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2002 – Miscelânea (Perguntas e Respostas)

1) Tomada de 3 pinos
Tenho uma dúvida e um comentário a fazer e queria sua opinião. Primeiro minha dúvida; em quase todos os estabilizadores de tensão que já vi e os que possuo ( um TS shara e SMS ) vem uma etiqueta informando que os fios fase e neutro devem seguir um critério:

O pino com formato cilindrico corresponde ao terra
O pino superior esquerdo corresponde a fase
O pino superior direito corresponde a neutro

Esse esquema deve ser seguido à risca? (não sei exatamente se minhas tomas estão instaladas conforme o exigido). E se em caso positivo (que se deve seguir à risca esse critério) como fica em estado que as tomadas têm fases nas duas pontas da fiação (por exemplo 220 v em Minas Gerais), não é meu caso, pois resido em Goiás, ou seja, possui fase e neutro.

E segundo, o comentário; Geralmente os usuários de informática que trabalham com manutenção de hardware, “não prestam atenção” com a questão de parafusar ou desparafusar os parafusos dos HD, CD-ROM, floppy, fontes de alimentação, placas de espansão, pois com o atrito dos parafuso na carcaça, geralmente ocorre o desgaste ou rosar das peças, liberando limárias de ferro, que caindo sobre os circuitos, com certeza provocarão erros insolucionáveis até a sua limpeza, é claro. Percebi quando resolvi desmotar TODO o gabinete para fazer uma limpeza períodica de poeira e rearanjo do flats. Gostaria de saber seu comentário a respeito.

Resposta:
O padrão dos três pinos da tomada deve ser seguido, mas quando não é, não significa que vão ocorrer problemas. Podem ocorrer ou não, dependendo dos equipamentos ligados. É mais uma questão de segurança e normatização. É bom que seja providenciada a correção das tomadas, mas não precisa sair correndo para fazer isso. Nas instalações de 220 volts, é usada uma tomada com 3 pinos chatos, sendo que os dois extremos são fases (não existe distinção entre as duas fases) e o central é o terra. Também pode ser usada uma tomada similar à de 110 volts, com dois pinos chatos e um redondo, sendo que as duas fases são ligadas nos dois pinos chatos. A questão do aparafusamento é realmente importante. Se o técnico não for cuidadoso, poderá soltar partículas de metal que mais tarde provocarão problemas no PC.

 

2) Disquetes de 1.66 MB?
Antigamente eu só possuía um programa que formatava disquetes comuns de 1.44 e 1.66. Não possuo mais esse programa. Gostaria de saber o nome de algum outro similar e como é possível transformar 1.44 em 1.66. Interessante é que os disquetes de instalação do próprio Windows vêm em discos de 1.66.

Resposta:
A formatação de disquetes com até 1,66 MB pode ser feita com o programa FDFORMAT, um utilitário que faz parte do pacote COPYQM. Tratam-se de programas para DOS que podem ser encontrados em bibliotecas de shareware, como www.shareware.com e www.download.com, entre outras. Esses programas são capazes de formatar as trilhas de um disquete usando até 21 setores, contra apenas 18 usados no formato padrão. Também podem usar 81 ou 82 trilhas, ao invés das 80 usadas como padrão. Já utilizei bastante esses programas, e os disquetes gerados podem ser lidos em qualquer drive, com qualquer versão do Windows ou do MS-DOS.

 

3) Certificação A+
Sou técnico em eletrônica, leitor dos seus livros e da coluna Ciranda Cibernética, moro em Belo Horizonte. Gostaria de saber mais a respeito da Certificação A+. O que você acha sobre o assunto e quais as vantagens em ser certificado?

Resposta:
A Certificação A+ é obtida mediante a realização de uma prova coordenada pela CompTIA (www.comptia.org). Existem inúmeros centros de certificação no Brasil que podem aplicar as provas. Em Belo Horizonte podemos citar a TBA (3223-3300), a A&C (3261-4567), a ATT (3298-4640) e a Nethouse (3286-4288). Os centros de certificação não necessariamente oferecem treinamento, podem simplesmente aplicar as provas. São feitas duas provas, sendo a primeira sobre hardware e a segunda sobre DOS e Windows. A prova é feita on-line, e é formada por questões de múltipla escolha. Ao ser reprovado, o candidato pode tentar realizá-la novamente, porém as questões variam de uma prova para outra. A certificação A+ é um bom melhoramento para o currículo do técnico. Normalmente os técnicos testam os conhecimentos que já possuem, ou estudam em livros e cursos. Um técnico experiente e com bons conhecimentos normalmente tem facilidade em receber a certificação.