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2000 – Disco rígido e unidades de fita (Perguntas e Respostas)

1) Novo disco rígido para um IBM Aptiva
Tenho um IBM Aptiva k45 (pentium 100, 40 MB de RAM, sem memória cache, Hd de 1.2 Gb e placa de som é a mesma placa de modem, a famosa MWave).Gostaria de saber o seguinte: Vou comprar um HD de 6,4 ou 8.4 Gb e gostaria de saber a melhor marca e o que devo fazer para instalá-lo, meu computador é desktop. Porque será que o meu modem (28.800) só consegue conectar a 14.400? Quando conecto a 28.800, a ligação cai poucos segundos após a conexão, sem que eu consiga fazer nada. Porque minha caixa de som emite ruídos altos e estranhos ao abaixar ou aumentar o volume?
Resposta:
Considero como melhores marcas a Seagate, Western Digital e Quantum. Talvez você tenha dificuldades de encontrá-las, pois a maioria das lojas oferece modelos da Samsung e Fujitsu, mais baratos porém de confiabilidade menor. Se não conseguir, sugiro www.cdr.com.br. Fique entretanto preparado, pois o BIOS do seu computador pode não ser capaz de reconhecer o HD em sua plena capacidade. Alguns modelos antigos (da época do Pentium-100) têm limites máximos de 2 GB ou 4 GB. Nesses casos para que a capacidade total do disco seja reconhecida, faça a instalação através do programa Disk Manager, que pode ser obtido no site do fabricante do disco rígido (www.seagate.com, www.wdc.com, www.quantum.com). O problema do seu mode provavelmente está ligado à má qualidade da linha telefônica, muito ruidosa a ponto de impedir a conexão confiável acima de 14.400 bps. A caixa de som está com mau contato no potenciômetro de controle do volume, problema que pode ser solucionado com spray limpador de contatos eletrônicos.

2) HD formatado acidentalmente
Instalei um HD de 8 Gb em meu PC Pentium 233 Mhz com 32 Mb de Ram e usei o FDISK para particioná-lo em 4 unidades de 2 GB cada. Como sou inexperiente nesta tarefa, eu não atentei que um outro HD que eu já havia colocado como escravo seria considerado como unidade D. Acabei formatando acidentalmente meu drive D, perdendo dados. Tentei usar o UNFORMAT do MS-DOS, mas também não tive sucesso. Gostaria de saber se existe alguma maneira de recuperar estes dados ou se eu já devo considerá-los definitivamente perdidos.
Resposta:
Tente utilizar o programa UNFORMAT que acompanha o Norton Utilities. Ele consegue recuperar dados em situações que o UNFORMAT do DOS não resolve. Note entretanto que em ambos os casos, a recuperação não é totalmente segura. Segurança total só é obtida quando instalamos o programa IMAGE, que faz parte do Norton Utilities. Ele tira uma “fotografia” da FAT e diretórios de cada unidade lógica de discos rígidos e guarda esta cópia em uma área protegida no final do drive. Desta forma o Unformat pode ler esses dados e gravá-los novamente no caso de uma formatação acidental. Se não forem feitas gravações no disco formatado acidentalmente, esta recuperação é quase 100% segura. Só não irá recuperar os arquivos criados e alterados após a ultima utilização do Image.

3) Transportando um HD com segurança
Tenho em meu HD aproximadamente de 3.1GB, 650MB de arquivos e programinhas, gostaria de levá-lo a alguém para que possa transferir os dados para um CD-ROM. Minhas dúvidas são: Qual a maneira mais segura de transportar meu HD (tipo de embalagem, contatos a serem evitados)? Quais cuidados tenho que ter para retirá-lo do gabinete? Como faço para utilizar um “HD escravo”, é possível encontrar no mercado HD de 650MB para que possa utilizar com “escravo” em meu computador sem problemas?
Resposta:
Se você não tem experiência com hardware, recomendo que você procure um colega que possua um ZIP Drive paralelo externo. Basta ligar este dispositivo na porta paralela e executar o programa Guest.EXE que acompanha o drive. Você fará então a gravação utilizando 7 zip disks de 100 MB. Os discos podem então ser transportados para o PC no qual está o gravador. Existem também os gravadores de CD que já são paralelos, podendo ser ligados diretamente ao seu computador. Se você realmente pretende transportar o disco rígido, coloque-o dentro de uma embalagem anti-estática (plástico metalizado, normalmente usado para embrulhar placas), e depois de fechado, coloque-o em uma caixa de papelão forrada com espuma plástica.
Usar um HD escravo (ou melhor ainda, ligá-lo como Master na interface IDE secundária) é uma boa opção, mas você precisa estar familiarizado com instalações de hardware.

4) Conversão para FAT32 não deu certo
Instalei o Windows 98 em meu computador; quando fui converter o meu disco rígido para FAT32 o sistema acusou que havia um “cluster” danificado e que não poderia converter a minha unidade de disco rígido. O que devo fazer?
Resposta:
O programa conversor para FAT32 faz com que um disco formatado com FAT16 seja transformado em FAT32 sem perda de dados, mas como se trata de uma operação muito crítica, só realiza a conversão se o disco rígido estiver em perfeitas condições. Um simples setor defeituoso é suficiente para que a conversão não seja feita. Para que este disco use a FAT32 será preciso realizar um backup completo, depois deve ser usado o programa FDISK para deletar as partições originais e criar uma ou mais partições usando a FAT32. A seguir usamos o programa FORMAT, e poderemos então copiar os dados do backup para o disco rígido, já com o novo sistema de arquivos. Sem dúvida é uma operação bastante trabalhosa. Como o seu computador está novo e sem dados importantes, as etapas de backup e restauração de dados podem ser suprimidas. Depois de usar o FORMAT, simplesmente instale o Windows 98 e aplicativos.

5) Letras dos drives
Tenho um disco rigido de 6,0 GB (1), particionado em C: e D: (50% para cada partição) e consegui um disco de 2,5 GB (2) para instalar junto. Precisava que este disco novo fosse reconhecido como E:. Já mudei os jumpers para Slave (1) e Master (2), Slave (1) e Slave (2), já instalei em controladoras IDE diferentes e o disco (2) sempre aparece como D: e a “antiga” unidade D: se transforma em E:, deixando de funcionar os softwares instalados nela.
Resposta:
A forma de instalação padrão é esta mesma, ou seja, C=primeiro drive do primeiro disco, D=primeiro drive do segundo disco, E=segundo drive do primeiro disco. No caso geral, quando temos dois ou mais discos rígidos, cada um deles dividido em vários drives lógicos, as letras que o BIOS dá a cada um deles são as seguintes: C para a partição primária do disco 1, D para a partição primária do disco 2, e assim por diante até terminarem todas as partições primárias de todos os discos. As letras seguintes são distribuídas da seguinte forma: drives lógicos restantes do primeiro disco, drives lógicos restantes do segundo disco, e assim por diante. Existe entretanto uma forma de “burlar” esta seqüência, mas não garanto que irá funcionar em qualquer PC. Deixe no CMOS Setup a interface IDE secundária habilitada mas deixe o seu segundo HD declarado como Not Installed. Para o BIOS, os drives C e D serão as duas partições do primeiro disco. Quando o Windows for carregado, reconhecerá o segundo disco rígido e dará para ele a letra E, e desta forma não provocará a troca das letras do seu primeiro HD.

6) PC só reconhece 6.4 GB
Comprei um HD de 8.2 GB, mas a minha placa de CPU no CMOS SETUP só reconhece 6.4GB, Como faço para particionar esse HD usando 100% da capacidade, mesmo sabendo que no CMOS existe essa limitação. É necessário atualizar o BIOS para instalar esse HD. Gostaria de saber qual o melhor antivírus existente no mercado atualmente e qual me proporcionará uma segurança para que eu possa navegar na Internet podendo baixar arquivos executáveis e efetuar transações bancárias.
Resposta:
BIOS antigos realmente têm problemas para reconhecer discos rígidos de alta capacidade. Para HDs com mais de 8.4 GB, por exemplo, o BIOS Award deve ser posterior a 1/nov/1997 e o BIOS AMI deve ser posterior a 1/jan/1998. Mesmo se o seu BIOS for um pouco mais antigo deveria reconhecer o seu disco rígido, pois tem apenas 8.4 GB. Se com o comando Auto Detect IDE o BIOS só reconhece 6.4 GB, tente entrar manualmente no CMOS Setup, o número de cabeças (HEAD), cilindros (CYLS) e setores (SECTORS) do seu disco rígido. Esta informação está indicada no seu manual, e algumas vezes na própria carcaça do disco. Não esqueça também de ativar a opção LBA (Logical Block Addressing) no CMOS Setup. Se o seu PC for Pentium ou superior e mesmo assim não reconhecer a capacidade correta do disco rígido, é possível fazer uma atualização no BIOS. As informações para tal estão em www.ping.be/bios/. A atualização do BIOS, apesar de resolver problemas como este, não é um processo totalmente seguro. Por exemplo, se faltar energia elétrica ou se o seu PC travar durante a gravação do novo BIOS, a sua placa de CPU ficará inutilizada. Uma solução mais segura, e também obrigatória no caso de PCs mais antigos (586, 486…) é instalar um driver LBA. Este tipo de programa pode ser encontrado no site do fabricante do seu disco rígido. Dois programas muito usados para este fim são o Disk Manager e o EZ Drive. Não deixe de confirmar também se o seu disco rígido é realmente de 8.2 GB. O vendedor pode ter se enganado e entregue um modelo de 6.4 GB. De qualquer forma, no site do fabricante do disco rígido será possível confirmar a capacidade de acordo com o modelo. Quanto ao programa anti-vírus, eu sugiro o pacote VirusScan.

7) HD com Bad Blocks
Gostaria de saber de um programa que elimine os bad blocks dos HD’s FUJITSU. Tal pedido se dá por encontrar em sua página vários programas para esse fim, porém nenhum deles funciona no FUJITSU, o modelo do HD em questão é MPA3026AT. Possuo também um HD PALLADIUM de 1,0 Gb, o qual se encontra na mesma situação do anterior.
Resposta:
Desculpe, mas na minha página não existem programas para eliminação de bad blocks, simplesmente porque esses programas são bastante problemáticos. Há 10 anos atrás, no tempo dos HDs MFM e RLL, era possível realizar uma formatação física, através de um comando do BIOS da controladora, através de um comando do CMOS Setup ou de um utilitário de formatação existente em vários programas de manutenção (ex: Checkit 3.0). A formatação física faz uma nova magnetização na superfície do disco rígido, demarcando novamente as trilhas e setores. Isso resolvia defeitos de ordem magnética (causados, por exemplo, quando o PC é desligado durante uma gravação de dados no HD). Nos discos rígidos atuais (IDE e SCSI), a formatação física não está disponível para o usuário. Apenas na fábrica são utilizados programas específicos, e muitas vezes máquinas formatadoras específicas para fazer a formatação física dos discos rígidos. O usuário não pode repetir a mesma operação. Alguns discos rígidos IDE muito antigos podem ser formatados fisicamente através de programas genéricos como versões antigas do Disk Manager ou o Norton Calibrate, mas esta operação não é mais permitida nos modelos atuais. A única opção para o usuário de um HD com bad blocks é utilizar o Scandisk ou outro software similar (Norton Disk Doctor, por exemplo). Este software encontra os blocks defeituosos e os marca na FAT (tabela de alocação de arquivos) para que não sejam mais usados. Note que um HD antigo tem muita chance de apresentar problemas e desses problemas aumentarem com o tempo. Por exemplo, já vi muitos técnicos montando PCs sem ter cuidado para não provocar choques mecânicos com o HD. Já vi pessoas transportando PCs debaixo do braço, dando pancadas acidentais em paredes e portas. Isto faz com que as cabeças toquem a superfície do disco, mesmo estando estacionadas, soltando pequenos pedaços da camada magnética que posteriormente provocarão arranhões. Use o Scandisk para detectar os defeitos e dar uma sobrevida a esses discos rígidos, mas não confie seus dados vitais a eles.

8) Scandisk reporta problemas no disco rígido
Estou com um problema no meu computador, que acredito que tenha sido causado por uma queda na energia elétrica há alguns dias atrás. Quando eu ligo o computador sempre aparece uma mensagem dizendo para passar o scandisk porque existiria a probabilidade de problemas na superfície do disco. Passei o scandisk, que acusou a existência de um setor defeituoso e o marcou como “bad block”. Acontece que mesmo assim, sempre que eu ligo o computador a mensagem dizendo que ainda existem setores defeituosos aparece. Passei o scandisk mais de uma vez mas não resolveu. O que pode estar acontecendo? Seria um indício de que o HD está prestes a queimar ou seria algum defeito na área de sistema, local aonde o scandisk não consegue consertar?
Resposta:
Assim que o computador é ligado aparece a mensagem de erro do Scandisk, na versão para MS-DOS. Deixe então o próprio Scandisk para MS-DOS fazer os seus testes, realizar o exame de superfície até o final, e deixe que ele marque os setores defeituosos. Apenas quando o Scandisk terminar o seu trabalho, continue com o boot do Windows. Este problema sofrido pelo seu HD pode ser um indício de que ele está com tendência a apresentar novos problemas. Pode continuar a usá-lo, mas faça backup dos seus dados importantes com maior freqüência. Existem realmente problemas que o Scandisk não consegue resolver. Neste caso recomendo que você utilize um software mais poderoso, o Norton Disk Doctor, que faz parte do Norton Utilities.

9) HD externo
Tenho um HD de 4,3 GB instalado internamente e, como faço edição de áudio digital e estou sempre necessitando transportar grandes arquivos, geralmente de uns 600 MB, para um outro computador, utilizo um cabeamento externo em cada computador para ligar um HD de 1 GB externamente como unidade secundaria. E uma ligação meio incômoda (cabos de dados, cabo de alimentção, conectores, etc), mas da para agüentar quando a utilização não é muito freqüente. A dificuldade, porém, surge quando preciso gravar em CD esses arquivos de áudio que eu editei. Como ainda não tenho um gravador de CD instalado em meu computador, torna-se necessário eu transportar para o computador de um colega os tais arquivos através do já mencionado HD de 1GB. Mas como meu colega não deseja ter em seu computador um cabeamento externo eu tenho tentado raciocinar sobre o problema e encontrar uma solução. Tive uma idéia, mas antes de colocar em prática eu gostaria de saber se, na sua opinião. Seria possíel conectar a esse HD externo de 1 GB algum tipo de cabo ou interface que me permita acopla-lo diretamente a uma porta externa do computador, tal qual se faz com uma impressora, um ZIP drive ou um scanner?
Resposta:
Sim, isto pode ser feito. Se ambos os PCs fossem seus, você poderia utilizar gavetas removíveis. Existem modelos IDE e SCSI. Uma gaveta para HD é composta de duas partes: uma removível, na qual fica instalado o HD, e outra fixa, instalada no computador. Você precisaria comprar duas dessas gavetas. Ambos os seus PCs ficariam com as partes fixas das gavetas, e ou seu HD ficaria em uma parte removível. Você poderia transportar facilmente o HD de um PC para outro (seria preciso desligar o PC para colocar e retirar a gaveta). Desta forma você se livraria da “gambiarra” nos seus PCs. Eu mesmo utilizo este processo para transportar meu HD Secundary Master entre casa e trabalho. Coloco neste HD apenas arquivos de dados. Assim todos os dados que utilizo no trabalho ficam disponíveis em casa, é uma excelente forma de levar trabalho para casa. Já no caso do seu colega, ele provavelmente não vai querer instalar uma gaveta. A solução é comprar um aparelho que permite que um HD IDE na interface USB. É uma espécie de gabinete, normalmente com adaptador AC, um cabo USB e espaço para instalação de um disco rígido. Lojas especializadas em produtos USB vendem esses dispositivos.

10) Limite de 8 GB
Adquiri um HD com 10 Gb (Quantum) e quando ui instalar em uma máquina (pentium 233 mmx, peuntium 133 mmx) este so rechoneceu o HD como sendo de 8 GB. Você tem algum soft que reconheça o tamanho correto para essas máquinas.
Resposta:
Este problema ocorre com BIOS antigos. O BIOS Award posterior a 1/nov/97 e o BIOS AMI posterior a 1/jan/98 são os capazes de reconhecer HDs com mais de 8.4 GB. O problema pode ser resolvido através da atualização do BIOS. Na área de artigos de www.laercio.com.br você encontrará um artigo que explica como atualizar. Basicamente será preciso descobrir o fabricante da sua placa de CPU e fazer o download do novo BIOS e do seu programa de gravação. Note entretanto que esta atualização não é 100% segura. Se ocorrer algum travamento ou faltar energia elétrica durante a atualização, seu BIOS ficará inutilizado e a placa de CPU não mais funcionará. Será preciso um bom técnico para tentar recuperar o seu BIOS, o que também nem sempre é possível. Um método mais seguro é utilizar um programa que atualiza as funções de acesso ao disco sem alterar o BIOS, como o Disk Manager. Consulte o site do fabricante do seu disco rígido (www.quantum.com) para obter este programa.

11) Velocidade de HDs
Tenho um PIII de 450 MHz e com HD Quantum de 6.4 GB Fireball e estou achando ele um pouco lento. Gostaria de saber se existe diferença de velocidade de acesso referente ao tipo de flat cable usado no HD. Ví um cabo diferente de HD, um pouco mais fino em uma máquina Compaq. Posso usar este cabo no meu HD, onde posso comprá-lo? No SETUP da minha máquina aparece LBA, UDMA2.
Resposta:
O Ultra DMA modo 2 é o mesmo que o ATA/33, que oferece a taxa de transferência externa de 33 MB/s. Mais veloz que este modo é o Ultra DMA modo 4, o mesmo que ATA/66, que chega a 66 MB/s. Para usá-lo é preciso que a sua placa de CPU tenha chipset com esta opção (por exemplo, o i820 da Intel). Se o CMOS Setup não faz referência ao UDMA4 ou ATA/66, provavelmente o seu chipset não o suporta. Além disso é preciso que o disco rígido e o cabo flat sejam próprios para o ATA/66. O cabo ATA/66 tem os mesmos conectores de 40 vias que os demais cabos IDE, mas possui 80 fios ao invés de 40. Placas de CPU cujos chipsets suportem o ATA/66 já são acompanhadas deste tipo de cabo. Quanto ao HD, é preciso checar se o seu modelo é ATA/33 ou ATA/66. Não posso dizer qual é o caso do seu, já que a família Fireball da Quantum é relativamente antiga, já tendo passado por PIO Mode 4, depois ATA/33 e agora ATA/66. Note que por default, o Windows 98 configura os HDs como PIO Mode 4 (16,6 MB/s). Para ajustar para Ultra DMA é preciso fazê-lo no CMOS Setup e no Gerenciador de Dispositivos. Clique em Controladores de disco rígido e na guia Configurações marque a opção DMA.

12) Cabo de 80 vias
Ao usar um cabo IDE 40 vias em uma placa-mãe com suporte, a Ultra DMA/66 e HD também UltraAta, os dados serão transferidos a taxa de 66MB/s? Tem de ser um cabo especial de 80 vias? E onde encontrar este cabo aqui em BH?
Resposta:
A resposta é não. A transferência de dados na taxa de 66 MB/s só ocorre se for utilizado o cabo flat especial, com 80 vias. Note que apesar de serem 80 vias, são apenas 40 os contatos, como em um cabo IDE comum. A diferença é que no cabo de 80 vias existem 40 fios de terra que servem como blindagem. Sem esta blindagem ocorreria interferência entre bits adjacentes do cabo. O BIOS checa com a ajuda do chipset, o tipo de cabo utilizado. Se for de 80 vias, o modo Ultra DMA 66 poderá ser usado, caso suportado pelo disco rígido. Caso contrário a interface IDE ficará limitada a modo Ultra DMA 66. O meio mais fácil de conseguir um cabo IDE de 80 vias é através do seu revendedor. Se o seu PC tem interfaces IDE que suportam o modo ATA-66, deve ser obrigatoriamente acompanhado de um cabo apropriado. As placas de CPU com este recurso são acompanhadas de um cabo de 80 vias, e algumas vezes de um segundo cabo, de 40 vias. Quando um computador é vendido com um disco rígido que não é ATA-66, seu produtor pode ficar com o cabo de 80 vias e colocar no seu lugar um cabo comum. Não é nada de errado, desde que o computador não seja anunciado como tendo uma interface ATA-66.

13) HD não particionado
Tenho um Pentium 133 16 MB e 2GB. Tive alguns problemas e precisei formatar o HD e reinstalar o Windows 98 de outro computador. Quando instalei o HD no meu computador o Windows não inicializou, precisei usar um disco de boot, mas mesmo assim ia direto para a raiz C:\ aparecendo a seguinte mensagem: “O Windows 98 detectou que a unidade C não contém uma partição Fat ou Fat32. A unidade precisa ser particionada”. Como proceder para corrigir este problema e o Windows começar a inicializar. Será que preciso formatar novamente o HD e reinstalar novamente ou existe outra maneira mais simplificada?
Resposta:
Este problema ocorre quando o HD instalado é novo, ou então quando todas as partições foram deletadas com o programa FDISK, ou então quando o disco rígido não está corretamente declarado no CMOS Setup. Sugiro que você leia meu artigo sobre instalação de discos rígidos, em www.laercio.com.br. Em linhas gerais, é preciso conectar o disco rígido e definir seus parâmetros (número de cilindros, cabeças e setores) no CMOS Setup. Também é preciso habilitar a opção LBA (Logical Block Addressing), a menos que o HD a ser instalado seja antigo, com menos de 504 MB. Use um disquete de boot gerado em um computador com a mesma versão do Windows que você vai instalar. Se isto não for possível, use pelo menos um que seja de versão 95 OSR2 ou superior, pois versões anteriores não suportam a FAT32. Este disquete deve ter os programas FDISK.EXE e FORMAT.COM, e devem ser usados para inicializar o disco rígido. Feito isto será preciso executar um boot com o disquete de inicialização do Windows, que dá acesso ao drive de CD-ROM (gerado com Painel de Controle / Adicionar e remover programas / Disco de inicialização). Finalmente use no CD-ROM, o programa INSTALAR.EXE, o instalador do Windows.

14) HD SCSI operando em modo de compatibilidade
Tenho um HD SCSI com placa controladora Always IN-2000 SCSI Host Adapter funcionando no Windows em modo de compatibilidade do MS-DOS. Como faço para instalá-los corretamente?
Resposta:
Para que o seu HD deixe de operar em modo de compatibilidade será preciso ativar os drivers SCSI de 32 bits. Você conseguirá isto se instalar corretamente a controladora SCSI. Use o comando Adicionar novo Hardware no Painel de Controle, deixe que o Windows tente detectar os dispositivos PnP e veja se a sua placa é detectada. Se não for, use a instalação manual (selecionar hardware de uma lista). Escolha Controladores SCSI e clique em Avançar. Será mostrada uma lista de fabricantes e modelos. Selecione o fabricante Always e o modelo IN-2000 SCSI Host Adapter. Será preciso ter à mão o CD-ROM de instalação do Windows. Você é um sujeito de sorte, porque tanto o Windows 98 como a versão original do Windows 95 possuem driver para a sua placa SCSI. Se não existisse o driver no próprio Windows seria preciso obtê-lo no site do fabricante.

15) IDE 32 bits Transfers
Para dar mais velocidade à CPU, certa vez, você recomendou alterar a configuração para servidor, habilitar no CMOS Setup IDE 32 bit Transfers. Tentei fazer o mesmo, mas no 32 bit Transfers, ele acusa “should be enable only if suported by controller”. O que vem a ser este suporte para controle? Eu posso habilitá-la sem problemas?
Resposta:
Note que essas duas providências não se destinam a dar maior velocidade ao processador, e sim ao acesso a disco, o que acaba fazendo o computador ficar mais veloz. Deve ser lembrado que a velocidade de um computador depende principalmente dos três seguintes fatores, nesta ordem: 1) Velocidade do processador e das memórias; 2) Velocidade do disco rígido; 3) Velocidade da placa de vídeo. O uso da configuração de servidor aumenta o desempenho do acesso a disco, mas nas versões mais antigas do Windows 95 (95 e 95a), um erro no sistema de arquivos fazia com que a configuração de servidor tornasse o computador mais lento. Este erro foi corrigido a partir do Windows 95 OSR2, e você pode encontrar na área de FAQs do meu site, as instruções para corrigir o problema.
A opção IDE 32 bit transfers faz com que o acesso a disco torne-se mais rápido quando você executa programas para o modo MS-DOS. Você pode habilitá-lo sempre que esta opção for oferecida no CMOS Setup. Todos os controladores de disco (ou seja, as interfaces IDE) existentes nos PCs modernos (Pentium e superiores, e com a maioria dos modelos de 486) suportam transferências IDE de 32 bits. Você não forneceu as especificações do seu computador, mas se foi dito que só devem ser habilitadas as transferências IDE de 32 bits se suportadas pelo controlador, então seu PC deve utilizar uma placa IDEPLUS, na qual está a interface IDE. Você não saberá então se esta interface suporta ou não as transferências IDE de 32 bits. Experimente habilitá-las e execute um boot no modo MS-DOS. Se o boot for possível, as transferências de 32 bits podem ser usadas sem problemas.

16) Excesso de formatações no HD?
Costumo formatar várias vezes o HD do meu computador quando vou mexer nele. Isso porque estou aprendendo e, como tal, não tenho idéia das conseqüências que podem surgir com esse tipo de atitude. Esclareça-me, formatar o Winchester indiscriminadamente com o uso do comando Format do DOS ou Windows pode danificar o mesmo. Gostaria de mais detalhes.
Resposta:
O comando FORMAT do MS-DOS e o do Windows não fazem na verdade formatações como antigamente. Podemos dividir a formatação em duas categorias: lógica e física. A formatação física é aquela em que a superfície do disco é magnetizada, sendo criadas as trilhas e setores. Nos disquetes, a formatação física é feita pelo comando FORMAT A: /U (mais conhecida como formatação incondicional). Este tipo de formatação costuma “consertar” setores com defeitos de origem magnética. Por exemplo, o sujeito coloca um disquete sobre um estabilizador de voltagem (já vi isso sendo feito por usuários desavisados). O disquete ficará total ou parcialmente desmagnetizado, e a formatação incondicional vai consertá-lo. Por outro lado, se um disquete for arranhado ou sujo, não há formatação incondicinal que conserte os problemas.
Nos discos rígidos atuais, a formatação física (criação de trilhas e setores) é feita na fábrica. Não existe portanto formatação física ou incondicional por parte do usuário. O programa FORMAT e o comando de formatação do Windows não criam novas trilhas e setores. Eles fazem apenas o que chamamos de “formatação lógica”. Nela é gravado o conteúdo da trilha zero (setor de boot, FAT, tabela de partições), o diretório raiz vazio e é feita uma leitura em toda a superfície do disco em busca de setores defeituosos. Portanto você pode formatar o seu HD quantas vezes quiser, pois basicamente estará sendo feito um exame de superfície que não traz resultados secundários para o disco.

17) Problemas no disco rígido
O que significa ligar o computador e dar o seguinte: “Erro de disco E/S. Substitua o disco e tecle qualquer tecla”. O que fazer? Outro computador simplesmente parou, quando foi realizado um reset, dando a mensagem que o disco não foi encontrado. De uma hora para outra, simplesmente, deixou de reconhecer o disco c: O que pode estar acontecendo?
Resposta:
Existe um problema que impede o acesso ao disco rígido. Quando isto ocorre aparece a mensagem “Erro de disco E/S” quando o PC tenta realizar o boot. Possivelmente o problema é causado por um defeito de hardware. Para que o disco rígido funcione corretamente é preciso que a interface IDE esteja boa, assim como o cabo flat IDE e o disco rígido. Também é preciso que o disco esteja conectado na fonte de alimentação. Se existir defeito em algum desses pontos, o problema ocorrerá. Será então preciso checar cada um deles, inclusive experimentar utilizar outro cabo e outro disco rígido. Se tudo estiver bem, ainda é preciso que os parâmetros do disco rígido estejam corretamente declarados no CMOS Setup (número de cilindros, cabeças e setores, além de estar ativada a função LBA, necessária para dar acesso a discos com mais de 504 MB). Feito isto é preciso utilizar os programas FDISK e FORMAT para fazer a partição e a formatação lógica do HD. As etapas de instalação e configuração do disco rígido são explicadas em artigo disponível no meu site (www.laercio.com.br).

18) Ultra DMA pode não funcionar em PCs antigos
Estive lendo alguns trechos na internet sobre dicas de otimização do sistema e um deles dizia o seguinte: Para que ajustasse o computador de “Desktop” para “Servidor de Rede” e também marcar em gerenciador de dispositivo na unidade de disco, a opção “DMA”. Pois bem, executei estes procedimentos e após isto, a maquina teve que ser reiniciada. Porém ao iniciar, ela trava. Para conseguir abrir a máquina tive que entrar em modo de segurança, e no gerenciador de dispositivo, no controlador de disco, tive que eliminar todos os controladores instalados, IDE / PCI, e no desespero do fato ocorrido eliminei também a unidade de disco (“C”). Após isso, reiniciei a máquina, ao abrir o que ocorreu foi que o “Plug and Play”, reinstalando os controladores que eu havia eliminado, logo solicitou o reinício da máquina, porém, se eu optar pelo o reinício a máquina trava novamente, então para que eu utilize o computador, tenho que optar por não reiniciar, ficando assim com o micro mais lento. Desta forma, toda vez que preciso usar a minha máquina, o que é constante já que trabalho com sistemas em VB, tenho que utilizar este truque. O que eu faço? Também observo que a unidade de disco que eu havia removido não aparece mais. Novamente, pergunto, o que eu faço? A Minha configuração é Pentium-100, 1,7 GB, 32M, CD-Rom, Fax-Modem, principais utilitários: Corel 8.0, Office 97 Professional, Visual Basic 6.0.
Resposta:
Seu PC é um pouco antigo, provavelmente por volta de 1996. Placas de CPU e discos rígidos desta época tinham o recurso DMA, porém não eram utilizados, pois o Windows não possuía este suporte. Apenas a partir do Windows 95 OSR2 (1997) isto passou a ser incluído. Teoricamente um hardware mais antigo poderia usar DMA, mas como isto não era usado, não foi devidamente testado pelos fabricantes. Muitos detectaram problemas de funcionamento, mas como o modo DMA não era usado, muitos fabricantes simplesmente ignoraram os problemas. Pois bem, quando este recurso passou a ser disponibilizado, vários problemas foram detectados, por isso a Microsoft até hoje deixa o modo DMA por default desabilitado, e avisa o usuário de que pode resultar em problemas. Cabe aos fabricantes dos computadores novos, habilitar este modo, testar a compatibilidade e liberar as máquinas para os usuários, 100% seguras. Quanto aos PCs mais antigos, cada usuário deve optar entre assumir ou não o risco. No seu caso, o risco se transformou em problema.
Quando o Windows apresenta problemas depois de uma alteração de configuração, não devemos tentar ajustar manualmente para corrigir o problema. Alterar uma configuração pode afetar outras. Remover uma interface pelo Gerenciador de Dispositivos, por exemplo, para detectá-la novamente, nem sempre funciona quando o PC está com outros problemas. Existe uma forma simples e segura de resolver os problemas, desfazendo a configuração problemática e deixando o PC exatamente como estava antes da alteração. Basta executar um boot no modo MS-DOS (pressionar F8 durante o boot e escolhendo a opção “Somente prompt de comando”) e executar o programa SCANREG. Com este programa podemos restaurar uma versão do Registro anterior à modificação que causou problema. Use o comando Exibir backups, marque o backup do registro da última data em que o PC funcionava (o backup é feito quando o Windows é iniciado pela primeira vez a cada dia) e use o comando Restaurar. Feito isso as configurações que causaram problemas estarão totalmente revertidas.

19) HD com capacidade errada
Tenho um Pentium 200 MMX com 32 MB de RAM, CD-ROM 24x e adquiri um HD de 10.2 GB Quantum Fireball. O problema é que, mesmo quando mando o sistema reconhecer o HD no Setup e entro no Windows, no Internet explorer o reconhece tendo apenas 2.1 GB. Pode ser algum problema de reconhecimento ou configuração ou eu posso ter sido enganado?
Resposta:
Depois do seu HD ser reconhecido pelo CMOS Setup, use o programa FDISK para criar uma ou mais partições. Se quiser usá-lo inteiramente como drive C, basta criar uma partição primária com a capacidade total. Note que for usada a FAT16, o tamanho máximo de uma partição é 2 GB, isto deve ter ocorrido com você. É preciso usar a FAT32. Para isto, responda com “S” a pergunta que o programa FDISK faz na sua inicialização (Deseja ativar o suporte a discos de alta capacidade?). Depois de criar uma partição primária ocupando a capacidade completa do disco, execute um novo boot e use o programa FORMAT para fazer a formatação lógica do disco. Para fazer tudo isso você precisará de um disquete com o boot e os programas FDISK.EXE e FORMAT.COM, todos eles disponíveis no seu computador. Depois que o disco rígido estiver formatado com 10 GB, instale o Windows. Nesta etapa você precisará realizar um boot com o disco de inicialização do Windows, que pode ser gerado através do comando Adicionar / Remover programas do Painel de Controle. Isso é necessário para que o CD-ROM de instalação seja reconhecido no modo MS-DOS. Você encontrará todas as etapas detalhadamente explicadas em um artigo disponível em meu site.

20) HD não é reconhecido com capacidade total
Meu computador tem de espaço em disco 4.3 GB, só que no Windows marca só 2.0 GB, Levei ao um técnico e o técnico formatou minha maquina em fdisk, e o seguinte, eu fiz curso de Hardware, só que no dia da aula de fdisk eu tive um problema e não pude ir, gostaria de saber por gentileza como criar partições como Deletar partições e gostaria de saber como e que eu faço para poder usar toda a capacidade do meu HD.
Resposta:
É preciso antes de mais nada verificar qual é a versão do Windows que está usando. Se for o Windows 95 OSR2, Windows 98 ou 98SE (sietemas que suportam a FAT32), poderá criar drives lógicos superiores a 2 GB. Se estiver usando o Windows 95 original ou o Windows 95a (clique em Meu Computador com o botão direito do mouse e escolha Propriedades) para ver a versão do Windows), o tamanho máximo de um drive lógico é 2 GB (sistemas que operam apenas com FAT16 e FAT12). Nesse caso terá que fazer a divisão do seu HD em dois ou mais drives lógicos, usando o programa FDISK e depois o FORMAT. Consulte a seção de ARTIGOS de www.laercio.com.br para obter instruções detalhadas sobre o uso dos programas FDISK e FORMAT. Em linhas gerais, será preciso criar uma partição primária (C:) com a capacidade máxima (2 GB). Depois crie uma partição estendida com a capacidade restante. Defina a seguir um ou mais drives lógicos (D:, E:, etc.) na partição estendida, sempre com no máximo 2 GB. Depois de criar as partições e os drives lógicos, use o comando 2 (definir partição ativa) para fazer a partição 1 ativa (ou seja, usada para boot). Reinicie o computador e use o programa FORMAT.COM para fazer a formatação lógica de cada um dos drives que você criou. Nos sistemas com FAT32, basta criar uma partição primária, que poderá ocupar a capacidade total do disco.

21) Outro HD não é reconhecido com capacidade total
Tenho um micro Pentium 200MMX, instalei um HD da SEAGATE modelo ST51080A novo. O setup reconheceu o disco e o configurou de acordo com os parâmetros descritos no manual com capacidade de 1.083 MB. Com o Fdisk fiz a partição primária do Dos e foi formatado como 1.083 MB. Ao instalar o Win/95, inseri o disco de inicialização que vem com o pacote de disquetes de instalação e liguei o micro, segui as instruções da tela e a instalação foi um sucesso. Mas para minha surpresa, ao verificar a capacidade do Disco após a instalação do Win/95, só havia 527 MB de espaço total. Desapareceu 556 MB, usei vários aplicativos e nenhum deles acusou que o HD está com defeito, mesmo usando novamente o Fdisk, ele passou a reconhecer o Disco com apenas 527 MB. Obs. O setup mantém as configurações normais e o Auto detect, encontra o HD com sua capacidade normal de 1.083 MB. O que pode ter acontecido para desaparecer metade do HD ?.
Resposta:
O HD (que por sinal não tem nada de novo, este modelo saiu de linha em 1997) só está sendo reconhecido com 527 milhões de bytes. Este é o limite máximo de capacidade de HDs antes da introdução da função LBA (Logical Block Addressing) nos BIOS modernos. Todos os PCs Pentium possuem esta função nos seus BIOS, sendo assim são capazes de reconhecer fisicamente HDs com mais de 527 milhões de bytes. Tudo o que precisa ser feito é habilitar a função LBA no CMOS Setup. Utilize o FDISK para deletar a partição original, que ocupa apenas a metade da capacidade do disco, e crie uma partição primária, que desta vez ocupará o disco inteiro.

22) HD de 6.4 GB com apenas 2 GB
O meu HD é de 6.4 GB, e ao comprá-lo, verifiquei nas suas propriedades, e ele realmente tinha 6.4 GB. Após alguns problemas no Windows, um amigo aconselhou a reinstalá-lo, mas agora ao verificar as propriedades da unidade C, vejo que está indicado apenas 2 GB. Como resolver o problema?
Resposta:
Seu HD estava originalmente formatado com a FAT32, que entre outras características, dá acesso a unidades com mais de 2 GB. Já a FAT16, o sistema mais antigo, tem como 2 GB o limite máximo para uma unidade lógica. Se o seu drive C tinha originalmente a capacidade de 6.4 GB, significa que seu sistema operacional possui FAT32 (Windows 95 OSR2 ou Windows 98). Você tem que repetir o processo de formatação, porém quando for usar o programa FDISK e for perguntado “deseja ativar o suporte para unidades de alta capacidade?”, responda SIM. O restante do processo é análogo, e ao final, seu drive C terá a capacidade total do HD, ou seja, 6.4 GB.

23) Para formatar o disco rígido
Preciso formatar meu HD, creio que tenho que usar o comando FORMAT C:, mas não tenho certeza de todos os procedimentos necessários. Depois preciso instalar o Windows 98, mas também não sei como fazê-lo.
Resposta:
Todas as informações necessárias, passo a passo, estão no artigo “CMOS Setup e inicialização do disco rígido”, na área de ARTIGOS de www.laercio.com.br. Em linhas gerais, você terá que usar o programa FDISK para criar uma ou mais partições, preferencialmente usando o sistema FAT32. Depois você usará o programa FORMAT.COM para fazer a formatação lógica do drive C e de outras unidades lógicas que tenha criado no seu disco rígido. Para instalar o Windows 98, execute o boot com o “disquete de inicialização” que o acompanha. Se você tiver perdido este disquete, pode gerar um com a guia Disco de Inicialização do comando Adicionar e Remover Programas do Painel de Controle (obviamente este disco deve ser gerado em um PC já com o Windows 98 instalado). Ao executar o boot com este disquete, o drive de CD-ROM estará ativo, portanto você pode fazer a instalação do Windows 98 a partir do CD. Melhor ainda é, antes de instalar, copiar para o disco rígido o conteúdo do diretório \WIN98 deste CD. Você poderá assim fazer a instalação sem utilizar o CD, o que tem várias vantagens, como rapidez e praticidade.

24) Dividindo o disco rígido
Gostaria de saber como particionar o disco rígido em vários drives lógicos.
Resposta:
Isto é feito pelo programa FDISK. Você encontrará na área de ARTIGOS de www.laercio.com.br, instruções passo a passo para fazer este particionamento. Em linhas gerais, é preciso criar uma partição primária (drive C). Deverá ser indicado o espaço a ser usado por esta partição. Depois criamos uma partição estendida, ocupando o restante do disco. A seguir definimos os drives lógicos da partição estendida. Podemos usá-la inteiramente como D ou dividi-la em D, E, F, etc. Usamos o comando 2 do FDISK para definir a partição 1 (drive C) como ativa. Saindo do FDISK, executamos um boot e usamos o programa FORMAT.COM para fazer a formatação lógica de cada uma das unidades criadas.

25) HD perde particionamento?
Eu tenho um computador, com HD Quantum de 10.2 GB, e uma placa mãe SOYO SY-5EH5 V1.1, cujo o HD nesses últimos dias, teve sérios problemas de perda de PARTICIONAMENTO. Perdi vários documentos, 5 vezes, qual será o problema? Da placa mãe? ou do HD?
Resposta:
Perda de particionamento é uma descrição muito vaga. Se a bateria da placa de CPU estiver com problemas e os dados do CMOS Setup forem perdidos, os parâmetros do disco rígido serão apagados, e apesar de continuarem com os dados inalterados, o PC não conseguirá acessá-los. Se ao refazer o CMOS Setup (use o comando Auto Detect IDE) os dados permanecerem intactos, então o problema está apenas na bateria da placa de CPU. Troque-a por uma nova. Se um vírus atacar o seu disco rígido, poderá alterar a tabela de partições, fazendo com que realmente arquivos e partições inteiras sejam perdidas. Use um bom programa anti-vírus para detectar e prevenir vírus no seu disco rígido. É claro, o problema pode também ser causado por defeito na placa de CPU ou no próprio disco rígido. O ideal é que você peça para um bom técnico investigar o problema, mas se isto não for possível e o disco rígido estiver ainda na garantia, sugiro trocá-lo por outro.

26) Usando um segundo HD
Tenho um PC 486, 503mb de HD, gostaria de saber como faço para trabalhar com dois HDs, pois coloquei uma placa de 1,2GB. A minha dúvida é: para ter mais agilidade, tenho que transferir WINDOWS E OFFICE e outros para o novo HD?
Resposta:
Sim, o ideal neste tipo de instalação é copiar todos os dados do HD antigo para o novo. Feito isso, “trocamos” as configurações dos dois HDs através dos seus jumpers e do CMOS Setup, para que o novo HD seja o Master (drive C) e o antigo seja o Slave (drive D). Para fazer a cópia, marque primeiro todas as pastas do HD antigo, use Editar/Copiar, e depois no segundo HD, use Editar/Colar. Agora crie uma pasta Windows no HD novo e abra-a. Abra agora a pasta Windows do drive antigo e selecione todos os arquivos, exceto o WIN386.SWP. Use Editar/Copiar, e na pasta Windows do novo HD, use Editar/Colar. Antes de fazer tudo isso, não esqueça de habilitar a exibição de todos os arquivos, caso contrário os arquivos ocultos e de sistema não serão copiados. No Windows 98, use em qualquer janela a opção Exibir/Opções de pasta/Modo de exibição e marque a opção Mostrar todos os arquivos. No Windows 98, use Exibir / Opções / Exibir e marque a opção “Mostrar todos os arquivos”. Feita a cópia, altere os jumpers dos dois discos rígidos. O antigo deverá ser configurado como Slave, o novo deverá ser configurado com as opções Master e Slave Present (às vezes indicada como Dual Master). Corrija os parâmetros dos dois discos no CMOS Setup (cilindros, cabeças e setores). Não esqueça que o HD de 1.2 GB deve ter ativada a função LBA para que sua capacidade seja reconhecida. É possível que você não consiga executar boot pelo HD novo. Para corrigir o problema, crie antes um disquete de boot com o programa FDISK.EXE (encontrado em C:\Windows\Comnand). Use a opção 2 do FDISK (Definir partição ativa). Defina então como ativa, a partição primária do HD novo. Isto é necessário para que o disco possa ser usado para boot.

27) HD com bad sectors
Eu gostaria de perguntar a vocês sobre um problema de HD que estou enfrentando. Tenho um HD Quantum Sirocco de 1,7 GB, que já possuo há 3 anos, recentemente tenho recebido erros do Scandisk, que acusa erros físicos no disco, cada vez que eu ligo o computador e rodo o Scandisk, mais grupos defeituosos aparecem e o Scandisk os repara, dizendo que os dados que estavam gravados naquela área estão perdidos. Será que o meu HD está indo pro pau? Eu leio muito a PC World, e gosto muito das respostas aos problemas dos leitores.
Resposta:
Este problema tende a ocorrer com qualquer disco rígido depois de alguns anos. Infelizmente em alguns casos pode ocorrer depois de apenas alguns meses. Por isso os fabricantes de discos rígidos dão garantia de 2 ou 3 anos nos modelos mais simples, e de até 5 anos nos modelos mais sofisticados. Infelizmente ao comprar um HD no Brasil, raramente o usuário tem acesso a esta garantia (lamentável). Um disco rígido tem menor chance de apresentar problemas quando é “bem tratado” pelo usuário e pelo seu instalador. Por exemplo, não deve sofrer choques mecânicos durante a instalação e transporte, e também deve ser usado no computador um estabilizador de voltagem. Um choque mecânico pode fazer com que as cabeças toquem a superfície do disco, causando pequenos arranhões. As partículas da mídia que se soltam provocarão mais arranhões que criarão novos setores defeituosos ao longo do tempo. Não adianta formatar o disco rígido, e o Scandisk não repara esses problemas, apenas marca na FAT os setores defeituosos para que não sejam mais usados. Você não pode mais confiar na segurança dos seus dados neste disco rígido, será preciso substituí-lo.

28) Preciso formatar o disco rígido
Gostaria de informações detalhadas de como formatar meu HD, já que eu não tenho nenhuma experiência com Formatação, ele tem duas partições, C: e D: na qual a partição C: está instalado o sistema operacional, enquanto na partição D: fica os meus backups e o sistema operacional pré – instalado. Gostaria muito de formatar a partição C: mais não sei se vou perder meus arquivos de backup e meus arquivos de instalação do windows na partição D:. Por favor tire-me está dúvida o mais breve possível .
Resposta:
Perfeitamente, as informações detalhadas que você precisa estão na área de artigos de www.laercio.com.br, onde a partição e a formatação são explicadas passo a passo. Como você quer apenas formatar o drive C, não será preciso alterar as partições (se fosse o caso seria usado o programa FDISK.EXE). Para fazer a formatação lógica deve ser usado o programa FORMAT.COM, com a sintaxe FORMAT C: /S. É recomendável que antes de fazer a formatação você gere um disquete com o boot, e os programas FDISK e FORMAT. Pode usar para isto o comando de criação de disco de inicialização, encontrado em Painel de Controle / Adicionar e remover programas. Execute um boot com este disquete e pode formatar o drive C. Os dados do drive D não serão afetados. Depois disso será preciso reinstalar o Windows. Você não poderá simplesmente copiar o sistema pré-instalado de D para C, a menos que o seu fabricante tenha fornecido algum software para fazer esta cópia. Os programas normais do MS-DOS (COPY e XCOPY) não preservam os nomes longos dos arquivos. Antes de formatar o HD, faça a si mesmo uma pergunta: é realmente necessário formatar o seu HD? Não basta simplesmente reinstalar o Windows? Tome cuidado, pois muitas pessoas formatam o disco rígido sem necessidade.

29) Tempo de acesso
Lendo a sua revista deste mes,em perguntas e respostas,me deparei com uma explicação sobre velocidade de hd’s que me deixou na duvida,já que so mencionava a velocidade de rotação do hd, sendo que os menos velozes atigem até 5400 rpm e os mais rapidos a partir de 7200 rpm,e o tempo de acesso? já vi hds de 5400 rpm com tempo de acesso de 8.5 ms igual aos que rodam a 7200rpm. Qual é realmente a especificação correta? obrigado,
Resposta:
O tempo de acesso e a velocidade de rotação são dois parâmetros independentes, e ambos estão relacionados com o desempenho. Dependendo do modelo e do fabricante, você poderá encontrar casos em que tanto os modelos simples quanto os mais velozes (5400 RPM e 7200 RPM, por exemplo), operam com o mesmo tempo de acesso, e outros casos em que os modelos de menor velocidade possuem tempo de acesso um pouco maior (por exemplo, 10 ms e 8 ms).

30) Unidade de fita
Gostaria de saber se posso instalar este drive no Windows 98… ele estava instalado no servidor com SO. xenix que foi desativado devido ao Bug do Milênio…. então Aproveitei o drive , uma placa SCSI e com duas fitas DC 6250 … Será que consigo o software que gerencie este drive no W98?…
Resposta:
O programa de backup do Windows 98 reconhece vários tipos de unidades de fita, inclusive as DC6250. Você deve inicialmente instalar a placa controladora SCSI, sem a unidade de fita. Depois de tudo funcionando, instale a unidade de fita. O Windows irá reconhecer a unidade de fita, porém ela constará no Gerenciador de Dispositivos com um ponto de exclamação amarelo, devido à ausência de drivers. Feito isto, instale o programa de backup do Windows. Depois do próximo boot, os drivers de fitas que acompanham o programa Backup estarão ativos, e você poderá usar normalmente sua unidade de fita, praticando este tão saudável hábito de realizar backups periódicos.

31) Velocidade de HD SCSI
Fiz um teste de velocidade de copia de um arquivo de 220 MB de um par de discos UW SCSI2 para um outro par de discos UWSCSI2, ambos os pares com stripe set no NT4.0 e NTFS. O tempo gasto foi de 22 segundos para copiar o arquivo de um par de discos para o outro. Isto quer dizer que a taxa de transferencia foi de apenas 10MBytes/s. Como uma simples copia de um arquivo pode ser tão lenta levando-se em consideração a velocidade declarada de 80MBytes/s para o Ultra Wide SCSI2 LVD? Existe alguma maneira de se obter uma copia mais rápida de um disco para outro? A configuração usada foi um Pentium III 450MHz com 128M de RAM 4 discos Seagate Barracuda de 9GB cada, conectados em uma controladora Adaptec 2940U2W.
Resposta:
Todos os discos rígidos possuem duas taxas de transferência: interna e externa. São externas as velocidades de 80 MB/s do Wide Ultra2 SCSI, os 66 MB/s do ATA-66 e os 33 MB/s do ATA-33. A taxa de transferência interna varia de um disco para outro, e também varia dentro do próprio disco. Setores nas trilhas externas (início do disco) do disco são transferidos mais rapidamente que os de trilhas internas (final do disco). Discos com maior velocidade de rotação e com mais bytes por trilha também apresentam taxas de transferência interna mais elevada. O mais importante de um disco rígido é a taxa de transferência interna, e não a externa. A taxa externa tem apenas a obrigação de ser a maior possível, mas ela sozinha não garante que o HD seja veloz. Todos os fabricantes de HDs produzem famílias de discos mais rápidos (e mais caros) e mais lentos (e mais baratos). Em geral os mais rápidos possuem velocidade de rotação do disco mais elevada, garantindo uma taxa de transferência maior. No caso dos discos Barracuda, você pode acessar o site da Seagate (www.seagate.com) para fazer o download do manual (não o fiz porque existem vários modelos de Barracuda de 9 GB e você não informou qual é o seu modelo). De posse do manual, procure o parâmetro Internal Transfer Rate. Em geral são apresentados dois modelos. Por exemplo, o ST19171 (Ultra SCSI) tem taxas internas entre 80 Mbits/s e 120 Mbits/s, ou seja, entre 10 MB/s e 15 MB/s. Para arquivos no início do disco, esta taxa será um pouco menor que 15 MB/s, já que é gasto um tempo para ler os dados da mídia para o buffer interno (a 15 MB/s), e outro para transferir os dados do buffer para a interface SCSI (a 80 MB/s). Ao fazer cópias de um disco para outro, leve em conta que existem duas etapas envolvidas: leitura do arquivo origem e gravação para o destino. A taxa de transferência não deve incluir a gravação (ou seja, leitura seguida de gravação), apenas a leitura. Para ter uma idéia melhor da taxa de transferência efetiva você pode usar programas próprios para realizar essas medidas, como o Norton Sysinfo e o ZD Benchmark.