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1999 – Memórias (Perguntas e Respostas)

1) Expansão de memória em um Compaq
Possuo um Compaq Presario 5220, com 8 MB de memória RAM. Gostaria de saber se é possível tirar toda a memória da Compaq e colocar memória comum, não Compaq. Tenho dois módulos de 72 pinos e quatro de 30 pinos, cada um com 2 MB. Qual seria o melhor modo de trocar e expandir a memória do meu computador?
Resposta:
Existe uma grande chance de memórias “não Compaq” funcionarem, apesar disso normalmente resultar em perda de garantia. Entretanto, existe uma pequena chance de que a instalação não funcione. Você precisará fazer a compra em um fornecedor que faça a instalação, ou que pelo menos faça a devolução do dinheiro caso as novas memórias não funcionem.
Provavelmente você precisará retirar todas as atuais memórias, e adquirir um ou dois módulos, totalizando a capacidade que você deseja. Atualmente, um módulo de 16 MB está custando cerca de 60 reais. É recomendável que você leve os módulos atuais de 72 pinos para que o revendedor possa tirar algumas conclusões. Por outro lado, sendo um modelo de 486, provavelmente as memórias usadas são do tipo FPM (Fast Page Mode), ou seja “não EDO”. Saiba também que existem modelos da Compaq que exigem memórias com paridade. A maioria das memórias à venda atualmente são EDO sem paridade, mas procurando bastante você poderá encontrar versões FPM sem paridade, e FPM com paridade. Melhor ainda é, antes de procurar, tentar obter as especificações das memórias que o seu PC pode usar, através do seu manual, ou mesmo do suporte técnico da Compaq.

2) Memórias EDO em PCs 486 e 586
Uma placa 5×86-133 reconhece memórias EDO? Depende do BIOS? Posso misturar, se quiser, 32 MB de EDO com 16 MB de não EDO?
Resposta:
As placas de CPU 486/586 baseadas no chipset UM8886/UM8881, fabricado pela UMB, podem operar com memórias FPM ou EDO, porém, todas precisam ser do mesmo tipo (ou tudo FPM, ou tudo EDO). É preciso ainda declarar no CMOS Setup o tipo de DRAM (FPM ou EDO). Placas de CPU 486 e 586 baseadas neste chipset são relativamente comuns.

3) Memória insuficiente na instalação do Windows 95
Possuo um disco rígido de 2 GB conectado a uma placa SCSI 1540C/1542C, onde não consigo fazer a instalação do Windows 95. Já configurei no BIOS da placa para que não fosse usado o espaço acima de 1 GB, dividi o disco em duas partições, uma de 800 MB e outra de 200 MB, onde consegui, pelo menos, instalar o MS-DOS 6.2. Com o Windows 95, acontece o seguinte: depois de instalado o MS-DOS, faço o procedimento padrão para instalação do Windows 95, mas sou informado que não possuo memória suficiente para a instalação. O que fazer?
Resposta:
Quando um programa apresenta um erro de “memória insuficiente”, diz respeito à RAM, e não ao espaço no disco rígido. O programa de instalação do Windows 95 requer um mínimo de 430.000 bytes livres na memória convencional para que possa funcionar. Desconfio que o problema esteja relacionado com isto. Se a memória não estiver corretamente configurada, poderá haver pouco espaço livre. Experimente executar um boot limpo no MS-DOS 6 (tecle F5 quando for apresentada a mensagem “Iniciando o MS-DOS…”), e você certamente terá espaço livre suficiente.

4) Memória convencional insuficiente para jogos
Substituí meus modestos 4 MB de RAM por 16 MB. Porém, ainda assim preciso utilizar um disquete de boot para executar alguns jogos que, por exemplo, exigem 550 kB de memória, e minha máquina diz que só tem disponível 500 kB, a mesma quantidade disponível na época em que só tinha 4 MB. Será que uma configuração melhor resolveria meu problema?
Resposta:
Uma expansão de memória não tem influência alguma sobre a memória convencional livre, como ocorre no seu caso. Para aumentar os seus 500 kB para um valor mais próximo de 640 kB, você precisa usar os comandos de gerenciamento de memória no arquivo CONFIG.SYS. Comece este arquivo com os seguintes comandos:
DOS=HIGH,UMB
DEVICE=C:\DOS\HIMEM.SYS
DEVICE=C:\DOS\EMM386.EXE RAM
Se você estiver usando o Windows 95, use nos comandos acima, “C:\WINDOWS” ao invés de “C:\DOS”. Você pode ainda ganhar mais 64 kB de memória superior, desde que não esteja utilizando programas que precisam de memória EMS. Para isto, substitua o parâmetro “RAM” na linha de comando do EMM386 por “NOEMS”. Só com essas providências você já terá algumas dezenas de kB a mais de memória convencional livre.
Procure no seu arquivo CONFIG.SYS todos os arquivos que são carregados através do comando DEVICE, e substitua por DEVICEHIGH (exceto para o HIMEM.SYS e para o EMM386.EXE). Isto fará com que esses arquivos sejam carregados na memória superior, deixando ainda mais memória convencional livre. Finalmente, veja no seu arquivo AUTOEXEC.BAT quais são os programas residentes que são carregados na memória, e coloque antes de cada um deles, a palavra LOADHIGH. Por exemplo, se no seu AUTOEXEC.BAT existir o comando DOSKEY, substitua-o por LOADHIGH DOSKEY (você pode usar LH ao invés de LOADHIGH). Para saber quais são os programas residentes na memória convencional, use o comando MEM/C/P, o que poderá ajudar bastante para identificar quais são os drivers e programas residentes que ocupam a memória convencional, tendo sido ativados pelos arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT. Essas técnicas são válidas tanto para o MS-DOS como para o Windows 95.

5) Expansão de memória com módulos de 30 vias
Tenho uma placa de CPU antiga que utiliza memórias de 30 vias, mas não encontro mais este tipo de memória no mercado. Existe alguma forma de fazer a expansão com módulos de 72 vias?
Resposta:
Se for desejado manter a mesma placa de CPU será preciso adquirir memórias de 30 pinos para fazer a expansão. Consulte os anúncios dos cadernos de informática dos principais jornais, pois algumas lojas ainda comercializam memórias de 30 pinos. Por outro lado, se for desejado instalar uma nova placa de CPU (486 ou 586), ainda é possível encontrar alguns modelos que possuem soquetes de 30 e de 72 pinos.

6) Mistura de memórias
Gostaria de saber se posso associoar memórias SIMM do tipo -6 ou -7 com memórias tipo EDO DRAM, sem que haja problemas de paridade entre elas.
Resposta:
As atuais placas de CPU Pentium podem operar com memórias DRAM comuns (chamadas de FPM DRAM, ou Fast Page Mode DRAM), com memórias DRAM do tipo EDO (Extended Data Out DRAM), desde que em bancos diferentes. Nos PCs Pentium, cada banco é formado por dois módulos SIMM de 72 pinos. Você pode, por exemplo, preencher o Banco 0 com dois módulos EDO e o Banco 1 com dois módulos FPM, mas nunca poderá instalar, dentro de um mesmo banco, memórias FPM e EDO juntas. Os problemas que você teme não têm nenhuma relação com paridade. O seu PC irá operar com paridade, desde que todos os módulos de memória instalados possuam paridade. A única precaução a ser tomada é que não é recomendável instalar, dentro mesmo banco, módulos com paridade e módulos sem paridade.

7) Gerenciando a memória no Windows 95
Gostaria de saber como otimizar a memória convencional no Windows 95. Não consigo achar o antigo memmaker do velho DOS. O que fazer?
Resposta:
Dê uma olhada na pergunta #4 desta mesma seção, onde explico os comandos dos arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT que provavelmente resolverão o seu problema. Gostaria entretanto de acrescentar um detalhe que pode observar, relacionado com o DriveSpace do Windows 95. Quando é realizado um boot, é carregado automaticamente na memória convencional o DBLSPACE.BIN. No arquivo CONFIG.SYS, encontramos o comando:
DEVICEHIGH/L:0=C:\WINDOWS\COMMAND\DRVSPACE.SYS /MOVE
Este comando faz com que o DBLSPACE.BIN, que está carregado na memória convencional, seja substituído por um driver de modo protegido, que opera na memória XMS, deixando assim a memória convencional livre. Ocorre que muitas vezes o parâmetro “/L:0” impede este carregamento, fazendo com que continue sendo usada a memória convencional. Remova o “/L:0” e veja se o problema foi resolvido. Através do comando MEM/C/P você poderá acompanhar qual é o espaço ocupado por cada programa na memória convencional e na memória superior. Uma tarefa bastante emocionante.
Se você prefere usar o MEMMAKER, pode acessar a Microsoft pela Internet (http://www.microsoft.com) e obter este programa. No Windows 95 distribuído em CD-ROM, podemos encontrar o MEMMAKER, além de vários outros programas e arquivos complementares, inclusive um tutorial sobre o Windows 95. Infelizmente a versão em disquetes não possui esses programas, mas podelos conseguir tudo pela Internet.

8) Memórias EDO DRAM em PCs 486
Possuo um 486DX4-100, com 8 MB de RAM (dois módulos de 4 MB, 70 ns), 256 kB de cache, um disco rígido de 1,2 GB com Windows 3.11. A minha dúvida é a seguinte: é possível que o meu equipamento, que é compatível com EDO DRAM, aceite este tipo de memória, funcionando como FPM DRAM? Ocorre que eu pretento primeiramente expandir a memória, e depois trocar o processador. Seria interessante então comprar memórias EDO, para aproveitá-las na configuração futura.
Resposta:
Você está certo em procurar memórias EDO para poder aproveitá-las futuramente, já que são mais velozes que as do tipo FPM. Ocorre que a maioria das placas de CPU 486 não estão preparadas para aceitar memórias EDO. Em algumas delas, as memórias EDO podem funcionar por pura sorte. Na maioria dos casos, as memórias EDO não funcionarão no 486. Se você comprar memórias FPM para fazer esta expansão, funcionarão e poderão ser futuramente usadas em uma placa de CPU Pentium, mas terão um desempenho ligeiramente inferior ao obtido com memórias EDO. Sugiro que você faça uma expansão no atual 486, usando memórias FPM, e quando você instalar uma placa de CPU Pentium, venda a antiga placa de CPU 486 junto com essas memórias, e compre memórias EDO novas para usar no Pentium.

9) Mais problemas de memória insuficiente
Meu PC tem 16 MB de RAM, uso o Windows 95 e o Microsoft Plus. Tentei executar um jogo para DOS que necessita de 570 kB de memória convencional e o computador acusou memória insuficiente. Tentei alterar os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT, usei vários gerenciadores de memória (QEMM8, SoftRAM 95), mas de nada adiantou. Algumas pessoas me disseram que como tinha o DOS 6.22 e a atualização do Windows 95 a partir do Windows 3.11, quando ativava o modo MS-DOS, muitos drivers eram carregados na memória. Formatei o disco e refiz a instalação do DOS, Windows 95 e Microsoft Plus, além dos drivers. Os jogos funcionaram perfeitamente. O problema voltou a surgir quando instalei o Microsoft Office 95. Gostaria de saber a razão do problema, e se existe uma solução menos drástica, além de formatar o disco rígido e instalar tudo novamente. Queria saber também se é aconselhável usar o DriveSpace 3.
Resposta:
O problema de falta de memória é devido ao excesso de programas residentes (ativados no CONFIG.SYS e no AUTOEXEC.BAT). A memória convencional e a memória superior (UMB) ficam congestionadas, e mesmo quando sobram mais de 500 kB livres, muitos jogos para DOS não funcionam, por exigirem 600 kB ou mais. Este problema ocorre com qualquer versão do MS-DOS, e mesmo com o Windows 95. Usar o MEMMAKER é um método que em muitos casos resolve o problema, mesmo que o usuário não tenha conhecimentos sobre CONFIG/AUTOEXEC. Entretanto, em muitos casos, é preciso que o usuário entenda o que está ocorrendo nos arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT para que possa fazer os ajustes (remover programas desnecessários que estejam ocupando a memória convencional e superior, transferir programas para a memória superior liberando mais memória convencional, etc) necessários.
O problema não está relacionado com o fato do seu Windows 95 ser do tipo “Upgrade”. Um sofware vendido como “Upgrade” é em geral idêntico ao vendido como “Full”. A diferença é que o Upgrade é mais barato, uma forma de beneficiar os usuários que já adquiriram versões anteriores deste software. Você pode esquecer o MS-DOS 6.22 e instalar apenas o Windows 95 no seu PC. O seu modo MS-DOS é inteiramente compatível com o MS-DOS 5 e 6. Você pode fazer as devidas otimizações nos arquivos AUTOEXEC.BAT e CONFIG.SYS do próprio Windows 95.
O uso do DriveSpace 3 é aconselhável, mas você não deve confiar 100% nele. Confie 99%, e saiba que existe uma pequena chance de perder dados. Esta chance de perda pode ser maior quando o computador têm o hábito ruim de apresentar problemas de hardware (que em geral se traduzem como GPF’s). Se o seu computador apresenta problemas como este, não use o DriveSpace. Mesmo que o computador seja confiável, mantenha backup dos dados importantes armazenados no drive compactado.

10) Melhor usar memórias de 60 ns no Pentium
Tenho um Pentium de 166 MHz com 32 MB de RAM e 256 kB de cache. Resolvi colocar 64 MB de memória e 512 kB de cache, mas os técnicos me acrescentaram memórias de 70 ns, e não de 60 ns. A partir de então, a máquina começou a travar. Disseram-me para reinstalar o Windows 95 e atualizar os drivers. Fiz o recomendado, mas nada adiantou. Reclamei e eles trocaram vários componentes da máquina, inclusive o processador. A máquina continua apresentando o mesmo problema. Será que o problema está relacionado com a velocidade das memórias?
Resposta:
Praticamente todas as placas de CPU Pentium exigem memórias de 60ns. Algumas poucas são capazes de operar com memórias de 70 ns, mas requerem ajustes no CMOS Setup, baseados no aumento do número de wait states nos acessos à memórias, o que faz o computador ficar mais lento. É muito provável que o seu problema esteja realmente relacionado com o uso de memórias inadequadas. Ao fazer uma expansão de memória, devemos utilizar memórias com o mesmo tempo de acesso das já instaladas, ou então com tempo de acesso menor (mais rápidas), mas nunca usando um tempo de acesso maior. Qualquer técnico que encontre problemas como o seu providencia, antes de mais nada, a substituição das memórias por outras com o tempo de aceso correto. Soluções como “instalar tudo novamente” e “formatar o disco rígido” são desesperadoras, normalmente sugeridas por quem não consegue visualizar o defeito correto.

11) Faltam 2 MB
Meu computador tem 16 MB. Quando é feita a contagem de memória, são acusados 16 MB, mas no Windows 95 está indicado que são apenas 14 MB. Outro PC que também possui 16 MB está com exatos 16 MB indicados no Windows 95. Por que no meu são indicados apenas 14 MB?
Resposta:
É provável que esteja indevidamente habilitado no CMOS Setup um ítem que desativa uma área de 1 MB ou 2 MB no endereço 15 MB ou 14 MB. Aparece com nomes de “ISA Frame Buffer” ou “Memory Hole”. Desabilite-o, e os seus 16 MB estarão plenamente acessíveis. A falta desses 2 MB também pode ocorrer quando o SMARTDRV é usado nos arquivos CONFIG.SYS ou AUTOEXEC.BAT. Quando o Windows 95 é iniciado, o SMARTDRV fica inativo, mas a área de memória tomada para fazer cache de disco permanece insdisponível. Retire o SMARTDRV o sua memória voltará ao normal. A falta desta memória também pode ser devida ao vídeo onboard, que utiliza parte da memória da placa mãe como memória de vídeo. Se for o caso, não é possível “devolver” esta memória em falta, exceto, em alguns casos, com a instalação de uma placa de vídeo.

12) Problemas no Registro causados por memórias defeituosas
Tenho um Pentium-133 com 16 MB de RAM e disco de 1,2 GB que, dois meses depois de montado, começou a apresentar ao ser ligado, “Problema de Registro”. É necessário restaurar o Registro e reiniciar o computador. A operação passou a ficar complicada, com freqüentes mensagens indicando operação ilegal. Após trocar os pentes de memória RAM, a situação melhorou, mas às vezes o problema se repete. Qual a sua opinião?
Resposta:
Se você trocou as memórias e o problema melhorou, tudo indica que as memórias eram as causadoras dos problemas. Ocorre que durante o uso das memórias problemáticas, certos arquivos do sistema, e mesmo o registro, podem ter sido danificados. A única forma de passar tudo a limpo é repetir a instalação do Windows 95 sobre a versão já existente. Se mesmo assim continuarem os problemas, será preciso tomar providências para melhorar a refrigeração do micro. Isto é feito através da aplicação de pasta térmica entre o Pentium e o seu ventilador, arrumação dos cabos flat para que não atrapalhem o fluxo de ar, e uso de uma distância mínima de 15 cm entre a parte traseira do gabinete e a parede.

13) DIMM EDO
Li certa vez em um artigo seu que as memórias SIMM de 72 pinos são do tipo EDO, mas isto não está correto, porque os módulos DIMM também são do tipo EDO, e inclusive são usados nos computadores Aptiva.
Resposta:
Você está certo. Quando escrevi aquele artigo, estava me referindo aos dois tipos de memória mais comuns no mercado, a SIMM de 72 pinos e a SIMM de 30 pinos. As memórias DIMM de 168 pinos já existiam, porém eu ainda não havia encontrado placas de CPU que suportassem este tipo de memória, por isso resolvi não mencioná-lo. Hoje observo que este tipo de memória ainda é menos raro, e as placas de CPU Pentium já as suportam. Podemos encontrar memórias DIMM de 168 pinos dos tipos FPM (Fast Page Mode), EDO (Extended Data Out) e SDRAM (Synchronous DRAM), apesar do tipo SDRAM ser o mais comum a usar o encapsulamento DIMM-168.

14) Memórias EDO em PCs 486
Tenho um 486DX4-100 com 24 MB de RAM (16 EDO e 8 comum), drive de CD-ROM 4X, placa SB16, disco de 540 MB compactado com o DriveSpace 3, Windows 95 e placa de vídeo Cirrus Logic com 1 MB.
Posso misturar memórias comuns (dois pentes de 4 MB) com memória EDO (dois pentes de 8 MB) e ainda assim tirar proveito das memórias EDO?
Resposta:
Placas de CPU Pentium baseadas no chipset Triton permitem a mistura de memórias diferentes em bancos diferentes. Podemos instalar, por exemplo dois módulos tipo EDO no banco 0 e dois módulos comuns no banco 1. Quanto às placas de CPU baseadas no 486 e no 5×86, normalmente não podem operar com memórias EDO, mas existem exceções. Existem algumas que são equipadas com o chipset UM8881F/UM8886BF e suportam memórias EDO. Seja qual for o caso, o manual da placa de CPU faz referência a esta possibilidade. Se memórias EDO não são mencionadas, significa que não são suportadas. No CMOS Setup de placas baseadas no chipset citado, existe uma opção para indicar o tipo de memória instalada: FPM (Fast Page Mode, que é o tipo comum), ou EDO. Não é permitida a mistura.

15) Memórias de 60 e 70 ns
Gostaria de saber se é possível misturar memórias RAM de 72 pinos e 70 ns com outras de 60 ns. Caso não seja possível, o que é preciso para usar memórias de 60 ns no meu IBM Aptiva 486DX2-66, no lugar das de 70 ns ?
Resposta:
Se um equipamento exige memórias de 60 ns, você não pode instalar memórias de 70 ns, a menos que realize alterações no CMOS Setup que retardam os acessos do microprocessador à memória. O computador fica mais lento, mas as memórias mais lentas podem ser aproveitadas. Este tipo de operação não é nada recomendável, a menos que seja estritamente necessário fazer o aproveitamento de memórias de 70 ns que você já possua. Ainda assim, existem certas combinações que em geral não funcionam bem, como por exemplo, misturar em um mesmo banco, memórias com velocidades diferentes.
Especificamente no seu caso, cada banco de memória possui um único módulo de 72 pinos (32 bits, como exige o 486), então podem ser instalados módulos de 60 ns nos bancos ainda disponíveis. Entretanto, para ter certeza absoluta do que pode ser instalado, consulte a tabela de configurações de memória existentes no manual da sua placa de CPU.
Quanto ao ganho de velocidade pelo fato de serem usadas memórias mais rápidas, nem sempre ocorre. Existem placas que são projetadas para oferecer o desempenho máximo do microprocessador, mesmo com memórias de 70 ns. Outras placas apresentam o desempenho máximo apenas com memórias de 60 ns, e são ligeiramente desaceleradas através do CMOS Setup para tolerar o funcionamento com memórias de 70 ns. Faça a medida do desempenho do seu computador com o Norton SI versão 8.0. Se o índice obtido estiver próximo de 144 (o máximo valor que um 486DX2-66 pode apresentar), significa que já está próximo do limite de desempenho que o microprocessador oferece. Por outro lado, se você tiver um índice muito mais baixo, como por exemplo, 120, é possível que as memórias lentas sejam a causa. Você poderá manter as memórias de 70 ns e instalar outras com 60 ns, mas isto não fará com que o computador fique mais veloz, pois a regulagem de velocidade no acesso às memórias é a mesma para todas as memórias instaladas. Isto significa que as memórias de 60 ns serão acessadas como se fossem de 70 ns. Você não irá obter ganho algum no desempenho. Não acho também que seria economicamente viável retirar os seus 24 MB de memória para instalar exclusivamente memórias de 60 ns, a menos que você consiga vendê-los. Entretanto, muito usuários já sabem que os módulos de 70 ns devem ser evitados, e a preferência deve ser por módulos de 60 ns. Isto talvez possa dificultar uma eventual venda.

16) Falta de memória XMS
Quando uso o comando MEM/C/P no MS-DOS, é acusado cerca de 14 MB de memória XMS livre (meu PC tem 16 MB), mas quando executo o Prompt do MS-DOS sob o Windows 3.11, são mostrados apenas 1 MB de memória XMS livre.
Resposta:
Não existe nada de errado com este computador. Em ambiante DOS, você pode observar que quase toda a memória XMS está disponível. Entretanto, ao executar o Prompt do MS-DOS sob o Windows 3.11, é liberada por default, uma área de memória XMS de apenas 1024 kB. Você pode alterar este limite, caso ache necessário. Basta usar o programa PIF EDITOR para abrir o arquivos DOSPRMPT.PIF, no qual você terá acesso a campos que definem os limites máximos de memória a serem usados. Quando você executar o Prompt do MS-DOS novamente, poderá constatar que o MEM reportará maior quantidade de memória para seus aplicativos.

17) Pouca memória para jogos
Meu PC é um 386 bem limitado, eu sei, com apenas 4 MB. Instalei o jogo Rise of the Triad, que segundo o manual exige 4 MB, sendo recomendável o uso de 8 MB. Mesmo com esta ressalva, entendo que o jogo pode funcionar com 4 MB, com prejuízo talvez na velocidade ou na qualidade gráfica. Entretanto, de forma alguma consigo executá-lo, sendo sempre apresentada a mensagem de memória insuficiente.
Resposta:
Muitos jogos ditos apropriados para micros com 4 MB utilizam até o último byte disponível desta memória. Cabe ao usuário disponibilizar “até o último byte disponível”, o que nem sempre é uma tarefa fácil. A primeira coisa a fazer é usar no início do arquivo CONFIG.SYS os três comandos:
DOS=HIGH,UMB
DEVICE=C:\WINDOWS\HIMEM.SYS
DEVICE=C:\WINDOWS\EMM386.EXE RAM
A seguir, devemos livrar os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT de todos os programas residentes e drivers que são considerados supérfluos. Por exemplo, podemos eliminar, caso esteja sendo usado, o ANSI.SYS. Muitas placas de som da família Sound Blaster usam no modo MS-DOS, os drivers CSP.SYS, CTSB16.SYS e CTMM.SYS. Nenhum desses drivers é necessário para a execução de jogos, podendo portanto ser removidos. Outra providência a ser tomada é carregar os demais drivers do CONFIG.SYS através do comando DEVICEHIGH, ao invés de DEVICE. Da mesma forma, programas que são carregados na memória pelo AUTOEXEC.BAT devem ser precedidos pela palavra LOADHIGH (ou LH). Em geral, é também preciso remover o SMARTDRV.EXE para disponibilizar mais memória. Isto deverá satisfazer os jogos que necessitam de toda a memória do PC.

18) Quanto é 1 MB?
Meu disco rígido foi vendido como sendo de 240 MB. No CMOS Setup, com os parâmetros fornecidos pelo fabricante, a capacidade resultante é de apenas 234 MB. Entretanto, depois de formatá-lo, foram apresentados mais de 240 MB livres.
Resposta:
Discrepâncias em relação aos “MB” dos discos rígidos são devidas ao fato de que 1 MB não é igual a 1 milhão de bytes, e sim, 1.048.576 bytes. O tamanho indicado no CMOS Setup leva isto em conta, mas muitos programas consideram erradamente 1 milhão de bytes como sendo igual a 1 MB. No seu exemplo, multiplicando 234 por 1.048.576, encontramos 245.366.784, o que muitos programas podem considerar como 245 MB. Outros programas podem descontar daí, áreas usadas pelo sistema, como a trilha zero, diretório raiz e tabela de alocação de arquivos. Daí provavelmente vêm os 240 “MB”.

19) Shadow RAM e BIOS Cacheable
Como devo programar os ítens Shadow RAM e Video BIOS Cacheable no CMOS Setup?
Resposta:
Deixe habilitada a Shadow RAM na área de 32 kB localizada a partir do segmento C000, que corresponde ao BIOS da placa de vídeo. Isto faz com que o seu desempenho seja maior quando operando em modo MS-DOS em programas que fazem acessos à placa de vídeo através do BIOS VGA. O ítem “Video BIOS Cacheable” faz com que a memória cache externa atue sobre o BIOS da placa VGA (ou SVGA), tornando o seu processamento mais veloz. Seu uso é muito recomendável.

20) Envenenamento no EMM386
É seguro usar no EMM386, o parâmetro I=B000-B7FF para obter mais memória UMB? E a área A000-AFFF?
Resposta:
Essas áreas são usadas pela memória de vídeo em modos EGA e VGA (A000, A400, A800 e AC00) e quando operando em modo MDA/Hercules (B000 e B400). Não devemos usar a áreas Axxx, pois qualquer programa que opere em modo gráfico EGA, VGA ou SVGA as utiliza. Entretanto, muitos usuários usam as áreas Bxxx, desde que jurem que não vão utilizar nenhum programa que use modos gráficos MDA/HERCULES. Desta forma, é possível conseguir mais 32 kB de memória UMB. Esta alteração deve ser feita por conta e risco do usuário. O EMM386, por default, não usa esta região (e nem vou ensinar aqui o comando para que use, porque sei que muitos usuários vão tentar e ter problemas, podendo até mesmo perder dados).

21) Dúvidas sobre SDRAM
Adquiri recentemente uma placa Soyo 5VD5 com processador Pentium-166 MMX e chipset 82430VX com 2 soquetes DIMM e 4 para SIMM. As memórias DIMM são classificadas em duas categorias, segundo os comerciantes: EDO DRAM e SDRAM. A SDRAM seria melhor, por ter tempo de acesso de 10 ns. Gostaria de saber se os chipsets da série TX são os únicos capazes de operar com SDRAM, ou se são os que melhor a aproveitam. Minha placa usaria SDRAM de 10 ns?
Resposta:
Os chipsets para Pentium, produzidos pela Intel, capazes de operar com SDRAM são o i430VX (o seu caso) e o i430TX. O i430TX é um pouco mais veloz nos acessos à SDRAM, em comparação com o i430VX. É entretanto uma diferença de desempenho global muito pequena, da ordem de 3% (depende muito da configuração da placa), e não é suficiente para deixar usuários do i430VX tristes, sonhando com um i430TX.
As memórias DIMM de 168 pinos podem ser encontradas nas modalidades SDRAM e EDO DRAM, apesar da SDRAM ser a mais comum. Para diferenciar, basta checar o tempo de acesso. Se existir a indicação -6, -7, -60 ou -70, trata-se de EDO DRAM. Se a indicação for -10 ou -12, trata-se de SDRAM. Sua placa suporta portanto as memórias SDRAM, confira apenas se realmente se trata de SDRAM, através do seu tempo de acesso.

22) Problemas com a cache externa
Meu computador Pentium está apresentando erro no registro. Desabilitei a cache externa e o problema desapareceu. Gostaria de saber a diferença entre cache interna e externa e como devo deixá-las declaradas no CMOS Setup. Se a externa ficar desabilitada, o PC perderá velocidade?
Resposta:
A cache interna está localizada dentro do microprocessador, e tem baixa capacidade: 8 kB, 16 kB, 32 kB ou 64 kB, dependendo do modelo do microprocessador. A cache externa é formada por chips SRAM externos ao microprocessador (há exceções, como os casos do Pentium Pro e do Pentium II, que são oferecidos em um encapsulamento que já engloba a cache externa). Sua capacidade em geral é de 256 kB ou 512 kB. Em qualquer placa de CPU, ambas devem permanecer habilitadas, caso contrário ocorrerá uma considerável queda no desempenho. Um Pentium-200 poderá ficar tão lento quanto um Pentium-133.
A sua cache externa está com problema. A primeira coisa a fazer é tentar reduzir a velocidade dos seus ciclos de acesso, no Advanced Chipset Setup. Encontre ítens como Cache Read Burst, Cache Write Burst, Cache Cycle ou similares, e programe-os com os maiores valores possíveis. Se isto não der certo e a sua cache é formada por um módulo COAST, providencie a sua substituição junto ao seu revendedor. Finalmente, se nada disso adiantar, tente aplicar pasta térmica entre o Pentium e o seu microventilador. A cache pode estar boa mas parte dos seus circuitos de acesso, localizados dentro do Pentium, podem estar operando de forma errática devido ao excesso de calor.

23) Expansão de 32 MB para 64 MB
Tenho um AMD K6 de 200 MHz, com 32 MB (fiz uma expansão para 64 MB), HD de 4 GB, placa aceleradora de vídeo com 4 MB, scanner de mesa, duas impressoras (HP692 e HP 6L) e monitor de 15″. Quando fiz a expansão de 32 MB para 64 MB, não notei melhoramento no desempenho. Gostaria de saber se existe alguma configuração que melhore a performance do meu micro. Uso Corel Draw 6.0, PhotoShop 3.0, Photo Styler, Auto Cad 13 e outros programas ligados à área gráfica.
Resposta:
E expansão de memória de 8 MB para 16 MB produz um considerável aumento no desempenho, não porque o microprocessador fica mais rápido, mas porque 8 MB é muito pouco, o que faz com que o Windows 95 use muito o disco como meio auxiliar de armazenamento (memória virtual). Uma expansão de 16 MB para 32 MB pode trazer aumento de desempenho, quando os softwares utilizados necessitam de muita memória, como é o caso dos programas que fazem processamento gráfico. Já uma expansão de 32 MB para 64 MB dificilmente trará melhoramento, pois mesmo os programas mais sofisticados funcionam bem com 32 MB. O AMD K6 de 200 MHz é um microprocessador muito veloz, superior ao Pentium-200 MMX. Pode ser que o seu computador esteja rápido, mas você pense que é lento. A melhor coisa a fazer é utilizar programas medidores de desempenho, como o Wintune (http://www.winmag.com ), para comparar os índices de velocidade do seu computador com o de outros PCs semelhantes. Se você possui o Norton Sysinfo 95, melhor ainda. Uma vez detectado o componente responsável por uma eventual lentidão (pode ser a CPU, ou a memória, ou o disco rígido, ou a placa de vídeo), você deve tentar realizar otimizações através de ajustes no CMOS Setup e na configuração do Windows 95.

24) Expansão de memória
Meu PC 486 tinha 8 MB, e levei-o a uma loja para instalar mais 8 MB. Lembrei que tinha guardado um módulo de 4 MB, e pensei em instalá-lo, totalizando 20 MB. O técnico me explicou que não era recomendável, o PC poderia travar, além disso a memória deveria ser expandida nesta ordem: 4, 8, 16, 32, 64, 128 MB, e assim por diante. Isto está certo?
Resposta:
Não necessariamente a expansão deve ser feita nesta ordem. Você pode instalar, por exemplo, 16 MB + 8 MB, totalizando 24 MB. Existem placas que podem aceitar 4 módulos SIMM/72 de capacidades diferentes em cada um dos 4 bancos disponíveis, mas outras exigem que os módulos sejam de mesma capacidade. Você poderá tentar instalar o seu módulo de 4 MB na sua placa e checar o funcionamento.

25) Mais memória convencional
Tenho apenas 508 kB de memória convencional livre e preciso de mais 4 kB para executar um programa de educação do colégio de minha filha. Uso no CONFIG.SYS os comandos
DOS=HIGH, UMB
DEVICE=C:\WINDOWS\HIMEM.SYS
DECICE=C:\WINDOWS\EMM386.EXE RAM I=B000-B7FF I=C800-DFFF
O que posso fazer para liberar mais memória convencional?
Resposta:
Retire o parâmetro RAM e coloque NOEMS na linha de comando do EMM386. Com isto você terá mais 64 kB de memória convencional livre.

26) Cache Writeback x Pipeline
Meu PC Pentium-133 tinha 256 kB de cache tipo “Writeback”, como era indicado na tela durante o boot. Na placa de CPU, havia um soquete vazio, e me foi dito que servia para instalar uma cache do tipo Pipeline, mais veloz. Como tenho mania de velocidade, resolvi comprar esta memória e instalar. Fiquei surpreso, porque agora, durante o boot, aparece indicado Pipeline, ao invés de Writeback. Medi o desmpenho com o Norton Sysinfo para DOS, e o resultado foi 423, o mesmo que apresentava antes da instalação da nova cache. Será que a minha cache Writeback está funcionando em paralelo com a Pipeline? Tenho agora 512 kB de cache (256k Writeback e 256k Pipeline), ou será que a cache Pipeline matou minha cache Writeback? Será que joguei dinheiro fora? Quais são as diferenças técnicas entre esses dois tipos de memória?
Resposta:
Seja qual for o tipo de cache, são usadas memórias SRAM (Static RAM). Tradicionalmente, os PCs têm utilizado SRAMs assíncronas, capazes de realizar uma leitura de cada vez, na seguinte forma:
1) É fornecido o endereço da posição a ser lida
2) É enviado um comando de leitura
3) A memória fornece o dado solicitado
As leituras que o microprocessador realiza sobre a memória cache são seqüenciais na maioria das vezes. Isto significa que ao ler a posição 1000, serão lidas a seguir as posições 1001, 1002 e 1003. As transferências de dados da cache para o microprocessador ocorrem, em sua maioria, em grupos de 4 acessos, sendo que no caso do Pentium, cada acesso corresponde a 64 bits. O tempo usado para cada uma dessas leituras é medido em número de ciclos de clock. Em uma SRAM assíncrona, tempos típicos são de 3-2-2-2, ou seja, 3 unidades de tempo para a primeira leitura e duas unidades de tempo para cada uma das três leituras seguintes. Esta unidade de tempo é calculada em função do clock externo do microprocessador. Seu Pentium de 133 MHz opera com um clock externo de 66 MHz, portanto cada unidade de tempo vale cerca de 16ns. As quatro leituras consecutivas da SRAM assíncrona demorariam então 48ns, 32ns, 32ns e 32ns, aproximadamente.
As caches mais modernas utilizam um tipo especial de RAM, chamada “Burst SRAM”. Essas memórias são mais rápidas quando acessam dados consecutivos. Por exemplo, para acessar a posição 1000, demoram o mesmo tempo que uma SRAM assíncrona, e também necessitam que seja fornecido o endereço e o comando de leitura, mas para ler as posições consecutivas não precisa receber os endereços 1001, 1002, 1003, e sim, comandos “leia o próximo”. Ao invés do tradicional 3-2-2-2, pode ser usado 3-1-1-1. No seu computador, a sua Pipeline Burst Cache realiza quatro leituras consecutivas em tempos de 48ns, 16ns, 16ns e 16ns, totalizando 96ns, contra 144ns obtidos com a SRAM assíncrona. Isto significa que a Pileline Burst Cache tem potencial para ser 50% mais veloz que a SRAM assíncrona. Entretanto, isto não significa necessariamente que o seu computador ficará 50% mais veloz, mas certamente terá um ganho de velocidade compensador. Vamos então completar as respostas de suas perguntas:
1) As duas caches não estão funcionando em paralelo. Pelo menos nas placas de CPU Pentium com as quais já tive contato direto, a cache assíncrona precisa ser retirada para permitir a instalação da Pipeline Burst Cache. É possível que existam placas onde a cache assíncrona tenha seus chips soldados, e seja simplesmente desabilitada para permitir o funcionamento da Pipeline Burst Cache, mas de qualquer forma, as duas nunca estarão operando em conjunto. Os chip controlador de cache do “Triton Chip Set” não permite misturar tipos diferentes de cache.
2) Como explicado, você está agora com 256 kB de Pipeline Burst Cache.
3) Como você não retirou a cache antiga, concluo que sua placa de CPU a desabilita automaticamente ao detectar a presença da Pipeline Burst Cache.
4) Você não jogou dinheiro fora com esta compra. Existe um ganho de velocidade, apesar de não poder ser medido por processos convencionais (Norton SI).
5) Considero explicadas as diferenças. Desculpe pelos nano-segundos e pelos 3-2-2-2, mas foi necessário.
6) Sua placa de CPU já optou pela Pipeline Burst Cache, que é a melhor.

27) Qual é o tamanho da cache?
Quando ligo o computador, as primeiras telas mostram 256 kB de memória cache L2. Meu amigo que montou a máquina afirma que está com 512 kB. Observei o slot e vi na placa de cache três chips: dois UT6132C32AQ-6, número 9650, e um UT6164JC-15, número 9647. Está correto? Como entender o manual da placa mãe (i430VX, 75-200, 2 DIMM) quando no item External Cache Configuration apresenta: Data chip size: 32k x 32 x 2pcs para 256 kB e Tag Chip Size 8kx8, 16kx8 ou 32kx8 x 1pc para 256 kB?
Resposta:
Cada chip UT6132C32AQ-6 possui 128 kB, portanto dois deles totalizam 256 kB. O terceiro chip é o chamado Tag RAM, que serve como controle, e não para armazenar dados da cache. Portanto, o módulo de cache que você viu tem 256 kB, a menos que existam na verdade 4 chips de 128 kB (veja no outro lado do módulo). Sendo realmente um módulo de 256 kB, é possível que existam mais 256 kB na placa de CPU, totalizando assim 512 kB. Entretanto, se realmente são 512 kB, este valor deveria ser indicado pelo BIOS durante o boot. Nunca vi uma placa ter 512 kB de cache ativos e indicar a presença de apenas 256 kB. Por outro lado, é possível que existam realmente mais 256 kB de cache soldados diretamente na placa de CPU, mas em muitas dessas placas, a expansão da cache não consiste em adicionar 256 kB, e sim, instalar um novo módulo de 512 kB, ficando os 256 kB originais desativados. Seja qual for o caso, deveria ter sido indicada pelo BIOS, durante o boot, a presença de 512 kB. Tudo indica que o seu PC realmente tem 256 kB de cache, e não 512 kB.

28) Faltam 16 MB
Adquiri há poucos meses atrás, um Pentium 233MMX da Intel, e tinha 2 pentes de 16 MB no meu computador, quando coloquei na placa não detectou os 32 MB, só detectou 16 MB, também quando o computador está com umas 3 horas ligado, ou então vou scannear uma foto simplesmente o computador desliga sozinho. Queria saber qual é esse problema, e se é problema no processador ou nas memórias? Espero Breve resposta!
Resposta:
A maior probabilidade é que o problema esteja nas memórias. Você pode ter acidentalmente danificado as memórias quando fez a instalação, devido à sua eletricidade estática, caso não tenha feito uma descarga prévia (tocando com as duas mãos um corpo metálico, como a chapa metálica do gabinete, ou uma janela de alumínio, não pintada) ou caso tenha acidentalmente tocado nos chips de memória (o correto é segurar o “pente” pelas bordas laterais, sem tocar nos chips. Se este for o caso, cada módulo novo de 16 MB custa cerca de 60 reais.
A coisa pode não ser tão ruim como parece. Os módulos (prefiro este nome, como usam os fabricantes, ao invés de “pente”, popularizado no Brasil) de memória podem estar mal encaixados no seu soquete, ou por serem antigos, podem apresentar mau contato. Retire-os e limpe os seus contatos usando uma borracha de lápis. Limpe depois os contatos, retirando as partículas de borracha. Você pode usar para isto, um lenço de papel ou guardanapo. Instale novamente as memórias e verifique se estão bem encaixadas, a seguir teste se o computador volta ao normal. É preciso que os 32 MB sejam detectados, caso contrário fica caracterizado um problema de hardware. Considere também a possibilidade dos módulos serem incompatíveis. Se ambos não forem idênticos, com mesmo tempo de aceso, e de preferência do mesmo fabricante, existe a possibilidade de não funcionarem. Você disse que foram aproveitados do seu antigo computador. PCs 486 permitem usar módulos diferentes em bancos diferentes (no caso de módulos de 72 vias), já que cada módulo forma um banco independente. No Pentium, cada par de módulos de 72 vias forma um banco, e como operam em conjunto, é recomendável que sejam iguais.
Existe ainda a possibilidade do problema estar em um ajuste mal feito no CMOS Seutp. Use o comando “Load BIOS Defaults”, o que tem maior chance de permitir que as memórias funcionem corretamente.

29) A SDRAM fará meu PC ficar mais rápido?
Possuo um Pentium-233 MMX com 32 MB de RAM, disco rígido Western Digital de 2,5 GB, placa de vídeo PCI com 4 MB, placa fax/modem e kit multimídia. Em muitas situações o acho bastante lento, e estou interessado em instalar memória SDRAM, visando aumentar o desempenho. Qual seria esta melhora de desempenho? É necessário alguma configuração especial? Qual a quantidade de memória SDRAM para ter um ótimo desempenho? Qual é o seu custo aproximado e como poderia ser adquirida? É vantajosa esta troca, ou seria melhor dobrar a capacidade da RAM que já possuo?
Resposta:
A memória SDRAM leva vantagem sobre a EDO DRAM, e o ganho de desempenho pode ser tão pequeno quanto 5%, ou tão grande quanto 20%, dependendo dos programas que estão sendo executados, e também de outros componentes do seu PC, como por exemplo, a memória cache externa. Memórias EDO DRAM tradicionalmente transferem seus dados em seqüências 6-2-2-2, ou seja, 6 ciclos para o primeiro acesso, e dois ciclos para cada um dos três acessos seguintes. Em um Pentium-233 MMX, cada ciclo de acesso à memória dura 15 ns, portanto as 4 transferências no esquema 6-2-2-2 durariam 180 ns. Uma SDRAM pode operar com esquemas mais velozes, como 5-1-1-1. Seriam 5 ciclos para o primeiro acesso, e 1 ciclo para cada um dos três acessos seguintes, totalizando assim 120 ns, bem menos que os 180 ns verificados com a EDO DRAM. Na prática, este ganho de desempenho não chega a ser tão alto, pois entre a DRAM e o Pentium, existe a memória cache externa, que tem como função aumentar o desempenho da DRAM. O resultado é uma diminuição da desvantagem que a EDO DRAM leva sobre a SDRAM. Não chega portanto a ser vantajosa a troca de EDO DRAM por SDRAM, mas para PCs novos, a SDRAM é a mais recomendada.
A SDRAM precisa de suporte do chipset para que possa funcionar. Placas de CPU Pentium equipadas com os chipsets i430VX e i430TX possuem este suporte. Outros chipsets menos comuns, produzidos por outros fabricantes, também oferecem este suporte. Para tirar a dúvida, basta verificar se na placa de CPU existe soquete DIMM/168, necessário para a instalação da SDRAM. Infelizmente, a instalação da SDRAM exige que toda a EDO DRAM seja removida, pois esses dois tipos de memória não podem conviver no mesmo sistema. Uma memória de 32 MB é considerada bastante adequada para os padrões atuais, mas há os que exageram um pouco, instalando 64 MB. Isto pode ser feito graças aos preços atuais das memórias, bastante inferiores aos praticados no passado. Para comprar 64 MB de SDRAM, você gastará cerca de de 300 reais. Nas lojas que vendem equipamentos de informática nas principais cidades, essas memórias são encontradas com relativa facilidade. Observe que o ganho de desempenho obtido com a instalação de mais 32 MB de EDO DRAM pode ser maior (e mais econômico) que o obtido com a troca por SDRAM. Observe o LED de acesso a disco do seu computador. Se este LED pisca muito, é provável que a memória virtual esteja sendo usada de forma muito intensa. Nesse caso, o aumento da quantidade de memória, seja ela SDRAM ou EDO DRAM, trará melhoramentos muito significativos no desempenho. A expansão de 32 MB para 64 MB custaria apenas, cerca de 120 reais.
Concluindo, a SDRAM é uma memória mais rápida, altamente recomendável nos PCs novos, mas não a ponto de retirarmos toda a EDO DRAM de um PC para instalar SDRAM no seu lugar.

30) Tudo sobre memória cache
Tenho um PC equipado com o AMD 586 de 133 MHz, 16 MB de RAM, HD de 1.6 GB, placa de som 16 bits 3D, drive de CD-ROM 24x, Fax/mode Cirrus Logic de 33.600 bps, placa de vídeo VESA com 1 MB de memória, Monitor NEC MultiSync 500, Scanner Artec 6P de 30 bits e impressora Michelle da Samsung.
A placa de CPU é uma 5×86 VIP que entre outras características possui um slot para cache Pipeline burst SRAM de 128 kB a 1024 kB. Memória do sistema: até 128 MB. Gostaria de saber alguns detalhes:
a) O que é Pipelined Burst Cache
b) O que é cache Write Back e como ativá-la.
c) Ouvi dizer que o AMD 5×86-133 pode operar com 160 MHz. Isto é seguro?
d) Onde posso encontrar uma cache Pipeline para o 586, já que a minha está com defeito?
e) Li um artigo dizendo que PCs com mais de 64 MB de memória não ficam mais rápidos com os MB adicionais, ficando com o desempenho estabilizado, sem aumentar com mais memória. Porque isto acontece? Uma placa que permite chegar a 512 MB representa desperdício de memória? Segundo informações, as placas equipadas com o chipset Triton HX foram as que apresentaram melhores resultados. Isso é verdade?
f) Estou querendo montar um Pentium-200 MMX. Devo usar uma placa com chipset TX ou HX?
Resposta:
A cache Pipelined Burst passou a ser usada nas placas de CPU Pentium, a partir do primeiro chipset da série Triton (i430FX). Antes disso, as placas de CPU Pentium, e mesmo as placas de CPU 486/586 fabricadas depois, utilizavam memória SRAM assíncrona para formar a cache externa. A Pipelined Burst SRAM realiza transferências de dados em um número de ciclos menor que o usado pela SRAM assíncrona, e por isso oferece maior desempenho. Isto é muito importante para o Pentium, que tipicamente opera com o clock externo de 66 MHz, com ciclos de 15 ns. PCs 486, em sua maioria operam com o clock externo de 33 MHz, o que corresponde a um período de 30 ns. Por isso, as memórias SRAM assíncronas são as mais indicadas para PCs 486 e 586. Memórias do tipo Pipelined Burst SRAM não trariam melhoramentos no desempenho de um PC 486 ou 586. Tenho aqui algumas placas de CPU que devem ser idênticas à sua. O fabricante anuncia que “futuramente” terá memórias Pipelined Burst SRAM pra a cache, mas isso já foi há 2 anos e nunca vi essas memórias à venda, para 486. Memórias cache para Pentium não funcionam nessas placas. Você poderá, sim, comprar um módulo de “cache para 486”, com 256 kB, encontrado com relativa facilidade no comércio. Custa cerca de 15 reais.
A cache Write Back tem a capacidade de acelerar tanto as operações de leitura da DRAM (que são majoritárias) como as de escrita (minoritárias). Em sistemas mais antigos, a cache opera no modo Write Through (acelera apenas as leituras). As caches internas dos primeiros processadores 486 operavam no modo Write Through. As caches de todos os processadores Pentium e contemporâneos, assim como nas versões mais recentes do 486, inclusive do 586, operam no modo Write Back. Como aceleram tanto as leituras como as escritas, oferecem um desempenho um pouco maior. Caches externas de placas de CPU modernas também operam no modo Write Back. Em algumas placas de CPU, este modo de operação é default, em outras, é preciso habilitá-la no CMOS Setup.
O 5×86 de 133 MHz é normalmente programado com um clock externo de 33 MHz, e um multiplicador 4x, o que resulta no clock interno de 133 MHz, aproximadamente. Se for usado o clock externo de 40 MHz, o clock interno será de 160 MHz. Isto é um envenenamento chamado “overclock”, que nem sempre funciona. Pode causar danos ao processador, e mesmo aos dados. Deve ser usado por conta e risco do usuário.
A questão do limite máximo de memória cacheável, em 64 MB, é verdadeira, deixe-me explicá-la melhor.
Instalar mais de 64 MB de memória em um PC pode resultar em queda de desempenho. Isto não chega a ser ruim, pois 64 MB é memória suficiente para a maioria (digamos, 99%) dos usuários. O problema todo está em uma característica do chipset (circuitos que ajudam o microprocessador a acessar a memória, barramentos e interfaces), chamada “área cacheável”. Como sabemos, a memória DRAM é muito lenta, e para acelerar o seu desempenho, as placas de CPU utilizam uma pequena quantidade de memória SRAM, bastante rápida, chamada de memória cache. A cache funciona da seguinte forma: quando o microprocessador precisa fazer uma leitura da DRAM, o chipset copia um bloco de dados da DRAM para a cache, e assim o microprocessador pode obter os dados desejados diretamente da cache, em alta velocidade. Na maioria dos chipsets, a área cacheável máxima é de 64 MB. Isto significa que se a memória DRAM tiver, por exemplo, 80 MB, apenas primeiros 64 MB serão cacheados, ou seja, acelerados pela cache. Os 16 MB restantes serão acessados sem a ajuda da cache, e esses acessos serão portanto muito lentos. A queda de desempenho é de 30%, em média. O pior de tudo é que o Windows 95 utiliza a memória a partir do seu final. Isto significa que em um PC com 80 MB, dos quais 10 MB de DRAM estejam em uso, esses 10 MB estarão na área não cacheada, e o desempenho será bastante reduzido. A maioria dos chipsets para Pentium (i430FX, i430VX e i430TX, por exemplo), apresentam uma área cacheável de 64 MB. Apenas o i430HX (também chamado de Triton II) possui uma área cacheável maior, com 512 MB.
Quando a área cacheável é de apenas 64 MB, só é recomendável ultrapassar este limite de memória quando os programas utilizados realmente precisam de mais de 64 MB de RAM. Imagine por exemplo editar um arquivo de vídeo que ocupe 80 MB. Se esta memória não estiver disponível, será usado o disco rígido (memória virtual), e o acesso será lentíssimo. Nesse caso a DRAM, mesmo não sendo totalmente cacheada, oferece um desempenho muito maior que se fosse utilizado o disco rígido.
Usar uma placa de CPU equipada com o chipset i430HX pode ser uma solução para este problema, mas não é a melhor. O i430HX já tem mais de 2 anos, não suporta memória SDRAM e nem discos rígidos Ultra DMA 33. Se 64 MB for a quantidade máxima de memória a ser usada, é melhor optar pelo i430TX. Ser for necessário ter mais de 64 MB, sugiro procurar uma placa de CPU equipada com o chipset Via Apollo MVP3. Este chipset é muito mais avançado que o i430HX e o i430TX juntos. Pode ter até 512 MB de DRAM cacheável. A cache externa pode ser de até 2 MB. Possui barramento AGP, suporta SDRAM e Ultra DMA 33, além de oferecer o clock externo de 100 MHz (os da Intel só chegam a 66 MHz).
Você quer um Pentium MMX de 200 MHz, pode ir em frente. Mas como este é o meu trabalho, deixe-me dar minha sugestão de outra configuração de preço equivalente e desempenho maior. Afinal, o Pentium MMX vai logo deixar de ser fabricado. A Intel não pretende investir mais na série Pentium MMX, tendo deslocado suas atividades para o Pentium II e o Celeron. Sugiro a configuração:
Placa de CPU equipada com o chipset Via Apollo MVP3, com 2 MB de cache externa e processador AMD K6 de 300 MHz, barramento AGP e clock externo de 100 MHz. Marcas indicadas: Soyo, Asus, Tyan, A-Trend. Memória SDRAM em quantidade à sua escolha. Disco rígido com Ultra DMA 33 (minha marca favorita: Western Digital). Se gosta de jogos, compre uma placa de vídeo 3D do tipo AGP (Diamond Viper V330, por exemplo).

31) O tamanho da cache
De acordo com dica publicada na revista de abril/98, usei o programa CACHECHK para verificar o tamanho da cache interna e externa do meu micro. O programa mostrou o seguinte resultado:
L1 cache is 8 kB
L2 cache is 256 kB
Pois bem, minha pergunta é a seguinte: Quando ligo meu PC, o BIOS mostra 256 kB de cache interno e que o cache externo é Pipeline. Qual é na verdade o tamanho da minha cache interna, 8 kB ou 256 kB?
Resposta:
Os processadores modernos possuem cache interna de 8, 16, 32 ou 64 kB. A cache externa instalada na placa de CPU é em geral de 256 ou 512 kB. Seu PC deve ser 486. A maioria dos seus modelos possui 8 kB de cache interna. Acho que o BIOS detectou errado, ou foi talvez mal traduzido pelo fabricante, por reportar 256 kB de cache interna. Asseguro que no seu caso, são realmente 8 kB de cache interna e 256 kB de cache externa.

32) Mistura de memórias
Posso ter pentes de memória RAM de tamanhos diferentes em meu computador? Em caso afirmativo, deve haver alguma ordem específica para eles?
Resposta:
Você deve estar preocupado com as capacidades das memórias a serem instaladas. Quanto aos tamanho físicos, existem três: SIMM de 30 vias (cerca de 9 cm), SIMM de 72 vias (cerca de 11 cm) e DIMM de 168 vias (cerca de 13,5 cm). Obviamente só podem ser instalados os tipos de acordo com os soquetes existentes na placa de CPU. Placas de CPU anteriores a 1994 em geral suportam apenas SIMM/30, placas de CPU 486 produzidas entre 1994 e 1995 suportam tanto SIMM/30 como SIMM/72, podendo serem instalados de forma simultânea, desde que respeitando a tabela de configurações de memória existente no manual da placa de CPU. Placas de CPU Pentium produzidas entre 1995 e 1996 bem como os modelos de placas 486/586 daquela época aceitam apenas módulos SIMM/72. As atuais placas de CPU Pentium e similares aceitam SIMM/72 e DIMM/168, e as placas de CPU Pentium II aceitam apenas DIMM/168. A instalação sempre deve respeitar a tabela de configurações do manual da placa de CPU. Muitas não permitem instalar simultaneamente memórias EDO DRAM no formato SIMM/72, e SDRAM no formato DIMM/168, mas esta restrição não é devida ao formato, e sim ao tipo (EDO ou SDRAM).
Quanto às capacidades, normalmente é possível variar, desde que dentro de cada banco, os módulos sejam de mesma capacidade. Em PCs Pentium, um banco é formado por dois módulos SIMM/72 (que devem ser obrigatoriamente iguais). Como quase sempre existem dois bancos, você pode instalar módulos de capacidades diferentes, desde que em bancos diferentes. Por exemplo, é permitido instalar 8 MB + 8 MB no primeiro banco, e 16 MB + 16 MB no segundo banco. Também é permitido misturar memórias FPM de 72 vias em bancos diferentes. Por exemplo, podemos preencher o primeiro banco com dois módulos EDO DRAM de 16 MB, e o segundo banco com dois módulos FPM DRAM de 8 MB, ou outra combinação qualquer, desde que respeitando a tabela de configurações do manual da placa de CPU.

33) Um ou dois pentes?
Existe um “tabu” no meio da área técnica de que o Pentium só funciona com dois pentes de memória DRAM. Acontece que as novas placas VXpro trazem BIOS AMI (ao contrário da maioria, que usa BIOS Award), e essas placas aceitam funcionar somente com um pente utilizando processadores Pentium. Explique-me e se realmente tem a ver com o BIOS.
Resposta:
O Pentium exige uma memória de 64 bits. Os módulos SIMM de 72 vias fornecem 32 bits, por isso é preciso que operem de dois em dois. Não é um tabu, é uma conclusão lógica: dois módulos de 32 bits formam um banco de memória de 64 bits. Por outro lado, existem também os módulos DIMM de 168 vias, que fornecem 64 bits simultâneos. Quando uma placa de CPU possui soquete para instalação desses módulos, permite que seja instalado um módulo sozinho, já que cada banco DIMM/168 já fornece os 64 bits necessários. Placas de CPU equipadas com os chipsets Intel i430VX e i430TX permitem o uso de módulos DIMM/168. Não tenho entretanto, acesso a placas equipadas com o chipset VXPro (não estou afirmando que se trata de um ruim, nem de um bom chipset, mas seu nome foi estrategicamente criado para que as pessoas o confundissem com o i430VX). Afirmo entretanto, que sendo um chipset de fabricação relativamente recente, é provável que aceite memórias DIMM/168. Desta forma, assim como em placas equipadas com o i430VX e o i430TX, será possível formar um banco usando um único módulo DIMM/168. Esta característica não tem nenhuma relação com o BIOS AMI (que há alguns anos atrás, era o mais usado, e o Award era minoritário, agora a situação é inversa).
Não tenho aqui informações técnicas sobre o chipset VXPro, mas afirmo que existe um método que pode permitir que um módulo de 32 bits seja usado para formar um banco de 64 bits. Eletronicamente é possível o projetista ter usado este recurso. Quando o Pentium tenta acessar a memória formada por um único banco, o chipset realiza duas leituras consecutivas em dois grupos de 32 bits, e entrega os 64 bits para o Pentium. Acredito que o projetista não tenha implementado esta solução maluca, pois faria com que os acessos à DRAM (que já possui uma lentidão intrínseca) fiquem duas vezes mais demorados. Como resultado, um Pentium-200 poderia ficar com desempenho de Pentium-166.

34) Tipos de memórias
Quais as classificações destinadas às memórias de computador e quais as diferenças entre as disponíveis no mercado, tais como SIMM, DIMM, EDO, SDRAM, entre outras?
Resposta:
OK, vamos então a uma aulinha sobre memórias DRAM. A sigla DRAM significa Dynamic RAM, ou RAM Dinâmica. Este é o tipo de memória usada em larga escala nos computadores. Quando dizemos que um PC tem, digamos 16 MB, tratam-se de 16 MB de DRAM. Suas principais características são: barata, compacta e lenta. A lentidão é portanto a sua única desvantagem, que é compensada pelo uso da memória cache. Entre 1990 e 1994, aproximadamente, a DRAM era geralmente usada no encapsulamento SIMM (Single In-line Memory Module) de 30 vias. A partir do final de 1994, tornou-se comum o uso de módulos SIMM de 72 vias. São portanto, módulos de memória (Memory Module), por isto não gosto de usar o termo “pente de memória”, uma expressão informal e brasileira. Os módulos SIMM/30 fornecem 8 bits simultâneos, por isso precisam ser usados em grupos de 4, para formar bancos de 32 bits em placas de CPU 386DX e 486. Os módulos SIMM/72 fornecem 32 bits, portanto apenas um deles é suficiente para formar um banco de memória para chips 386DX e 486. Dois desses módulos são necessários para formar um banco de memória em placas de CPU Pentium, que exigem 64 bits.
No final de 1995, foi criada uma nova modalidade de chips DRAM, um pouco mais velozes, chamados de EDO (Extended Data Out) DRAM. Também eram apresentados em módulos SIMM de 72 vias. Podemos portanto encontrar módulos SIMM/72 do tipo EDO, e do tipo “comum”. Este “comum” chama-se na verdade FPM (Fast Page Mode). Como antes da criação da EDO DRAM, só havia um tipo de DRAM (FPM), não era necessário usar a expressão “FPM DRAM”, mas simplesmente, “DRAM”. Hoje, para não fazer confusão, temos que usar as expressões “EDO DRAM” e “FPM DRAM”. A EDO DRAM não pode ser arbitrariamente instalada em qualquer placa de CPU, mas apenas naquelas que possuem suporte para este tipo de memória. Placas de CPU 486 normalmente não aceitam EDO DRAM. Todas as placas de CPU Pentium, equipadas com chipsets da série Triton (i430FX, i430HX, i430VX e i430TX), assim como outros chipsets de outros fabricantes, permitem usar EDO DRAM. Placas de CPU Pentium Pro, equipadas com os chipsets i440FX e i440LX, também suportam EDO DRAM.
Durante 1997, tornou-se comum um outro tipo de memória, a SDRAM (Syncrhonous DRAM). Seu desempenho é ainda maior que o da EDO DRAM, e é suportada nas placas de CPU Pentium equipadas com os chipsets Intel i430VX e i430TX, e também nas placas de CPU Pentium II equipadas com o chipset i440LX. As memórias SDRAM são encontradas na forma de módulos DIMM (Dual In-line Memory Module) de 168 vias, e operam com 64 bits. Um único módulo DIMM/168 forma um banco de memória com 64 bits para o Pentium ou para o Pentium II. Note entretanto que o formato DIMM/168 não é característico da SDRAM. Existem alguns módulos EDO DRAM que também usam o encapsulamento DIMM/168, apesar de serem raros.

35) Expansão da memória cache
Meu PC é um Pentium, e tem cache externa de 256 kB. O que devo fazer para aumentar a sua cache para 512 kB?
Resposta:
Entre 1995 e 1997, muitos PCs baseados no Pentium usavam módulos COAST (Cache on a Stick) para formar a cache externa. Esses módulos eram encaixados em um slot especial da placa de CPU, próximo ao processador, afastado dos slots das placas de expansão. Encontrávamos módulos COAST de 256 kB e de 512 kB. Ainda é possível encontrá-los à venda no comércio com relativa facilidade. Algumas placas de CPU são equipadas com um módulo de 256 kB, sendo possível retirá-lo para colocar em seu lugar, um módulo de 512 kB. Este tipo de expansão é feito portanto na base de substituição. O preço desses módulos varia de 10 a 30 reais, dependendo da capacidade.
Outras placas de CPU são equipadas com 256 kB de cache externa, formadas por chips de encapsulamento TQFP (Thin Quad Flat Package) soldados diretamente na placa de CPU. Um soquete na placa de CPU permite a instalação de um módulo COAST, fazendo a expansão da cache externa. Em algumas placas, um módulo de 256 kB adiciona-se aos 256 kB já, existentes formando um total de 512 kB. Em outras placas, instala-se um módulo de 512 kB que toma o lugar dos 256 kB já existentes. De qualquer forma, é preciso consultar as instruções sobre expansão da cache existentes no manual da placa de CPU.
Lembre-se ainda que os módulos de cache para Pentium devem ser do tipo Pipelined Burst Cache, com tempo de acesso de 6 ns.

36) Erro no A20
Minha esposa tem um micro 386DX-40 com 8 MB de RAM que ultimamente tem apresentado o seguinte problema: Ao iniciar, exibe uma mensagem “Não foi possível carregar o controlador de memória XMS, erro na linha A20”. Se tento iniciar o Windows 3.11, ele exibe uma mensagem dizendo que o HIMEM.SYS não está carregado, mas verifico no diretório C:\WINDOWS e nas linhas do CONFIG.SYS e não encontro nada de errado. Passei o Scandisk, Fdisk, enfim, formatei duas vezes o disco rígido. No início funciona bem, até instalo o Windows. No início ele funciona bem, até que volto a ligar o micro no outro dia, e ele apresenta as mesmas falhas anteriores. Quando digito MEM, são apresentados 547 kB de memória livre. Pode me ajudar?
Resposta:
O HIMEM.SYS é o gerenciador de memória estendida usado com o MS-DOS, Windows 3.x (o Windows 95 e o Windows 98 também o utilizam, mesmo que de forma oculta do usuário). Sem ele, não é possível acessar a memória estendida, que é toda aquela que fica além do endereço 1024 kB. Desta forma, apenas a memória convencional poderia ser usada. Os 547 kB, no seu caso, são tudo o que sobra da memória convencional. Realmente, sem a memória estendida (ou seja, sem o HIMEM.SYS), você não poderá usar o Windows.
A mensagem de erro sobre a linha A20 é apresentada pelo próprio HIMEM.SYS. Devido a este erro, o HIMEM.SYS (que nada mais é que o controlador de memória XMS) não pode ser instalado. Para que tudo volte ao normal, é preciso resolver o problema relacionado com o A20.
Este sinal digital era antigamente gerado pela interface de teclado (é o chip 8042, muitas vezes com uma etiqueta com a indicação “Keyboard BIOS”). Este chip, além de controlar o teclado, controla também o A20. O A20, por sua vez, é usado para permitir o acesso à memória estendida. Se existe um problema no A20, o HIMEM.SYS não pode ser carregado, e a memória estendida não pode ser usada. A maioria das placas de CPU 386 possui no seu chipset, um gate A20 adicional, cujo acesso é mais veloz que o do A20 existente no chip 8042. Normalmente é escolhido no Advanced CMOS Setup, como o A20 irá funcionar. As opções são Normal (usa o 8042) e Fast (usa o chipset). Programe-o em Normal para que tudo volte ao funcionar.
Pelo que me parece, existe também um problema na bateria da sua placa de CPU, já que depois de uma instalação completa do sistema operacional, o computador funciona bem, mas o problema volta a ocorrer no dia seguinte. Sendo um PC 386, é antigo, e provavelmente a sua bateria não está em boas condições. Se for uma bateria tipo moeda, basta comprar uma equivalente. É uma bateria do tipo similar à usada em relógios, portanto você pode levar esta bateria em um relojoeiro para comprar uma igual (do mesmo tamanho e com a mesma tensão). Se a sua bateria for do tipo recarregável, de níquel-cádmio, precisa ser dessoldada, e em seu lugar, ser soldada uma nova. Um técnico de hardware pode fazer este serviço.
E parabéns por estar conseguindo ainda fazer útil um PC 386.

37) Memmaker no Windows 95
O antigo MemMaker (DOS/Windows 3.1) pode ser usado no Windows95? Quais seriam as vantagens? O Windows 95 já faz o que ele faz? O que ele faz exatamente?
Resposta:
O principal objetivo do MemMaker é maximizar a quantidade de memória convencional (aquela que vai de 0 a 640k) livre. Muitos programas para MS-DOS, sobretudo jogos, necessitam desta memória. Alguns só funcionam se existirem 600 kB livres ou até quantidades maiores. Vamos então às suas respostas.
Sim, o MemMaker que acompanha o MS-DOS 6.x pode ser usado com o Windows 95. O Windows 95 não realiza automaticamente o trabalho do MemMaker. O que este programa faz é analisar os programas residentes (TSR) e drivers que são carregados na memória durante o processamento dos arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT, reorganizando-os de modo a obter a maior quantidade possível de memória convencional livre. Seu trabalho é baseado no seguinte:
1) Criação da memória superior, através do HIMEM.SYS e do EMM386.EXE
2) Drivers ativados pelo CONFIG.SYS passam a ser carregados na memória superior, através do comando DEVICEHIGH.
3) Programas residentes ativados pelo AUTOEXEC.BAT passam a ser carregados na memória superior, através do comando LOADHIGH (ou LH).
O uso do MemMaker não é estritamente necessário. Conhecendo alguns comandos de gerenciamento de memória, o usuário pode fazer manualmente este trabalho, em alguns casos de forma até melhor que o MemMaker. A primeira coisa a fazer é colocar no início do CONFIG.SYS, os comandos:
DOS=HIGH,UMB
DEVICE=C:\WINDOWS\HIMEM.SYS
DEVICE=C:\WINDOWS\EMM386.EXE NOEMS
Com esses três comandos, parte do núcleo do MS-DOS é transferido para a HMA (High Memory Area), desocupando até 64 kB da memória convencional. O EMM386 faz a criação da memória superior (Upper Memory Blocks, ou UMB), na qual podem ser carregados programas residentes e drivers. Para que possa ser usado, é preciso que antes tenha sido ativado o HIMEM.SYS. O parâmetro NOEMS é recomendado na maioria dos casos. Quando não é criada memória EMS (apenas alguns softwares para MS-DOS lançados antes de 1995 necessitam de memória EMS), temos mais 64 kB de memória superior livre, já que não será necessário criar o EMS Page Frame. Se você utilizar algum jogo que necessite de memória EMS (por exemplo, Wing Commander 3), será preciso adicionar o parâmetro RAM, ao invés do parâmetro EMS. Desta forma você terá 64 kB de memória superior a menos.
Consulte os programas que são ativados pelo CONFIG.SYS que utilizem o comando DEVICE, e troque esses comandos por DEVICEHIGH. Por exemplo, se existe o comando DEVICE=C:\SBIDE.SYS, troque-o por DEVICEHIGH=C:\SBIDE.SYS. Note que o DEVICEHIGH só não pode ser usado para o HIMEM.SYS e o EMM386.EXE. Resta agora fazer as alterações no AUTOEXEC.BAT. Use o comando MEM/C/P e anote os nomes dos programas que estão residentes na memória. Você poderá então identificá-los no AUTOEXEC.BAT. Cada comando deste arquivo que fica residente, ocupando espaço na memória, deve ser precedido por LH ou LOADHIGH. Por exemplo, se existir o comando C:\UTIL\MOUSE.COM, troque-o por LH C:\UTIL\MOUSE.COM. Com esses pequenos cuidados, você terá o máximo possível de memória convencional livre. É possível que dependendo dos programas e drivers instalados, você consiga chegar a cerca de 620 kB livres, o suficiente para executar qualquer jog.. quero dizer, programa.

38) Para que serve a cache?
Gostaria de saber para que serve a memória cache e se o seu tamanho máximo é 512 kb.
Resposta:
A memória cache serve para acelerar o desempenho da DRAM. Os ciclos de acesso à memória de um Pentium duram 15 ou 16,7 ns (bilionésimos de segundo), dependendo do clock utilizado. Memórias DRAM, aquelas utilizadas em larga escala nos PCs, apresentam tempos de acesso de 60 ns, em geral. Como são muito lentas, o Pentium precisaria esperar muitos ciclos adicionais para que a memória forneça os dados requisitados. A memória cache serve para evitar esta espera. É muito rápida, seu tempo de aceso é inferior a 10 ns. Quando o Pentium requer um acesso à memória, um bloco de dados consecutivos é transferido da DRAM para a cache. A partir daí, o Pentium recebe os dados diretamente da cache, ao mesmo tempo em que novos dados são lidos antecipadamente da DRAM e colocados na cache. Tudo funciona como se toda a memória do computador tivesse tempo de acesso de 10 ns. Sem a memória cache, o Pentium perde até 50% do seu desempenho. A maioria das placas de CPU Pentium atuais possuem 512 kB de cache, mas podemos encontrar algumas placas equipadas com apenas 256 kB (é melhor optar por 512 kB). Podemos ainda encontrar algumas raras placas de CPU que possuem 1 MB de cache.

39) PC conta memória 3 vezes
Depois que eu aumentei a memória de 8 MB SIMM para 32 MB EDO, o BIOS está checando 3 vezes a memória e quero que ela cheque apenas uma vez. Fui no BIOS e não encontrei nenhuma opção. Eu posso mudar isso ou este tipo de checagem depende de cada fabricante de memória?
Resposta:
Acredito que seu PC tenha um BIOS Award, que possui esta característica. Vá ao BIOS FEATURES SETUP e habilite a opção QUICK POWER ON SELF TEST. Pelo que pude perceber, o BIOS liga automaticamente esta opção sempre que ocorre alteração na quantidade de memória instalada.

40) DRAM EDO x FPM
Qual a diferença entre memória RAM EDO e não EDO? Qual a melhor?
Resposta:
A RAM chamada “não EDO” possui um nome: FPM (Fast Page Mode). Até aproximadamente 1995, todas as memórias DRAM eram do tipo FPM. Foram então criadas as memórias EDO DRAM, que constituem em apenas uma modificação de engenharia feitas sobre a FPM DRAM. Seus dados são mantidos estáveis em suas saídas, ao mesmo tempo em que se inicia um novo ciclo de leitura. Por isso são chamadas de EDO (Extended Data Out, ou saída de dados estendida). Desta forma, o próximo ciclo de leitura não precisa esperar até que o microprocessador receba os dados do ciclo anterior. A memória fica então, fazendo duas coisas ao mesmo tempo (enviando os dados acessados e começando a acessar os próximos dados). O resultado é um aumento de desempenho, em comparação com a FPM DRAM. Todos os PCs equipados com o Pentium a partir do início de 1996 permitem usar memórias EDO DRAM. Note entretanto que a EDO DRAM não é a memória DRAM mais veloz. Placas de CPU Pentium de fabricação mais recente, equipadas com os chipsets Intel i430VX e i430TX, permitem usar a SDRAM (Synchronous DRAM), que é ainda mais veloz que a EDO DRAM.

41) Memória lenta
Não tenho mais o manual da placa-mãe de meu micro, mas sei que ela possui 16 MB de RAM em pentes com velocidade de 60ns. Posso ampliar para 32MB, usando pentes com 80ns?
Resposta:
Memórias DRAM de 80 ns eram muito usadas na época dos PCs 286 e 386SX. Um PC 386DX já requer módulos de 70 ns, apesar de permitirem usar módulos de 80 ns, desde que fossem feitos ajustes no CMOS Setup para reduzir a velocidade dos acessos à memória (o que torna o PC mais lento). PCs 486 em geral utilizam módulos de 70 ns, e PCs Pentium normalmente requerem memórias de 60 ns (apesar de poderem ser usados módulos de 70 ns, ajustando o CMOS Setup). Usar memórias mais lentas (ou seja, com tempo de acesso maior) pode funcionar, desde que o CMOS Setup seja ajustado, usando números maiores nos itens como DRAM Read Cycle, DRAM Write Cycle e DRAM Wait States. Com isso, as memórias mais lentas funcionam, mas o PC sofre uma queda de desempenho, de 10 a 20%, aproximadamente.
Se você já possui os módulos de 80ns, pode fazer a instalação e ajustar o CMOS Setup, Você terá mais memória e menos velocidade. Melhor seria tentar trocar os módulos por outros mais velozes. Você não informou qual é o processador do seu PC, mas como já utiliza memórias de 60 ns, deve precisar de memórias rápidas, e portanto a chance de memórias de 80 ns funcionarem é bem reduzida.

42) Falta de memória
Eu tinha um computador 486DX2-66 com Windows 3.1, Office 4.2, HD de 1.2 GB e 8 MB de RAM. Abria planilhas de 3 MB com figuras e vínculos em outras planilhas de 2 MB. Fiz o upgrade para um Pentium-200 MMX com 32 MB e continuei com o Windows 3.1 e Office 4.2. Toda vez que abro, fecho ou vinculo as planilhas recebo a mensagem de falta de memória, coisa que no meu velho 486 não acontecia. Já tirei os papéis de parede, aumentei o arquivo de memória virtual, troquei a placa mãe com o fornecedor, troquei as memórias EDO, reinstalei o Windows 3.1 e também o 3.11. Não posso fazer atualizações por falta de recursos, já que só uso softwares originais.
Resposta:
Este pode ser realmente um defeito do passado, já corrigido nas versões mais recentes do Windows e do Office, mas tem grande chance de ser um erro na configuração de memória do seu PC, já que os problemas não ocorriam com o seu PC antigo. O Windows 3.x dependia muito da configuração de memória declarada no CONFIG.SYS. Confirme se estão presentes os seguintes comandos no início deste arquivo:
dos=high,umb
device=c:\windows\himem.sys
device=c:\windows\emm386.exe noems
Outra questão importante que você deve levar em conta é a seguinte: No Windows 3.x, quando a quantidade de memória é grande (32 MB, por exemplo), a desabilitação da memória virtual contribui para aumentar o desempenho do computador. Desabilite portanto a memória virtual e veja se obtém resultados.

43) EDO x SDRAM
Tenho um Pentium-200 MMX e 32 MB de EDO DRAM. Estou pretendendo colocar um pente de 32 MB de DIMM SDRAM, que é mais rápido. Os dois tipos de memória podem trabalhar juntos?
Resposta:
Em geral não podem. A maioria dos manuais de placas de CPU avisam que as memórias SDRAM não podem ser instaladas junto com EDO DRAM o FPM DRAM. Se o manual da sua placa de CPU não faz ressalvas, é muito provável que a mistura possa ser feita. Se for possível, teste antes de comprar.

44) Memória não funciona
Tenho um Infoway Pentium de 75 MHz com 8 MB de RAM. Decidi colocar mais 32 MB, para isso comprei dois módulos SIMM de 16 MB, traço 6 e sem paridade. Quando instalados juntos ou separados dos meus dois módulos originais de 4 MB, traço 7, o Windows não roda ou quando o faz trava invariavelmente. Porque isso acontece, e o que devo fazer para resolver meu problema, já que quero o computador com 40 MB de RAM.
Resposta:
Você fez tudo certo. Os PCs equipados com processadores Pentium, a partir daqueles que usam o chipset i430FX (o primeiro da série Triton) podem utilizar memórias FPM DRAM e EDO DRAM (exceto alguns mais modernos equipados com o Pentium II, já tendo abolido a FPM DRAM). Os BIOS desses computadores detectam automaticamente o tipo de memória (em geral), sem a necessidade de configurações no CMOS Setup. Você não mencionou se suas memórias (novas e antigas) são FPM ou EDO, mas isto não é problema, pois o BIOS as detecta e configura os bancos de forma independente. As suas novas memórias são de 60 ns, mais velozes que as antigas de 70 ns, portanto não deveriam causar problemas. Pesquise as seguintes soluções:
1) Confirme se o seu BIOS realmente detecta o tipo de memória (FPM ou EDO), sem a necessidade de programação no CMOS Setup
2) Faça uma limpeza de contatos nos soquetes das memórias. Remova a poeira com um pincel ou um mini aspirador de pó, e aplique spray limpador de contatos eletrônicos, encontrado à venda em lojas de peças para som, rádio e TV.
3) Não descarto a possibilidade de um ou ambos os módulos de memória estarem defeituosos. Muitas vezes o vendedor, ou então o próprio usuário, toca os contatos dos chips de memória, danificando-os com eletricidade estática. Você pode pedir a troca no local onde fez a compra.
Seja como for, só instale os 4 módulos juntos depois que tiver conseguido fazer os dois módulos novos funcionarem sem os antigos.

45) Erro na memória
Meu amigo possui um Pentium-133 com 16 MB formados por dois módulos de 8 MB. Durante a carga do HIMEM.SYS, ele passou a apresentar a mensagem de que existe um endereço de memória não confiável (008A4E7A). Por esse endereço seria possível descobrir o módulo defeituoso? Seria necessária a sua troca?
Resposta:
Os bytes são distribuídos de 4 em 4 nos módulos SIMM/72 do banco. O primeiro módulo armazena os bytes cujos endereços terminam com 0, 1, 2, 3, 8, 9, A e B, enquanto o segundo módulo armazena os bytes cujos endereços terminam com 4, 5, 6, 7, C, D, E e F. Sendo assim, o módulo defeituoso é o primeiro, já que o endereço do byte errado termina com A. O problema é que em muitas placas não é indicado dentro de cada banco, qual é o primeiro e qual é o segundo módulo. O método geral é usar um terceiro módulo, do mesmo tipo, capacidade e tempo de acesso (Ex: EDO, 8 MB, 60 ns) para substituir um dos dois já existentes. Quando é feita a substituição do módulo defeituoso, o problema cessará. Observe que nem sempre o problema é causado por um defeito na memória. Em muitos casos, uma limpeza nos contatos das memórias e dos seus soquetes, além da programação default no Advanced Chipset Setup resolve problemas na memória.

46) Tipos de memórias
Gostaria de saber a diferença entre EDO DRAM, SDRAM e NVRAM. Quais são as características de cada uma e qual é a melhor em relação à velocidade?
Resposta:
A NVRAM (RAM não volátil) é um tipo de memória completamente diferente da EDO DRAM, FPM DRAM e SDRAM. Ao contrário dos outros tipos de RAM, a NVRAM não perde seus dados quando é desligada. Alguns modelos são uma RAM estática CMOS, de baixo consumo de corrente, acopladas a uma pequena bateria de lítio, tudo dentro de um mesmo chip. Outros tipos usam tecnologias de ROM reprogramáveis (Flash ROM ou EEPROM). Essas memórias são muito especiais. Não precisam ser necessariamente velozes e nem de elevada capacidade. São usadas apenas quando é necessária a manutenção dos dados com o computador desligado, e quando é preciso que esses dados possam ser alterados pelo usuário. Normalmente pequenas quantidades de NVRAM são suficientes para a implementação dessas funções, como é o caso do armazenamento da configuração de hardware da placa de CPU (CMOS Setup). Algumas placas de expansão também usam memórias NVRAM para armazenamento de configuração.
As memórias DRAM (Dynamic RAM) são aquelas usadas em grandes quantidades nos PCs. Até poucos anos atrás eram usadas as FPM (Fast Page Mode) DRAM. Seus tempos de acesso podem variar de 50 ns (as mais rápidas) até 250 ns (as mais lentas, apenas em modelos muito antigos). Nos PCs mais recentes, é mais comum encontrar FPM DRAM de 60 e 70 ns.
Depois do lançamento do Pentium, os fabricantes de memórias criaram a EDO (Extended Data Out) DRAM. Nada mais é que uma DRAM comum, similar à FPM, mas com circuitos independentes que permitem que um ciclo possa ser iniciado antes do término do ciclo anterior. Enquanto um dado está sendo enviado ao processador, a EDO DRAM já pode dar inicio à busca do dado seguinte. O resultado é um acesso mais veloz. Uma EDO DRAM de 60 ns possui um desempenho que só poderia ser obtido com uma FPM DRAM de 45 ns. Todas as placas de CPU Pentium, exceto as mais antigas, lançadas em 1994, aceitam memórias EDO DRAM. Normalmente a EDO DRAM é apresentada no encapsulamento SIMM de 72 vias.
Mais recentemente foi criado um outro tipo de memória ainda mais veloz, que é a SDRAM. Seu tempo de acesso é bem mais baixo, em geral de 15 ns. Quando é feito um acesso a um dado qualquer, o tempo requerido é maior, podendo ser de 45, 60 ou 75 ns, mas para acessar os dados seguintes, armazenados em posições de memória consecutivas, o tempo de acesso baixa para 15 ns. Tudo se passa como se, em média, o tempo de acesso fosse bem menor, em torno de 30 ns. Memórias SDRAM são apresentadas no encapsulamento DIMM de 168 vias. Podem ser instaladas em placas de CPU Pentium equipadas com os chipsets i430VX, i430VX e superiores. Placas de CPU Pentium II equipadas com os chipsets i430LX e i430BX também suportam SDRAM.

47) 32 MB ou 28 MB?
Comprei um Pentium-233 MMX com 32 MB de memória, mas no Setup aparece a seguinte configuração:
Base Memory: 640 kB
Other Memory: 384 kB
Extended Memory: 27 MB
Total: 28 MB
O Windows 98 informa que só tenho 28 MB, mas na contagem de memória aparece 32.000 kB e uns quebrados. Será que fui enganado ou é assim mesmo?
Resposta:
Não, isso não é normal. Existem 32 MB de memória instalados, e o teste de memória faz uma verificação em todos os 32 MB, porém encontra uma área defeituosa, disponibilizando apenas 28 MB. Existem 4 MB perdidos. Você pode exigir que este problema seja resolvido pelo seu revendedor. A memória pode estar defeituosa, mas o problema também pode estar na placa de CPU. Ambos podem ainda estar em boas condições, mas pode existir um ajuste mal feito no CMOS Setup, ou então um encaixe mal feito entre um dos módulos de memória e o seu soquete. Este problema pode ainda ocorrer quando os dois módulos de memória (no caso de módulos SIMM/72) não são idênticos. É necessário que ambos sejam do mesmo tipo, mesma capacidade e mesmo tempo de acesso. É também recomendável que sejam do mesmo fabricante e modelo.

48) Windows 98 com 16 MB
Você já mencionou que o Windows 98 não roda bem em PCs com 16 MB de RAM. Que tipos de problemas podem ocorrer em um PC com esta quantidade de RAM?
Resposta:
A lentidão é o problema previsto pela Microsoft, e também é o que pude observar na prática. Instalei o Windows 98 em PCs com diversas configurações, inclusive algumas mais modestas, como 486DX2-50 com 8 MB de memória. Neste caso, o PC ficou muito lento. Já em um 486DX2-66 com 16 MB de memória, o PC ficou lento, mas não a ponto de deixar o usuário irritado (bem, existem pessoas que ficam irritadas com mais facilidade). Fora a lentidão, não percebi outros tipos de problema. A baixa quantidade de memória é suprida pela memória virtual, que usa o disco rígido como meio auxiliar de armazenamento, simulando uma quantidade de memória maior. Funciona, mas a lentidão é notória.
Nos testes que realizei, notei que a falta de memória é mais crítica que a lentidão do processador. Por exemplo, praticamente não notei a diferença no desempenho (sem fazer medidas, apenas utilizando aplicativos) de dois PCs, um equipado com o 486DX4-100 e 32 MB e um Pentium-133 com 32 MB.

49) SDRAM x EDO
Estou montando um PC, e gostaria de saber o que é mais vantagem: instalar 32 MB de memória DIMM ou 64 MB de memória EDO? Qual das duas opções teria maior desempenho?
Resposta:
64 MB de RAM é sempre melhor que 32 MB de RAM, não importa qual seja o tipo. Com mais memória, o desempenho será maior sempre que forem executados programas que exijam grandes quantidades de memória, já que serão feitos menos acessos ao disco (memória virtual). A diferença de preços é muito pequena, 32 MB de SDRAM tem um custo ligeiramente superior ao de 32 MB de EDO DRAM. Sugiro que você instale SDRAM. A quantidade de memória, 32 ou 64 MB fica a seu critério. Como os preços das memórias atualmente são muito baixos, eu instalaria 64 MB. Note ainda mais um detalhe: no contexto em que você colocou, o correto não é dizer “memória DIMM”, e sim, “memória SDRAM”. DIMM é o encapsulamento, que pode ser usado tanto para SDRAM como para EDO (assim como o SIMM é outro tipo de encapsulamento). Já SDRAM é o tipo de memória, do ponto de vista eletrônico (assim como EDO e FPM também são tipos de memória DRAM).

50) Memórias para o Pentium II
Qual é o tipo de memória RAM utilizada nas placas mãe com processadores Intel Pentium II? SIMM de 72 vias ou DIMM com 168 vias? E a memória cache L2, existe ainda WriteBack? E a Pipeline Burst?
Resposta:
O tipo de memória DRAM suportada por uma placa de CPU não depende do processador, e sim do chipset. Atualmente encontramos no comércio placas de CPU Pentium II com 3 chipsets Intel: o i440FX (obsoleto), o i440LX e o i440BX. Os tipos de memória suportados por cada um deles estão indicados na tabela abaixo:
Chipset Memórias
i440FX FPM, EDO
i440LX EDO, SDRAM
i440BX EDO, SDRAM
As primeiras placas de CPU Pentium II, equipadas com o chipset i440FX, só apresentavam soquetes para módulos SIMM de 72 vias. Já as placas de CPU com o i440LX e o i440BX em geral apresentam apenas módulos para DIMM de 168, vias, dos tipos EDO ou SDRAM. Podemos ainda encontrar alguns modelos de placas de CPU Pentium II modernas que apresentam também soquetes para módulos SIMM de 72 vias. Note que os módulos DIMM/168 em geral são usados por memórias SDRAM, mas existem também memórias EDO com este encapsulamento, apesar de serem mais raras.
A cache L2 do Pentium II está localizada no seu interior, e não mais na placa de CPU. Dentro do cartucho SEC do Pentium II existe uma placa de circuito contendo o processador propriamente dito, e as memórias SRAM que formam a cache L2. Não encontramos portanto placas de CPU Pentium II com “cache externa”, como ocorre nas placas de CPU Pentium.
1) Ajustes no CMOS Setup para resolver problemas na memória
Quais são os ajustes que devem ser feitos no CMOS Setup para compatibilizar o funcionamento de memórias lentas?
Resposta:
Muitas vezes PCs podem apresentar travamentos causados por incompatibilidades entre a velocidade do processador e a das memórias. Esses problemas se traduzem em falhas e operações ilegais no Windows (este programa executou uma operação ilegal, ….). Como a memória é sempre suspeita nesses casos, é preciso fazer uma checagem de hardware. Muitas vezes não existe defeito nem mau contato, e sim um acesso mais veloz que as memórias permitem. Podemos corrigir o problema fazendo ajustes no CMOS Setup.
Quando usamos no CMOS Setup o comando Load BIOS Defaults, estamos supondo que as memórias têm o tempo de acesso recomendado pelo fabricante da placa de CPU. Na maioria das placas de CPU Pentium, o tempo de acesso é 60 ns para memórias EDO e FPM, e 10 ns para SDRAM. Quando são usadas memórias mais lentas que o recomendado, em geral não podemos programar o CMOS Setup com os valores default no que diz respeito às operações de acesso à memória. É necessário reajustar os parâmetros de acesso à memória para que seja dado o maio tempo possível. Esses parâmetros estão localizados no Advanced Chipset Setup, e alguns deles são:
Autoconfiguration: deve ser desabilitado para permitir alteração dos demais itens
• DRAM Read Cycle: devem ser usados os maiores valores possíveis
• DRAM Write Wait State: devem ser usados os maiores valores possíveis
• RAS to CAS delay: usar o maior valor possível
• CAS Pulse: usar o maior valor possível
• RAS to MA delay: usar o maior valor possível
• RAS precharge time: usar o maior valor possível
• MA Wait State: usar o maior valor possível
• DRAM Speed: se forem oferecidas as opções 60 e 70, escolha 70
• DRAM Slow Refresh: desabilitar
• Turbo Read Pipelining: desabilitar

2) Expansão de memória problemática
Tenho um Computador 486 DX4, 16 MB de RAM, HD de 1.2 GB. Certo dia resolvi instalar mais 16 MB de memória, abri o gabinete para verificar qual o banco faltava ser preenchido. A configuração dos bancos de memória era a seguinte: 4 slots de 30 pinos e 2 slots de 72 pinos, havia apenas um módulo de 16 MB que estavam instalados estavam no Banco 0 do slot de 72 pinos, até aí tudo bem, quando fui instalar mais 16 MB no slot 1 de 72 pinos o micro não aceitou começou a apitar, retirando a memória ele funcionou normalmente, então retirei o módulo que estava instalado e coloquei o novo e continuou apitando, pensei que o módulo estava com defeito mas testando em outro 486 ele funcionou normalmente, tentei instalar os módulos mais nenhum funcionava. Então mantive o módulo original já que estava funcionando, só que dias mais tarde ele também começou a apresentar problemas e ai nenhum outro módulo de memória funcionou em meu computador, mesmo instalando apenas um módulo de 72 pinos no Banco 0. Todos os módulos de memória que teste são comum. Existe a possibilidade da placa ter queimado ou existe alguma configuração através de jumpers para as memórias?
Resposta:
Muitas coisas podem ter ocorrido. O novo módulo de memória pode ser do tipo EDO, incompatível com a sua placa, que só aceita módulos FPM. Talvez você tenha feito o teste em outro PC 486 dotado de chipset que suporta memórias EDO, ou então a memória EDO pode ter funcionado no segundo PC por sorte (às vezes funciona, pelo menos à primeira vista). Supondo que o novo módulo de memória seja realmente do tipo FPM, é possível que exista na placa de CPU algum jumper relacionado com a instalação de memórias. Se for o caso, o manual da placa deverá fazer referência sobre este jumper. Normalmente é um jumper localizado perto dos soquetes de memória. Existem placas que requerem que este jumper seja remanejado para permitir a desativação dos soquetes de 30 pinos e a ativação de um soquete de 72 pinos.
É possível ainda que os soquetes para os módulos de memória estejam com mau contato causado pela poeira e pela umidade. É preciso espanar a poeira com um pequeno pincel (novo) ou aspirá-la usando um mini-aspirador. Feito isso, devemos aplicar spray limpador de contatos eletrônicos, encontrado nas lojas de material de eletrônica (não use WD40). Finalmente, é ainda possível que você tenha danificado os módulos de memória com eletricidade estática. Se você tiver tocado as partes metálicas dos chips ou os contatos do módulo, poderá ter deixado as memórias em um estado semi-danificado, vindo o defeito definitivo a se manifestar posteriormente.

3) Memória convencional
Na empresa onde trabalho tem um programa em DOS que só roda com memória livre no mínimo com 570k e eu estou com 470k livre não consigo nem instalar o programa para eu expandir, o que eu faço? Não tenho DOS instalado, uso somente o Windows 95, se eu tivesse o recurso do DOS para usar o MEMMAKER eu poderia expandir a memória ou eu iria experimentando desabilitar alguma linha de comando do CONFIG.SYS, mas é complicado. Li uma dica na PC World, que poderia rodar qualquer programa em DOS pelo Windows, bastava criar um atalho e com o lado direito do mouse iria na opção propriedades (memória) e configurar expandindo a memória, mas não deu certo, gostaria que explicasse melhor esta opção.
Resposta:
Você pode rodar programas do DOS sob o Windows, e você fez tudo certo. Acontece que se durante o boot não existir memória convencional livre na quantidade que você precisa, também não existirá quando você rodar o programa em uma seção do DOS sob o Windows. A liberação de memória convencional não é nada complicada. Basta que você comece o arquivo CONFIG.SYS da seguinte forma:
DOS=HIGH,UMB
DEVICE=C:\WINDOWS\HIMEM.SYS
DEVICE=C:\WINDOWS\EMM386.EXE NOEMS
O CONFIG.SYS pode ser editado usando por exemplo o editor EDIT, ou então o NotePad do Windows 95. Quando você executar um novo boot, haverá automaticamente mais memória convencional disponível, talvez já os 570 kB que você precisa. Use sob o MS-DOS o comando MEM/C/P para checar a quantidade de memória convencional livre e quais são os programas que a estão ocupando. Verifique também a quantidade de memória superior (UMB) livre. Se existir espaço, você poderá transferir para ela alguns dos programas que estão na memória convencional. O próprio comando MEM que citei mostra os nomes dos programas que estão na memória convencional. Alguns deles foram ativados pelo CONFIG.SYS e outros pelo AUTOEXEC.BAT. Para que um programa ativado pelo CONFIG.SYS passe a ficar na memória superior, basta trocar o seu comando DEVICE por DEVICEHIGH. Note que este recurso só não pode ser usado para o HIMEM.SYS e EMM386.EXE. Use apenas para outros programas do CONFIG.SYS que sejam ativados pelo comando DEVICE. Já os programas que foram ativados pelo AUTOEXEC.BAT passam para a memória superior com o uso do comando LH. Por exemplo, se no AUTOEXEC.BAT existir o comando MOUSE.COM, troque-o por LH MOUSE.COM.

4) Mais memória convencional
Tenho um PC Pentium/100, com 16 MB de RAM, disco rígido de 3,2 GB. O problema é que a memória convencional do meu computador está com 468K, o que impede o uso de programas do MS-DOS. Quando executo o Memmaker, aparece uma mensagem dizendo que o programa não pode melhorar a memória, porque a memória superior não foi criada. Como faço para criar a memória superior?
Resposta:
Use no início do arquivo CONFIG.SYS os seguintes comandos:
DOS=HIGH,UMB
DEVICE=C:\WINDOWS\HIMEM.SYS
DEVICE=C:\WINDOWS\EMM386.EXE NOEMS
No Windows 98 isto resultará em cerca de 580 kB de memória convencional livre, desde que os comandos que ocupam memória no AUTOEXEC.BAT e no CONFIG.SYS sejam carregados pelos comandos LH e DEVICEHIGH, respectivamente. No Windows 95, a memória convencional resultante desta configuração é de pouco mais de 610 kB. Use então o comando MEM/C/P para verificar se a UMB foi criada e se está sendo utilizada. Se não existir UMB mesmo assim, o problema pode ser causado por um ajuste errado no CMOS Setup. Entre Advanced CMOS Setup e desabilite os itens ADAPTOR SHADOW RAM entre os endereços entre C8000 e DFFFF.
Se você utiliza o Windows 98 e precisar de mais de 580 kB de memória convencional livre, faça a instalação do Service Pack 1 para Windows 98, obtido em www.microsoft.com.br.

5) Travamentos após a expansão de memória
Tenho um K6-2 de 333 MHz com 64 MB de SDRAM, placa de CPU PCPartner e placa de vídeo PCI Trident 9440, modem US Robotics 33600 e multimídia Creative com CD 32x. Uso o Windows 98. Têm ocorrido travamentos em alguns programas, principalmente com o Internet Explorer. Tudo começou depois que instalei o segundo módulo de SDRAM de 32 MB e não consigo saber o que está acontecendo, má configuração ou problemas de hardware .
Resposta:
Este segundo módulo de memória pode ser incompatível com o processador. Note que o K6-2 é disponível em versões para clock externo de 100 MHz (K6-2/300, /350, /400) e outros para clock externo de 66 MHz (K6-2/266, 300, 333). Note que existem dois modelos de 300 MHz, um para o clock externo de 100 MHz e outro para 66 MHz. Na parte superior do chip está especificado o valor do clock externo. Se a sua placa de CPU estiver configurada para operar com o clock externo de 100 MHz e o processador suportar apenas 66, os travamentos são inevitáveis. Será preciso configurar corretamente a placa mãe de acordo com o clock suportado pelo processador. Como os problemas surgiram depois que você instalou o segundo módulo de memória, este pode estar defeituoso. Também caso a placa mãe esteja configurada para usar o clock externo de 100 MHz, módulos de memória SDRAM padrão PC66 (tempos de acesso de 10 ns) não funcionarão corretamente.

6) Aproveitando memórias antigas em placa i430VX
Ganhei uma placa-mãe Intel com chipset 82430VX com o BIOS “Award Software 1995” “PCI/PNP 586 V——–“. Gostaria de saber se o tipo de memória RAM (SDRAM) que o meu 586-133DX P-75 usa é compatível com essa placa. Se este processador da AMD serve nesta placa ou se há algum problema. Se eu instalar o meu processador, o que acontecerá?
Resposta:
Se a sua antiga placa de CPU utiliza dois módulos de memória iguais, de 72 vias (não importa se FPM ou EDO), com tempo de acesso de 60 ns, poderão ser utilizados na sua nova placa de CPU. Já o processador não poderá ser aproveitado. Processadores 486 e 586 pertencem à quarta geração, e processadores Pentium pertencem à quinta geração. Seus soquetes são completamente diferentes, e portanto o seu antigo processador nem mesmo poderá ser encaixado no novo soquete. Você terá que comprar um processador Pentium ou superior, mas antes verifique no manual da sua nova placa, quais são os processadores suportados. Provavelmente a sua placa suporta também processadores Pentium MMX, e talvez alguns modelos da Cyrix e AMD.

7) Para instalar memórias SIMM/72
Tenho um computador Pentium-166 com placa mãe Intel i430VX, 4 soquetes para memórias SIMM/72 e 2 soquetes para memórias DIMM/168. Gostaria de identificar os tipos de memória DIMM, baseado na voltagem em MHz que poderia ser usado com este tipo de placa, como reconhecê-las e como combinar com as do tipo EDO DRAM.
Resposta:
As memórias SDRAM (encapsulamento DIMM/168) para serem usadas na sua placa devem utilizar a voltagem de 3,3 volts (praticamente não são usadas memórias SDRAM de 5 volts) e clock de 100 MHz (a memória deve ter especificação –10). Note que a sua placa de CPU opera com o clock externo de 66 MHz, e as memórias SDRAM próprias para operar com este clock são as de 100 MHz. Não é o caso da sua placa, mas nos casos em que o clock externo do processador é 100 MHz, as memórias SDRAM devem ser de 125 MHz (especificação –08). Não se preocupe com a questão da voltagem. Mesmo que você receba indevidamente um raríssimo módulo de 5 volts (que no caso nem seria SDRAM, e sim, EDO DRAM com encapsulamento DIMM/168), o encaixe no soquete não será possível, graças à localização de chanfros que impedem o encaixe de tipos errados.
O grande problema é que a maioria das placas de CPU que possuem soquetes SIMM/72 e DIMM/168 combinados não permite a mistura. Na maioria dos casos, ou todas as memórias são SIMM/72, ou todas são DIMM/168. Será preciso consultar o manual da sua placa de CPU para saber se a implementação dos bancos de memória usada pelo fabricante permite a mistura de memórias desses dois tipos.

8) Tempo de acesso de memórias SDRAM
Sei que as memórias SIMM com especificação -6 têm tempo de acesso igual a 60 ns. No meu PC (Pentium-233 MMX) foram instaladas memórias DIMM com especificação -12. Seriam então memórias de 120 ns, ou seriam de 12 ns como diz o revendedor? Ou as memórias DIMM usam indicações diferentes?
Resposta:
Sim, são realmente memórias com 12 ns de tempo de acesso. As memórias SDRAM (que por um acaso utilizam quase sempre o encapsulamento DIMM) são bem mais velozes que as tradicionais memórias FPM DRAM e EDO DRAM, que em geral utilizam o encapsulamento SIMM. Sendo memórias síncronas, ou seja, operam de forma sincronizada com o clock externo do processador, possuem normalmente as indicações em MHz. Você encontrará portanto memórias SDRAM com especificações de 100 ou 125 MHz (as mais comuns). Nesse caso os chips poderão ter as indicações -100 ou -125. Ocorre que alguns fabricantes usam, ao invés de indicações em MHz, as tradicionais indicações em ns. Memórias SDRAM de 100 MHz podem portanto ser indicadas como sendo de 10 ns, e memórias de 125 MHz podem ser indicadas como sendo de 8 ns. Existem entretanto modelos com outros clocks máximos, e portanto com outros tempos de acesso. As suas por exemplo são de 12 ns, o que corresponde ao clock máximo de 83 MHz.
Seu PC é um Pentium-233 MMX que utiliza o clock externo de 66 MHz. Suas memórias -12 são a princípio suficientemente velozes para operar neste clock. Entretanto, se você tiver problemas de mau funcionamento, solicite a substituição por memórias -10 (100 MHz). Muitos fabricantes de placas de CPU recomendam usar memórias de 100 MHz para barramentos de 66 MHz, e memórias de 125 MHz para barramentos de 100 MHz.

9) Bancos de memória alternados
Estive lendo uma edição da revista PC World sobre sua dificuldade para instalação de 40 MB de memória. Tenho um Pentium-100 com 40 MB de memória RAM, distribuídas da mesma maneira que você, ou seja, 32 MB formados por dois módulos de EDO DRAM com 16 MB cada, e mais 8 MB formados por dois módulos FPM DRAM de 4 MB cada. No meu caso, apanhei bastante até descobrir que o primeiro banco é formado pelo primeiro e pelo terceiro soquetes, e que o segundo banco é formado pelo segundo e pelo quarto soquete. Está tudo funcionando perfeitamente, bastando levar em conta esta ordem alternada.
Resposta:
Placas de CPU Pentium que possuem 4 soquetes SIMM/72, divididos em dois bancos, podem operar com memórias EDO DRAM ou FPM DRAM, desde que instaladas em dois bancos independentes. Por exemplo, podem ser instalados dois módulos EDO DRAM no primeiro banco e dois módulos FPM DRAM no segundo banco. Este tipo de instalação é muito fácil, e em geral não é preciso fazer ajustes em jumpers nem no CMOS Setup em função do tipo de memória. O BIOS é capaz de detectar automaticamente o tipo de memória usado em cada banco. Desta forma poderíamos pensar que o manual da placa de CPU é desnecessário no que diz respeito a informações sobre expansão de memória. Nesse caso é quase sempre desnecessário, graças à simplicidade da expansão, e também à detecção automática. Mesmo assim, podem ocorrer casos em que a consulta ao manual é necessária. Já tive a oportunidade de observar uma certa placa de CPU que utilizava bancos alternados, ou seja, o primeiro banco de memória formado pelo primeiro e terceiro soquetes, e o segundo banco formado pelo segundo e quarto soquetes. Entretanto, este layout é uma raridade, só vi uma placa assim, entre dezenas de placas já testadas. Fica mais uma vez anunciada a regra geral: antes de realizar expansões na sua placa de CPU, consulte o seu manual.

10) RAM cacheável
Gostaria de saber se o novo chip desenvolvido pela Intel, o i440BX, provisiona uma supervisão de cache maior que 64 MB. Se eu colocar mais de 64 MB, o computador ficará mais lento? Qual é a máxima quantidade de memória RAM que a supervisão de cache do i440BX permite?
Resposta:
512 MB é a máxima memória RAM que pode ser “cacheada” em PCs equipados com o i440BX, e também com o i440LX e com o i440FX. No caso do Pentium II, esta função não é realizada pelo chipset, e sim pelo próprio Pentium II. O assunto é muito interessante e vale a pena ser abordado. Chipsets i440FX, i440VX e i440TX, usados nas placas de CPU Pentium nos últimos anos, possuem um pequeno inconveniente: a memória cache externa só atua sobre os primeiros 64 kB de RAM. Quando é instalada memória RAM em maior quantidade, apenas os primeiros 64 MB serão acelerados pela cache, ficando o restante com a velocidade normal da DRAM, o que representa uma queda de desempenho de 20 até 50%. Pior ainda, o Windows utiliza a memória a partir do seu final, fazendo com que a lentidão se manifeste mesmo quando a memória está pouco ocupada. Isso não era ruim no tempo em que esses chipsets foram criados, quando a maioria dos PCs usava 16, ou no máximo 32 MB de RAM, mas ruim para aqueles que querem ultrapassar o limite de 64 MB, graças aos baixos custos atuais das memórias. Placas de CPU equipadas com o Pentium II não apresentam este problema, já que a cache L2 é gerenciada pelo próprio Pentium II, e atua sobre os primeiros 512 MB de RAM.

11) Problemas na expansão de memória
Tenho um Pentium MMX-233 com 32 MB de RAM. Fiz uma expansão para 64 MB, usando mais dois módulos EDO de 16 MB. Todos os quatro módulos são EDO de 16 MB, sendo os dois do primeiro banco de um fabricante e os dois do outro banco, de outro fabricante. Depois da expansão passaram a ocorrer problemas, como falhas gerais de proteção e problemas em arquivos VXD. Testei as memórias com o Norton Diagnostics mas nada de errado foi detectado.
Resposta:
Existe a grande possibilidade dos dois novos módulos de memória (ou pelo menos um deles) estar defeituoso. Note que programas como o Norton Diagnostics só detectam erros no teste de memória se as duas caches do processador (L1 e L2) estiverem desabilitadas. É possível ainda que as memórias estejam boas mas sofrendo de mau contato nos soquetes. Seria preciso fazer uma limpeza tanto nos contatos das memórias como nos soquetes, usando um spray limpador de contatos eletrônicos (não use WD40). Será preciso aspirar a poeira dos soquetes das memórias antes de aplicar o spray. O problema pode ainda ser causado por erros na configuração de acesso à memória no Advanced Chipset Setup. Todos os itens relacionados com a temporização do acesso à DRAM devem ser programados com os maiores valores possíveis. Dependendo do fabricante das memórias, é possível que a temporização default seja rápida demais.
Note que é comum a danificação de memórias, mesmo novas, devido à eletricidade estática. Os vendedores não tomam os devidos cuidados e tocam os chips diretamente com as mãos, danificando-os. Os próprios usuários ao fazerem expansões podem tocar indevidamente os contatos dos módulos de memória ou mesmo dos seus chips, resultando em problemas de mau funcionamento.
Verifique ainda se os jumpers da sua placa de CPU estão programados corretamente no que diz respeito as clocks interno e externo do processador. Algumas placas de CPU para Pentium MMX podem ser configuradas com o clock externo de 75 MHz e multiplicador 3x, resultando no clock interno de 225 MHz, apesar do BIOS detectar o clock de 233 MHz (valor padrão mais próximo). Este recurso conhecido como overclock é utilizado por muitos usuários que gostam de envenenar seus computadores, apesar de não ser uma prática segura. As memórias, por exemplo, podem apresentar problemas de mau funcionamento. Confira então se a sua placa de CPU está configurada corretamente para o Pentium MMX/233, ou seja, clock externo de 66 MHz e multiplicador 3,5x.
Outro dia passei por um problema muito parecido com o seu. Fiz a expansão de 32 MB para 64 MB e o computador passou a travar e finalizar programas sem que isto fosse solicitado. Quando fui conferir as memórias, constatei que o primeiro módulo era SDRAM de 8 ns (PC-100), mas o segundo era SDRAM de 10 ns (PC-66). A placa de CPU operava com barramento de 100 MHz, exigindo portanto memórias PC-100 (que são marcadas como 125 MHz ou 8 ns). A troca por um outro módulo PC-100 resolveu o problema.

12) Problemas na expansão de memória com módulos SIMM
Tenho um computador Pentium 100 com 32 de memória RAM (EDO), 256 de cache e 3.2 GB de HD com Windows 98 instalado. Tenho tentado aumentar em mais 32 MB a memória RAM sem obter sucesso, pois ele reconhece a memória como 64, mas não inicializa o Windows. Sempre dá mensagem de “erro de proteção ao Windows” ou, então, trava. Já tentei testar os pentes de memória separadamente, inverter os pentes de posição, mas nada. O que devo fazer?
Resposta:
Provavelmente um dos dois novos módulos de memória que você instalou está defeituoso (ou então ambos). Para confirmar isto, instale apenas esses dois módulos no primeiro banco de memória. Se o problema ocorrer, fica caracterizado o defeito. Será preciso providenciar a troca. Observe que muitos vendedores e usuários danificam os chips de memória com a sua eletricidade estática, por manuseio indevido. É preciso segurar os módulos de memória sempre pelas suas bordas laterais, sem tocar nos seus contatos metálicos.
É claro que estamos supondo que esses dois novos módulos realmente foram comprados de forma correta. Verifique se são realmente EDO de 60 ns. O BIOS irá indicar que são EDO durante o boot, se for o caso. Módulos não EDO (FPM) também podem funcionar, mas nunca é permitida a mistura dentro do mesmo banco. Se os dois módulos novos são iguais (podendo ser diferentes dos dois primeiros), então não existe problema. O tempo de acesso de 60 ns é indicado como –6, -60 ou –06 nos chips de memória. Entre no CMOS Setup e use a opção de carregar valores default do BIOS, o que permite o funcionamento correto na maioria dos casos.

13) RAM acima de 64 MB
Gostaria de ter esclarecida a seguinte dúvida: é verdade que os sistemas operacionais (exceção do Windows NT) não gerenciam memória acima de 64 Mb? Tenho um micro Pentium II/ 333 MHz, com 128 Mb de memória RAM e Windows 98. Se isso for verdade, significa que joguei dinheiro fora comprando essa quantidade de memória? Como fazer para usá-la?
Resposta:
Não é verdade que exista esta limitação por parte do sistema operacional. Tanto o Windows 98 como o Windows 95 podem gerenciar quantidades de memória RAM bem maiores que esta. A limitação em relação a 64 MB existe em alguns casos, mas não está relacionada com o sistema operacional, e nem impede que quantidades maiores de memória sejam reconhecidas. O que existe é em certos chipsets antigos, a limitação de 64 MB em relação à área cacheável. O trabalho da memória cache é acelerar o desempenho da DRAM. Nesses chipsets antigos (i430FX, i430TX, i430VX, por exemplo), a área cacheável máxima é de 64 MB. Significa que em um PC com 128 MB de RAM, apenas os primeiros 64 MB serão acelerados pela cache, e os restantes funcionarão, mas na sua velocidade normal. Isto resulta em queda de desempenho, pois a DRAM é muito mais lenta que a cache. O problema não ocorre com o Pentium II, que é capaz de cachear até 512 MB. Portanto, toda a sua memória DRAM está funcionando e também está sendo acelerada pela cache.
Note ainda que a limitação de área cacheável em 64 MB também não ocorre nos chipsets modernos (ex: Via Apollo MVP3 e ALI Aladdin V). Os chipsets modernos são capazes de cachear 256 MB ou 512 MB de RAM, dependendo do modelo.

14) Aproveitamento de memórias antigas em placa para K6-2
Tenho um K6-2/350 e uma placa mãe SOYO-5EHM/5EH5 com slot AGP, e ela pode trabalhar tanto a 66 como a 100 MHz. Meu problema é que comprei todas as peças para montar este PC e só não tive condições de comprar as memórias, estou esperando os preços voltarem ao normal. Como possuo dois módulos de 16 MB e 66 MHz, gostaria de saber se ao fazer minha placa trabalhar com este clock ocorrerá algum problema além da redução no desempenho, e se o mesmo ocorre no slot AGP.
Resposta:
O clock do barramento AGP tem seu clock regulado independente do usado pelo processador. No manual da sua placa de CPU você encontrará as instruções para programar os jumpers adequadamente. Dependendo da placa, é possível manter o processador operando externamente a 100 MHz, enquanto apenas a memória DRAM opera a 66 MHz. A vantagem desta configuração é que o acesso à cache externa é mais veloz. Se sua placa não possui esta regulagem, então a DRAM e a cache irão operar a 66 MHz. A única desvantagem é a redução no desempenho. Não ocorrerá qualquer outro tipo de problema devido ao uso das suas memórias antigas na nova placa de CPU.

15) PC recheado com RAM
Trabalho na área gráfica, 3D Max, Lightwave, Adobe, Corel, etc… minha empresa pretende adquirir um micro novo para que eu possa desenvolver melhor meu trabalho. Estou optando por colocar uma placa aceleradora Diamond Fire Gl1000, HD 6 GB e, recheá-lo de memória RAM, tenho uma dúvida: Soube que certas placas, às vezes não adianta rechear de memória RAM porque elas não vão aproveitar a fundo as memórias, como funciona isso?? o que devo ter para aproveitar o máximo á memória RAM?? (e cá entre nós, memórias estão muito caras para ficarem obsoletas no micro).
Resposta:
Todas as placas de CPU aproveitam, reconhecem e usam toda a memória instalada. Se uma placa antiga suporta 256 MB, todos os 256 MB estarão disponíveis se instalados. Ocorre que nessas placas antigas, a parte do chipset responsável pelo controle da cache secundária só consegue fazer com que esta cache acelere apenas os primeiros 64 MB da memória. A memória restante não será acelerada pela cache L2, portanto seu acesso será mais lento. Isto justifica a afirmação de que nesses micros, instalar 128 MB os faz ficar mais lentos que com 64 MB. Este problema ocorre em placas que usam chipsets antigos, como o i430FX, i430VX e i430TX. Já as placas de CPU atuais não possuem este problema. Em placas para Pentium II/III a cache L2 pode atuar até sobre 512 MB de RAM. Em outras placas modernas para o soquete Super 7 (K6-2, K6-3, etc.), a RAM pode ser cacheada até 256 ou 512 MB, dependendo do chipset. Portanto toda a sua memória será aproveitada e acelerada pela cache L2 (e L3, no caso do K6-3).
É claro que existe também a questão da memória se tornar obsoleta e não poder mais ser aproveitada em futuras placas de CPU. As memórias mais avançadas usadas na maioria dos PCs modernos é a do tipo SDRAM, com encapsulamento DIMM-168 e com especificação PC-100 (indicação de 125 MHz ou superior, ou então tempo de acesso 8ns ou inferior). Se você quer ficar um pouco mais seguro sobre o aproveitamento das memórias, exija a SDRAM do tipo PC-133, que é ainda mais rápida. Fique entretanto sabendo que já existem, e no futuro serão comuns memórias ainda mais velozes (por enquanto são muito caras, não compensa pagar mais caro só para poder aproveitá-las no futuro). São as memórias DDR-SDRAM, de 200 MHz, usadas nas placas de CPU para o processador AMD Athlon.