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1999 – Compra de equipamentos (Perguntas e Respostas)

1) Compra de portátil no exterior
Tenho a oportunidade de adquirir no exterior (EUA), um laptop com a finalidade de desenvolvimento de sistemas. Gostaria de obter algumas sugestões de marca, modelo, configurações e acessórios que mais atendam à minha necessidade, que acompanhem a tendência do mercado e que possuam também assistência técnica na minha cidade.

Resposta:
Assim como ocorre com os PCs “desktop”, os portáteis também apresentam preços que variam bastante de acordo com a configuração de hardware. Existem modelos equipados com o Pentium II, que são os mais sofisticados e caros. Outros são equipados com o Pentium MMX e similares. Sugiro um processador com no mínimo 200 MHz, que poderá ser o próprio Pentium MMX, ou equivalentes como o AMD-K6, Cyrix 6x86MX (ou Cyrix M2) ou IDT C6. Recomendo uma cache externa de no mínimo 256 kB. Muitos portáteis não usam cache externa, e isso prejudica bastante o seu desempenho. A memória RAM pode ser de 32 MB ou mais. Evite quantidades menores de memória, pois isto também reduz o desempenho. A tela deve ser do tipo Active Matrix ou Dual Scan, com 12″ no mínimo. Disco rígido de 4 GB, drive de CD-ROM de no mínimo 24X, multimídia compatível com Sound Blaster e modem de 56k bps padrão V-90 completam a configuração. Você pode adquirir também, em separado, um cartão PCMCIA Ethernet, para conexão rápida com outros computadores em rede. A alternativa a este tipo de conexão é a porta paralela, que apresenta desempenho inferior ao de uma rede Ethernet. É claro, considero esta configuração adequada para os dias atuais (jun/98), mas dentro de pouco tempo, novas configurações mais poderosas estarão disponíveis por preços menores.

Quanto às boas marcas, posso sugerir IBM, Toshiba, Acer e Digital/Compaq, que fazem parte do time de primeira linha. Quanto à assistência técnica, é uma coisa bastante complicada. Muitas vezes as assistências técnicas estão presentes, mas atendem apenas os equipamentos comprados no Brasil. Você terá que consultar localmente os representantes dos fabricantes.

 

2) Compra de placa de CPU
Desejo comprar um computador e tenho algumas dúvidas sobre os componentes a serem especificados:

1) Placa-mãe: desejo uma que suporte processadores da AMD (além do K6 MMX o K6 3D), já que eles utilizam soquete 7, mas diferem no clock externo e interno, número de instruções, etc. Além disso, quero uma placa que suporte as tecnologias AGP, OnNow, USB, memórias SDRAM e, cujos chipset da placa e controladora IDE sejam capazes de operar a uma taxa de transferência de 33 MB/s.

2) Cache: atualmente o normal são 512 kb, mas tive conhecimento de que algumas já estão vindo com 1 Mb. Será que existe ganho significativo nessa mudança, já que de 256 KB para 512 KB não existe muita diferença? Processador: se tudo correr como pretendo, irei adquirir um modesto K6 166 MMX e, no final de 1999, trocarei por um K6 3D de 400 Mhz, sem modificar a placa-mãe.

3) Memória principal: pretendo colocar memórias SDRAM cuja quantidade deve atender a programas de médio e grande porte (como jogos e aplicativos 3D). Aproveito para perguntar o tempo de acesso da SDRAM, sendo que a EDO varia de 60 a 70 ns. Também aproveito para perguntar como fazer para memórias SDRAM operarem em esquemas de leitura de 5-1-1-1, ao invés de 6-1-1-1?

Resposta:
O chipset mais avançado da Intel que suporta processadores compatíveis com o Pentium é o i430TX. Acontece que este chipset parou no tempo, e não oferece suporte para algumas das tecnologias novas que você cita, como o AGP, On Now e barramento de 100 MHz, apesar de suportar várias outras, como USB, SDRAM e Ultra DMA. Se você admite abrir mão do AGP, barramento de 100 MHz e On Now, pode comprar qualquer placa de CPU de fabricação recente que utilize o chipset i430TX da Intel. Por outro lado, se você quer usar os recursos do Super-7 (a nova versão do Socket 7, criada para concorrer em desempenho com o Pentium II), você deve procurar uma placa que utilize os chipsets VIA Apollo MVP3 ou ALI Aladdin V. Ambos suportam AGP, barramento de 100 MHz e os recursos que possibilitam o uso da função On Now. Para ter uma lista mais atualizada de fabricantes que oferecem placas de CPU com esses recursos, acesse-a na área de Links deste site. Alguns exemplos de placas de CPU que atualmente suportam o Super 7 são:

BIOSTAR M5ALA ( http://www.biostar.com.tw )
EPOX EP-51MVP3E-M e EP-58MVP3C-M ( http://www.epox.com )

Melhor ainda é usar a página que a AMD oferece para indicar placas de CPU, em:

http://www1.amd.com/k6/k6mbl/

Você indica qual processador e clock quer usar, qual o formato da placa (ATX ou Baby AT), e é apresentada uma lista de modelos testados e recomendados pela AMD.

Se uma dessas placas oferecer cache externa de 1 MB, pode comprar. É sensivelmente maior o desempenho resultante de uma cache com 1 MB, em comparação com 512 kB. Como a diferença de preços é praticamente nenhuma, vale a pena usar uma cache maior, mesmo que o ganho de velocidade seja pequeno.

Acho que a sua escolha pelo K6 de 166 MHz é muito modesta. Os chips de 200, 233 e 266 MHz têm preços apenas um pouco maiores, e vale a pena optar por eles. Essas placas modernas, desde que cheguem ao clock de 266 MHz, poderão ser posteriormente configuradas para operar com processadores mais velozes, como o de 400 MHz que você cita.

A quantidade mínima de DRAM que você deve adotar é 32 MB, mas como o seu custo é muito baixo, não é considerado exagero partir logo para 64 MB. Jogos que utilizam muitos gráficos tridimensionais utilizarão boa parte desta memória, e você ainda terá benefício em programas de CAD e edição de imagens. O tempo de acesso da DRAM é de 10 ns (para modelos de 100 MHz) e 8 ns (para modelos de 125 MHz). Se você comprar uma placa que suporte o barramento de 100 MHz, terá que usar memórias de 125 MHz. A configuração dos ciclos de acesso (6-1-1-1, 5-1-1-1, etc) é feita através do item Advanced Chipset Setup no CMOS Setup.

 

3) Especificação de um PC para arquitetura
Sou arquiteto e iniciante em informática. Gostaria de especificações de um bom PC para usar no meu trabalho, levando em conta a melhor relação custo-benefício. Gostaria também das mesmas especificações para scanner e impressora.

Resposta:
Os micros de grife (IBM, Itautec, Compaq/Digital, Acer, entre outros) oferecem vantagens que não podem ser encontradas em PCs “sem nome”. Esses PCs sem nome podem ter excelente qualidade, com excelentes configurações, muitas vezes levando vantagens sobre os PCs de marcas famosas, mas infelizmente encontramos no mercado muitos modelos que não apresentam qualidade. Por exemplo, placas de som da Creative Labs e modems da US Robotics, Diamond ou Motorola são as melhores opções, mas também encontramos opções de segunda linha, como placas de som Addonics e modems Zoltrix. Muitas vezes os baixos custos desses PCs são obtidos através da utilização desses componentes de segunda linha. Já os grandes fabricantes, justiça seja feita, utilizam em geral material de melhor qualidade e conseguem redução de preços a partir da compra em grandes quantidades, e também da integração de várias interfaces em uma placa só.

Para um PC bem configurado para os padrões atuais (final de 1998), sugiro a configuração:

– Processador Pentium II de 300 a 400 MHz
– 64 MB de RAM
– Placa de vídeo 3D com 4 MB de RAM. Para aplicações em arquitetura, recomendo a Diamond Fire GL 1000
– Drive de CD-ROM 32X
– Modem US Robotics, V-90, de 56k bps
– Placa de som modelo Sound Blaster AWE64
– Disco rígido de 4 GB a 8 GB, marcas Seagate, Western Digital ou Quantum
– ZIP Drive (100 MB) ou JAZ Drive (1 GB)

Você deve usar também um monitor de bom tamanho, com no mínimo 17″. Modelos de 21″ são mais recomendados para arquitetura. Boas marcas de monitores são Philips, LG, Viewsonic, Samsung, NEC e Sony. A impressora pode ser a jato de tinta, mas para arquitetura é mais recomendado usar modelos que permitam usar papel tamanho A3. Epson, Canon e HP oferecem modelos com esta capacidade, encontrados com relativa facilidade no mercado. Já os scanners para este tamanho são bastante caros. Você pode utilizar um scanner de mesa tamanho normal (os modelos comuns permitem digitalizar documentos um pouco maiores que o do “papel ofício”). Se você precisar eventualmente digitalizar imagens de maior tamanho pode contar com o uso dos serviços de birôs. Leve em conta ainda que em arquitetura são usados outros processos alternativos de digitalização, além dos scanners, como por exemplo, mesas digitalizadoras. Empresas especializadas em software para CAD oferecem tais equipamentos.

 

4) Aplicações médicas
Trabalho com processamento de imagens médicas, utilizo uma antiga placa SE100, que definitivamente não resolve meu problema, a imagem obtida com esta placa é muito ruim, seu histograma é muito estreito e mal consigo processar a imagem. Gostaria de indicação sobre outra placa de captura, creio que uma placa para uso doméstico não resolve meu problema, o que preciso é utilizar um equipamento de alta qualidade, para uso profissional.

Resposta:
Desculpe, mas a descrição do seu problema traz poucos dados para uma solução mais direta. Se você já tem um software que realiza todo o processamento de imagem, e necessita apenas de uma placa que capture a imagem com melhor qualidade, sugiro a ATI All in Wonder Pro, que pode ser encontrada com relativa facilidade no Brasil. As imagens são digitalizadas a partir de sinais de vídeo composto NTSC ou PAL/M. Por outro lado, se você procura um sistema completo envolvendo hardware e software para aplicações médicas computadorizadas, sugiro que você consulte a Locus Cardiologia Computadorizada (021-493-0348).

 

5) Notebook x Desktop
Existem diferenças entre um PC Desktop e um Notebook com um mesmo processador, em termos de desempenho, consumo de energia e outras variáveis?

Resposta:
Sim, em geral existem diferenças. Em geral o usuário dá mais importância ao processador, por isso os notebooks podem apresentar pontos fracos em outros componentes, como por exemplo, a quantidade de memória RAM, a memória cache de nível 2 (que muitos notebooks não possuem), os circuitos de vídeo e a tela, muitas vezes limitados a 256 cores, e o disco rígido, que nem sempre possui uma capacidade generosa. É possível encontrar notebooks com todos os seus componentes bastante avançados, equiparados aos melhores desktops, mas os preços são muito elevados. Os modelos de preços mais acessíveis normalmente possuem deficiências nas suas configurações.

 

6) Desvalorização
O PC hoje está desvalorizando muito rápido. Em fevereiro deste ano comprei um Pentium-200 MMX, por R$ 1.600,00 hoje em dia o Pentium está a preço de banana, devido o lançamento das versões 300 MHz. Qual seria a melhor solução para esse problema de desvalorização das máquinas PC? Seria melhor comprar uma máquina MAC, que apesar de poucos produtos no Brasil não desvaloriza rapidamente ?

Resposta:
Vou começar a resposta com uma brincadeira, mas não é para implicar com você, apenas para justificar este problema. Melhor ainda que comprar um MAC, é comprar um automóvel, ou um terreno, ou ainda melhor, comprar dólares. A desvalorização é mais lenta no caso do automóvel, e no caso do terreno e do dólar, podem valorizar…

É claro que não vou dar uma resposta como esta, a menos que seja brincando. Esta solução não pode ser aplicada por uma razão muito simples: você precisa é de um computador, e não de um carro, terreno ou dólares. O computador, apenas pelo valor do seu hardware, não é um investimento. É uma ferramenta de trabalho e lazer, com a qual muitas vezes podemos tirar lucro ou economizar tempo. Por isso toleramos a sua desvalorização, ou seja, a venda por um custo baixíssimo quando queremos trocar por outro mais sofisticado. Essa desvalorização está diretamente relacionada com o desenvolvimento da tecnologia. Os fabricantes desenvolvem novos produtos, cada vez melhores, se souberem que existem pessoas para comprá-los. Isso faz com que os produtos defasados fiquem muito desvalorizados. Com MACs (Macintosh) este problema é menos acentuado, pois esses computadores apresentam uma evolução mais moderada, mas mesmo assim desvalorizam. Além disso é mais difícil encontrar programas para MACs, peças para expansão, etc. Não vou falar mal dos MACs, pois serei odiado pelos seus fãs.

A solução que recomendo para enfrentar a desvalorização dos PCs é fazer upgrades periódicos. Depois de algum tempo, quando o seu PC estiver defasado, instale um processador mais veloz, aumente a sua memória, troque o HD por outro de maior capacidade, coloque uma placa de vídeo 3D com mais memória. Se o seu PC não estiver muito defasado, provavelmente será mais econômico fazer a expansão que trocar por um PC novo.

 

7) Upgrade do PC antigo ou compra de um PC novo?
Possuo um Pentium 100 MHz, disco rígido de 1,2 GB, 32 MB de RAM, kit multimídia de 8x, placa de fax-modem de 28,8 kbps. Estou pensando seriamente numa atualização para um Pentium II 300 ou 400 com disco rígido de 3,2 ou 4,3 GB. É viável? E os custos? Ou seria melhor vender o atual e comprar um novo?

Resposta:
O seu PC atual será muito desvalorizado na venda. Por exemplo, ninguém irá considerar mais de 50 reais pelo seu drive de CD-ROM 8x, mas ao comprar um PC novo, ele virá com um modelo 32x, 36x ou 40x, que custa mais de 150 reais. Leve em conta o que você conseguirá na venda do seu atual PC e o custo de um PC novo para tomar a decisão. A expansão certamente é uma opção mais barata. Seria preciso comprar uma nova placa mãe (que deve ser do tipo mini-AT, para caber no seu atual gabinete), novas memórias com encapsulamento DIMM (provavelmente o seu PC usa memórias SIMM) e o novo disco rígido. As demais peças do seu atual PC seriam mantidas. Você mesma pode fazer a expansão caso tenha conhecimentos de hardware, ou então pedir ajuda a um colega mais experiente no assunto. Um tipo de expansão bem acessível é usar uma placa mãe equipada com o chipset MVP3 que contenha soquetes SIMM/72 (por exemplo a FIC VA 503+) e um processador AMD K6-3, que rivaliza com o Pentium II em desempenho com vantagem no preço. As memórias atuais podem ser usadas nesta placa mãe. Faltaria apenas comprar o disco rígido, com a capacidade desejada. A economia com esta configuração seria maior ainda.

 

8) Upgrade em Pentium-75 da Compaq
Tenho um Compaq Presario 5524, cuja placa é uma UPD-5GAT (MPEG). O processador é um Pentium 75 MHz; com 16 MB de RAM (2 pentes de 8 MB), slot ISA/PCI; Port e I/O Enhanced IDE com suporte para CD-ROM ATAPI; BIOS Award para Pentium; fax-modem 19,2 kbps e HD de 840 MBytes. Que upgrade você me aconselharia? Quantas vezes posso formatar o meu HD? Preciso fazer mais alguma coisa depois de formatá-lo? Preciso do manual para essa máquina, onde eu encontro? Ou algum leitor pode me ceder, ou vender?

Resposta:
Os upgrades em PCs Compaq são muito difíceis, pois são máquinas cujo projeto não dá prioridade a expansões. Possivelmente você pode fazer uma expansão de memória para 32 MB ou 64 MB, substituindo seus antigos módulos de memória. Como trata-se de um PC antigo, certamente opera apenas com módulos FPM ou EDO, ou seja, não suporta memórias SDRAM. O processador Pentium-75 poderá ser substituído por um Pentium-166 ou um Pentium-200 (à venda no mercado de peças usadas), mas não do tipo MMX, já que placas de CPU antigas não geral as voltagens exigidas pelo Pentium MMX. De qualquer forma é estritamente necessário usar as instruções existentes no manual da placa mãe, obtidas através da Compaq. De qualquer forma publico o seu telefone para o caso de algum leitor que possua este manual esteja disposto a ajudá-lo.

Independentemente do manual, é possível fazer a expansão do disco rígido, trocando-o por outro de maior capacidade, 4 ou 6 GB, por exemplo. Como o BIOS deste PC é antigo, talvez seja preciso usar o software de instalação fornecido junto com o HD (Disk Manager, EZ Drive ou Disk Wizard). Se o PC possuir um slot ISA livre, vale a pena instalar um novo modem de 56k bps.

 

9) Compro um Palmtop ou um PC antigo?
Interessei-me por um palmtop Psion Siena. Sou professor da rede estadual e pretendo usá-lo como editor de texto, porém, fui desaconselhado pela dificuldade que teria de digitação. Gostaria de saber se posso configurar qualquer impressora, disquete, CD-ROM e outros. Foi-me oferecido um computador 486 sem impressora por R$ 450,00. Mesmo sabendo que uma impressora está por volta de R$ 300,00 é vantagem? O que precisaria para atualizá-lo e quanto custaria?

Resposta:
Os Palmtops realmente são de digitação bastante difícil. As teclas são de menor tamanho, a digitação acaba ficando bastante lenta. Também são muito restritos no que diz respeito às expansões. Quando possíveis, são bastante caras. Computadores como este são usados por pessoas que precisam muito de mobilidade, e mesmo assim possuem um computador normal para fazer conexão ao Palmtop, permitindo transferir dados e listar documentos na sua impressora.

Se você não precisa de transportabilidade, quer gastar menos e ter possibilidades de fazer expansões, a melhor opção é um computador convencional, de mesa. Um PC 486 de segunda mão pode atender às suas necessidades, mas o problema é checar se está realmente funcionando bem. Verifique a garantia do seu fornecedor. Muitos PCs antigos estão em perfeitas condições e podem ser utilizados em processamento de textos e outras tarefas simples, mas não vá comprar de alguém que sumirá e deixará você na mão em caso de problemas. A atualização deste computador poderá sair cara, dependendo do número de componentes a serem instalados. Se quiser apenas trocar a placa mãe e o processador, a expansão será barata. Mais caro será o custo se for preciso aumentar ou trocar as memórias, o disco rígido e a placa de vídeo. Ainda maior será o custo para adicionar multimídia e fax/modem. Se for necessário fazer muitas expansões a curto prazo, melhor será comprar um modelo novo, mas note que mesmo uma configuração modesta poderá ser útil, ainda que não sejam feitas expansões.

 

10) Especificação de um novo PC
Tenho um Pentium II de 233 MHz com HD de 800 MB, 32 MB de RAM, modem de 14.400, kit multimídia e monitor Samsung SyncMaster 3. Meus objetivos iniciais são a navegação na Internet, tratamento de imagens (incluindo o uso de scanners e a captura, gravação, reprodução de músicas, incluindo a montagem de CDs personalizados. Qual a configuração mínima que preciso? Existe alguma inconveniência técnica para que eu faça um novo upgrade em meu PC? Existe grande diferença de qualidade entre um K6 e um Pentium com configurações iguais? Quanto ao gravador de CD, qual seria o mais indicado? Ele permitiria gravar músicas tanto do micro quanto de outro CD?

Resposta:
Seu PC já tem quase a configuração suficiente para essas tarefas. Recomendo a instalação de um novo disco rígido com maior capacidade, pois 800 MB não serão suficientes para este tipo de trabalho. Sugiro um modelo de 10 GB, os preços já estão bastante acessíveis. Em relação ao uso do scanner, seria recomendável expandir a memória para 64 MB, já que o processamento de arquivos gráficos requer muita memória RAM. Se não existir RAM disponível em quantidade suficiente, o disco rígido será usado e o tratamento das imagens será muito mais lento. Faça também a instalação de um novo modem. Recomendo um modelo da US Robotics ou Diamond, com velocidade de 56k bps, padrão V.90. Quanto à diferença entre o K6 e o Pentium, ambos tem a mesma qualidade. Apenas você ficará insatisfeito se utilizar uma placa de CPU de segunda linha, como muitas existentes atualmente no mercado. O desempenho do K6-2 é sensivelmente inferior ao de um Pentium II de mesmo clock, até os 300 MHz. A partir deste clock, acentua-se a vantagem do Pentium II em relação ao K6-2. Mais indicado é o uso do K6-3, que atinge clocks mais elevados e possui desempenho mais próximo do de um Pentium II o Pentium III de mesmo clock. Todos os gravadores de CD-R disponíveis no mercado são adequados. Sugiro entretanto que você compre um gravador de CD-RW, que grava discos CD-RW (podem ser gravados e regravados) além dos discos CD-R, que podem ser gravados apenas uma vez. Os preços de ambos os gravadores são bem parecidos. Eu utilizo um modelo da Mitsumi que funciona muito bem. A gravação de faixas de áudio pode ser feita em qualquer gravador, utilizando os programas que os acompanham.