.

Keyboard Lights Test: O Checkit testa se os três LEDS existentes no teclado estão acendendo e apagando normalmente. Cada um dos LEDS (Num Lock, Caps Lock e Scroll Lock) é aceso e apagado. Depois disso é perguntado ao usuário se os LEDS funcionaram.
Testando o mouse

Ainda no menu de testes, no item Input devices, encontramos o teste do mouse. O teste consiste em apertar cada um dos botões do mouse e fazer movimentos com um cursor através do mouse para a parte superior, inferior, esquerda e direita da tela. O teste pode ser visto na figura 53. Para poder realizar esse teste é necessário que o driver do mouse seja ativado antes da execução do Checkit.

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Figura 53 – Teste do mouse.
Testando o joystick

O teste do joystick é muito simples, e similar ao teste realizado no mouse. Consiste em realizar movimentos com o cursor e apertar os seus botões. Este teste é ativado através da opção Input devices, que testa o teclado, mouse e joystick. Entretanto, infelizmente o Checkit 3.0 apresenta problemas neste teste, pois não consegue de­tectar a presença da interface de jogos (Game Port) nos PCs modernos. Isto se deve ao fato do Checkit 3.0 ser um programa datado de 1990, quando os PCs mais rápi­dos eram baseados no 386DX-33. O mesmo tipo de problema acontece quando tentamos utilizar o joystick com alguns jogos daquela época, em PCs modernos. Como o Checkit 3.0 não tem a capacidade de detectar a interface de joystick dos PCs modernos, devemos utilizar outros métodos para realizar este teste. Podemos utilizar, por exemplo, programas de teste que podem ser fornecidos com o joystick. Se você não possuir tal disquete, pode usar o programa que acompanha o joystick de um amigo. A figura 54 mostra o programa de teste que acompanha o joystick modelo Winner 707. O teste consiste em mover o joystick nas quatro direções e pressionar os seus botões.

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Figura 54 – Testando o joystick com um programa fornecido pelo seu fabricante.
Testando a placa de vídeo

O Checkit é capaz de realizar testes nos diversos tipos de placas de vídeo, apesar de não ter condições de reconhecer a diferença entre uma placa VGA e uma Super VGA. Uma placa Super VGA nada mais é que uma placa VGA capaz de operar em resoluções maiores e com mais cores. De qualquer forma, esta limitação não invalida os testes feitos pelo Checkit e pelos diversos softwares de diagnóstico existentes. Ao ser selecionado o teste de vídeo, o Checkit apresenta quatro opções:

a) All Tests
b) Video RAM
c) Text
d) Graphics

Normalmente selecionamos a primeira opção, que realiza todos os testes disponí­veis. Podemos também selecionar os testes de forma individual: Testar apenas a memória de vídeo, ou apenas os modos de texto, ou apenas os modos gráficos.

Nos testes de Video RAM é testada a memória RAM existente na placa de vídeo. A quantidade de memória testada depende da placa:

Hercules, MDA: 4 kB
CGA: 16 kB
EGA, VGA, SVGA: 256 kB

Nos PCs modernos, as placas serão sempre detectadas como VGA, já que todos utilizam placas SVGA. Infelizmente não é possível testar através do Checkit toda a memória de vídeo exis­tente em placas fora do padrão IBM, como é o caso das placas SVGA. Seria possível apenas rea­lizar um teste informal, que consiste em usar algum programa gráfico que ative a resolução máxima da placa. Problemas na memória de vídeo resultariam em altera­ções na imagem, como troca de cores ou faixas horizontais e verticais na tela.

No teste dos modos de texto, o Checkit apresenta telas com caracteres nos modos de texto que a placa é capaz de exibir. São mostrados textos em modos monocro­máticos e a cores. É também mostrado um teste de atributos de vídeo, onde são exibidos caracteres com alta e baixa intensidade, vídeo reverso e piscando. A figura 55 mostra uma das telas apresentadas no teste de modo texto.

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Figura 55 – Teste da placa de vídeo em modo texto.

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Figura 56 – Teste de grades.

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Figura 57 – Testando o modo gráfico de 320x200x256

O Checkit também testa os diversos modos gráficos para cada tipo de placa de ví­deo. Em placas Hercules e MDA, os modos gráficos não são testados. Em placas CGA, EGA, e VGA são apresentadas diversas telas com quadriculados e barras coloridas. As figuras 56, 57 e 58 mostram algumas das telas apresentadas pelo Checkit durante os testes da placa de vídeo.

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Figura 58 – Testando o modo de 640x350x16.

O usuário deve se habituar com o que é apresentado na tela em cada um desses testes. Durante os testes devem ser checadas se as cores apresentadas estão corretas.
Testando as interfaces seriais

Existem duas formas de testar uma interface serial: teste interno e teste externo. O teste interno tem como objetivo testar os principais circuitos que fazem parte das interfaces seriais. Esses circuitos são chamados de UART (Transmissor e Receptor Assíncrono Universal). O teste mais completo é o externo, que além de testar a UART, testa outros circuitos conhecidos como line drivers e line receivers, que trabalham em conjunto com a UART. Entretanto, para realizar o teste externo é necessário conectar na porta serial um adaptador especial conhecido como loopback. Sem este loopback o usuário pode fazer apenas o teste interno, ou seja, testar o funcionamento da UART.

Para testar uma porta serial, selecionamos no menu de testes do Checkit a opção Serial Ports. A seguir devemos indicar qual das portas seriais queremos testar: COM1, COM2, COM3 ou COM4. Uma vez indicada a porta serial desejada, Checkit perguntará se estamos usando ou não um conector loopback. Caso res­pondamos “N”, será realizado o teste interno, ou seja, testará todas as funções da UART e não verificará os circuitos conhecidos como line drivers e line receivers. A figura 59 mostra a tela apresentada por este teste.

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Figura 59 – Teste interno de uma interface serial.

Se o teste interno resulta em sucesso, significa que a UART da interface serial tes­tada está em perfeito estado. Para que o teste seja 100% completo, é preciso realizar a seguir o teste externo, no qual é usado o loopback. Neste caso, acopla-se o loopback no conector da interface serial e repete-se o teste, respondendo “Y” quando o Checkit perguntar sobre a presença do loopback. A tela apresentada du­rante o teste externo é idêntica à do teste interno, mostrado na figura 59, exceto que no primeiro quadro existe a inscrição Has Loopback.

Quando o teste interno resulta em sucesso e o teste externo apresenta falha, signi­fica que existe problema nos chips conhecidos como line drivers e line receivers, ou então no cabo que liga a placa ao conector da interface serial. Quando isto ocorre, faz-se necessária uma manutenção corretiva.

Algumas observações a mais devem ser feitas em relação ao teste das portas seriais:

1. Ao realizar testes sem loopback, devemos desconectar qualquer dispositivo serial da porta em teste. Por exemplo, se temos um mouse conectado na COM1, devemos desconectá-lo para que o teste seja realizado corretamente, caso contrário poderão ser indicados erros que na verdade não existem. Ob­viamente esta desconexão deve ser feita com o PC desligado.

2. As placas fax/modem também possuem interfaces seriais. Essas placas podem utilizar diversos tipos de UARTs, diferentes das usadas originalmente pela IBM. Devido a isso, é possível que o Checkit aponte erro nessas interfaces se­riais, que na verdade não são erros, apenas foi encontrada uma UART dife­rente daquela usada pela IBM.

3. A forma correta de usar o loopback é ligando-o diretamente no conector da interface serial localizado na parte traseira do gabinete do computador. É er­rado, por exemplo, ligar um cabo serial na interface e colocar o loopback na outra extremidade deste cabo.
Testando as interfaces paralelas

As interfaces paralelas, também chamadas de interfaces de impressora, são chama­das de LPT1, LPT2 e LPT3. A maioria dos PCs possui apenas uma, mas depen­dendo das placas instaladas podem existir duas ou três. Ao ativar o teste das inter­faces paralelas, Checkit perguntará qual é a interface a ser testada: LPT1, LPT2 ou LPT3. A seguir será mostrada uma tela onde é perguntado se existe um loopback acoplado ao conector da interface paralela. Da mesma forma como existe um loopback próprio para o teste das interfaces seriais, existe um outro tipo de loopback próprio para o teste das interfaces paralelas. Caso o usuário não possua este loopback, basta responder “N”, e será feito apenas um teste interno. Para que o teste seja mais rigoroso, é necessário usar o loopback apropriado.

Na figura 60 vemos o resultado do teste interno, ou seja, realizado sem loopback. Da mesma forma como procedemos no teste das interfaces seriais, as interfaces paralelas devem ser testadas em duas etapas: primeiro o teste interno (sem loopback e sem nenhum cabo ligado em seu conector), e em caso de sucesso, fa­zemos o teste externo, ligando o loopback diretamente no conector da interface paralela, localizado na parte traseira do gabinete do PC.

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Figura 60 – Resultado do teste interno da interface paralela.
Testando a impressora

Todas as impressoras possuem um auto-teste, ativado por uma combinação especial de botões. Nesse teste a impressora lista várias páginas com os diversos tipos de caracteres e modos gráficos que possui. Antes de usar qualquer programa de dia­gnóstico para testar uma impressora, deve ser usado o auto-teste. Normalmente no manual da impressora existe uma indicação daquilo que é impresso no auto-teste. Mesmo que o usuário não possua o manual, pode executar o auto-teste e guardar a listagem para futuras comparações.

Uma vez que a impressora tenha operado corretamente no auto-teste, podemos usar o Checkit para realizar testes adicionais. Basta selecionar a opção Printers no menu de testes. Será então colocada uma tela onde o usuário deve teclar “Y” para execu­tar o teste, “N” para desistir e “C” para configurar. Ao escolher a opção “C”, pode­mos selecionar o tipo de impressora, de acordo com as três classes:

a) Generic
b) IBM/Epson
c) HP Laserjet

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Figura 61 – Um dos padrões usados no teste de impressoras.

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Figura 62

Folha impressa pelo Checkit no teste de impressoras a Laser.

 

 

 

 

A maioria das impressoras matriciais são compatíveis com as impressoras Epson e IBM, que deve ser a opção selecionada. Da mesma forma, a maioria das impresso­ras Laser são compatíveis com a HP Laserjet. Caso a impressora em uso não seja compatível com nenhum desses tipos, podemos selecionar a opção Generic.

Seja qual for o tipo de impressora selecionado, Checkit fará uma série de impres­sões e indicará na tela o aspecto daquilo que deve ser impresso. É conveniente que o usuário mantenha uma cópia em papel daquilo que o Checkit coloca em sua im­pressora, para que possam ser feitas comparações em testes futuros. A figura 61 apresenta um dos vários padrões que o Checkit lista simultaneamente na tela e na impressora, para que chequemos se estão corretos.

Na figura 62 vemos um padrão que não é apresentado na tela. Trata-se do teste de modo gráfico de impressoras a Laser. A figura é uma cópia da folha impressa ge­rada pelo Checkit neste teste.
Testes repetitivos

O Checkit possui em seu menu de testes a opção Select Batch, através da qual o usuário pode preparar uma espécie de “bateria de testes”. Pode por exemplo espe­cificar que o disco rígido e a memória sejam testados 50 vezes. A figura 63 mostra a tela apresentada pelo Checkit quando selecionamos esta opção. O Checkit faz a pergunta “Run Batch ?”, à qual deve ser respondido “N” para desis­tir, “Y” para prosseguir e “C” para configurar os testes a serem realizados. Nesse caso, o usuário deve usar as setas do teclado e preencher as respostas com “Y” ou “N” conforme deseje ou não realizar um determinado teste.

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Figura 63 – Testes em batch no Checkit.

Deve ser também preenchida a opção Error Logging, que indica onde deverá ser apresentado o relatório de erros encontrados durante os testes. Podemos escolher entre as opções:

Use Setup Setting – Coloca o relatório de erros no local especificado pela opção Log Activity do item Setup no menu principal do Checkit.

Display Only – Os resultados serão mostrados apenas no vídeo.
Disk – Os resultados serão apresentados em um arquivo em disco.
Printer – Os resultados serão impressos.
Disk and Printer – Os resultados serão impressos e gravados em disco.

Deve ser também indicado o número de passos (Batch Passes), ou seja, o número de vezes que os testes serão realizados. Deve também ser respondida a pergunta “Pause on Errors ?”. Usamos a resposta “Y” se quisermos que os testes sejam inter­rompidos ao primeiro erro encontrado. Se quisermos que os testes prossigam, basta responder “N”. De qualquer forma, o relatório de erros apresentado pelo Checkit mostrará todos os erros encontrados.
Norton Diagnostics

Junto com o pacote Norton Utilities, mesmo nas versões mais novas, encontramos o Norton Diagnostics (NDIAGS.EXE). É um software de diagnóstico com boa qualidade, parecido com o Checkit. Você pode copiar para um disquete, todos os arquivos NDIAGS.* en­contrados no diretório onde é instalado o Norton Utilities (ou então diretamente a partir do CD-ROM de instalação) e utilizar este disquete para fazer testes em outros PCs. Assim como ocorre na maioria dos programas de diagnóstico, é preciso executar um boot limpo antes de usar o NDIAGS.

Ao ser executado, NDIAGS apresenta a tela indicada na figura 64. A tela mostra a configuração de hardware do computador, indicando o tipo de CPU, a placa de vídeo, o mouse, os discos, quantidade de memória, portas seriais e paralelas, etc. Essas informações podem ser listadas na impressora, bastando pressionar a tecla “P”, ou então clicando o mouse no retângulo indicado com a palavra Imprimir.

Se teclarmos “N”, o NDIAGS iniciará automaticamente uma série de testes de hardware. Os testes automáticos têm a vantagem de sua realização ser extrema­mente fácil. Por Default, o NDIAGS realizará todos os seus testes de forma automá­tica, seguindo uma seqüência que cobrirá todos os testes.

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Figura 64 – Tela de abertura do NDIAGS.

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Figura 65 – Resultado dos testes da placa de CPU.

Caso desejemos, podemos operar o NDIAGS de duas outras formas: executando testes individuais a partir dos seus menus, ou preparando uma bateria de testes, à nossa escolha, para que sejam executados em seqüência. Vejamos inicialmente como são os testes realizados no modo automático.
Testando a placa de CPU

O primeiro teste realizado é o da placa de CPU (figura 65). São testados o proces­sador, a unidade de ponto flutuante, a operação do processador em modo protegido (que dá acesso à memória acima de 1 MB), os chips 8237, 8259 e 8253 (Controla­dores de DMA, de interrupções e Timers). Nos PCs antigos, esses chips estavam presentes na placa de CPU, mas atualmente fazem parte do chipset. São ainda testados os circuitos existentes no chip CMOS (Clock e alarme). Terminado o teste, podemos teclar “P” para imprimir os resultados, “E” para repetir o teste, ou “R” para executar o próximo teste, que é o teste das portas seriais e paralelas.
Testando as portas seriais e paralelas

A figura 66 mostra os resultados dos testes das portas seriais feitos com o NDIAGS. O teste pode ser realizado de duas formas: interno (sem loopback) ou externo (com loopback). A figura mostra os resultados do teste sem loopback. Para que o teste seja mais rigoroso, podemos providenciar um loopback e comandar a execução do teste externo.

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Figura 66 – Teste das portas seriais.

Quando existe um loopback instalado, são realizados testes de transmissão e recep­ção de dados em várias velocidades, desde 300 até 115200 bauds (baud é uma uni­dade que tem quase o mesmo significado que “bits por segundo”). Todos os PCs modernos, de classe Pentium e superiores, possuem portas seriais capazes de chegar a 115.200 bps, mas modelos muito antigos (486 e anteriores) podem não suportar tais velocidades. Os primeiros PCs tinham portas seriais capazes de operar com uma velocidade de até 9600 Bauds. O NDIAGS é capaz de testar o funcionamento da interface serial em todas essas velocidades, desde que exista o loopback instalado.

Caso o usuário possua um loopback, deve ser habilitado o seu uso através do menu Arquivo e a seguir Opções. Basta então marcar a opção “Usar plugues de loop in­vertido opcionais”, como mostra a figura 67.

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Figura 67 – Opções do NDIAGS.

Caso a porta serial esteja conectada a um modem externo, o NDIAGS não poderá testá-la. Será necessário desconectar o modem para realizar o teste. Caso a porta serial faça parte de uma placa de modem (ou modem interno), o NDIAGS também não poderá testá-la. Neste caso, será apresentada uma tela com a mensagem:

Esta porta serial NÃO PODE ser testada. Um modem está anexado ou interno.

O teste da interface paralela é mostrado na figura 68. Da mesma forma como no caso das portas seriais, as portas paralelas podem ser testadas com ou sem loopback. Através do menu Arquivo, comando Opções, mostrado na figura 67, podemos indicar se os testes das interfaces seriais e paralelas serão realizados com ou sem os respectivos conectores loopbacks.

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Figura 68 – Teste de uma porta paralela.
Testando o chip CMOS

O teste realizado no CMOS pelo NDIAGS tem como objetivo verifi­car a integridade de seus dados. Podemos observar na figura 69 a tela apresentada durante este teste.

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Figura 69 – Teste do CMOS.

Caso este teste apresente erro, significa que provavelmente existe um problema com a bateria que alimenta o chip CMOS. Será preciso recarregar ou trocar a bate­ria (dependendo do seu tipo).
Testando a memória

A próxima etapa consiste nos testes de memória. O NDIAGS realiza testes nos três tipos de memória existentes no computador:

Memória Convencional

Memória Estendida

Memória Expandida

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Figura 70 – Teste da memória onvencional.

Podemos observar na figura 70 o teste da memória convencional, (também cha­mada de Memória Base) que é aquela compreendida entre os endereços 0k e 640k. Eventuais erros serão apresentados na lista de falhas, na parte direita da tela. Caso ocorram erros, temos que realizar manutenção corretiva para solucioná-los.

A memória estendida é toda aquela localizada acima do endereço 1024k. Para que esta memória possa ser testada, é necessário que seja executado um boot limpo, pois não é possível acessá-la para efeito de testes caso exista algum gerenciador de memória ativo (HIMEM.SYS). Caso exista tal gerenciador ativo, a memória estendida não poderá ser testada. A figura 71 mostra o teste da memória estendida.

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Figura 71 – Teste da memória estendida.

Já a memória expandida poderá ser testada normalmente. Esta memória estará pre­sente caso exista no sistema um software Gerenciador de Memória Expandida. O software mais usado para este fim é o EMM386.EXE. Não é necessário utilizar este teste, pois ao ser executado o boot limpo toda a memória acima de 1024k fica dis­ponível como memória estendida e poderá ser integralmente testada.
Testando o disco rígido

O teste do disco rígido consiste em realizar várias operações de leitura, em modo seqüencial e em modo aleatório (figura 72). O teste mede também a velocidade de rotação do disco. Os atuais discos rígidos têm velocidades de rotação de 3600, 4500, 5400 ou 7200 RPM, mas devido à existência de memória cache nesses discos, a velocidade medida é muito maior que a verdadeira. Não leve portanto em consi­deração a medida de velocidade de rotação do disco rígido.

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Figura 72 – Teste do disco rígido.
Testando o drive de disquetes

Conforme já foi explicado, para testar os drives, é necessário usar disquetes forma­tados e confiáveis. O NDIAGS realiza testes em dois níveis. O teste normal inclui apenas operações que não afetam os dados existentes no disquete, como leitura e movimentação das cabeças. Mais adiante veremos como proceder para que o NDIAGS realize também o teste de gravação. Os testes realizados nos drives, por default, são:

Leituras seqüenciais

Leituras aleatórias

Mudança de disco

Proteção contra escrita

Velocidade de rotação

Podemos observar na figura 73 a tela apresentada durante o teste de drives de disquetes. As lei­turas seqüenciais e aleatórias têm como objetivo checar o funcionamento dos circui­tos de leitura e do mecanismo de posicionamento das cabeças.

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Figura 73 – Teste do drive de disquetes.

Existe ainda o teste que checa o correto funcionamento do sensor de proteção con­tra gravação. Consiste em retirar o disquete do drive, protegê-lo contra gravação e colocá-lo novamente, para verificar se o sensor ótico está detectando se o disquete está ou não protegido contra gravação. Um erro neste teste não impede o funcio­namento do drive, mas o usuário deixa de ter segurança sobre os discos protegidos contra gravação. Em caso de falha, é altamente recomendável que seja realizada uma manutenção corretiva para solucionar este problema.

O NDIAGS testa também se o drive é capaz de informar a troca de disquete. Este recurso é muito importante. Quando não está em pleno funcionamento, pode fazer com que alguns programas “confundam” disquetes. Por exemplo, durante a instala­ção de um software composto de diversos disquetes, é pedido que seja retirado, digamos o DISCO 1 para que seja inserido o DISCO 2. Quando a identificação de troca de disquetes não está funcionando, o software poderá pensar que o DISCO 1 ainda está no drive, não reconhecendo a presença do DISCO 2. Isto pode ser um grande transtorno e inviabilizar a instalação de programas.

O NDIAGS realiza ainda o teste de velocidade dos drives, e apresenta a medida em RPM (Rotações Por Minuto). A tabela abaixo mostra as velocidades que devem ser medidas em cada tipo de drive.

Drive Velocidade Tolerância
360 kB 300 rpm 295,5 a 304,5 rpm
1.2 MB 360 rpm 354,6 a 365,4 rpm
720 kB 300 rpm 295,5 a 304,5 rpm
1.44 MB 300 rpm 295,5 a 304,5 rpm

Ao trabalhar como técnico, você tem grandes chances de encontrar com putadores antigos, com drives obsoletos, portanto a tabela acima pode ser útil. Na maioria dos casos, apenas o drive de 1.44 MB será de interesse.
Testando a placa de vídeo e o monitor

A seguir é realizada uma série de testes com a placa de vídeo. Os testes consistem no seguinte:

Teste da memória de vídeo

Teste dos modos gráficos

Teste de grades

Teste de cores

O teste da memória de vídeo tem o objetivo de checar o funcionamento correto dos chips que formam esta memória. Em caso de defeito em alguns desses chips, podem ocorrer anomalias na imagem, como troca de cores, troca de caracteres e o surgimento de faixas horizontais e verticais na imagem, apesar de ser mantida uma perfeita nitidez. Infelizmente o NDIAGS, assim como a maioria dos programas que realizam testes de hardware, não é capaz de checar toda a memória de vídeo exis­tente nas placas Super VGA, devido à grande variedade de chips gráficos existentes nas diversas placas disponíveis no mercado. São testados apenas os primeiros 256 kB. Durante o teste da memória de vídeo, surgem imagens “malucas” na tela, devido ao preenchimento da memória com diversos valores, para efeito de teste. Essas ima­gens são perfeitamente normais, e não devem ser encaradas como defeito.

O teste de modos de vídeo verifica o correto funcionamento de todos os modos de texto e gráficos suportados pela placa. O NDIAGS ativa cada um desses modos, e devemos responder a cada tela com “S” ou “N”, conforme a tela esteja ou não correta. A figura 74 mostra um dos testes de modos de vídeo realizados pelo NDIAGS.

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Figura 74 – Um dos diversos testes de modos de vídeo.

O próximo teste é o “Grid Test”, ou Teste de Grades, no qual é ativado cada um dos modos gráficos disponíveis na placa, e são apresentadas figuras com linhas ho­rizontais e verticais, formando uma espécie de grade (figura 75).

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Figura 75 – Teste de grades.

A última etapa do teste da placa de vídeo é o teste de cores. Novamente são ativados cada um dos modos gráficos suportados pela placa, e são apresentadas telas com as cores usadas por cada modo, como podemos observar na figura 76.

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Figura 76 – Teste de cores.
Testando o mouse

O NDIAGS realiza com o mouse um teste bem simples que consiste em detectar o pressionamento dos botões e verificar a movimentação do cursor do mouse ao longo da tela (figura 77). Para que este teste possa ser realizado é pre­ciso que o driver do mouse para o modo MS-DOS esteja ativado. O NDIAGS instrui o usuário para que pressione cada um dos botões do mouse, e que realize movi­mentos com o seu cursor até a parte superior da tela, depois até a parte inferior, depois à esquerda e à direita.

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Figura 77 – Teste do mouse.
Testando o PC Speaker

Para testar o alto-falante, o NDIAGS faz com que seja tocado o som de uma frase falada digitalizada (figura 78). Em alguns casos, este som pode não ser audível. Deve então ser repetido separadamente o teste do alto-falante com um som alterna­tivo. Através do menu Arquivo / Opções (figura 67), podemos selecionar este som alternativo, que ao invés de uma voz digitalizada, consiste em uma seqüência de notas musicais. Para tal, marcamos no quadro da figura 67, a opção “Usar teste de alto-falante alternado”.

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Figura 78 – Teste do alto falante.
Testando o teclado

O NDIAGS realiza um teste de teclado, similar ao realizado por outros programas de diagnóstico. É apresentado na tela o desenho de um teclado, e o usuário deve pressionar cada uma das teclas. Quando o usuário pressiona alguma tecla, o seu desenho na tela muda de cor, indicando que já foi pressionada. O teste termina quando todas as teclas forem pressionadas, ou então quando o usuário abortar o teste, pressionando uma mesma tecla três vezes seguidas. Podemos ver o teste em andamento na figura 79.

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Figura 79 – Teste do teclado.

O NDIAGS realiza ainda neste teste, a checagem do funcionamento dos três LEDS existentes no teclado: NUM LOCK, CAPS LOCK e SCROLL LOCK.
Selecionando testes individuais

Ao invés de realizar a seqüência de testes do NDIAGS no modo automático, como acabamos de explicar, podemos selecionar apenas um determinado teste para ser realizado. Para isto, basta executar o NDIAGS e, ao invés de usar a opção Iniciar (veja a figura 64), usar os menus localizados na parte superior da tela para escolher o teste a ser realizado.
Testes detalhados

Podemos observar nos menus da figura 80, a opção Detalhado. Ao ser escolhida esta opção, é apresentado um menu onde temos opções mais rigorosas para testes de memória, drives de disquetes e interfaces seriais. Por serem mais rigorosos, esses testes são bem mais demorados que os testes normais.

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Figura 80 – Menu de testes detalhados.

O teste realizado nos drives desta forma consiste em operações de posicionamento, gravação, leitura e verificação. Para realizá-lo é preciso utilizar um disquete forma­tado e confiável. O conteúdo deste disquete será apagado durante o teste.

O teste de memória realizado neste modo também é muito mais demorado. É au­tomaticamente executado um boot limpo, e o NDIAGS entra em execução, reali­zando o teste rigoroso na memória (em um PC com Windows 95 ou 98, tecle F8 e escolha no menu de inicialização, a opção Somente Prompt). Ao terminar, é auto­maticamente executado um novo boot normal. Antes de realizar este teste, é reco­mendável ativar o CMOS Setup e desabilitar a memória cache.

OBS: Em PCs com o Windows ME, antes de usar os testes detalhados, faça o boot através de um disquete. Este disquete deve permanecer desprotegido contra gravação para que o NDIAGS possa alterar o AUTOEXEC.BAT visando ativar os testes detalhados.

OBS: Em PCs modernos com muita memória, o teste se confunda ao contar as porcentagens de memória testada. Ao invés de contar 1%, 2% etc, conta 20%, 40%, 60%, …., 120%, 140% (20 vezes maior). Apesar disso o teste é confiável.

O NDIAGS realiza também testes mais rigorosos sobre as interfaces seriais COM1, COM2, COM3 e COM4, caso estas usem o chip 16550 (estão presentes em todos os PCs modernos). Este chip tem capacidades mais avançadas que os usados nas interfaces seriais tradicionalmente encontradas nos PCs antigos. Essas capacidades são tes­tadas apenas nos testes detalhados.
Testes repetitivos

A partir da linha de comando do MS-DOS, podemos executar o NDIAGS com algumas opções muito úteis. Podemos por exemplo usar testes repetitivos e usar a execução automática de testes, sem a intervenção do usuário:

NDIAGS /AUTO:N

Ao ser usado desta forma, o NDIAGS iniciará os testes, que serão executados sem que o usuário precise agir sobre o teclado ou mouse antes da execução de cada teste. Após cada teste o NDIAGS fará uma pausa de N segundos, antes passar a executar o próximo teste. Nesta modalidade, serão testados apenas os itens que não requerem intervenção do usuário. Por exemplo, não serão testados o teclado e o mouse.

NDIAGS /BURNIN:N

Com esta opção, o NDIAGS realizará testes repetitivos. A seqüência de testes será repetida N vezes. O burnin é um procedimento usado nas fábricas, que consiste em deixar os equipamentos recém montados em funcionamento durante um longo período, como por exemplo, 24 horas. Infelizmente as pequenas empresas que mon­tam e vendem computadores não realizam o burnin, mas deveriam.

As opções do NDIAGS podem ser combinadas. Por exemplo, podemos usá-lo na forma:

NDIAGS /BURNIN:10 /AUTO:1

Assim a seqüência de testes será repetida 10 vezes, e será feita uma pausa de 1 se­gundo entre os testes. Ao final dos testes, o NDIAGS gera um arquivo de nome NDIAGS.RPT, que apresenta os resultados dos testes realizados.
PC Certify

Este é um programa de diagnóstico mais novo, no estilo do PC-Check. Sua versão DEMO pode ser obtida em www.eurosoft-usa.com.

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Figura 81 – Menu principal do PC-Certify.

Sendo um programa recente, o PC-Certify pode apresentar informações mais precisas sobre PCs de configurações modernas. No exemplo da figura 82, o processador AMD Athlon de 650 MHz foi corretamente detectado, bem como as características das suas caches.

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Figura 82 – Configuração de um PC, indicada pelo PC-Certify.

Na figura 83 vemos o teste de memória do PC-Certify. Ao contrário de outros programas de diagnóstico, a própria versão DEMO do PC-Certify é capaz de testar integralmente a memória. O PC-Check na versão DEMO testa apenas 4 MB.

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Figura 83 – Teste de memória do PC-Certify.

Estão disponíveis todos os demais testes tipicamente encontrados em programas de diagnóstico: testes do disco rígido, drive de CD-ROM, portas seriais e paralela, drive de disquetes, teclado, mouse, placa de vídeo, joystick, etc. A figura 84 mostra o teste de joystick. O PC-Certify é inclusive capaz de testar 2 joysticks ligados na mesma interface.

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Figura 84 – Teste de joystick.

Optamos por não detalhar aqui o uso do PC-Certify, entretanto você não encontrará dificuldades em utilizar os seus comandos. Conhecendo os três programas de diagnóstico detalhados neste capítulo (PC-Check, Checkit e Norton Diagnostics), você terá grande facilidade em lidar com outros programas.
AMI DIAG

Este é o programa de diagnóstico produzido pela AMI. Trata-se de um programa comercial que pode ser obtido em versão DEMO, com algumas restrições de funcionamento, entretanto vez por outra é possível obter este programa na versão completa, em CD-ROMs que acompanham revistas especializadas (PC Expert, por exemplo).
HW Info

O Hardware Info, obtido em www.hwinfo.com, não é exatamente um programa de diagnóstico, e sim um software que apresenta informações sobre o hardware. Com ele é possível obter informações detalhadas sobre o processador, memórias, barramentos e placas. Seria muito extenso apresentar aqui todos os recursos deste programa, mas felizmente seu uso é bem fácil. Mostraremos apenas alguns dos seus inúmeros recursos.

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Figura 85 – Dispositivos PCI detectados pelo HWINFO.

Na figura 85 vemos a lista de dispositivos PCI detectados. Vemos o Host-PCI-Bridge (ligação entre o barramento PCI e o barramento do processador), o AGP Controller (o barramento AGP é visto como uma extensão rápida do PCI), o PCI-to-ISA Bridge (ligação entre o barramento PCI e o barramento ISA), as interfaces IDE e USB, o controlador de gerenciamento de energia, a interface de rede e a placa de som.

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Figura 86 – Informações sobre um dispositivo PCI.

Partindo da lista de dispositivos PCI, podemos selecionar o dispositivo desejado e teclar ENTER para obter mais informações. A figura 86 mostra as informações obtidas sobre a placa de som. É indicada a interrupção PCI (INTA), a interrupção do sistema correspondente (IRQ10) e o endereço de E/S. São ainda apresentadas outras informações, como por exemplo, o fato da placa operar em Bus Mastering. É bom aproveitar para explicar mais uma vez que a maioria das placas e dispositivos PCI é capaz de operar com Bus Matering, conforme explicamos no capítulo sobre barramentos. Muitos pensam que apenas as interfaces IDE operam com Bus Mastering, ou pior ainda, que Bus Mastering e Ultra DMA são sinônimos, o que não tem fundamento algum.

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Figura 87 – Informações sobre o monitor.

São inúmeras as telas de informações apresentadas pelo HWINFO. O programa chega inclusive a apresentar informações sobre o monitor, como vemos na figura 87. São indicadas as medidas da tela e as freqüências horizontal e vertical suportadas.

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Figura 88 – Identificação de bugs do processador.

O HWINFO é capaz de checar se o processador apresenta alguns bugs clássicos, como o famoso bug FDIV das primeiras versões do Pentium. Na figura 88 vemos que o processador testado é totalmente isento de bugs.

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Figura 89 – Infomrações sobre os sensores de temperatura e voltagem.

O HWINFO identifica o chip monitorador de temperaturas e voltagens e apresenta as suas informações. Na figura 89 vemos que foi detectado o chip LM75. São assim apresentadas as temperaturas do processador e da placa de CPU, bem como voltagem do núcleo e as voltagens da fonte de alimentação. Caso seja possível, também são informadas as velocidades de rotação dos coolers.

Sem dúvida entre os diversos programas similares, o HWINFO pode ser considerado como um dos melhores e mais precisos, e mais rico em informações detalhadas sobre o hardware do PC. Um outro programa que apresenta informações sobre o hardware do PC é o PC Config, entretanto o HWINFO apresenta informações muito mais detalhadas.
IOVIEW

O IOVIEW é um programa que mostra na tela o mapa de E/S do PC. É muito útil para detectar conflitos de endereços de hardware. Programas como o PC-Check também apresentam este mapa, mas o IOVIEW tem como maior vantagem a sua simplicidade e rapidez de uso. Pode ser obtido na área de PROGRAMAS de www.laercio.com.br.

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Figura 90 – Mapa de E/S entre 300-3FF, obtido com o IOVIEW.
CTBIOS

O CTBIOS é outro programa bastante útil. Ele detecta o fabricante e o modelo da placa de CPU, e ainda o chipset utilizado. É capaz ainda de apresentar o endereço do fabricante da placa de CPU na Internet (para a maioria dos casos). De posse da marca e modelo, e ainda do endereço na Internet, podemos acessar o site do fabri­cante e descobrir diversas informações técnicas sobre a placa de CPU, como manu­ais, upgrade de BIOS, etc. Pode ser obtido na área de PROGRAMAS de www.laercio.com.br, e também em www.wimsbios.com.
Como obter programas de diagnóstico

Alguns programas podem ser comprados em lojas, outros comprados através da Internet. Existem ainda aqueles que podem ser encontrados para download gratuito pela Internet. Programas antigos de diagnóstico podem ser ainda obtidos com cole­gas mais experientes, que já lidam com PCs há vários anos. Podemos chamar esta fonte de Amigosoft, ou seja, o software que alguém obtém “empresatado” de amigos (brincadeira). Existem até alguns Amigosofts que, de tanto receberem pedidos de colegas, colocaram alguns dos programas mais pedidos em seus sites na Internet. Você pode encontrar com facilidade um desses sites. Basta entrar em um site de busca (http://altavista.digital.com, por exemplo) e comandar a busca do nome do programa desejado. Para facilitar a busca, apresentamos uma lista dos programas citados neste capítulo e onde obter cada um deles.

Programa Onde encontrar
Norton Diagnostics Incluído no Norton Utilities 3.0 para Win 9x, em lojas
PC-Check www.eurosoft-uk.com
IOVIEW www.laercio.com.br
CTBIOS www.laercio.com.br
HWINFO www.hwinfo.com
PC Certify www.eurosoft-usa.com