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2003 – Configuração de sistemas operacionais

Autor: Laércio Vasconcelos
Junho/2003

É relativamente fácil instalar um sistema operacional, sobretudo o Windows. Até mesmo quem tem pouca experiência consegue. Já a etapa seguinte à instalação, que é a configuração, é mais difícil e requer alguma experiência e conhecimento técnico. Vejamos as principais etapas da configuração de sistemas Microsoft como Windows XP, 2000, ME e 98, e algumas configurações do Linux.

Sistemas operacionais

Sem dúvida os sistemas operacionais mais usados nos PCs são os derivados do Windows 95, como é o caso do Windows 98 e Windows ME (Millennium Edition). Os outros sistemas operacionais mais usados são o Windows 2000 e o Linux.

Com o lançamento do Windows XP, a Microsoft unificou a linha de sistemas para uso pessoal e para uso profissional. O Windows XP foi criado a partir do Windows 2000, e tem duas versões principais: Windows XP Professional, sucessor do Windows 2000, e Windows XP Home, sucessor do Windows ME.

O Windows 2000 por sua vez é derivado do Windows NT. Apesar de ser visualmente muito parecido com o Windows ME, seu mercado alvo não é o mesmo, mas a maioria dos programas podem ser perfeitamente utilizados tanto no Windows 2000/NT como no Windows ME/9x.

As versões profissionais do Windows oferecem recursos especiais de segurança indicados para servidores e estações de trabalho. A FAT32 pode ser usada com esses sistemas, ou seja, um disco rígido no qual foram usados os programas FDISK e FORMAT, pode receber o Windows NT, 2000 ou XP. O ideal entretanto é que seja usado o NTFS, sistema de arquivos mais avançado que a FAT.

O Linux é um outro sistema operacional, derivado do Unix, criado nos anos 70. Foi modernizado e adaptado para PCs. O Linux não utiliza a FAT32, e sim, o seu próprio sistema de arquivos. Entretanto pode ser instalado em um PC já formatado com FAT32. Seu programa de instalação fará uma mudança nas partições do disco rígido, podendo manter uma parte com FAT32 e uma parte para o Linux.
Antes de instalar o Windows 9x/ME

Instalar o Windows é uma tarefa simples, pode ser realizada até por leigos. Portanto ao invés de detalhar a instalação, vejamos algumas dicas para antes da instalação, e a seguir a parte que nem todos dominam, que é a configuração do sistema.
Disco de inicialização

Para instalar o Windows precisamos de um disquete de boot que dê acesso ao drive de CD-ROM. Ao comprarmos o Windows, recebemos além do CD-ROM, um disquete de inicialização com esste recurso.

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Figura 1

Disquetes de inicialização que acompanham o Windows ME e o Windows 98.

 

 

 

Podemos ainda gerar um disquete similar, partindo de um computador com o Windows já instalado. Usamos os seguintes comandos:

Iniciar / Configurações / Painel de Controle / Adicionar e Remover Programas / Disco de inicialização.

Depois que o disco estiver pronto, copie para ele o programa FORMAT.COM, que pode ser encontrado no diretório:

C:\WINDOWS\COMMAND

Se você estiver usando o disquete de inicialização que acompanha o Windows, não precisa gravar o FORMAT.COM. Aliás, não é muito bom fazer alterações diretas em disquetes originais. Você pode entretanto executar o boot por este disquete. Ele dará acesso ao drive de CD-ROM, e no diretório \WIN9X do CD de instalação do Windows, você encontrará o programa FORMAT.COM, necessário para a formatação lógica do disco rígido.

Ao executarmos o boot é apresentado um menu, no qual podemos escolher a opção:

Iniciar o computador com suporte a CD-ROM

No diretório \WIN9X do CD-ROM de instalação do Windows, encontramos os arquivos necessários à instalação, além do programa INSTALAR.EXE, que realiza a instalação propriamente dita.
Iniciando a instalação

Podemos fazer a instalação a partir do CD-ROM, mas é recomendável proceder de outra forma, copiando para o disco rígido, o diretório de instalação do Windows. Além da instalação a partir do disco rígido ser mais rápida, não corremos o risco da instalação travar devido a algum problema ou incompatibilidade no drive de CD-ROM. Use então os comandos:

C:
MD \WIN9X
CD \WIN9X
COPY E:\WIN9X

OBS.: Estamos supondo que a letra do drive de CD-ROM é “E”, mas dependendo dos drives lógicos existentes no PC, este drive poderá assumir uma letra diferente. Nesse caso, corrija o comando “COPY E:\WIN9X” acima de acordo com a letra assumida pelo drive de CD-ROM.

Terminada a cópia, usamos os comandos:

C:
CD\WIN9X
INSTALAR /P J

O parâmetro “/P J” é necessário para que sejam instaladas corretamente as funções de gerenciamento de energia. Dependendo da placa de CPU, problemas podem ocorrer nessas funções caso este parâmetro não seja usado.

Ao usarmos o comando INSTALAR, entrará inicialmente em ação o programa SCANDISK. Ele irá detectar e corrigir erros na estrutura lógica dos discos rígidos, e ao finalizar, apresentará um relatório de erros. A instalação só poderá prosseguir se os eventuais erros forem corrigidos.

OBS.: Se não quisermos que o SCANDISK seja usado, basta usar o comando INSTALAR /IS. Use o comando INSTALAR /? e serão apresentadas outras opções de instalação.

Em um certo ponto o programa de instalação pedirá uma identificação do computador para ser usado em rede. O usuário precisa fornecer um nome para o computador e um nome para o Grupo de Trabalho. Essas informações serão usadas caso o computador seja conectado a uma rede. Por default, o nome do computador é formado a partir do nome do usuário. O grupo de trabalho, por default, é o nome da empresa. Quando não é fornecido nome de empresa, é usado para o grupo de trabalho o nome “WORKGROUP”. Use aqui o mesmo nome já em uso na rede na qual este computador será instalado, caso contrário terá problemas para acessar a rede. Posteriormente este nome pode ser mudado através do quadro de configurações de rede.

Depois de indicar o idioma português, devemos informar o tipo de teclado utilizado. Curiosamente o teclado apresentado como default (Português / Brasil padrão) não é o que utilizamos. Encontramos no Brasil dois tipos de teclado. Um deles tem uma tecla “Ç” ao lado da tecla ENTER. Este é o chamado Teclado ABNT2. O outro tipo de teclado comum no Brasil é o modelo americano, que não tem a tecla “Ç”. Este modelo é o chamado Estados Unidos Internacional.

Terminadas essas perguntas será dado início à cópia dos arquivos, seguida de um boot. Depois de realizado o boot, continuará automaticamente o processo de instalação. O Windows irá detectar o hardware presente no computador e instalar todos os drivers. Depois de alguns minutos estará terminada a instalação. Será executado um novo boot e teremos finalmente a conhecida tela do Windows.
Ajustes no Windows

Vamos agora explicar o “ajuste fino” que deve ser feito depois que o Windows está instalado. Abordaremos tanto o Windows 9x/ME como o XP/2000. A maioria dos comandos são similares, e quando for o caso, ressaltaremos as diferenças.
É preciso instalar os drivers

Até aqui vimos a parte fácil da instalação do Windows. Até mesmo usuários principiantes são capazes de fazê-lo. Muitos usuários, ao passarem por problemas nos seus PCs, adotam uma solução válida, mas que não é simples como parece: formatam o disco rígido e instalam o Windows. Todos são capazes de chegar até aqui. Felizmente na maioria dos casos, chegar até aqui é suficiente. Os problemas acontecem quando o Windows não possui drivers apropriados para a placa de CPU e para as placas de expansão. O modem, a placa de som, a placa de rede e outras placas, podem ficar inativos. A placa de vídeo pode ficar limitada a operar no modo VGA, com apenas 16 cores e resolução de 640×480. As interfaces IDE podem ficar limitadas a operar em baixa velocidade. Pior ainda, as funções de gerenciamento de recursos de hardware da placa de CPU podem não funcionar, e termos vários conflitos de hardware e travamentos. O barramento AGP pode ficar inoperante, causando anomalias e travamentos no uso de programas que usam gráficos em 3D. As funções de gerenciamento de energia podem ficar mal configuradas, resultando em travamentos no desligamento do Windows e com problemas nos modos de economia de energia.

Use o Gerenciador de Dispositivos (Iniciar / Configurações / Painel de Controle / Sistema / Gerenciador de Dispositivos) e verifique se existem dispositivos com pontos de interrogação ou exclamação. Na figura 2 vemos que existem vários dispositivos nesta situação. Além disso a placa de vídeo está operando no modo VGA, bem aquém das suas capacidades.

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Figura 2

O Windows está instalado mas o trabalho ainda não acabou.

 

 

 

Para que tudo funcione corretamente é preciso tomar duas providências:

1) Instalar os drivers da placa de CPU
2) Instalar os drivers dos dispositivos marcados com “?” ou “!”
Instalação dos drivers da placa de CPU

Para controlar corretamente os dispositivos de hardware de um PC, o Windows precisa antes de mais nada controlar corretamente o chipset da placa de CPU. Estão aqui incluídas as seguintes funções:

· Controle do barramento AGP

· Controle das interfaces IDE em modo Ultra DMA

· Controle do gerenciamento de energia

· Controle dos recursos Plug and Play

Para isso temos que instalar os drivers da placa de CPU. Eles são encontrados no CD-ROM que acompanha a placa de CPU, mas devemos usar preferencialmente a versão mais recente, encontrada no site do fabricante da placa de CPU ou do chipset. Dependendo da versão do Windows e do chipset existente na placa de CPU, é possível que o Windows possua drivers nativos para este chipset. Quando não os possui é preciso usar os drivers fornecidos pelo fabricante da placa de CPU.

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Figura 3

Programa de instalação dos drivers de uma placa de CPU.

 

 

 

A figura 3 mostra um exemplo de programa de instalação dos drivers de uma placa de CPU. Muitas vezes esses programas podem ser usados não somente para instalar os drivers do chipset, mas também para drivers de áudio e utilitários. Neste exemplo, os drivers do chipset são os chamados de “Via 4 in 1 drivers”.

Se não conseguirmos encontrar o site do fabricante da placa de CPU, podemos recorrer ao fabricante do chipset. Os principais fabricantes são:

Intel www.intel.com
VIA www.via.com.tw
ALI www.ali.com.tw
SiS www.sis.com.tw
Nvidia www.nvidia.com

Instalação dos drivers das placas de expansão

Dependendo das placas de expansão e interfaces instaladas, algumas delas poderão estar totalmente operacionais logo após a instalação do Windows, e outras poderão estar com falta de drivers. No computador usado no nosso exemplo, instalamos as seguintes placas de expansão:

· Placa de vídeo Voodoo 3 3000 AGP

· Placa de rede D-Link 530TX

· Placa Sound Blaster Live

· Placa de modem Motorola SM56 PCI

O gerenciador de dispositivos ficou com o aspecto mostrado na figura 4.

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Figura 4

Alguns dispositivos estão funcionais, outros não.

 

 

 

Dessas placas, a única que o Windows configurou e instalou drivers apropriados foi a placa de rede D-Link 530TX. As outras placas foram instaladas com os seguintes problemas:

· A placa de vídeo consta apenas como VGA

· O modem consta como “PCI Communication Device”, está com “?”

· A placa de som (“PCI Multimedia Áudio Device”) está com “?”

O dispositivo “PCI Input Controller” nada mais é que a interface de joystick existente na placa de som, que também está sem drivers instalados.
Declarando o monitor no Windows 9x/ME

Os monitores modernos são PnP. São detectados durante a instalação do Windows e não precisamos fazer configurações adicionais. Já os monitores antigos podem ser apresentados como “Monitor desconhecido” ou “Monitor padrão”. Se o monitor estiver declarado desta forma, a imagem poderá perder o sincronismo quando os drivers da placa de vídeo forem instalados. Para declarar a marca e o modelo do monitor, usamos Painel de Controle / Vídeo / Configurações / Avançadas e selecionamos a guia Monitor. Usamos o botão Alterar ou Propriedades e será apresentada uma lista de marcas e modelos, como vemos na figura 5. Depois desta indicação podemos passar à instalação dos drivers da placa de vídeo.

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Figura 5

Indicando a marca e o modelo do monitor.

 
Declarando o monitor no Windows XP/2000

Nesses sistemas o ajuste é um pouco diferente. Não é possível ter acesso a uma lista de marcas e modelos de monitores para seleção manual, como a mostrada na figura 5. Os monitores operam como Plug and Play ou como monitor padrão (engloba todos os modelos não PnP). O problema que pode ocorrer com esses antigos monitores é que o Windows não pode descobrir a taxa de atualização máxima que é suportada em cada resolução. Se ativarmos uma taxa de atualização muito elevada, o monitor perderá o sincronismo e a imagem ficará ilegível. Dependendo da situação, esta alteração apresenta uma janela de confirmação, que se não for feita em 15 segundos, será restabelecida a taxa de atualização antiga. Se depois desse tempo a imagem continuar sem sincronismo, adote o procedimento que indicamos a seguir.

Pressione RESET e logo depois da contagem de memória, antes do carregamento do Windows, pressione F8. Pode pressionar F8 várias vezes se quiser, até ser apresentado um menu de inicialização. Escolha neste menu a opção Ativar modo VGA. O Windows entrará com a resolução de 640×480 e 256 cores (8 bits), e taxa de atualização de 60 Hz. Este modo é compatível com todos os monitores VGA antigos.

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Figura 6

O Windows XP em modo VGA.

 

 

 

Podemos agora ter acesso ao quadro de configurações de vídeo para fazer os ajustes. Devemos descobrir qual é a taxa de atualização máxima suportada em cada resolução. Para isso podemos usar um recurso que não estava presente no Windows 9x/ME, que é a lista de modos. No quadro de propriedades de vídeo (Painel de Controle / Vídeo), selecionamos a guia Configurações e clicamos em Avançadas. Selecionamos a guia Adaptador e clicamos no botão Listar todos os modos (figura 7).

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Figura 7

Método alternativo para selecionar modos gráficos no Windows XP.

 

 

 

Selecionamos um modo conservador, como 640×480, com 256 cores e 72 Hz. Este modo funciona até mesmo nos antigos monitores Samsung SyncMaster 3. Depois de selecionar o modo e clicar em OK, clicamos na guia Monitor (figura 8). Veremos que a taxa de atualização selecionada na lista de modos estará indicada nesta guia. Quando clicarmos em OK, será ativado o modo gráfico cuja resolução e número de cores foram escolhidos da lista de modos, e cuja taxa de atualização é a da guia Monitor, que é a mesma selecionada com a lista de modos. O Windows apresentará um quadro de confirmação. Se a imagem perder o sincronismo, agurade 15 segundos e o modo gráfico voltará ao anterior.

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Figura 8

Confirmando a ativação do modo.

Note que o número de cores não tem relação alguma com as freqüências máximas suportadas pelo monitor. Quando o monitor suporta, por exemplo, 640×480 com 256 cores e 72 Hz, também suportará 640×480 com 72 Hz, usando cores de 16, 24 e 32 bits.

A maioria dos monitores antigos recaem em duas categorias: os de freqüência horizontal máxima de 35 kHz (Ex: Samsung SyncMaster 3) e os de 50 kHz (Ex: Samsung Syncmaster 3N/3NE). A tabela abaixo mostra a máxima taxa de atualização que pode ser usada em cada caso.

Resolução Taxa máxima em monitores de 35 kHz Taxa máxima em monitores de 50 kHz
640×480 72 / 75 Hz 85 Hz
800×600 60 Hz 75 Hz
1024×768 43 Hz entrelaçado 60 / 70 / 75 Hz

Note que dependendo do monitor, taxas um pouco mais altas ou um pouco mais baixas são suportadas. Por exemplo, o monitor Samsung SyncMaster 3N usado nos testes suportou a resolução de 1024×768 com até 75 Hz, mas outros modelos poderão suportar no máximo 72 Hz ou 60 Hz. É preciso testar.

Quando os modos são selecionados através deste método, as freqüências verticais selecionadas serão automaticamente usadas pelo ajuste feito direto no quadro de configurações de vídeo (figura 9). A partir de então não precisaremos mais ter preocupação com as freqüências suportadas pelo monitor. Basta selecionar o modo gráfico desejado e além do modo, a freqüência vertical estará automaticamente escolhida com a que configuramos anteriormente.

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Figura 9

Quadro de configurações de vídeo.

 

 

 

Apenas para lembrar, no Windows 9x/ME não tínhamos esta facilidade de configuração. Para escolher a freqüência vertical, era preciso antes ativar o modo gráfico desejado, mas se a freqüência padrão não fosse suportada pelo monitor, não poderíamos fazer o ajuste.
Instalação de drivers no Windows 9x/ME

O método “padrão Windows” para instalar um driver é clicar no item problemático (que está sem driver) no Gerenciador de Dispositivos, selecionar a guia Driver e clicar no botão “Atualizar Driver”.

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Figura 10

Método padrão do Windows para atualizar um driver.

 

 

 

Será apresentado o quadro da figura 11, que é o assistente para atualização de driver. Note que este mesmo assistente também aparece quando o dispositivo de hardware é detectado pela primeira vez. Isto ocorre quando adicionamos um item de hardware depois que o Windows já está instalado em um PC.

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Figura 11

Para encontrar o driver de um dispositivo de hardware.

 

 

 

Ao usarmos a opção “Procurar automaticamente por um driver melhor”, será feita uma busca no drive de disquetes e no driver de CD-ROM. Serão encontrados os drivers compatíveis com o dispositivo que está sendo instalado. Caso seja encontrado mais de um driver, podemos escolher um. O ideal é escolher o mais recente. Já que é feita esta busca, devemos colocar, antes de clicar em Avançar no quadro da figura 11, o disquete ou o CD-ROM que acompanha a placa que está sendo instalada.

Na figura 11 encontramos ainda a opção Especificar o local do driver. Este método é útil quando o driver não está em disquete nem em CD-ROM. É o caso de quando obtemos o driver pela Internet e o descompactamos em um diretório. Devemos então usar a segunda opção e indicar o diretório onde estão os drivers.

Este é o método padrão para instalar drivers, mas muitos fabricantes optam por um processo mais simples para o usuário, que é usar um programa de instalação. Em alguns casos basta executar o programa, e ele fará a auto descompactação e será executado automaticamente. Em outros casos é preciso primeiro descompactar o software em um diretório para depois então executar um programa SETUP.EXE que faz a instalação dos drivers propriamente ditos.
Instalação de drivers no Windows XP/2000

Sempre que adicionamos um dispositivo de hardware Plug and Play, ou quando usamos o comando Atualizar Driver no Gerenciador de Dispositivos, ou quandp usamos o comando Adicionar novo hardware no Painel de Controle (para instalar drivers de dispositivos não PnP), entrará em ação o Assistente para atualização/instalação de driver. Isto vale no Windows XP, assim como em outras versões do Windows. Os comandos do assistente do Windows XP (figura 12) são muito parecidos com os de outras versões do Windows.

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Figura 12

Assistente para atualização de driver, no Windows XP.

 

 

 

Este assistente oferece duas opções. A primeira é a que faz busca automática do driver, entre os drivers nativos que acompanham o Windows. Este caminho de instalação é totalmente automático, e caso o Windows não possua os drivers apropriados, podemos voltar ao quadro inicial do assistente e escolher a segunda opção. Este método é usado quando usamos um driver fornecido em CD ou disquete, ou mesmo contido em algum diretório.

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Figura 13

Atualização manual de driver.

 

 

 

Se optarmos pelo modo não automático, o assistente assumirá o aspecto mostrado na figura 12. Podemos especificar que a busca seja feita em mídia removível (disquete ou CD-ROM), e nesse caso temos que fornecer o disco que acompanha o dispositivo, no qual estão os drivers. Quando o driver é obtido por outros meios (ex: download da Internet), temos que marcar a opção “Incluir este local na pesquisa”, e indicar o diretório no qual colocamos os drivers. No nosso exemplo usamos C:\TEST.

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Figura 14

Escolhendo os drivers em uma lista.

 

 

 

Podemos alternativamente usar na figura 13, a opção “Não pesquisar, escolherei o driver a ser instalado”. O assistente assumirá o aspecto da figur 14, onde são mostrados os drivers compatíveis. Podemos ainda clicar em Com Disco para indicar drivers existentes em um CD, disquete ou em outro diretório. Se desmarcarmos a caixa “Mostrar hardware compatível”, o assistente apresentará uma lista de marcas e modelos para que façamos a seleção. Este método pode ser usado quando queremos forçar o uso de um driver que não foi feito especificamente para o dispositivo que queremos instalar. Note que isso não é recomendável, e devemos fazê-lo como experiência, para checar se o driver de algum dispositivo de versão anterior pode funcionar, o que muitas vezes pode ser feito, mas com bastante cuidado com as incompatibilidades.

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Figura 15

Escolhendo o driver de forma manual, em uma lista de marcas e modelos.

 
Regulando as freqüências do monitor no Windows 98/ME

Depois de instalar os drivers da placa de vídeo devemos fazer uma configuração importante, que é escolher a melhor taxa de atualização (refresh rate) para o monitor, em função da resolução utilizada. Para isso usamos o botão Avançadas no quadro de configurações de vídeo e a seguir selecionamos a guia Adaptador (figura 16). Programamos agora o item Taxa de atualização. O ideal é utilizar o maior valor possível, entretanto valores superiores a 75 Hz não trazem melhoramento visual. Muito pelo contrário, podem piorar a nitidez da imagem. Usamos então valores próximos a 75 Hz.

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Figura 16

Definindo a taxa de atualização do monitor.

 
Regulando as freqüências do monitor no Windows XP/2000

O método de regulagem da taxa de atualização no Windows XP/2000 é bem parecido. A diferença é que o ajuste é feito através da guia Monitor, e não da guia Adaptador (figura 17).

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Figura 17

Regulando a taxa de atualização do monitor no Windows XP.

 
DirectX

O Windows vem sempre acompanhado de uma versão relativamente recente do DirectX. O mesmo ocorre com a placa de vídeo. Mesmo assim, nem sempre essas versões são as mais atualizadas. A melhor coisa a fazer é obter a versão mais nova do DirectX, em www.microsoft.com/directx/. Para checar a versão do DirectX instalada em um PC, use Iniciar / Executar / DXDIAG.EXE. Na guia Sistema do DXDIAG, está indicada, além de outras informações, a versão do DirectX. A guia Exibir é usada para testar as funções de vídeo: DirectDraw (para gráficos 2D), Direct3D (para gráficos 3D) e Textura AGP. O funcionamento do DirectX e do programa DXDIAG é o mesmo em todas as versões do Windows.

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Figura 18

Checando a versão do DirectX.

 

 

 

Na figura 19 vemos o teste de textura AGP através do Direct3D. O teste mostra um cubo girando, e em suas faces existe uma textura aplicada. Quando instalamos o Windows em um computador, devemos sempre usar o DXDIAG para realizar esse teste. Quando não é feita a instalação dos drivers da placa de CPU, especificamente o AGP Miniport Driver, podem ocorrer anomalias nas imagens tridimensionais. Essas anomalias são detectadas por esse teste. A tela pode ficar toda escura, ou com as cores variando aleatoriamente, ou mesmo travando o PC. A instalação dos drivers do chipset resolvem o problema. Também é conveniente instalar os drivers mais recentes para a placa de vídeo.

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Figura 19

Teste de textura AGP.

 

 

 

Tão importante quanto montar um computador é realizar os testes com todos os seus componentes de hardware, como é o caso do teste da placa de vídeo em modo 3D feito pelo DXDIAG. É comum por exemplo o caso do esquecimento da instalação do AGP Miniport Driver, o que causa anomalias nas imagens em modo 3D. Este esquecimento seria detectado se fossem realizados os testes com o DXDIAG. No capítulo 9 apresentaremos mais informações sobre o DirectX.
Testes e ajustes na placa de som

Depois de instalar a placa de som e seus drivers, convém realizar três tipos de testes: reprodução WAV, reprodução MIDI e CDs de áudio. Podemos usar por exemplo o programa Gravador de Som e abrir um dos arquivos WAV encontrados em C:\Windows\Media para fazer o teste de reprodução. Podemos ainda utilizar o Windows Media Player para abrir e reproduzir arquivos WAV e MIDI. Devemos ainda colocar no drive de CD-ROM, um CD de áudio para testar a sua funcionalidade. Terminados os testes básicos com a placa de som, devemos instalar os utilitários que a acompanham.

Muitas placas de som são quadrifônicas, permitindo ligar 4 alto-falantes (2 dianteiros e 2 traseiros). Se for o caso, será preciso informar ao Windows para utilizar os 4 alto-falantes. No Windows 9x/ME, a configuração de alto-falantes é feita pelo Painel de Controle, comando Sons e Multimídia. Selecionamos a guia Áudio e no campo Reprodução clicamos em Avançada. Será apresentado um quadro onde selecionamos a guia Alto-falantes, e podemos escolher a configuração adequada (figura 20).

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Figura 20

Configuração dos alto falantes no Windows 9x/ME.

 

 

 

Para fazer este ajuste no Windows XP usamos também o Painel de Controle e clicamos no comando Sons e dispositivos de áudio. Selecionamos então a guia Volume (figura 21), na qual clicamos em Avançadas.

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Figura 21

Propriedades de som no Windows XP.

 

 

 

No quadro de propriedades avançadas, selecionamos a guia Alto-falantes (figura 22). Podemos agora escolher uma entre as diversas configurações possíveis, que vão desde um PC sem som, passam por alto-falantes estéreo e quadrifônicos, até esquemas 5.1 ou 7.1 (figura 22).

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Figura 22

Selecionando o esquema de alto falantes 5.1.

 
Configurando o modem e a placa de rede

Também devemos instalar os drivers desses dois dispositivos. A instalação dos drivers segue o mesmo padrão já exemplificado para outros tipos de placas. Podemos usar os drivers padrão Windows, ou então os drivers fornecidos pelo fabricante. Para fazer as configurações de modems e redes, consulte os capítulos 13 e 18.
Drivers WDM

Até 1998 os fabricantes de hardware tinham muito trabalho com drivers. Precisavam fornecer drivers para o Windows 3.x, que ainda era muito utilizado, além de drivers para Windows 95 e para Windows NT. Desta forma seus produtos poderiam funcionar em praticamente qualquer PC.

Deixando de lado o velho Windows 3.x, havia ainda o problema de produzir drivers diferentes para Windows 9x e para Windows NT. Esses drivers eram completamente diferentes. Praticamente todos os produtos tinham drivers para Windows 95, mas nem todos tinham drivers para Windows NT.

Este problema foi quase totalmente resolvido a partir do lançamento do Windows 98, com a adoção dos drivers WDM (Windows Driver Model). São drivers universais que operam tanto sob o Windows 9x como sob o Windows NT. Desta forma os fabricantes de hardware puderam produzir um único driver para ambos os sistemas.
Dispositivos sem drivers para Windows XP

Com o uso do padrão WDM, um mesmo driver poderia ser usado tanto no Windows 98/ME como no Windows NT/2000/XP. Fabricantes que adotaram este padrão tornaram possível o uso de seus produtos, mesmo antigos, no Windows XP. Infelizmente muitos fabricantes não adotaram o padrão WDM. Fizerem seus drivers exclusivos para Windows 9x/ME. Agora esses drivers não funcionam no Windows XP. No caso de produtos antigos, que já saíram de linha, os fabricantes em geral não produzem drivers novos, o que torna impossível o uso de dispositivos antigos que não tenham drivers WDM, no Windows XP.

Gerenciamento de energia

Para fazer uso das funções de gerenciamento de energia do Windows, é necessário que os drivers do chipset estejam instalados. Nem sempre os drivers de chipset que são incluídos no Windows funcionam corretamente. É preciso instalar a versão mais nova dos drivers do chipset, fornecida no CD-ROM que acompanha a placa de CPU, ou melhor ainda, disponível no site do fabricante desta placa. Também é preciso que as placas de expansão utilizadas (som, vídeo, modem, etc.) tenha os drivers mais recentes. Drivers mais antigos podem não ser totalmente compatíveis com as funções de gerenciamento de energia, sobretudo a hibernação.
Modo de espera (standby)

Neste modo, a maioria dos circuitos do computador são desligados. O conteúdo da memória é mantido e o processador permanece paralisado, porém ligado. O monitor e o disco rígido são desligados. Ao pressionarmos uma tecla ou movermos o mouse, o sistema volta a ficar ativo, o que demora muito pouco, em torno de 5 segundos. Neste modo, o PC precisa permanecer ligado à rede elétrica, já que é preciso de uma pequena corrente elétrica para manter a memória, o processador e outros componentes da placa mãe em Stand by.
Modo de hibernação

No modo de hibernação, o conteúdo da memória RAM é totalmente transferido para o disco rígido e o computador é desligado. Pode ser até mesmo desconectado da rede elétrica. Ao ligarmos novamente o computador, ao invés de ser realizado um boot, o BIOS faz a leitura do arquivo de hibernação, transfere o seu conteúdo para a memória e retorna ao Windows. O processo completo é muito mais rápido que o boot.

Apenas com o lançamento do Windows Millenium e com a disponibilidade de placas de CPU 100% compatíveis, finalmente podemos utilizar o modo de Hibernação, no qual o computador é totalmente desligado, e o retorno ao Windows é feito em pouco mais de 10 segundos. O quadro de desligamento (Iniciar / Desligar) aparece com 4 opções: Desligar, Reiniciar, Modo de espera e Hibernar.

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Figura 23

Quadro de desligamento.

 
Configurações de energia no Windows XP

A hibernação no Windows XP é ativada exatamente da mesma forma observada no Windows ME. Podemos chegar ao quadro de propriedades de energia através do comando Opções de Energia no Painel de Controle. Podemos também ir ao quadro de propriedades de vídeo e na guia Proteção de tela, clicamos no botão Energia. Será apresentado o quadro de propriedades de energia (figura 24).

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Figura 24

Propriedades de energia no Windows XP.

 

 

 

Neste quadro podemos escolher um entre os diversos esquemas de energia pré-definidos. Um esquema de energia define tempos para desligamento do monitor e discos rígidos, e tempos para colocar o sistema em estado de espera e em standby quando é detectada inatividade. Cada esquema pode ter os tempos alterados pelo usuário.

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Figura 25

Ativando o suporte à hibernação no Windows XP.

 

 

 

Ao selecionarmos a guia Hibernar (figura 25), devemos marcar a opção Ativar hibernação. Note que se a guia Hibernar não existir, significa que o sistema não é 100% compatível. É possível que a placa de CPU ou uma das placas de expansão não tenham compatibilidade. Em muitos casos é possível conseguir esta compatibilidade instalando drivers novos.

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Figura 26

Configurando os botões de energia no Windows XP.

 

 

 

Com a guia Avançada (figura 26), podemos configurar como serão usados os botões de energia no gabinete. Por exemplo, podemos escolher se o botão Power do gabinete ATX será usado para desligar o computador, ou para colocá-lo em estado de espera, ou para hibernar. Daremos mais detalhes sobre essas configurações nas explicações sobre as configurações de energia no Windows ME, na próxima seção. Essas configurações são similares nos dois sistemas.
Configurações de energia no Windows 9x/ME

Para confirmar se o suporte à hibernação está ativo, podemos simplesmente checar se este comando está presente em Iniciar / Desligar. Podemos ainda checar o quadro de Propriedades de Opções de energia. Este quadro pode ser obtido de duas formas:

a) Painel de Controle / Opções de energia

b) Propriedades de vídeo / Proteção de tela / Configurações dos recursos de economia de energia do monitor (figura 27).

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Figura 27

Para ter acesso às configurações de energia.

 

 

 

Neste quadro obtido teremos além das guias Esquemas de energia e Avançado, a guia Hibernar, mostrada na figura 28 (no Windows XP temos ainda a guia No-break). A opção Ativar o suporte à hibernação deverá estar marcada.

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Figura 28

Quadro de configurações de energia.

 

 

 

O computador pode entrar em modo de espera e em hibernação de forma automática, basta marcar os tempos necessários no quadro de opções de energia, na guia Esquemas de energia (figura 29). Marque o tempo de inatividade a partir do qual o computador entrará em estado de espera. Marque também o tempo de inatividade a partir do qual o sistema vai hibernar.

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Figura 29

Configurando o tempo para o computador entrar em espera e em hibernação.

 

 

 

Devemos configurar também os botões do gabinete disponíveis para controlar a energia do computador. Sempre deveremos ter presentes em qualquer PC, botões para Reset e Soft OFF (o Windows salva tudo e desliga o computador). Se não existirem mais botões disponíveis, os estados de espera e hibernação deverão ser comandados pelo comando Iniciar / Desligar. Entretanto existem muitos teclados equipados com botões Power, Sleep e Wake. Neste caso podemos usar o botão Power do teclado para desligar o computador, e o botão Power do gabinete para ativar a hibernação. Resumindo, os botões que podemos ter à nossa disposição são os seguintes:

Reset no gabinete Não pode ser reconfigurado. Deve ser usado exclusivamente para resetar o PC.
Power no gabinete Pode ser configurado através do quadro de opções de energia para:Desligar (e ligar)

Hibernar (e sair da hibernação)

Entrar em estado de espera (e retornar da espera).

Power no teclado Esta tecla é automaticamente reconhecida pelo Windows ME/XP. Não pode ser reconfigurada. É usada apenas para desligar o computador. Para ligá-lo novamente, usar o botão Power do gabinete. Algumas placas de CPU permitem manter o teclado energizado mesmo com o PC desligado para poder ligar o computador por este botão.
Sleep no teclado Coloca o computador em estado de espera. Não pode ser reconfigurado. O Windows ME/XP o reconhece automaticamente.
Wake no teclado Faz o computador retornar do estado de espera. Não pode ser reconfigurado. O Windows ME/XP o reconhece automaticamente. É redundante, pois para retornar, basta pressionar qualquer tecla ou mover o mouse.

A figura 30 mostra como programar o funcionamento dos botões ligar/desligar e espera. Este botão de espera está presente em alguns gabinetes.

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Figura 30

Configurando os botões de energia.

 
Acentuação do teclado

Para que a acentuação pelo teclado seja correta é preciso definir o idioma e o layout do teclado. Essas informações são fornecidas durante a instalação do Windows, mas muitos esquecem de fazê-lo, e como resultado, o teclado pode não acentuar corretamente.

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Figura 31

Configurando a acentuação do teclado no Windows.

 

 

 

Use o comando Teclado no Painel de Controle e selecione a guia Idioma (figura 31). Deverá constar o idioma Português-brasileiro, como mostra a figura. Se não constar, use o botão Adicionar. A outra configuração que devemos fazer neste quadro é a do layout do teclado. Para isso usamos o botão Propriedades. Será apresentado um pequeno quadro no qual podemos selecionar o layout do teclado. Os teclados existentes no Brasil recaem em duas categorias:

1) Estados Unidos – Interncional: Este é o teclado mais comum. É aquele que não possui a tecla “Ç”.

2) Português – Brasil ABNT2: Este é o teclado que possui uma tecla “Ç”, ao lado da tecla ENTER.

Feitas essas configurações, o Windows irá acentuar normalmente.
Acentuação no MS-DOS do Windows 95 e 98

Quando fazemos a instalação do Windows 95 ou 98, são criados automaticamente arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT com os seguintes comandos:

No CONFIG.SYS:
device=c:\windows\command\display.sys com=(ega,,1)
country=055,850,c:\windows\command\country.sys

No AUTOEXEC.BAT:
mode con codepage prepare=((850) c:\windows\command\ega.cpi)
mode com codepage select=850
keyb br,,c:\windows\command\keyboard.sys

Esses comandos funcionam com o teclado de layout “Estados Unidos – Internacional” (sem “Ç”). Já a configuração do teclado ABNT consite em alterar a linha do KEYB no AUTOEXEC.BAT para:

KEYB BR,,C:\WINDOWS\COMMAND\KEYBRD2.SYS /ID:275

O KEYBOARD.SYS não dá suporte ao funcionamento do teclado ABNT, por isso é preciso usar o driver alternativo KEYBRD2.SYS. Não esqueça do usar o parâmetro /ID:275.

Quando esses comandos são usados corretamente no CONFIG.SYS e no AUTOEXEC.BAT, a acentuação do teclado funcionará tanto no modo MS-DOS quanto no Prompt do MS-DOS sob o Windows.
Acentuação no MS-DOS do Windows ME

Para que o teclado funcione corretamente no ambiente Windows ME, utilize a configuração de idioma e layout no Painel de Controle, como já mostramos para o Windows 95 e 98. O problema é o funcionamento do teclado no MS-DOS. Você pode utilizar o método de configuração do teclado no DOS, já mostrado para o Windows 95 e 98. Este método funcionará quando realizarmos um boot através de um disquete, desde que os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT sejam configurados corretamente. A configuração pode ser feita tanto para o teclado comum (Estados Unidos – Interncional) quanto para o teclado ABNT, já que os arquivos KEYBORAD.SYS e KEYBRD2.SYS continuam no mesmo lugar. O problema é o KEYB.COM, necessário ao funcionamento do teclado. Este programa não é instalado com o Windows ME, e não está no diretório C:\Windows\Command, como ocorre nas versões anteriores do Windows. O KEYB.COM pode ser encontrado no disquete de inicialização que acompanha o Windows ME. Basta copiá-lo então para o diretório C:\Windows\Command e os comandos que já apresentamos funcionarão quando for realizado um boot por disquete.

Um pouco diferente é a configuração do teclado para o Prompt do MS-DOS sob o Windows. Existe um método recomendado pela Microsoft que consiste em criar um arquivo C:\WINDOWS\TECLADO.BAT com o seguinte conteúdo:

a) Para teclados com layout Estados Unidos – Internacional:
mode con codepage prepare=((850) C:\WINDOWS\COMMAND\ega.cpi)
mode con codepage select=850
c:\windows\command\keyb br,,C:\WINDOWS\COMMAND\keyboard.sys > NULL
b) Para teclados com layout ABNT
mode con codepage prepare=((850) C:\WINDOWS\COMMAND\ega.cpi)
mode con codepage select=850
c:\windows\command\keyb br,,C:\WINDOWS\COMMAND\KRYBRD2.SYS /ID:275 > NULL

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Figura 32

Propriedades do MS-DOS.

 

 

 

Altere as propriedades do Prompt do MS-DOS para que o arquivo TECLADO.BAT seja executado no início do Prompt. Para isso, clique no ícone do MS-DOS com o botão direito do mouse e no menu escolha a opção Propriedades. Selecione a guia Programa e no campo Arquivo de lote use C:\WINDOWS\TECLADO.BAT, como mostra a figura 32. A partir daí o teclado funcionará corretamente no Prompt do MS-DOS sob o Windows.

Existe um outro método para fazer esta configuração que dispensa a criação do arquivo TECLADO.BAT e não requer o programa KEYB.COM. Consiste em usar o programa MSCONFIG (Iniciar / Executar / MSCONFIG) e selecionar a guia Internacional (figura 33).

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Figura 33

Configurações internacionais no MSCONFIG.

 

 

 

Selecione o idioma Português-Brasileiro e o quadro aparecerá com todos os seus campos corretamente preenchidos. Essas configurações são válidas para o teclado Estados Unidos – Internacional. Para o teclado ABNT, basta usar o arquivo KEYBRD2.SYS ao invés do KEYBOARD.SYS e preencher com 275 o campo de Layout do teclado.
Acentuação no Windows XP

Através do Painel de Controle do Windows XP, definimos o Idioma e o layout do teclado. Essas configurações serão válidas tanto para os aplicativos do Windows quanto para o Prompt de Comando (MS-DOS sob o Windows). Use então:

Iniciar / Painel de Controle / Opções Regionais e de Idioma

No quadro apresentado selecione a guia Idiomas e clique no botão Detalhes. Será apresentado o quadro da figura 34.

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Figura 34

Configurações de idioma para o teclado.

 

 

 

Será indicado o idioma atual (Português) e o layout do teclado definido durante a instalação do Windows. No exemplo da figura 34, o teclado foi definido como Estados Unidos Internacional. Para configurar um teclado ABNT, usamos o botão Adicionar. Será apresentado um quadro como o da figura 35. Basta então indicar o layout Brasil ABNT. As configurações terão efeito depois que o Windows for reiniciado.

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Figura 35

Indicando o idioma e o layout do teclado.

 

 

 

A acentuação no modo MS-DOS, obtido quando é feito o boot por um disquete, é um pouco diferente. Quanto formatamos um disquete com a opção de gerar os arquivos do sistema, são criados neste disquete arquivos AUTOEXEC.BAT e CONFIG.SYS com o seguinte conteúdo:

AUTOEXEC.BAT:
mode con codepage prepare=((850) ega.cpi)
mode con codepage select=850
keyb br,,keybrd2.sys

CONFIG.SYS:
device=display.sys con=(ega,,1)

O comando KEYB com o parâmetro KEYBRD2.SYS indicado acima funcionará com o teclado padrão E.U.A. Internacional (sem “Ç”). Para configurar um teclado ABNT basta adicionar o parâmetro /ID:275. A terceira linha do AUTOEXEC.BAT ficaria portanto com:

keyb br,,keybrd2.sys /ID:275

As mesmas configurações de acentuação são também válidas para o Windows 2000.
Melhorando o desempenho do vídeo

Terminada esta breve apresentação do Linux, voltamos agora a falar sobre hardware e sobre o Windows. Uma placa de vídeo dificilmente apresenta variações acentuadas no seu desempenho. Ou a placa é rápida, ou não é. Ainda assim podemos tomar algumas providências para melhorar o desempenho:

a) Instale um driver novo. Normalmente os drivers de vídeo nativos do Windows apresentam desempenho inferior ao dos drivers oferecidos pelo fabricante da placa de vídeo. Também podem ocorrer diferenças de desempenho entre as diversas versões de drivers de uma placa oferecidos pelo mesmo fabricante. A placa pode ser lançada com drivers provisórios, e posteriormente serem feitas otimizações de desempenho, obtidas com o uso dos novos drivers.

b) Reduza a resolução e o número de cores. Quanto maior é a resolução e o número de cores, mais velozes precisam ser o processador e a placa de vídeo. Uma configuração pode não funcionar satisfatoriamente com 1024×768 e 32 bits por pixel, mas pode ter o desempenho melhorado se usarmos resoluções de 640×480 ou 800×600, e/ou se reduzirmos o número de cores para 16 bits por pixel. Se a qualidade gráfica não for satisfatória para a aplicação desejada, a solução é fazer um upgrade, instalando uma nova placa de vídeo.

c) Reduza a freqüência vertical. Valores superiores a 75 Hz não trazem melhoramentos na estabilidade da imagem e têm a vantagem de manter a memória de vídeo mais ocupada. Usando freqüências menores (o ideal é entre 70 e 75 Hz), a memória de vídeo ficará mais tempo livre para uso pelo processador gráfico, o que aumentará sensivelmente o desempenho.

d) Vídeo onboard em geral é lento. Não adianta tentar “tirar água de pedra”. A maioria dos circuitos de vídeo onboard são lentos, e mesmo sendo 3D, não foram feitos para aplicações gráficas pesadas, e sim para office applications. A única forma de melhorar o desempenho gráfico nesses casos é instalando uma nova placa de vídeo.

e) Para jogos que operam sob o MS-DOS, o desempenho gráfico é melhorado quando usamos no CMOS Setup as opções Video ROM Shadow e Video BIOS Cacheable.
Melhorando o desempenho do disco

Certos ajustes na configuração do Windows, relacionados ao desempenho, precisam ser feitos manualmente. O mais importante deles é a habilitação da transferêcia de dados do disco rígido em modo Ultra DMA. Se este ajuste não for feito, o disco rígido ficará limitado ao PIO Mode 4, resultando em uma taxa de transferência externa de apenas 16,6 MB/s. Discos rígidos modernos, quando configurados corretamente, operam em modos ATA-33, ATA-66, ATA-100 e ATA-133, com taxas de transferência externas de 33 MB/s, 66 MB/s, 100 MB/s e 133 MB/s, respectivamente.

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Figura 54

Habilitando o Ultra DMA no Windows 9x/ME.

 

 

 

A figura 54 mostra como habilitar a operação em Ultra DMA no Windows 9x/ME. Feita esta configuração, será usada a maior taxa de transferêcia externa possível, desde que compatível com o disco rígido e com o chipset. Partindo do Gerenciador de Dispositivos, aplicamos um clique duplo no item Generic IDE DISK. No quadro de propriedades apresentado selecionamos a guia Configurações e marcamos a opção DMA. Note que o mesmo ajuste também pode ser feito no drive de CD-ROM. O computador será reinicializado para que as alterações façam efeito. No Windows XP, este mesmo ajuste é feito também pelo Gerenciador de Dispositivos, porém no quadro de propriedades das interfaces IDE, e não dos discos. Temos acesso às configurações de DMA para os dispositivos Master e Slave de cada interface (figura 55).

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Figura 55

Para ativar modos Ultra DMA no Windows XP.

 

 

 

Para que as transferências por DMA funcionem, é preciso também que estejam habilitadas no CMOS Setup. Verifique portanto se os modos de transferência dos discos rígidos estão declarados no CMOS Setup como Ultra DMA ou AUTO. Se esta programação não estiver correta, os discos poderão ficar limitados ao PIO Mode 4.

Para que o conjunto HD / Drive de CD-ROM funcione com maior desempenho, é recomendável instalar o disco rígido na interface IDE primária e o drive de CD-ROM na interface IDE secundária. Isto tornará os acessos a ambos os dispositivos independentes, podendo inclusive serem feitos de forma simultânea.

Uma outra providência importante para ter um melhor desempenho é ajustar o sistema de arquivos de forma que a memória disponível seja utilizada como cache de disco. Para fazer este ajuste, use o comando Sistema no Painel de Controle e selecione a guia Desempenho. Clique em Sistema de arquivos e Disco rígido. O quadro terá o aspecto mostrado na figura 56. O campo “Função deste computador” deve ser programado como Servidor de rede. Não significa que o PC será usado como servidor, e sim que uma maior área de memória será usada para a memorização de localizações de arquivos e diretórios, tornando a cache de disco do Windows mais eficiente. Devemos também colocar no valor máximo o controle de otimização de leitura antecipada, como mostra a figura 56.

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Figura 56

Ajustando o sistema de arquivos para melhor aproveitamento da memória.

 

 

 

A configuração do sistema de arquivos como Servidor aumenta a atividade da cache de disco do Windows, mas isto só pode ser feito quando o computador tem bastante memória. Um PC com 128 MB experimentará maior ganho de desempenho no disco que um outro com apenas 64 MB. Portanto uma expansão de memória é uma boa forma de aumentar o desempenho do sistema de arquivos do Windows.

Esses ajustes no Windows XP são um pouco diferentes. Usamos o comando Sistema no Painel de Controle e será apresentado um quadro no qual selecionamos a guia Avançado (figura 57).

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Figura 57

Configurações de desempenho no Windows XP.

 

 

 

No campo Desempenho, clicamos no botão Configurações. Será apresentado o quadro de opções de Desempenho, com duas guias: Efeitos visuais (figura 58) e Avançado (figura 59).

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Figura 58

Otimizando os efeitos visuais.

 

 

 

Na guia de efeitos visuais, podemos escolher entre melhor aparência e melhor desempenho. Quando usamos a opção melhor desempenho, diversos efeitos visuais serão desativados para que as opreções na tela sejam mais rápidas. Podemos ainda deixar que o Windows escolha a melhor configuração, ou então personalizar o uso dos efeitos visuais.

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Figura 59

Otimização de programas e uso da memória.

 

 

 

Na guia Avançado (figura 59) podemos ajustar o uso da memória para programas ou para a cache do sistema. Usamos esta segunda opção quando queremos aumentar o desempenho do disco.

No MS-DOS, o desempenho do disco também pode ser melhorado com o uso do programa SMARTDRV.EXE, encontrado em C:\Windows.

Além de todas essas providências de ordem física, devemos ainda tomar outras de ordem lógica. O Windows tende a se tornar lento com o passar do tempo, por diversos motivos. Isto torna, por exemplo, o seu boot bem mais demorado. Para melhorar a situação, faça o seguinte:

1) Desinstale programas desnecessários
2) Use o utilitário Limpeza de Disco (menu de Ferramentas do Sistema)
3) Use o Desfragmentador de Disco pelo menos uma vez por mês

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Figura 60

Desfragmentador de disco no Windows XP.

 

 

 

A figura 60 mostra o desfragmentador de disco do Windows XP. Para chegar a ele usamos Painel de Controle / Ferramentas administrativas / Gerenciamento do computador / Desfragmentador de disco.

Windows 2000 / XP

O Windows 2000 corresponde à versão 5.0 do Windows NT, e seu visual é bastante parecido com o do Windows 98 e Windows ME. Seu processo de instalação é ligeiramente diferente. Podemos considerar o Windows XP como uma espécie de “Windows NT versão 6.0”.

OBS.: A instalação do Windows XP é praticamente idêntica à do Windows 2000.

Uma das várias diferenças é o seu sistema de arquivos. O Windows 9x (95, 98 e ME) utiliza o sistema FAT (File Allocation Table, ou Tabela de Alocação de Arquivos). O método usado pelo Windows 2000 é completamente diferente, e é chamado de NTFS (NT File System). O Windows 2000 pode ainda trabalhar em discos com FAT32. A eficiência da FAT32 é menor que a do NTFS, mas usar FAT32 torna possível acessar arquivos de forma simultânea pelo Windows 9x/ME e pelo Windows 2000/XP.

Quando fazemos o particionamento e a formatação do disco rígido, usamos os programas FDISK e FORMAT, que resultam na FAT32. Deixar o disco inicialmente com FAT32 é uma boa idéia se quisermos executar programas de diagnóstico para checagem do disco rígido. Esses programas normalmente operam no modo MS-DOS com FAT16 ou FAT32. Seja como for, durante a instalação do Windows 2000 podemos optar por deixar o disco formatado com FAT32 ou fazer a sua conversão para NTFS. Se não quisermos usar os programas FDISK e FORMAT, podemos deixar o disco rígido sem partição alguma. O programa de instalação do Windows 2000 irá criar partições do NTFS.
Preparação do disco rígido

Ao executarmos o boot com o CD de instalação, entrará em ação um programa de “pré instalação”. Este programa não fará a instalação propriamente dita, apenas dará início a ela. Ele vai preparar o disco rígido, copiará para ele os arquivos de instalação e executará um boot, que desta vez deverá ser com o disco rígido, para que o processo de instalação continue.

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Figura 36 – Indicando a partição a ser usada.

A tela deste programa (figura 36) pode assumir diferentes aspectos, dependendo das partições existentes no disco rígido. Com ela podemos:

· Deletar partições

· Criar partições FAT32 e NTFS

· Indicar a instalação para uma área ainda não particionada

Podemos até mesmo utilizar o recurso Dual Boot. Se o disco rígido tiver uma partição primária com o Windows 9x ou ME já instalado, e um espaço livre descontando a partição primária, podemos utilizar este espaço para criar uma partição para instalar o Windows 2000. Podemos ainda instalar o Windows 2000 no mesmo drive lógico onde está o Windows 9x/ME. Ao ligarmos o computador será apresentado um gerenciador de boot com o qual podemos escolher entre o Windows ME e o Windows 2000. No nosso exemplo usaremos o caso mais simples. Nosso disco rígido está inteiramente formatado com FAT32. Faremos a instalação nesta partição única, mas usaremos a conversão para NTFS.

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Figura 37 – Indicando como a partição deve ser usada.

Na tela da figura 37 indicamos como deve ser tratada a partição na qual o Windows 2000 vai ser instalado. Estamos usando uma partição com FAT32 e faremos a conversão para NTFS. Isto tornará os dados desta partição inacessíveis a sistemas que operam com FAT32, como Windows 9x/ME e MS-DOS.

Será dado início à cópia dos arquivos do CD-ROM para o disco rígido. Note que neste momento ainda não existe conversão para FAT32. Ela só será feita depois que o próximo boot for realizado. Terminada a cópia dos arquivos, retiramos o CD-ROM e executamos um boot pelo disco rígido.
O processo de instalação

No início do próximo boot, entrará em ação o programa de instalação. Ele começará com a conversão de FAT32 para NTFS, conforme comandamos na primeira etapa. Note que neste momento, os arquivos de instalação do Windows 2000 já foram copiados para o disco rígido. A conversão será feita sem a perda desses dados. Feita a conversão, que demora alguns minutos, será executado mais um boot pelo disco rígido. Devemos ainda ter em mãos o CD-ROM de instalação, pois será pedido para o restante do processo. O processo de instalação continuará com as seguintes etapas:

· Detecção de dispositivos de hardware e instalação dos seus drivers

· Definição de país e idioma

· Definição do layout do teclado

· Informação do nome do usuário e empresa

· Entrada da Product-Key, a senha impressa na embalagem do CD

· Indicação de data, hora e fuso horário

· Instalação dos componentes de rede

· Mais um boot

· Informação do nome do usuário e senha

Terminado o processo de instalação, teremos a área de trabalho do Windows 2000, bastante similar à do Windows 95 e Windows ME, exceto por alguns pequenos efeitos visuais diferentes. Os comandos também estão quase todos no mesmo lugar. Veja por exemplo na figura 38 o comando de configurações de vídeo. Aqui indicamos a resolução número de cores a serem usados.

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Figura 38

Configurações de vídeo no Windows 2000.

 

 

 

Usando o botão Avançado, chegaremos ao quadro de propriedades do monitor e placa de vídeo, bem parecido com o do Windows 9x. Aqui podemos por exemplo selecionar a guia Monitor para regular a taxa de atualização.

O Gerenciador de Dispositivos é bastante parecido. Possui formato de janela redimensionável ao invés de usar um quadro de tamanho fixo, mas apresenta os mesmos itens de hardware exibidos no Windows 9x/ME.

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Figura 39

Gerenciador de dispositivos do Windows 2000.

 

 

 

Observe que no exemplo da figura 39, a placa de som, a placa de vídeo e a placa de rede estão corretamente instalados com os drivers nativos do Windows 2000. Apenas o modem ficou sem drivers instalados, e consta em Outros dispositivos como Controlador de comunicação PCI simples. Para instalar seus drivers, clicamos neste item, selecionamos a guia Driver e usamos o botão Atualizar Driver. Entrará em ação o assistente para atualização de driver, mostrado na figura 40. Visualmente é um pouco diferente, mas opera de forma similar aos assistentes do Windows 98 e Windows ME.

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Figura 40

Assistente para atualização de driver.

 

 

 

Usamos na figura 41, a opção “Procurar por um driver adequado para o dispositivo”, e poderemos assim usar o driver presente em um disquete, em um CD-ROM ou previamente descomprimido em um diretório.

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Figura 41

Indicando como o driver vai ser encontrado.

 

 

 

Chegamos então a um quadro onde indicamos onde o driver deve ser procurado: disquete, CD-ROM, em um diretório do disco rígido, ou até mesmo na rede. O processo é bem parecido com o do Windows 9x. Este é o método padrão de instalação, mas assim como ocorre no Windows 9x, alguns fabricantes podem criar programas de instalação para os drivers.
Drivers a serem instalados

Assim como ocorre com outras versões do Windows, temos que instalar drivers para a placa de CPU e para os demais dispositivos de hardware. É recomendável utilizar as versões mais recentes, disponíveis nos sites dos fabricantes.

Linux

O Linux é um sistema operacional de utilização relativamente fácil, do ponto de vista do usuário, apesar de ser um pouco mais difícil para quem precisa instalar, configurar parâmetros do sistema e adicionar hardware. Possui várias interfaces gráficas, entre as quais o KDE, que é muito parecido com o Windows. É acompanhado de programas como o Netscape para acesso à Internet e o Star Office, pacote de utilitários similar ao Microsoft Office. Várias empresas no Brasil fazem a distribuição do Linux, entre elas a Conectiva (www.conectiva.com.br).

O Linux pode ser instalado em um disco rígido vazio, sem partições. Para isso devemos usar o programa FDISK para eliminar as partições do disco rígido. Se quisermos podemos deixar o disco rígido inteiramente ocupado por uma partição do DOS/Windows. O programa de instalação do Linux irá cortar esta partição, deixando espaço livre para que ele crie uma nova partição “não-DOS” para seu sistema de arquivos. Finalmente, podemos criar as partições no disco usando o FDISK, deixando um espaço livre, não ocupado por partições, no qual o Linux será posteriormente instalado. O gerenciador de boot do Linux permite que possamos escolher, na ocasião do boot, se queremos usar o Windows ou o Linux. Partições usadas pelo Windows poderão ser acessadas pelo Linux.
Preparação de modems

Muitas pessoas vão dizer que o Linux exige modems “jampiados”. Esta palavra é realmente bem estranha, por isso a colocamos entre aspas. Ela é muito empregada informalmente entre os conhecedores de hardware, apesar de sintaticamente e tecnicamente estar errada. Ela se refere a dispositivos que possuem jumpers. No caso estamos falando dos modems de legado (não Plug and Play), que possuem jumpers para definir o endereço de E/S (COM1, COM2, COM3 ou COM4) e a IRQ a ser utilizada pelo modem. O problema aqui é que o Linux não reconhece automaticamente modems Plug and Play, e a solução mais simples para o problema é usar um modem de legado, ou seja, com jumpers. Esses modems podem ser configurados de várias formas, entre as quais:

COM3 ou COM4, usando uma interrupção livre, como IRQ9
COM2, usando IRQ3

Se você quer usá-lo como COM2, terá que desabilitar a COM2 da placa de CPU, através do CMOS Setup. Em qualquer dos casos será preciso reservar no CMOS Setup, a IRQ a ser usada para o modem. Para isso use o menu PCI/PnP do CMOS Setup e programe a interrupção a ser usada pelo modem como Legacy/ISA.

O Linux pode também utilizar modems Plug and Play, desde que tenham DSP (digital signal processor), ou seja, que eles não sejam Winmodems (também chamados de soft modems ou HSP modems). A configuração dos modems com DSP pode ser feita manualmente no Linux, sem problemas, como mostraremos mais adiante.

Problemática é a instalação dos Winmodems. Não são modems verdadeiros, e sim, placas com alguns circuitos de modem. Os circuitos não existentes (o DSP, por exemplo) são implementados por software, que é executado pelo processador da placa de CPU. Esses modems foram feitos para funcionar no Windows, e a maioria deles não funcionam no Linux. Seus fabricantes têm mostrado pouco interesse em compatibilizá-los com o Linux, mas vários deles já foram compatibilizados. Os drivers para esses modems nem sempre são criados pelos seus fabricantes, e sim por colaboradores independentes.
O processo de instalação

Execute um boot com o CD de instalação do Linux. Todos os PCs modernos permitem fazer o boot pelo drive de CD-ROM. Se isto não for possível, como por exemplo no caso de PCs antigos, faça o boot pelo disquete de instalação que acompanha o Linux.

Ao executarmos o boot pelo CD de instalação do Linux, será mostrada a tela do GRUB (figura 42). Podemos escolher o tipo de instalação e teclar ENTER.

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Figura 42 – Início da instalação do Linux.

Seguirão algumas telas onde informamos o tipo de teclado e mouse, monitor e placa de vídeo. O processo é quase automático e requer muito pouca intervenção do usuário, mas optamos por não detalhá-lo, já que existem diferenças dependendo da versão utilizada.
O ambiente KDE

Para aqueles que já conhecem o Windows e querem aprender Linux, o KDE é uma excelente forma de começar. Ao ser executado o boot, é perguntado o gerenciador a ser utilizado. Escolhemos então KDE. Será também preciso efetuar o login do usuário.

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Figura 43 – O ambiente KDE.

A figura 43 mostra o aspecto da área de trabalho no KDE. Qualquer semelhança com o Windows é meramente proposital. A maioria dos comandos que são realizados no Windows, são encontrados de forma semelhante no KDE.

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Figura 44 – Centro de controle KDE.

Quem precisa instalar e configurar hardware no Windows precisa conhecer o Painel de Controle. No KDE, o correspondente é o Centro de Controle KDE. Ele é obtido com o comando K / Centro de Controle. Observe que o botão “K”, localizado na parte esquerda da barra de tarefas, é o correspondente ao botão Iniciar do Windows. A figura 44 mostra uma parte das informações obtidas com o Centro de Controle KDE. Neste exemplo selecionamos o item Informações / PCI. Observe na parte direita da janela, várias informações sobre os dispositivos PCI, entre as quais:

Serial controller: Unknown vendor Unknown device (ver 1).
Vendor id=12b9. Device id=1008,
Medium devsel. IRQ5.
I/O at 0xdc00 [0xdc01]

Essas informações serão importantes quando formos configurar o modem. Será preciso informar a IRQ (no nosso exemplo é 5) e o endereço de I/O (no nosso exemplo é 0xdc00.
Configurando o monitor no Linux

A placa de vídeo é configurada na ocasião da instalação do Linux. O mesmo ocorre com o monitor, mas podemos posteriormente mudar esta configuração. Para isso usamos o utilitário Xconfigurator. Tome cuidado, pois o Linux é “case sensitive”. Isto significa que faz distinção entre letras maiúsculas e minúsculas. A palavra Xconfigurator, por exemplo, deve ser usada exatamente assim, com “X” maiúsculo e o restante das letras minúsculas. O Xconfigurator é executado em uma janela de Terminal, um modo que lembra muito o MS-DOS. Para executar o Terminal, usamos:

K / Sistema / Terminal (modo super-usuário)

A janela do Terminal será aberta, como vemos na figura 45. Podemos então teclar Xconfigurator.

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Figura 45

Executando o Terminal.

 

 

 

Uma outra forma de executar o Xconfigurator é usando K / Executar. Preenchemos o nome Xconfigurator e clicamos no botão Opções. Marcamos então a opção “Executar no terminal”. O Xconfigurator começará informando a placa de vídeo detectada, como vemos na figura 46.

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Figura 46

Placa de vídeo detectada.

 

 

 

A seguir é apresenta a seleção de monitor. Inicialmente selecionamos o fabricante na lista, e depois selecionamos o modelo. Podemos ainda usar a opção Personalizado, como mostra a figura 47.

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Figura 47

Escolhendo a marca e o modelo do monitor.

 

 

 

Podemos agora escolher um entre os vários modelos personalizados, baseados nas informações do manual do monitor: resolução e freqüência vertical em cada uma dessas resoluções. A maioria dos monitores simples de fabricação nos últimos anos aceita a opção “SVGA não entrelaçado, 1024×768 em 60 Hz, 800×600 em 72 Hz”. Monitores mais avançados podem operar nessas resoluções com 72 ou 75 Hz. Consulte o manual do seu monitor para saber os modos suportados.

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Figura 48

Configurando um monitor no modo personalizado.

 

 

 

O programa fará mais algumas perguntas, como a faixa de freqüências verticais permitidas. A opção “50-90” é a mais indicada. Perguntará ainda a quantidade de memória de vídeo existente na placa de vídeo. Perguntará ainda uma “Configuração de Clockchip”, que pode ficar desativada. Finalmente perguntará as resoluções e modos gráficos que serão utilizados, como vemos na figura 49. A seguir serão feitos testes dessas resoluções e modos gráficos, e estará finalizada a configuração.

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Figura 49

Escolhendo os modos gráficos a serem usados.

 
Configurando o modem no Linux

Como já abordamos, a maioria dos modems atuais foram feitos para funcionar no Windows, e o Linux não é capaz de reconhecê-los, configurá-los e usá-los. Algumas dessas restrições podem ser vencidas, mas nem todos os modems podem ser usados. Vejamos então os tipos de modems que o Linux reconhece e como utilizá-los.

Os modems que não são Plug and Play e não são soft modems funcionam perfeitamente no Linux. Eles até podem ser Plug and Play, mas é preciso que possam ser ativados pelo BIOS, sem a necessidade de programações do Windows. Todos os modems que possuem jumpers recaem nesta categoria. Eles são os chamados “Legacy Modems”, ou “modems de legado”. Possuem jumpers para definir a porta serial e a IRQ que utilizam. Para que o Linux os utilize, basta usar o programa linuxconf e indicar a porta serial usada, como veremos adiante.

Um pouco mais complicado é quando o modem é Plug and Play. Normalmente os modelos PCI recaem nesta categoria, mas existem também modelos ISA Plug and Play. Modelos ISA Plug and Play podem operar de dois modos: Legado e Plug and Play. Para que operem no modo de legado, basta instalar os jumpers para definir a porta e a IRQ. Recomendamos que esses modems sejam configurados assim no Linux. Para que operem no modo PnP, basta retirar os jumpers. Deixe os jumpers desses modems instalados e use a instalação padrão com o linuxconf. No CMOS Setup, desabilite a opção Boot with PnP OS.

Para usar um modem PCI que não seja Winmodem (ou seja, que execute seu trabalho 100% por hardware), é preciso descobrir o seu endereço de I/O e sua IRQ. Esta informação pode ser obtida com a ajuda do Centro de controle KDE (figura 44). Neste exemplo temos:

· Endereço de I/O: 0xdc00

· Interrupção: IRQ 5

Execute então o Terminal em modo super-usuário e utilize os comandos mostrados na figura 50:

cd /dev
./MAKEDEV ttyS14
setserial /dev/ttyS14 port 0xdc00 irq 5 uart 16550a
ln -sf /dev/ttyS14 /dev/modem

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Figura 50 – Ativando o modem PCI PnP com o Termina

Caso o programa setserial não esteja instalado, insira o CD de instalação do Linux e monte-o:

mount /mnt/cdrom

Instale o pacote:

rpm -ivh /mnt/cdrom/conectiva/RPMS/setserial-*

Os quatro comandos mostrados na figura 50 têm o seguinte significado:

1) Entra no diretório /dev
2) Cria o dispositivo ttyS14
3) Programa os parâmetros da porta serial
4) Cria um link para o modem

Terminados esses comandos, podemos usar, na própria janela do Terminal, o programa linuxconf (figura 51). Clique na guia Configuração.

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Figura 51

O programa linuxconf.

 

 

 

Use neste programa a opção Serviços diversos. Será mostrada a janela da figura 52, onde devemos clicar em Modem.

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Figura 52

Clique em Modem.

 

 

 

Será mostrado o quadro da figura 53. Note que modems que possuem jumpers não necessitam dos 4 comandos especiais usados na figura 50. Podemos ir diretamente a esta janela para indicar a porta serial na qual está ligado o modem. No caso de modems PCI PnP, temos que usar no quadro da figura 53, o botão Detect. O modem será encontrado e será usada a “porta” ttyS14 que criamos na janela da figura 50.

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Figura 53

Indicando a porta serial onde está ligado o modem

 

 

 

Podemos agora clicar em OK e em Aceitar na figura 53. O modem está pronto para ser usado. Basta usar o discador KPPP (K / Internet / Discador KPPP). Preenchemos o número do provedor, o nome do usuário e a senha. Estabelecida a conexão, usamos o Netscape Navigator.

Aos poucos, drivers para soft modems estão sendo criados para o Linux. Você encontrará informações a respeito em www.linmodems.org.