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1999 – Miscelânea (Perguntas e Respostas)

1) Memória, placa de vídeo, placa de som
Possuo um computador com as seguintes características: Pentium de 133 MHz, com 16 MB de memória, placa mãe Soyo 82430VX, placa de vídeo Graphics Blaster MA302 com 2 MB de RAM e kit multimídia Sound Blaster 32 PnP 8X. Pergunto:
– Com relação à placa mãe, é compatível com memória EDO? O código 82430VX significa “Triton”? Quais as vantagens desses componentes?
– Com relação à placa de vídeo, como saber se está configurada corretamente? Em Propriedades de Vídeo, o adaptador de vídeo aparece como Cirrus Logic 5462PCI. Não deveria ser Graphics Blaster MA302?
– Com relação ao kit multimídia, em Propriedades do Sistema aparece um ponto de interrogação no ítem Outros Dispositivos = Creative SB32 PnP, dizendo que não existe nenhum driver instalado, porém não há mensagem de conflito. Isto é normal?
Resposta:
Todas as placas de CPU Pentium à venda atualmente, equipadas com chipset da Intel (Triton) suportam memórias EDO DRAM. Entre as várias versões do Triton, encontramos os modelos chamados de 82430FX, 82430HX e 82430VX e 82430TX. Todos eles aceitam memórias DRAM, tanto do tipo EDO (Extended Data Out) como do tradicional tipo FPM (Fast Page Mode).
Não fique espantado com a questão da placa de vídeo, não fique preocupado. Graphics Blaster MA302 é o modelo da placa de vídeo, mas o chip gráfico usado é o 5462, fabricado pela Cirrus Logic. O Windows 95 reconhece o chip gráfico, e não a placa. A Cirrus Logic tradicionalmente fornece chips gráficos para fabricantes de placas de vídeo, e este é o caso da Graphics Blaster. Veja um pequeno trecho da folha de especificações desta placa:
Graphics Blaster™ MA202 Features & Specifications
Specifications
Cirrus Logic® CL-GD5462 64-bit high-performance graphics engine, with horizontal and vertical scaling and filtering, YUV-RGB
color space conversion, and hardware acceleration of up to 3 simultaneous video windows
2 MB Rambus® (RDRAM) memory for very high bandwidth in a low-cost design
Screen resolutions up to 1600 x 1200 (1280×1024 in Windows 95)
Color depths up to 24-bit true color (16.7 million colors)
Vertical refresh rates up to 150 Hz
PCI bus
Supports Plug-and-Play standard for fast, simple installation

Observe que lá está mencionado o chip da Cirrus Logic que tanto o preocupa. Deixe a preocupação de lado.
Quando ao kit multimídia, tudo indica que a sua instalação foi feita de forma errada ou incompleta. Entre no gerenciador de dispositivos, selecione a placa de som e use o botão “Remover”. Depois, use o botão Atualizar, para que a placa seja novamente detectada. Será detectada a interface IDE existente na placa, e quando for perguntado, você pode especificar o driver padrão Windows. Se outros drivers forem pedidos, escolha a opção “Disco fornecido pelo fabricante”. Use então o “Drivers Disk” que acompanha a sua placa.

2) PCI Ethernet Controller e PCI USB Controller
Tenho alguns computadores com placas e rede que, segundo a Microsoft, precisam de dois controladores chamados PCI Ethernet Controller e PCI Universal Serial Bus Controller. Tentei localizar esses drivers na Internet mas não tive sucesso. Como posso consegui-los?
Resposta:
Muito me espanta a necessidade de instalação de drivers adicionais, creio que faltam dados na descrição do seu problema. As placas de rede padrão Ethernet, sejam elas ISA ou PCI, são sempre acompanhadas de drivers para seu funcionamento no Windows 95, Windows 3.11 e Windows NT, para redes Microsoft e Novell. Isto apenas não ocorre com placas antigas, mas não é o caso das suas. O driver necessário ao seu funcionamento deve estar no disquete (ou CD-ROM) que a acompanha. Também não tenho notícias sobre placas de rede que utilizam o USB (Universal Serial Bus). Sugiro tentar obter mais informações com o suporte da Microsoft, em relação à localização desses drivers. Olhe também a confusão de traduções, pois em inglês é usada a palavra “controller” para designar uma interface, e “driver” para designar o software de controle. Em português, a palavra “controlador” é usada tanto para interfaces como para drivers. Neste contexto, a Microsoft pode ter recomendado a instalação de uma placa de rede padrão PCI (PCI Ethernet Controller), ao invés de placas de rede padrão ISA. Este procedimento em geral não é necessário, pois as placas de rede padrão ISA funcionam perfeitamente, desde que corretamente instaladas.

3) Cache, EDO, PCI, ISA, SCSI
Gostaria de saber em que afeta a cache (normalmente 512 kB) eas placas de CPU, qual a diferença entre EDO DRAM, DRAM comum e outros tipos de memória, e qual é o melhor. Também gostaria de saber o que é PCI, e qual vantagem apresenta. Qual a diferença entre PCI, ISA e SCSI?
Resposta:
Caramba, em apenas 4 linhas você fez uma mensagem rica em perguntas!!!. Antes de mais nada, a cache secundária (ou externa, ou de nível 2), realmente afeta o desempenho de um PC. Sem ela, ocorrerá uma degradação de até 50%. Levando em conta que atualmente 512 kB de cache externa custam menos de 20 dólares, é completamente inadmissível vender um PC sem esta cache. Menos de 2% de redução no custo total do computador resulta em uma queda de desempenho de até 50%. Por exemplo, um Pentium-166, sem cache externa, fica com o desempenho equivalente ao de um Pentium-90, ou de um Pentium-100, ou na melhor das hipóteses, de um Pentium-120. Outra questão é o tamanho desta cache. Nas modernas placas de CPU Pentium, são oferecidas as opções 256 kB e 512 kB. Com 512 kB, teremos um desempenho ligeiramente superior (de 5% a 10% maior) que o obtido com 256 kB. Pode não valer a pena aumentar a cache externa de 256 kB para 512 kB, já que a diferença no desempenho é tão pequena, mas certamente vale a pena, na ocasião da compra, exigir um modelo com 512 kB ao invés de 256 kB. já que a diferença de preço será inferior a 10 dólares.
A EDO DRAM oferece um desempenho melhor que as tradicionais FPM DRAM. A diferença é de cerca de 10%. Todas as placas de CPU Pentium, exceto alguns modelos antigos inferiores a 100 MHz, possuem suporte a memórias FPM DRAM. Mais veloz ainda é a SDRAM, em geral apresentada em módulos DIMM de 168 pinos. Essas memórias são suportadas por placas de CPU Pentium equipadas com os chipsets i430VX e i430TX.
O barramento PCI (Peripheral Component Interconnect) é encontrado em todas as placas de CPU Pentium e superiores, bem como em placas de CPU 486/586 de fabricação recente. Antes do PCI, os barramentos utilizados eram o ISA e o VLB. O ISA é obsoleto, tenho surgido no início dos anos 80. Ainda assim, por questões de compatibilidade, também é encontrado nas placas de CPU de fabricação recente. Apesar de operar com 8 ou 16 bits e transferir dados na velocidade máxima de 8 MHz, ainda é altamente adequado a diversos tipos de placas, como as placas de som e as placas fax/modem. O barramento VLB, apesar de tecnicamente superior ao ISA (opera com 33 MHz e 32 bits), não é mais utilizado. Era encontrado em placas de CPU 386 e 486 produzidas durante 1994 e 1995. O PCI, apesar de também utilizar 32 bits e 33 MHz, possui vários recursos que o tornam um substituto definitivo para o VLB. Além de utilizar apenas um conector (as placas VLB utilizavam 3 conectores, tornando-as de difícil fabricação e manuseio, além de propensas a maus contatos), possuem o recurso Plug and Play, o que facilita bastante a sua instalação. Oferecem modos de transferências de dados em altas velocidades que não estavam disponíveis no barramento VLB. Portanto, as modernas palcas de CPU Pentium apresentam slots PCI e slots ISA, em geral de 3 a 4 de cada um deles.
Finalmente, o SCSI (Small Computer System Interface) não é exatamente um barramento para conectar placas de expansão, e sim, uma interface para a conexão de dispositivos, tais como discos rígidos, discos óticos, scanners, unidades de fita, gravadores de CD, etc. Para utilizar dispositivos SCSI, é preciso instalar uma placa controladora SCSI, que poderá ser ISA, VLB ou PCI (as do tipo VLB já não são mais fabricadas).

4) Tenho máquina para quanto tempo?
Tenho um 486DX4-100, chip AMD, com kit multimídia 8X Creative Sound Blaster, placa de vídeo Trident com 1 MB, disco rígido de 540 MB, placa fax/modem de 33.600 bps US Robotics com recursos de voz. Tenho máquina para quanto tempo? É possível que surja software que minha máquina tenha dificuldades para processar com bom desempenho?
Resposta:
Tudo depende de você. Se você pretente usar sempre os softwares de última geração, o seu PC já apresenta sinais de cansaço. Muitos jogos sofisticados, por exemplo, já requerem no mínimo um Pentium-133. O mesmo ocorre com versões mais recentes de programas de CAD e editoração eletrônica. Também para instalar o Windows 95 e a versão mais nova do Microsoft Office, o disco rígido é considerado inadequado, apesar da CPU e da memória RAM ainda serem satisfatórias. Por outro lado, se você admite usar por mais tempo programas já não tão recentes, o seu PC ainda pode ser utilizado. Por exemplo, ao invés de utilizar o Office para Windows 95, continue usando a antiga versão, aquela que tinha o Word 6.0. Por quanto tempo você poderá usar este computador, também dependerá de você. Ainda existem pessoas que utilizam micros XT e 286, e editam texto usando o WordStar ou o WordPerfect. Se não ficarem atraídas pelas modernidades (Multimídia, Internet, SVGA, etc), poderão perfeitamente utilizar esses computadores, com mais de 10 anos de fabricação. Por mais moderno que seja um computador, sempre será, dentro de alguns anos, inadequado para executar programas novos, e por mais antigo que seja um computador, sempre será adequado para executar programas antigos, da época da sua fabricação.

5) Reset por software
Sou usuário iniciante do Turbo Pascal (versões 6 e 7) e gostaria de escrever um programa que será carregado no AUTOEXEC.BAT e solicite uma senha quando o computador for ligado. Caso a mesma esteja incorreta, o programa deve fazer com que a máquina seja reiniciada. Como posso fazer?
Resposta:
Depois do seu programa fazer a leitura e a comparação da senha (este trecho totalmente em Pascal), pode decidir pela realização de um boot. A forma mais simples é incluindo uma rotina em assembly com a instrução JMP FFFF:0000. Se você cria programas para operar em ambiente DOS, usando o Turbo Pascal, sugiro o livro “Guia do Programador do IBM PC”, de Peter Norton, Editora Campus. Nos tempos do MS-DOS, este livro costumava ser a bíblia dos programadores. Não será muito útil entretanto para aqueles que desenvolvem programas para o ambiente Windows 95.

6) Estabilizadores para dezenas de PCs
Temos cerca de 90 PCs de vários modelos, desde 386 a Pentium, ligados em dois estabilizadores de 15 kVA. Todos eles apresentam problemas de reinicialização repentina (durante o uso, resetam sozinhos e voltam à contagem de memória). Às vezes funcionam bem sem que nada tenha sido feito para tal, às vezes apresentam o problema. Os estabilizadores foram revisados por técnicos habilitados que constataram o perfeito estado do equipamento.
Resposta:
Você tem dois estabilizadores de 15 kVA para 90 PCs, o que resulta em cerca de 300 VA para cada um deles, o que é muito pouco. Em caso de sobrecarga, a tensão regulada cai (você pode usar um multímetro para fazer a medida), e o que normalmente ocorre é um “Reset compulsório”. Experimente manter a metade dos PCs de cada estabilizador desligados e verifique se o problema ocorre. Se não ocorrer, fica comprovado que os estabilizadores não estão sendo suficientes. Não esqueça que monitores consomem no mínimo 100 VA, e que impressoras a laser em geral exigem mais de 1000 VA. Comprovada a insuficiência, a solução poderá ser a instalação de mais estabilizadores, em linhas separadas (por exemplo, 4 linhas independentes, cada uma ligada a um estabilizador de 15 kVA). Aproveite também para verificar se todos os equipamentos estão configurados para 110 volts (suponho que sua rede elétrica seja de 110 V, e não de 220 V). Isto é regulada em uma pequena chave localizada na parte traseira da fonte do PC. Quando uma fonte configurada como 220 volts é ligada em 110 volts, funciona mas reseta o micro com a mínima queda de voltagem. Finalmente, dou a sugestão de consultar a empresa responsável pelos seus reguladores de voltagem, para que calculem se a carga de 90 micros é suportada pelos dois estabilizadores instalados.

7) Senha para proteção de tela
Como passar pela senha de proteção de tela do Windows 95, e em que arquivo fica armazenada?
Resposta:
Não me sentirei à vontade em ensinar como quebrar a senhe do protetor de tela, já que muitos usuários confiam seus PCs a este frágil método de segurança. Se você colocou um protetor de tela no seu próprio computador, basta usar o comando Proteção de Tela no quadro de Propriedades de Vídeo e desmarcar a opção “Protegido por senha”. Entretanto não ensinarei o método para que a senha seja quebrada por teceiros. Ao invés disso, já que estamos aqui vou relembrar como usar protetores de tela para proreger o computador na hora do boot.
Para isto, programamos uma senha para um protetor de tela, e depois forçamos a sua ativação através do menu Iniciar da barra de tarefas. Clique o botão Iniciar da barra de tarefas e no menu apresentado, escolha a opção Abrir. Na janela apresentada, abra a pasta Programas, e a seguir a pasta Iniciar. Clique o seu interior com o botão direito do mouse e escolha a opção Novo, depois Atalho. No quadro Criar Atalho que será apresentado a seguir, clique sobre o botão Procurar, e especifique a pasta C:\WINDOWS\SYSTEM, e nela aplique um clique duplo sobre o arquivo correspondente ao protetor de tela. Esses arquivos possuem a extensão SCR, e seu ícone é um monitor. Para que sejam apresentados na lista, é preciso marcar no quadro Procurar, a opção Todos os Arquivos. Você verá na lista de arquivos, o ítem Logotipos Voadores do Windows, entre os outros protetores de tela instalados. Pode agora clicar sobre o arquivo protetor de tela que deverá ser usado. Voltando ao quadro para criação de atalho, clique sobre o botão Selecionar, e depois Concluir. Se você preferir, pode criar este atalho por outro processo. Arraste com o botão direito do mouse, o ícone do seu protetor de tela (a partir da pasta C:\WINDOWS\SYSTEM) para a pasta Iniciar, que deve estar previamente aberta. Depois de soltar o botão direito, será apresentado um menu, no qual deve ser escolhida a opção Criar atalho aqui.
O método de inclusão de senha através de um protetor de tela não é completamente infalível, trata-se de um “quebra galho”. Existem pelo menos dois métodos de quebrar esta segurança. Um usuário atento poderá descobrir. Faço questão de evitar a divulgação dos métodos, apesar de já terem sido tornados públicos em vários meis de comunicação.

8) Eliminando um arquivo grande e desconhecido
Gostaria de saber para que serve o arquivo C:\SV2DSK.BIN que se encontra no meu notebook. Este arquivo tem 25 MB e eu gostaria de apagá-lo. Como saber se este arquivo é necessário?
Resposta:
Não dá para saber a princípio, qual foi o software que colocou este arquivo lá, e muito menos, para que o mesmo serve. A solução ideal é copiar este arquivo para um meio de armazenamento de alta capacidade, como um ZIP Disk, e removê-lo do seu disco rígido. Se você não possui um ZIP Drive, conecte o seu notebook com um desktop (ligação direta via cabo) e transfira-o. Outra solução é compactar o arquivo, usando o PKZIP ou o Winzip. Remova então o arquivo, e graças ao seu backup, você poderá colocá-lo de volta se for necessário. Existe ainda um método simples, apesar de não ser muito preciso, para verificar se um arquivo é ou não necessário. Crie no disco rígido, um diretório de nome C:\LIXO, e mova para lá arquivos que você desconfia que sejam desnecessários. Tome cuidado para manter o mesmo nome de diretório, ou seja, se o arquivo original estava em C:\PROGRAMA, coloque-o em C:\LIXO\PROGRAMA. Desta forma você poderá localizar com maior facilidade um arquivo cuja remoção fizer falta. Uma vez tendo feito esta transferência, passe alguns dias usando o computador. Procure usar todos os programas instalados, ou pelo menos os mais importantes. Se nenhum programa sentir a falta do arquivo misterioso, provavelmente é desnecessário, possivelmente deixado lá por algum programa que tenha até mesmo sido desinstalado. Note entretanto que o fato de nenhum programa ter sentido falta do arquivo removido não é suficiente para garantir que seja desnecessário. Melhor mesmo é realizar o backup antes de removê-lo por completo.

9) Quero comprar um novo PC
Tenho um computador 486DX4-100, mas estou pensando seriamente em comprar um novo. Os maiores candidatos são Compaq e Itautec, mas queria saber se no futuro terei como trocar tudo o que quiser, quando a máquina já estiver ultrapassada. Por exemplo, se eu quisesse trocar a placa mãe e processador do meu 486 por um Pentium II poderia perfeitamente, não poderia?
Resposta:
Em geral os micros de marca apresentam dificuldades no que diz respeito às expansões. Muitos deles apresentam designs ligeiramente fora de padrão. É o caso, por exemplo, daqueles que englobam o computador e o monitor dentro de um só gabinete, e daqueles que usam gabinetes muito baixos (slim). Os únicos upgrades possíveis são aqueles especificados pelos fabricantes, e isto varia de um modelo para outro. Em geral esses upgrades consistem na instalação de um novo microprocessador e na adição de memória. A troca da placa de CPU em geral não pode ser feita, devido a limitações mecânicas.
Por outro lado, os micros sem marca, pelo fato de usarem componentes padrão, têm todas as condições para facilitar expansões, desde espaço para instalação de novas palcas de expansão, até a substituição da placa de CPU.

10) Instalação de dispositivos SCSI
Tenho um computador com uma placa SCSI Adaptec AHA2940 e um disco removível Syquest de 270 MB. O problema ocorre quando tento ligar os periféricos SCSI em série. Segundo o manual da placa, o procedimento seria ligar o Syquest ao computador e o scanner ao Syquest. Porém feito isto, o computador trava, pois a máquina tenta realizar o boot através do Syquest. O endereçamento da placa SCSI, que vai de 0 a 7, informa que a placa utiliza o ID 7, o disco rígido ID 6, o scanner ID 5 e o Syquest ID4. O scanner pode ser alterado para qualquer ID, porém com o Syquest a configuração é um pouco mais difícil. Como devo proceder para que não ocorram mais conflitos?
Resposta:
Os dispositivos SCSI não são fáceis de configurar como ocorre com os dispositivos IDE. Existem algumas regras que devem ser seguidas. Primeiro, a placa controladora deve preferencialmente usar o SCSI ID 7. No BIOS dessas placas, existe suporte para discos rígidos SCSI, porém devem usar o SCSI ID 0 ou 1. Com outros valores, é preciso instalar drivers apropriados no CONFIG.SYS.
Outra questão muito importante é a terminação. Condidere o barramento SCSI como uma linha, formada por cabos, na qual estão ligados os dispositivos e a placa controladora. Os dois dispositivos (incluindo aí a placa) presentes nas duas extremidades desta linha devem ter suas terminações instaladas, enquanto todos os dispositivos presentes no meio devem ter suas terminações desativadas. Por exemplo, se na placa controladora ligarmos dois dispositivos SCSI internos através de um cabo flat, as terminações devem ser usadas na placa e no dispositivo localizado na extremidade do cabo. O dispositivo ligado no meio do cabo deve ficar sem a terminação. Se for usado um disco rígido interno, um scanner ligado no conector SCSI externo da placa, e um drive Syquest ligado no scanner, então as terminações devem ser ativadas no disco rígido e no Syquest. No caso da placa AHA2940, a ativação dos resistores de terminação é feita através do utilitário SCSI SELECT, ativado quando pressionamos CONTROL-A durante o boot. No caso dos demais dispositivos, os resistores de terminação podem ser instalados ou desinstalados manualmente, ou através de jumpers.

11) Um bom PC 486
Gostaria de saber se tenho um bom equipamento. Tenho um 486DX2-66 com 24 MB de RAM, disco rígido de 1,7 GB, placa de modem US Robotics de 28.800 bps e um kit multimídia 4X.
Resposta:
Apesar do seu microprocessador ser um 486DX2-66, a quantidade de memória RAM e a capacidade do disco rígido são dignos da maioria dos PCs Pentium. O modem, sendo de 28.800 bps classifica-se entre os mais velozes existentes para uso pessoal. O drive de CD-ROM 4X, apesar de ultrapassado, é altamente adequado para a execução de todos os programas de multimídia atualmente à venda. Você tem um bom computador, exceto pelo microprocessador. Quando você achar que seu PC já está lento para a execução dos seus programas, dê prioridade ao upgrade da placa de CPU.

12) Quero um PC de segunda mão
Procuro um PC bem simples, de segunda mão, no mínimo 486, mas que mesmo assim seja capaz de executar programas atuais e o Windows 95. Quero que seja o mais simples possível, mas que não chegue a ser uma “carroça”.
Resposta:
Você está pedindo um micro bem simples, para começar. O problema de você comprar um micro muito simples é que dentro de poucos meses você pode se tornar mais exigente em termos de informática. Vai querer executar programas sofisticados e necessitará de uma configuração mais potente. Se isto só acontecer daqui a dois anos, não haverá problema. É considerado normal fazer a troca ou o upgrade do computador após um ou dois anos. Procure então um micro com as seguintes especificações:
• Microprocessador 486DX4-100, com 256 kB de memória cache
• 8 MB de memória RAM (provavelmente em poucos meses você desejará fazer um upgrade para 16 MB)
• Barramento PCI
• Placa de vídeo PCI com 1 MB de memória
• Disco rígido de 540 MB
• drive de 1.44 MB
• Monitor SVGA com dot pitch de 0.28 mm
• Placa de som modelo SOUND BLASTER 16 e drive de CD-ROM 4X
• Impressora a jato de tinta
Uma certa economia pode ser obtida se você abrir mão dos módulos de multimídia (placa de som e drive de CD-ROM). Ao abrir mão de outros ítens (microprocessador mais lento, disco rígido com menos de 540 MB, monitor SVGA mais barato, etc), você terá uma economia muito pequena a ponto de valer a pena. Note entretanto que você pode ter muitos melhoramentos com pequenas diferenças de custo. Por exemplo, por mais 30 dólares, você tem uma memória de 16 MB, ao invés de 8 MB. Mais 20 dólares são suficientes para ter uma placa de vídeo com 2 MB, ao invés de apenas 1 MB. Com mais 50 dólares, ou até menos, você tem um disco rígido com 1 GB, ao invés de 540 MB. Desta forma, com mais 100 dólares você tem um computador com mais memória, melhores gráficos e maior capacidade de armazenamento.

13) O clock do Pentium
Gostaria de saber se o clock gerado pelo cristal do Pentium é igual ao valor do clock do processador (por exemplo, em um Pentium-133, cristal de 133 MHz) e se é o processador que geral o clock de saída (no caso do Pentium-133, seriam 66 MHz).
Resposta:
O sinal de clock enviado para o microprocessador Pentium é igual ao seu clock externo. O clock interno é obtido através de um circuito multiplicador de freqüência, localizado no seu interior. Existem pinos de controle que são lidos durante o período de Reset, e que definem a proporção entre o clock interno e o externo. Por exemplo, em um Pentium-133, usa-se um clock externo de 66 MHz, e esses pinos de controle são programados com a proporção 2:1, o que resulta no clock interno de 133 MHz.
Obs: Na verdade, o clock externo não é exatamente 66 MHz (se assim fosse, o clock interno seria de 132, e não 133 MHz). É comum encontrar clocks externos de cerca de 66,67 MHz, resultando no clock interno de 133,3 MHz, aproximadamente, no caso de um Pentium-133.

14) Disco rígido não dá boot
Tenho iniciado o computador utilizando um disquete, resultado de uma instalação mal sucedida do Windows 95. Quando tento iniciar sem este disco, a tela fica cheia de caracteres “AE”, e o PC trava. Como proceder para que o computador volte a ser inicializado pelo drive C?
Resposta:
Parece que existe algum problema nos arquivos usados durante o boot do seu disco rígido. Para corrigir o problema será preciso gerar, em outro computador equipado com o Windows 95, um disquete contendo o boot (usar o comando FORMAT A: /S) e o programa SYS.COM. Realize um boot no seu computador com este disquete e, a partir do drive A, use o comando “SYS C:”. Agora já será possível realizar um boot. Será entretanto preciso repetir a instalação do Windows 95.

15) Sumiu a versão anterior do sistema operacional
Tinha o Windows 95 instalado, mas meu irmão o apagou acidentalmente. Reinstalei o sistema a partir do seu CD-ROM, mas quando reiniciei a máquina e teclei F8, a opção “Versão anterior do MS-DOS” desapareceu, apesar do diretório \DOS estar lá. O que aconteceu?
Resposta:
Antes de ocorrer o problema, o último sistema operacional a ser instalado era o Windows 95, e o penúltimo, era o MS-DOS 6.22. Quando você instalou o Windows 95 novamente, o MS-DOS 6.22 deixou de ser o penúltimo, passando a ser o ante-penúltimo. Por isto não existe mais a opção de executar um boot como MS-DOS no seu menu de inicialização, mesmo estando lá o diretório C:\DOS. Para usar o DOS, você precisará agora realizar o boot através de um disquete. Existe entretanto uma outra solução um pouco mais trabalhosa. Execute o boot com um disquete (tem que ser a mesma versão existente no seu diretório C:\DOS) e a partir do drive A, use o comando:
SYS C:
É preciso que o disquete possua também o programa SYS.COM, e caso não tenha, execute-o na forma:
A:
C:\DOS\SYS C:
Depois disso, o MS-DOS será a última versão de sistema operacional instalada no seu PC. Será preciso agora instalar novamente o Windows 95. Este trabalho todo pode ser evitado se tivesse sido utilizada a seguinte regra:
Se você usa o boot duplo com MS-DOS/Windows 95 e precisa instalar novamente o Windows 95, use inicialmente o programa SYS.COM para fazer com que o MS-DOS seja o sistema operacional default (basta usar SYS C: a partir de um disquete de boot do MS-DOS), e depois instale o Windows 95.

16) Especificando um no-break
Tenho um IBM Aptiva K45 multimídia, com Pentium-100 e monitor SVGA de 14 polegadas. Gostaria de sua orientação na escolha do no-break mais apropriado. Será ligado apenas o computador e o monitor no no-break, ficando a impressora ligada na rede elétrica comum.
Resposta:
A potência correta do no-break é 500 VA, que é o mesmo que 0,5 KVA. Você pode ligar nele o computador e o monitor. A impressora, desde que seja a jato de tinta (em geral consomem menos de 30 watts), também pode ser ligada ao no-break, já que seu consumo é tão baixo. Leve em conta que quanto maior for a autonomia (tempo no qual as baterias podem funcionar na ausência de energia), maior será o seu preço. Você pode usar um modelo simples, de baixa autonomia (ex: 10 minutos), apenas para ter tempo suficiente para fechar os aquivos e desligar o computador. Se você pretende trabalhar no computador na ausência de energia elétrica, precisa de um modelo (bem mais caro) com autonomia de algumas horas.
Os estabilizadores e no-breaks de baixo custo produzidos no Brasil apresentam uma qualidade bem abaixo da exigida pelas normas técnicas internacionais, com raríssimas exceções. Um atípico exemplo de qualidade no Brasil é a Engetron. Produz excelentes estabilizadores e no-breaks de todos os portes. Tenho aqui seus telefones: 011-3040-7000, 011-547-0222, 0800-31-8008 (www.engetron.com.br).

17) PC ligado 24 horas
Acho conveniente deixar o computador ininterruptamente ligado, de forma que sempre que tiver que usá-lo, terei apenas que tocar o teclado ou, eventualmente, ligar o monitor. Ouvi dizer que este procedimento é vantajoso, pois o desgaste da placa ocorre justamente no ato de ligar e desligar o computador. A pergunta é: vale a pena deixar a máquina ligada eternamente? Como é melhor deixar o monitor: somente com protetor de tela, desligado ou usando o recurso de economia de energia (power save)? E o gasto com a conta de luz? O disco rígido (SCSI, ligado a uma placa Adaptec AHA2940) se desliga sozinho?
Resposta:
Realmente o desgaste dos equipamentos eletrônicos ocorre com maior intensidade no instante em que são ligados. Por isso recomendo evitar ligar e desligar o computador várias vezes por dia. É melhor ligar no início do dia, e deixá-lo ligado até o final. Deixar ligado durante a noite é um pouco perigoso, pois pode ocorrer queda no fornecimento de energia. Muitas vezes, a energia elétrica retorna com baixa voltagem (brownout) ou mesmo com sobretensão. Essas situações têm uma grande possibilidade de causar danos aos equipamentos. Ainda assim, caso você pretenda deixar o micro ligado dia e noite, habilite os recursos de economia de energia no CMOS Setup (Power Management). O desligamento do motor do disco rígido após um período de inatividade é uma providência bem importante. Discos IDE modernos já possuem este recurso habilitado, outros o usam mediante comando do BIOS, desde que habilitado no comando Power Management do CMOS Setup. O seu disco rígido SCSI também pode usar o desligamento automático. Entre os utilitários da sua placa Adaptec AHA2940, você encontrará um responsável pelo desligamento do motor do disco rígido. Desta forma o consumo de corrente, bem como o desgaste rotacional serão bastante reduzidos.
Quanto ao monitor, sugiro que você use um screen saver e Power Management durante o dia e o desligue à noite. Os capacitores eletrolíticos existentes nos circuitos de deflexão do monitor possuem uma certa vida útil, da ordem de alguns milhares de horas. Este desgaste é tão ruim quanto o liga-desliga. Portanto, evite deixá-lo ligado à noite. Você pode fazer o mesmo com a impressora: ligue-a no início do dia e desligue-a no final, deixando-a “dormir” desligada.

18) Desinstalação errada
Instalei o Aurélio Eletrônico em minha máquina, e posteriormente resolvi removê-lo, apagando o diretório correspondente. A partir de então, quando ligo o computador, surge uma mensagem dizendo que não é possível encontrar o arquivo winsetup.exe. Como posso contornar o problema?
Resposta:
Já tive problemas com o Aurélio Eletrônico. A minha versão 1.3 em disquetes era própria para Windows 3.x, e apresentava problemas durante a sua instalação no Windows 95. Para resolver o problema, tive que adquirir a versão 2.0 em CD-ROM, compatível com o Windows 95. O programa WINSETUP.EXE provavelmente é relativo à instalação do Aurélio Eletrônico, que no seu caso, ficou pendente. Você pode editar o arquivo WIN.INI e deletar a linha que faz referência ao WINSETUP.EXE, e o problema estará resolvido. Problemas parecido com este podem ocorrer com chamadas a programas, não pelo WIN.INI, e sim pelo grupo Iniciar (Iniciar/Programas/Iniciar). Nele ficam registrados programas que precisam ser ativados na inicialização do Windows 95. Abra este grupo (cloque o botão Iniciar da barra de terefas com o botão direito do mouse e escolha a opção Abrir, depois abra as pastas Programas e Iniciar) e remova os ítens que causam a execução de programas indesejáveis.

19) Arquivo W95UNDO.DAT
No diretório raiz do meu disco rígido, existe um arquivo imenso de nome W95UNDO.DAT. Posso removê-lo?
Resposta:
Pode remover o arquivo W95undo.DAT. Ele é gerado durante o processo de instalação do Windows 95 para permitir a sua “desinstalação”.

20) Pentiums e similares
Tenho um Pentium-133 e gostaria de algumas comparações com o 6×86, 586, Pentium Pro e outros desta classe.
Resposta:
O Pentium-133 é um excelente processador. Apesar de já ser difícil encontrá-lo à venda (modelos de 200 MHz são mais comuns), ainda é bastante veloz para a execução dos softwares modernos.
É verdade que o 686 da Cyrix possui desempenho similar ao do Pentium e a preços mais acessíveis. Tanto o 686 como o K5 da AMD são confiáveis (homologados pela própria Microsoft) e seus preços são mais baixos. Acho até que as pessoas deveriam comprar mais chips desses fabricantes, pois apesar de não chegarem a ocupar mais de 20% do mercado, são os responsáveis pela queda dos elevados preços praticados pela Intel.
O Pentium Pro é o sucessor do Pentium. Não recomendo a sua aquisição, pois as versões disponíveis não são substancialmente mais velozes que o Pentium, e seus preços serem bem mais elevados. Melhor ainda é o Pentium II (para os padrões do início de 1998, é o que poderia ser chamado de super-micro). Trata-se na verdade de um Pentium Pro dotado de tecnologia MMX, além de ter o seu projeto melhorado para suportar maiores freqüências (enquanto o Pentium Pro chegava no máximo a 200 MHz, o Pentium II, já no início de 1998, estava disponível em versões de até 333 MHz).
O Pentium MMX é a versão mais recente do Pentium. Basicamente possui instruções MMX (Multimedia Extensions), capazes de executar rapidamente tarefas relacionadas com áudio e vídeo, é mais veloz (chega a 233 MHz), consome menos energia e possui uma cache interna maior.
Os chips chamados de 586, fabricados pela AMD e pela Cyrix, não são na verdade microprocessadores Pentium, e sim, versões velozes do 486. Por exemplo, o 5×86-133 da AMD, apesar de não ser um Pentium, apresenta um desempenho superior ao Pentium-75, e por isto é classificado como “P-75”.
O 686 da Cyrix não é um Pentium nem um Pentium Pro. Trata-se de um chip compatível com o Pentium (podendo ser inclusive instalado em uma placa em lugar do Pentium, mas desde que o fabricante informe ser compatível), mas possui algumas características internas similares às do Pentium Pro.
Tanto a AMD como a Cyrix lançaram processadores novos, compatíveis com o Pentium, com clocks acima de 200 MHz, e dotados de tecnologia MMX. São o AMD K6 e o Cyrix 686MX. Inicialmente foram lançados em versões de 200 e 233 MHz, e em breve surgirão modelos de 266, 300 MHz, e superiores.

21) Configuração de um super PC
Intel Pentium 233 MHz, MMX, super ATX midi tower, USB – ACPI – PC-98 DMA 33 MB/s, CPU Thermal Control, 512 kB Cache, 4 PCI, 4 ISA, 32 MB EDO DRAM (to 512 MB), 4.1 GB de disco Western Digital.
Um computador como este é mais apropriado para trabalhos com multimídia/editoração eletrônica/engenharia? Descreva um pouco sobre cada peça.
Resposta:
Este é um compmutador bastante poderoso, e mais que adequado aos trabalhos de engenharia, editoração eletrônica e mutlimídia. Seu processador Pentium MMX de 233 MHz é um dos mais velozes atualmente disponíveis, mas sem ser absurdamente caro. Existem opções mais velozes, como o Pentium-II e o AMD K6, em versões de 266 e 300 MHz, mas os preços ainda estão muito altos (por enquanto). Os 32 MB de memória RAM são bastante generosos, adequados para praticamente qualquer tipo de programa atual. Entretanto, ao invés de EDO DRAM, peça SDRAM, que é mais rápida. O mesmo podemos dizer do disco rígido de 4 GB de marca Western Digital, que é inclusive a minha preferida. Seus 512 kB de memória cache também estão dentro do esperado por um PC de bom desempenho. Este é quase um super PC. Para ser considerado “super” pelos padrões atuais, deveria apenas usar o Pentium II, ter 64 MB de RAM, e um disco rígido com maior capacidade, como 6, 7 ou 8 GB.
Tanto a placa de CPU como o gabinete (e a fonte) usam o padrão ATX. Em um futuro próximo, todos os PCs utilizarão este padrão. Atualmente ainda predominam as placas e gabinetes no formato “Baby AT”, empregado desde o início dos anos 80. O padrão ATX garante um acesso mais fácil aos componentes da placa de CPU (para fazer uma expansão de memória, por exemplo), e uma melhor ventilação interna. Sendo um “midi tower”, significa que existe muito espaço livre para a instalação de novos dispositivos, como drives de CD-ROM e CD-R, unidades de fita, discos óticos, um segundo disco rígido, etc. Os gabinetes mais comuns são os do tipo “mini tower”, que não possuem espaço para tantas expansões. Em geral comportam apenas um drive de disquete, dois discos rígidos e um drive de CD-ROM. O barramento USB (Universal Serial Bus) está disponível. Em futuro próximo, diversos dispositivos como teclado, joystick, mouse, modem e scanner passarão a empregar este barramento, de velocidade mais elevada e método de conexão mais simples. Por enquanto ainda são raros os dispositivos USB, mas quase todas as placs de CPU modernas os suportam. “CPU Thermal Control” significa que existe um dispositivo para manter a temperatura do microprocessador dentro de limites seguros, através de ventiladores auxiliares que são automaticamente acionados quando a temperatura aumenta. Os 4 slots PCI permitem conectar placas de vídeo, controladoras SCSI, placas digitalizadoras de vídeo, placas de rede, etc. Os seus 4 slots ISA permitem conectar placas de 8 e 16 bits, como por exemplo, placas de som e placas fax/modem. Suas interfaces Ultra DMA-33 permitem ler e gravar dados do disco rígido usando a taxa de 33 MB/s. Para que isto seja possível é preciso que tanto a placa de CPU como o disco rígido sejam compatíveis com o padrão Ultra DMA-33. A sua placa de CPU atende a este requisito, resta conferir se o disco rígido oferecido também o suporta, caso contrário, será utilizado o PIO Mode 4, que oferece 16,6 MB/s.
O padrão ACPI (Advanced Configuration & Power Interface) permite que seja utilizada a função “On Now”, que estará disponível no Windows 98. Com ela, o computador não fica desligado, e sim em um estado de hibernação. Quando é acionada a tecla “On Now”, o computador estará imediatamente pronto para uso, sem a necessidade de um boot, como ocorre com os notebooks. Ao atender a especificação PC98, haverá compatibilidade garantida com novas características a serem implantadas no Windows 98. Observe entretanto que não basta que a placa de CPU atenda ao PC98, e sim, todo o computador.

22) Hora de estudar
Pretendo ser especialista em rede (Intranet) e segurança de computadores. Para isto é preciso fazer mais de um curso superior, como “Tecnologia em processamento de dados” e “Ciência da Computação”? Qual é a diferença entre o conteúdo desses cursos? Para que cada um deles prepara?
Resposta:
Os cursos superiores de computação não recebem nomes padronizados, como ocorre como medicina, engenharia eletrônica, administração, e outros mais. Talvez pelo fato de ser uma ciência nova (em comparação com outras ciências) e em constante evolução, experimente tanta variedade. Todos esses cursos são mais ou menos equivalentes, e podem ser chamados de “Engenharia de computação”, “Engenharia de software” (apesar de serem também ministradas cadeiras sobre hardware), “Ciência de computação”, “Tecnologia da computação”, e assim por diante. Note entretanto que existem ainda cursos técnicos (nível de segundo grau), que recebem o nome de “Tecnólogo em processamento de dados”. São cursos de 2 ou 3 anos de duração, destinado a formar programadores, principalmente.
No que diz respeito aos cursos superiores, você certamente não encontrará nenhum destinado especificamente a redes e segurança de dados. Os cursos oferecem uma formação básica, e em geral a partir do terceiro ano, oferecem matérias eletivas, ou seja, que podem ser escolhidas entre diversas opções. Desta forma, um engenheiro de computação, ou mesmo um analista de sistemas, pode dar ênfase a redes, sistemas operacionais, segurança de dados, ou outros tópicos desejados. É também desejável complementar a formação universitária com cursos de especialização em áreas específicas, como por exemplo, Intranet. Em geral as universidades oferecem tais cursos a seus alunos e ao público em geral.

23) Chaveador para ZIP Drive
Tenho um um Macintosh com Iomega ZIP externo SCSI de 25 pinos e também um PC. Gostaria de compartilhar este zip drive com o PC, através de uma placa SCSI e um chaveador. Porém só encontrei no mercado chaveadores mini-dim para Mac. É possível encontrá-lo? Poderia usar um chaveador paralelo, pois o encaixe é o mesmo? Se não; é possível construir um? Gostaria também de compartilhar a impressora entre os dois computadores. Como fazê-lo.?
Resposta:
Já que o ZIP Drive SCSI utiliza o mesmo conector DB-25 utilizado por impressoras, você pode realizar a comutação usando um chaveador de impressoras. Procure entretanto por um chaveador adequado para impressoras bidirecionais, que utilizam os 25 pinos do conector. Existem chaveadores mais simples, próprios para impressoras paralelas unidirecionais, que utilizam apenas alguns dos 25 pinos do conector. No caso de dúvida, você pode abrir o chaveador e verificar se todos os 25 fios internos do conector estão ligados na chave comutadora. É preciso que de cada pino do conector parta um único fio. Tome cuidado ainda, pois as impressoras utilizam vários pinos de terra, sendo ligados a um ponto comum. Nesse caso, o cabo não poderia transmitir um sinal de barramento SCSI. O compartilhamento de uma impressora entre dois computadores pode ser feito através de caixas comutadoras, encontradas com facilidade nas lojas de material para informática.

24) Fonte chaveada
Gostaria de saber sua opinião a respeito da substituição da fonte de alimentação que vem com o gabinete por uma fonte chaveada. Há locais em que a rede varia muito e talvez fosse uma solução. Gostaria de saber também se há algum fabricante nacional de fontes chaveadas para computador, e qual o seu custo médio.
Resposta:
Alguém lhe deu uma informação bastante errada a respeito de fontes. Uma fonte chaveada (Switching Power Supply) é assim chamada porque transforma a tensão de 110 volts, 60 Hz proveniente da rede elétrica, em 110 volts, mas com uma freqüência bem maior, na ordem de alguns kilohertz. Este aumento de freqüência é feito através do chaveamento (liga-desliga repetitivo) de um transistor de potência. Com uma freqüência maior, não é preciso usar um transformador grande e pesado para fazer a redução de tensão para 5 volts e 12 volts, como os circuitos do computador exigem. Desta forma é possível implementar fontes de alta potência, alto rendimento, bastante leves e baratas. Uma fonte tradicional (chamada de fonte linear), que não usa chaveamento, necessita de um transformador bastante pesado. Para fornecer 200 watts, o transformador precisaria pesar mais de 10 quilos. Já as fontes chaveadas são extremamente leves.
Saiba portanto que todas as fontes de alimentação para PC são chaveadas, e isto ocorre desde o início dos anos 80. Informações erradas são difundidas com facilidade, pois o usuário com muita razão, acredita nas informações fornecidas por revendedores, que muitas vezes não têm conhecimento técnico sobre informática. Existe até uma piada sobre um vendedor que elogiou o computador que vende, dizendo que é todo “chaveado”. A fonte era chaveada, porque tinha uma chave 110/220, o gabinete era chaveado porque tinha uma chave para trancar o teclado, e o teclado também era chaveado porque tinha uma chave seletora XT/AT…
Como noto que a sua preocupação principal é a instabilidade da rede elétrica, indico a solução mais simples para o problema, que é o uso de um estabilizador de voltagem.

25) O que é clock?
Qual a diferença eletrônica entre os processadores de clocks diferentes (133 e 166 MHz, por exemplo)? Como posso garantir que meu processador realmente é aquilo que diz ser?
Resposta:
Não existe diferença eletrônica entre processadores de clocks diferentes que usem o mesmo processo de fabricação. Por exemplo, o Pentium MMX, após ser fabricado, é testado para que seja determinado qual é o clock máximo que pode ser usado: 166, 200 ou 233 MHz. Dizem as más línguas que praticamente todos eles passam nos 233 MHz, mas para suprir o mercado de chips de menor custo, uma parte deles é marcada como sendo de 200 e outra como sendo de 166 MHz. Por isso, muito usuários fazem uma operação conhecida como “overclock”, que consiste em programar um chip para funcionar com um clock mais elevado que o normal. O usuário deve fazer isto por sua conta e risco, mas infelizmente existem comerciantes que compram chips de 166 MHz o os colocam para funcionar em 233 MHz, e cobram do cliente, um preço de 233 MHz.
Você pode pelo menos conferir a inscrição de clock gravada no microprocessador pelo seu fabricante. Retire o Pentium do seu soquete e verifique o que está escrito embaixo. Por exemplo:
• 80502-133: Trata-se de um Pentium-133
• FV80503233: Trata-se de um Pentium MMX de 233 MHz
Você encontrará, juntamente com o número 80502 (ou 80503), um sufixo que indica o seu clock. Processadores AMD e Cyrix também apresentam indicações apropriadas, mas para consultá-las será sempre preciso remover o chip do seu soquete.

26) Software de quantos bits?
O que significa dizer que um software é de 16, 32 ou 64 bits a nível de sistema operacional?
Resposta:
O antigo chip 80286 era um microprocessador de 16 bits. Fazia cálculos com números de 16 bits e usava 16 bits para endereçar a memória, tornando possível segmentos de programas e dados com até 64 kB (o máximo possível de endereçar com 16 bits). Áreas de dados maiores, bem como programas maiores, podiam ser utilizados, através do uso de múltiplos segmentos. Também era capaz de operar com números de 8 bits, mas as operações com 16 bits eram mais rápidas. O 80386 e seus sucessores (até o Pentium II) são chips de 32 bits. Fazem cálculos com números de 32 bits (podem operar também com 16 ou com 8 bits, mas as operações de 32 bits são mais rápidas) e acessam áreas de memória com maior tamanho, graças à superior capacidade de endereçamento em 32 bits. Apesar do 80386 ter sido lançado em 1985, durante muitos anos seu uso foi restrito a 16 bits (na maioria das vezes), pois era preciso garantir a compatibilidade com o 80286. O Windows 3.x, que funcionava em 286, assim como o MS-DOS, possuíam código de 16 bits, aproveitando apenas parcialmente o poder de processamento de 32 bits. Finalmente o Windows 95 quebrou esta barreira, passando a usar de forma predominante, instruções de 32 bits, tirando assim um proveito muito maior dos microprocessadores modernos.
Os softwares de 64 bits ainda estão para chegar. Microprocessadores diferentes da linha Intel, como o Alpha 64, produzido pela Digital, operam com instruções de 64 bits. Entretanto, não são compatíveis com os chips da linha Intel, por isso não rodam Windows 95. A Intel está trabalhando no projeto dos seus próximos chips de 64 bits, baseados na arquitetura IA-64 (Intel Architecture 64), que chegarão ao mercado nos próximos anos. Esta arquitetura também não é compatível com a linha X86 que tem sido usada nos PCs nos últimos 17 anos.

27) Senhas, modems, versões
Porque meu Windows 95 pede uma senha quando é iniciado, se está configurado para apenas um usuário? Como posso saber a velocidade do meu fax/modem? Como posso saber a versão do meu DOS? Posso deletar todos os arquivos que estão nas pastas TEMP e RECENT?
Resposta:
Você deve ter instalada no seu computador, a Rede Dial-Up, usada para acessar a Internet. Sendo uma Rede, o Windows 95 pede uma senha ao ser iniciado, mesmo que só exista um usuário. A velocidade do modem pode ser checada de diversas formas. A mais direta é fazendo uma consulta ao manual do próprio modem. Poderá ser um modelo antigo de 14.400 bps, um modelo mais recente de 28.800 ou 33.600 bps, ou um mais recente, de 56k bps. Outro método é usando o comando Modems do Painel de Controle. Ao ser usado, é apresentado o modelo do modem, e normalmente é mostrada também, a sua velocidade. Para saber a versão do MS-DOS, execute um boot no modo MS-DOS (tecle F8 quando for apresentada a mensagem “Iniciando o Windows 95…”, e no menu apresentado, escolha a opção “Versão anterior do MS-DOS”, caso seja este o DOS ao qual você se refere. Use então o comando VER, e será exibida a versão que você quer saber. Se você executar um boot com F8 e escolher a opção “Somente Prompt”, você terá então o “DOS” que é fornecido junto com o Windows 95, cuja versão é 7.0. Quanto ao apagamento dos arquivos que estão nas pastas TEMP e RECENT, você pode fazê-lo, mas evite que isto seja feito a partir do Windows 95, pois poderão existir arquivos em uso. Execute um boot no modo MS-DOS, e faça então os apagamentos. Depois disso, pode executar um boot normal no Windows 95.

28) Disquetes, HIMEM.SYS, CMOS
Tenho um PC com um drive de 5.25″, 360 kB. Ele lê os disquetes de 360 kB, e não lê disquetes originalmente de 1.2 MB, mas formatados com 360 kB. Porque esta leitura não é possível? Porque em alguns computadores, o HIMEM.SYS aloca apenas 1 kB de memória RAM, e em outros, considerando a mesma versão do Windows 95, com os mesmos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT, aloca 44 kB? Existem computadores que não precisam de baterias, ou mesmo pilhas para manter salvas as informações do CMOS? Caso afirmativo, como eles conseguem salvar tais informações?
Resposta:
O problema do erro de leitura dos disquetes está relacionado com a intensidade do campo magnético. Nos drives de alta densidade (1.2 MB), o espaço ocupado pelos bits é muito menor, o campo magnético é mais fraco e a cabeça de leitura é mais sensível. Por isso, a superfície magnética dos disquetes de alta densidade é mais fina, e mais homogênea. Desta forma, se você formatar um disquete de 1.2 MB, seja qual for o tipo de drive usado, com uma formatação de 360 kB, terá erros de leitura, devido ao campo magnético mais fraco. Este problema não acontece com os disquetes de 3 ½”, pois a intensidade do campo magnético é a mesma, tanto em densidade dupla como em alta densidade. Se você ainda usa drives e disquetes de 5 ¼”, procure fazer mais rapidamente a sua conversão para 3 ½”, mesmo que o seu computador seja um XT. Se for este o caso, contacte a empresa JDR Microdevices (http://www.jdr.com). Lá eles vendem, pelos correios, diversos produtos para PC, entre os quais uma placa de interface que permite usar drives de 1.44 MB em um PC XT. Se o seu PC for 286 ou superior, pode ligar diretamente um drive de 1.44 MB na sua interface, sem precisar de interfaces adicionais.
O HIMEM.SYS, para que possa ocupar apenas 1 kB na memória convencional, precisa que existam áreas de memória HMA e UMB disponíveis. Para ativar a memória HMA, é preciso que no início do CONFIG.SYS exista o comando DOS=HIGH,UMB. Para que exista memória UMB, é preciso que depois do HIMEM.SYS, seja colocada no CONFIG.SYS, a ativação do EMM386.EXE. Comece então o seu CONFIG.SYS da seguinte forma:
DOS=HIGH,UMB
DEVICE=C:\WINDOWS\HIMEM.SYS
DEVICE=C:\WINDOWS\EMM386.EXE NOEMS
É preciso também que existam áreas de memória vazias entre os endereços C8000 e FFFFF. No Advanced CMOS Setup, verifique se a Shadow RAM está habilitada apenas na área do BOIS VGA (C0000-C7FFF) e no BIOS da placa de CPU (E0000-FFFFF). Na área restante (C8000-DFFFF), deixe a Shadow RAM desabilitada (esta é a configuração default). Esta área de 96 kB será transformada em UMB, e lá serão carregados programas residentes e drivers.
O chip CMOS ligado a uma bateria é a forma mais simples de manter dados armazenados, regraváveis, com o computador desligado. Existe um outro processo, que se dá através da NVRAM (RAM não volátil) ou da EEPROM (ROM regravável). A NVRAM é um chip de memória RAM, sobre o qual existe uma fina bateria de lítio, que tem autonomia de alguns anos. A EEPROM é normalmente usada para armazenar o BIOS das placas de CPU modernas, podendo inclusive ser feito o upgrade do BIOS. Dados que seriam armazenados no CMOS, podem ficar em uma memória tipo EEPROM. O problema é que além desses dados, é preciso manter ainda o relógio permanente, o que só é possível com o uso de uma bateria. Muitas placas de CPU aparentemente não possuem bateria, mas na verdade a possuem, dentro de um chip NVRAM.

29) Re-informatização
Sou encarregado de CPD em uma empresa frigorífica com abate de 700 bois ao dia. Atualmente trabalhamos com sistema operacional PICK e linguagem Pick Basic, com licença para 10 usuários, mas tenho um servidor e 14 estações de trabalho com cabeamento em par trançado com hub de 16 portas e software instalado como folha de pagamento, contabilidade, ativo fixo, contas a pagar, contas a receber, faturamento de entrada, faturamento de saída, estoque de produtos, produção e estoque de almoxarifado, não integrados, não gráficos e não compatíveis com o Windows, devido ao sistema operacional. Gostaria de fazer a migração em linguagem gráfica e rede Windows NT. Sendo assim estou confuso ao escolher a linguagem e banco de dados. Com medo de que fique muito lenta, sendo que o nosso trabalho tem que ser muito rápido. Gostaria de saber a linguagem e banco de dados mais rápidos, eficazes e seguros no mercado de hoje, e saber o que me aconselharia.
Resposta:
Você não especificou quais são os modelos de computadores do seu sistema, o que seria fundamental para determinar se é possível refazê-lo, sem que para isto seja necessário jogar tudo fora e comprar novos computadores. Deixe-me ver, em 1992 costumavam usar PCs 286 como estações de trabalho para automação comercial. Se o sistema foi implantado em 1993 ou 1994, provavelmente usa PCs 386. Então se o seu sistema tem mais de 5 anos, diga adeus ao seu hardware atual, será preciso comprar tudo novo. Seria preciso ter no mínimo PCs 486 para executar confortavelmente softwares modernos. Também é preciso uma placa de vídeo gráfica, disco rígido de no mínimo 500 MB e 8 ou 16 MB de memória. Acho que seus computadores não têm nada disso. Se tivessem, seria um grande desperdício usar computadores, considerados sofisticados há poucos anos atrás, para executar um sistema não gráfico de automação comercial e industrial. O seu servidor certamente é um pouco mais sofisticado que as estações de trabalho, mas com certeza não é suficientemente veloz para executar com eficiência os softwares modernos. Entenda que os sistemas antigos eram mais simples, não porque as pessoas não sabiam programar sistemas melhores, mas porque o hardware não permitia as sofisticações dos sistemas modernos.
O que faria a sua empresa jogar fora o sistema atual, que apesar de antigo funciona bem, para investir uma elevada quantia em um sistema novo? Em muitos casos, é melhor usar o sistema antigo, que está funcionando bem, apesar de usar telas alfanuméricas de fósforo verde, que gastar dinheiro na modernização. Além do custo, existe outro problema: durante a implantação do novo sistema, a produção não pode parar. É como trocar o pneu de um automóvel em movimento. Mesmo os mais competentes e experientes profissionais de informática passam por problemas técnicos durante a implantação de sistemas novos. Isto pode ocorrer mesmo quando todo o software é comprado pronto. Aliás, aconselho que você procure bastante no mercado e faça a compra de um software pronto, específico para este tipo de atividade, ao invés de desenvolver tudo novo. Em geral, o custo do software pronto é muito inferior ao do desenvolvimento de um software novo. Hoje em dia o software sob medida só é desenvolvido quando não existe nada similar no mercado.
Se o sistema atual apresenta problemas, se o hardware é de manutenção cara e de baixa confiabilidade, o custo anual para mantê-lo é bastante elevado. Faça um levantamento dos custos durante os últimos 12 meses, e veja o que vai precisar ser gasto em hardware e software para implantar o novo sistema. Se você provar à sua empresa que depois de um ano, o custo terá compensado, tem grandes chances de ter seu projeto de informatização aprovado. Se este custo só for amortizado depois de 2 ou 3 anos, serão menores as chances de aprovação. Seja como for, a sua empresa é especializada em bois. Você não vai conseguir convencê-los em trocar tudo porque os softwares são não integrados, não gráficos e não Windows.
Desaprovo totalmente a implantação de software novo caso o hardware for antigo. Em estações 486 com 8 MB e discos de 500 MB, no mínimo, um novo sistema poderá funcionar razoavelmente. Se for preciso comprar hardware novo, use PCs Pentium, com no mínimo 166 MHz, discos entre 1 GB e 2 GB, e 16 MB de RAM. Procure software pronto para este tipo de atividade, já vi anúncios de softwares para fazendas na revista Exame Informática. Você tem chances de encontrar pronto, o software que precisa. Se não conseguir, dê preferência à linguagem Delphi e banco de dados Access, são os mais usados atualmente neste tipo de programação.

30) PC para editoração eletrônica
Trabalho com edição de imagens usando o Corel Draw, PhotoShop, OCR, Trace e outros, às vezes simultaneamente. Meu computador está muito lento, é um Pentium-150 com 16 MB de RAM, HD de 1.6 GB, placa de vídeo com 1 MB, sistema operacional Windows 95. Gostaria de sugestão de uma configuração que me dê mais velocidade para este tipo de trabalho que inclui fotos, vetores e gráficos 3D. Também gostaria de saber se o Windows NT é melhor para mim ou não.
Resposta:
O seu computador não é ruim, apesar de não ser mais considerado bem configurado para os padrões atuais. Processador Pentium-150, disco de 1.6 GB e placa de vídeo com 1 MB são itens ultrapassados (apesar de ainda não podermos chamá-los de obsoletos), mas o seu ponto fraco é a memória. Processamento gráfico requer muita memória, e 16 MB é uma quantidade inadequada, principalmente quando você utiliza vários programas gráficos ao mesmo tempo. Com pouca memória, o Windows precisa usar a memória virtual, ou seja, uma parte do disco rígido (arquivo de trocas) é usado para manter dados que deveriam estar na memória RAM. Por exemplo, se os programas que você usa estão utilizando 40 MB de memória, 16 MB são formados pela RAM, e 24 MB ficam no disco rígido. O Windows faz transferências entre a RAM e o disco, na medida em que precisa acessar trechos específicos desses 40 MB. Você poderá comprovar que esta é a causa da lentidão, observando a grande quantidade de acessos a disco (veja o HD LED do gabinete piscando), sobretudo as paradas que os programas apresentam durante esses acessos, mesmo quando você não está usando comandos com arquivos (Salvar, Abrir, etc). Os programas que exigem muita memória podem assim funcionar, mas a queda no desempenho é muito grande. Para quem usa programas gráficos e não possui recursos para comprar um PC novo, a melhor coisa a fazer é uma expansão de 16 MB para 32 MB, o que custa hoje, cerca de 50 reais.
Se você pretende comprar um novo computador, vou apresentar uma configuração bastante poderosa:
– Processador Pentium II com 300, 350 ou 400 MHz, chipset i440BX e barramento externo de 100 MHz
– 64 MB de SDRAM
– Placa de vídeo 3D com 4 MB de memória de vídeo (ex: Diamond Viper V330), barramento AGP
– Disco rígido Ultra IDE Western Digital com 6 GB ou mais
– Gabinete e fonte de alimentação ATX
Este sistema realmente é caro, principalmente pelo processador, que é no momento, o mais veloz (até, é claro, o lançamento de versões mais velozes de 450 e 500 MHz, previstas para este ano ainda). Note entretanto que o processador mais veloz em geral pode ser duas vezes mais caro que o segundo mais veloz, mesmo que a diferença de velocidade seja pequena.
Sugiro você olhar com bons olhos os novos processadores de 266 e 300 MHz produzidos pela AMD e Cyrix (AMD K6 e Cyrix 6x86MX). São compatíveis com o Pentium MMX, são bastante rápidos e seus preços são bem menores que os do Pentium II. De um modo geral, um upgrade com esses processadores sai muito mais barato que um baseado no Pentium II. Não será necessário, por exemplo, comprar um novo gabinete e fonte de alimentação ATX. Você poderá usar o seu próprio gabinete. As memórias SIMM/72, muito comuns nos PCs equipados com o Pentium, poderão ser aproveitadas, coisa que não ocorre nas placas que usam o Pentium II. Mesmo assim, nada impede que nessas placas de CPU modernas, equipadas com processadores Cyrix ou AMD, sejam acopladas memórias SDRAM e discos Ultra IDE.
Quanto ao Windows NT, poderá trazer melhoramentos para o seu trabalho, mas não espere que sejam muito significativos. Ao mesmo tempo em que é considerado um sistema operacional mais adequado para uso profissional, apresenta desempenho baixo quando o processador não é tão veloz. Muitos dos seus usuários reclamam disso. A grande vantagem do NT é na área de servidores, e também em PCs equipados com múltiplos processadores. O Windows 95/98 é portanto, o mais adequado para suas aplicações.